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quinta-feira, 9 de julho de 2026
A consagração de Ali Khamenei, como shahid e qutb, testemunha mártir e polo espiritual, do Irão perene e invencível, no santuário do Imam Reza, em Mashad, sua cidade natal.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Os mestres do Amor do Irão, Jami, poeta, cientista, iniciado e sufi. Dedicado a Ali Larijani e Ali Khamenei que certamente o conheceram.
Abd-Ul Ghafour Ravan Farhadi foi um dos seus bons comentadores modernos (Iran Moderne) e vamos citá-lo um pouco, pois embora, por exemplo, os dois mártires Ali Larijani e Ali Khamenei o conheceram não cremos que tenham escrito sobre a sua obra e intuições, tanto mais que ambos tiveram de lutar muito militar e politicamente para conseguirem manter a República Islâmica do Irão livre da opressão do Ocidente hegemónico.
Como sabemos o amor é no Irão quase que a religião nacional, e a interior da religião islâmica, e nesse sentido tantos mestres e poetas a trabalharam e transmitiram ensinamentos bem valiosos. E poderemos referir os fiéis do Amor de Isfahan, Rumi, Hafiz, Ruzbehan de Balk, já abordado neste blogue e que tive a graça de visitar e meditar o seu tumulo em Shiraz tendo mesmo gravado um vídeo que pode observar no youtube.
Mas já em Zoroastro a visão de Deus, Ahura Mazda é a do Ser Supremo da Sabedoria e da Bondade e que apela a nós para desenvolvermos a trindade dos Bons pensamentos, boas palavras e boas actos. O Amor entre os seres, a família, o amor do cultivo da Terra e da Verdade, numa luta contra a mentira e a injustiça são deveres de todos nós, e essenciais para que Asha, a Ordem e Providência Divina e amorosa se realize.
Com Jami já se passaram muitos séculos dos ensinamentos dos magos e de Zoroastro e com muita experiência, visão e doutrinação sobre o Amor de tantos iniciados e sufis, pelo que Jami, filho dum sufi, iniciado e místico, pode voar bem alto na sua visão cosmogónica, de certo modo na peugada dos que o antecederam tal Ibn Arabi, Rumi, Attar, Sohrawardi, Ruzbehan. Vejamos a sua visão:
«A Beleza do Único existe desde a pré-eternidade (azal). A Vontade do Único alegrou-se em manifestar (tajjali) esta Beleza. Esta Vontade foi portanto a base da Criação, que vendo do nada à existência, aspira a adorar a Beleza. Esta Vontade esteve consequentemente na origem do Amor que está fora do tempo, sem princípio nem fim (Sabhat-ul Abrar Silsilat-us-Zahab). Tudo depende portanto do Amor: a criação, o movimento dos astros e dos ceus, o desabrochar das flores.»
No ser humano o amor manifesta-se como o desejo instintivo da união sexual, e o desejo de união psíquica e espiritual, com a amada ou com Deus. Neste amor mais intenso e verdadeiro, há necessidade de nos libertarmos do que nos prende, seja por desejo seja por receio. Assim, nos estados de amor mais intensos ou elevados, tanto a razão ou racionalidade, como o ego ou o eu são abandonados, queimados no fogo do amor do coração, no fundo trocados pelo ser Amado,
Nesta movimentação o ser tanto conserva o amor humano, como passa ao divino, que é o elixir da vida eterna, Muitos místicos sentiram-no mais no coração transparente ao Amor Divino, tornado taça ou cálice.
Esta movimentação passa por estações sucessivas, que vão «da sua procura do ser que se ama por causa de nós mesmos, e depois já se deseja esse ser por ele mesmo, e por fim consagra-se a tal ser pelo Amor.»
«Quando esta consagração é realizada, a dualidade diminui ou desaparece , já pouca ou nenhuma distinção havendo entre os dois amantes, só havendo o amor para sempre, ou até ao fim dos tempos ou da manifestação. Esta vontade unificada pode então reger ou determinar tudo, num equilíbrio entre o destino, o dever, a providencia, e o livre arbítrio.»
O ser que mais sente o amor deve renovar a sua consagração ao Divino, à Verdade, ao Amor, e ser-lhe mais fiel, mesmo quando sente mais intensamente o amor humano, pois só por esta aspiração ígnea não materializada ou fixada é que o coração se torna o atanor ou o ovo alquímico onde o oceano de Maomé, ou a Haqiqat mohammadiya, a realidade mohammedica, se manifesta e apura a nossa essência divinamente, pois para todos os níveis, e em espacial nos internos, a Fonte do Amor na Criação e Manifestação é Deus, Allah.
Transcrevemos agora um bem elevado poema do Diwan de Jami, que oferecemos a Ali Khamenei e a Ali Larijani, neste findar do dia 8 de Julho enquanto oiço em directo as orações e cantos em homenagem a Seyyed Ali Khamenei, na cidade santa de Karbala.
Assassinados pelos invejosos e opressivos do eixo do Mal, ressuscitaram como mártires, shahid, os seres que testemunham nas dificuldades e perante a ameaça da morte o seu amor e união a Deus, entrando no além bem conscientes da sua dimensão espiritual, imortal e fiel do Amor e de Deus, passando a reflectir a Luz divina, tal como os profetas, e os Imams, para nós, como todos nós, não cegos pelo infrahumanismo ocidental, observamos com os mais de 30 milhões de seres que tem participado nestas procissões e orações, e recebendo do heroico e sábio Ayatollah Ali Khamenei e dos awlia, ou amigos de Deus que estão com ele, certamente muitas inspirações e bênçãos, para que a vitória das forças da Luz e da Justiça seja bem contribuída pelo povo iraniano e a família shiia, ahl al-Bayt.
«Olha, Jami, desde a criação
terça-feira, 7 de julho de 2026
O maior funeral da Historia: o Ayatollah Seyyed Ali Khamenei, mártir da Verdade, da Justiça, da Sabedoria, da Multipolaridade, da resistência ao eixo do Mal.
Estão a realizar-se nestes dias de Julho de 2026 as sucessivas cerimónias, procissões e orações de homenagem ao líder supremo do Irão, assassinado com grande parte da sua família pelos israelitas e norte-americano, em 28 de Fevereiro, Seyyed (isto é um descendente de Ali, o 1º Imam ou guia Shiia, e de Fatima al Zahra, a filha do profeta), Ayatollah (sábio guia, religioso) Ali Housseini Khamenei, que durante 38 anos, após a morte do fundador da República Islâmica do Irão, o ayatollah Ruhollah Khomeini, orientou o povo iraniano no caminho da educação e modernização, da prosperidade possível e da resistência ao opressivo imperialismo ocidental e sionismo, no aprofundamento do conhecimento, da ética, da coragem e da religião, ou religação espiritual e divina.
Paz, Amor e Luz estejam bem vivos na sua alma tão lutadora como sábia que aos 86 anos, em plena lucidez e actividade, foi forçado a abandonar a Terra, deixando todavia um fermento ígneo inigualável...
É o maior e mais comovido e comovente funeral de toda a história humana, juntando cerca de 20 milhões de pessoas e acontecendo durante o confronto entre duas civilizações: a ocidental norte americana e israelita, materialista, globalista, opressiva, criminosa e a iraniana, tradicionalista, religiosa, austera, socialista, culta, fraterna, hospitaleira, poética, shiia.
Civilização Persa ou Iraniana com cerca de 5.000 anos de história, com tantos grandes seres deixando obras geniais e agora, a última, face ao persistente bullying e opressão do Ocidente, erguer-se resistente perante dois dos exércitos mais ricos e bem equipados e obrigando-os a pedirem o cessar-fogo.
À brutalidade traiçoeira, pois em período de negociações, e assassina dos ataques israelo-americanos que propositadamente mataram o topo e a base da sociedade iraniana, ou seja os seus líderes políticos e militares e 160 crianças da escola de Minab, por dois mísseis separados por minutos, - a essa vergonha total para países ditos civilizados mas já tão degenrados, de simulácros de direitos humanos e de pseudo-democracias - responderam com calma e determinação os iraquianos, não se deixando desorientar com a morte súbita da sua liderança politica e militar e em duas horas começaram a responder com os seus miísseis dirigidos aos alvos militares da região.
Estabelecido um cessar fogo, seguiu-se um segundo ataque com mais assassínios e destruições militares, humanas e culturais pelos israelo-americanos, e uma resposta controlada do Irão, com Telavive a ficar bastante atingida, pelo que Israel e USA tiveram de pediram de novo um cessar fogo, aceite pelo Irão.
Estamos agora em fase de negociações de um memorando com os pontos justos desejados pelo Irão mas que os gananciosos, opressivos e fanáticos norte-americanos e israelitas não querem aceitar no seu todo, e para Trump ver dinheiro das portagens do estreito de Ormuz a entrar no estado iraniano é demais para a sua mentalidade mesquinha e orgulhosa, pelo que sabemos que os israelo-americanos, insatisfeitos com a derrota e teimosos na sua vontade de dominação e opressão - e basta lembrar como o projecto do Grande Israel estava a ser considerado como inevitável, quando agora esboroou-se - vão lançar brevemente as suas mais poderosas bombas e mísseis para destruírem e matarem o mais possível - na linha do que Trump ameaçava e desejava: fazer voltar à idade da pedra a civilização iraniana - indiferentes aos civis e crianças que matam e nem sequer confessando as suas baixas, ao contrário dos iranianos que as assumem.
Este funeral do ayatollah Ali Khamenei, o maior de toda a história humana, congregando os iranianos, mas também iraquianos, shiaas e resistentes ao imperialismo israelo-americano, nomeadamente muitos dos melhores jornalistas e comentadores simpatizantes com o Irão e as suas causas (e onde eu bem gostaria de ter participado), tem-se realizado com grande emotividade, fogo e cor nos corações, nas bandeiras, cartazes discursos, sermões, cantos e palavras de ordem, assinalando ao mundo a determinação deste povo de continuar a cultivar os seus heróis e mártires, de seguir corajosa e desprendidamente, se necessário for, os seus exemplos, de nãos e deixar atemorizar nem vencer pelo eixo do Mal ocidental, liderado por Israel, USA, NATO.
Sintomaticamente, apesar das pressões dissuasivas norte-americanas, estiveram representados oficialmente nas cerimónias iniciais e brilhantes em Teerão, a 5 de Julho, cem países, cada delegação sendo presenteada com a leitura bem cantada dum versículo do Corão enquanto saudavam o caixão dos restos do corpo físico do Seayyed Ali Kamenei e família. Claro não havia nem um país da desgraçada da União Europeia, destacando-se antes a Rússia, com Medvedv, o nº 2 da hierarquia do sábio Kremlim, e a BieloRussia, e até a Arábia Saudita, que talvez tenha começado a abrir os olhos para a verdade, a justiça e a multipolaridade.
Após as cerimónias no dia 5 em Teerão, na Grand Mosala, mais internacionais com os altos dignitários de cada país, e com os versículos corânicos escolhidos sabiamente para cada um deles, como poderá ouvir no youtube, mas com milhões nas ruas, hoje 6 realizaram-se as homenagens, procissões e orações na cidade santa de Qom, onde se encontra o santuário de Fatima ou Hazrat Masumeh, irmã do 8º Imam Reza, e que é o grande centro da religião e da espiritualidade no Irão, com múltiplas universidades, escolas e institutos, e onde Ali Khamenei foi professor e guia. E numa delas de Teologia estive eu há uns anos a conferenciar e a dialogar sobre os místicos islâmicos em Portugal e no Algarve, os encontros ecuménicos com portugueses na corte bastante persa de Akbar, e os poetas e místicos iranianos.
A 8 chegará a vez do Iraque, com de Karbala e Najaf , as grandes cidades santas shiias, onde estão enterrados respectivamente o 2º Imam Husseim, e Ali, o 1º Imam, comprovando-se certamente com as multidões a unidade fraterna e supra-nacional shiaa e da resistência. Por fim, concluirá em Mashad, onde Seyyed Ali Khamenei nascera e estudara, esta peregrinação iniciática para milhões de seres, ou biliões se contarmos os que pela internet e televisões assistirão e vibrarão não só com os espíritos dos martirizados grande seres do Irão, como com tudo o que estará presente e sucederá estes dias.
Muitas bandeiras vermelhas contém a mão erguida com o punho firme contra o imperialismo e o sionismo, e outras amarelas são as das Forças de Mobilização Popular, Hashd al Shaab, a resistência shiia, iraquiana na sua maioria.
Bem gostaríamos de conseguir ler o que vai escrito nas bandeiras e cartazes, para além das que em inglês condenam justificadamente Trump e os israelo-americanos. Impossível é também saber o que cada um destes peregrinos, talvez cruzando agora o momento mais impressionante da sua vida, sentiu e vai levar para sempre no seu caminho de regresso à casa, terrena, e à espiritual um dia, onde o grande ayatollah ou líder supremo Ali Khamenei já se encontra, e para eles e nós sorri, estimulando-nos a conhecermo-nos e aperfeiçoar-nos sempre, nomeadamente de modo a resistirmos e vencermos os ataques das forças da mentira, da inveja, do mal, a jihad interna e externa.
São milhões de seres de todas as idades e profissões que desfilam, rezam, cantam, choram, sorriem afirmando a vitória do Espírito imortal, em geral e em especial no grande Ayatollah Ali Khamenei e no povo e civilização-Estado iraniana, e avançam sob o sol fortíssimo, cobertos de lenços, chapéus ou sem nada, batendo as mãos no peito ou erguendo-as com palavras e cantos de vitória, como lídimos sucessores dos guerreiros da luz, ordem e verdade ensinada por Zoroastro e desde então sempre vivida por mazdeístas, islâmicos, shiias, ou meramente iranianos, e que está a viver neste confronto com o criminoso império norte-americano e sionista a sua batalha decisiva
Deixou a Terra aos 86 anos de idade em pleno vigor e lucidez e não admira que ainda agora no além Seyyed Ali Husseim Khamenei seja um qutb, um eixo e mestre da ligação entre a Humanidade e a Divindade e esteja a inspirar milhares e milhões para a vitória da forças da dignidade, da tradição, do bem, da justiça, da luz, da multipolaridade, do amor, da fraternidade.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Alexander Dugin. Esta guerra exige uma Nova Rússia. É a Hora de transcendermos o status quo. This War Demands a New Russia Time to transcend the status quo. Bilingual text. 6/7
A alma do povo russo, 1914. Mikail Nesterov.
O notável filósofo tradicionalista e ortodoxo Russo vai continuando a sua cruzada por uma Rússia nova, por uma consciencialização mais profunda da sua missão histórica como Estado Civilização, por um trabalho de aprofundamento filosófico, pela adopção mais generalizada das suas linhas de força ideológicas, gnósticas, salvíficas, escatológicas, apelando à transformação das mentalidades demasiado ocidentalizadas, consumistas, globalizadas e pouco patrióticas. Ou, mais concretamente, uma mudança do status quo, nomeadamente das mentalidades dirigentes que estão ainda muito apegadas à Rússia semi-controlada pelo Ocidente neo-liberal, globalista e decadente, à Russia que tergiversa e não se afirma como Civilização Estado com profunda e sagrada missão histórica.
Face ao crescente confronto agressivo e destrutivo do mundo ocidental com a Rússia, através do regime da Ucrânia e dos seus ataques com drones e misseis, Alexandre Dugin afirma que é a Hora duma mudança mais profunda das mentalidades, com a guerra a ser mais assumida plenamente.
Se há muito tempo, tanto ele como outros sectores políticos e militares da Rússia, exigiam do presidente da Federção Russa Vladimir Putin que ele retirasse as luvas brancas e fosse mais drástico nos meios militares usados nas respostas, agora, com os últimos ataques criminosos a jovens, crianças e civis perpetrados pelos responsáveis militares ucranianos, Vladimir Putin apareceu vestido de farda militar e algumas declarações dele ou dos seus porta-vozes, tal a de Peskov, de que a operação militar especial passara para a guerra, mostra bem a fase intensa e decisiva em que a Europa entrou, comprovado pela escalada dos bombardeamentos maciços de infraestruturas militares e energéticas nomeadamente de Kiev, até agora bastante poupada.
Os riscos do alargamento, tão desejado e tentado provocar há muito por Zelensky, mas negados pelas repostas moderadas dos russos, a outros países da zona são agora mais evidentes, com os estados Bálticos a providenciarem meios de ataque mais directos e eficazes no interior da Rússia, e com alguns países europeus, destacando-se o Reino Unido do detestado e sionizado Keir Starmar, num warmongerismo anti-russo e pró- Zelensky, continuando este a afirmar que está a ganhar a batalha, com milhões de pessoas a acreditarem nele e na sua máquina de propaganda ocidental.
Nestes dias bastante quentes climaticamente, vejamos quais serão as decisões, acções e reacções dos intervenientes e que são analizadas diariamente nas intervenções e especulações de centenas de bons comentadores mundiais lançadas pela internet ou em algumas televisões, estas cada vez menos valorizadas por quem procura a verdade, lucidez e imparcialidade nos comentários.
Alexander Dugin é uma dessas vozes que devemos escutar, para ponderar e melhor equacionar a grande batalha que se trava no mundo, na Palestina, no Irão, na Ucrânia, na Venezuela, em Cuba, no Burkina Faso, entre o Ocidente neo-liberal oligárquico anti-russo e bastante sionizado e epsteiniano, e as forças da resistência, da multipolaridade, do BRICS. E, conforme este artigo, da Rússia, como Estado civilização tradicional e religioso, da qual Alexandre Dugin é certamente o último mestre e staretz mais conhecido duma catena aurea filosófica que passa por Dostoievsky e Tosltoi, Soloviev e, Berdiaef, Florensky, Bulgakov, Nicholai e Helena Roerich, e a sua filha Daria Dugina Platonova, com o seu optimismo escatológico.
Esta guerra exige uma Nova Rússia. É a Hora de transcendermos o status quo.
The notable traditionalist and Orthodox Russian philosopher Alexander Dugin continues his crusade for a new Russia, for a deeper awareness of its historical mission as a Civilisational State, for a work of philosophical deepening, for the more widespread adoption of its ideological, gnostic, salvific, and eschatological lines of force, appealing for the transformation of mentalities that are too Westernised, consumerist, globalised, and not very patriotic. Or, more specifically, a change in the status quo, namely the mindset of the ruling elites who are still very attached to the semi-controlled Russia by the neo-liberal, globalist, and decadent West, a change of the Russia that evades and does not assert itself as a State Civilisation with a profound and sacred historical mission.
Faced with the growing aggressive and destructive confrontation of the Western world with Russia, through the regime of Ukraine and its drone and missile attacks, Alexander Dugin asserts that now is thetime for a deeper change in mentalities, as also the state of war is being more fully embraced.
If a long time ago, both he and other political and military sectors of Russia demanded from the President of the Russian Federation, Vladimir Putin, that he take off the white gloves and be more drastic in the military means used in responses, now, with the latest criminal attacks on young people, children, and civilians perpetrated by Ukrainian military officials, Vladimir Putin appeared dressed in military uniform, and some of his statements or those of his spokespersons, such as Peskov's, that the special military operation had turned into war, clearly show the intense and decisive phase the conflict in Europe has entered, evidenced by the escalation of massive bombings of military and energy infrastructures, particularly in Kiev, which has so far been quite spared.
The risks of the expansion, so long desired and attempted to provoke by Zelensky, but denied by the moderate responses of the Russians, to other countries in the region are now more evident, with the Baltic states providing more direct and effective means of attack within Russia, and with some European countries, notably the United Kingdom under the detested and Zionized Keir Starmer, engaging in anti-Russian and pro-Zelensky warmongering, with the latter continuing to claim that he is winning the battle, with millions of people believing in him and his Western propaganda machine.
In these very hot climatic days, let us see what the decisions, actions, and reactions of the participants will be, which are analysed daily in the interventions and speculations of hundreds of good global commentators launched on the internet or on some television channels, these increasingly less valued by those who seek truth, lucidity, and impartiality in the comments.
Alexander Dugin is one of those voices we must listen to, to ponder and better understand the great battle being fought in the world, in Palestine, in Iran, in Ukraine, in Venezuela, in Cuba, in Burkina Faso, between the anti-Russian, quite Zionized and Epsteinian neo-liberal oligarchic West, and the forces of resistance, multipolarity, and BRICS. And, according to this article, from Russia, as a traditional and religious civilisation state, of which Alexander Dugin is certainly the last master and most well-known staretz of a philosophical golden chain that passes through Dostoevsky and Tolstoy, Soloviev and Berdyaev, Florensky, Bulgakov, Nikolai and Helena Roerich, and his daughter Daria Dugina Platonova, with her eschatological optimism. Let us listen to Alexander Dugin:
Alexander Dugin warns that Russia’s status quo has exhausted itself and must be transcended if it is to win the civilizational war. «It is worth giving serious thought to the structure of the Russian status quo, taking into account the recent processes unfolding in the West and beyond, and doing so with historical depth, both in Russia’s domestic past and in that of the West. In the course of the Special Military Operation (SMO)—that is, in the confrontation with Western civilization—we have approached a critical line. As long as it was the Russian status quo fighting the West, this was a matter of securing partial sovereignty by technical means. Slightly more sovereignty than is granted to others, but still quite limited—limited by acceptance of the liberal globalist rules-based order. We violated its rules, reasonably noting that the West itself constantly violates them. But quod licet Jovi non licet bovi. From that moment, we have seriously set out on the path of building an alternative architecture of international relations. But this also meant that we intended to change our own status quo. That is what we declared, albeit rather cautiously: a state-civilization, multipolarity, traditional values, the Russian World. This is not what Russia (in its current status quo) actually is, but a declaration of what it wants to become. So far, everything is logical. We started with a technical conflict that grew into a civilizational one, and then openly said so. However… it may be that we ourselves never fully believed what we declared. What we have now: Growing escalation with the West, where the West is free to conduct it however it wishes (it erases any red lines whenever and however it wants); The declared horizon of a Russian ideology (the state-civilization); Russia as it exists in the status quo, with all its current wants and refusals, capabilities and limitations. Importantly, what a country “wants” and what it “can” achieve is not just a balance between subjective will and objective possibilities. It is a single whole in which reality is born from the interplay of will and the resistance of matter. This is the phenomenology of power: power often produces what it lacks and politically creates being. This is always and everywhere the case. The discourse of power is not just a reflection of reality, but a tool for shaping it. The status quo is a specific formula of political ontology. What we can and want depends on its construction and structure. Inside the status quo, the balance of desire and resources is one thing. But beyond the status quo, this balance can change significantly, theoretically in any direction. In other words, it is possible to want and to be capable of something different from what we have now. To move into the future, we must go beyond the status quo. But the status quo itself does not want to change. Hence its two main desires: to win the war as quickly as possible and/or to stop the war as quickly as possible. Both solutions are purely technical, and both encounter fierce Western resistance. The West wants neither. It does not want the Russian status quo at all. In other words, the status quo has reached a critical line. Postponing deep, qualitative reforms is no longer possible. Time is now measured in months. The status quo has exhausted its potential. Now it stands like a wall, blocking the path to Russia’s future. The President has indicated the direction to that future. The question now boils down to one rather difficult point: how to carry out a rotation of the elites? We have the elites of the status quo. We need the elites of Victory, the elites of the state-civilization. It is obvious that the current elites do not want to be rotated. They are resisting. They are clinging to the status quo with all their might. But time is running out. The SMO has turned into a full-scale war. And yes, precisely because it has spilled over from a regional confrontation into a clash of civilizations. This is what gives the events their historical significance: between Russia as a state-civilization and Western civilization there exists a deep ontological and metaphysical antagonism. This is not a glitch or an accident. It is the expression of a profound geopolitical and historical pattern. Fate, destiny, Providence, mission. That is what this war is. It is more serious than the Great Patriotic War. And no less serious than the Civil War. It may well be the most important war of all. Its nature above all demands deep understanding. If we do not break our disgusting habit of treating thought with contempt and reducing it to mere technology, we have no chance of winning this war. First and foremost, we must understand who we are and who our adversary is. We must understand this clearly and firmly. If we fail to grasp these fundamental things, it will be fatal. Correct knowledge determines correct action.» Article taken from Alexander Dugin subststak, of 6/7/26 |
domingo, 5 de julho de 2026
Os Persas na História das Civilizações, segundo Gustave le Bon. Como na concepção de Deus e da luta entre o bem e o mal eles influenciaram judeus, cristãos e islâmicos
Gustave le Bon (1841-1931), embora não concluindo medicina tornou-se um antropólogo e sociólogo de renome graças aos seus livros sobre a psicologia das multidões e as raças e civilizações humanas. Contudo, por alguns académicos mais exigentes, tal Durkheim, foi considerado um divulgador pouco científico e, de facto, as suas obras contém algumas apreciações incorrectas e datações erradas (tal afirmar que a Índia não tinha monumentos anteriores a 250. a. C. com o imperador Asoka). Uma das mais controversas foi a de considerar as mulheres inferiores aos homens por razões de massa cerebral e que portanto não deviam ser muito instruídas.
A sua obra mais volumosa e impressiva foi de história, Les Premières Civilizations. Ouvrage illustré de 443 figures, num in-fólio de 820 páginas, carregado de boas gravuras, muitas a partir de fotografias, outras de desenhos e ou mesmo aperfeiçoadas a partir de esboços de recreação história que ele imaginava e desenhava, tal como podemos ver.
Considera mais ou menos correctamente que «os Persas receberam dos Assírios alguns dos seus símbolos: os leões e touros alados que, para eles, eram emblemas, não dos deuses mas dos génios. Eles foram mesmo mais longe, e representaram o seu grande Ahura Mazda sob a figura de Assur: um homem de pé no centro dum disco alado. Mas esta imagem não foi nunca mais do que uma espécie de hieroglifo do deus e nunca se tornou um objecto de culto. É preciso portanto reconhecer, que entre todas as religiões da Antiguidade, nenhuma foi mais espiritualista, mais moral, mais desprendida de ritos grosseiros e de superstições que a religião mazdeísta»
Tentando abordar o Mazdeísmo, concentrando-se na época áurea de Ciro, transmitida por Heródoto, e depois de realçar quão diferente era já do panteísmo dos arianos na Índia, afirma «que eles representavam a divindade como independente do Universo, e como tendo-o tirado do nada só pela sua vontade e pelo poder do Verbo. A sua narrativa da criação aproxima-se muito da Génese. [Não afirma, certamente para não pôr em causa a ideia de revelação sagrada, dos meios judaico-cristãos, quanto os profetas e redactores da Torah aproveitaram disfarçadamente das concepções persas.]
Ahura-Mazda (Ormuzd), o grande deus dos Persas, falando ao seu profeta Zoroastro, diz-lhe: " Eu pronunciei esta Palavra, que contém o Verbo e o seu efeito, para obter a criação do céu, antes da criação, da água, da terra, da árvore, da vaca quadrúpede, antes do nascimento do homem verídico de dois pés."
sábado, 4 de julho de 2026
O Mestre ou guru Nicholai Roerich, visto por Raúl de Sepúlveda Fontes. Com um artigo seu para a revista Estudos Psíquicos, de 1947.
| Ghessar Khan foi várias vezes pintada por Roerich |