Recebi o privilégio, após regressar de uma estadia na Índia de um ano em ashrams e com vários mestres, aprendizagens e iniciações, ao ser professor de yoga e meditação nas décadas de oitenta e noventa em algumas cidades, de conhecer várias pessoas de grande qualidade anímica que tanto aprenderam comigo como eu com elas, ao obrigarem-me a alargar a minha alma às aulas e ensinos, aos seus problemas e potenciais, transmitindo-me algo das suas especificidades de sensibilidade e questionamento, amor e sabedoria. E como algumas já se libertaram da vida corporal terrena pensei ser apropriado relembrar e comemorar esses encontros, amizades, magistérios, demandas e seres maravilhosos neste dia 2 de Novembro de 2026, dia dos Fiéis defuntos, porque realmente elas foram Fiéis do Amor, e lembram-me neste dia de comungar em Amor com elas!
Pedro Teixeira da Mota
Livros, Arte, Sabedoria, Amor, Religião, Espiritualidade, Esoterismo, Meditação, Anjos, Peregrinar, Oriente, Irão, Índia, Mogóis, Rússia, China-Japão, Brasil, Renascimento, Símbolos, Tarot, Saúde natural, Ecologia, Gerês, Nuvens, Árvores, Pedras. S. António, Bocage, Antero, F. Leal, W. de Morais, Pessoa, Aug. S. Rita, Sant'A. Dionísio, Agostinho da Silva, Dalila P. da Costa, Pina Martins, Pitágoras, Ficino, Pico, Erasmo, Bruno, Tolstoi, Tagore, Roerich, Ranade, Bô Yin Râ, Guénon, Corbin, Dugin.
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Dia dos Fiéis do Amor, defuntos na terra mas imortais nos céus. Postais da Elisa Dantas, aluna de Yoga, no Suribachi, no Porto, nos anos 80
Jürgen Elsässer: A luta de Lagarde e Tusk contra Thiel e Musk, ou dos magnates da Inteligência Artificial contra os do globalismo financeiroe seu assalariados. Lagarde, Tusk, Thiel, and the Battle of the AI Giants by
Podemos constatar e dizer que já estamos na III guerra mundial há algum tempo, sobretudo nesta segunde metade do ano de 2026. Ora o autor deste bom artigo, Jurgen Elsasser, embora tenha explicado muito bem, da luta em curso, o aspecto mais recente, o dos magnates de Inteligência Artificial, Ellon Musk e Peter Thiel, contra os globalistas financeiros como Soros e Karl Schwab, e tenha mencionado a de Israel e EUA contra o Irão, não mencionou a importantíssima guerra na Ucrânia sustentada pela União Europeia e não falou sobre a mais importante: a luta do neoliberalismo globalista hegemónico ocidental contra a multipolaridade equitativa dos BRICS, liderada por Rússia, China, Irão e Brasil... São portanto muitas as potências em conflito... O que vai resultar não sabemos e o autor apenas desmascara alguns dos protagonistas mais postos em causa recentemente, o tosco e fanático anti-russo e assalariado da finança globalista, Donald Tusk, e a senhora Lagarde, que não sabemos se abandonou como os ratos o barco da finança ocidental que se está a afundar, ou se foi forçada a demitir-se, embora Jurgen Elsässer considere que foi forçada a tal por Ellon Musk. Oiçemo-lo.

«Jürgen Elsässer examines the escalating power struggle between established globalist elites and rising AI oligarchs in light of recent events.
The chaos engulfing the world has reached a new level. Many of these developments can be explained by examining the geopolitical and financial-capitalist forces at work: the struggle between AI oligarchs seeking to establish a global dictatorship and the established globalist elites represented by figures such as Soros.
Two explosive developments in recent days are directly connected:
The attempted coup in Poland, when pro-EU Prime Minister Donald Tusk sought to bring the Constitutional Tribunal under his control.
And the announcement of European Central Bank President Christine Lagarde’s resignation, delivered in a selfie video that resembled the hostage videos once released by the Red Army Faction (RAF) and similar terrorist groups. The usually elegant Frenchwoman appeared before the cameras with her face covered in bandages, a microphone cable dangling from her clothing, and black-painted fingernails. Since she will not step down for another four months, she could just as easily have waited until her face had returned to its usual well-groomed appearance (she reportedly underwent surgery for skin cancer). Who forced her to undergo this ritual of humiliation?
Other chaotic developments have added to the turmoil, including the uncertain outcome of the Israeli elections, which nevertheless leaves Netanyahu in office. He subsequently issued sharp threats of war against Iran, followed by consultations between Trump and CENTCOM’s senior command, which is preparing to implement Netanyahu’s course of action.
The Bigger Picture
The chaos becomes easier to understand when viewed against the backdrop of a brutal power struggle between two elite power structures. On one side stands the old Deep State, centered around figures such as Soros, Gates, and Klaus Schwab. On the other stands a new, “Deeper State,” consisting of tech barons such as Peter Thiel, Alex Karp, and Elon Musk. These men form the power base of Donald Trump.
The economic differences are as follows:
Soros and his associates pursued deindustrialization through climate policies. Thiel, Musk, and their allies, by contrast, reject what they regard as the climate hoax because the enormous electricity demands of the AI revolution require a stable energy supply from fossil fuels and new nuclear power plants.
Soros and his associates want to dissolve nations into currency blocs, such as the dollar bloc and the euro bloc. Thiel and Musk, on the other hand, want to break away from hopelessly indebted central banks and establish a new libertarian monetary system based on privately issued AI-powered cryptocurrencies, such as stablecoins, controlled by themselves and Trump.
This explains the fate of Lagarde and Tusk. Both represent the euro, which is to be transformed as quickly as possible through the introduction of the digital euro. The tech barons have no interest in this project. They want their cryptocurrencies to replace the existing system of central bank money. Their first target is the euro: they forced Lagarde into a humiliating retreat. On Friday, Tusk attempted a pro-euro coup as a diversionary counterattack—and apparently failed.
The left-right political game in Europe, and elsewhere, fits into this larger power struggle. The Left generally supports the old Deep State, while the Right backs the new, Deeper State. Both are controlled by outside forces and opposed to the national interest. Many genuine patriots are being systematically eliminated, one by one.»
domingo, 1 de novembro de 2026
1º de Novembro, dia dos santos e santas e dos que já partiram. E consulta no Tarot sobre a guerra israelo-americana contra o Irão.
1º de Novembro, dia dos que já partiram, e mais particularmente de todos os santos, santas e mestres, familiares e amigos. Lux e Amor estejam em todos vós!!
Tantos, tantos, a quem tanto devemos, e como poderemos retribuir um pouco as graças recebidas senão acendendo uma vela, um incenso e enviando algumas orações e pensamentos de gratidão e amor, ou mesmo pedindo desculpas de não os termos amado tanto como mereciam. Amor, Amor, brilhe nos vosso íntimo!
Cerro os olhos e oro: - Queridos amigos e amigas que estas vibrações cheguem até vos e vos sejam agradáveis e úteis, que estas invocações das bênçãos divinas sobre todos vos toquem. Possam a luz, alegria e ligeireza aumentarem em todos . Que a Luz, o Amor e a Força divina estejam convosco, connosco. Aum, Amen, Hum.
Ó Santos e santas, ó grandes seres, mestres e sábios, onde quer que estejais abençoai-nos, bem como aos nossos familiares e amigos que já tendo partido ainda não se elevaram tanto como se desejaria.
Ó Anjos da guarda, ó Arcanjos e demais espíritos celestiais, harmonizai-nos e derramai as vossas inspirações e bênçãos sobre todos nós. Que consigamos convosco ligar-nos melhor à Divindade!
Ó Divindade, ó Trindade, ò Unidade, nos vos celebramos e invocamos. Possamos compreender-vos, contemplar-vos e amar-vos mais e melhor.
Ó familiares e amigos que já estais nos mundos espirituais, que haja hoje nas vossas almas muito raios e flechas de luz, de nós e dos anjos, a chegarem e a vos iluminarem. Nós vos amamos, eu vos amo. Luz e Amor em vós.
II - Pelo campo unitário da consciência e energia que subjaz, permeia e sobrevoa tudo, chegam-nos sopros ou ecos do que se passa no mundo, e das lutas graves e intensas e do qual pouco se pode antever com segurança de resultados: a luta entre o Ocidente, e a Ucrânia contra a Rússia. A luta de Israel, Estados Unidos da América e aliados contra o Irão, o Yémen, a Palestina e o Líbano. A luta dos governantes europeus assalariados da oligarquia financeira globalista neo-liberal contra os povos (e destes contra ele) e os direitos europeus. Lutas entre a verdade e a mentira ou o Bem e o Mal...
Os resultados das eleições norte-americanas vão ser importantes, em especial quanto à política internacional do império yankee, e logo do mundo e nomeadamente se vai haver ou não o ataque fulminante israelo-americano que Netanyahu, Trump e os seus associados mais radicais ou fanáticos tanto desejam e ameaçam.
Creio, pelo pouco que tenho ouvido ou lido fragmentariamente na internet mas em vários dos bons geo-políticos analistas, que o ataque se irá realizar, que haverá tentativa de destruição da montanha que alberga o urânio enriquecido e de outros locais estratégicos e energéticos, a partir de ataques de muitos misseis e aviões, ao que o Irão responderá bombardeando e cortando vários núcleos militares e energéticos essenciais dos países adversários que os rodeiam e nomeadamente de Israel. Quantos dias durará o ataque e a resposta justa (que nunca teve sequer o direito de ser o primeiro atacar, e que mesmo apenas respondendo defendendo-se foi violentamente criticado pelos hipócritas governantes ocidentes e mesmo das Nações Unidas) e como terminará, não sabemos, mas é evidente que o governo, o exército e o povo iraniano não se renderão, e embora os egoístas norte-americanos nada sofram nas suas terras e lhes seja muito fácil estrangularem, bombardearem ou invadirem meio mundo, já Israel e os seus aliados árabes serão duramente castigados, nomeadamente Telavive, embora os bunkers abundantemente construídos evitem mais que uns escassos mortos. E claro as respostas do eixo de resistência ao mal liderado pelo Irão podem de novo surpreender e pela terceira vez, de certo modo, derrotar ou deter, os invejosos e cobardes agressores norte-americanos, israelitas, da Nato e demais coligados.
Já quanto aos resultados, dir-se-á que sim, teoricamente saberão aqueles seres que estão já numa consciência acima da divisão do tempo sucessivo e desfrutam de uma visão de eternidade. Que creio que serão muito poucos, a ser possível tal estado de consciência que é contudo afirmado até para os humanos incarnados em diferentes tradições religiões e espirituais, bem como por certos pesquisadores cientifico-espirituais da consciência, um tema e uma capacidade potencial humano-espiritual sem dúvida muito extraordinária e a merecer aprofundamento.
Como não tenho tal capacidade, e como não tive sequer sonhos que possam ecoar o que vem dos mundos subtis das causas, vou simplesmente abrir o livro do Tarot, fazer istixara sobre os seus vinte e dois arcanos arcanos espalhados em três filas diante de mim e ver o que me indicarão.
Escolherei quatro cartas: a 1ª representa o Irão, a 2ª os adversários, 3ª o que as pessoas pensam, 4ª o que vai resultar.
Pergunto-me: O Irão será a Força, ou o Mundo, ou seja, sair-lhe-á o arcano XI - Força, ou o XXI- Mundo?
Quanto aos adversários ambientais, será o Diabo (XV) ou a Casa de Deus (XVI)?
Quanto ao que o mundo ou as pessoas pensam ou vêem, será representado pela carta do Imperador (IV) ou a Morte (XV)?
E a 4ª carta e resultado final, será, positivamente o Mundo (XXI), a Estrela (XVII), o Conquistador (VII).
Abramos ou viremos para cima então sucessivamente as quatro cartas: - Acertei, na 1ª: o Mundo. Irão é mesmo a sabedoria e a honra do mundo, desde há séculos e séculos e sempre perseguido e atacado e ocultados.
Claro, o supremo líder o ayatollah Khamenei seria o máximo assassinarem como já fizeram ao seu pai, só que ele se encontra bem escondido, como já é tradicional na linha dos 12 Imans dos Shiaas, o último tendo desaparecido por volta do ano sem se saber o que lhe sucedeu, e portanto onde está. É o Madhi, o Imam ocultado, que alguns pensam que virá por fim para reestabelecer a paz e a justiça no mundo.
Não, abri e saiu a carta do Julgamento (XX) indicando que o mundo vê a situação como grave, como decisiva, como um julgamento e um apelo de ressurreição. É uma boa carta para descrever o que se passa no mundo, e de facto a terceira carta duma tiragem em cruz, ou de quatro cartas, pode significar isso.
4ª carta, o resultado. É com algum receio e relutância que vou terminar a consulta ao futuro e virar a carta e saber. Revejo os 22 arcanos: será a Força, positiva, ou será a Casa de Deus de grande desgraça, negativa. Mistério, que se vai desvendar agora.
Pois sai o Eremita. Uma carta boa de sabedoria. Indica que o líder supremo e os sábios do Irão, individuais ou como pessoas do povo, podem triunfar, podem manifestar a luz dos shamans, dos magos, de Zaratustra, dos 12 Imans shiaa, de Sohrawardi e seus ishraqui, de Ruzbehan e Molla Sadra, e de cavalaria do amor e da poesia que possuem, na sua fabulosa tradição literária e espiritual, de Firdousi e Attar a Sa'adi e Hafiz, e da qual partilhei uma lista de sugestões: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2026/02/bons-livros-10-sobre-o-irao-e-sua.html
Oremos para que a Sabedoria triunfe. Mas anoto que esta carta poderá contudo assinalar que s sabedoria e a prudência triunfaram e que o ataque não sucederá. Tudo em aberto, mas confiemos nas forças do Bem e da Verdade e na sua vitória sobre as da mentira, da violencia e do mal.
Que o sagrado Irão e o seu povo triunfem!
Que o além não seja inundado de almas precocemente mortas e impreparadas para conscientemente se adaptarem ao além e avançarem para a Luz
Que as almas amigas já no mundo espiritual tenham um dia em que recebam mais amor e possam até crescer nos seus corpos de glória pelas nossas lembranças e orações, ou que ao contrário nos façam harmonizar e crescer pelas suas influencia subtis.
Que a a Humanidade não tenha de suportar mais a brutalidade dos fanáticos do grande império americano, do grande Israel ou da gananciosa NATO e as pobrezas e crises económicas e sociais geradas por eles, nem que a Terra tenha de suportar muitos mais toneladas de bombas a altas temperaturas no seu seio esventrado. Que triunfem o bem senso, a verdade, o amor, a justiça, a fraternidade, a multipolaridade, o BRICS!
Que a ligação entre e terra e o mundo espiritual entre os vivos e os mortos, entre humanos e anjos, esteja aberta, luminosa, harmoniosa, e que o Espírito e a Divindade brilhem mais em todos nós e particularmente nas nossas intenções e na Humanidade.
Efemérides da 1ª semana de Novembro do encontro entre o Oriente e o Ocidente, da Índia e Portugal.
1ª semana, extraída das Efemérides de Novembro do encontro entre o Oriente e o Ocidente, da Índia e Portugal em especial, com notícia de muitas subtis almas e seus feitos. Boas inspirações e realizações!
O notável vice-rei D. Pedro de Noronha Albuquerque (1661-1731) escreve neste dia ao rei em 1694 acerca das pensões às famílias de goeses que a Fazenda real não quisera pagar: «Não sei que razão pode haver para que não sejam premiáveis os serviços e ainda a morte destes homens, sendo cristãos e vassalos de Vossa Majestade e assim lhe peço mande Vossa Majestade declarar esta matéria». A resposta do rei determinará «que àqueles naturais da terra que morreram em acto semelhante de guerra, vivendo por este caminho gloriosamente para a memória, se deve dar a suas mulheres seu sustento a meia praça, como fizestes praticar no caso que referis». Será ainda vice-rei do Brasil de 1713 a 1618, e o 1º marquês de Angeja, numa longa vida dinâmica.
O inspirado poeta e pensador Teixeira de Pascoais nasce neste dia em 1877, em Amarante, junto à sua serra mágica, o Marão. Foi com Leonardo Coimbra o mestre do movimento da Renascença Portuguesa, no princípio do século. Visionário do Portugal telúrico, poeta duma capacidade inaudita de humanizar imaginativamente a natureza, também soube entrar no mar, como nos Poetas Lusíadas, sugerindo «que o espírito de Neptuno encarnara em Luís de Camões, quando ele, em certas estrofes dos Lusíadas, é a própria voz do mar. Todos cenários marítimos, deslumbrando ou aterrorizando os nautas descobridores, se integraram por fim no génio da Raça. Camões, tendo herdado aquela imensa lembrança tempestuosa, contemplava o grande Oceano, a bordo da nau S. Bento que o levou para a Índia, em 1553. Ele via a vastidão das águas e outras águas, mais profundas e salgadas, marulhavam na sua memória, como longínqua recordação. E assim as duas imagens do mar (a exterior e a interior) se desdobraram nas ondas dos seus versos oceânicos. Nenhum poeta deu o mar como Camões, porque ninguém, como ele, tão intimamente o possuiu».
3-XI. Uma postura do Senado de Goa datada deste dia de 1618 determina que ninguém de qualquer nacionalidade está autorizado a exercer a profissão de médico, cirurgião, ou barbeiro sangrador cirurgião, sem ter sido primeiro examinado e obtido o respectivo diploma. Visava-se obstar a consequências mais melindrosas do ditado: «De médico e de louco todos temos um pouco»..
Pronunciando os nomes "Jesus, Maria" desencarna em 1713 o padre Francisco de Santa Maria, autor do Ano Histórico, vasta obra em que muitas das efemérides dos Descobrimentos estão debuxadas catolicamente. Nunca dizia mal dos sermões que ouvia, menos quando confessou ter colhido o grande fruto de conhecer-se pelo homem mais ignorante, já que ouvira pregar na sua língua uma hora, mas nada entendera.
4-XI. O papa Paulo III envia em 1543 um breve a D. João III, denominado o Piedoso, acerca do pedido de de expulsar-se de Roma, pela sua maldade, o bispo de Viseu e já então cardeal D. Miguel da Silva e Menezes (1448-1456), no qual afirma que «é digno de Vossa Majestade, pela sua piedade e religião, não se intrometer nas coisas eclesiásticas, nem de modo algum impedi-las». Da alta qualidade humanista e anímica de D. Miguel da Silva, sobrinho de Santa Beatriz da Silva e do Beato Asmodeu da Silva, durante muitos anos embaixador de Portugal, e depois, pela animosidade algo fanática de D. João III, que o chegou a desnaturalizar, refugiado em Roma, falam o papa Leão X, considerando-o "embaixador óptimo, cheio de bondade, de prudência e inteligência", e a dedicatória que lhe consagrou Baltasar Castiglione da sua famosa obra acerca das pessoas dos paços e cortes, do amor e costumes gentis, O Cortesão. Além da inveja pessoal do rei D. João III, o pouco apoio à instalação da Inquisição em Portugal e o seu erasmismo, devem ter sido outros dos factores do ódio do famigerado rei tido como piedoso. Em contraposição, as vibrações anímicas de D. Miguel de Silva e dos seus amigos humanistas serão perenemente luminosas, ou não fossem todos eles amigos de Erasmo, tais como Pietro Bembo, Paolo Giovio, Beroaldo, Sadoleto e Castiglione.
Carta do P. Francisco de Pina em 1561 acerca da viagem feita na armada do vice-rei D. Francisco Coutinho: junto a Moçambique quando se receava o naufrágio há «um milagre evidentíssimo, que em saindo o sol, que já estávamos todos desconfiados, Nosso Senhor parece que movido das vossas orações lá, veio logo de improviso um vento fresco da terra e começou-nos a tirar do baixo, e durou-nos até nos pôr na altura do mar. Todo o caminho a gente falava neste milagre». Conta também como «ao dia do Espírito Santo fizeram um Imperador; preguei-lhe aquele dia», prova importante da vitalidade ainda em curso desta corrente espiritual bem valiosa em Portugal, mesmo em plena navegação.
São publicados em 1609 dois alvarás contra as doações, dádivas e acrescentamentos dos bens eclesiásticos, criticando-se ainda a devassidão do trato e mercância por religiosos, registando-se que «a conversão dos gentios esfriara pelo escândalo». Já Erasmo criticara a mania dos missionários de converterem os outros antes de se terem convertido à philosophia christi, como ele chamava frequentemente ao Catolicismo, que se esquecia desse "amor à Sophia ou Sabedoria" que Jesus vivera e partilhara

Nasce o 5º conde da Ericeira D. Luís Carlos Inácio Xavier de Meneses neste dia em 1689. Estudioso, falando várias línguas, participando nas Academias e conferências da época, foi duas vezes vice-rei na Índia (1717-1721 e 1740-1742), vitorioso em várias batalhas, bom governador, e diplomata cordial com os Mogóis e os Persas, mas atribulado nas viagens e nas intrigas invejosas, nomeadamente do próprio rei que, quando ele regressou o manteve afastado do Paço durante doze anos, embora continuasse a ser consultado pelo Conselho Ultramarino, provação de que sairá contudo vitorioso e reabilitado. Em 1719 valorizou com a sua visão universalista a acção dos jesuítas na China, ao pedir ao arcebispo de Goa que os apoie na questão da adopção dos ritos chineses. Tornar-se-á o 1º marquês do Louriçal e deixará descendência notável.
Graças à iniciativa do Físico-mór Mateus Cesário Rodrigues Moacho, formado em Lisboa e Lovaina, é criada a Escola Médico-Cirúrgica de Nova Goa por portaria provincial datada de 5 de Novembro de 1842 emitida pelo governador da Índia Francisco Xavier da Silva Pereira, Conde das Antas, que teve apenas uns meses no cargo. Nesta escola formaram-se mais de 1300 médicos e cerca de 470 farmacêuticos, de grande qualidade, até ser extinta dois anos depois da reintegração de Goa no Estado indiano, em 1963.
O rei D. João IV morre em 1656, com 52 anos de idade e o corpo é sepultado debaixo do sacrário da capela-mor de S. Vicente de Fora, com bela música, a que tanto se dedicara, a acompanhá-lo. Filho de D. Teodósio II, sétimo duque de Bragança e duma duquesa castelhana, manteve-se discreto durante a ocupação e espanhola e, hesitando em aderir à revolução dos nobre conjurados em 1640, foi sua mulher Dona Luísa de Gusmão, por sinal espanhola de nascimento mas portuguesa de afeição quem o espicaçou, ensinando-lhe: «Mais vale ser rainha uma hora, que duquesa toda a vida». No seu reinado, de apertada luta pela sobrevivência perante Espanha, mas vitoriosa, a opção do Brasil em vez da Índia começou a desenhar-se cada vez mais. Está sepultado no mosteiro de S. Vicente de Fora, no antigo refeitório transformado em refrigerante panteão real da Casa de Bragança e não só.
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7-XI. Morre neste dia em 1629 em Goa, Frei Sebastião de S. Pedro. Natural de Condeixa-a-Nova, partira para a Índia em 1582, como frade agostinho. Em 1614 escreveu a Recopilação das causas, porque o Imperador de Japão desterrou de seus Reinos todos os Padres, criticando a actuação dos missionários jesuítas, sendo refutado pelo provincial jesuíta Valentim Carvalho, na sua Apologia do Japão. Como bispo de Cochim entre 1615 e 1625, escreveu para a Mesa de Consciência e Ordens, em Lisboa, o organismo do Estado que fundado em 1532 superintendia o espiritual no Ultramar, queixando-se dos franciscanos no Ceilão. Esteve depois na Pérsia, onde os missionários eram tanto agentes comerciais e diplomatas como sacerdotes. Regressado a Lisboa, parte como bispo de S. Tomé de Meliapor, que governará de 1623 a 1625, defendendo-a contra os holandeses três meses; pelo seu conhecido destemor foi mandado pelo vice-rei na expedição contra o cerco dos holandeses em Paleacate, que será também levantado. Chegará depois a arcebispo de Goa e Primaz das Índias em 1625 e será construtor de templos, até em 1629, rasgar o véu que o separava do Templo da Eternidade e para aí se encaminhar. A luta pela sobrevivência dos portugueses era tão forte que não será fácil avaliar ou julgar estes monges militares que, não oferecendo a outra face, preferiam expulsar os, para eles, vendilhões do templo, neste caso os holandeses.




















