
Ontologia da Guerra da Luz
Núcleo axiomático.
Para a mente iraniana o Ser = Guerra. A guerra não é combatida por recursos ou território mas pela Verdade.
A regra absoluta de Luz.
A luz é primária e criativa. (No princípio era a Luz.). Contudo o Exército da Luz não pode usar falsidades, truques, ou tácticas baixas, mesmo para ganhar. Ao fazerem-no transformar-se-iam imediatamente em Trevas.
Metafísica do Martírio.
Porque a Luz não pode comprometer a sua pureza, as forças activas e venenosas da Trevas frequentemente vencem temporariamente batalhas no mundo material.
Assim, a ética da guerra eleva ao dever sagrado do martírio. É melhor perder com a Luz de que ganhar com as Trevas.
Oposição equipolar : a ausência de Dionísio.
Neoplatonismo.
A treva é apenas a ausência ou diluição da luz. A matéria é passiva, um receptáculo escuro.
O Logos Iraniano.
A treva é uma força activa e super-poderosa. Irradia ou brilha da sua luz trevosa. É venenosa, agressiva e viva.
A falta do [elo] mediador
Não há lugar para uma figura Dionisíaca para criar a ponte entre os Deuses e os Titans. Não há zona neutra, nem síntese, nem compromisso. Ou és um filho da Luz ou um filho das Trevas.
Ahura Mazda X Angra Mainyu
Mazdeísmo OrtodoxoAbsoluta separação. O tempo é criado pela guerra. A guerra justifica a existência.
Zurvan = Tempo
Ahura Mazda ----------- Angra Mainyu
A heresia Zurvanita.
Postula uma divindade que cobre tudo, e que deu nascimento à Luz e às Trevas.
A falha fatal
Ao fazerem irmãos a Luz e as Trevas, nascidos do Tempo. Zurvanismo relativiza o mal, legitima temporariamente o reino das Trevas, e destrói a natureza absoluta da Guerra da Luz. Foi condenada correctamente.
O campo da batalha da matéria
Menog (espírito, nous). O mundo eterno luminoso das ideias. Permanece completamente fora do acesso das forças das trevas.
Getig (matéria/vida). O mundo material e vivo. Criado por Ahura Mazda como perfeitamente bom, mas penetrado e corrompido a partir debaixo por Angra Mainyu.
A distinção anti-Maniqueísta
O Zoroatrismo ortodoxo vê a matéria como sagrada, ao contrário das heresias gnósticas e maniqueístas que veem a matéria como inerentemente má.
A guerra da Luz não é uma luta contra a matéria, mas uma luta pela libertação da matéria.»
"Libertação da matéria" e do mundo, em relação aos seus opressores e forças das trevas, da mentira, da perversão e do ódio, tão visíveis presentemente na coligação israelo-americana que tenta destruir a civilização iraniana da Luz, da Justiça, da Verdade...





















