sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Dmitry Medvedev: a União Europeia continua a ser uma "ilha de calma" — uma zona de profunda deficiência intelectual (idiotice)

                                         

 🇷🇺 🇪🇺 Medvedev: Por que é que a Groenlândia é apenas o começo.

Dmitry Medvedev, nascido a 14 de Setembro de 1985, o actual presidente do Conselho de Segurança da Rússia, e que já foi presidente da Rússia de 2008 a 2012 e  primeiro ministro de 2012 a 2020, é certamente um dos mais valiosos e importantes políticos europeus, com uma carreira brilhante como advogado, professor de direito, gestor e governante. Se há uns anos era considerado pelo Ocidente como bastante mais liberal e pró-Ocidental que Vladimir Putin, nestes últimos tempos, devida à sua extrema lucidez e inteligência confrontada e desiludida com a inépcia ou mesmo estupidez e ódio dos políticos europeus, tornou-se bastante irónico ou mesmo mordaz e provocador. Como ainda não partilháramos nada dele neste blogue de união do Leste e Oeste, do Oriente e o Ocidente, eis uma primeira homenagem à sua seriedade e verve, inteligência e coragem:

Enquanto um  discurso geopolítico sério está a desenrolar-se nos Estados Unidos em torno da "Ilha Epstein", a União Europeia continua a ser uma "ilha de calma" — uma zona de profunda deficiência intelectual (idiotice). A liderança da UE promulgou regulamentos que proíbem a importação de gás natural liquefeito russo em contratos de longo prazo a partir de 1º de janeiro de 2027, e gás de geaseoduto a partir de 1º de novembro de 2027.

                                       
De acordo com várias estimativas, neste cenário, a UE perderá cerca de 17% das suas atuais importações de gás. Esta é uma decisão idiota, causada por uma falha cerebral coletiva crónica que afeta o establishment ou sistema político, europeu. Como explicar de outra forma o facto de que os Estados-Membros são obrigados a preparar planos nacionais para diversificar o fornecimento de gás só até março? É óbvio que, a partir de agora, ninguém sabe realmente aonde a Europa compensará a falta de combustível. E mesmo se uma solução viável aparecerá, permanece um mistério.


Em essência, a solução para a crise sistémica em que a União Europeia se pôs está pronta ou assumida: cada vez menos gás russo e preços cada vez mais altos. Isto levou à estagnação nas principais economias do Velho Mundo. Na sua crise de oligofrenia anti-russa, a UE nem sequer percebe a monstruosa armadilha que armou para si mesma. 

                                      

O papel de "salvador" e de principal fornecedor de energia será inevitavelmente assumido pelo mesmo Washington, que atualmente ela "despreza" [às escondidas, às queixinhas, à má fila, com o sabujo Rütte a garantir submissão ao dady]. Mas o preço para [os USA] expandirem sua "assistência" será muito maior do que apenas dinheiro.

A Europa, tendo caído em uma dependência crítica do gás americano, fará o que lhe for dito. E já não se trata de Trump, que os idiotas de hoje tanto desprezam. O pagamento virá na forma da soberania restante dos Estados-Membros da União Europeia. E a Groenlândia é apenas o começo.»

 Um texto simples, apenas criticando a oligofrenia anti-russa da idiota direcção da União Europeia, só preocupada em atacar a Rússia, tentando sancioná-la, enfraquecê-la, derrotá-la, e simultaneamente apoiar o cocainómano e o seu gang, que ontem mesmo 5 de Fevereiro se atreveu a declarar oficialmente que só morreram até agora no conflito com a Federação Russa 55.000 ucranianos, quando morreram entre 1 milhão e meio e dois milhões. E nem um responsável europeu levantou a voz. O que é isto senão compadrio criminoso e miserável? 

 Quanto à Gronelândia, ou o Canadá, serem o começo  ou não, a sorte dos idiotas ocidentais que nos desgovernam é que provavelmente o megalómano Donald Trump não vai psiquicamente aguentar por muito mais tempo, tantas são as embrulhadas, chantagens e criminalidades em que está envolto...

 Uma classe política Ocidental muito epsteiniana, criminosa e idiota, que devia ser corrida para fora rapidamente, e cremos que Keir Starmer não vai durar muitos dias, tal como o brilhante George Galloway tem predito há muito no seu incontornável bisemanal podcast Moats, ainda que dê tudo por tudo pelos seus donos sionistas que o ergueram até ao cargo mais elevado do Reino Unido, e que de modo algum mereceu ou merece, antes pelo contrário. 

Os três cocainómanos de comboio a caminho de Kiev
 Em Portugal, mais do mesmo: mediocridade completa, sujeição total à União Europeia, ao USA e à oligarquia infrahumanista, e constantes traições de políticos que se vendem na sua hubris e sabujice. Uma desgraça. Quando virão melhores políticos, se temos Milhazes, Rogeiros, Soleres, Irineus, Márcias e % a estupidificar ou fanatizar o o país, pois são ainda muitas as  pessoas que se alimentam ou se auto-destroem através da televisão?

                                    

Que diferença da seriedade e tradicionalidade, e visão educativa e cultural, justa e multipolar, da Rússia de Vladmir Putin, Sergei Lavrov, Dmitry Medvedev, Zakharova e Alexander Dugin? 

                                Kremlin Report: A Missed Opportunity to ...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Consideração dos Anjos, por Frei Paulo de Vasconcelos, Prior do Convento de Tomar, mestre da Ordem de Cristo

                     

 O Dom Prior do Convento de Tomar, da Ordem de Cristo, Frei Paulo de Vasconcelos, na obra já abordada no blogue, publicada em 1649 e reimpressa em 1725, Arte espiritual que ensina o que he necessario para a meditação, e contemplação, repartida nas tres vias, purgativa, illuminativa & unitiva; o tempo em que se há-de entrar, e deixar cada uma delas com seus particulares exercícios..., transmite bastantes ensinamentos valiosos do magistério espiritual da Ordem de Cristo nos anos de pelo menos seiscentos e setecentos. 
Como é  obra pouco ou nada estudada, resolvemos continuar a contribuir para o seu reconhecimento, transcrevendo a consideração para o nono dia das lições ou meditações da Via Iluminativa. ao abordar a realidade, também pouco reconhecida mas inegavelmente importante, da existência dos Anjos, e nomeadamente do Anjo da Guarda, e a gratidão e amor que lhes devemos consagrar.
Frei Paulo de Vasconcelos transmite algumas imagens, frases, ideias bem valiosas, e resolvemos sublinhar as que me parecem mais importantes, a par de outras algo ultrapassadas ora cientificamente, ora por independência em relação à autoridade dos dados inventados ou exageradíssimos  do Antigo Testamento tomados por Frei Paulo à letra ou literalmente mas que sabemos que foram imaginações e mistificações realizadas ao longo de séculos pelo diversos redactores zelotas ou nacionalistas da manta de retalhas do Antigo Testamento 
A referência "desaprovadora como inverídica" das asas com que se pintam os Anjos, deve ser esclarecida como asas de ave, mas não de raios e energia subtis semelhantes a asas. Valiosa e pouco conhecida é a ideia de que pela nossas  acções boas e as de religação a Deus inspiradas pelo nosso Anjo da Guarda ele recebe mais luz e eleva-se nos graus de glória. Já a dualidade do Bem e do Mal, do Príncipe do Céu e do Príncipe do Inferno, dos muitos anjos das trevas, ou mesmo de um, o tentador, que é o reverso do Anjo da Guarda, é invulgar, mas tem cabimento numa tradição monástico-militar, a Templária e da sua sucessora Ordem de Cristo, de quem ele era um mestre e conhecedor. De realçar também o magistério orante do Anjo a quem se  pede tal, bem como as expressões afectuosas carcaterizadoras da fraternidade humano-angélica. É um texto bem valioso para a Angeologia portuguesa, sendo pela primeira vez transcrito e brevemente hermeneutizado; e, repetimos. com frases excelentes para memorização activa no coração e meditação.

 «Considera como os Anjos são um puríssimo espelho, em que está resplandecendo a bondade e formosura de Deus, e que dizem os Santos que é tanta, que se um Anjo estivera entre todas as estrelas de modo que pudéramos ver sua formosura, que ainda que cada uma delas resplandecera como o Sol, que formosura de um Anjo bastava para escurecer a todas: donde vem que todos os nomes que sabemos dos Anjos, acabam nesta dicção, el, que na língua Hebreia quer dizer Deus, para que saibamos que são os Anjos tão parecidos Deus, que em certo modo o tem em suas estranhas. Alegra-te de que tenhas um Deus de tanta formosura e perfeição; e agradece-lhe dar-te por amigo, e companheiro uma criatura tão bela, e unida com sua divina Majestade, que parece a mesma coisa...

Considera como os Anjos tem tanta fortaleza, que dela os engrandece o Profeta: Potentes virtute, & c, [Salmo 102Benedicite Domino, omnes angeli ejus: potentes virtute, facientes verbum illius, ad audiendam vocem sermonum ejus" Bendigam ao Senhor, todos os seus anjos, potentes na virtude,  realizadores da sua palavra, para que seja aceite a voz do seu Sermo ou Logos".]e tanto que um só basta para mover todos os céus, porque ainda que cada um deles tenha um particular Anjo que o mova, todavia o que move todos os inferiores com o movimento rapto, que cada dia lhe vemos fazer, e move-o com tanta força que todos os inferiores leva após si, e um só pudera mover toda a máquina da terra, se quisera: um matou em uma noite a todos os primogénitos de toda a terra do Egipto; outro matou em pouco espaço cento e oitenta e cinco mil Assírios do exército de Senacherib [duas grandes mistificações dos redactores zelotas], e um só pode mais que todo o inferno junto. 

Considera como nem os ventos, nem os raios são tão ligeiros como eles, e só o pensamento os poderá igualar. E em um abrir, e cerrar do olho podem fazer tudo o que querem, e o que o Senhor lhe manda por mais distante que seja, que por isso a Igreja os manda pintar com asas, ainda que eles as não tenham. Pelo que dá muitas graças ao Senhor, porque te deu tão poderosas guardas, que ninguém as pudesse vencer, tão diligentes, que por mais distantes, que estejam te podem acudir a tua necessidade; e agradece aos mesmos Anjos o cuidado que tem de te socorrerem. 

Considera que ainda que Deus por si mesmo te pudera guardar, que todavia  faz por meio dos seus Anjos, e a razão é, que quis o Senhor que víssemos, que se houve Anjos, que por sua maldade foram causa de ruínas, e que por seu meio muitos caíram do Céu, que  também há outros que por sua bondade entram muitos no Céu. Depois disto quis o Senhor guardar-vos por meio de seus Anjos, para lhe acrescentar glória acidental, porque tantos são graus que o Senhor lhe dá dela quanta são as vezes que o homem por indústria do Anjo se converte a Deus, ou faz alguma obra boa. E também porque se o Príncipe do inferno manda que os demónios façam aos homens todos os males que podem, e dá um, que particularmente tenha cuidado de o tentar; também o Príncipe da glória manda aos seus Anjos que façam ao mesmo homem todos os bens, que podem, e dá-lhe um que tenha particular cuidado de o guardar, e quis que tivéssemos aos Anjos por amigos, e companheiros e advogados, para que quando não tivéssemos bens que oferecer a Deus, lhe ofereçamos os dos Anjos, e para que nos ensinassem o que lhes havíamos de pedir. Considera agora quantas mercê se incluem nesta, e por todas dá graças ao Senhor. Espanta-te de sua nobreza; que ele que te faz a mercê, toma à sua conta o pagá-lo, dando particular glória aos Anjos pelo serviço que te fazem, ainda que te não aproveite: propõem de agradeceres sempre ao Senhor tal mercê, e de não molestar aos Anjos, que se dão por muito ofendidos de que em sua presença ofendas a seu Senhor. 

Considera a grande multidão de demónios que há, e que basta para que cada um dos homens tenha um demónio que o anda sempre tentando, e se é necessário, tem muitos, os Reis, os Principes, Governadores e Prelados tem dois; as Províncias, Reinos, Cidades, Povos e os que servem de ministros tem mais, e para suprir a tudo isto, de força hão-de ser quase infinitos os demónios, e são tantos, que diz Aimon [Ammonius Hermiae, comentador de Aristóteles], que se igualam aos átomos, e argueiros [partículas] que vemos na réstia de Sol, donde disse o divino Bernardo [de Claraval], que se os Anjos bons não foram,  que ninguém pudera sofrer o ímpeto dos demónios. Dá graças ao Senhor que te deu tal esforço, e pede aos santos Anjos que te defendam para que não ofendas a tal Senhor, e tira outros afectos que eles te inspirem»            

Recomenda ainda Frei Paulo de Vasconcelos, de  cada lição,ou consideração, como esta, guardarem-se  na memória os pontos que se hão de meditar e farás o sinal da Cruz e dirás o verso: Veni Sancte Spiritus, reple tuorum corda fidelium, & tui amoris in eis ignem accende. 

Dando graças aos mestres e anjos, saibamos invocar e merecer o fogo espiritual e divino no  coração. 

"Medita nos Anjos como um puríssimo espelho, em que está resplandecendo a bondade e formosura de Deus, isto é o Amor Divino.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Dez ensinamentos igneos para estes tempos chuvosos e frios para que as trevas da oligarquia ocidental se dissipem, e a multipolaridade e o fogo divino se manifestem mais.

Pintura de Boris Abramov, um discípulo e mestre do Agni Yoga, inspirador aqui:

I - Nestes tempos de tanta mentira e violência, rodeia-te sempre mentalmente de luz. Onde quer que estejas, vê-te a irradiares luz e a atraí-la do alto, do espaço cósmico e do mundo espiritual.

II - Conforme a força e a intencionalidade dos nossos actos, pensamentos e aspirações brotam raios e emanações ígneos de luz, bondade e amor do nosso espírito e do mundo espiritual, por ressonância vibratória. Saibamos perseverar, saibamos aspirar, merecer e comungar.

III - Para vencermos a inércia, os apêgos, os receios devemos focar no futuro, no que desejamos ver construir-se, realizar-se, materializar-se. Assim, criativamente, venceremos as amarras do passado e abriremos as correntes do futuro.

IV - Quando não tivermos claro que melhor futuro é possível, continuemos a aspirar a um futuro luminoso, pois ele fará crescer as asas, impulsos e raios que nos impulsionarão luminosamente para a frente.

V - Quem atravessa a vida ciente de que existe a eternidade e tenta observar tranquilamente as mudanças constantes no fluxo da vida e das sociedades  é pouco afectado  pelas ondulações e conflitos e na sua calma vence as dificuldades, hesitações e receios que possam aparecer e emana as forças espirituais clarificadoras e harmonizadoras.

VI - Conscientes do nosso centro, do eu espiritual, e do eixo vertical que nos liga ao mestre, ao anjo, a Deus, saibamos emanar da substância ígnea do coração as melhores orações e emanações, pensamentos e sentimentos, para os que precisam, para o ambiente, para o Cosmos, para o mundo espiritual.

VII - Que os nossos corações possam ser cálices do santo Graal onde os raios cósmicos e espirituais se depositam, e donde os podemos emanar pela nossa aura e psique para o que nos rodeia e por quem oramos, perto ou longe, neste plano de vida ou noutro.

VIII - Cada ser vive no seu mundo subtil onírico, que em cada noite vivencia, e na sua aura de pensamentos, desejos e intenções, que diariamente cria, sofre ou dirige. E é pelas acções correctas e pela aspiração ardente que recebemos o que queremos e merecemos, e que assim melhoramos a qualidade do nosso microcosmos, que um dia se revelará como corpo de glória ou o augoeides

IX - A aspiração ardente que brota do fogo do coração e faz crescer as asas e raios, deve ser acompanhada da abertura e visão do olho espiritual, do 3º olho, a qual, sendo trabalhada pela concentração na forma ou face do mestre ou de Deus que nos é afim (ishtadevata) e a quem apelamos, ou pedimos as suas bênçãos,  desenvolve-se mais luminosa e elevadamente.

X - Nestes tempos de tanta informação e contra-informação é fundamental libertar-nos da maioria dos meios de informação americanizados e sionizados, selecionarmos os poucos bons e deles formarmos uma compreensão correcta dos conflitos,  e sobretudo praticarmos o recolhimento interior, o aproximar-nos do centro da nossa consciência, do espírito que é o Eu sou e que pode fortificar-nos no observar o mundo desprendida e lucidamente, no agir correcta e multipolarmente, e no ligar-nos mais com a verdade, o bem comum, o mestre, o anjo, o fogo do Amor, a Divindade. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Comemoração do aniversário da partida de S. Catarina de Ricci, a 2 de fevereiro de 1590, da Terra

                                            

Comemorando-se hoje mais um aniversário da partida da soror Catarina de Ricci, a 2 de Fevereiro de 1590,  para os mundos espirituais, aproximemo-nos com admiração e amor de alguns aspectos da sua vida e obra, e lembrando que no blogue encontram-se dois textos sobre ela e as comemorações da sua canonização. 

Nascida a 23 de Abril de 1522, numa família nobre florentina, numa casa chamada Riccardi, algo santificada pois nela a 19 de Junho de 1341 morrera S. Juliana Falconieri, foi baptizada no dia seguinte com o nome Alessandra Lucrezia Romola, e desde cedo mostrou as suas inclinações religiosas e piedosas e, ao que parece, estimulada pelo Anjo da Guarda que a acompanhava de muito perto.
                                           
                                      
Santa Juliana Falconieri
Morrendo a sua mãe muit
o cedo, aos 4  anos, o pai Pierfrancesco de Ricci casou-se com Fiammeta Diacceto, filha do humanista Francesco Diacceto, amigo e discípulo de Marsilio Ficino,  a quem este ao morrer, recomendara a continuação no labor da filosofia de  Platão, de quem ele traduzira do grego para latim a Opera omnia. Deste casamento nasceram quatro irmãos e cinco irmãs, elas todas vindo a entrar no mosteiro do Prato. 

Fiammeta compreendeu facilmente quão elevada era a almazinha que lhe competia agora ajudar nos seus voos religiosos e piedosos, mas após algum tempo reconheceu mesmo ser ela quem se estava a tornar a sua mestra. Apoiaram-na assim quando ela quis ser educada por algum tempo num convento beneditino, cuja abadessa  era uma sua tia, irmã do pai, Ludovica de Ricci. 

 Aí o seu maior gosto era rezar e contemplar diante de uma representação de Jesus na cruz que muito a tocava. Aprendendo da sua tia e abadessa a rezar cinco Pai Nossos intercalados com a meditação nos cinco mistérios principais, Jardim de Gethsemane, Flagelação, Coroação dos espinhos, a via sacra da cruz e a crucificação e deposição, sentia tão fortemente o que imaginava interiormente que o seu corpo e face assumiam empática e supra-sincronicamente o sofrimento do mestre.

No mosteiro não se sentiu contudo acompanhada por religiosas que estivessem verdadeiramente no árduo caminho da perfeição, através da renúncia, da penitência, da abnegação, pois davam-se a certos gostos mesmo que religiosos que não se compadeciam com a regra de pobreza, algo que na época o austero Savonarola (1452-1498), de quem ela muito gostava ou admirava, numa carta a Pico della Mirandola (1463-1494), condenava como vaidades ou trivialidades, tais a decoração da cela, o breviário iluminado, as roupas, etc., pelo que regressou a casa dos pais, e começou a procurar um outro local recatado onde pudesse avançar na exigente ascensão cristã a que se sentia chamada.

Será o Mosteiro de S. Vicente do Prato, da Ordem dos Pregadores, ou dominicanos que a irá acolher e para sempre, recebendo em 18 de Maio de 1535 o hábito, o véu e o nome de Catarina, e nesse momento festivo recebeu logo uma visão bem inspiradora em que foi levada a um campo paradisíaco onde Jesus e Maria lhe apareceram e lhe deram a sentir o imenso amor divino que recebe quem renuncia às atrações ou alegrias do mundo. Viu ainda que havia no convento várias sorores cujo estado de perfeição ou santidade era tão grande que eram autênticos altares onde incessantemente era oferecido o sacrifício do fogo do amor.

Iniciava  bem apoiada por esta visão um  noviciado, quando tinha apenas 13 anos, que foi bastante difícil mas que conseguiu cruzar e no ano seguinte professar.  No meio das suas doenças e difícil adaptação à vida mais activa do convento, o espírito de Savonarola manifestar-se-á de novo, pois como algumas sorores tinham culto por ele, e havia relíquias suas,  um dia que estava mais uma vez muito doente, arrastou-se de noite até  ao altar que albergava as relíquias,  rezando fervorosamente e adormecendo, recebendo então uma visão forte de três frades dominicanos. Ao mais alto ela se dirigiu, perguntando quem sois vós, ao que ele respondeu, "a quem é que tu oraste para te curar? - Eu sou Jerónimo Savonarola e vim aqui para te curar. Mas terás de prometer obedecer sempre aos teus superiores e confessores, e amanhã confessares-te e comungares". E fez em seguida o sinal da cruz sobre ela e Catarina, acordando, viu-se curada, dando muitas graças, compondo mesmo uma Lauda aos três santos que a visitaram.

As suas doenças, desmaios, abstrações e raptos que até então suscitavam desconfianças, depois da confissão com Padre Timóteo, do que ela sentia ou recebia nesses momentos seja de Jesus e Nossa Senhora seja de santos, santas e Anjos, diminuíram, ficando a jovenzinha entregue ainda à irmã superior Madalena Strozzi a quem deveria contar diariamente tudo o que vivesse na sua interioridade, tal como a ele, o que Catarina passou a fazer.

Quando em 1540 sofreu um ataque da epidemia de sarampo, de novo esteve entre a vida e a morte e outra vez Savonarola veio até ela de noite, dizer-lhe que "gostaria de lhe salvar a vida, se tal fosse a vontade de Deus", fazendo então vários sinais da cruz sobre ela, no fundo transmitindo energias subtis curativas, e dizendo-lhe que não se devia levantar senão quando o enfermeiro autorizasse.

Vieram ainda outras doenças ou sofrimentos, curados uma vez por uma visão e intervenção de S. Tomás de Aquino, e outra pela aplicação das relíquias de Savonarola sobre ela. 

Na Páscoa de 1541 ao chegar-se à cruz que estava na capela do jardim teve uma visão fortíssima do sofrimento de Jesus crucificado, com pormenores extraordinários, tais o cabelo e a barba ensanguentados, os braços quase para o céu e o o tronco para baixo como se fosse partir, o sangue jorrando da chaga do lado e, no pé da cruz, uma poça de sangue e algumas mulheres lamentando-se. Foi a custo que se desprendeu da visão e do local, e regressou à sua cela onde o peso de tal sofrimento a prostrou por dez dias. 

Um mês depois teve a visão de Maria Madalena e Jesus visitarem-na na sua cela, resplandecentes, e pode beijar os pés e a chaga do lado. E a 6 de Junho de 1541  vivenciou a mudança do coração: após a comunhão, entrou num estado de rapto e foi levado à presença de Nossa Senhora que pediu a Jesus que lhe concedesse o que ela há tanto tempo pedia: um novo coração, ao que Jesus acedeu, no modelo de Maria, sentindo logo uma nova vida a circular em si,  a elevando-a muito de vibração, confessando até que passou a alimentar-se de respirar um ar ou energia celestial. 

No ano seguinte, em Fevereiro de 1542, começa a sentir intensamente, com a formação de marcas ou estigmasno seu corpo, os sofrimentos que Jesus passou na Paixão, mais concretamente do meio dia de Quinta-feira santa até Sexta-feira à noite, o que se repetirá durante dez anos, atraindo muitos religiosos e quem recebia licença para observarem tal transfiguração e mímica gestual que comovia e convertia muita gente, tanto mais que por vezes pronunciava certas exortações às freiras ou a pessoas, e noutras invocava Jesus, ou rezava por elas ou todos.

 Esta relação íntima  compassiva e mimética de Jesus, pela sua grande entrega interior e certamente por graça do Alto, fez-lhe surgir os estigmas, que outras pessoas chegaram a ver ora em luz, ora em ferida, ora em crosta. 

Tais êxtases da paixão tornaram-se tão famosos que o Provincial, o P. Francisco Romeo di Castglione e depois o Geral da Ordem, P. Alberto de las Casas, tiveram que a visitar para se certificarem de genuinidade ou não do que se passava, e homens doutos como eram, ao renderem-se à sua humildade, simplicidade e sabedoria, e ao sentirem poderosamente os seus êxtases transfigurativos aprovando-nos como reais, não permitiam que de ânimo leve se pusessem em dúvida tais ocorrências da graça divina, ainda que tal viesse a suceder.                                             
É o caso do seguinte Provincial, o P. Nicholo Michelozzi que duvidou e quis
também ele certificar-se. Chegando ao convento perguntou por Catarina e respondendo-lhe uma freira, que ela estava em êxtase, e com a mão sobre a cabeça, disse-lhe: - vai à sua cela, põe-te diante dela de joelhos, com as mãos dentro do hábito. Assim fez a soror Eufrazia Masalzoni  e Santa Catarina levantou a sua  mão e abençoou-a por três vezes na testa, e puxando-a, abraçou afectuosamente e despediu-a. Chegada esta ao Provincial e narrando-lhe o que se passara, este deu graças ao Espírito de Deus que estava nela, pois S. Catarina fizera tudo o que ele pedira interiormente.

Outros casos, impressionantes, de dissipação de dúvidas ou de conversão de incrédulos sucederam, tal o da soror Gabriel Mascalzoni, que viu na sua face a face de Jesus, mas alongaríamos demasiado este texto. Anote-se a justificação de Catarina: «Não sabeis que quem está em Amor-Caridade está em Deus, e Deus nele?»

Outro dos acontecimentos das grandes místicas, tais S. Catarina de Siena, S. Teresa de  Ávila, S. Madalena de Pazzi, S. Inês de Langeac,   é a experiência interior da união nupcial com Jesus, o que sucedeu a Catarina em 9 de Abril de 1542, dia da Páscoa, quando recebeu na sua cela Jesus, Maria, Maria Madalena, S. Tomás de Aquino e Savonarola, acompanhados de anjos musicais. Maria pediu a Jesus que a aceitasse como sua esposa, e este segurando a mão de Catarina tirou um anel de ouro brilhante da sua e pô-lo no indicador esquerdo, dizendo-lhe que doravante pertencia-lhe. Sem conseguir falar, foi a música dos anjos que ressoou então, e Jesus, ainda antes de  despedir-se,  recomendou-lhe as virtudes monacais e deu-lhe a  sentir a felicidade divina. Embora o anel passasse a estar sempre visível para a S. Catarina, apenas algumas pessoas recebiam a graça de o ver.

 Passado pouco tempo teve uma nova visão fortíssima de Jesus desprendendo-se da cruz que tinha na sua cela e vindo de braços abertos até ela, e dizendo-lhe que se queria refugiar nos seus braços e pedia à comunidade três procissões para diminuir os males ou crimes que tanto o entristeciam. Entrou num estado extático demorado e assim foi surpreendida e reverenciada pelas monjas. Foi S. Catarina que levou o crucifixo durante a primeira procissão, e tal cruz desde então foi muito venerada, ainda hoje subsistindo.

A sua correspondência com a família e pessoas amigas foi também um meio de serviço espiritual e de harmonização começado  então a realizar com bastante amor e sabedoria como podemos observar nas cartas conservadas, e que são muitas, com expressões de saudação bem valiosas, tais: «Eu, Soror Catarina, saúdo-o no amor de Jesus Cristo - desejando que em vós, meu pai, esta santo amor esteja perfeito; pois é ele que nos mantém em união com Deus, e nos torna queridos e aceitáveis por Ele, e que também nos guia  em todas as nossas acções com vizinhos, quer superiores, iguais ou subordinados.» ou ainda noutra carta: « Possa Jesus estar sempre no meio do seu coração, e inflamar-vos com o seu Amor sagrado, que é o que de mais elevado posso desejar para si.»

A fama das suas transfigurações nas quintas e sexta-feira santas atraíram muita gente, e os enviados papais vibraram também com elas e aceitaram-nas como sobrenaturais, reconhecendo igualmente nela uma sabedoria divina. Assim, em 21/12/1547, aos 26 anos foi eleita como sub-prioresa, e encarregada de ensinar as noviças, e começou um magistério bem valioso, seja de intercessão por almas, seja de cura e aconselhamentos, seja de orientação espiritual, e tão apreciado por todos que cinco anos depois em 1552 foi eleita unanimemente Prioresa, o que aceitou com muita relutância e humildade. E como tal função era bastante mais  absorvente pediu fervorosamente a Deus que lhe fizesse cessar os sinais da sua empatia com a paixão do mestre, o que terminou em 1554, embora continuasse sempre a ter momentos de visões fortes e êxtases, nomeadamente na Comunhão, nas orações da tarde ou mesmo no refeitório.  

  Continuará numa segunda parte. Invoquemos as bênçãos e inspirações de santa Catarina 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Vladimir Soloviev. "Faça-se a Tua vontade". Duas breve regras do discernimento da Vontade Divina. A Justificação do Bem.

https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2023/05/vladimir-soloviev-vida-e-obra-santa.html

 O notável filósofo russo, tão precoce quão genial, Vladimir Soloviev (1853-1900), no seu livro A Justificação do Bem. Ensaio de Filosofia Moral, publicado em russo (Оправдание добра) nos últimos anos da sua vida, em 1897 e 1899, embora empreguemos a tradução francesa de T.D.M., publicada na Aubier em 1939, pesquisa, especula e demonstra com profundidade o que é o Bem.
                                 
A obra, dividida em trê
s partes, O Bem na Natureza Humana, O Bem vem de Deus, O Bem através da História da Humanidade, tem muitíssimas páginas de grande qualidade, dos quais anotámos algumas, e transcrevemos da 2ª parte, do capítulo O Princípio Absoluto da Divindade um segmento bem concentrado e valioso, pois pode auxiliar-nos a discernir melhor como agir a partir do bem humano consciencial, que se baseia no pudor, na piedade e na reverência, o qual gera  o altruísmo e as virtudes,  permitindo-nos intuir sentidamente a vontade Divina ou o Bem que vem de Deus, o qual nos alegra, guia e aperfeiçoa:
«O dever moral da religião
 exige de nós que unamos a nossa vontade à vontade de Deus. Mas a vontade divina abraça tudo; e, ao  unir-nos a ela, ao por-nos em harmonia com ela, nós obtemos por isso mesmo uma regra absoluta e universal de acção. A ideia de Deus, que a razão deduz dos dados da experiência religiosa verdadeira, é tão clara e definida que nós podemos todos saber, se somente nós o quisermos, o que Deus exige de nós. Antes de tudo mais, Deus quer de nós que lhe sejamos conformes e semelhantes; nós devemos manifestar a nossa afinidade interna com a Divindade, a nossa capacidade e a nossa determinação de atingir a perfeição livre. Esta ideia pode-se exprimir sob a forma da regra seguinte: Tem Deus em ti.
Aquele que tem Deus em si considera todas as coisas segundo o pensamento de Deus ou «do ponto de vista do absoluto». A segunda regra é portanto: Considera todas as coisas à maneira de Deus.»

Eis um bom desafio quanto ao discernimento da vontade divina, para o qual Soloviev condensou bem os dois mantras anteriores, que podem ser facilmente meditados e aprofundados, ou rezados, como ele nos disse, num texto já transcrito no blogue: «Aquele que não ora, ou seja não se associa pela sua vontade à vontade suprema, ou falta-lhe a fé Nele, não crê no bem ou então pensa ser ele próprio possuidor absoluto do bem, considerando a sua vontade própria como perfeita e toda poderosa. Não acreditar no bem é a morte moral. Crer que se é a  origem e a fonte do bem é a demência. Acreditar na fonte divina do bem, dirigir-lhe as orações e abandonar-lhe em tudo a sua vontade, é a suprema sabedoria e o princípio da perfeição moral.» ...   Crer-querer é poder...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Memorial de Svetoslav Roerich (1904-1993). Com vídeo das suas pinturas e música de Vangelis.

                                        

Comemora-se a 30 de Janeiro a data da partida em 1993 para os mundos espirituais do notável pintor, pensador e mestre espiritual Svestolav Roerich, filho de Helena e Nicholas Roerich.
Agradecendo a sua passagem tão cr
iativo quão bela e harmonizadora na Terra, partilhamos um pequeno vídeo de pinturas suas e a música de Vangelis, e alguns extractos sobre ele e dele.

Já lhe consagramos textos: 1º https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/celebrar-o-aniversario-de-svetoslav.html.
2º https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/a-pedagogia-do-belo-e-do-bem-no-pintor.html
3ºhttps://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/memorial-svetoslav-roerich-1904-1993.html
4ºhttps://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/devika-rani-pintada-pelo-seu-marido.html
5º https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/a-sabedoria-do-pintor-e-mestre.html
6ºhttps://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/11/pensamentos-de-svetosav-ou-sviatoslav.html
                                               
Eis um texto escrito por Olga Brodatskaia, dum grupo russo do Agni Yoga e enviado por uma amiga russa, Elena Levintova, dialogante no Vk.com e muito ligada aos ensinamentos do Agni Yoga:
«Servir a Beleza é a melho
r oferenda do espírito humano. Tal serviço só é possível depois de se realizar (alcançar, intuir) a Beleza interior. Quando as pessoas se tornam portadoras do belo, então elas, em todas as suas manifestações,  verdadeiramente servem o Belo.
Hoje honraremos a memória d
o servidor da Beleza, Svetoslav Roerikh. Em todas as esferas da sua atividade, ele manifestava um belo principio ou começo, característico da sua natureza espiritual.  Ele impulsionava a humanidade para esse alto princípio, deixando o atrás de si o lema buscar ou demandar o belo. Svetoslav foi um exemplo de um homem do futuro, no qual tudo deve ser perfeito. Ele sabia do grande poder salvífico da Beleza e preencheu cada dia que viveu com ela. O legado de sua criatividade espiritualidade, deixado para a humanidade, é uma altíssima oferta para o bem e para a prosperidade da vida.»

Mais textos ou palavras de Svetoslav Roerich. Nikolaevich Roerich
Do livro A Mensagem da Beleza, de Liudmila Shaposhnikova, que acoapanhou muito Svetoslav: «Talvez não haja outra frase que tenha desempenhado na vida e nos pensamentos de Sviatoslav Nikolaevich o mesmo papel que esta. Para ele, as palavras "Vamos procurar o belo" eram como uma frase-encantante. Ela soava especialmente nos seus lábios no final de 1989, quando veio ao nosso país para organizar o Fundo Roerikh Soviético. Ele assinava as suas fotografias com ela, mencionava-a em quase todas as entrevistas que dava a jornais e revistas, e pronunciava-a na  televisão. Para ele, ela estava cheia do significado  mais profundo.
                                          
De um artigo escrito
em 23 de setembro de 1991 para o jornal Pravda «A Rússia está predestinada a um grande papel, essencialmente cósmico, na Terra. Vamos olhar para o futuro, um futuro brilhante, e estarmos confiantes de que algo verdadeiramente maravilhoso está guardado para nós. A própria natureza resolverá e organizará tudo. Vamos olhar com expectativa o futuro maravilhoso que espera a Rússia. E veremos esse futuro!... Só que temos de estar prontos para aceitar esse futuro maravilhoso.»
                                            
N. D. Spirina, e
screvia em 1994: Ao lembrarmos hoje  Svetoslav Roerikh, procuramos avaliar, na medida da nossa consciência, não apenas a grande importância das suas telas de pintura, mas também das suas palavras dirigidas a nós. Nelas está o programa de ação para chegar à luz do futuro. Ele disse: "Em todos os períodos, todas as pessoas verdadeiramente grandes foram obcecadas por um único desejo – construir uma sociedade mais perfeita e humana." Essa construção começa em nós mesmos, pois cada um de nós é uma partícula dessa sociedade. Svetoslav Roerich não oferece nenhuma receita sobrenatural para esse auto-desenvolvimento. Tudo é muito simples e acessível a qualquer pessoa que queira. Cada dia se torna-se um pouco mais harmonioso e melhor do que ontem. Fazer o seu trabalho hoje melhor do que ontem. Aprender a ver a beleza tanto no mundo que nos rodeia, quanto na natureza e na arte. "A felicidade está em nós mesmos", diz ele. E apela para se acreditar no futuro. "Se olharmos para a humanidade como uma única família, onde o bem-estar e a vida de cada um dependem do bem-estar e da vida dos outros, então muitos problemas desaparecerão por si só." "Um Novo Mundo está chegando, lindo, maravilhoso, que trará consigo as nossas melhores esperanças."

                             

Larry C. Johnson e o Coronel Larry Wilkerson: One Strike Away from Global Chaos. Um vídeo em inglês.

Dois bons conhecedores do imperialismo norte-americano, por dentro, Larry C. Johnson, antigo membro da CIA e o Coronel Larry Wilkerson, especulam acerca da situação mundial, norte-americana e sobretudo quanto ao ataque iminente prometido por Trump, o Pentágono, a CIA, Israel e mesmo à NATO,  pois Merz, Macron e Starmer já enviaram para as bases americanas na região uma série de aviões bem municiados de mísseis, à luminosa e heróica República Islâmica do Irão, e demonstram no decorrer da conversa os vários tipos de opressão e criminalidade dos sucessivos governantes ocidentais na sua hubris desmedida de que querem ser os donos do mundo humano, que pelo contrário se quer divinamente multipolar e equitativo.