sábado, 14 de fevereiro de 2026

Um poema espiritual para Shiva Ratri, a vigília de Shiva, a Consciência pura e beatífica, no ano da graça de 2026.

       Neste ano a 14ª noite após a Lua Cheia, ocorre a 15 de Fevereiro. É denominada a Shivaratri, a vigília de Shiva,  comemorando-se Shiva, a Bem-aventurança divina, o divino Ser enquanto  Yogi primordial, Adi Yogi, na beatitude (ananda) da consciência pura. E a sua união com a Shakti, a Energia primordial e pura, em nós o fogo da aspiração e do amor que se deve erguer e unir com Shiva no 3º olho, ou no cimo da cabeça...  Boas práticas. 
 
Coração arde mais, alegra-te,
Cobre-te de fogo, incendeia-te,
a noite longa de Shiva, a Shiva ratri,
está aqui,
ligando os que buscam a ananda de Shiva,
a bem-aventurança da consciência espiritual. 
 
Rasga as limitações, desprende-te das obrigações
tão ilusórias, inúteis e opressivas
e  arranca antes do teu interior o Espírito.
 
"Shivoham, Shivoham, Shivoham",
"Eu sou Shiva, eu sou beatitude interior", 
exclamam os que meditam e oram
nesta noite sagrada do himalaico deus yogi.
 
Alma, lança-te até Kailas, Evereste, Kanchenjunga,
Abre-te aos raios cósmicos, às estrela cadentes,
aos relâmpagos e centelhas que descem em fogo
sobre os que esta noite vencem sono e cansaço
e erguem o cálice  e os seus chakras para eles. 
 
 

Ó Shakti em mim, ó shaktis, ó yoginis,
que Shiva e Shakti, Consciência e Energia pura,
possam unir-se em nós.
 
Os mestres da Sidhanta e dos Himalaias exclamam:
Aum Shudha Shakti Aum Shiva Aum.
É o grande mantra interior. ao qual se junta:
Aum Namo Shivaya.
 
Assim ouvi,  exclamei e celebrei com mestres na Índia
e agora nesta noite da Shiva Ratri no Ocidente
também mantrizo, ecoou-o e irradio: 
Aum Shudha Shakti Aum Shiva Aum
  

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A busca do sentimento da presença divina em vida, por uma escalabitana, soror Ignes de Jesus.


Os mistérios da Divindade, do Cristianismo e da salvação ou iluminação da alma  tiveram ao longo dos séculos vários portugueses bem animados em conseguir alcançar alguma luz e partilhá-la em amor.

Sempre houve almas  que sentiram mais ardentemente a demanda do conhecimento dos mistérios da vida e da morte, da origem e do fim, e que se aplicaram aos estudos que podiam ter acesso, em geral e durante vários séculos apenas os do Cristianismo, que contudo tinha uma infinidade de autores, temas, linhas de força que os atraiam dentro da ideia força de que a seara é grande e os semeadores poucos. Estudos, orações, práticas e adesão a grupos, ordens, confrarias, irmandades, eremitérios, conventos, mosteiros predominaram.

Por seara entende-se o mundo, e os semeadores e segadores são os que deitam o cereal à terra ou alma humana, e ainda os que vêm interrogar as pessoas e pedir-lhes o arrependimento do que fizeram, seja em momentos da vida, seja à hora da morte.

Sempre houve os que sentiram com mais premência o drama da morte, o mistério da vida post-mortem e o sofrimento que as almas teriam de suportar no além; e outrora quase toda a gente acreditava não só no Purgatório mas sobretudo no Inferno, algo que hoje cada vez menos pessoas receiamam, pois a própria Igreja Católica riscou da existência geográfica subtil o Purgatório, e evita falar do Inferno. Quanto ao Paraíso, há ainda muitos crentes embora sem grande ideia do que ele possa ser, apesar de uma longa tradição de ilustres ou profundos escritores e teólogos que meditaram e especularam sobre tais estados e planos de vida mais gloriosos, havendo artisticamente belas imaginações ou representações
 Ora as ligações com a Divindade e os seus espíritos celestiais, bem como a existência do Purgatório e do Inferno como estados purgativos e  negativos das almas libertas do corpo físico, foram confirmadas pelas almas cristãs mais elevadas e sensíveis, em geral recolhidas nos conventos e mosteiros e que desenvolveram vidas abnegadas e  virtudes insignes sendo agraciadas com dons sobrenaturais de clarividência e clariaudiencia, recebendo sonhos, intuições, extases, estados de grande amor e unidade divina, e conseguindo até libertaram das trevas do purgatório almas por quem rezavam. 

Muitos místicos e místicas foram capazes de intuir certos mistérios da Divindade, ou das doutrinas ou passagens mais cadentes do cristianismo, e transmitiram por voz ou  escrito, quando as suas vidas foram biografadas, e a correspondência, poesia ou doutrina sua foram publicadas.
Sancta Caterina de Ricci ora pro nobis, ora cum nobis.

Vamos partilhar na busca da religação divina, do entendimento da Trindade e do Logos, e com o pano de fundo do Inferno e do Céu, da dispersão e da unificação, a carta de uma mística portuguesa, cuja aprovação pelo sábio teólogo Rafael Bluteau da sua biografia dada à luz em 1731 pelo historiador Francisco Alcoforado Rebelo, partilhamos há alguns dias no blogue.

Neste tempos do século XXI de grande decadência moral da elite, dos políticos e dos meios de comunicação social ocidentais, o que se estende fatalmente a quase toda a população, há que evitar a conspurcação ou desagregação que se gera em nós se ouvirmos ou vermos o que a sinistra direcção da União Europeia, ou dos USA, ou da NATO, ou dos regimes Kiev e de Telavive despejam ignobilmente, no seu ódio à Rússia, ao Irão, à multipolaridade e à verdade, a fim de sermos todos massas manipuladas, amilhazadas, controladas, exploradas. 
Sugestão musical:  https://www.youtube.com/watch?v=l9bZ3sN_hHk

Soror Ignes de Jesus nasceu em Santarém em 1641 e de família pobre ou remediada, pois não conseguiu juntar o dote para ser monja professa e de coro, e antes entrou como irmã conversa no Convento da Anunciada, da Ordem dos Pregadores, em Lisboa, resoluta em assumir todo e qualquer trabalho com grande ânimo, destacando-se ainda nos jejuns, penitências, limpezas, serviços. Muito dada à oração, não era contudo muito completa ou ortodoxa, pois quando rezava o Pai Nosso ou a Ave Maria, apenas recitava a 1ª petição ou frase de cada uma delas, Pai Nosso que estais no Céu, e Avé Maria, cheia de graça, e logo entrava num certo estado psíquico que a desviava de continuar a repetir mental e vocalmente e lhe permitia interiorizar-se e sentir mais o influxo divino. Seria mesmo só a 1ª petição, ou era toda a 1ª parte? Era porque a sua fé e ligação divina eram tão fortes que imediatamente a faziam sentir interiormente e intensamente a presença divina?

No sentido de harmonizar a sua aura e mente, para não perder a presença ou ligação a Deus, repetia ou exclamava frequentementalguns mantras ou jaculatórias que  eram um relembrar ou actualizar forte da sua identidade espiritual de filha de Deus e uma invocação ou exalação da presença divina, nela potencializada: 
«Alma, vai para teu Deus, Alma vai para o teu Senhor Jesus Cristo». «Meu Amado para mim, e eu para ele”, ou "Meu Amado para mim, e eu para o meu amado”.   “Ó Bondade infinita, ó Pai da minha alma”. Mas talvez a mais vivida das suas centelhas ígneas e que muitas vezes exclamava desafogando a sua abrasada alma pelo Amor divino era “Ay Amor, Amor, Amor!”, uma bela jaculatória para tentarmos invocar, repetir, sentir: Ai Amor, Ai Amor...

Viveu até aos 86 anos, pois a 29 de Abril de 1728, com quase sessenta e oito anos de religiosa, deixou a Terra certamente já desejosa de ver os mistérios da glória divina e tendo pouco antes de deixar o invólucro terreno explicado muito gnosticamente que "sentia a sua parte inferior muito fraca, mas que a superior estava unida", ou seja, unificada, ligada ao mestres ou seus santos (pois cultuava vários deles, através das novenas e festas), ao seu espírito, a Jesus Cristo e à Divindade.

Oiçamo-la numa carta já no fim da sua vida: «Muito reverente Padre presidente, e pai muito da minha Alma, a Divina graça assista sempre a vossa Paternidade com saúde e forças para encaminhar as almas. A minha ficou quarta-feira tão saudosa da sua doutrina, que, se houvera mais tempo para ouvir, perguntar e responder sobre aquela explicação de Vossa Paternidade acerca daquela palavra Verbo, sempre gerado naquele Divino Entendimento: oh pai da minha Alma, que considerações faz uma alma sobre isto! E que por esta união o Pai com o Verbo se está amando, e gozando, e que ambos produzem o Espírito Santo, e que desta produção participa a Alma por suas influências.
Aqui vê a Alma como Deus é todo para ela, e tendo este princípio na Divindade, vê como é também todo para ela na humanidade, considerando nas finezas, obras, amor. Oh como não é a Alma toda para tal Amante, sendo tão digno de ser amado, e correspondido! Aqui está o ponto, e vendo que pelo entendimento se comunica pela fé, e a vontade se inflama com desejos, as obras  não correspondem aos sentimentos, ainda sensitivos, na parte inferior, e deseja esconde-los no mais oculto, e fundo da Alma, para que aqui logre os efeitos mais puros. Mas como isto é só obra do Divino poder, pede só a graça para isto, ficando em sossego com actos de vontade só dizendo: Meu Amado para mim, e eu para meu Amado. Como toda passiva recebendo por fé, e fazendo entrega de si por vontade, e resignação, e sempre precedendo a lembrança, e o conhecimento dos pecados, pelos quais vivamente  conheço merecia o Inferno, se Deus me não sofrera. Entra aqui o temor se ainda com tantas finezas feitas por mim perderei aquele logro eterno, que é ao que aspira todo o fim da contemplação, e tomara andar sempre nesta presença: Eu estou em Deus, e Deus em mim. Mas facilmente me recolho com qualquer consideração. Outras vezes sucede  não ter noticias de alguma coisa, que divirta a imaginação. Em tudo desejara viver como morta, que isto acho que importa muito, e fugir de toda a comunicação: nisto faço o que posso, só de passagem por urbanidade. »
Nestes tempos de tanta comunicação desinformante, alienante, opressora, mentirosa, tanta, tanta, lembremo-nos da Soror Ignes de Jesus, tentando escapar à roda da vida em setecentos, mas mantendo uma urbanidade ou cordialidade que certamente a não frustrava humanamente e certamente diminuiria a agitação psíquica mundana em quem a contactava no seu caminho purgativo para a Luz...

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Oração contra o mal e os demónios, tão correntes no Ocidente actual, pelo Frei António das Chagas, o fundador do seminário do Varatojo.

 Frei António das Chagas (1631-1682) foi um vulto bastante abrangente na sociedade portuguesa, pois tendo estudo humanidades em Évora, deu-se à poesia, aos amores e às rixas,  tornou-se militar nas guerras da Restauração,   aventurou-se para o Brasil, mas aí, ao ler as obras místicas de Frei Luís de Granada, sentiu o chamamento à batalha espiritual, e regressou para entrar numa ordem religiosa, mas  não lhe foi fácil dado o seu passado irrequieto. Contudo, após algum tempo de nova vida aventureira, a Ordem Franciscana, mais afectiva e compreensiva que as outras, acolheu-o em Évora, em 1662, quando era já capitão de cavalaria. Foi fulgurante na sua missão de pregador, com grande sucesso em todos os meios da sociedade, dado o entusiasmo, a poesia, a cultura, o amor que o animavam, pelo que conseguiu tornar-se um missionário apostólico e fundar o seminário do Varatojo, donde nasceram valiosos pregadores, escritores certamente inspirados ou infundidos pela sua coragem, veemência e abnegação e ligação ao ardor divino, ao mestre Jesus  Cristo.

As suas obras poéticas de amor profano continuaram a correr manuscritas, enquanto as  religiosas, genialmente criativas nos seus exercícios, meditações, vias, com grandes solilóquios, orações, compunções, algo barrocas ou mesmo teatrais mas veementes para a conversão, eram impressas em edições sucessivas, a que se acrescentaram as das suas cartas. Foi confessor de muita gente, e de muitas religiosas, nomeadamente das  sorores do Convento da Madre de Deus, em Xabregas, outro viveiro de grande almas, embora em clausura. 

De uma das  edições já tardia, de 1735, das suas Obras Espirituais lembrei-me de transcrever uma das suas muitas orações, pela particularidade de tratar ou abordar o problema do mal, das forças das trevas, dos demónios, algo que muita gente prefere ignorar, dada dificuldade de o sondar nas suas origens ou mesmo de o discernir no teatro tão mutável e falso do mundo,  mas que na realidade muitos de nós já conheceram ao vivo, ou pelo menos em sonhos, pois frequentemente é mais de noite, quando dormimos e estamos menos despertos, menos vigilantes, que podemos ser atacados por tais entidades ou forças, obrigando-nos a arrancar a espada da vontade e o nome de Deus, ou de Jesus Cristo para afastar tais opressores. 

Nestes tempos em que as forças demoníacas, que estão nas almas de tantas personagens das elites ocidentais, nomeadamente visíveis na aliança infrahumanista, oligárquica, diabólica da UE, NATO e Ucrânia contra Rússia, ou ainda nos meios degenerados da elite dos USA, Israel e Europa, como o caso Epstein tem trazido à luz do conhecimento público, parecem ter saído de uma caixinha de Pandora e se espalham no ambiente, mais ainda se torna necessário erguermos alguns contrafortes espirituais, psicológicos, voluntariosos contra as forças do mal, da mentira, da violência, da perversão, que a todos tentam, ameaçam e chegam por diferentes meios de osmose e de infiltração, como a comunicação e  redes sociais tanto facilitam. E as forças ígneas contra elas são a força da vontade, o destemor e amor e a inquebrantável ligação  pelo fio de prata ao Mestre e a Deus.
                                      
Revelando bons conhecimentos psicológicos da operatividade do mal, bem como o seu audacioso destemor perante ele, e ainda uma boa realização espiritual e ligação a Jesus Cristo, eis as palavras, com que Frei António das Chagas falava a elas quando as pressentia, sentia ou afrontava, e que nos poderão fortificar:
«Espíritos da trevas, cujos baixos e torpes, para sempre condenados ao cárcere dos abismos, aborrecidos de Deus, fracos e para pouco, dignos de que todos zombem e escarneçam das vossas forças, pois não prestais para nada, nem tendes poder algum mais que o que vos dá quem nas vossas mãos se mete, depois com que as suas mãos se mata. Pois sois todos contra mim, vinde, vinde, vinde todos os que estais no Inferno, não venhais tão pouco, que glória tenho [bela expressão de um destemido combatente] de que venhais mais, e pena que nãos sejais mais.
Trazei todas as vossas armas, todas as tentações e tribulações possíveis, que contra todos baste e sobeja aquela graça com que meu Senhor Jesus Cristo me manda vos açoite a todos com o seu nome santíssimo. [Em nome de Jesus Cristo, exorcizo, afasto....]. Vinde espíritos feiíssimos, não se
jais fracos, que nenhum medo me fazeis, antes me rio de vós. Quem vos deitou dos Céus vos deitará de mim, porque está dentro de mim. Quem no inferno vos açoita, em mim vos há-de acoitar, com este nada que sou vos há-de confundir. Pelejai, pelejai comigo, e servireis a Deus, porque lhe dareis glória a ele, e dando-me a mim tantas vitórias, como batalhas, e a vós tanta pena de novo, quanto for a vergonha, e confusão de ficardes vencidos. Chamai ao vosso Lúcifer, e aos seus valentões maiores, que aparelhado estou com o eterno ódio que vos tenho, para me deleitar somente na Cruz de Cristo; e arvorando esta contra vós, em quanto viver, andar sempre sobre os áspides e basilicos [animais subtis infernais, presentes bestiários medievais e na arte românica], e pisar confiadamente em Deus o colo dos Leões e Dragões.»

Christos, Logos solar, esteja presente em nós, invencíveis, como no P. António das Chagas. Amen!

domingo, 8 de fevereiro de 2026

A. Dugin: La civilización de Baal de lo Anticristo y la mission libertadora de lo pueblo russo. Como julgar a crise actual.

 Numa entrevista, a 5/2/26, bastante importante, Alexandre Dugin, o pai da martirizada filósofa Daria Dugina (que temos homenageado no blogue), demonstra com mestria  qual o estado da humanidade, ou qual a situação actual do conflito mundial em curso do Ocidente contra a Rússia, a China e o Irão, três civilizações tradicionais e independentes, após as revelações dos ficheiros do sionista, e agente da Mossad israelita, Jeffrey Epstein: pedofilia, violência, satanismo e chantagem política, envolvendo, em grau mais ou menos gravoso  centenas e centenas de personagens que faziam parte das suas amizades, festas, férias, organizações, negócios, tais como Bill e Hillary Clinton, Obama, Donald Trump, Ehud Barack, Bill Gates, Ellon Musk, Mark Zuckerberg, Ariane e Robert de Rothschild, Robert Maxwell, Leon Black e Les Wexner, Peter Mandelson, Miroslav Lajčák, Príncipe Andrew e Sarah Ferguson,  Wasserman, Noam Chomsky, Deepak Chopra, Jack Lang e sua filha Carolina, Macron, Starmer, etc. etc.  São três milhões de páginas de documentos, a maioria dos quais   mails, e 180.000 imagens e 2.000 vídeos, embora muito esteja ainda guardado. 
Alexandre Dugin constata e demonstra a falência total das elites políticas do Ocidente, a inevitável perda da confiança nelas, e como a Rússia se deve unir fortemente em torno de Putin e, em aliança com a China e o Irão, resistir e vencer as tentativas de alienação globalista liberal, destruição da família e da religião, golpes de estado, ataques traiçoeiros, sanções e bloqueios económicos em que as ratazanas da União Europeia, dos Estados Unidos e Israel, e da NATO se especializaram. O texto é tão claro que não vale  a pena contextualizar mais: apenas acrescentei algumas imagens e sublinhei  partes importantes, que convém ser relidas pois, como sabemos, a manipulação da comunicação social pro-globalismo liberal, pedófilo, sionista e anti-russo é ainda predominante no Ocidente, e muito em  Portugal, com Milhazes, Rogeiro, Rodrigues, Soler, Márcia, Irineu e & a estupidificarem incessantemente a população, já há décadas submetida ainda ao "preço certo" no dito horário nobre (ou pobre) da Televisão estadual, preparando-a para entrar um dia no além a saber os preços dos detergentes e máquinas de preparar o cafezinho. Destaquemos no final, na tradição espiritual da Mátria ou Sophia de Dostoievsky, Soloviev e Berdiaef, e até de Rudolfo Steiner, Alexandre Dugin dedilhar de novo a missão sacra da Rússia e o tema do Cristo e do Anti-Cristo (o que tem feito com grande regularidade e qualidade nos seus canais da Multipolarpress, da Arktos, e do Substack), sondando a consciência e implicações da investidura divina do povo russo na importante missão de liderança da humanidade, na qual a filosofia e religião perene, a família sã e a multipolaridade equitativa e vencedora da hegemonia opressiva globalista liberal são faces da pirâmide apontada à Divindade, para assim se poder diminuir ou vencer o mal, ou o anti-Cristo, agora desmascarado num dos seus antros mais corrosivos, embora ainda não se saiba senão metade dos 3 milhões de ficheiros, e pouquíssimos dos vídeos e imagens, nem quantos desses seres se demitirão ou serão afastados de cargos públicos ou importantes (para já , onde deveriam servir com equidade e ética o Bem comum...
A imagem, por Inteligência artificial, que encabeça o artigo no geopolitika.ru
           Alexandre Dugin,  La civilización de Baal (Escalada):
Presentador: Bueno, el Departamento de Justicia de los Estados Unidos finalmente publicó las listas de Epstein. Son tres millones de archivos [por ora] que ahora están siendo analizados activamente por los periodistas. Algunas cosas parecen terribles, otras cómicas, especialmente cuando se sacan de contexto nombres concretos que aparecen en estos materiales. Allí se ha encontrado a Zhirinovsky, a Lenin e incluso a personajes de películas y dibujos animados. Usted, Alexander Guélievich [Dugin], mencionó el año pasado que su apellido aparecía en una de las correspondencias. Si resumimos toda esta historia: ¿cómo debe interpretarse, teniendo en cuenta que las noticias se difunden rápidamente tanto en los medios de comunicación rusos como en los extranjeros? 
 
Aleksandr Duguin: En mi opinión, no minimizaría la importancia de lo que está sucediendo. Ahora se ha descubierto una red global de pedófilos que se dedicaban a la tortura, la violencia y los asesinatos, llegando incluso al canibalismo y las «misas negras». Esta red incluía a la élite de ambos partidos estadounidenses: desde George Bush padre hasta Barack Obama, los Clinton y Bill Gates. Se ha confirmado la participación en esta estructura tanto de ellos mismos como de muchos líderes europeos. Muchos de ellos están dimitiendo ahora porque pertenecer a este grupo, formar parte del círculo de contactos directos de Epstein y visitar su isla supone, en principio, una desacreditación total para cualquier político, figura pública, persona con ambiciones científicas, pensador, filósofo, economista o empresario. Es decir, en esencia, pertenecer a esta red criminal, conocer a Epstein, a Ghislaine Maxwell y a otros personajes de su entorno en cualquier grado es una prueba de hacer parte de una actividad delictiva.
Por lo tanto, en mi opinión, esto es extremadamente grave. En primer lugar, lo más importante es que la élite occidental contemporánea es tan amoral que ya nadie en Occidente tiene el derecho moral, no solo de dar lecciones a su propia sociedad o dictarle lo que debe hacer, sino que, en lo que respecta a otros pueblos, estos degenerados —la élite liberal y globalista— simplemente no tienen derecho a abrir la boca. En mi opinión, estar en negociaciones con ellos o sentarse junto a personas manchadas por el liberalismo globalista, simplemente no deberían tener derecho a abrir la boca. En mi opinión, participar en cualquier tipo de negociación con ellos o sentarse junto a personas manchadas por la «lista de Epstein» es simplemente inmoral. Las personas que respetan su dignidad no deben encontrarse en la misma situación que aquellos que la pisotean abiertamente. Es una cuestión de honor: las personas de la lista de Epstein han perdido por completo el derecho de ser dignas, de ser saludadas o de relacionarse con gente decente. Hay un término muy duro en la jerga criminal rusa: «estar marcado». Las personas que han participado en abusos a menores están totalmente desacreditadas en todos los sentidos. Y esta es la primera conclusión trascendental. Ahora se está intentando apagar un poco este escándalo, pero tendrá consecuencias verdaderamente tectónicas.
Presentador: Permítame una pregunta adicional: ¿realmente saldrán impunes los políticos y funcionarios occidentales que se han visto involucrados en esta historia? ¿O todo se limitará a las sonadas dimisiones que estamos viendo ahora mismo, como la de Peter Mandelson en Gran Bretaña o la de Miroslav Lajčák en Eslovaquia?
Aleksandr Duguin: No puedo decirlo con certeza, pero la cuestión es: ¿quién los juzgará? Para juzgar a estas personas implicadas en crímenes tan atroces contra niños, mujeres y personas inocentes —incluidas las amenazas de enterrar en los campos de Trump a las niñas menores de edad que intentaron protestar contra lo que les habían hecho—, tendría que producirse una revolución. Tienen que aparecer personas que estén verdaderamente libres de cualquier contacto con este entorno. Y aquí resulta que tanto Musk como Bannon, por no hablar del mismo Trump, están totalmente involucrados en los círculos cercanos a Epstein, incluida la primera dama. ¿Quién puede juzgarlos realmente? Juzgarlos significa juzgar a todo el Occidente moderno, juzgar a la élite occidental y a quienes ahora gobiernan el mundo.
Además, tanto en el Partido Demócrata como en el Republicano hubo dos políticos destacados que insistieron en que se publicaran estos archivos. Esto no se debió en absoluto a la buena voluntad de Trump, quien participó directamente en actividades pedófilas en la isla de Epstein. Se trata de que el republicano Thomas Massie y el demócrata Ro Khanna, que sin duda no tenían nada que ver con ello, lograron imponer esta decisión a pesar de la feroz resistencia de las élites. Trump afirmó en su momento que estos documentos no existían y que todo era inventado, pero ahora ha quedado claro que no se trata de inventos, sino de una verdadera sentencia contra las élites occidentales. ¿Cómo se les puede juzgar, si son ellos los que ostentan el poder en Occidente? 
 
En estos casos, lo habitual es asaltar la Bastilla, dar golpes de Estado y que las masas enfurecidas y enloquecidas salgan a la calle, incapaces de soportar más a la escoria que se ha apoderado del poder mundial. Por ahora, esto no se ve y no se sabe qué pasará después, pero, en cualquier caso, es una razón de peso para una revolución anti-elitista total en Estados Unidos y otros países. No conozco ningún otro caso en la historia en el que algo así haya quedado impune. Ahora algunos huyen, otros se esconden, otros intentan acallar el escándalo y restar importancia a la publicación de los archivos, pero cuanto más los lee la gente, más horrorizada se queda. Los archivos contienen información no solo sobre abusos a menores, sino también sobre tráfico de personas al más alto nivel.
Esta es la primera observación. La segunda es que da la impresión de que muchos no iban a la isla de Epstein para satisfacer sus perversiones. Se dirigían allí como a una especie de «departamento de personal» del gobierno mundial para participar en un acto delictivo que se graba en vídeo y se convierte en objeto de chantaje. Sin este expediente relacionado con la isla de Epstein, simplemente no se entra en la élite. Se trata de una desacreditación bien organizada y sistemática de los políticos occidentales, es el «pasaporte» necesario para llegar al poder, lo cual es en sí mismo monstruoso. En su momento, se acusó de lo mismo al KGB o a los regímenes prosoviéticos de Europa del Este, pero resulta que en Occidente esto se ha desarrollado de formas aún más grotescas. En nuestro país, esta cuestión sigue abierta, no quiero entrar en detalles, pero en Occidente es un hecho constatado: si quieres entrar en la élite, comete un crimen monstruoso que quede registrado y, entonces, estando completamente desacreditado, podrás entrar en el poder y cumplir las instrucciones de cierto centro.
Ahora, la tercera pregunta: ¿qué centro es ese? Es interesante que, en los archivos de Epstein, una parte significativa de los documentos no se refiera en absoluto a violaciones, sino al control del mundo. En la correspondencia con políticos de alto rango se discuten el desplazamiento del poder y los golpes de Estado en Rusia y Ucrania. En Ucrania el plan tuvo éxito y Epstein se alegra de ello. En Rusia, en 2012, este círculo tuvo la idea de derrocar al presidente legítimo, Vladímir Vladímirovich Putin, y sustituirlo por representantes de la oposición, entre los que se mencionan a Iliá Ponomárev y Álexei Navalni. Es más, en la correspondencia entre Epstein y Bannon se menciona también mi nombre en el contexto de la existencia en Rusia de círculos conservadores tradicionalistas que defienden un mundo multipolar y rechazan la hegemonía de Occidente.
En este sentido, se menciona a muchas personas. No todos los que aparecen en los archivos tenían relación con los delitos: nuestro presidente Vladimir Putin, por ejemplo, figura allí como objetivo de eliminación, presión y derrocamiento. Se describe tanto a amigos como a enemigos. Surge la pregunta: ¿qué tipo de instancia es esta? Estos círculos no solo suministran «mercancía viva» y recopilan información comprometedora, sino que trabajan para alguien más, con su propio plan para reestructurar el mundo, apoyar a unos regímenes y desacreditar a otros. 

Y aquí se revela otra cosa terrible que ha provocado un escándalo colosal en Estados Unidos: es absolutamente evidente que detrás de todo esto está Israel. Los servicios especiales israelíes dirigían y coordinaban toda esta actividad. El padre de Ghislaine Maxwell era residente oficial del Mossad en Estados Unidos. Ahora se perfila un panorama inequívoco: Israel controlaba la política estadounidense y, posiblemente, la política mundial a través de este tipo de chantaje. Esto cambia por completo todas las percepciones y las cartas sobre la mesa. Estados Unidos se consideraba soberano e Israel solo un aliado en Oriente Medio, pero de repente se descubre que es todo lo contrario. Era precisamente Israel quien dirigía la política estadounidense, coordinando el proceso de chantaje. Al mismo tiempo, Epstein y su entorno no ocultaban su racismo sionista directo. En los archivos discuten: «¿Estarán en la fiesta solo los nuestros o también esos malditos gentiles?». Y Epstein responde: «Sí, por desgracia, también habrá gentiles». Se trata de una complicidad manifiesta en el plan sionista para controlar Occidente. Antes solo hablaban de ello los partidarios marginales de las teorías conspirativas, a los que nadie creía, ya que se consideraba que un país tan grande no podía ser un instrumento en manos de un Estado pequeño. Y ahora Estados Unidos, horrorizado, ha visto que sí puede.
¿Qué otras sospechas se confirman y qué más se descubrirá en estos archivos, teniendo en cuenta que solo se ha publicado la mitad? Y, por último: es muy importante señalar que en la página web del Ministerio de Justicia de los Estados Unidos, bajo la dirección de Pamela Bondi, aparecieron durante un par de horas unos archivos relacionados con Trump. Los documentos confirmaban su participación en actos de pedofilia. Allí también aparece la historia de Melania Trump, del alcalde de Nueva York, de muchos representantes de las élites europeas, de la familia real (incluido el príncipe Andrés) y de personas del entorno cercano de Macron. Todos ellos figuraban en esa lista y, por cierto, Elon Musk también aparecía allí.
Presentador: Aclararé algunos detalles. En primer lugar, recordaré que Iliá Ponomárev y el difunto Álexei Navalni figuran en la lista de terroristas y extremistas. Mientras discutimos este tema, los acontecimientos se desarrollan rápidamente. Trump acaba de publicar en Truth Social una entrada en la que afirma categóricamente que nunca ha estado en la isla de Epstein ni se ha acercado a ella. Esta ha sido su reacción a la broma de Trevor Noah en la ceremonia de los Grammy. Surge la pregunta: ¿tiene sentido ahora agitar los puños cuando la publicación, aunque solo haya durado una hora, ya se ha difundido? Porque, como es sabido, Internet lo recuerda todo.
Aleksandr Duguin: Trump, en general, cómo decirlo, o es realmente demente o no se responsabiliza en absoluto de sus palabras. Solo en este año de su segundo mandato presidencial ha cambiado tantas veces de opinión: primero prometió a los votantes que se publicarían los archivos de Epstein, luego juró que no existían, y ahora, cuando le han obligado a hacerlos públicos, afirma que existen, pero que él no tiene nada que ver con ellos. ¿Es posible escuchar y tomar en serio a un personaje así? Fíjense: este anciano, implicado en asuntos de este tipo, miente constantemente y comete actos de agresión no provocada contra los Estados modernos. ¿Es posible negociar seriamente con una figura así? ¿Se le puede creer? Sus palabras han perdido por completo todo significado. Él forma parte de esta red y es natural que se justifique negando lo obvio. Sin embargo, los documentos se han conservado, se han publicado en el sitio web del Departamento de Justicia de los Estados Unidos y cualquiera puede consultarlos.
Sin duda, se trata de un escándalo grandioso que ha dado lugar a una idea lógica: ahora que sabemos con certeza que Estados Unidos está gobernado por el Mossad, Israel y los sionistas de derecha más agresivos, la publicación de este material comprometedor en este momento tiene sus razones. En las redes occidentales se debate que Trump supuestamente está tratando de resistirse a la guerra con Irán que imponen estos círculos. No quiero emitir un juicio definitivo, aquí hay que comprender la naturaleza interna de la sociedad occidental, pero da la impresión de que la aparición repentina de información comprometedora es un instrumento de las fuerzas geopolíticas que estaban detrás de Epstein. El objetivo es simple: chantajear a Trump para que inicie una guerra con Irán o para que se intensifique la guerra con Rusia. Resulta que la élite estadounidense está completamente bajo el control de este centro y sus declaraciones públicas son solo un encubrimiento para procesos invisibles controlados desde un pequeño Estado del Oriente Medio.
Esta imagen cambia radicalmente nuestra idea de lo que es Occidente. Vemos su caída moral total y el descubrimiento de la verdadera naturaleza satánica de la civilización occidental. Nuestro presidente [S. Vladmir Putin, ora pro nobis] ha señalado en repetidas ocasiones que Occidente se ha vuelto satánico, y ahora tenemos pruebas fehacientes: «misas negras», rituales satánicos, pedofilia global y la naturaleza absolutamente criminal de las élites. Las sospechas y las invectivas más terribles de quienes veían en Occidente el «misterio de la iniquidad» se han convertido en un hecho universal. ¿Cómo tratar con este tipo de personas? Ya no debemos sorprendernos por sus mentiras, el incumplimiento de los acuerdos y el apoyo a los regímenes terroristas en Ucrania o en Oriente Medio. Están dispuestos a llevar a cabo cambios de régimen en cualquier lugar, utilizando instrumentos de presión incluso sobre aquellos que no lo desean.
Nos despertamos en otro mundo. Cuando estos archivos comenzaron a publicarse, nuestros medios de comunicación se quedaron momentáneamente atónitos por la conmoción. Todas nuestras críticas más duras hacia Occidente resultaron ser demasiado modestas. Nosotros los considerábamos simplemente personas con sus propias opiniones, pero la correspondencia de Epstein muestra algo diferente: la promoción de la transgénero, la legalización del movimiento LGBT (prohibido en la Federación Rusa) y una conexión directa con grupos satánicos. Es importante destacar que esto no tiene nada que ver con el judaísmo religioso tradicional, en el que se cree en Dios. Lo que hemos visto es un sistema diabólico de gobierno mundial. Es la encarnación viva de las predicciones de la cultura ortodoxa [tal Vladimir Soloviev] sobre el reino del Anticristo. Es difícil imaginar algo más expresivo que estos archivos, que confirman la idea de que vivimos en la era del Anticristo y que la civilización occidental es su civilización.
Presentador: Recordemos que el satanismo está oficialmente reconocido en Rusia como un movimiento terrorista y extremista y está prohibido. Y, sabéis, ante todo esto, ya no hay lugar para la sorpresa. Cuando los antiguos compañeros de Zelensky y los líderes occidentales empiezan a mencionar en serio rituales, muñecos vudú y magia negra, da la sensación de que todas las máscaras se han caído de golpe. En esto estoy totalmente de acuerdo con usted. Ya hemos empezado a tender un puente hacia el tema iraní a través del prisma de los archivos de Epstein. ¿Cree usted que esta publicación y el gran escándalo que ha suscitado pueden realmente retrasar o incluso posponer el inicio de una posible guerra de Estados Unidos contra Irán? 
Aleksandr Duguin: Creo que, basándome en el equilibrio general de los ánimos en la sociedad occidental y en Estados Unidos, más bien se acelerará la agresión militar contra Irán. Para desviar la atención de las inevitables consecuencias de la publicación de los archivos de Epstein tendría que ocurrir algo realmente grandioso: o una gran guerra o, ni siquiera lo descarto, un conflicto nuclear. El compromiso de las élites occidentales es tan profundo, y el análisis de estos tres millones de archivos es una sentencia tan fatal para las instituciones, que solo se puede ocultar este acontecimiento con algo igualmente importante.
Me parece que una guerra convencional con Irán ni siquiera cubriría la magnitud del escándalo, a menos que se utilizaran armas nucleares desde el principio. El mundo está al borde de una verdadera catástrofe. La existencia en Occidente de una élite verdaderamente satánica, que ahora ha salido a la luz —sin comillas ni metáforas— hace que nuestra situación sea completamente diferente de lo que parecía hace poco. Creíamos que con unos se podía negociar, a otros se les podía convencer, a otros se les podía demostrar la fuerza o presentarles argumentos. Pero lo que se ha descubierto ahora demuestra que eso no funciona. Se necesitan métodos completamente diferentes para lidiar con una civilización satánica.
En teoría esta civilización debe declarar la guerra a todos aquellos que no forman parte de ella. Todas las fuerzas que no están bajo el control total de esta «isla de Epstein» global y de la red pedófila de las élites liberales deben rebelarse. El deber religioso lo exige, incluso para los círculos judíos, que ven adónde llevan a la humanidad aquellos que se escudan en su nombre. Creo que es nuestro deber común y esa es la conclusión que debemos sacar de todo esto. Bueno, en cuanto a Irán...
Presentador: Solo quiero aclarar y recordar una vez más a los oyentes que el movimiento satánico internacional está reconocido en Rusia como extremista y está prohibido. Alexander Gelevich, usted habla de la inevitabilidad de una gran guerra o catástrofe, pero al mismo tiempo la publicación Axios informa que Estados Unidos está enviando a Irán representantes para un posible acuerdo. Si, según usted, ni siquiera un conflicto de tal magnitud puede eclipsar el efecto de la historia de los archivos de Epstein, entonces resulta que ningún acuerdo podrá nivelar este escándalo. ¿O me equivoco en mis valoraciones?
Aleksandr Duguin: Nadie se dará cuenta del acuerdo, sobre todo porque no se puede confiar en Estados Unidos. Acaban de invitar a Hamás a un acuerdo y, en ese mismo momento, han destruido toda su dirección política. No se puede confiar en Occidente ni por un segundo. El acuerdo no distraerá la atención de nada, lo que significa que simplemente no existirá. O bien resultará ser una astuta maniobra para destruir a la élite iraní. Pero en cuanto a la destrucción de la élite, quiero llamar la atención sobre el siniestro alcance que está adquiriendo todo esto ahora. Hoy en día vemos operaciones totalmente descaradas de Estados Unidos, del Occidente en general y de sus aliados (o ahora ya la cuestión es quién es aliado de quién: me refiero a Israel, tal vez sea Occidente el aliado de Israel y no al revés). En general, los métodos de Occidente se revelan cada vez más y con mayor frecuencia: cada día se utilizan contra aquellos países y aquellos sistemas políticos que no aceptan su voluntad y no están de acuerdo con la capitulación.
Tenga en cuenta que todo comenzó con la destrucción por parte de Israel de la dirección política de Hamás. Pero aquí aún se podría decir que Hamás atacó a Israel y que existe una cierta simetría o equilibrio. No se puede decir que sea justo, pero, en cualquier caso, está bien: la dirección militar de Hamás fue destruida, independientemente de dónde se encontrara. A continuación, se produce la destrucción de la dirección de Hezbolá, que oficialmente no entró en guerra con Israel en el Líbano, a pesar de sus declaraciones de apoyo a Hamás. Ahora, la dirección política de otro país está siendo destruida de forma selectiva. Más adelante, durante el conflicto entre Israel, Estados Unidos e Irán, los misiles israelíes y otras tecnologías destruyen a los máximos dirigentes del ala militar y política de Irán, incluidos los científicos que desarrollaban, entre otros, proyectos nucleares. Es decir, volvemos a ver la destrucción selectiva de los líderes de los regímenes políticos que no encajan en los planes de Israel y Estados Unidos.
Luego se produce el secuestro del presidente legítimo de Venezuela en cuestión de horas. A continuación, vemos ataques con drones ucranianos contra la residencia del presidente de Rusia. Y, en principio, ahora es tabú, una especie de restricción tácita para destruir a los líderes políticos y militares de otro país con el que, además, no se libra una guerra directa y declarada, se está convirtiendo en una práctica común. A esto se suma el reciente intento de golpe militar en China. No se habla mucho de ello, pero casi todo el mando militar ha sido destituido, y no por casualidad, incluido el jefe de todo el aparato militar chino, Zhang Xuyao, la persona más cercana a Xi Jinping. Todos los demás, prácticamente todo el mando militar, fueron destituidos en un solo día porque, según los propios medios de comunicación chinos (que informan muy escasamente sobre la situación), participaron en una conspiración contra el liderazgo político de la República Popular China a favor de Estados Unidos. Y en China Occidente está tratando de llevar a cabo una operación para cambiar el régimen. Recientemente se han producido protestas apoyadas por Estados Unidos e Israel en Irán que no han dado el resultado deseado: no se ha producido el cambio del régimen político Velayat-e Faqih [custódia por um jurista religioso (faqih), já que não há o Imam shiia], que es el sistema político y religioso de Irán. Bueno, pues habrá nuevas acciones.
Así que hay que prepararse precisamente para eso: operaciones para cambiar el régimen, la destrucción física de los líderes políticos de aquellos Estados y sistemas que no desean aceptar esta civilización salvaje y satánica del Occidente liberal, prohibida en Rusia. Por supuesto, si ahora el enemigo logra eliminar a las figuras principales que son clave para esos Estados (especialmente los Estados-civilizaciones que tienen el coraje, la dignidad y la fuerza de tal vocación espiritual para oponerse a lo que estamos enfrentando en Occidente) [casos da Rússia e Irão, civilizações tradicionais e sagradas], ellos aprovecharán esto. Si se presenta esta oportunidad, y esta oportunidad depende solo de ellos, nada los detendrá: ningún argumento de que esto puede conducir a un conflicto total o al uso de armas nucleares.
Todos estos argumentos ya no funcionan. Ahí radica lo terrible de nuestra situación. Y lo que vemos —cómo Estados Unidos lleva a cabo operaciones para cambiar regímenes e intenta eliminar a sus oponentes políticos, independientemente del cargo que ocupen, incluidos presidentes o jefes de Estado, y a veces, por desgracia, lo consigue— pone a todas las sociedades (Irán, China y Rusia, que son las más importantes) en unas condiciones completamente nuevas. Es decir, si Occidente es irresponsable, si ha puesto en marcha todos los métodos de influencia contra nosotros y ya no impide los ataques de sus propios satélites contra nuestro presidente, entonces la puesta en marcha de una operación de cambio de régimen en Rusia es algo que debemos temer y esperar en un futuro muy próximo.
Vuelvo a recordar la correspondencia de Epstein con el extremista Ilya Ponomarev, prohibido en Rusia: ya en 2012 discutían la operación para cambiar el régimen. Y ahora Rusia, que está a la vanguardia de la lucha contra la civilización satánica de Occidente, representa, por supuesto, un enorme peligro para ellos. En esencia, todo el eje de resistencia a la civilización del Anticristo recae sobre nuestro presidente [Vladimir Putin], nuestro pueblo, nuestro ejército y nuestra sociedad. Por supuesto, se puede decir que también está China, pero China ha intentado por todos los medios retrasar esta confrontación directa. Ni siquiera nos apoyó de forma especialmente activa al comienzo de la guerra en Ucrania [Embora nos bastidores houvesse entre Rússia e China uma aliança e acordo, mesmo antes do começo da operação especial]. En general, fuimos los únicos que resistimos este golpe en la primera etapa. Pero, ¿cuál es el agradecimiento por esta neutralidad de China? El intento de derrocar a Xi Jinping y llevar al poder a políticos aún más prooccidentales. Es decir, nadie es libre ni está a salvo del Occidente, que ha entrado en una época crítica en su desarrollo histórico.
Es una civilización absolutamente demencial, puramente diabólica, sin ningún tipo de restricciones morales, que hace pasar a las élites por experiencias antihumanas con el fin de entrar en su círculo. ¿Se imaginan quién es Trump, qué hay en la cabeza de este hombre? ¿Puede haber algún argumento moral, político o jurídico capaz de detenerlo? Él mismo ha declarado recientemente que no existe ningún derecho internacional. Lo moral es lo que yo considero moral. Si esto lo dice un pedófilo (reflexionemos y sumemos esa información sobre las experiencias pedófilas del actual presidente de los Estados Unidos, que no duró mucho en el sitio web del Ministerio de Justicia, con su afirmación sobre la moral), resulta que para él la pedofilia es moral. Por lo tanto, esto se ha convertido en ley para todo Occidente. Imaginen en qué mundo profundamente enfermo y perverso nos hemos encontrado gradual y silenciosamente. Y nosotros queríamos seguirlo hace treinta años. Ni siquiera hace treinta, hace cinco o seis años, antes del inicio de la Guerra Mundial. Compartíamos sus supuestos valores, queríamos respetar la soberanía, preservar las peculiaridades de la cultura nacional, pero no teníamos nada en contra de Occidente en general. En 1990 simplemente íbamos allí y nuestras élites se integraron en estos círculos globales.
Por cierto, sobre la «huella rusa» en los archivos de Epstein se dice poco: en ellos aparecen personas secundarias, algunas damas de vida fácil. Son detalles sin importancia, pero no lo sabemos todo. Quizás salgan a la luz figuras más importantes del bando liberal, opositores a nuestro presidente y a la soberanía. Y antes de la guerra, había muchos de ellos en el ámbito legal. Quizás ellos también pasaron por estas formas de iniciación en cultos satánicos en la isla de Epstein. Todavía no lo sabemos, los archivos aún no se han procesado por completo. Pero, en cualquier caso, incluso si imaginamos que todo no fue tan lejos y que la gente simplemente se dejó seducir por el atractivo exterior de Occidente... No sé qué tipo de persona enferma o miope hay que ser, qué tipo de ignorante obtuso, para considerarse liberal y partidario de Occidente. Pero dejemos eso: quién sabe, a veces la gente no conoce el idioma y se deja engañar como los salvajes frente a los cristales de colores. Vale, pero ahora se han quitado las máscaras.
En mi opinión, la situación es muy grave. Si no podemos tener ninguna garantía en Occidente, viendo el estado moral de sus élites, entonces necesitamos una movilización total de la sociedad. Tenemos que fortalecer los círculos patrióticos de Rusia para no defraudar a nuestro presidente.
En Occidente puede crearse una imagen falsa: que el mayor enemigo de Occidente es Vladimir Vladimirovich Putin y que todo su entorno está dispuesto a llegar a compromisos. Pero eso significa poner en peligro la vida y la seguridad de nuestro comandante en jefe supremo. Deben tener la sensación de que, si, Dios no lo quiera, le pasa algo a nuestro presidente, detrás de él se alzarán fuerzas políticas que no le parecerán pequeñas a Occidente. Lo que tienen ahora es un comportamiento correcto, mesurado y responsable, que simplemente no acepta su hegemonía. La siguiente ola debe asustar tanto a Occidente que vendrán aquellos que no negociarán nada, declararán a Occidente definitivamente como una civilización satánica y romperán todas las relaciones, excepto la escalada nuclear. Eso será una garantía de que no le pasará nada a nuestro presidente.
Mientras tanto, si en Occidente existe la sensación de que él es el único portador de nuestro espíritu independiente y de la idea rusa, y que todos los demás están dispuestos a transigir, esto es, de hecho, una invitación para que intenten una y otra vez llevar a cabo una operación de cambio de régimen o eliminar físicamente a nuestro líder. Ahí radica el peligro. Y no se trata siquiera de los liberales: tal vez todo el entorno del presidente sean patriotas convencidos, estoy dispuesto a creerlo. Pero hay que demostrarlo, porque muchos se han quedado con la boca cerrada: no sabemos qué piensan sobre la Operación Militar Especial, sobre Occidente, sobre Cristo y la idea rusa. El presidente, sí, él no solo habla, él lo hace todo. Hay que demostrar que, si se le cae un pelo de la cabeza, Occidente se enfrentará a una pesadilla. Hay que demostrar esa pesadilla ahora mismo por la seguridad del sistema. Cualquier insinuación de liberalismo o actitud flexible hacia Occidente, incluido Trump, debe ser eliminada. Esta etapa ha terminado. Intentamos no molestar a Trump, al ver su conflicto con otras élites, pero ahora, al ver estos expedientes, es obvio: entre esas personas no puede haber partidarios nuestros. Es imposible confiar en ellos y llegar a acuerdos con ellos. Por eso, cuando dicen que Kirill Dmitriev [gestor económico e representante russo] voló a Miami y no hay avances, creo que su avión volaba justo en el momento en que se publicaban estos archivos sobre el Atlántico. Sería bueno que su avión, como en su momento el de Primakov, diera la vuelta sobre el océano con las palabras: «Bueno, ¿y con quién vamos a negociar?». Con gente así no se negocia. [Em 24 de Março de 1999, Yevgeny Primakov, então 1º ministro da Rússia  nomeado por Yeltsin, quando voava sobre o Oceano Atlântico rumo a Washington, para negociações oficiais,  ao ser informado que a NATO começara a bombardeamento da Jugoslávia,  ordenou ao comandante do avião que fizesse meia-volta e voltasse para Moscovo, recusando-se a tratar com políticos ou países traiçoeiros.]
Presentador: Aclaro: ¿entonces no debemos intentar ser «sobrios» con las élites occidentales o curar lo incurable, sino que debemos centrarnos en primer lugar en la seguridad interna y la movilización en el plano espiritual? Necesitamos comprendernos a nosotros mismos, los objetivos del Estado y ser conscientes de quién está al frente de este Estado.
Aleksandr Duguin: Se podría decir así. Creo que debemos unirnos en torno a nuestro presidente. Tenemos que avanzar lo más rápido posible hacia una nueva velocidad en la afirmación de los valores tradicionales en nuestra sociedad. Todo esto se ha declarado, pero avanza muy lentamente, se atasca. Todavía tenemos en muchas instituciones —no voy a señalar con el dedo— retratos de agentes extranjeros colgados en las aulas de humanidades. Avanzamos muy lentamente en esta dirección y esta velocidad ya se está volviendo inaceptable. Sí, en primer lugar, debemos preparar al país para las pruebas que aún nos esperan. Nada va a terminar: todo está empezando, por desgracia, el enfrentamiento con esta civilización satánica.
Y, por otro lado, lo que mencionaste al principio de tu pregunta: convencerlos de que dejen de ser adoradores del diablo, satanistas y pedófilos. Bueno, eso es ridículo. ¿Cómo podemos, enviando a Kirill Dmitriev, convencer a criminales empedernidos, sádicos y caníbales de que dejen de serlo? ¿Acaso Kirill Dmitriev tiene el aspecto de un predicador ortodoxo o un santo que ha ido a un círculo de paganos empedernidos, asesinos y bárbaros para transmitirles nuestra verdad cristiana? Quizás sea una persona muy buena, pero claramente no es de ese tipo. 
 
Hay que llamar a las élites y a la sociedad occidental al arrepentimiento, al retorno a la tradición y a la humanidad. Es necesario. [Seria bom, mas estão empedernidas na sua hubris diabólica...] Pero hay que hacerlo de otras maneras, y no solo diciendo: «Ahora vamos a dejar de luchar y luego volveremos a ocuparnos de nuestros asuntos». Hay que buscar otro registro de discurso en nuestra relación con Occidente y no tener miedo, francamente, de los testimonios proféticos, como los de Elías y Enoc, que aparecen al final de los tiempos y comienzan a denunciar en la plaza pública el poder del Anticristo. Nos encontramos en una situación similar, por lo que debemos comprender que es difícil. Pero nuestra misión espiritual debe cumplirse. Es precisamente para esta misión, la de oponerse al Anticristo, que Cristo eligió a nuestro pueblo ruso.»
  

 
Traducción de Juan Gabriel Caro Rivera...  
https://www.geopolitika.ru/es/article/la-civilizacion-de-baal-escalada

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Do valor dos livros sobre vidas religiosas ou espirituais. O P. Rafael Bluteau na aprovação à Vida de Soror Ignês de Jesus, do Convento da Anunciada em Lisboa

 Há quem ponha em causa escreverem-se vidas de santas e santos, místicas e místicos, religiosos ou leigos, ou estudá-las, considerando-as bafientas e ligadas a uma instituição que gerou a Inquisição, mas tais raciocínios são infundado e preconceituosos, pois as vidas de tais pessoas e os ensinamentos alcançados quanto ao caminho do auto-conhecimento e aperfeiçoamento, e acerca dos mistérios religiosos e espirituais, merecem bem ser estudados, tanto mais que por vezes foram até perseguidos ou censurados por autoridades mais repressivas ou mesmo inquisitoriais, e mesmo assim ergueram as suas forças anímicas em insignes virtudes e abnegações, contemplações e escritos, aspirações e adorações.
                                            
Há por vezes certamente exageros
 em tais biografias, e logo aspectos que devem ser postos  em causa ou mesmo de parte, em geral devido a  dualismos grandes entre corpo e alma, mundo profano e mundo religioso, ou então posições dogmáticas mais repressivas dos inovadores e reformistas, heréticos ou cismáticos.
Todavia, em simultâneo, quantos ensinamentos ou
 instruções na arte espiritual, quantos exemplos de virtudes e heroísmo, quanto dons naturais e sobrenaturais, quantas elevações amorosas, poéticas e do entendimento, quantos casos que nos impressionam, quantas orações ou palavras que ainda hoje nos inspiram?
                                    

Um dos sábios da Tradição Espiritual Portuguesa, hoje muito ignorado, o historiador, teólogo, linguista e académico, o Padre Mestre D. Rafael Bluteau (Londres, 4 de dezembro de 1638 – Lisboa, 14 de fevereiro de 1734) , autor do monumental Vocabulário Português ainda hoje incontornável, numa das muitas aprovações de livros escritas enquanto censor do  Ordinário, publicadas nas folhas preliminares à Vida de Soror Ignes de Jesusreligiosa conversa, escrita por Francisco de Sousa da Sylva Alcoforado Rebelo, e publicada em 1731, justificou bem a valia de tais livros, ao declarar: «No grande número de livros, que cada dia vão saindo das penas, e prelos da Cristandade, grande estima se deve fazer  dos que tratam das virtudes das pessoas de exemplar, e santa vida, porque com a lição deles se dá glória a Deus,s e honram os Santos, e se aprende a imitar o seu exemplo.» E depois de lembrar como na infância da Igreja, em Roma, havia os chamados Regionários que recolhiam os nomes e actos dos que se sacrificavam  pelo Divino redentor, acrescenta os nomes de Simão Metafrasta, Luigi Lippomano e Surio, que redigiram ou traduziram «com edificação e proveito espiritual dos católicos as vidas das pessoas devotas, pias e santas», realçando nesta trindade religiosa a devoção ou amor a Deus, a piedade ou compaixão e empatia com o próximo, e a santidade, como  o todo da vida justa, sóbria, abnegada, sábia, conclui que mesmo em Portugal já tinham sido dados à luz- os Actos dos Santos, ou os Agiológios portugueses, «em tantos e tão corpulentos volumes, que apenas lhes fica lugar nas estantes das maiores livrarias», o que já não era mesmo nada o caso do livrinho de bolso que aprovava, impresso na oficina de Maurício Vicente de Almeida, morador às Pedras Negras, em Lisboa.
                                        
Ao tributar em seguida um bom elogio aos que escrevem ou leem tais obras , ele
apoia a ideia inicial e actual que questionámos, quanto a dever haver lugar não só para as leituras alienantes, superficiais ou manipuladas mas sobretudo para as que permitem fortificar animicamente os leitores ao contactarem com almas e vidas de pessoas que se destacaram pelas suas qualidades e virtudes, numa espiritualidade e certa santidade. Ou seja, é valioso escrever-se sobre vidas éticas e compassivas, heroicas e abnegadas, amorosa, gnósticas e místicas para que consigamos absorver ou assimilar nessas leituras inspiradores exemplos e ensinamentos, impulsos e energias,  que  tocando-nos nos tornam melhores, mais luminosas e aperfeiçoantes  nossas almas.
Diz-nos e
ntão o autor das tão simbólicas e até esotéricas Prosas Portuguesas: «Neste mesmo Reino não só pessoas claustrais [retiradas nos claustros ou em clausura] e Religiosas, mas homens seculares, que nos negócios da vida civil, ou nos enredos da vida áulica [na corte ou paço real] sabem reservar horas sucessivas para contemplar na vida eterna[ que belo modo para caracterizar o tipo de inspiração que entra em acção], houve e há sujeitos que aparam as penas e apuram o estilo, para descobrir e fazer públicos tesouros de santidade, reconcentrados em clausuras e ocultos ao Mundo. Entre eles tem hoje grande lugar Francisco da Silva Alcoforado Rebelo, que a Vossa Senhoria [o rei] pede licença para dar à luz a vida, que ele compôs de Soror Ignês de Jesus, religiosa Conversa no Convento da Anunciada de Lisboa Ocidental. Na propriedade e elegância dos termos, e nas leis da Arte Histórica, pontualmente observadas nesta obra para a admiração dos leitores, deixo esta erudita suspensão, e para executar o que Vossa Senhora ordena, bastará que eu diga que o Autor me parece digno de licença...» 

Quanto às virtudes insignes de Soror Ignes de Jesus, o P. Rafael Bluteau não  as especificou ou exemplificou, mas num próximo artigo, transcreveremos uma carta valiosa que dirigiu ao seu último confessor Fr. Bernardo de Desterro.

Saibamos contemplar mais o espaço e o tempo supra-terreno, para não nos deixarmos manipular tanto pelos meios de desinformação escrita e visual que a todos quase controlam,  e em leituras sagradas, conversas e satsangas luminosas, escritas e livros de valor perene, nos encontremos, aperfeiçoemos e avancemos lúcida e criativamente, multipolar e divinamente. 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Dmitry Medvedev: a União Europeia continua a ser uma "ilha de calma" — uma zona de profunda deficiência intelectual (idiotice)

                                         

 🇷🇺 🇪🇺 Medvedev: Por que é que a Groenlândia é apenas o começo.

Dmitry Medvedev, nascido a 14 de Setembro de 1985, o actual presidente do Conselho de Segurança da Rússia, e que já foi presidente da Rússia de 2008 a 2012 e  primeiro ministro de 2012 a 2020, é certamente um dos mais valiosos e importantes políticos europeus, com uma carreira brilhante como advogado, professor de direito, gestor e governante. Se há uns anos era considerado pelo Ocidente como bastante mais liberal e pró-Ocidental que Vladimir Putin, nestes últimos tempos, devida à sua extrema lucidez e inteligência confrontada e desiludida com a inépcia ou mesmo estupidez e ódio dos políticos europeus, tornou-se bastante irónico ou mesmo mordaz e provocador. Como ainda não partilháramos nada dele neste blogue de união do Leste e Oeste, do Oriente e o Ocidente, eis uma primeira homenagem à sua seriedade e verve, inteligência e coragem:

Enquanto um  discurso geopolítico sério está a desenrolar-se nos Estados Unidos em torno da "Ilha Epstein", a União Europeia continua a ser uma "ilha de calma" — uma zona de profunda deficiência intelectual (idiotice). A liderança da UE promulgou regulamentos que proíbem a importação de gás natural liquefeito russo em contratos de longo prazo a partir de 1º de janeiro de 2027, e gás de geaseoduto a partir de 1º de novembro de 2027.

                                       
De acordo com várias estimativas, neste cenário, a UE perderá cerca de 17% das suas atuais importações de gás. Esta é uma decisão idiota, causada por uma falha cerebral coletiva crónica que afeta o establishment ou sistema político, europeu. Como explicar de outra forma o facto de que os Estados-Membros são obrigados a preparar planos nacionais para diversificar o fornecimento de gás só até março? É óbvio que, a partir de agora, ninguém sabe realmente aonde a Europa compensará a falta de combustível. E mesmo se uma solução viável aparecerá, permanece um mistério.


Em essência, a solução para a crise sistémica em que a União Europeia se pôs está pronta ou assumida: cada vez menos gás russo e preços cada vez mais altos. Isto levou à estagnação nas principais economias do Velho Mundo. Na sua crise de oligofrenia anti-russa, a UE nem sequer percebe a monstruosa armadilha que armou para si mesma. 

                                      

O papel de "salvador" e de principal fornecedor de energia será inevitavelmente assumido pelo mesmo Washington, que atualmente ela "despreza" [às escondidas, às queixinhas, à má fila, com o sabujo Rütte a garantir submissão ao dady]. Mas o preço para [os USA] expandirem sua "assistência" será muito maior do que apenas dinheiro.

A Europa, tendo caído em uma dependência crítica do gás americano, fará o que lhe for dito. E já não se trata de Trump, que os idiotas de hoje tanto desprezam. O pagamento virá na forma da soberania restante dos Estados-Membros da União Europeia. E a Groenlândia é apenas o começo.»

 Um texto simples, apenas criticando a oligofrenia anti-russa da idiota direcção da União Europeia, só preocupada em atacar a Rússia, tentando sancioná-la, enfraquecê-la, derrotá-la, e simultaneamente apoiar o cocainómano e o seu gang, que ontem mesmo 5 de Fevereiro se atreveu a declarar oficialmente que só morreram até agora no conflito com a Federação Russa 55.000 ucranianos, quando morreram entre 1 milhão e meio e dois milhões. E nem um responsável europeu levantou a voz. O que é isto senão compadrio criminoso e miserável? 

 Quanto à Gronelândia, ou o Canadá, serem o começo  ou não, a sorte dos idiotas ocidentais que nos desgovernam é que provavelmente o megalómano Donald Trump não vai psiquicamente aguentar por muito mais tempo, tantas são as embrulhadas, chantagens e criminalidades em que está envolto...

 Uma classe política Ocidental muito epsteiniana, criminosa e idiota, que devia ser corrida para fora rapidamente, e cremos que Keir Starmer não vai durar muitos dias, tal como o brilhante George Galloway tem predito há muito no seu incontornável bisemanal podcast Moats, ainda que dê tudo por tudo pelos seus donos sionistas que o ergueram até ao cargo mais elevado do Reino Unido, e que de modo algum mereceu ou merece, antes pelo contrário. 

Os três cocainómanos de comboio a caminho de Kiev
 Em Portugal, mais do mesmo: mediocridade completa, sujeição total à União Europeia, ao USA e à oligarquia infrahumanista, e constantes traições de políticos que se vendem na sua hubris e sabujice. Uma desgraça. Quando virão melhores políticos, se temos Milhazes, Rogeiros, Soleres, Irineus, Márcias e % a estupidificar ou fanatizar o o país, pois são ainda muitas as  pessoas que se alimentam ou se auto-destroem através da televisão?

                                    

Que diferença da seriedade e tradicionalidade, e visão educativa e cultural, justa e multipolar, da Rússia de Vladmir Putin, Sergei Lavrov, Dmitry Medvedev, Zakharova e Alexander Dugin? 

                                Kremlin Report: A Missed Opportunity to ...