quarta-feira, 13 de março de 2024

Dos trabalhos interiores e harmonizadores das gerações actuais, quando há tantos seres mal individuados e muito manipulados

                                     

Cada um de nós é uma alma, uma psique, entre o corpo animal e o espírito subtil, puxada por um pelos instintos e  pelo outro pelos ideais e aspirações, e assim se dividindo, de certo modo, numa alma mais animal, noutra mais racional  e noutra mais espiritual...

Cada um de nós é assim um campo de batalha entre as diferentes almas a todo o momento da vida no corpo físico, obrigando a equilíbrios entre a satisfação de  prazeres e desejos e a dos chamamentos ou imperativos do eu espiritual,  este com a sua capacidade racional, compassiva, abnegada, a função harmonizadora e a dimensão interiorizante e espírito-divinizante.

O Eu que detém as rédeas da vontade ora se submete mais ao corpo e alma animal e segue as suas impulsões e desejos, forças e fraquezas, ora tenta controlá-los  e realizar mais as suas capacidades de harmonia interna e externa, ou mesmo de paz, intuição, adoração, gratidão, amor, unidade, abnegação, tão necessárias nos nossos dias de tantos conflitos mundiais e pessoais, e em que por vezes temos mesmo que levantar a voz contra tanta hipocrisia e maquiavelismo da elite oligárquica ocidental e seus ineptos, insensíveis e corruptos dirigentes políticos, que, por exemplo, tanto usam erradamente o dinheiro público para armamento e vacinas  como causam tanta mortandade eslava e até palestiniana.

Para suplantarmos tal, a  oração, a meditação e a respiração psíquica são os meios principais pois, a qualquer momento, através deles, tentamos libertar-nos ou amainar as ondulações mentais reactivas e sintonizar mais com a nossa alma espiritual, mais próxima do espírito, e dos planos subtis a que temos acesso pelas afinidades, tendências e linhas de força desenvolvidas e, logo,  daí podendo recebermos influxos luminosos e restauradores.

Uma vida justa e de aspiração ao aperfeiçoamento, de labor pelo conhecimento e  sua partilha, e de atenção à voz da razão ou da consciência interna, outrora também chamada a voz do daimon, génio ou Anjo, e que subitamente nos clarifica, sugere ou aconselha por dentro, fortificam uma maior sintonia com a ordem e justiça na Terra, o Dharma indiano e o Tao chinês, e com o mundo espiritual, e ajudam-nos a estarmos mais norteados na nosso caminho e peregrinação da vida.

No meio de tanta informação e desinformação, de tanta manipulação e alienação da verdade, de tanta opressão e guerra, conseguirmos controlar a nossa curiosidade e ingestão de notícias, e a consequente reactividade psíquica tantas vezes desanimadora e negativa, é fundamental para não nos dispersarmos e enfraquecermos, para não desistirmos da nossa missão de luz, amor e sabedoria na Terra...


No meio de tantos factores ambientais artificiais, stressantes  e enfraquecedores, conseguirmos controlar a nossa constante oscilação psico-somática, ou ainda das gunas, como se dirá na Índia,  é pois uma tarefa e arte que exige uma discriminação constante do que devemos deixar entrar em nós de alimentação-informação, do que conseguimos aguentar ou assimilar, do que devemos apoiar, ou ainda do que deverá ser a nossa reacção ou síntese face ao que vemos, ou nos dizem, ou nos fazem.

Nada fácil é estarmos abertos à humanidade viva, sobretudo em conflito ou sofredora,  e sabermos reagir e actuar com compaixão, coragem  e justiça e simultaneamente preservar  a  saúde psico-somática tão facilmente afectada pela violência, o discernimento mental, e um certo desprendimento derivado da compreensão da dificuldade de haver muita unidade no meio de tantos seres pouco individuados e muitos manipulados pela Educação e os meios de informação e comunicação social, estes acrescentando ainda censuras ao que não interessa ao belicismo racista e autoritário da oligarquia financeira ocidental.

O contacto com a Natureza, a boa leitura, dialogo e escrita, a alimentação biológica, o trabalhar e agir em amor e compaixão, o recolhimento, o fechar os olhos, o sentir-nos no interior do corpo, o respirar consciente, profunda e retentivamente, o sentir o coração e as suas aspirações e orações, o invocar o Anjo da Guarda ou o Mestre, o adorar alguma forma de manifestação ou face da Divindade, são ainda os melhores meios de harmonização psico-corporal e  social  que podemos dispor para tentarmos religar-nos mais aos mistério do Espírito e da Divindade e para acrescentarmos mais luz aos nossos corpos espirituais que vamos talhando na vida terrena...

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