1ª parte. Como se sabe o jornalismo português, em geral, está algo manietado, vendido, escravizado e presta frequentemente um serviço de desinformação, manipulação, acerbamento de receios e ódios e estupidificação, e não há jornal que se possa ler confiantemente, nem canal televisivo que se possa ouvir sem se ser enganado, manipulado, violentado. Consequentemente, no meu caso, não os leio nem vejo ou oiço, preservando assim tempo, cérebro, memória, discernimento e alma.
Um dos jornais que há muito, embora nele tenham passado bons jornalistas (lembro-me do amigo Victor Mendanha), e ainda haja alguns a trabalharem correctamente, parece alinhar-se com a oligarquia globalista norte-americana, sionista e europeia é o Correio da Manhã.
Caminhando, ao deparar-me com um jornal sobre um marco de eletricidade, resolvi levá-lo e consultá-lo, pois era da véspera, domingo, 1 de Março e falava alto nos títulos da fotografia de topo. "ATAQUE DE TRUMP AO IRÃO INCENDEIA O MÉDIO ORIENTE. [Acertaram, mas não era difícil, e seria interessante saber-se que outros títulos estiveram no ar.] - Ofensiva militar conjunta americana e israelita. - Presidente apela aos iranianos para se levantarem contra os opressores [Ou seja, na realidade e não no bluff israelo-americano, levantar-se-ão, sim, e mais unidos, contra os opressores invasores assassinos] - Telavive anuncia morte do aiatola Ali Khameni. - Outras figuras da elite de Teerão também morreram - [Tentativa, de certo modo, de justificar o assassinato traiçoeiro, e rebaixar a moralidade e ética do regime socialista islâmico de Teerão, como se ele fosse do nível da elite epsteiniana, ou de Bruxelas ou sionista.] Em caixa vermelha no canto inferior: - Regime Islâmico reage e bombardeia Israel e bases dos EUA no Golfo Pérsico" - [Não é o Irão mas um regime, não o salazarista mas o islâmico...]

Ao pegar-se num jornal e num relance ler-se a capa e contracapa, pode sentir-se a valorização dos conteúdos das notícias. Assim na última página do C. M. voltamos ao Irão, com um artigo OPINIÃO, assinado por um Colunista, com uma fotografia do alto, e com o punho sustentando o queixo, João Pereira Coutinho, intitulado Do Mal o Menos.
O que o colunista nos diz é um bom exemplo de distorções e mentiras que não devemos deixar de assinalar e tentar clarificar, tanto mais que o texto termina com um óbolo da sua natureza bondosa, que vamos tentar retribuir: «espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos».
É caso para perguntarmos, se isto é o menos que ele deseja e quer - a libertação dos iranianos -, então o que será o mais, pois libertação dos iranianos, só pode ser da República Islâmica do Irão, com a sua destruição ou queda, e certamente mais do que isso não há nem mesmo para os norte-americanos e sionistas da mudança do regime que têm tentado por todos os meios, hipocritamente e em vão.
Será então que o "mais da libertação" é o desejo que na região do Golfo Pérsico e Médio Oriente, todos os grupos e estados, em relação ao sionismo e imperialismo norte-americano independentes, para ele meros terroristas de cartaz, desaparecessem da Terra?
Ou irá mais longe no seu mais: a inclusão dos iranianos já libertados no projecto do Grande Israel, do Eufrates ao Mediterrâneo, que os dirigentes principais sionistas e os evangélicos fanáticos norte-americanos tanto sonham, e que ainda recentemente Tucker Carlson, um dos melhores jornalistas mundiais, demonstrou na entrevista realizada a Mike Huckabee, o embaixador dos USA em Israel, e hoje patente no Youtube? Em que redoma psíquica de crenças e ideologias andará o colunista?
Fim da 1ª parte. E muitas deveria haver, porque abrindo-se o jornal deparamos com vários notáveis do jornalismo anti-iraniano, mentiroso, a pronunciarem-se. Comentaremos apenas e brevemente o artigo do colunista nomeado
2ª parte: Começando com uma aparência de moderado, ao considerar o ataque «juridicamente discutível e estrategicamente arriscado», quando é evidentemente ilegal, criminoso e condenável, entra rapidamente nas mentiras habituais, considerando «desde 1979 o Irão um dos maiores patrocinadores do terrorismo mundial,» talvez sem querer pondo-o atrás de Israel, Arábia Saudita e Estados Unidos da América (oficialmente os criadores da Al-qaeda e do Isil, e para combaterem Rússia no Afeganistão), e mostrando a sua ignorância quanto aos números do terrorismo de grupos shiaa ou ligados ao Irão nos últimos quarenta anos, que é de cerca de 25% comparados aos 75 dos sunitas apoiados pelos Estados Árabes, os USA e Israel, este país nunca sofrendo um ataque dos terroristas do Isis ou Isil, antes tratando-os nos seus hospitais quando vinham feridos dos confrontos com as tropas do General Soleimani, morto mártir por Trump e Netnayahu, tal como agora o aiatola Ali Khamenei. E em ambos casos quando estavam em negociações. Mas para o colunista Coutinho, provavelmente tudo bem, nem sequer discutíveis tais assassinatos...
Em seguida entra no delírio de quem parece mesmo um amilhazado, solerizado, sionizado: o Irão é «em termos domésticos uma máquina trituradora do seu povo, e sobretudo, das suas mulheres.» Oh que grande ignorante ou alienado... O que nos diz de Trump, Epstein, Clinton, Príncipe André, Bill Gattes Rothschild, e as mulheres e crianças abusadas, para não irmos mais além?
Será que essa da máquina trituradora vem (consciente ou inconscientemente) do que Zelensky e o seu gang de banderitas e azoves fazem à população obrigada à força ou sobre ameaça de morte a ir morrer pelo regime extremista anti-russo do comediante cocainómano, apoiado pela União Europeia e certamente pelo colunista Pereira Coutinho?
Máquina trituradora das mulheres iranianas, que passaram de cerca de 90% analfabetas no tempo do xá Reza Pahlavi para menos de 3% actualmente?
João Pereira Coutinho parece um simples sionizado a repetir as mentiras das narrativas oficiais norte-americanas, israelitas e da tola da União Europeia anti-iranianas, como lemos depois da breve referência, algo desprezível mas que pode fazer caixa internacional, aos grupos ou etnias ou religiões que se opõem ao projecto sionista-trumpiano-epsteiniano: «Sobre o terrorismo, o Hamas, o Hezbollah, os Houthis do Iémen ou as milícias xiitas do Iraque são apenas os cabeças de cartaz.» Eis uma descoberta original do seu Coutinho, habituado a ver o mundo no cinema de Holywood: «são apenas os cabeças de cartaz...» Que grande cabeça, que génio de colunista, que olhar de lince em terra de cegos...
O senhor colunista não quis ficar por aqui, quis voltar às mulheres iranianas e aos homens, e quer reescrever a história, quer gerar manchete ou cartaz de cabeça na última página do jornal: «Sobre a repressão interna, basta lembrar as dezenas de milhares de mortos que o regime provocou recentemente».
Consideremos o que se passou e hoje já qualquer pessoa medianamente informada ou não alienada sabe pelas próprias autoridades norte-americanas (nomeadamente o secretário de Estado do Comércio norte-americano, e Mike Pompeo), e israelitas, (tal Netanyahu), que foi uma tentativa de mudança de regime com agentes infiltrados e muitos aliciados, a partir de uma manifestação pacifica inicial, sobretudo de lojistas e comerciantes, contra a desvalorização do rial conseguida pela cáfila financeira internacional liderada pelos USA, do que resultaram cerca de três mil mortos iranianos, dos quais cerca de metade inocentes e a outra metade das forças armadas e dos revoltosos e terroristas.
O senhor colunista pode alegar, e justificar-se, que acreditou em quem considera uma autoridade do bom senso, quem sabe mesmo se digna do prémio "nobel da Paz"[hoje completamente desacreditado], Donald Trump, que apontou para 35.000, sem qualquer dúvida exageradamente pois a maioria das estimativas das organizações vai dos 3.000 a 5.000, à parte algumas organizações meramente anti-iranianas e alguns canais e jornais do Deep system mais reaccionários e anti-iranianos, como são o New York Post, que inventa 36.500 mortos nos dois dias de distúrbios, e The Guardian, que aventa mais modestamente face ao que esperariam os seus patrocinadores 30.000.
Como o colunista é jornalista, podem estes jornais ser a sua fonte principal de informação e nem precisa de ser um trumpiano, ou de desculpar-se de ter confiado nele. Hoje no Youtube vêm-se bastantes imagens do que se passou, uma tentativa colorida de mudança de regime, tal como está agora a acontecer no ataque israelo-americano, que nada tem a ver com a energia nuclear mas com as riquezas físicas, psiquicas e espirituais de uma nação e civilização imortal, com os já rotos Trump e Netanyahu a pedirem à população para sair para as ruas, para se libertarem do IRGC que os defende e se entregarem nas mãos democráticas e confiáveis dos agentes infiltrados ou nas miras dos israelitas ou norte-americanos que disparam mísseis sobre escolas cheias de crianças.
O colunista João Pereira Coutinho parece estar de acordo com aqueles dois monstruosos cabeças de cartaz da elite epsteiniana que tenta ainda manter o mundo explorado e submetido ao seu infrahumanismo, à lei do mais rico, mais poderoso, mais imoral...
3ª parte. No parágrafo final, a condescendência, quanto às críticas à agressão violenta, e as lágrimas de crocodilo do colunista Coutinho voltam ao de cima. Ei-lo: «As críticas ao ataque são legítimas; mas ignorar o que lá se passa [ou o que as narrativas oficiais anti-iranianas instilam] é uma cegueira selectiva [uma auto-crítica, inconsciente] que as diminui de imediato. Com todas as reservas que Trump merece [que mercês e merecimentos acacianos...], espero que esta guerra, uma vez iniciada [ou ainda mais brutalizada ou concluída] traga pelo menos a libertação dos iranianos»
Quem são os iranianos que podem ser libertados de prisões físicas ou de constrangimentos mentais? Pois são os traidores da Pátria-Mátria, da República Islâmica, da Tradição Shia, e da Cavalaria nobre de Firdousi e Jamshid...

Será que a ignorante e hubrica mentalidade do Trump não lhe merece reservas e pensa que alguma vez o povo Iraniano, na sua resistência à elite epsteinina e sionista tornado um exemplo heroico pelo mundo multipolar e são, com tantos mártires já dados no espírito Shiaa ou Xiita, tal o general Soleimani, o aiatola Ali Khamenei e sua família, as 165 crianças, vai claudicar perante a corruptora finança internacional e os assassinos norte-americanos e israelitas, que tantos partidos e jornalistas ameaçam, aliciam e manipulam?
Senhor colunista, está enganado. A sua coluna não é a de um jornal - pois ainda que tenha outros anti-iranianos ao seu lado, tal uma Rita Monteiro, e o mais mentiroso, o director executivo Paulo João Santos, o responsável de todas as notícias e "mentiras de antologia" das duas páginas centrais, também há os que têm o mínimo de isenção e independência -, nem é de um templo mas a de uma ignorante ou então corrupta submissão à mentira, à violência, à opressão, à insensibilidade, ao infrahumanismo plutocrático, a um deep sistema diabólico, responsável pelo sofrimento e morte de milhões de seres nas últimas décadas...