quarta-feira, 8 de abril de 2026

Karl Richter: O Irão como o Katechon ou restrictor e catequizador mundial e a humilhação do grande Satã.

Neste dia 8 de Abril, quando  um frágil e mais que tudo simbólico cessar-fogo por duas semanas na guerra dos USA e Israel contra o Irão foi ao de leve acordado entre os USA e o Irão (certamente para desagrado de Israel que não deixará de o sabotar), para discutirem os quinze pontos da proposta iraniana, e porque com os fracassos políticos e militares da liderança norte-americana começou-se a erguer uma forte contestação interna e mundial ao megalómano presidente Donald Trump e ao seu primário secretário de Defesa Pete Hegseth, por entre a confluência de tantas vozes discordantes,  ergue-se com simplicidade, discernimento, amor e cautela [ciente da criminalidade do ultra-sionismo de Netanyahu e Givr] a do jovem geo-político alemão Karl Richter, prestando uma bela homenagem ao povo iraniano, num texto intitulado o Irão como o Katechon e a humilhação do Grande Satã.  
Porque estou também do lado da justiça, da fraternidade e da multipolaridade e logo com o povo e regime iraniano, e porque também estive no Irão, não tanto em Meshad como ele mas noutra cidade santa Qom a conferenciar sobre o valor dos místicos, da poesia e do dialogo inter-religioso, resolvi traduzir e partilhar o texto, continuando assim a homenagear e a apoiar continuamente  no blogue - e no campo unitário de energia consciência e informação - o povo e pessoas amigas do Irão e o seu governo, forças armadas e civilização. Oiçamos então Karl Richter na valiosa Multipolar Press, https://www.multipolarpress.com/p/hero-nation-iran:
                                              
   «Na noite passada, testemunhamos um ponto de virada que só pode ser descrito como histórico—um acontecimento do tipo que talvez se vivencie uma vez em cada trinta ou quarenta anos. A abertura do Muro de Berlim em 1989 foi um desses acontecimentos (mesmo que hoje o vejamos de forma diferente), e outro foi a dissolução da União Soviética em 1991.
Mas desta vez, algo ainda maior estava em jogo, e qualquer pessoa com certa sensibilidade poderia perceber: o povo iraniano foi até os limites do que é humanamente possível. Centenas de milhares estavam preparados para defender pontes, fábricas e infraestruturas vitais com suas próprias vidas depois que Trump e o seu aliado Israel anunciaram o plano criminoso de destruírem as fundações da vida iraniana. Trump, aparentemente movido apenas por forças sinistras e sussurros, ameaçou abertamente com “o fim de uma civilização inteira.” Os iranianos estavam prontos para se sacrificar. Deus os ouviu. Quem desejar pode ver um milagre naquela noite.
Nas últimas semanas, os iranianos revelaram-se como o povo heroico do nosso tempo. Quem teria esperado que eles resistissem por cinco semanas contra os militares fortemente armados e as potências nucleares dos Estados Unidos e de Israel? Que eles acabariam prevalecendo? Algo incomparável se desenrolou diante de nossos olhos.
As consequências ainda são difíceis de prever. O "Grande Satã" foi humilhado diante dos olhos do mundo. Agora estão sobre a mesa as exigências de Teerão, que formam a base das próximas negociações de cessar-fogo: a retirada completa de todas as forças dos EUA da região; a libertação total de todos os activos iranianos congelados no exterior; a abertura do Estreito de Ormuz sob as condições iranianas; e a codificação desses termos numa resolução vinculativa da ONU sob a lei internacional. Se os iranianos conseguirem isso, eles emergirão como vitoriosos—como uma nova potência regional e como um membro pleno da comunidade das nações que, após 47 anos de sanções mortais impostas pelo "Ocidente baseado em valores," quebrou as suas correntes e levanta-se com a cabeça erguida. N. b.: recentemente, o economista político americano Prof. John J. Mearsheimer [muito entrevistado no Youtube pois sendo professor universitário judeu nos USA é completamente crítico de Netanyahu e do Israel sionista] lembrou que as sanções dos EUA causaram 38 milhões de mortes nos últimos 50 anos.
38 milhões de mortes....
Se a paz que agora está a ser negociada se mantiver, os historiadores futuros datarão a partir deste momento o início de uma nova ordem no século XXI — uma em que o mundo deixou de dançar ao som do Ocidente. Os Estados Unidos, humilhados no seu domínio mais fundamental — o poder militar — daqui em diante serão um tigre sem dentes [nem 8 nem 80...]. O mundo, além dos europeus completamente esvaziados e impotentes [apenas algo, pois ainda são muito arrogantes e teimosos], não sentirá mais  respeito ou medo dele [algo, mas não tanto ainda, pois o infinito dólar ou euro corruptor continua]. O seu tempo acabou, e isto é para o melhor.
Karl Richter, em Mashhad, em maio de 2018, durante um congresso de comemoração do Dia de al-Quds, isto é, de Jerusalém capital da Palestina, que ocorre anualmente deste 1979 na sexta-feira última do mês do Ramadão.
Admito que não escrevo estas linhas sem emoção e profunda perturbação. Conheço o Irão por experiência pessoal; conheço e respeito a cultura persa de cinco mil anos, que está entre as mais ricas e belas do mundo. Está ligada à nossa através de mil canais subtis e subterrâneos; como é bem sabido, os iranianos são um povo irmão ariano. Eles contam isso aos viajantes alemães a cada passo, porque é importante para eles.

Neste momento, as ruas e cidades do país estão tomadas por uma alegria sem limites. Um povo provou ao mundo que o domínio criminoso do "USrael" não é uma lei da natureza. Pode ser resistido. A sua máscara pode ser arrancada de seu rosto. Vale a pena lutar. Vale a pena estar pronto para o sacrifício. Quando estaremos prontos, como alemães [, como europeus, como cidadãos do mundo]?
Não desejo ser uma [profetiza] Cassandra. O grande Satã não descansará. Exige a grande guerra, o grande massacre, que mais uma vez foi evitado na noite passada. Os iranianos são, no momento, o Katechon—o restrictor [o controlador, o catequizador, muito trabalhado por Alexandre Dugin] que, no fim dos tempos, se opõe por um breve momento à vinda do Anticristo. Pode-se desvalorizar isto simplesmente como uma fantasia. Mas é suficiente para simplesmente abrir  os nossos olhos. E ainda assim, uma pessoa pode, neste preciso momento, sentir-se profundamente feliz.»

terça-feira, 7 de abril de 2026

A sabedoria Iraniana quanto à natureza humana e o quoficiente satânico de Trump e dos que o rodeiam.

Nestes dias, e particularmente hoje 7 de Abril de 2026, quando expira o prazo imposto pelo megalómano psicótico e ditatorial presidente dos USA Donald Trump ao Irão para se render, ameaçando-o numa linguagem ordinaríssima, claro sinal de estar desequilibrado por frustrações e ambições ou mesmo possuído por forças negativas, de destruir a civilização milenária Persa, em poucas horas (como se fosse possível), temos certamente de nos interrogar como é que um dos países mais poderosos do mundo, e certamente o mais rico graças à sua capacidade de imprimir os dólares que necessitar, e assim poder corromper mais que meio mundo, está a ser dirigido por um   inculto e  primário  milionário, por vias tortuosas entre as quais a de ser um dos amigos do tenebroso Epstein, e que só se destaca pela figura grande e gorda, o cabelo louro, agora pintado,  a pobreza de vocabulário empregado mas carregado de emocionalismo e apelando a ele, e a falta de um pensamento lógico, ordenado e progressivo, antes sendo mais a repetição de chavões, de impactos emotivos superficiais, de confronto constante com tudo o que não é o que ele deseja e quer, e que agora, mais do que milionário que podia comprar as mulheres ou homens que queria,  como presidente pensa poder dominar o mundo, como tantas vezes já afirmou, considerando-se ser a lei, a moral, ele o invasor da Venezuela, o que desejava o prémio Nobel da Paz e agora o co-destruidor (com os invejosos israelitas) da civilização com mais de três mil anos brilhantes do Irão, prometendo remetê-la para a idade da Pedra...

                                         

É certo que tanto ódio e inveja não nasceram só dele, mas de todo um conjunto de sinistros sionistas-evangélicos que o rodeiam há anos, todos eles inimigos da civilização iraniana e referiremos Netanyahu e a sua família, Jared Kushner, Steve Wittcok, Lindsey Graham, Pete Hegseth, Stephen Miller, Marco Rubio, Vance, e os pastores (de tolos) Greg Laurie e  Paula White, esta talvez uma das mais diabólicas, pois é a que finge melhor, ora melíflua ora possessa, que é sacerdotisa  e executa as palhacices de bênçãos, exorcismos e cabalices. 

 São estes seres tenebrosos e traiçoeiros, que mandam assassinar com toda a facilidade, mais os milionários e dirigentes das grandes companhias e empresas, os Musk, Bezzos, Thiel e Saudis, Dubais e Emiratos, quem está por detrás da luta de morte contra o Irão, e no fundo contra o multipolarismo, a liberdade, a humanidade. Mas não devemos esquecer os britânicos, e a maioria dos dirigentes europeus, ainda que hipocritamente a UE diga não apoiar o ataque norte-americano ao Irão.                                 

                                

Não queremos por agora abordar muito a situação psíquica que  rodeia Trump nos mundos subtis, demoníacos ou angélicos, que envolvem os seres, e que o levam a pronunciar palavrões escabrosos em mensagens ou conferências, mas apenas reflectir sobre que níveis da natureza humana estão mais activos nesse desgraçado sociopata feito presidente, já não de jogos de bolsa, de compras e vendas ou "deals" (uma das palavras que mais desponta na sua mente semi-selvagem), mas de um império opressivo mundial, e que pensa, por isso, duplamente, ser sempre o melhor ou o mais importante, o rei do ringue de luta livre... 

Ora é evidente que a natureza instintiva animal é a que está mais desenvolvida e é como um boi ou touro que não quer admitir concorrentes; mas como além disso tem bastantes aspectos de maldade,   mentira, ódio, crueldade,  falta de respeito e empatia pelos outros, então a natureza demoníaca ou satânica predomina  e infelizmente é este aspecto que mais tem estado actualmente presente ou evidente, o que certamente precipitará a sua queda. 

                                       

Será que pode ser travado, como  os mestres de geo-estratégia Douglas Macgregor, Larry Johnson, Anthony Aguilar, Scott Ritter, Alaistar Crooke, Chris Hedges, George Galloway, entre vários outros, têm recomendado, ou mesmo ser demitido e tratado, como alguns políticos no Congresso começaram a requerer? Esperemos que sim e que prazo, já adiado várias vezes,  seja mais um bluff, dum jogador cada vez mais exposto,  desacreditado, irresponsável, ou mesmo derrotado...

                                              

Na verdade a natureza humana é tão diversificada e tão misteriosa na sua intimidade e causalidade - quantas sessões de psicanálise ou de suaves regressões precisaria ele para sair do seu estado semi-infernal?-   que dificilmente se a pode categorizar, mas ao longo dos séculos bastantes propostas formaram-se e poderemos mencionar as  mais facilmente aceitadas:  natureza animal, humana, psíquica. Ou a  corporal, anímica e espiritual, cada pessoa tendo desenvolvido mais ou menos cada uma delas
Ora  um espiritual bengali Shah Muhammad Badi-Ul-Alam, da linhagem iraniana da ordem ou tariqah Qaderiyah (fundada por Abdul Qadir Jilani), discípulo de Mouland Muklisar Rahman e do seu filho Moulana Muhammad Abdul Hai, apresentou num livro impresso em Bengala, em 1914, uma divisão bem digna de consideração: animal, satânica, angélica e divina, que quase nos lembra a de Pico della Mirandola na sua Oração da Dignidade Humana (que o inolvidável mestre do Humanismo Pina Martins tanto apreciava e citava), e o modo como caracteriza tais níveis de base psico-somática e espiritual é bem instrutivo. Oiçamo-lo:

 «O alimento do desenvolvimento do Caráter Animal está em comer, dormir, lutar e matar, e em satisfazer outras propensões animais.» Se você pensar que é apenas um animal e não tem outras funções a cumprir, então o seu dever simples é manter-se ocupado, dia e noite, satisfazendo esses desejos animais, ou seja, comendo, dormindo e lutando para satisfazer o seu coração, etc.
A nutrição para o Caráter Satânico reside em enganar, intrigar e fazer o mal aos outros. Se você acha que é originalmente um satanico, então o seu dever simples é permanecer, dia e noite, envolvido em fazer maldades às outras criaturas de Deus e em enganar o mundo com suas intrigas; e fazer-se o comandante do exército do Inferno, para que possa reinar lá.
O alimento para o Carácter Angelical reside em permanecer constantemente dedicado a orações submissas e aos serviços devidos ao Grande Allah, e na visão abençoada daquela vasta, bela e etérea criação, conhecida como "a Região Espiritual." A raiva, a avareza, a luxúria e outras paixões animais e propensões malignas, e as intrigas de Satanás, não têm existência naquela esfera pura e pacífica. Se você pensa que é originalmente um anjo, então o seu dever simples é não prestar atenção aos desejos dos dois carácteres precedentes; mas mantê-los sob controle e subjugação adequados, e  tentar constantemente
 reviver o Carácter Angelical por meio de orações pacíficas e serviços ou cultos fiéis, para que  possa desfrutar da visão e companhia abençoada e encantadora do Mundo Espiritual, chamado Behesht (paraíso). 

E o sustento para o Carácter Divino está na aquisição de atributos divinos que estão classificados nos noventa e nove nomes atributivos da Divindade, chamados Asmad-i-Sifat ou Asmad-i-Husud, e no amor por, e na visão encantadora e companhia do Grande Alá.
Os caracteres animais, satânicos e angélicos não têm acesso a esse ambiente Sagrado, Sublime e Divino. Se você pensa que veio dessa Personalidade ou Essência Divina, então o seu dever simples é não prestar atenção aos três caracteress anteriores, mas mantê-los sob controle adequado e descobrir o caminho para a aquisição do conhecimento do Grande Alaah, nas suas três esferas ou estágios de existência: (1) Afal, ações, (2) Sifat, Atributos e (3) Zat, Essência. Por tal conhecimento, você será capaz de desfrutar da visão e da companhia do grande Alá e adquirir Seus atributos.

Sobre este ponto um poeta santo disse: «Põe a teu primeiro passo no teu próprio eu (ao renunciares à tua personalidade) e o passo seguinte no trilho ou caminho do teu Amigo (Allah).»

Consigamos desenvolver mais as qualidades angélicas e os atributos divinos, vermos ou contemplarmos o mundo espiritual, com os seus seres e ensinamentos, e estarmos no caminho do nosso amigo ou amado ou adorado Ser Divino ou Dvindade! 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Centelhas da perene espiritualidade iraniana. Rumi, Karim Kermani e Rahi Mo'ayyeri...

 

Neste tempo de guerra invejosa e gananciosa, fanática e diabólica contra o Irão, que tanta gente envolve e tanta faz sofrer ou mesmo morrer, em contraste com a criminalidade ignara e fanática dos pseudo-evangelistas e ultra-sionistas, partilhemos algumas centelhas da milenária, universalista e resplandecente espiritualidade iraniana...

Mevlana Rumi:(30/9/1207-17/12/1273)

«Que devo eu fazer, ó crentes?

Eu não me conheço a mim mesmo.

Não sou nem cristão nem judeu

nem mazdaísta nem muçulmano,

nem do Oriente, nem do Ocidente,

nem do mar nem da terra,

nem dos céus em rotação,

nem das minas da natureza.

Não possuindo alma nem corpo,

pertenço ao Espírito Supremo

banindo a dualidade,

 não vejo senão um no Universo, Ele.

E se me for dado um dia qualquer 

de estar um instante ao pé Dele,

terei o mundo sob os meus pés,

e, então, entregando-me todo, dançarei...

***

                                                                        MOḤAMMAD KHAN KERMĀNI - Encyclopaedia Iranica

Karim Kermani (23/2/1810- 1870), no seu Ketab Erchad.

«Sabe que a criatura humana tem duas dimensões ou faces: Uma é a sua face ou dimensão divina, e a outra é a face ou dimensão de si própria. A face divina não quer dizer que as criaturas sejam Deus. É uma face ou dimensão para Deus, a qual é Luz, Bem, Perfeição, porque as criaturas são cada uma um vestígio limitado da Vontade divina e porque a vontade Divina é Luz, Bem e Perfeição, o vestígio é naturalmente à semelhança do que se imprime nele tal Luz, Bem e Perfeição.

A outra face ou dimensão da criatur, é a sua face virada para si mesmo, e esta dimensão é trevas, mal, deficiência. Todas as criaturas estão constituídas por estas duas faces ou dimensões. Contudo quanto mais próximas estão as criaturas da Vontade primordial, mais abundante é a sua Luz e mais rarefeitas são as suas trevas. Porém quanto mais afastadaestiver da Luz Divina mais as trevas se espessam e mais fraca é a luz.» 

Aspira mais à Luz das Luzes, e ao seu bem! 

Rahi Mo'ayyeri (30/9/1909-15/11/1968)

«Se conseguires ver o nosso brilho pelo olhar do coração

Verás na profundeza do teu coração resplandecer o brilho de Deus.

Então poderás ler nos nossos olhos, o segredo dos céus

e veres sobre a tua fronte desenhar-se a aurora luminosa.

A flauta separada dos lábios não tem som.

Pobre de ti se o teu coração está separado de Deus.»

Que os teus olhos, coração e fronte sejam luminosos e que saibas tocar com a flauta da aspiração e devoção até o fogo do amor nos unir às correntes dos mestres e imams, do mundo espiritual e da Divindade, de modo a que boas energias desçam sobre a Terra e protejam sobretudo a população iraniana. 

Sugestão musical, da poesia de Rahi Mo'ayyeri em farsi, https://youtu.be/rQE5YtCNUCI?si=YmJ_IylQ5wMyqrxz  ou  https://www.youtube.com/watch?v=rQE5YtCNUCI

 

domingo, 5 de abril de 2026

Paulo Nogueira Batista Jr., notável escritor: "O pior país do mundo". O sionismo, a sua hubris e o cálculo errado do ataque ao Irão

                                                   Image of Paulo Nogueira Batista Jr.: Campanha já é governo - 08/07/2018 - Opinião - Folha

O experimentado economista brasileiro, formado na humanista London School of Economics (pois fez traduzir e editar as valiosas cartas de Marsilio Ficino) e que trabalhou no Fundo Monetário Internacional de 2007 a 2015 e noutras instituições internacionais,  Paulo Nogueira Batista Junior, nascido no Rio de janeiro a 2/4/1955, já com alguns livros de geo-estratégica e sociologia política dados à luz, publicou recentemente em algumas redes sociais  e no site  “Outras palavras. Jornalismo que não cabe no óbvio" (onde há pouco publicara Irão, onde a dupla de diabos calculou errado)um texto bastante valioso que vale a pena  transcrever e divulgar, pois desmascara algumas das causas da actual agressão israelo-americana ao Irão, bem como o domínio negativo exercido no mundo pelo algo fanático lobby judaico sionista e que, agora, na sua hubris desmedida, se enganou pensando que poderiam arrasar o Irão, levando com ele os sionizados e chantageados dirigentes norte-americanos, em conluio com as franjas milenaristas zelotas pseudo-evangélicas, onde pontificam Paula White, Pete Hegseth, Lindsey Graham, Ted Cruz, ou mesmo Vance e Rubio,  e mais outras avis rara de ignorância fanatizada belicosamente. Oiçamos o seu corajoso testemunho:

«Qual é o pior país do mundo?
A concorrência é dura.
Temos, por exemplo, a Inglaterra e a Holanda. Ao longo da vida, tive a oportunidade de conhecer vários ingleses e holandeses. E devo dizer: poucos se salvam. Os ingleses, nem se fala, estão na origem de grande parte dos males que enfrentamos no mundo. Os holandeses, menores, menos conhecidos nas suas abjeções, destacam-se pela antipatia e preconceitos contra estrangeiros. Deram bastante liberdade ao judeus em tempos remotos, é verdade, mas figuraram entre os principais e entusiásticos colaboradores dos nazis na perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Em contraste com os dinamarqueses, que resistiram obstinadamente, como relatou Hannah Arendt em seu célebre livro Eichmann in Jerusalem. Cerca de ¾ dos judeus que viviam na Holanda foram assassinados! Já a história dos judeus dinamarqueses é sui generis, conta Arendt. A resistência dos dinamarqueses à perseguição dos judeus foi única entre todos os países da Europa, seja países ocupados, aliados de Hitler ou verdadeiramente neutros e independentes. Ninguém se igualou à Dinamarca.
Estou me desviando do assunto um pouco, porém. Não era da Holanda ou da Dinamarca que queria falar, países pequenos e irrelevantes para o quadro mundial. Retomo o tema principal. Seriam os Estados Unidos o pior país do mundo? Há muitos motivos para pensar assim, eu mesmo morei oito longos anos em Washington e sei como os americanos podem ser desagradáveis e até detestáveis. Muito mais importante: o Império americano tem uma longa lista de crimes e agressões contra outros países. Seus últimos feitos foram o ataque à Venezuela e a intensificação do embargo criminoso contra Cuba, além da agressão ao Irão.
Mas ninguém consegue superar o estado genocida e terrorista de Israel. Um alerta meio óbvio: vou falar aqui do estado de Israel (que nunca deveria ter sido criado) e do projeto sionista que levou à sua criação – e não propriamente do povo judeu ou dos judeus em geral.
Note-se, entretanto, que as políticas do governo de Israel são apoiadas pela maioria dos judeus israelitas, em especial a agressão ao Irão e a oposição à criação de um Estado palestiniano. Essas políticas são apoiadas também pela maioria das comunidades sionistas em outros países, inclusive aqui no Brasil e – mais importante – nos Estados Unidos.
O lobby sionista nos Estados Unidos
O cientista político [ou prof universitário de economia] americano John Mearsheimer, em coautoria com Stephen Walt, escreveu um importante livro, publicado em 2007, sobre o que ele denomina de “Israel lobby”, cuja influência decisiva nos Estados Unidos, notadamente em Nova Iorque e Washington, termina por subordinar a política externa do Estados Unidos – um caso clássico do rabo abanando o cachorro. Um país pequeno, com 10 milhões de habitantes, dá as cartas à superpotência, os Estados Unidos, contribuindo para acentuar a sua delinquência.
A mais recente demonstração da força desse lobby foi precisamente o ataque ao Irão. Os Estados Unidos acabaram envolvendo-se numa guerra para servir não os próprios interesses, mas os de um país estrangeiro, como denunciou Joseph Kent ao renunciar ao cargo de director do Centro Nacional de Contraterrorismo, para o qual fora nomeado pelo próprio Donald Trump.
Os judeus sionistas financiam campanhas sórdidas, corrompem, elegem e controlam políticos para a Presidência e o Congresso, controlam grande parte dos meios de comunicação, são donos de bancos e outras instituições financeiras privadas e têm forte influência em Hollywood e na indústria da pornografia. Mandam e desmandam. Beneficiam seus serviçais e ameaçam, chantageiam e punem seus críticos. Jeffrey Epstein, não por acaso, era judeu.

Esses sionistas são todos eles criminosos, apoiantes de assassinos de crianças palestinas, iranianas e de outros países. E assassinar crianças é o crime mais grave que se pode cometer. Nos Estilhaços, meu livro mais recente, cheguei a escrever que o sofrimento das crianças não só desmente a existência de Deus, como prova a do Diabo. E quem representa o Diabo na Terra hoje? Quem melhor que Israel e seus apoiantes no resto do mundo?
O lobby israelita faz parte, na verdade, de algo maior e mais desastroso para os Estados Unidos – a subordinação das políticas públicas a bilionários e lobbies privados – entre os quais figuram também as big techs (gigantes da tecnologia), o complexo industrial-militar (que ganha com todas as guerras), o lobby cubano (focado em boicotar Cuba), o lobby pró-armas, o lobby financeiro (que se sobrepõe em grande parte ao israelita), entre outros. Não há democracia, mas plutocracia – o governo dos ricos. E cleptocracia – o governo dos ladrões. E, também, kakistoscracia – o governo do piores. Não é o que se vê, diga-se de passagem, na Rússia e na China.
                         Génios e mediocridades judaicas
Os judeus têm, desde tempos remotos, forte presença nos meios financeiros privados – em bancos e demais instituições financeiras. Sabem ganhar dinheiro. Mas isso não quer dizer grande coisa. Muitos ditos “génios financeiros” não passam em geral de figuras bisonhas. A dedicação a assuntos financeiros parece levar inexoravelmente a uma perda continuada de massa cerebral e criatividade, além de solapar valores éticos.
Bem. Uma das singularidades do povo judeu é a mistura de génios, verdadeiros génios, com uma massa criminosa e/ou medíocre.
Entre os génios, podemos lembrar Karl Marx, Gustav Mahler, Sigmund Freud, Franz Kafka e Albert Einstein. A própria Hannah Arendt foi, não diria genial, mas certamente uma intelectual de enorme destaque. E entre economistas judeus americanos de projeção hoje em dia podemos mencionar Joseph Stiglitz, Paul Krugman e Jeffrey Sachs (nenhum deles sionista).
Para mim, entretanto, o judeu mais importante de todos foi Heinrich Heine, um poeta alemão, da primeira metade do século 19, que figura com destaque nos Estilhaços e por quem tenho verdadeira paixão desde os meus 22 anos.
Por outro lado, a galeria de mediocridades judaicas é extensa. Dou alguns exemplos a esmo. Aqui no Brasil temos Celso Lafer, discípulo fervoroso e acrítico de Hannah Arendt, e ministro das Relações Exteriores no governo Fernando Henrique Cardoso, o mais limitado que já comandou o [o palácio dos Negócios Estrangeiros] Itamaraty (superado apenas por Ernesto Araújo, nomeado por Bolsonaro).
Outro exemplo, este da área financeira brasileira: Luís Stuhlberger. Até recentemente, eu nunca ouvira falar dele. Sinal alarmante de ignorância financeira, pois ele é um destacado e respeitado judeu, que integra as hostes da Faria Lima. Não merece respeito, porém. Vejam a entrevista que ele deu ao jornal Valor (publicada em 30 de maio de 2025, p. C3), um verdadeiro festival de asneiras políticas, económicas e culturais, inclusive na linguagem salpicada de termos inglês para os quais há palavras rigorosamente equivalentes na nossa língua.
Mas vamos voltar aos Estados Unidos. Como mencionei, os judeus têm, historicamente, forte presença no sector financeiro privado – em bancos, fundos de investimento e outras instituições financeiras. Menos conhecida é a presença desse lobby no sector financeiro público, especialmente nos Estados Unidos. No FMI, por exemplo, onde trabalhei por oito anos, todos ou quase todos os representantes do governo americano na Administração e na Diretoria eram judeus americanos (alguns bem inteligentes).
Mais importante: o lobby domina também o Tesouro dos EUA (o ministério das finanças deles). Nas décadas recentes, a maioria dos Secretários do Tesouro (ministros de finanças) dos EUA foram também judeus americanos. A “comunidade” marca presença. É o Tesouro quem dá as cartas no FMI, no Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entidades financeiras sediadas em Washington. Não é por acaso, por exemplo, que uma mediocridade brasileira, o judeu Ilan Goldfayn, foi guindado à presidência do BID. Ele está lá para cumprir as ordens do Tesouro americano, leia-se, do lobby sionista.
                                           A reação do Irão
Não vale a pena, entretanto, gastar pólvora com chimango [pequena ave de rapina]. O que importa são as barbaridades que o estado terrorista de Israel está cometendo em Gaza, na Cisjordânia, no Líbano e, agora, com o ataque ao Irão. Não se deve perder de vista que a guerra foi iniciada por Israel. Os Estados Unidos acompanharam a agressão.
O Irão já provou que não é nenhum país indefeso. Ao contrário, está castigando Israel com uma chuva de mísseis balísticos e drones, que atingem Tel Aviv e Haifa, entre outros locais. As indicações são de que a economia israelita está a ser arruinada. E os israelitas estão a provar do próprio veneno.
Israel desencadeou uma guerra regional, com consequências económicas sociais e políticas para o mundo inteiro. Esse país criminoso precisa ser parado.

Vida longa ao Irão e ao grande povo iraniano! Que não lhes falte munição, mísseis e drones para deter Israel e outros inimigos da humanidade.»

sábado, 4 de abril de 2026

Sohravardi, prefácio ao Livro da Sabedoria Oriental. A escola da sabedoria iluminativa, ou al-ishraq.

 Sohravardi, ou Sohrawardi, ou Suhravardi, é um dos mestres  mais  importantes da tão rica quão longa história espiritual do Irão. Nascido em Suhraward em 1154 perto de Zanjan,  uma zona onde o zoroastrismo ainda tinha os seus adeptos, depois de praticar a ascese e o silêncio, e de estudar  e meditar com mestres de Maragheh, próximo de Tabriz, e de Isfahan, nomeadamente Omar ibn Shalan al-Sawaji, discípulo na linha de Avicena, publica em 1186 a sua seminal obra  Filosofia da Iluminação. Viajando com frequência, acabou por findar precocemente aos 36 anos a sua missão quando o famoso Saladino  o mandou matar em 1191, em Alepo (onde se encontra sepultado), na Síria,  obedecendo aos religiosos fanáticos que se opunham à sua sabedoria universalista, que acolhia a tradição persa zoroástrica, a pitagórica e platónica da Grécia e grega, e a hermética. Sohravardi discernia a Tradição ou Filosofia Perene que subjazia a todas e valorizava sobretudo a relação interior da alma com a Luz divina, a obter arduamente durante uma vida vista e assumida como guerra entre as forças da luz e das trevas, algo que vindo dos tempos de Zoroastro, e que o Irão aumentou com o Shiismo e conservou até aos nossos dias, encontrando-se agora em Abril de 2026 em mais uma batalha decisiva da sua existência contra as forças do eixo da mentira,  opressão,  assassinatos,  genocídio, pedofilia, de Israel e dos Estados Unidos da América. Oremos para que não morram muitos inocentes sob  os bombardeamentos cobardes do eixo do mal...

 A escola ou fraternidade ou linha iniciática que fundou veio a ser chamada Ishraq, ou da sabedoria iluminativa, ou sabedoria da iluminação, e teve um dos seus últimos continuadores ou aprofundadores no séc. XVII Molla Sadra. Ora Henry Corbin, já no século XX, estudou excelentemente a sua obra, bem como a de Molla Sadra, de Shiraz, tendo  publicado estudos e traduções anotados bem valiosos, um dos quais  foi o do Livro da Sabedoria Oriental, dado à luz na editora Verdier, em 1986, com uma valiosa introdução de Christian Jambet, um especialista ainda vivo, e do qual traduzi agora o começo do Prefácio, com breves comentários. Invoquemos Shamsoddin Muhammad al-Shabrazuri al-Ishraqi, Sohrawardi...

«Bismillah al-Rahman al-Rahim,  Em nome de Deus, Misericordioso,  Compassivo.

A descida da alma pensante (nafs natiqa) do mundo superior inteligível para o mundo inferior tenebroso [ou obscurecido] tem por fim a alma realizar a sua perfeição através dos conhecimentos essenciais que são as ciências da Essência, pois,  no início, ela está desprovida.»

[Comentário meu: mundo superior inteligível [alam al-jabarut], compreensível, acessível pelo Logos, ou inteligência do íntimo ou coração,  e pela capacidade de visão interna. Os conhecimentos essenciais que faltam à alma são-lhe sentidos no mundo terreno que tem mais trevas, ou tem mais violência e conflito que o inteligível ou espiritual. Há um dualismo forte. Que ciências da Essência, e como se aprende nelas, será fundamental.]

«Mas como não e possível à alma atingir tais conhecimentos senão após um esforço e uma luta de longa duração, e como isto não é possível sem a participação do corpo e das suas faculdades, e enfim porque o corpo  só subsiste através dos alimentos, roupas, casas e todas as coisas confortáveis que se seguem, torna-se necessário que todas as coisas sejam medidas, delimitadas, reguladas por um equilíbrio justo (i'tidal), de modo que este equilíbrio não seja transgredido por um de dois excessos, o do supérfluo ou o do insuficiente. Pois no primeiro caso, sai-se dessa Sabedoria (hikma), em vista da qual foram criadas as alegrias do corpo, donde se agrava a dependência da alma, ao mesmo tempo que se intensifica a sua inclinação para o mundo do exílio (alam al-ghorba), enquanto que ela sai, por isso mesmo, da Sabedoria. No segundo caso, gera-se a ruína do corpo, cuja conservação condiciona todavia a realização desta perfeição que conduz à união (ittisal)».   

[Dois tipos de ameaças ao equilíbrio da alma, os excessos e as carências. O que gera o universalmente recomendado caminho do meio, a ser discernido e activado diariamente, constantemente, para que a Sabedoria - Hikma - ou o corpo de glória ou luz- ou ainda Ahura Mazda, Allah, Deus, estejam mais presentes em nós.] 

«É por isso que temos necessidade de uma educação do ethos, duma paideia [pedagogia integral, educação completa] (tahhib al-akblaq) porque o facto de [a alma] se deixar absorver pelos sentidos externos e internos, pelas faculdades concupiscíveis e irascíveis, é um véu para a alma e impede-a instantaneamente de atingir as ciências ou conhecimento. 

Mesmo que ela as atinja, esta distração [sensorial] implanta na substância da alma o amor da pátria terrestre e aí fixa os seus entraves ou obstáculos. Isto causa longos sofrimentos e exclui a pureza dos prazeres inteligíveis. Mas quando a alma abandona o corpo, se ela leva consigo mesmo a impressão [empreinte] e a imagem das essências (haqa'iq) dos seres, e se já está rompida ou pelo menos diminuída a sua dependência em relação ao mundo inferior [ou as aspectos problemáticos ou retardadores dele], então ela é atraída numa ascensão para os coros angélicos e atinge uma felicidade plena, desfrutando da beleza sempre antiga e sempre nova. Pois ela realizou esta correspondência que [causa ou] leva à reunião, e diz-se que a comunidade de género (jinsiya) é a causa da união. Se, pelo contrário, é o inverso disso que ocorre quando ela sai do corpo, então o seu estado será também o inverso.»

["Levar a marca e a imagem das essências (haqa'iq) dos seres" quer dizer: marca que é uma forma que afectou o nosso ser psíquico, que recebe ou conserva ainda uma imagem, na memória, e isto sobretudo das essências ou corpos e virtudes e espirituais dos seres?
"Não havendo apegos, nem vícios, nem ne
cessidades, eleva-se a alma  aos coros angélicos", ou à ummah (comunidade dos crentes) psíquica, grupal, de fraternidade ligada a um mestre, religião, ciência, criatividade. E desfruta então da beleza específica. Beleza de formas, geometrias, dinamismos, sentimentos, conhecimentos e provavelmente diálogos subtis, ou a Beleza pura da unidade Divina.]

«Como sabes, a perfeição das almas está nos conhecimentos especulativos (nazariya) e o conhecimento da sabedoria prática (al-hikmat al amaliya) é ele próprio especulativo; por outro lado, a educação do ethos [carácter] não tem outro fim senão o de libertar a alma das suas preocupações e de a purificar dos obstáculos que se opõem à realização da sua perfeição; a partir de então saboreia-se a felicidade soberana humana nesse  conhecimento  alcançado [realizado, atingido.] 

 Saibamos educar bem as nossas forças psíquicas de modo a controlarmos atrações e repulsões, desejos e medos, e estabilizarmos na respiração-oração-meditação-contemplação-elevação adequadas a gerarem a sabedoria iluminativa ou iluminada,  ligação com os mestres, sheikhs e anjos, e com a Luz e o Amor Divinos,ou a sua Unidade e Unicidade, mesmo no meio da batalha contra as forças demoníacas, cada vez mais desmascaradas, desenvergonhadas, sem moral, ética, leis e verdade e que tanto oprimem hoje o mundo nas suas formas tenebrosas do imperialismo e do sionismo...

Que a Luz das Luzes, e os seus sheikhs e mestres, qutbs e imams nos guiem e protejam, e em especial o povo, a terra, os monumentos e o regime sagrado do Irão. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Alexander Dugin: O discurso de Trump à Idiocracia. Trump’s Address to the Idiocracy. A war machine driven by decay and delusion. 2/4/26. Bilingual.

   Realizou-se no 1º de Abril o tão anunciado e esperado discurso à nação do presidente do império norte-americano Donald Trump, e de acordo com o dia das Mentiras foi uma autêntica enxurrada de aldrabices, ameaças e ordinarices, como é próprio da sua natureza, e já em degradação, inculta, arrogante, violenta e megalomaníaca. Como seria de esperar, de concreto ou certo nada se pode extrair das sucessivas afirmações, em geral contraditórias e que revelam tanto a sua desordem mental, a necessidade de se promover, de apresentar o insucesso do aatque como uma vitória,  como as diferentes ideias tolas ou fanáticas que lhe são incutidas pelos extremistas sionistas e evangélicos que o rodeiam.

 Alexandre Dugin, com a sagacidade que o caracteriza, reflectiu e escreveu um breve texto de contextualização europeia e mundial que transcrevemos, para haver  alguma informação e reflexão que dissipe a estupidificação que o jornalismo anti-russo, anti-iraniano, ou pró-sionismo e pró-imperialismo oligárquico, gera entre nós..

                                     

                   O discurso de Trump à Idiocracia
Uma máquina de guerra movida por decadência e ilusão, por Alexander Dugin.

Alexander Dugin e o imperador palhaço e a máquina de guerra delirante.

«Trump fez o seu discurso à nação. Foi breve. Parecia miserável e quebrado. As suas bochechas estavam caídas e as pálpebras estavam inchadas. Claramente havia piorado. No entanto, ao mesmo tempo,  ameaçou o Irão com a continuação da guerra. O cronograma mudou; agora é uma questão de vários anos. Uma operação terrestre é mais do que provável, embora Trump ainda não a tenha declarado abertamente. Por enquanto, usando quase as mesmas palavras que Hillary Clinton usou uma vez acerca da Líbia, ele prometeu "bombardear o Irão até este voltar à Idade da Pedra, à qual pertence." É difícil dizer a qual "época" pertence a civilização de Jeffrey Epstein, especialmente porque no Ocidente grandes épocas e períodos de total declínio parecem ter sido confundidos e re-arranjados. Acima de tudo, o que estamos a ver agora parece uma idiocracia.
Os comentários sobre o discurso de Trump nas redes sociais são em grande parte de gozo, sarcásticos e negativos, ao lado das tentativas desesperadas de bots [falsos usuários pagos] para amenizar o fracasso épico, repetindo elogios idênticos e incipientemente construídos.

A esmagadora maioria dos ex-apoiantes de Trump afirma abertamente que "o velho perdeu a cabeça" ("ele passou-se"). Vídeos curtos comparando Trump a Boris Yeltsin—retratando Trump como uma desgraça para a América e Yeltsin como uma desgraça para a Rússia—estão a aparecer mais frequentement e neles, são ambos vistos a dançar e a gesticular. Ao mesmo tempo, para dar a Trump o devido crédito, ele não bebe álcool. Apenas a Coca-Cola Dieta. Os seus vícios são de uma natureza diferente. Muitos nos Estados Unidos estão convencidos de que, tendo sido apanhado nesses mesmos vícios por Epstein e pelos serviços de espionagem israelitas, ele tornou-se uma vítima chantageada e, portanto, iniciou a guerra com o Irão, a qual  é agora obrigado a prosseguir contra todas as probabilidades [de triunfo], apesar da completa falta de desejo do público americano de lutar.

Trump também afirmou que a saúde, o custo de vida e a segurança alimentar não são a sua preocupação. A sua preocupação é a guerra. Tal é este "presidente de todo o mundo humano."  

Ora fora eleito com promessas que eram exactamente o contrário.

Em resumo, o discurso de Trump equivale a um completo fiasco político e psicológico face ao contexto de uma guerra maior em escalada. Assemelha-se crescentemente a uma Terceira Guerra Mundial.
Os Estados Unidos (representados apenas por Trump e pelo grupo de maníacos sionistas que o cercam) procuram travar uma guerra por Israel contra o Irão, enquanto os líderes europeus dirigem os seus esforços contra a Rússia. A NATO está fracturada, mas a paz parece ter sido esquecida por quase todas as partes do rachado - senão estilhaçado Ocidente coletivo
Quer queiramo
s ou não, também somos participantes nesta guerra mundial—na nossa frente ucraniana.

Numa guerra em grande escala, nunca se deve subestimar o oponente, não importa quão miserável ele possa parecer às vezes. A nossa própria força deve ser aumentada rapidamente e por qualquer meio. Por muito degradado que Trump possa parecer, os Estados Unidos continuam a ser uma poderosa força militar. E os países europeus da NATO ainda são um oponente bastante sério. Portanto, para a Rússia, apesar de todas as nossas intenções pacíficas, não há outra opção senão lutar—lutar de verdade, não de forma hesitante. Nossos inimigos (se não estes, então outros) pretendem desencadear a guerra por muito tempo e com grande ferocidade, inclusive contra nós. Isto não pode ser ignorado, e qualquer conversa ou sonho de paz deve ser adiado para um futuro indefinido.

«Paz ou guerra, paz ou guerra, paz ou guerra? Guerra! 

Liberdade ou morte, liberdade ou morte, liberdade ou morte? Guerra!»

 - Egor Letov. [Famoso guitarrista e cantor punk e rock psicadélico russo (1964-2008), que foi, numa vida mesmo muito atribulada, anarquista, nacionalista, e então companheiro de partido de Alexandre Dugin, mas que depois se dedicou só ao ambiente e aos concertos.]

                                                                       Image of Egor Letov: Obituaries in British Newspapers
                             
                         Trump’s Address to the Idiocracy
A war machine driven by decay and delusion, by 
Alexander Dugin

Alexander Dugin on the clown emperor and the delusional war machine.

«Trump delivered his address to the nation. It was brief. He appeared pitiful and broken. His cheeks sagged; his eyelids were swollen. He had clearly deteriorated. Yet at the same time, he threatened Iran with a continuation of the war. The timeline has shifted; now it is a matter of several years. A ground operation is more than likely, though Trump has not yet openly declared it. For now, using almost the exact same wording Hillary Clinton once used about Libya, he promised to “bomb Iran back into the Stone Age, to which it belongs.” It is difficult to say to which “age” the civilization of Jeffrey Epstein belongs, especially since in the West great epochs and periods of total decline seem to have been confused and rearranged. Most of all, what we are seeing now resembles an idiocracy.

Comments on Trump’s speech across social media are largely mocking, sarcastic, and negative, aside from desperate attempts by bots to soften the epic failure, repeating identical and crudely constructed praise.

The overwhelming majority of Trump’s former supporters openly claim that “the old man has lost it” (“he’s gone”). Short videos comparing Trump to Boris Yeltsin—portraying Trump as a disgrace to America and Yeltsin as a disgrace to Russia—are appearing more and more frequently; in them, both seem to be dancing and gesticulating. At the same time, to give Trump his due, he does not drink alcohol. Only Diet Coke. His vices are of a different nature. Many in the United States are convinced that, having been caught in those very vices by Epstein and Israeli intelligence services, he became a victim of blackmail and therefore initiated the war with Iran, which he is now compelled to pursue against all odds, despite the American public’s complete lack of desire to fight.

Trump also stated that healthcare, the cost of living, and food security are not his concern. His concern is war. Such is this “president of the whole human world.”

He was elected on promises that were strictly the opposite.

In summary, Trump’s speech amounts to a complete political and psychological fiasco against the backdrop of an escalating major war. It increasingly resembles a Third World War.

The United States (represented by Trump alone and the group of Zionist maniacs surrounding him) seeks to wage war for Israel against Iran, while European leaders aim their efforts against Russia. NATO is fractured, yet peace seems to have been forgotten by nearly all parts of the cracked—if not shattered—collective West.

Whether we want it or not, we too are participants in this world war—on our Ukrainian front.

In a large-scale war, one must never underestimate the opponent, no matter how pitiful he may at times appear. One’s own strength must be increased rapidly and by any means. However degraded Trump himself may seem, the United States remains a powerful military force. And the European countries of NATO are still a fairly serious opponent. Therefore, for Russia, despite all our peaceful intentions, there is no other option but to fight—truly fight, not half-heartedly. Our enemies (if not these, then others) intend to wage war for a long time and with great ferocity, including against us. This cannot be ignored, and any talk or dreams of peace should be postponed to an indefinite future. »

"Peace or war, peace or war, peace or war? War! 
Freedom or death, freedom or death, freedom or death? War!"

           — Egor Letov [Important and famous Russian punk and rock psychadelic musician [1964-2008] who was an anarchist, nationalist, environmentalist, and friend of Alexander Dugin. 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

The Return of Prophetic Geopolitics. Interview of Alexandre Dugin, by Arktos, on 2/4/2026, about the ground invasion of the mad Trump, for the sake of the zio-epsteinian elite. With some annotations...

                                                                                                    
                  The Return of Prophetic Geopolitics

Arktos Journal and Alexander Dugin
Apr 02, 2026

Radio Sputnik Host, Escalation Show: The topic of today’s programme is inevitably tied to the Middle East. Whatever global context we consider, every issue today—be it the economy or high politics—is, in one way or another, tied to events in this region. Let’s start with the most hotly debated aspect at the moment: the likelihood of a ground operation by US forces against Iran. We are no longer talking just about the islands. Predictions of a possible attack on the coastline or even on strategic targets directly on the mainland are becoming increasingly common. The situation is paradoxical: from a military standpoint, Iran’s leadership has repeatedly stated that they are literally ‘waiting’ for this invasion so they can deliver a decisive blow. Tehran’s political leadership is projecting confidence, emphasising that it is not afraid of direct aggression. In your view: how realistic is a US ground operation in Iran? Is this a deliberate plan, a bluff, or a risky game with extremely high stakes? And, if it actually takes place, what fundamental purpose might such an attack serve?

Alexander Dugin: Here, one must consider the broader context. American operations involving invasion and regime change in recent decades have succeeded only under one condition: there had to be a layer within the leadership of the target country that had already concluded a traitorous agreement with the Americans. Without this, they never succeeded in anything — such operations did not even begin.
The scenario is always the same: first, threats are issued, troops are deployed, and air strikes are launched. Then — whether by the Americans, their local allies, or ‘their own’ hands — the figure embodying resistance, sovereignty and consolidation is eliminated. They are either discredited or physically eliminated.

And then comes the inevitable betrayal. I am referring to what I call ‘the sixth column’. This is not the ‘fifth column’ that takes to the streets to protest — in repressive regimes, [incorrect examples, as if not all the governments they didn't protect themselves, sometimes, with draconian measures] such as China or Iran, they can simply be arrested, and that is the end of the matter. The ‘sixth column’ is the Americans’ main strategy and the greatest danger. These are people in the highest echelons of power, close to the sovereign state ruler. There is always someone ready to strike a deal with Washington in order to rise from second or third in command to first. Since the Americans declare war specifically on the leader, those next in line enter into negotiations in order to drastically change their social status.[ discutable...] 

That is the only thing that has ever worked. Ever.
In Iran, however, the situation is different. Ironically, the potential ‘sixth column’ — those who, in theory, could have struck a deal with the Americans — was swept away by the very first strikes by the US and Israel. [no, they were may be more peaceful and diplomatics, but not in this sense.]  There is simply no one left in the leadership who is prepared for separate negotiations.

Identifying the ‘sixth column’ is extremely difficult: formally, these people are absolutely loyal; they swear allegiance to the state, yet in reality they play secret games with the enemy. It was precisely on them that Washington relied in Iraq, Libya and Syria; all the ‘colour revolutions’ from Venezuela to the Middle East were built on this principle. But today, there is no such scenario in Iran. For the first time in a long while, the Americans will have to fight for real.

They face a country with a population of 90 million and a landscape even more impassable than Afghanistan’s. The Iranians will not forgive the deaths of their leaders and children — the killing of 165 girls by missiles has united people against the aggressor, even those who disliked the regime. Defeating such a people in high-altitude terrain, following such monstrous crimes by American imperialism, seems an impossible task. America simply lacks such experience. If they decide on a full-scale invasion, it will become a second Vietnam for them, only far more terrible and protracted. This campaign will drag on for years and is highly likely to end in disaster. [Right, but surely much before there will be ceasefire]

Moreover, the US has virtually no allies for a ground operation. Israel is on the brink: the IDF is suffering colossal [not so much] losses in Lebanon, the ‘Iron Dome’ intercepts only a small fraction of the rockets, and the country’s territory itself is gradually turning into a version of Gaza under a barrage of strikes from Hezbollah and Yemen [very little still...]. Israel is on its last legs; a mass exodus of the population is about to begin there – they have no time to help an ally. [Help the ally, or help their warmonger slaves Trump, Pete Hegseth, Lindesy Graham and others zionists?) 

As for the Arab monarchies, their infrastructure has been undermined, and they themselves are too accustomed to a life of luxury and financial speculation to go to war. Some of them, such as Qatar, may well refuse to get involved in this adventure altogether.

                                                               

Resistance in support of Iran will flare up in at least four major hotspots: Iraq, Yemen, Syria, and the Lebanese Hezbollah. What the Israeli occupiers are doing today in southern Lebanon is provoking revulsion not only among the Shia, but also among the whole of Lebanese society, which was previously prepared to make any deal with the West. In Syria, the situation is no less tense: even if al-Sharaa was brought to power with the involvement of the CIA and Mossad, he is compelled to respond to the people’s aspirations, and the Syrian ‘streets’ are fiercely anti-Israeli.

This anti-Zionist sentiment is capable of stirring up the Sunni world, particularly in Saudi Arabia, Egypt or Algeria. All it takes is a spark — for example, an attack on the Al-Aqsa Mosque. Yesterday, the Latin Patriarch Pierbattista Pizzaballa was barred from entering Jerusalem on Palm Sunday. This is an unprecedented act (the first in a thousand years), which has sparked a wave of outrage across the Catholic world. If the Zionists take radical steps against Islamic holy sites, Israel will find itself at a critical juncture. How can there be any talk of a ‘Greater Israel’ when the very existence of the state is in question?

And so, in this catastrophic situation, having failed to protect its allies in the Middle East and secure its ‘Oil-Epstein’ Gulf monarchies, Trump’s America is preparing to launch a ground operation. This is taking place against the backdrop of a global energy lockdown. The closure of the Strait of Hormuz is dealing a colossal blow to the economies of China, Japan, India and Europe. We, too, cannot — and, to put it bluntly, we have no burning desire to — supply our enemies with resources.

Trump is trying to justify the invasion with the need to ‘open’ the strait, but the reality is far more dire. Last night, Iranian forces [in retaliation for the same done by Israelis] struck desalination plants in Israel which supplied 47% of the country’s water. In the Middle East, water is more valuable than oil, and now similar facilities in Kuwait and the UAE have also been put out of action [a bit only] in response to the strikes on Iran’s energy infrastructure.

Launching a ground operation under such conditions is geopolitical suicide. Trump lacks consolidated support at home: he faces opposition not only from the Democrats but also from a significant portion of his own electorate. His approval ratings are at rock bottom, and once the first coffins start arriving in America, the political context will become utterly unbearable for him.

Host: I fully share your scepticism about the success of such an operation. If we look at the figures: in Afghanistan, the peak strength of the US contingent reached 110,000 troops, and we know the outcome. Here, however, the force barely numbers 50,000, and yet Iran is a task many times more complex, both strategically and geographically. It looks like a deliberately unsolvable equation. In the context of your remarks about the Tomahawk strikes on civilian targets, a logical question arises: surely Washington could not have failed to understand what reaction this would provoke in Iran. The whole country came together in a single outpouring of grief at the funerals of the children who died, and hatred for the aggressor became absolute. So, is this strike not a mistake, but a matter of clear logic? Was the true aim not to provoke the very total chaos in the Middle East that we are now witnessing, following Tehran’s retaliatory actions? In your view, is this conflagration an end in itself for the US and Israel, or have they simply lost all control over the consequences of their actions?

Alexander Dugin: That is precisely the case. But I would like to add one more factor that makes any ground operation today extremely problematic: it is the radical change in the very technology of warfare. Over the past four years, we have realised from our own experience that unmanned systems — both in the air and, no less importantly, at sea — are completely altering the balance of the use of traditional means.

Today, an army of 50,000 men, with modern drones at its disposal, can effectively be reduced to the capabilities of a 5,000-strong unit. We’ve encountered this during our Special Operation: this is war for which no one was prepared; it is changing its parameters right before our eyes. Where are those much-vaunted Abrams tanks that everyone was counting on so much? They were burnt out in a couple of weeks; nothing remains of them. And now they are keeping quiet about them. Why send multi-million-dollar ‘iron’ to its doom against a small plywood drone?

The same applies to the navy. Modern underwater drones allow a multi-billion-dollar destroyer to be sunk for a paltry 10,000 dollars. This technology was used against us, and we, much to our regret, suffered losses. But this is a game for two. The Iranians are studying our experience closely. It might well be possible to capture Kharg Island, but on the Iranian shore, American troops would be as plain as day. The number of casualties they would suffer is incalculable. We ourselves went through something similar with Snake Island: it is easy to capture, but to hold it means suffering losses that are incomparable to the benefits of maintaining a presence there. It is suicide.

Moreover, Trump has no positive objectives in this war, apart from attempting to ‘open’ the Strait of Hormuz, which he himself closed. Even if one were to imagine this dubious success, it is difficult to call a situation a victory when you first break everything and then, at the cost of colossal expenditure, try to repair it just a little. Trump, of course, will count anything as a success.
I have been asked to assess the actions and statements of the American president with restraint, and I am complying with this request. I think our people have enough metaphors to describe his behaviour appropriately. We shall adhere to diplomatic norms, but everything Trump does seems less like a ‘cunning plan’ and more like the systematic suicide of the West. [No just exposing the megalomanic and violent nature of the oligarchic imperialism, who doesn't care at all of human beings].
Some Western analysts, among Trump’s opponents, have suddenly remembered ‘Russiagate’. They say: ‘We warned you that Trump is Putin’s agent! Look at what he’s doing: he’s destroying the Western economy, undermining the power of the United States and turning the very institution of the presidency into a laughing stock, mocked by the whole world.’ I do not wish to pass personal judgement on him — that is what his opponents say. Perhaps some consider him a great man, worthy of worship, but it seems that today no one thinks so at all — neither in America nor in the rest of the world.
In fact, under the guise of strengthening American hegemony, Trump is destroying it once and for all. The question arises: how did this become possible? I have only one explanation: an eschatological factor has come into play. This is what in the West is called prophecy. Today, a huge number of serious analysts are using this term to analyse the geopolitical situation in the Middle East.
Netanyahu
[someone who can only believe in the devil as he has so much evil] and his entourage, especially radicals like Ben-Gvir, sincerely [how such horrible and monstruous being has any religious feeling or believe? Champagne for the death sentences of Palestinians, yes, we have seen] believe that the coming of the Messiah is near. They are preparing the ground for the Third Temple and the ‘Greater Israel’ project — and this is no metaphor, but a direct call to action. In America, Christian Zionists have succumbed to the same impulse: for them, the war in Israel is the final battle before the Second Coming of Christ. Pete Hegseth [a mad man, so brainwashed in zio-evangelical fanatism], head of the Pentagon speaks openly about this. He tells the troops: ‘You are going to die for the Second Coming; you are going on a Crusade.’
Most of humanity — including many Americans and Israelis — does not believe this. But it becomes an irrational, powerful motivation for key forces in the West.
[Just a hollow show of self-sugestions, as we see in Paula White] The geopolitics of prophecy is the only factor that explains a host of inconsistent moves. If one accepts this factor, everything falls into place: chaos and destruction are not to be feared, for they are a necessary stage of the tribulation (another term from Christian Zionism). From the perspective of Christian Zionists [fools], a cataclysm besetting humanity is a necessary prologue to the Second Coming of Christ, and for Jews, to the first coming of the Messiah. [Mad illusions, just scarecrows, to collect weak and brainwashed souls, and grow in destruction, power, lands, oils. No Messiah or Christ will come...]

Host: The exchange of strikes against critical infrastructure is not merely continuing; it is intensifying: according to the latest reports, an oil refinery in Haifa is on fire, Iranian petrochemical facilities have sustained serious damage, and yesterday one of the largest aluminium plants in Bahrain was attacked. But what is truly alarming is that university buildings in Iran have become targets. Tehran has already promised a tit-for-tat response against similar educational centres in the Gulf states. Against this backdrop, a highly resonant statement was made by Iranian MP Alaeddin Boroujerdi: he emphasised that Iran’s membership in the Treaty on the Non-Proliferation of Nuclear Weapons (NPT) no longer makes sense, given that the US and Israel are effectively ignoring any international norms. This raises a logical question: if Iran is serious about withdrawing from the treaty, does this not mean that the ‘nuclear threshold’ has already been crossed? After all, logic suggests that one withdraws from an agreement when it begins to hinder the realisation of existing potential. Do you believe we are on the verge of officially recognising Iran as a nuclear power?

Alexander Dugin: Here are questions to which no one has been able to give a direct answer for decades.
Only very recently did Donald Trump openly acknowledge Israel’s possession of nuclear weapons, although analysts had been discussing this for years, whilst Tel Aviv itself had merely hinted at it. Whether Israel will use them or not — nobody knows. Nuclear status may remain in a ‘grey area’ for a long time, until certain circumstances force the cards to be laid bare.
Does Iran possess nuclear weapons? We can see that Tehran possesses excellent missile systems with a vast range. Technically, it would not be particularly difficult to transport one, twenty or a hundred nuclear warheads by sea from North Korea, whilst this route is not yet under total control, or to transport them across the Caspian Sea from our territory, or to deliver them from Pakistan.
If the Iranians were a backward people fighting with bows and arrows, one might argue about the time needed to develop the technology. But with such a powerful military infrastructure, superb missile technology and a deeply layered security system, it is merely a matter of will. The war has been raging for a month; the airspace is largely controlled by the Americans, yet missiles are methodically raining down across the entire Middle East from concealed mountain tunnels, and Iran remains unshaken.
For a long time, the fatwa of the late Imam Khomeini banning the possession of nuclear weapons remained in force. The Iranians are a wise, spiritual people; they understood that this is a hellish weapon, a weapon of Satan, bringing only self-destruction. They had compelling spiritual reasons not to resort to it. But in a critical situation, when the very existence of the country is at stake, they will either retrieve the warheads already hidden away or obtain them at any moment. Attaching a ready-made warhead to an Iranian missile, which is guaranteed to reach its target, is a matter of ‘an arm’s length’.
I do not possess classified information, but as an analyst and philosopher I’ll venture a guess: they have them. [I don't think so..]And they will use this weapon if the need arises. It will most likely not reach US territory, but a strike will be launched against American bases in the Middle East – which are already half-destroyed – and against Israel. Tehran is capable of ensuring that for a hundred years there is nothing left on this land but Chernobyl and mutants. They are capable of this – if not now, then in time.
[No. Israelis of genocider Natanyahu, yes...]
Those people in the US and Israel who are pushing for escalation have no positive prospects whatsoever. Even if one were to imagine a local victory over Iran — which I doubt, given Iran’s defences — the outcome would be catastrophic: the Middle East and Israel in ruins, the global economy in a coma, and the image of America evoking nothing but the deepest revulsion in mankind. Israel is hated by everyone. In the US itself, a storm of antisemitism has arisen the likes of which was not seen even in Henry Ford’s day.
The level of hostility towards the Israeli lobby, AIPAC and Christian Zionists is unprecedented today.
[Karma in action. People is seeing how much violent racism are inside Israelis, speciaaly zionists and settlers]
What has Trump gained? — Instead of strengthening Greater Israel and his own hegemony, he has been dragged into a war he has already lost — morally, politically and economically. Pete Hegseth, head of the Pentagon, floated the idea of Greater America, including Greenland and Canada — apparently to divert attention from the Middle Eastern fiasco.
[No, even before...] But this is a scandal with no basis in reality.
Instead of solving domestic problems, Trump has found himself in a trap. Unless one believes the hypothesis that he is deliberately undermining the foundations of Western dominance, there remains only one explanation: he and his entourage have become hostages to a prophecy. These are suicidal actions. There are successful wars, such as the short-term capture of Iraq, although even that turned into a protracted dejection. The destruction of the Iranian leadership was a tactical success,[Tactical sucess, or more just a treacherous bombing and killing old one and childs, beyoand some  military?] but the backlash has exceeded all expectations. In the long term, there is not a shred of positivity here for the US.
It is self-destruction. If we recall ‘prophetic geopolitics’, then all the current catastrophes fit logically into the eschatological scenario of the dispensationalist Protestants who are now in charge in the White House. The place is run by people like Paula White – a female pastor who speaks in demonic tongues and practises hypnosis. These fanatical figures, in alliance with Israeli politicians gripped by messianic mania, are creating a completely irrational bloc at the head of the collective West. Europe recoils in horror from this: even such loyal politicians [to Trump and Israel] as Viktor Orbán admit that barring Cardinal Pizzaballa from entering the temple is simply beyond the pale.

Host: Incidentally, Netanyahu did eventually issue a permit allowing the cardinal into the temple. Admittedly, he did so only the day after Palm Sunday.

Alexander Dugin: For Catholics, today is already Holy Monday, the first day of Holy Week, whilst our Orthodox Easter this year will be a week later than the Catholic one. But in spiritual matters, it is vital to do everything at the right time. If a person is not allowed to attend the holiday feast or, say, is promised access to the Holy Fire the following day — that is a cold shower.
To explain what is happening by anything other than maniacal ‘prophetic geopolitics’ is, in my view, simply impossible [No, tehre is many otger factors, and mostly israelo supremacism]. But look: there is an internal logic to this madness. If one sincerely believes in the messianic moment — as do the Christian Zionists, such as those surrounding Trump, like Pete Hegseth, Paula White and Lindsey Graham, or as the Israeli radicals around Netanyahu believe — then every action they take is justified.
[No, they don't believe at all, as they are devils, full of hate, lies, envy and other vices.]
They are living ‘on loan’ from the coming eschatological times. They are spending the ‘capital of the Messiah’, who, in their deep conviction, is about to appear. All their actions are performed on the verge of a foul. It is like jumping from a high tower in the hope that they will be caught at the last moment. Remember how Satan tempted Jesus Christ: ‘Cast yourself down, for it is written: He will command His angels concerning you, and they will lift you up in their hands’.
What Trump and Netanyahu, America and Israel are doing now is precisely that leap from the tower. They believe that the angels of hell will catch them in their fall and grant them world domination. This is a very real satanic temptation. Therefore, the geopolitics of prophecy is not fantasy, but an active and extremely dangerous force.

Host: Let us turn to a figure whose stature is incomparably lower than that of the aforementioned leaders of the West and the East, but who constantly tries to stay on the news agenda. I am referring to the outgoing President of Ukraine, who suddenly travelled to the Middle East and even signed certain agreements in the United Arab Emirates — ostensibly concerning the supply of diesel fuel and other matters. It is clear that on a global scale this issue is far less significant, but for us, for Russia, in the context of the ongoing Special Military Operation, it remains relevant. What is your opinion on Zelensky’s appearance in the Middle East — at this very point of global upheaval and bifurcation? Why did he go there, and what political goals is he pursuing in the current situation? And most importantly — will he achieve them? After all, many experts agree that people have simply stopped paying attention to him against the backdrop of global upheavals.

Alexander Dugin: Firstly, people have certainly stopped paying attention to him. When the giant demons entered the fray, nobody cares any longer about the minor devils and non-entities like Zelensky. He is trying to fit into the coalition of these big demons by reminding people of his existence, saying that he too can cause trouble and kill. But these are merely desperate attempts. Previously, when the main forces were only just approaching, a huge magnifying glass was placed before him; he was projected like a hologram onto the world’s screens; parliaments applauded him. That was just a warm-up. Now, however, with the arrival of the big demons, he has, of course, proved to be insignificant in comparison to them.
[Very good discernment and analysis]
His ‘help’, of course, has no effect whatsoever. Some drones arrived — the Iranians immediately destroyed them along with the Ukrainian crew.
It is one thing to fight us on familiar territory, where they have been digging in for years in defiance of the Minsk Agreements. In the Middle East, the landscape is different: there they are as plain as day; there, eliminating their experts and Zelensky himself is easier than easy. After all they have been through, the Iranians have dispensed with unnecessary formalities.
You have touched on an important topic: why are the Americans and Israelis, like true butchers and maniacs, striking at universities, destroying thinkers, scholars and students? Because this is a war of the spirit, a war of darkness against light. They understand: Iran’s strength lies not only in missiles, but in hearts and minds, in education and culture. We too should take note of this. The enemy is well aware that sovereign science and education are the fundamental resources of society, upon which everything rests. [
very good discernment]
Attacks on universities are not merely madness or a breach of conventions. The enemy strikes at the very heart, because this is a war of ideas. On one side lies their prophecy; on the other, the Iranian, or our own vision of where Russia should stand in this critical era of the end times. The idea of prophecy is no empty concept. They have framed it one way; the Iranians another. We, however, have our own mission: the role of the Katechon, the one who holds back the coming of the Antichrist. Our rulers inherited this role from Byzantium.
Every participant in the current conflict — both in Ukraine and in the Middle East — has their own map of this final battle. And if the enemy is targeting universities, it means that independent thought is a crucial component of this war. We need to draw many conclusions from the events in the Middle East, but this one — about the significance of thought and spirit — is, in my view, of paramount importance.

Host: And finally, an interesting question that has come to us via our Telegram channel. It concerns the possibility of a so-called ‘Easter truce’: What do you think, Alexander Gelyevich, could this great holiday — be it Catholic Easter, which is currently being celebrated in the West, or our Orthodox Easter — have any impact on the intensity of the fighting? Are any gestures from Iran or Israel connected with these dates possible, or are such respites now unthinkable given the current eschatological tension?

Alexander Dugin: I don’t think so. Absolutely not.
[Sure] As for Orthodoxy — it is our faith, the faith of our peoples, and Orthodox Christians are not directly involved in this particular escalation in the Middle East. As for Catholics, they condemn this war, and persecution against them is now effectively beginning in America. Catholics are once again being accused of antisemitism, being turned into a sort of scapegoat within the framework of the US’ new radical-messianic policy. Hence the bans, hence the mockery directed at them.
The Pope recently issued a strict ban on praying for those who unleashed this carnage.' ‘Their hands are stained with blood,’ said the pontiff, ‘we do not pray for them.’ This is a very important point: the universal Christian tradition implies prayer for all, for the soul and heart of a person are a mystery, and it is the Lord who must judge, not us. But if the head of the Catholic Church – the largest denomination, uniting one and a half billion believers – has acknowledged that it is forbidden to pray for Trump, Netanyahu and the Zionists who started this war, then this is an extremely serious signal. In such an atmosphere, there can be no question of any ceasefires.

Host: So, to summarise: Easter will not stop Iran’s strikes on Israel, and we should not expect any lull? [What an incredible incorrect or biased question, as both of them, the three - and not the Iranian side, as if it was him the bad one - , will not stop until one of them is on the verge of colapse]

Alexander Dugin: The Jewish tradition fundamentally rejects Christ, so Christian holidays have no bearing on that side. Muslims, for their part, do not celebrate Easter — they have their own calendar and their own holy sites. Thus, the key players in this process are not mentally or spiritually connected to Easter. And ‘the civilisation of Epstein’ in the form of the modern United States has absolutely no connection whatsoever to this great holiday. I am convinced that Easter does not hold any sacred significance for any of the direct parties to this conflict. Within their frame of reference, there is no point in ceasing hostilities in this context. The Christian calendar is by no means a factor for this war.»