domingo, 29 de março de 2026

O Logos Iraniano, por Alexander Dugin. 2ª parte dos diagramas conceptuais do seu livro Noomachia.

Continuamos a partilhar o resumo sumário do livro de Alexandre Dugin, Noomakia. Guerra do Nous . O Logos Iraniano: A Guerra da Luz e a Cultura da Espera, dado à luz em russo em 2016 e agora  transmitido, em alguns dos seus diagramas na sua página https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos.
Destaquemos a nobreza da alma e mente iraniana na sua luta consciente e sacrificial pela verdade e pela Luz. Ou ainda a visão de que temos de escolher entre sermos filhos ou filhas da Luz, ou então das Trevas, que não meramente  ausência ou diminuição da luz mas forças activas e venenosas, ou como hoje vemos mais, manipuladoras, mentirosas, opressivas...

                          Ontologia da Guerra da Luz

Núcleo axiomático.
Pa
ra a mente iraniana o Ser = Guerra. A guerra não é combatida por recursos ou território mas pela Verdade.

A  regra absoluta de Luz

A luz é primária e criativa. (No princípio era a Luz.). Contudo o Exército da Luz não pode usar falsidades, truques, ou tácticas baixas, mesmo para ganhar. Ao fazerem-no transformar-se-iam imediatamente em Trevas.

Metafísica do Martírio.

Porque a Luz não pode comprometer a sua pureza, as forças activas e venenosas da Trevas frequentemente vencem temporariamente batalhas no mundo material.
Assim, a ética da guerra eleva ao 
 dever sagrado do martírio. É melhor perder com a Luz de que ganhar com as Trevas. 

                   Oposição equipolar : a ausência de Dionísio.
 Neoplatonis
mo.
A treva é apenas a ausência ou diluição da luz. A matéria é passiva, um receptáculo escuro.
O Logos Iraniano.
A treva é uma força activa e super-poderosa. Irradia ou brilha da sua luz trevosa. É vene
nosa, agressiva e viva.

A falta do [elo] mediador
Não há lugar para uma fig
ura Dionisíaca para criar a ponte entre os Deuses e os Titans. Não há zona neutra, nem síntese, nem compromisso. Ou és um filho da Luz ou um filho das Trevas. 

                    

      Protegendo o Logos: Porque é que o Zurvanismo é uma heresia.

                             Ahura Mazda X Angra Mainyu

Mazdeísmo Ortodoxo
Absoluta separação. O tempo é criado pela guerra. A guerra justifica a existência.

                                    Zurvan = Tempo 

               Ahura Mazda    -----------  Angra Mainyu 

      A heresia Zurvanita.
Postula uma divind
ade que cobre tudo, e que deu nascimento à Luz e às Trevas.

     A falha fatal
Ao fazerem irmãos a Luz e as Trevas, nascidos do Tempo. Zurvanismo relativiza o mal, legitima temporariamente o reino das Trevas, e destrói a natureza absoluta da Guerra da Luz. Foi condenada correctamente.

                                O campo da batalha da matéria

Menog (espírito, nous). O mundo eterno luminoso das ideias. Permanece completamente fora do acesso das forças das trevas.

Getig (matéria/vida). O mundo material e vivo. Criado por Ahura Mazda como perfeitamente bom, mas penetrado e corrompido a partir debaixo por Angra Mainyu.

A distinção anti-Maniqueísta
O Zoroatrismo orto
doxo vê a matéria como sagrada, ao contrário das heresias gnósticas e maniqueístas que veem a matéria como inerentemente má.
A guerra da Luz não é uma luta contra a matéria, mas uma luta pela libertação da matéria.» 

"Libertação da matéria" e do mundo, em relação aos seus opressores e forças das trevas, da mentira, da perversão e do ódio, tão visíveis presentemente na coligação israelo-americana que tenta destruir a civilização iraniana da Luz, da Justiça, da Verdade... 

  

.O Logos Iraniano, de Alexander Dugin. 1ª parte de breve hermenêutica dos seus diagramas conceituais por Pedro Teixeira da Mota


Neste artigo, intitulado Noomakia. Guerras da Mente, e explicado como Uma síntese conceptual baseada na filosofia civilizacional de Alexander Dugin, e ainda um "resumo curto do livro", através de imagens esquemáticas, Alexander Dugin expõe a sua visão do Logos iraniano, ou inteligência, amor ou  propósito da alma do Irão.
Foi em Moscovo, no Projeto Académico, em 2016, que ele publicou o livro chamado Noomakia. Guerra do Nous (traduzível por intelecto, ou espírito, ou mente). O Logos Iraniano: A Guerra da Luz e a Cultura da Espera.
Agora, em Março de 2026, após alguns artigos que tem publicado no substack.com, vk.com, multipolar press e arktos, sobre a actual guerra da governação israelita e americana  contra o Irão, Alexandre Dugin escolheu compartilhar alguns esquemas do livro, que em si é bem extenso e riquíssimo nos seus 25 capítulos, caracterizando o Logos do Irão através da visão da guerra de Luz, sabedoria, amor e verdade, contra os seres sombrios ou mentirosos ou enganadores, os malignos. Podemos dizer que esta guerra é travada nos dois mundos, físico e subtil, e dentro do tempo, dos ciclos, do plano, onde é prometido e esperado que as bênçãos das vibrações superiores e dos seres e anjos superiores nos inspirem e ajudem em nossas transmutações, esforços e batalhas ardentes, sendo até possível que um homem universal de Luz, um Saoshyant, um ungido, um qutb, um salvador, possa se manifestar mais, pode se manifestar mais.
Na tradição civilizacional iraniana, essa expectativa aparece desde os textos zoroastrianos com o Saoshyant, e atinge sua plenitude no Madhi, da tradição islâmica xiita, o 12º Imam que liderará o povo, ou a ummah, a comunidade dos crentes, na grande última batalha, que para muitos clérigos e hermeneutas está acontecendo agora.
Esta luta entre o mal e os demónios, o medo, o ódio, a opressão, a letargia, a derrota, e as forças da Luz, Amor, Alegria, Glória (Farrah) Divindade era vista pelos madzeístas quase como um dualismo cósmico, embora se considere que Ahura Mazda estava acima dessa dualidade de bem e mal, que está acontecendo na história e chamando cada um de nós a se levantar e lutar com coragem e sem medos, e especialmente em nossos dias, pela vitória da justiça, fraternidade, liberdade, multipolaridade. 
                          
Em seu segundo diagrama, o excelente metafísico Alexander Dugin nos pede para nos desapegarmos de nossos preconceitos ocidentais e tão auto-confiantes, em alguns países tornando-se chauvinistas ou racistas, e olharmos para os outros e, particularmente, para o Irão, como sendo uma nação e civilização muito concentradas que estão verdadeiramente conectadas com as raízes mais antigas de nosso património indo-europeu comum. Devemos entender e reconhecer, mesmo que o Irão tenha sido tão demonizado e oprimido no século XX, que o Irão é um polo poderoso da Ordem Divina, do Amor, da ciência, da poesia, da fraternidade, da hospitalidade e deve ser tratado com respeito e estudado, acolhido.
                           
No 3º diagrama, Alexandre Dugin dá ainda mais atenção aos aspectos iniciais da tradição iraniana: o sentido de luta, de esforço, de uma batalha que está acontecendo o tempo todo dentro e fora, e cada um tem que participar, contra os maus. E a esperança e expectativa de que haverá uma batalha final, e um líder supremo guiando a ummah para a vitória, nos antigos gathas, ou textos zoroastrianos, sendo chamado de Saoshyant, assim como na doutrina hindu dos avatares é chamado de último, o avatar Kalki que virá em um cavalo branco levando à vitória final do Satya Yuga, ou a Era da Verdade. 
                            
No xiismo iraniano, é o prometido Mahdi, o último Imam que esteve oculto e se manifestará no momento apropriado. Como não pensar na situação atual do marja supremo do Irão ou aiatolá Khamenei, que deve ser principalmente preservado, oculto dos criminosos de guerra diabólicos e traiçoeiros israelitas que assassinaram seu pai, Ali Khamenei?
Alexander Dugin enfatiza, como antes dele todos os especialistas em estudos indo-arianos, que onde quer que qualquer nação ou religião indo-europeia tenha ou apresente esses dois aspectos, guerra de luz contra escuridão, e expectativa de um salvador, a origem foi o Irão, ou como ele diz «onde quer que apareçam no mundo mediterrâneo ou judaico-cristão, revelam a profunda e estrutural influência do círculo cultural iraniano.»
                                           
Para ser continuado, pois há mais diagramas compartilhados pelo pai de Daria Dugin (muita luz e amor em seu espírito) em https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos para ponderar, meditar e expor.

sábado, 28 de março de 2026

The Iranian Logos, by Alexander Dugin. Part 1º of a short hermeneutic of his conceptual diagrams by Pedro Teixeira da Mota

In this article, titled Noomakia. Wars of the Mind, and explained as "a conceptual synthesis based on Alexander Dugin's civilisational philosophy", and also a "short summary of the book," through schematic images, Alexander Dugin presents his vision of the Iranian Logos, or intelligence, love or purpose of the Iran soul and being.
It was in Moscow, at the Academic Project, in 2016, that he published the book called Noomakia. War of the Nous (translatable as intellect, or spirit, or mind). The Iranian Logos: The War of Light and the Culture of Waiting.
Now, in 2026, after some articles he has published on substack.com, vk.com, multipolar press, and arktos, about the current Israeli and American governance's war against Iran, Alexandre Dugin choose to share some diagramatic outlines of the book, which is quite extensive with 25 chapters, characterising the Logos of Iran through the vision of the war of Light, wisdom, love and truth, against the dark, liars or deceitful beings, the evil ones. We may say that this war is wagged in the two worlds, physical and subtle, and within the time, the cycles, the plan, where is promissed and expected that the blessings of the higher vibrations, beings and angels will be inspiring  and helping  in our transmutations, fiery efforts and battles, being even possible that a universal man of Light, a Saoshyant, an anointed,  a qutb, a savior, could manifest himself more. 

In Iranian civilizational tradition this expectation  appears since the times of the zoroastrian songs and texts with the figure of the Saoshyant, and attains its plenitude in the Madhi, of the Shiia islamic tradition, the 12º Imam who will lead people, or the ummah, the community of the believers, in the great last battle, which for many clerics and hermeneuts is happening now.

This fight of evil and devils, fear, hate, oppresion, slugishness, defeat, and  the forces of Light, Love, Joy, Glory (Farrah) Divinity was seen by the madzeists almost as a cosmic dualism, although it is considered that Ahura Mazda was higher than this duality of good and evil, that is happening in the history and calling each one of us to raise itself and the fight with courage and no fears, and specially in our days, for the victory of justice, fraternity, freedom, multipolarity. 

                             

 In his 2ª diagram the excellent metaphysician Alexander Dugin asks us to detach from our western prejudices and so self-assertive, in some countries becoming chauvinists or racists, and look to the others an particularly to Iran, as being a very concentrated nation and civilization that is verily connected with the most antique roots of our common  indo-european heritage. We should understand and recognize, even if Iran was so much demonized and  opressed in the XX century, that Iran is a most powerful pole of the Divine Order, of Love, science, poetry, fraternity, hospitality and should be treated with respect and studied, welcomed.

 In the 3º diagram, Dugin gives still more attention to the initial aspects of the iranian tradition: the sense of fight, of strive, of a battle that is happening all the time within and without, and each one has to participate, against the evil ones. And the hope and expectation that there will be a final battle, and a supreme leader guiding the ummah to the victory, in the old gathas, or zoroastrian texts,, being called the Saoshyant, as in the Hindis doctrine of the avatars is called as the last one, the Kalki avatar who will come in a white horse leading to the final victory of the Satya Yuga, or the Age of the truth. 
 In  iranian Shiia it is the promissed Madhi, the last Imam who has been occult and will manifest at the appropriate time. How can we not think in the present situation of the Iran supreme marja or ayatollah Khamenei, who has to be mostly preserved, occult from the devilish and treacherous war criminals israelis who assassinated his father, Ali Khamenei?

Alexander Dugin stresses, as before him all the specialists of indo-arian studies, that wherever any indo-european nation or religion has or presents these two aspects, war of light versus darkness, and expectation of a saviour, the origin was Iran, or as he says «wherever they appear in Mediterranean or Judeo-Christian world they reveal the profond and structural influence of the Iranian cultural circle.»

  To be continued, has there is some more diagramas shared by the father of Daria Dugin (much light and love in her spirit) in  https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos   to ponder, meditate, and expound. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Lista de valiosos comentadores, analistas, pensadores que lutam pela verdade e que encontra na internet e youtube

O geoestratega e metafísicoAlexandre Dugin, pai da filósofa mártir Daria Dugina (muita luz divina na sua alma), em diálogo com o político e jornalista George Galloway e a sua mulher Gayatri, dierectores do imprescindível programa Moats, às quarta e domingos, das 19 às 21.

  Neste momento decisivo da história do séc. XXI, em que o Estados Unidos da América e Israel desferiram, no meio de cândidas negociações, mais um ataque traiçoeiro e assassino à República Islâmica do Irão, para decapitarem os seus líderes religiosos, políticos e militares e suas famílias, em simultâneo com um aterrorizador bombardeamento de uma escola de crianças, e deliberado pois realizado pelo disparo de dois tomawaks separados por 40 minutos, devemos unir-nos contra tais criminosos agressores, denunciá-los, não apoiá-los, enfraquece-los. Infelizmente a maioria dos principaiss meios de comunicação social estão comprados pela oligarquia globalista e sionista, pelo que há que procurar bons canais de informações,  bons jornalistas e comentadores, bem alternativos aos jornalistas e colunistas tanto estrangeiros como portugueses, estes salvo raras excepções (qual o major-general Agostinho Costa, ou Tiago Lopes) semi-ignorantes, sionizados e anti-iranianos, tão visíveis nos canais televisivos ou jornais tal como o Correio da Manhã.  

Registemos então alguns nomes de valiosos comentadores, analistas, pensadores que lutam pela informação e não desinformação, pela verdade e a justiça, ainda que um ou outro se deixe tingir por certos particularismos ou partidarismos:
Coronel D
ouglas Macgregor, Alexander Dugin, Alaistar Crooke, Prof. Seyed Marandi, George Galloway, Scott Ritter, Larry Johnson,  Chris Hedges, Coronel Jacques Baud,Tucker Carlson,  Coronel Lawrence Wilkerson, Graig Murray, Prof. Jeffrey Sachs, Prof. John Mershmaier, Patrick Heningsen, Max Blumenthal (e a Gray Zone), Andrei Martyanov, Judge Napolitano, Pepe Escobar, Aaron Maté, Garland Nixon, Alexander Mercouris, Alex Christoforou, Rifat Jawaid (Janta Ka reporter), John Helmer, Jimmy Dore, Glenn Greenwald, Richard Medhurst, Ray McGovern, Laith Marouf, Daniel Davis, Glenn Diesen, Clayton Morris, Rania Khalek, Kim Iversen, Rachel Bevlins, Shamine Narwani, Ana Kasparian, Laleh Khalili, Abby Martin, Emil Cosman, Nima Alkhorshid, Brian Berlic, Yves Engler, CJ Werleman show, Jackson Hinkle, Cyrus Janssen, Peter Oborne,  Megyn Kelly, Richard Sanders e, no Youtube e Telegram, Ruslan beslov, Dennis Kucinich, Borzzikman, Democracy now, os jornalistas do The Grayzone, tal Kit Klareberg, ou mesmo o comediante Jon Stewart. 

Se sabemos todos que a BBC é a British Brainwashing Corporation,  plenamente sionizada e anti-iraniana, no que é acompanhada pela maioria dos canais televisivos principais norte-americanos, note-se que a arábica Al-Jazeera também é quase por completa anti-iraniana nas suas notícias, títulos e opiniões. Como alternativas às censuras e bloqueios do Facebook, X, Youtube, há a registar o Vk.com, o Rumble, o Substack. 

Que o Irão, e os seus aliados, vençam a hidra imperialista, infrahumanista, sionista, epsteiniana, opressiva, diabólica. 

 Informe-se, interaja e una-se bem pelo amor da Verdade, da Justiça, da Multipolaridade, do Bem, da Divindade. 

 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Apoiar a luta do Irão pela sobrevivência e independência, e pela libertação da Humanidade do imperialismo: o Grande Mufti da Líbia, Sheikh Sadiq al-Ghariani, o cineasta Majid Majidi e Sheikh Abdulwahhab levantam suas almas e vozes.

A responsabilidade dos intelectuais, dos artistas, das pessoas mais religiosas  não menosprezarem ou traírem a luta do Irão pela sua sobrevivência e independência, e pela libertação da Humanidade das garras da elite do petro-dólar, têm feito levantar algumas almas e vozes valiosas, tais as do grande Mufti da Líbia, Sheikh Sadiq al-Ghariani, o cineasta iraniano Majid Majidi e o iraquiano Sheikh Abdulwahhab. 

Nestes dias tão terríveis da traiçoeira guerra contra a República Islâmica do Irão, perpetrada por Israel e EUA, com o apoio da maioria dos países do Golfo, excepto Omã, e encoberta e distorcida pelos principais meios de comunicação ocidentais corruptos, americanizados ou sionizados, é importante algumas vozes ou mensagens de intelectuais, artistas, activistas, religiosos e pessoas sensíveis e espirituais serem ouvidas, criticando o sionismo, a oligarquia e o imperialismo dos EUA, denunciando publicamente os seus crimes e prestando mais apoio e unidade com o Irão e o seu povo e regime, tão falsamente demonizados nos meios de comunicação ocidentais, tais CNN, Fox News e Correios de Manhã, por se recusar a submeter à ditadura plutocrata epsteiniana. 

 Desde o início da agressão, o líder supremo ou ayatollah do mundo xiita, Ali al-Sistani (nascido em 4/8/1930), no Iraque, tem expressado preocupação e apoio. Além dele, centenas de intelectuais e artistas do Irão fizeram o mesmo publicamente. E agora, mais três vozes importantes exortaram a Ummah, a comunidade dos crentes de Deus, a estarem activamente ao lado do Irão. Vamos ouvi-los, a partir das notícias do importante canal Presstv.ir, de 23 de março de 2026. 

                           

«O Grande Mufti da Líbia, Sheikh Sadiq al-Ghariani, fez um apelo aos muçulmanos em todo o mundo para apoiarem o Irão face à agressão dos EUA e de Israel à República Islâmica, alertando que o envio de tropas dos EUA para mundo árabe e persa desestabilizaria a região.
"Não existe o conceito de neutralidade no Alcorão... Apoiar os muçulmanos é um dever religioso," disse o clérigo em declarações relatadas pelos meios de informação locais, enquanto transmitia ensinamentos religiosos.
O grande mufti acrescentou que as potências arrogantes globais "terão que pagar o preço", e exortou todos os muçulmanos a tirar lições do ataque contínuo contra o Irão e a procurarem a força vencedora através da fé.
O religioso superior líbio destacou que os muçulmanos devem "prestar atenção a estes desenvolvimentos e buscar dignidade apenas através da obediência a Deus e ao Seu Profeta."

                                                                
Infelizmente, devemos acrescentar que o grande mufti [jurisprudente] da mesquita e universidade de Al-Azhar no Egito, Sheikh Ahmed Al-Tayeb (6/1/1946, na fotografia), patrocinado provavelmente pelos líderes da Arábia Saudita, há alguns dias pediu apenas para se acabar com a guerra, mas culpou o Irão pelas suas agressões aos Estados do Golfo, manifestando assim uma visão distorcida da realidade, escondendo o facto de que o Irão tem estado apenas a defender-se dos locais onde o exército dos EUA nesses países estava desferindo mísseis e bombardeiros contra o seu povo. Que tipo de mufti ou sheikh ele se tornou, já que na guerra de 12 dias, em 2025,  levantara a sua voz e autoridade contra Israel? Mudará ele após a crítica bem feita do famoso cineasta iraniano Majid Majidi, que passamos a transcrever da presstv.ir?

                                         

«Em uma mensagem contundente no domingo, o proeminente cineasta iraniano Majid Majidi criticou o silêncio dos estudiosos da Universidade Al-Azhar diante da agressão israelo-americana contra nações muçulmanas, incluindo o Irão.
Majidi, um cineasta internacionalmente aclamado e reconhecido por seu realismo e perspectivas humanistas, criticou os estudiosos de Al-Azhar por abandonarem o seu dever de falarem contra a opressão dirigida aos muçulmanos, de Gaza à República Islâmica do Irão.
 A sua mensagem surgiu agora com a guerra israelo-americana contra o Irão, que começou a 28 de fevereiro com o assassinato do Líder da Revolução Islâmica, Ayatollah Seyyed Ali Khamenei, e que entrou na quarta semana e sem fim à vista.
O realizador  do  filme Muhammad: O Mensageiro de Deus endereçou a sua mais forte crítica aos estudantes e professores da Universidade Al-Azhar no Egito, uma instituição religiosa de renome mundial que, segundo ele, leva o nome da Senhora Fatimah Zahra [a filha do profeta e mulher de Ali, o 1º Imam, e na primeira imagem deste artigo], uma instituição que outrora  servia como a principal voz do Islão sunita, defendendo a unidade e a solidariedade entre os muçulmanos.
"Estou decepcionado e irritado com os estudamntes e professores da Universidade Al-Azhar no Egito, uma instituição que leva o nome da Senhora Fatima Zahra, de onde outrora se ouvia a primeira e a última palavra do Islão sunita, e cujo propósito e lema eram a unidade e a solidariedade com todos os muçulmanos," escreveu Majidi na mensagem.
Majidi questionou:"Como é que eles testemunham a agressão e o derramamento de sangue do regime usurpador israelita contra um país islâmico e seu povo muçulmano, e ainda assim permanecem em silêncio?" 
"Como é que e observam os ataques brutais dos Estados Unidos dominadores e testemunham o massacre de centenas de crianças, homens e mulheres indefesos, e ainda assim ficam parados em silêncio?"
Majidi fez uma distinção clara entre os estudiosos que dependem do patrocínio de "tiranos ricos em petróleo" e os que afirmam defender os princípios islâmicos.
Enquanto dizia que não tem expectativas quanto aos primeiros, ele condenou os estudiosos de Al-Azhar por defenderem "os Abu Jahls [opositor de Maomé] de nosso tempo" em vez de se posicionarem ao lado dos oprimidos. "Por favor, digam-nos, ses possuem conhecimento de que não haverá Dia do Juízo, que nunca estarão diante de Deus, do Mensageiro e da Senhora Fátima, então informem-nos disso também," observou Majidi, invocando a responsabilidade final tal como é apresentada na teologia islâmica.
A Universidade de Al-Azhar, uma das instituições mais antigas e prestigiadas do mundo muçulmano sunita, e recusou-se a tomar uma posição clara na guerra em curso contra o Irão.
A mensagem do cineasta acrescenta uma dimensão cultural e religiosa ao  coro crescente de críticas dirigidas aos países e instituições árabes e islâmicas por não tomarem uma posição firme contra a agressão israelo-americana ao Irão, bem como em Gaza e no Líbano.
Majidi
, conhecido por filmes premiados como As Crianças do Paraíso, A Cor do Paraíso e Muhammad: O Mensageiro de Deus, há muito tempo que usa a sua plataforma para abordar questões sociais e políticas que afectam o mundo islâmico.
                                            
Em 24/3, outra voz, um líder dos Eruditos Sunitas no Iraque, ergueu-se em apoio ao Irão, conforme relata a presstv.ir:
«Os clérigos sunitas iraqui
anos prometeram lealdade inabalável ao Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei [na foto] como o terceiro Líder da Revolução Islâmica do Irão, durante o ataque dos EUA e de Israel contra o país.
"A resiliência da nação iraniana constitui uma redefinição de dignidade. "Colocamos o nosso peso atrás de vós de todo coração e de forma veemente," escreveu o Sheikh Khalid Abdulwahhab, Presidente da Sociedade dos Eruditos Sunitas do Iraque, numa mensagem divulgada na terça-feira, expressando confiança na vitória final prometida por Deus.
Manifestou a firme c
rença de que a nação iraniana, sob a liderança do Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei, está a enfrentar vitoriosamente as potências arrogantes do mundo, lideradas pelo regime israelita e pelos Estados Unidos, em nome de todo o mundo muçulmano.
Enfatizou que a República Islâmica do Irão desfez completamente o mito da invencibilidade de Israel e restaurou a honra e a identidade dos muçulmanos.
O Sheikh Abdulwahhab finalmente afirmou que os clérigos sunitas iraquianos expressam solidariedade com o Irão após o martírio do Aiatolá Seyyed Ali Khamenei, e farão isso no máximo que poderem , expressando confiança na vitória final prometida por Deus aos seus devotos e lutadores.»

quarta-feira, 25 de março de 2026

Alexander Dugin: The War Trump Cannot Win. A vision of what is happening at some levels of the war against Iran, and how Iranians are resisting and fighting for a free Mankind.

 Alexander Dugin on a war of eschatologies and Iran’s strategy of resistance. Translated to english. With a few annotations [in between] by Pedro Teixeira da Mota.
                                     
«Trump could not, by definition, win a war with Iran. And he cannot. The only question is how exactly he will lose it. What he says carries almost no significance. It is simply agony—not only his personal agony, but that of the entire system.
The Israel lobby, for all its extraordinary effectiveness, will drag Trump down into the abyss along with itself. And he will drag it down with him. This is guaranteed mutual destruction.
Within the Zionist lobby, everything is extremely rational and carefully calculated—up to the moment when the final act arrives: the coming of the Messiah. [That is a illusion of Alexander Dugin, a metaphysician, as in the zionist loby of our days no one believes in God, and less still in the dream of any new Messiah]  That is the promissory note on which everything is built. It is issued against a future event. If that future does not arrive, everything collapses. [No. That prophecy can be hold for milleniuns, without arriving, for the fools or zelost that will want to accept such a illusion; so the collapse is mostly to be happen and fought in the material realm, as it is happening now, at economic, infrastructures and military levels]. Christian Zionism is even worse: everything in it rests on pure hallucination (the Rapture, and so on), which cannot come to pass, no matter how much one might wish it.
Thus, the sum of rational steps taken by the forces that have now taken control of Trump concludes with an irrational chord. Inevitably.
Iran has its own eschatology [some of which is deep ingrained within their collective soul and inspires them]. But it does not rely on it; it relies on resistance. Whatever the Iranians may dream of, right now they are defending their homeland against an invasion of vermin, killers, and the Epstein coalition. Since the conciliatory leadership has been destroyed, only the hardest, flint-like people of the IRGC remain [No, it is exagerated, as iranian people have always the heart alive, and in the leadership and IRGC there are many not hard line, and we can see it in Iran's Foreign Minister Abbas Araghchi]—people with nothing to lose and nothing to negotiate about. Especially not with vermin, killers, and the Epstein coalition.
The Iranians hold the cowardly, wavering Arabs in utter contempt. And the artificial paradise those Arabs have so carefully constructed—they will gladly smash it. They are already smashing it. Reaching Israel is more difficult, but they are reaching it as well.
With even greater fervor [may be a bit exagerated], they are ready to blow up the global economy, energy systems, and business; to cut internet cables on the seabed of the Strait of Hormuz; and to sink the vaunted Western fleet—military and civilian alike—with cheap naval drones.
The Zionists advance eschatologically; the Shiites defend eschatologically. The Iranians do not live off the future. They resist desperately, with all means, here and now. [I don't see desperately neither still with all means]
Seeing this, Trump faltered. Naturally, he does not believe in any Messiah, nor in dispensations, nor in Amalek, nor in Gog and Magog. He believes in himself and in high-stakes, unrestrained stock-market gambling. This is not religious madness, but rather egocentric psychopathy against the backdrop of general senile exhaustion and the consequences of his turbulent escapades on Epstein’s island, which have left deep marks. [Very good analysis]
It is not impossible that, at the last moment, Trump will decide to abandon this trajectory—which clearly leads to a cliff—blame everything on the alcoholic Hegseth, and try to ride once more the wave from which he is rapidly slipping. But then he would have to sacrifice the Zionists. They would release footage from the Epstein files, yet by that point Trump might no longer care. Or perhaps he will not sacrifice them and will simply sink like a stone. Or die from the strain. He is no longer young. He already falls asleep at press conferences and occasionally fails to recognize those around him. He laughed at Biden, but the years take their toll. [Very well seen. Bu it is a mystery how he will be some months from today: in a demential state or in court, or humble and recovering to his inner sense?]
For now, the main thing is that Iran holds out—that it endures just a moment longer. The fate of humanity depends on this. Everything stands on the edge of final collapse, yet whoever falls first will give the opposing camp the opportunity to regroup and attempt something. [Very well seen, and surely Iran will sustain and win. And even we should point to some help coming from Russia´s brotherhood in the fight for justice and multipolarity. Are not they the two countries who have risen against the oligarchic globalist imperialism of the elite epsteinian and the zionized governments?]
At the same time, the tech bros of Silicon Valley have their own eschatology. The head of NVIDIA [main group or company of Artificial Inteligence] declared the day before yesterday that AGI [control of the income and taxes of persons] is already here; therefore, the Singularity, about which Elon Musk warned, [the interaction between Artificials Inteligences] has arrived. Humans are no longer needed, the tech bros conclude coldly—and perhaps they have their own intentions regarding these eschatological battles. 
It is no coincidence that their ideologue Peter Thiel tours Europe with lectures on the “Antichrist and the Katechon.” By “Antichrist,” he means Soros, the globalists, and Greta Thunberg (which is correct) [discutable, this opposition of Dugin to Greta]; by the “Katechon,” he means himself and Artificial General Intelligence (AGI)—which is entirely incorrect, since this too is the Antichrist, only a more advanced, cutting-edge one.»
(Taken from Alexander Dugin, Substack, and translated there from the Russian)
 
It is important to remember that Alexander Dugin (7/1/1962, and father of the wonderful Daria Dugina) is a Christian Orthodox philosopher and geopolitician, very much in the line with Vladimir Soloviev, and Nicolas Berdiaev, and that has meditated and writen very much on the Chris and Antichrist, and how a sane Katechon, we may say a World Teacher or Teaching, should be manifested for the good of Mankind...   

terça-feira, 24 de março de 2026

Os mestres espirituais iranianos: Abu Yazid Al Bistami. Dezassete dos seus ditos, alguns brevemente comentados.