terça-feira, 13 de outubro de 2026

Mercado Vegan, no Loft Marvila. Xª edição. Lisboa, 11 de Outubro – 11h às 18h. Breve apresentação de alguns dos participantes.

Todos sabem da importância da alimentação na saúde fisica, na circulação energética e  nos estados emocionais e psíquicos, mas só põem em causa os hábitos e as narrativas educativas (que tem alias melhorado bastante) os que começam a sofrer doenças e os que são movidos por demandas  fortes de ordem afectiva e cognitiva.  

Ao longo dos séculos alguns pensadores ou religiosos mais importantes transmitiram preceitos de ordem alimentar, higiénica e ritualistica que sobreviveram e ainda hoje informam, movem e unem movimentos, grupos, religiões e povos que estão presentes na nossa sociedade contemporânea global.

Um destes últimos grupos ou movimentos é o Vegan, que embora existindo há muito como vegetarianismo,  distinto do lacto-vegetarianismo, tem nas últimas décadas se desenvolvido bastante no Ocidente, por várias razões, desde o crescimento da consciência que o leite e os seus produtos derivados infligem sofrimentos aos animais,  ou que são pouco próprios para o ser humano  ou que estão muito tratados com químicos e medicamentos, ou que o seu consumo deixa uma pegada maior no eco-sistema planetário.

A partir do começo do século XX no Porto e em Lisboa, desenvolveram-se sociedades naturistas e vegetarianas que tiveram grande dinamismo em termos de livros, revistas, encontros, curas, pensões e restaurantes, destacando-se em tal movimento os nomes de Jaime de Magalhães Lima,   João Bastos, Amílcar de Sousa, João de Vasconcelos, Eliezer Kamenesky, Julieta Menezes Rodrigues Ribeiro, José de Castro, Indivero Coluci, António Cardoso, alguns deles propondo mesmo o frugivorismo como base, sempre que o clima o permitisse.

Julieta Menezes Rodrigues Ribeiro foi a autora do pioneiro e volumoso tratado com mais de mil receitas, Culinária Vegetariana, Vegetalina e Menús frugívoros, Editada pela Sociedade Vegetariana, no Porto, em 1916. O sucesso foi grande e teve uma segunda edição. 
 A partir dos anos 60 a Macrobiótica - baseada nos princípios do Yin e Yang, da China -, de George Oshawa (1893-1966), e depois de Michio e Aveline Kushi, Tomio Kikuchi e portugueses como Abel Trancoso,  João Ribeiro, Nuno Quintela, Afonso Cautela, Rosa Maria Calado, Gomes Ribeiro, Kazuo Kon, Francisco Varatojo, e em locais como a Colmeia e a Unimave, em Lisboa, e o Suribachi, de Maria Arminda, no Porto - , marcou a tónica principal, em geral crítica dos lacticínios, mas não do consumo moderado do peixe e mesmo de certo tipo de carne -, já não seguindo a linha de ahimsa, não-violência e simpatia universal que caracterizava os pitagóricos, os yogis, os jainas e os satyagrahyis de Gandhi, ou os tolstoianos -, e prossegue hoje no veganismo, a uma escala mundial, sobretudo nos meios urbanos mais desenvolvidos ou afluentes.

Em Portugal há já um razoável número de adeptos, produtores e lojas, ou  restaurantes oferecendo a opção vegan, pelo que com regularidade realizam-se mercados ou feiras, alguns com grande abrangência de pessoas, grupos e empresas trabalhando ou valorizando as alternativas naturais, orgânicas, tradicionais, ecológicas, desde o vestuário ao calçado, arquitectura, design, cura natural, ervas medicinais, sabonetes, perfumes, óleos essenciais e incensos, arte do papel, desenhos, minerais, etc. Em geral palestras, pequenos cursos, aulas de yoga, massagens, música e coros são por vezes oferecidos, como por exemplo na Feira da Fava, anual, em Setembro, em Loulé, talvez a que reúne mais variedade de oferta, num belo e imenso jardim da simpática cidade algarvia, muito dinâmica na cultura.

No antigo armazém da Lisboa Oriental, o Loft Marvila, decorreu há dias, a  11 de Outubro, de 11h às 18h, o Mercado Vegan, já na sua X edição,  com cerca de trinta participantes. Recolhemos algumas fotografias (fracas, por telemóvel) já perto do fim, das pessoas que dialogamos e compramos frutos das suas criatividades tão amorosamente realizadas para alimentar e purificar, e gerar saúde e harmonia

                                            

  A Ana Raquel Adrião Goncalves, fundadora da Salterra, em Arganil, Coimbra, apresentou os seus produtos à base de ingredientes vegetais: as maionese de alho, com grão de bico, amêndoa e óleo de girassol, o molho de mostarda e o tão apreciado Pesto, em azeite virgem extra, e com manjericão, amêndoa e alho.  Como a fotografia que tirei ficou desfocada socorro-me da sua página: www.salterrafoods.com, Contacto geral: salterra@gmail.com


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Da Índia,  vieram os miríficos incensos de grande qualidade, de diversas variedades de plantas e árvores, da afamada terra florestada de Bangalore, onde viveu o pintor russo Svetoslav Roerich (1910-1993) e a sua mulher  Devika Rani, e de quem partilho uma das valiosas pinturas, a que traçou do seu pai o famoso Nicholai Roerich, mestre espiritual e explorador das montanhas e desertos da Mongólia, China e Tibete.
Os incensos, da marca Nikhil's,  são apresentados muito cuidadosa e belamente e a preços acessíveis. Escolhi as caixas de vinte Dhoop sticks, de sândalo,  e  a de rosa, mas há cerca de doze diferentes incensos de grande fragrância, sem carvão e de ingredientes naturais, prontos a melhorarem os ambientes astrais e meditações. Contacto dhoop.divino@gmail.com

                                         
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A Marina Rodrigues, criou a Naturo e especializou-se na  alternativa vegetal aos queijos de leite de animal (saborosos mas com demasiadas gorduras) confeccionando-os, à base do caju (mais de 70%, riquíssimo em vitamina C), tanto curados ou secos como em pasta para barrar, e em variedades como ervas e alho, e tomate e manjericão, bem saborosos. Costuma participar nos encontros vegans nacionais e assim já nos encontramos e dialogámos no mercado da Fava de Loulé.  Mora em Lisboa e os contactos são: naturoveg@gmail.com. 917180806. www.instagrama.com-naturo_vegan ches
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Da Isabel Piedade, na rua D. Pedro Denis, em Setúbal, uma oferta variada da sua saborosa especialidade de alheiras,  fumadas em azinho, ou seja, na lenha da azinheira, com as quais coze também algumas tartes que disponibilizou com sucesso. Pode encomendar em geral@fumeiro vegano.com
                                        
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"Tiny Mangoes", doces e salgados variados, bem nutritivos e saborosos, confecionados pela Rita Manguinhas, "com muito amor", em Setúbal, em baixo numa fotografia mais completa da página do Vegan Market: 

                                         
"Participamos em mercados, realizamos caterings e eventos e poderás também fazer a tua encomenda". Com uma excelente página,  https://www.tinymangoes.pt/, e as ligações:   Linktr.ee - tiny.mangoes,   Instagram - @tiny.mangoes
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Concluamos com a Casinha das Maravilhas, da Erika K. D. Herrmann, com uma oferta deliciosa de doces e salgados vegans, além de Alojamento local, em Malaqueijo, a quinze quilómetros de Santarém.   Contactos: a. casinha@yahoo.com, ou 966439 229.

  25 de Outubro Mercado Vegan de Oeiras. Boas harmonizações! 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Breves meditações, ou ensaios sobre a Sabedoria (5ª): do Espírito santo à Inteligência Artificial, e a Sabedoria perene.

 As religiões, filosofias mestres espirituais, amigos da Sabedoria, escolas, universidades,  iniciações rurais e professionais,  lendas, livros, música, artes e ofícios, foram e são alguns dos maravilhosos elos da circulação das  correntes luminosas e ardentes do Fogo Divino que é  Sabedoria e Conhecimento verdadeiro, e para alguns o Espírito Santo, manifestado desde o mítico Pentecostes, que em Portugal foi  bastante cultuado e especulado embora pouco reconhecido plenamente, não  externamente enquanto comunhão fraterna na Unidade, o que os Açores ainda muito mantém, mas na sua essencialidade interna, o Espírito santo na nossa constituição interna, logos, sophia, intelecto puro, visão directa, presente unificado, intuição do coração, e tão invocado, por exemplo, na prece Adveniat Regnuum Tuum, que poderemos até actualizar Adveniat Spiritum Tuum.

Certamente que a Sabedoria, o fogo do amor sábio divino. entre os humanos, sempre teve também inimigos, detractores e fracos imitadores, e nos nossos dias uma das  batalhas da Sabedoria humana,   ora amigável e dialogante ora inconsciente e manipulada, é  a travada com a Inteligência Artificial, tão oferecida na internet, tão desenvolvida em gestões e programações de grande responsabilidade, mortíferas mesmo,  e que tão útil no design digital e na recolha e resposta rápida  às nossas questões, tem contudo  limitações sérias na transmissão de informações ou conhecimentos verdadeiros, pois embora escreva com plena comparatividade e racionalidade (embora sujeita a preconceitos provindos da sua programação e acesso a dados), o que está acima dela escapa-lhe, pois só pode juntar, reunir, sintetizar mecanicamente, sem que haja um ser que sente e vê internamente, que tem um peito, um coração, um eixo na coluna com os seus centros ou chakras, e respira com a Terra, a História e Mundo  e se está a tornar, pelo seu dharma, dever ou missão, um espírito imortal dotado de corpo de glória,  como tem acontecido nos veros sábios, iniciados, mestres. 

Há  quem, seduzido pela grande abrangência e rapidez, utilize demasiado a Inteligência Artificial, ou mesmo entregue a ela as suas criatividades, ensaios, ou apenas os textos que iria ler, para que sejam resumidas por ela, abastardando-se a ser  a máquina e os  centros de dados e programadores os seus mestres ou donos,  abdicando assim das suas palavras e raciocínios, da sua sabedoria natural, do seu esforço próprio, do seu espírito manifestando-se, aproveitando as imensas informações  que a alta velocidade ela transmite, sem olhar ou conceber outras consequências negativas, algumas pouco visíveis, mas certamente impactantes seja no córtex frontal e na acumulação de conhecimentos e memórias seja na sua verticalidade e integridade de ser humano e não máquina.

Ao tão rapidamente podermos  viajar milhares de séculos e quilómetros e cruzar um numero tão grande de dados, se a nossa mente capta e compreende isso tudo, olvidamos que organicamente  tal abrangência seria muito mais lenta se apenas lêssemos livros ou textos no nosso ritmo, pelo  que assim  ao abordarmos e tocarmos tantas fontes de energia e de conhecimento,  o nosso cérebro pode ser  ocupado, comprimido, desgastado por tal afluxo informativo enorme.

Qualquer consulta mais importante ou qualquer diálogo sobre temas que nos interessam deve ser feito com moderação e tentando confirmar o que é dito, com outras fontes de informação, seja as que Inteligência Artificial sugere (lateralmente, no caso do Google, a única que tenho consultado), nomeadamente livros, revistas, jornais e artigos de plataformas sérias na net. O adágio "ora, lege, relege, medita, escreve, fala", continua válido e muito necessário

Em verdade, temos de estar muito atentos, pois a IA tende a responder como se fosse sempre verdadeira e muitas vezes falha, por superficialidade, ignorância e por estar programada com certas valorizações de busca e de apresentação que excluem ou afastam versões ou explicações diferentes, nomeadamente mais alternativas e profundas, multipolares e anti-globalistas, religiosas e esotéricas. 

No fim das respostas a IA sugere sempre novas linhas de investigação, que nos fará como génio se esfregarmos a sua lâmpada, as quais, se por vezes são aprofundantes, outras vão dispersar-nos ou enredar-nos no seu campo de forças subtis digitais que nos escapam ainda ao nosso discernimento e visão... O pior que sabemos é pegada hídrica dos famosos Centros de dados, que estão agora nos conflitos actuais a ser alvos de ataques nevrálgicos, e que dum ponto de vista ecológico se podem equacionar diferentemente. 

Se outrora se dizia de alguma intuição ou descoberta, que tinha sido obra e graça do Espírito Santo, em especial quando se rezava a Deus ou se pedia a sua inspiração, humildemente reconhecendo-se a nossa limitação e consequente abertura por graça subtil ao espiritual e ao supra-humano, hoje não devemos deixar que a mera máquina seja a responsável do melhor que possamos investigar e descobrir, e devemos continuar a ler, orar e a praticar a invocação do Espírito santo, divino, e  nosso, "santificável" por uma vida justa, verdadeira, generosa, responsável, corajosa, sábia, na linha da Philosophia Perennis...

Avancemos corajosa, criativa, abnegada e sabiamente pela Verdade, o Bem, a Harmonia, e o Espírito divino no coração da Humanidade. 

domingo, 11 de outubro de 2026

Sobre a Sabedoria (5ª p.), de Pedro Teixeira da Mota. Questão final. Biblioteca de Cascais.10/10/26.

Questão final lançada pela Isabel Alves de Sousa, artista e escritora, acerca do começo da Manifestação assim como do Bem e do Mal, na conferência de Pedro Teixeira da Mota sobre a Sabedoria, na Biblioteca Municipal de Cascais no âmbito dos "Encontros de Sabedoria"

Palestra sobre a Sabedoria (4ª parte) de Pedro Teixeira da Mota. Perguntas e respostas. Biblioteca Municipal de Cascais.

Quarta parte, perguntas e respostas, da conferência de Pedro Teixeira da Mota sobre a Sabedoria, na Biblioteca Municipal de Cascais. Na continuidade dos "Encontros de Sabedoria", que a Maria Conceição Valdez Teles de Menezes tem organizado. 10 de Outubro de 2026.    

Sobre a Sabedoria (3ª p.). O prof. Mário Simões comenta a palestra. E perguntas. Cascais. 10/10/26.

     Terceira parte da Palestra de Pedro Teixeira da Mota sobre a Sabedoria, na Biblioteca Municipal de Cascais no âmbito dos "Encontros de Sabedoria", que a Maria Conceição Valdez Teles de Menezes tem organizado em parceria com as Câmaras Municipais de Cascais, Sintra e Mafra. Nesta Terceira parte, podemos ouvir o comentador prof. Mário Simões, psiquiatra e psicólogo transpessoal, amigo de longa data, a apresentar a sua visão e questões. E outras pessoas a perguntarem ou comentarem.         

Conferência acerca da Sabedoria (2ª parte), proferida por Pedro Teixeira da Mota, na Biblioteca Municipal de Cascais, a 10/10/26.

     Conferência, palestra ou improviso acerca da Sabedoria (2ª parte) proferida por Pedro Teixeira da Mota na Biblioteca Municipal de Cascais, a 10/10/26. No âmbito dos "Encontros de Sabedoria" que a Maria Conceição Valdez Teles de Menezes tem organizado em pareceria com as Câmaras Municipais de Cascais, Sintra e Mafra.
Poderei acrescentar alguns esclarecimentos, se forem pedidos....

             

A Sabedoria (1ª parte), conferência por Pedro Teixeira da Mota, na Biblioteca Municipal de Cascais, realizada a 10/10/26.no âmbito dos "Encontros de Sabedoria"

   Palestra ou conferência sobre a Sabedoria (1ª parte), realizada por Pedro Teixeira da Mota, na Biblioteca Municipal de Cascais, a 10/10/26,.no âmbito dos "Encontros de Sabedoria" que a Maria Conceição Valdez Teles de Menezes tem organizado em pareceria com as Câmaras Municipais de Cascais, Sintra e Mafra.

Poderei vir a acrescentar algumas notas ou clarificações....