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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Dia dos Fiéis do Amor, defuntos na terra mas imortais nos céus. Postais da Elisa Dantas, aluna de Yoga, no Suribachi, no Porto, nos anos 80

                                             
Recebi o privilégio, após regressar de uma estadia na Índia de um ano em ashrams e com vários mestres, aprendizagens e iniciações,  ao ser professor de yoga e meditação nas décadas de oitenta e noventa em algumas cidades, de conhecer várias pessoas de grande qualidade anímica que tanto aprenderam comigo como eu com elas, ao obrigarem-me a alargar a minha alma às aulas e ensinos,  aos seus problemas e potenciais, transmitindo-me algo das suas especificidades de sensibilidade e questionamento, amor e sabedoria. E como algumas já se libertaram da vida corporal terrena pensei ser apropriado relembrar e comemorar esses encontros, amizades, magistérios, demandas e seres maravilhosos neste dia 2 de Novembro de 2026, dia dos Fiéis defuntos, porque realmente elas foram Fiéis do Amor, e lembram-me neste dia de comungar em Amor com elas! 

Se imaginar as aulas que dei sobretudo em Évora, Covilhã, Lisboa e Porto, nos seus locais e com as suas pessoas, não posso deixar de me admirar e curvar-me com as almas tão luminosas que conheci e que na maioria hoje nada sei por onde e como avançam nos seus percursos luminosos.
Que momentos de grande ensinamentos, meditações, exercícios, convívios, idas à Natureza, satsangas, visitas a Dalila Pereira da Costa ou a Sant'Anna Dionísio. Que almas puras vieram ter comigo e aprenderam as artes da harmonização e da meditação, sobretudo yoguicas e da Índia, mas também cristãs, naturistas, cura natural, macrobióticas e yogicas da Rússia dos Roerich.
Os diários que conservo desses anos da década sobretudo de oitenta e algo de 90, mostram-me o desenrolar das aulas, o que elas ou eu sentimos ou realizamos, os problemas, as melhorias, os potenciais, e um dia partilharei algo disso.
Tantas almas fabulosas, tantas, na demanda de conhecimentos, de harmonia, do espírito divino que somos na sua essência subtilíssima.  Muita Luz e Amor desçam de Deus, dos espíritos celestiais e dos mestres sobre elas.

Hoje vou homenagear mais especificamente uma,  já que citarei partes dos seus sábios escritos em belos postais, a Elisa Dantas, professora de inglês no liceu Rodrigo de Freitas no Porto, e que foi das mais dotadas da  aspiração de realização de conhecimento espiritual, e que viajou até à Índia e a outras partes nessa demanda. Sempre caminhando a pé, pequena, de longos cabelos castanho aloirados, face branca, inquiridora da vida, questionadora nas palavras e um sorriso de rendição da alma ao que se lhe tornava evidente.
Amanhã transcreverei mais dois postais e bervemente conto apresentar uma fotografia dela, com mais algumas pessoas do grupo de Yoga no Suribcachi, Porto...
                                                      ***


I. 
 «Pedro
Recebi hoje a sua carta que agradeço; recolhi as palavras nela escritas.
Fui hoje almoçar ao Suribachi e a Maria Arminda [directora] disse-me que tenciona vir cá no dia 19 e ficar durante a semana; claro que participarei no que puder.
E foi também hoje que soube do revés que atingiu a sua família [desencarnação do meu pai]. O Pedro sabe melhor do que eu a contingência das vidas físicas, mas é ainda com elas que sofremos.
Perante o fantástico desta vida que a sua dor se transforme em consolação para a dor dos outros.
Aum
Elisa.
                                                        ****

II.  4.9.85
Pedro
Gostava de ser eu a imagem do postal, mas acho que ainda não é tempo para mim.
Daqui a bocado vou visitar Swami Kaivalyananda, já me informaram onde é que ele vive, Vejamos *
Cada dia é recheado de novas experiências. Julgo que é impossível de descrevê-las. Nem posso acreditar em tanto, tanto...E cada vez tenho menos palavras.
Talvez algum dia possamos ambos fazer a escalada do terreno rochoso da montnha.
Om Om. Om. Hari Om.
Um beijo da Elisa
*Ninguém na zona [de Rishikesh, onde eu estivera uns anos antes] conhece o Swami. Vou mandar-lhe um postal. Estou desolada.
                                                    ***

III. 1986
Surya Namaskar
Pedro,
Como vê, escrevo logo - é o meu primeiro dia de estadia em Londres com um sol radioso e uma temperatura razoável  [...]

                                                    *****

IV.                                                             1988-89
Ao Pedro
Votos de grande realização no Ano Novo.
Com Amizade
Elisa
Aum...
                                                    ***
V - Om, blessed Atma! Pedro,
Faz hoje uma semana que partiu. Espero que tudo esteja a correr bem e que sinta vontade e regressar o mais depressa possível e partilhar essas experiências todas.
Eu recebi uma carta da escola do Rudolfo Steiner de Edimburgo em que me mandam o programa de actividades até Agosto e o programa do curso de Verão do Emerson College (imagino que é onde o Pedro vai ou já foi - East Susex). Não fazem referência ao meu pedido de indicação de escolas em Londres.
Devo dizer que isto começa a fazer algum sentido para mim. Estou interessada no curso de Verão, só acho que é muito curo, por isso não sei quanto se poderá aproveitar com ele.
Não vou de forma alguma precipitar-me em decisões. Enquanto o Pedro não vier vou falar com a gente da Antroposófica [No Porto, tal o Rocha, o Zé Pedro, o Jacinto Rodrigues e a Rosa] e fico a aguardar indicações do Pedro.
Até esta noite nunca dei grande importância aos sonhos, mas parece que também nisso me vou modificar. Acordei de repente com uma interpretação/revelação sobre um sonho que imediatamente lembrei que volta e meia tenho: vou a subir num elevador, ou, confusamente, a mudar de um para outro, e começo a sentir uma grande ansiedade porque o elevador não deixa de subir, perco a noção do tecto da caixa e sinto uma atmosfera diferente, uma impressão estranhissima de pairar/ flutuar no desconhecido. Agora que lhe estou a a escrever, estou a associar com uma sensação muito semelhante que eu tinha em sonho em miúda, em que saltava de um rochedo e nunca mais chegava ao chão Que será isto?!
Fico a aguardar. Um beijo
Elisa.
[- Pois, querida Elisa, onde quer que esteja, creio que eram sonhos da sua alma libertando-se das limitações e constrangimentos do corpo físico e tanto não parando de subir como de descer, sentindo-se na consciência a sonhar ou mesmo fora do corpo bem mais ilimitada do que as leis da gravidade no tempo e espaço terrestre sensorial e corporal permitem normalmente no estado de vigília. Creio que certamente estará agora num plano luminoso espiritual, bem capaz de voar ou deslocar-se instantaneamente para onde quiser. Possam as melhores realizações espirituais estarem consigo e envie umas inspirações e bênçãos de quando em quando para nós ainda na terra.]
                                                     ***

VI. 9. 86
I've just arrived from Quinta da Calma in Almancil. Yes!! Tudo, tudissimo estrangeiro!!! A Sylta está interessada em o Pedro ir lá experimentar um fim de semana em Novembro, mas eu gostava de conversar com o Pedro sobre isso. Não encontrei a Paquinta [outra professora de Yoga, belga (na linha de Sat chit Ananda, de Madras e Nova Iorque), que ensinava na sua quintinha e onde vim a estar algumas vezes], mas também tenho as minhas ideias sobre isso. . Senão de tarde [...]
Tenciono ir no Sábado a Lisboa, pois há um curso de culinária na Unimave e queria frequentar. Telefono quando chegar, o que deve acontecer pela hora do almoço. Talvez fosse bom deixar recado para mim. Senão, de tarde pode encontrar-me na Unimave. Um beijo da Elisa. Aum.
                                                     ***
                                                      


 VII. Pedro, Hoje, ao fazer a saudação ao sol, enviei o sol até aí para o curar mais depressa [ao podar uma oliveira em Tomar caíra e partira o braço direito], só que não sei se sei fazer estas coisas. Outro dia, com a Manuela e a Maria Augusta pensámos enviar-lhe vibrações positivas, mas não sabíamos como fazer - como vê, há muito que ficou por aprender. [Esta carta com uma fotografia é dos começos do ensino com a Elisa]
Acabei de ler o livro da Fraternidade. Acho que vale a pena esperar que eles cá venham; talvez possa trabalhar com eles, não?
O Pedro falou em "caminhos diferentes" ao telefone. Eu não vou seguir nenhum caminho diferente, Pedro!
O agni yoga diz que não se deve ter medo e eu não tenho medo do hatha yoga nem do raja yoga. Tenho um longo caminho a percorrer, disso tenho a certeza, e foi-me dado nesta vida uma mente cheia de imaginação, um sistema nervoso concentrado e, agora, um plano emocional exacerbado. O que provoca isto tudo? Que no plano físico tenha dores musculares, que o plano emocional actue como tirano e que a imaginação se sobreponha ao espírito. Isto é uma outra maniera de tentar fazer o Pedro compreender que o hatha yoga e o raja yoga me ajudarão a fortalecer (no espaço de três meses, espero) a sentir-me perfeitamente equilibrada.
Não acho que fosse melhor eu tomar comprimidos e ir fazer dança-jazz ou isso, pois não? Aliás, acho que o Yoga é só um, as pessoas é que são diferentes. Acho que é bem claro que me sinto bem com o Agni Yoga, mas não vou por isso dizer mal dos outros. Ainda me dizia há tempos o Pedro que no Verão se deve comer poco arroz... e não tem nada contra o arroz, pois não? O tempo é que varia. Aliás, isto é tudo porque o Pedro não está cá quando devia estar. Com as leituras da Arcane School acho que consegui amadurecer algumas ideias sobre a meditação, mas talvez possamos falar sobre isso mais tarde.
Pedro, trate o melhor possível de si. Está em causa "o templo do Espírito Santo"; confio que a natureza e a sua sabedoria transformarão o problema numa obra de arte. Tenho imaginado que o braço que tem doente é o direito, não sei porquê. 
Tenho um diariozinho sem dias que iniciei há para aí uns três anos. Escrevo nele muito pouco. Em vez de andar sempre a telefonar-lhe, talvez me baste transcrever uma anotação das primeiras folhas e, o resto, depois que conheci o Agni Yoga; talvez se consiga perceber que não estou num "caminho diferente".
Hoje trepei pelos fios de chuva... até às nuvens. E escondi-me lá detrás... em algodão em rama, a beber os raios de sol filtrados.
Não quero descer já. Não quero o barulho da confusão, a mistura das palavras ocas. Quero continuar aqui até ter saudades!"
----
"Hoje percorri o infinito.
Atravessei o meu corpo, devorei a minha mente, calei a minha alma.
E fui uma sem palavras nem gestos nem pensamentos: vivi a eternidade."
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(Em Monchique, última anotação)
Abri-me, na árvore, em ramo
E suspendi-me.
Lancei-me ao vento
Espraiei-me no ar
Invadiu-me a plenitude.
Recolhi-me então dentro de mim.
Senti a alegria
Expandi o amor
Acariciou-me a ternura
Bebi a beleza."
Aum.
Elisa.»

Muita luz e amor na Elisa, na Manuela, na Maria Augusta e demais alunas e alunos.

Jürgen Elsässer: A luta de Lagarde e Tusk contra Thiel e Musk, ou dos magnates da Inteligência Artificial contra os do globalismo financeiroe seu assalariados. Lagarde, Tusk, Thiel, and the Battle of the AI Giants by

                    

Podemos constatar e dizer que já estamos na III guerra mundial há algum tempo, sobretudo nesta segunde metade do ano de 2026. Ora  o autor deste bom artigo, Jurgen Elsasser, embora tenha explicado muito bem, da luta em curso, o aspecto mais recente, o dos magnates de Inteligência Artificial, Ellon Musk e Peter Thiel, contra os globalistas financeiros como Soros e Karl Schwab, e tenha mencionado a de Israel e EUA contra o Irão, não mencionou a importantíssima guerra na Ucrânia sustentada pela União Europeia  e não falou sobre a mais importante: a luta do neoliberalismo globalista hegemónico ocidental contra a multipolaridade equitativa dos BRICS, liderada por Rússia, China, Irão e Brasil... São portanto muitas as potências em conflito... O que vai resultar não sabemos e o autor apenas desmascara alguns dos protagonistas mais postos em causa recentemente, o tosco e fanático anti-russo e assalariado da finança globalista, Donald Tusk, e a senhora Lagarde, que não sabemos se abandonou como os ratos o barco da finança ocidental que se está a afundar, ou se foi forçada a demitir-se, embora Jurgen Elsässer considere que foi forçada a tal por Ellon Musk. Oiçemo-lo.


Jürgen Elsässer examina a crescente luta pelo poder entre as elites globalistas estabelecidas e os oligárquicos de IA em ascensão, à luz dos acontecimentos recentes.
«O caos que envolve o mundo atingiu um novo nível. Muitos desses desenvolvimentos podem ser explicados examinando as forças geopolíticas e financeiro-capitalistas em ação: a luta entre os oligarcas da Inteligência Artificial que buscam estabelecer uma ditadura global e as elites globalistas estabelecidas, representadas por figuras como George Soros.
Dois desenvolvimentos explosivos nos últimos dias estão diretamente conectados:
A tentativa de golpe na Polônia, quando o Primeiro-Ministro pró-União Europeia Donald Tusk (ex-ferrabrás da NATO) tentou colocar o Tribunal Constitucional sob seu controle [numa tentativa de golpe de Estado, que foi repelido pelo corajoso Presidente da Polónia Karol Nawroki e o povo].
E o anúncio da renúncia da Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, feito num vídeo selfie que se assemelhava aos vídeos de reféns anteriormente divulgados pela Fração do Exército Vermelho (RAF) [ou mais conhecido pelo grupo Baader-Meinhof], e grupos terroristas semelhantes. A elegante francesa apareceu diante das câmeras com o rosto coberto de pensos adesivos, um cabo de microfone pendurado na sua roupa e unhas pintadas de preto. Como ela não vai deixar o cargo por mais quatro meses, poderia ter esperado até que seu rosto voltasse ao seu aspecto habitual (ela teria sido submetido a uma operação de câncer de pele). Quem a obrigou a passar por esse ritual de humilhação [algo satânico]?
                                                
Outros desenvolvimentos caóticos aumentaram a turbulência actual, incluindo o resultado incerto das eleições israelenses, que, no entanto, mantém Netanyahu no cargo. Este, subsequentemente, emitiu ameaças contundentes de guerra contra o Irão, seguidas de consultas entre Trump e o alto comando do CENTCOM, que se está a preparar para implementar o curso de ação de Netanyahu. [O que certamente terá consequências trágicas para ambos os lados, embora para os diabólicos norte-americanos e israelitas isso nada conta]
O Quadro Geral.
O caos  torna-se mais fácil de entender quando é visto contra o pano de fundo de uma luta brutal pelo poder entre duas estruturas de poder elitistas. De um lado está o antigo Estado Profundo (Deep State), centrado em figuras como Soros, Bill Gates e Klaus Schwab. Do outro lado está um novo "Estado Mais Profundo," composto por barões da tecnologia como Peter Thiel, Alex Karp e Elon Musk. Esses homens formam a base de poder de Donald Trump.
As diferenças económicas são as seguintes:
Soros e seus associados perseguiram a desindustrialização através de políticas climáticas. Thiel, Musk e seus aliados, por outro lado, rejeitam o que consideram ser uma farsa climática, porque as enormes necessidades de eletricidade da revolução da IA exigem um fornecimento estável de energia proveniente de combustíveis fósseis e novas nucleares.
Soros e seus associados querem dissolver as nações em blocos monetários, tais como o bloco do dólar e o bloco do euro. Thiel e Musk, por outro lado, querem  desvincular-se dos bancos centrais desesperadamente endividados e estabelecer um novo sistema monetário libertário baseado em criptomoedas emitidas privadamente e impulsionadas por IA, como moedas estáveis (stablecoins), controladas por eles próprios e Trump.
Isso explica o destino de Christine Lagarde e Donald Tusk. Ambos representam o euro, que deve ser transformado o mais rápido possível através da introdução do euro digital. Os barões da tecnologia não têm interesse neste projeto. Eles querem que suas criptomoedas substituam o sistema existente de dinheiro do banco central. O seu primeiro alvo é o euro: eles forçaram Lagarde a uma retirada humilhante. Na sexta-feira, Tusk tentou um golpe pró-euro como um contra-ataque de desvio—e aparentemente falhou.
O jogo político de esquerda e direita na Europa, e em outros lugares, se encaixa nessa luta de poder maior. A Esquerda geralmente apoia o antigo Estado Profundo, enquanto a Direita apoia o novo, Estado Mais Profundo. Ambos [ignorantes, tanto da Esquerda como da Direita] são controlados por forças externas e opostas ao interesse nacional. Muitos dos patriotas genuínos estão a ser eliminados sistematicamente, um a um.»

We are already in the III world war for some time... And the author of this good article, although he explained very well the most recent aspect of the fight going on, the AI tikons against the financial globalists, he didn't spoke on Ukraine war sustained by EU, just alluded to the one of Israel and USA against in Iran, and he didn't speak on the most important: Western glabalist neoliberalism hegemony against BRICS equitative multipolarity, led by Russia, China, Iran and Brasil.... So many powers in conflict...


«Jürgen Elsässer examines the escalating power struggle between established globalist elites and rising AI oligarchs in light of recent events.

The chaos engulfing the world has reached a new level. Many of these developments can be explained by examining the geopolitical and financial-capitalist forces at work: the struggle between AI oligarchs seeking to establish a global dictatorship and the established globalist elites represented by figures such as Soros.

Two explosive developments in recent days are directly connected:

  1. The attempted coup in Poland, when pro-EU Prime Minister Donald Tusk sought to bring the Constitutional Tribunal under his control.

  2. And the announcement of European Central Bank President Christine Lagarde’s resignation, delivered in a selfie video that resembled the hostage videos once released by the Red Army Faction (RAF) and similar terrorist groups. The usually elegant Frenchwoman appeared before the cameras with her face covered in bandages, a microphone cable dangling from her clothing, and black-painted fingernails. Since she will not step down for another four months, she could just as easily have waited until her face had returned to its usual well-groomed appearance (she reportedly underwent surgery for skin cancer). Who forced her to undergo this ritual of humiliation?

  3. Other chaotic developments have added to the turmoil, including the uncertain outcome of the Israeli elections, which nevertheless leaves Netanyahu in office. He subsequently issued sharp threats of war against Iran, followed by consultations between Trump and CENTCOM’s senior command, which is preparing to implement Netanyahu’s course of action.

    The Bigger Picture

    The chaos becomes easier to understand when viewed against the backdrop of a brutal power struggle between two elite power structures. On one side stands the old Deep State, centered around figures such as Soros, Gates, and Klaus Schwab. On the other stands a new, “Deeper State,” consisting of tech barons such as Peter Thiel, Alex Karp, and Elon Musk. These men form the power base of Donald Trump.

    The economic differences are as follows:

    • Soros and his associates pursued deindustrialization through climate policies. Thiel, Musk, and their allies, by contrast, reject what they regard as the climate hoax because the enormous electricity demands of the AI revolution require a stable energy supply from fossil fuels and new nuclear power plants.

    • Soros and his associates want to dissolve nations into currency blocs, such as the dollar bloc and the euro bloc. Thiel and Musk, on the other hand, want to break away from hopelessly indebted central banks and establish a new libertarian monetary system based on privately issued AI-powered cryptocurrencies, such as stablecoins, controlled by themselves and Trump.

    •                           


    This explains the fate of Lagarde and Tusk. Both represent the euro, which is to be transformed as quickly as possible through the introduction of the digital euro. The tech barons have no interest in this project. They want their cryptocurrencies to replace the existing system of central bank money. Their first target is the euro: they forced Lagarde into a humiliating retreat. On Friday, Tusk attempted a pro-euro coup as a diversionary counterattack—and apparently failed.

    The left-right political game in Europe, and elsewhere, fits into this larger power struggle. The Left generally supports the old Deep State, while the Right backs the new, Deeper State. Both are controlled by outside forces and opposed to the national interest. Many genuine patriots are being systematically eliminated, one by one.»

domingo, 1 de novembro de 2026

1º de Novembro, dia dos santos e santas e dos que já partiram. E consulta no Tarot sobre a guerra israelo-americana contra o Irão.

                                            
1º de Novembro, dia dos que já partiram, e mais particularmente de todos os santos, santas e mestres, familiares e amigos. Lux e Amor estejam em todos vós!!

Tantos, tantos, a quem tanto devemos, e como poderemos retribuir um pouco as graças recebidas senão acendendo uma vela, um incenso e enviando algumas orações e pensamentos de gratidão e amor, ou mesmo pedindo desculpas de não os termos amado tanto como mereciam. Amor, Amor, brilhe nos vosso íntimo!

Cerro os olhos e oro: - Queridos amigos e amigas que estas vibrações cheguem até vos e vos sejam agradáveis e úteis, que estas invocações das bênçãos divinas sobre todos vos toquem. Possam a luz, alegria e ligeireza aumentarem em  todos . Que a Luz, o Amor e a Força divina estejam convosco, connosco. Aum, Amen, Hum.

Ó Santos e santas, ó grandes seres, mestres e sábios, onde quer que estejais abençoai-nos, bem como aos nossos familiares e amigos que já tendo partido ainda não se elevaram tanto como se desejaria.

Ó Anjos da guarda, ó Arcanjos e demais espíritos celestiais, harmonizai-nos e derramai as vossas inspirações e bênçãos sobre todos nós. Que consigamos convosco ligar-nos melhor à Divindade!

Ó Divindade, ó Trindade, ò Unidade, nos vos celebramos e invocamos. Possamos compreender-vos, contemplar-vos e amar-vos mais e melhor.

Ó familiares e amigos que já estais nos mundos espirituais, que haja hoje nas vossas almas muito raios e flechas de luz, de nós e dos anjos, a chegarem e a vos iluminarem. Nós vos amamos, eu vos amo. Luz e Amor em vós.

II - Pelo campo unitário da consciência e energia que subjaz, permeia e sobrevoa tudo, chegam-nos sopros ou ecos do que se passa no mundo, e das lutas graves e intensas e do qual pouco se pode antever com segurança de resultados: a luta entre o Ocidente, e a Ucrânia contra a Rússia. A luta de Israel, Estados Unidos da América e aliados contra o Irão, o Yémen, a Palestina e o Líbano. A luta dos governantes europeus assalariados da oligarquia financeira globalista neo-liberal contra os povos (e destes contra ele) e os direitos europeus. Lutas entre a verdade e a mentira ou o Bem e o Mal...

                               

Os resultados das eleições norte-americanas vão ser importantes, em especial quanto à política internacional do império yankee, e logo do mundo e nomeadamente se vai haver ou não o ataque fulminante israelo-americano que Netanyahu, Trump e os seus associados mais radicais ou fanáticos tanto desejam e ameaçam.

Creio, pelo pouco que tenho ouvido ou lido fragmentariamente na internet mas em vários dos bons geo-políticos analistas, que o ataque se irá realizar, que haverá tentativa de destruição da montanha que alberga o urânio enriquecido e de outros locais estratégicos e energéticos, a partir de ataques de muitos misseis e aviões, ao que o Irão responderá bombardeando e cortando vários núcleos militares e energéticos essenciais dos países adversários que os rodeiam e nomeadamente de Israel. Quantos dias durará o ataque e a resposta justa (que nunca teve sequer o direito de ser o primeiro atacar, e que mesmo apenas respondendo defendendo-se foi violentamente criticado pelos hipócritas governantes ocidentes e mesmo das Nações Unidas)  e como terminará, não sabemos, mas é evidente que o governo, o exército e o povo iraniano não se renderão, e embora os egoístas norte-americanos nada sofram nas suas terras e lhes seja muito fácil estrangularem, bombardearem ou invadirem meio mundo, já Israel e os seus aliados árabes serão duramente castigados, nomeadamente Telavive, embora os bunkers abundantemente construídos evitem mais que uns escassos mortos. E claro as respostas do eixo de resistência ao mal liderado pelo Irão podem de novo surpreender e pela terceira vez, de certo modo, derrotar ou deter, os invejosos e cobardes agressores norte-americanos, israelitas, da Nato e demais coligados.

III. Será que no mundo pluridimensional subtil e espiritual já se sabe o que vai acontecer? É bem provável a certos níveis mais elevados, pois veem todos os preparativos que nem todos sabemos na Terra e sobretudo discernem as intenções e determinações, os ódios e insatisfações prestes a eclodirem.

Já quanto aos resultados, dir-se-á que sim, teoricamente saberão aqueles seres que estão já numa consciência acima da divisão do tempo sucessivo e desfrutam de uma visão de eternidade. Que creio que serão muito poucos, a ser possível tal estado de consciência que é contudo afirmado até para os humanos incarnados em diferentes tradições religiões e espirituais, bem como por certos pesquisadores cientifico-espirituais da consciência, um tema e uma capacidade potencial humano-espiritual sem dúvida muito extraordinária e a merecer  aprofundamento.

Como não tenho tal capacidade, e como não tive sequer sonhos que possam ecoar o que vem dos mundos subtis das causas, vou simplesmente abrir o livro do Tarot, fazer istixara sobre os seus vinte e dois arcanos arcanos espalhados em três filas diante de mim e ver o que me indicarão.

Escolherei quatro cartas: a 1ª representa o Irão, a 2ª os adversários, 3ª o que as pessoas pensam, 4ª o que vai resultar.

Pergunto-me: O Irão será a Força, ou o Mundo, ou seja, sair-lhe-á o arcano XI - Força, ou o XXI- Mundo? 

Quanto aos adversários ambientais, será  o Diabo (XV) ou a Casa de Deus (XVI)?

Quanto ao que o mundo ou as pessoas pensam ou vêem, será representado pela carta do  Imperador (IV) ou a Morte (XV)?

E a 4ª carta e resultado final, será, positivamente o Mundo (XXI), a Estrela (XVII), o Conquistador (VII).

Abramos ou viremos para cima então sucessivamente as quatro cartas: - Acertei, na 1ª: o Mundo. Irão é mesmo a sabedoria e a honra do mundo, desde há séculos e séculos e sempre perseguido e atacado e ocultados.

                                     
Na 2ª, os Adversários, saiu uma carta próxima do que prevera, a Morte (XV), e de facto, os atacantes vão matar mas também ser mortos, e esperemos que não recorram a bombas nucleares. O Império norte-americano e o Sionismo israelita são demoníacos,  assassinos, sobretudo nos seus chefes, indiferentes a qualquer legalidade ou moralidade, e portanto pode-se prever que vão tentar matar em espacial o presidente Pezeshkian, o carismático ministro dos Negócios Estrangeiros Araghchi e o lucidíssimo porta voz parlament Qalibaf, para além das chefias militares.
                                                    Nûr!

                                      

 Claro, o supremo líder o ayatollah Khamenei seria o máximo assassinarem como já fizeram ao seu pai, só que ele se encontra bem escondido, como já é tradicional na linha dos 12 Imans dos Shiaas, o último tendo desaparecido por volta do ano sem se saber o que lhe sucedeu, e portanto onde está. É o Madhi, o Imam ocultado, que alguns pensam que virá por fim para reestabelecer a paz e a justiça no mundo.

                                  
Quanto à 3ª carta, o que mundo pensa, antes de a abrir, talvez acrescente como hipótese a Lua (XVII), pois as pessoas vão ver na televisão  como se fosse um jogo de futebol ou o resultados das eleições, num espelhismo de consumidores já algo estupidificados por tantas horas de Milhazes, Rogeiros, Solres, Ferro Gouveia, Ireneus, Márcias,  CNN e companhia. 

Não, abri e saiu a carta do Julgamento (XX) indicando que o mundo vê a situação como grave, como decisiva, como um julgamento e um apelo de ressurreição. É uma boa carta para descrever o que se passa no mundo, e de facto a terceira carta duma tiragem em cruz, ou de quatro cartas, pode significar isso.

                                             

4ª carta, o resultado. É com algum receio e relutância que vou terminar a consulta ao futuro e virar a carta e saber. Revejo os 22 arcanos: será a Força, positiva, ou será a Casa de Deus de grande desgraça, negativa. Mistério, que se vai desvendar agora. 

Pois sai o Eremita. Uma carta boa de sabedoria. Indica que o líder supremo e os sábios do Irão, individuais ou como pessoas do povo, podem triunfar, podem manifestar a luz dos shamans, dos magos, de Zaratustra, dos 12 Imans shiaa, de Sohrawardi e seus ishraqui, de Ruzbehan e Molla Sadra, e de cavalaria do amor e da poesia que possuem, na sua fabulosa tradição literária e espiritual, de Firdousi e Attar a Sa'adi e Hafiz, e da qual partilhei uma lista de sugestões: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2026/02/bons-livros-10-sobre-o-irao-e-sua.html

                                  

Oremos para que a Sabedoria triunfe. Mas anoto que esta carta poderá contudo assinalar que s sabedoria e a prudência triunfaram e que o ataque não sucederá. Tudo em aberto, mas confiemos nas forças do Bem e da Verdade e na sua vitória sobre as da mentira, da violencia e do mal.

Que o sagrado Irão e o seu povo triunfem!

Que o além não seja inundado de almas precocemente mortas e impreparadas para conscientemente se adaptarem ao além e avançarem para a Luz

Que as almas amigas já no mundo espiritual tenham um dia em que recebam mais amor e possam até crescer nos seus corpos de glória pelas nossas lembranças e orações, ou que ao contrário nos façam harmonizar e  crescer pelas suas influencia subtis.

Que a a Humanidade não tenha de suportar mais a brutalidade dos fanáticos do grande império americano, do grande Israel  ou da gananciosa NATO e as pobrezas e crises económicas e sociais geradas por eles,  nem que a Terra tenha de suportar muitos mais toneladas de bombas a altas temperaturas no seu seio esventrado. Que triunfem o bem senso, a verdade, o amor, a  justiça, a fraternidade, a multipolaridade, o BRICS!

Que a ligação entre e terra e o mundo espiritual entre os vivos e os mortos, entre humanos e anjos, esteja aberta, luminosa, harmoniosa, e que o Espírito e a Divindade brilhem mais em  todos nós e particularmente nas nossas intenções e na Humanidade.

Efemérides da 1ª semana de Novembro do encontro entre o Oriente e o Ocidente, da Índia e Portugal.

 

1ª semana, extraída das Efemérides de Novembro do encontro entre o Oriente e o Ocidente, da Índia e Portugal em especial, com notícia de muitas subtis almas e seus feitos. Boas inspirações e realizações!

1-XI. Termina neste dia em 1539 o famoso 1º cerco de Diu, na Índia, no qual 700 portugueses e algumas corajosas mulheres, capitaneados por António da Silveira, conseguiram resistir durante quinze meses às investidas duma poderosa armada (com navios europeus), de 20.000 turcos do sultão do Cairo comandada por Solimão, e dos exércitos de Cambaia ou Guzarate comandados por Coge Sofar. Após o último ataque, «o capitão vestiu os seus melhores fatos e ordenou aos seus fizessem o mesmo, depois do que, começaram a cantar e a bailar todos, em grande algazarra de vozes e soar de trombetas, gastando toda a noite nessa folgança», tentando fazer crer ao inimigo o excesso de forças que lhes minguava já, como relata Damião de Goes, para o ataque final. Mas de manhã chegam as naus de Goa, com os reforços portugueses e alguns milhares de nobres malabares, os naires, que responderam ao apelo do rei de Cochim e a derrota dos inimigos é grande. Tal  vitória ergue alto o prestígio dos portugueses, rendendo-lhes mais tratados e alianças. Esta colaboração de uma Cavalaria espiritual indiana com os portugueses não passou desapercebida a um Fiel do Amor, Jorge Ferreira de Vasconcelos que os nomeia no seu magnífico, e um dos últimos elos da literatura de cavalaria, Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda, dado à luz em 1567, em Lisboa.
Nasce em 1935, em Jerusalém, Edward Wadie Said, filho dum palestiniano e de uma libanesa cristã. O pai, tendo sido um oficial na 1ª grande Guerra nas Forças Expedicionárias Norte-americanas, obterá a nacionalidade americana pelo que Edward Said fará os seus estudos nos Estados Unidos manifestando grandes qualidades humanas e intelectuais e tornando-se professor na Columbia University, sendo autor de livros importantíssimos e um pensador corajoso e respeitado. Será o seu livro Orientalisms, dado à luz em 1978, que  grangeará muitos seguidores da sua visão crítica das narrativas ocidentais do Oriente e em particular do Médio Oriente (nomeadamente com Maria Todorova, e Lorenzo Kamel com The Impact of "Biblical Orientalism" in Late Nineteenth and Early Twentieth-Century Palestine, 2014), na qual demonstrou e destacou quão fortes tinham sido os preconceitos de superioridade, racismo  e desvalorização do outro ou do tema do Oriente em muitos dos historiadores. Tomou parte activa em tentativas de coexistência de árabes e judeus, co-fundando mesmo uma orquestra mista (tanto mais que era um excelente pianista e escreveu quatro livros sobre música),  defendeu a solução de dois estados independentes, Israel e Palestina, e venceu com as suas posições bem estruturadas alguns orientalistas que, ofendidos pelas suas críticas, o atacaram fortemente. Não receou assumir algum activismo, mais simbólico do que radical, nomeadamente quando lançou em 2000, no fim da ocupação israelita do norte do Líbano (1985-2000) um calhau em direcção das linhas de força do exército israelita, o que provocou reacções iradas dos grupos de direita e do sionismo norte-americano, e ainda da suspeita Sociedade de Freud, na Áustria.  Em 1998 saiu uma edição revista e melhorada de outra obra seminal acerca do Islão visto pelo Ocidente, muito actual e profético em relação ao que se passará com as sucessivas guerras do império norte-americano e dos seus coligados e terroristas: Covering Islam: How the Media and the Experts Determine How we see the rest of the World, no qual desmascara muito do imperialismo norte-americano e da sua aliança com os meios financeiros, os media e os especialistas mais racistas e reaccionários. Foi membro de várias sociedades internacionais e recebeu numerosos prémios, deixando algumas prestações valiosas para televisões ou filmes. Partiu da Terra em 25 de Setembro de 2003, deixando um filho também de valor intelectual e humano forte. 
Cartaz de homenagem a ele na Palestina, West Bank, provavelmente destruído no genocídio
                                           
2-X. Lopo Vaz de Sampaio (1480-1534), 6º governador interino na Índia de 1526 a 1529, e por meios forçados mantido na posição em detrimento de Pêro de Mascarenhas (pois só deveria governar enquanto este não chegasse de Malaca, onde se encontrava quando se abriram as cartas contendo as vias de sucessão), derrota neste dia uma parte da armada do Samorim de Calecut em 1528, ano em que se empenhou em derrotar os dois destemidos irmãos Kutti Ali, capitães do Samorim e há muito numa luta de resistência ao domínio português. O mais novo foi mesmo capturado e em seguida resgatado por alto preço, jurando sobre o Corão não mais combater os portugueses. Era da escola de Vasco da Gama, de quem fora capitão.
De regresso de Portugal, onde se mostrara vestido à monge indiano e celebrara no Porto e em Évora a missa ao modo Índia, resistindo às tentativas de o reterem na corte, desembarca em Goa neste dia, em 1690, S. João de Brito. Consegue que um objecto tido como relíquia por ter sido tocado pelo corpo de S. Francisco de Xavier seja enviada para sua mãe D. Brites, de quem se despedira há pouco com o pressentimento que já não se veriam mais, e parte para missionarização indiana e o final martírio. 
O notável vice-rei D. Pedro de Noronha Albuquerque (1661-1731) escreve neste dia ao rei em 1694 acerca das pensões às famílias de goeses que a Fazenda real não quisera pagar: «Não sei que razão pode haver para que não sejam premiáveis os serviços e ainda a morte destes homens, sendo cristãos e vassalos de Vossa Majestade e assim lhe peço mande Vossa Majestade declarar esta matéria». A resposta do rei determinará «que àqueles naturais da terra que morreram em acto semelhante de guerra, vivendo por este caminho gloriosamente para a memória, se deve dar a suas mulheres seu sustento a meia praça, como fizestes praticar no caso que referis». Será ainda vice-rei do Brasil de 1713 a 1618, e o 1º marquês de Angeja, numa longa vida dinâmica. 
O inspirado poeta e pensador Teixeira de Pascoais nasce neste dia em 1877, em Amarante, junto à sua serra mágica, o Marão. Foi com Leonardo Coimbra o mestre do movimento da Renascença Portuguesa, no princípio do século. Visionário do Portugal telúrico, poeta duma capacidade inaudita de humanizar imaginativamente a natureza, também soube entrar no mar, como nos Poetas Lusíadas,  sugerindo «que o espírito de Neptuno encarnara em Luís de Camões, quando ele, em certas estrofes dos Lusíadas, é a própria voz do mar. Todos cenários marítimos, deslumbrando ou aterrorizando os nautas descobridores, se integraram por fim no génio da Raça. Camões, tendo herdado aquela imensa lembrança tempestuosa, contemplava o grande Oceano, a bordo da nau S. Bento que o levou para a Índia, em 1553. Ele via a vastidão das águas e outras águas, mais profundas e salgadas, marulhavam na sua memória, como longínqua recordação. E assim as duas imagens do mar (a exterior e a interior) se desdobraram nas ondas dos seus versos oceânicos. Nenhum poeta deu o mar como Camões, porque ninguém, como ele, tão intimamente o possuiu».
 
3-XI. Uma postura do Senado de Goa datada deste dia de 1618 determina que ninguém de qualquer nacionalidade está autorizado a exercer a profissão de médico, cirurgião, ou barbeiro sangrador cirurgião, sem ter sido primeiro examinado e obtido o respectivo diploma. Visava-se obstar a consequências mais melindrosas do ditado: «De médico e de louco todos temos um pouco»..
  Pronunciando os nomes "Jesus, Maria" desencarna em 1713 o padre Francisco de Santa Maria, autor do Ano Histórico, vasta obra em que muitas das efemérides dos Descobrimentos estão debuxadas catolicamente. Nunca dizia mal dos sermões que ouvia, menos quando confessou ter colhido o grande fruto de conhecer-se pelo homem mais ignorante, já que ouvira pregar na sua língua uma hora, mas nada entendera. 
 Wladmir Ivanov, um dos grandes orientalistas russos nasce neste dia 3/11/ de 1886 (e morrerá em 19/6/1970). Formado em S. Petersburg, conservador no Museu Asiático, colecionador de valiosos manuscritos trazidos de expedições, era um bom conhecedor do árabe, do persa e do Islão e especializou-se nos estudos ismaelitas, nas suas origens, desmascarando as falsas acusações sobre os fundadores do Ismaelismo, nomeadamente que teria sido Abdul Lah Ibn Al Qaddah, um religioso e pregador pouco ortodoxo e que instituíra um esquema complexo de iniciação. No Internet Archive, encontra os importantes Studies in Early Persian Ismailism, e The Alleged Founder of Ismailism.
  Começa a publicar-se em Pangim neste dia em 1897 o jornal Era Nova, órgão do conde de Mahém D. José de Noronha, sendo editor José Maria Pereira, e durante seis anos será um dos jornais, primeiro semanário e depois diário, animadores da vida cultural de Goa. O historiador Germano Correia dirá: «D. José de Noronha era oriundo daquela fidalguia de outrora que deixando os seus lares pátrios, acorre presurosa e intimorata, para a maior glória de Deus e da Nação, onde quer que a sua presença fosse reclamada... Foram os fidalgos dessa têmpera — quais cavaleiros do Graal — em cujo seio não se sabe o que brilhava mais, se o rútilo eco das suas armaduras brasonadas, se o fulgor do seu amor pátrio. O conde de Mahém foi um autêntico valor nesta sociedade, onde escasseiam as individualidades produtivas. A sua inconfundível figura de gentil homem brilhou tanto nos salões como nos campos de lavoura, junto à terra em prol de que tanto trabalhou, e no seio da qual criou juz a repousar em paz».  
Nasce Charlotte Vaudeville, na Isére, França, em 1918, e será uma das mais sábias indologistas, na filologia e nas ciência históricas e religiosas, aprendendo e trabalhando com Louis Renou, Dhirendra Varma, Jules Bloch, e desenvolvendo estudos muitos valiosos sobre o Ramayana e o Ayhodya Khanda, de Tulsi Das, o Granthavali de Kabir, o Haripath de Jnana Deva e as Pastorais de Surdas, sendo considerada a melhor especialista moderna de Kabir. Foi professora em diversas universidades, membro de várias instituições cientificas e deixou uma vasta obra de livros e artigos. Deixou a Terra em 28 de Abril de 2006.
 
 4-XI. O papa Paulo III envia em 1543 um breve a D. João III, denominado o Piedoso, acerca do pedido de de expulsar-se de Roma, pela sua maldade, o bispo de Viseu e já então cardeal D. Miguel da Silva e Menezes (1448-1456), no qual afirma que «é digno de Vossa Majestade, pela sua piedade e religião, não se intrometer nas coisas eclesiásticas, nem de modo algum impedi-las». Da alta qualidade humanista e anímica de D. Miguel da Silva, sobrinho de Santa Beatriz da Silva e do Beato Asmodeu da Silva, durante muitos anos embaixador de Portugal, e depois, pela animosidade algo fanática de D. João III, que o chegou a desnaturalizar, refugiado em Roma, falam o papa Leão X, considerando-o "embaixador óptimo, cheio de bondade, de prudência e inteligência", e a dedicatória que lhe consagrou Baltasar Castiglione da sua famosa obra acerca das pessoas dos paços e cortes, do amor e costumes gentis, O Cortesão.  Além da inveja pessoal do rei D. João III, o pouco apoio à instalação da Inquisição em Portugal e o seu erasmismo, devem ter sido outros dos factores do ódio do famigerado rei tido como piedoso. Em contraposição, as vibrações anímicas de D. Miguel de Silva e dos seus amigos humanistas  serão perenemente luminosas, ou não fossem todos eles amigos de Erasmo, tais como Pietro Bembo, Paolo Giovio, Beroaldo, Sadoleto e Castiglione.
  Carta do P. Francisco de Pina em 1561 acerca da viagem feita na armada do vice-rei D. Francisco Coutinho: junto a Moçambique quando se receava o naufrágio há «um milagre evidentíssimo, que em saindo o sol, que já estávamos todos desconfiados, Nosso Senhor parece que movido das vossas orações lá, veio logo de improviso um vento fresco da terra e começou-nos a tirar do baixo, e durou-nos até nos pôr na altura do mar. Todo o caminho a gente falava neste milagre». Conta também como «ao dia do Espírito Santo fizeram um Imperador; preguei-lhe aquele dia», prova importante da vitalidade ainda em curso desta corrente espiritual bem valiosa em Portugal, mesmo em plena navegação.
  São publicados em 1609 dois alvarás contra as doações, dádivas e acrescentamentos dos bens eclesiásticos, criticando-se ainda a devassidão do trato e mercância por religiosos, registando-se que «a conversão dos gentios esfriara pelo escândalo». Já Erasmo criticara a mania dos missionários de converterem os outros antes de se terem convertido à philosophia christi, como ele chamava frequentemente ao Catolicismo, que se esquecia desse "amor à Sophia ou Sabedoria" que Jesus vivera e partilhara

                                      
  Nasce o 5º conde da Ericeira D. Luís Carlos Inácio Xavier de Meneses neste dia em 1689. Estudioso, falando várias línguas, participando nas Academias e conferências da época, foi duas vezes vice-rei na Índia (1717-1721 e 1740-1742), vitorioso em várias batalhas, bom governador, e diplomata cordial com os Mogóis e os Persas, mas atribulado nas viagens e nas intrigas invejosas, nomeadamente do próprio rei  que, quando ele regressou o manteve afastado do Paço durante doze anos, embora continuasse a ser consultado pelo Conselho Ultramarino, provação  de que sairá contudo vitorioso e reabilitado. Em 1719 valorizou com a sua visão universalista a acção dos jesuítas na China, ao pedir ao arcebispo de Goa que os apoie na questão da adopção dos ritos chineses. Tornar-se-á o 1º marquês do Louriçal e deixará descendência notável.
    
5-XI. Valiosa carta de S. Francisco Xavier escrita neste dia em 1549, em Kagoshima, no Japão, relatando ter «conversado frequentemente com bonzos mais instruídos, sobretudo um deles, muito respeitado dos seus irmãos pela sua doutrina, a sua vida, a sua dignidade e também a sua idade; tem 80 anos, chama-se Ninjit, ou seja, em japonês, coração da verdade. É como o abade deles... Ele mostra-se tão meu amigo que é maravilhoso... Temos os dois conversado frequentemente; encontrei-o hesitante quanto ao ponto de saber se a alma é imortal ou se ela morre com o corpo; tanto diz sim, como diz não; assim devem ser todos os seus letrados». Assim referia Francisco Xavier um dos pontos principais das doutrinas do budismo zen, a inexistência do eu e portanto a mortalidade da alma, com a qual ele não podia concordar. O arguto observador P. Luís Fróis, na  sua História do Japão, explica que «era aquele mosteiro da seita dos Jenxus (ramo Sôtô), que tem para si não haver mais que nascer e morrer, e que não há outra vida, nem castigo dos males, nem remuneração dos bens, nem autor que governe o universo. Entre outras muitas coisas, que o P. Mestre Francisco passou com este Ninjit, foram duas: a 1ª é que têm por costume aqueles bonzos, dentro dum ano, meditarem — cem dias uma ou duas horas determinadas, a que chamam zazen — sobre este não haver nada, para melhor extinguirem o remorso da consciência; e na compostura do corpo estavam com tanta modéstia, recolhimento e tranquilidade, como se estivessem arrebatados em uma contemplação divina. Passando uma vez o P. Mestre Francisco com este bonzo velho, superior do mosteiro, por este lugar comum, aonde todos os bonzos estavam fazendo sua meditação, perguntou o padre a Ninjit: «Que é que fazem aqui estes religiosos?» Ele sorrindo-se, lhe respondeu: «Uns estão fazendo de conta de quanto têm ganhado com seus fregueses os meses atrás passados; outros, donde poderão adquirir melhores vestidos e tratamentos para suas pessoas; outros em suas recreações e passatempos; e finalmente nenhum, em coisa que seja de algum momento». Eram as primeiras descrições ocidentais do zazen e das suas dificuldades no controle das vagas do pensamento. Em 1560, o P. Luís de Almeida e os discípulos de Ninjit relembrarão com gratidão os diálogos de seus mestres, sem dúvida momentos pioneiros do diálogo interreligioso ainda hoje tão necessário para a paz, a sabedoria e o além das pessoas, religiões e sociedades.
                
  O alvará do privilégio para a impressão dos Colóquios dos simples e drogas he coisas da Índia, de Garcia de Orta é dado neste dia pelo vice-rei D. Francisco Coutinho em 1562. Da dedicatória a Martim Afonso de Sousa: «É aprovada de todos a sentença de Salústio em que encomenda aos homens que trabalhem exceder e ter preeminência sobre os outros animais, que não passem a vida em silêncio, como fazem os brutos que não têm mais cuidado que de comer e beber... determinei fazer este tratado». Segue-se um soneto ao mesmo, umas odes de Camões ao vice-rei, recomendando Garcia de Orta: «Olhai que em vossos anos / Produz uma Orta insigne várias ervas, / Nos campos Lusitanos, / As quais, aquelas doutas e protervas / Medeia e Circe nunca conheceram, / Posto que as leis da Mágica excederam... O qual está pedindo / Vosso favor e ajuda ao grão volume, / Que agora em luz saindo / Dará da medicina um novo lume; / E descobrindo irá segredos certos, a todos os antigos encobertos». Vem depois um prólogo do médico valenciano Dimas Bosque: «Comum doutrina foi de todos os filósofos, prudente leitor, os homens, por causa e razão dos próprios homens serem nascidos, e de seu próprio nascimento, terem obrigação de aproveitar os outros: isto sentia o divino Platão quando dizia, não ser nascido homem só para si, mas também para pátria e amigos, e ainda que os homens, cumprindo com sua humana inclinação, aproveitando os outros, façam aquilo para que naturalmente gerados foram, contudo se lhes deve muito, pois não receando trabalhos, puseram suas forças em descobrir a verdade, tirando a névoa e véu que impedem os humanos entendimentos no perfeito conhecimento dela, e, o que mais é para arrecear, sujeitar-se a opinião de tantos e tão diversos pareceres». Por fim, há uma epístola do mesmo licenciado ao Dr. Tomé Rodrigues, lente de Medicina na Universidade de Coimbra, e um epigrama em latim de Tomé Dias Caiado considerando Garcia de Orta excelente médico quão filósofo.
  Graças à iniciativa do Físico-mór Mateus Cesário Rodrigues Moacho, formado em Lisboa e Lovaina, é criada a Escola Médico-Cirúrgica de Nova Goa por portaria provincial datada de 5 de Novembro de 1842  emitida pelo governador da Índia Francisco Xavier da Silva Pereira, Conde das Antas, que teve apenas uns meses no cargo.  Nesta escola formaram-se mais de 1300 médicos e cerca de 470 farmacêuticos, de grande qualidade, até ser extinta dois anos depois da reintegração de Goa no Estado indiano, em 1963.
                                
6-XI. O padre Henrique Henriques (1520-1600), em carta escrita neste dia em 1550 ao seu patriarca S. Inácio de Loiola, refere a abundância de palavras do vocabulário ou dicionário da língua do Malabar, o  Tamil, que ele aprendera e compusera, que espantará os naturais e será muito útil aos outros missionários. Natural de Vila Viçosa, primeiro frade franciscano e depois jesuíta, cheio de energia e de fé, não parou enquanto andou pelas costas ocidentais da Índia a pregar, sendo um dos mais ousados dialogantes com a religião oriental e convivendo bastante com um mestre yogi, que conseguiu por fim converter. Restam da sua faina algumas cartas notáveis: «Fizemos uma regra entre nós senão falar malabar e há uma pena para quem falar em português, a não ser falando nós das coisas de Deus, encorajando-nos a servi-Lo» Erasmo, quando entre 1507 e 1508, estivera em Veneza a aprofundar a língua grega com Marco Musuro, na famosa tipografia de Aldo Manucio, esteve sob a mesma regra na Academia Aldina, de não poderem falar senão em grego, sob pena de pagarem um contributo para um agape convivial. O Padre Henrique Henrique  imprimiu em caracteres tamil uma Vidas de Santos e uma Doutrina Cristã, permitindo assim que o tamil fosse a primeira língua não-europeia a ser impressa em caracteres móveis.
 Neste dia, 6-XI-1556, o Patriarca da Etiópia [e Oriente], Dom João Nunes Barreto, em Goa, escreve para Lisboa dando conta ao provincial dos jesuítas Luís Gonçalves da Câmara  não só do bom funcionamento do curso de Filosofia no Colégio de S. Paulo, como do começo da Tipografia na Índia, que chegara dois meses antes ao continente indiano, ao sair à luz hindustânica as Conclusiones Philosophicas que Francisco Cabral defendeu perante Padre António Quadros, seu professor no Colégio de S. Paulo: «António Quadros prega a filosofia. Houve conclusões públicas, que parecia que eram sustentadas em Coimbra, onde houve grande concurso de gente e padres (...) João   [Bustamante] imprimiu já estas conclusões e outras coisas, o que se faz já bem e muito melhor se fará cada vez mais ao diante. O índio é muito bem inclinado e amigo de se confessar muitas vezes; no mar nos serviu muito bem na cozinha e aqui mostrou saber bem da impressão; e de que o P. Francisco Rodrigues está contente e deseja outro. Neste colégio agora querem imprimir a Doutrina Cristã que fez mestre Francisco; espero que em Etiópia se faça muito fruito com essa impressão».                                             
  O rei D. João IV morre em 1656, com 52 anos de idade e o corpo é sepultado debaixo do sacrário da capela-mor de S. Vicente de Fora, com bela música, a que tanto se dedicara, a acompanhá-lo. Filho de D. Teodósio II, sétimo duque de Bragança e duma duquesa castelhana, manteve-se discreto durante a ocupação e espanhola e, hesitando em aderir à revolução dos nobre conjurados em 1640, foi sua mulher Dona Luísa de Gusmão, por sinal espanhola de nascimento mas portuguesa de afeição quem o espicaçou, ensinando-lhe: «Mais vale ser rainha uma hora, que duquesa toda a vida». No seu reinado, de apertada luta pela sobrevivência perante Espanha, mas vitoriosa, a opção do Brasil em vez da Índia começou a desenhar-se cada vez mais. Está sepultado no mosteiro de S. Vicente de Fora, no antigo refeitório transformado em refrigerante panteão real da Casa de Bragança e não só.
                                                           
7-XI. Morre neste dia em 1629 em Goa, Frei Sebastião de S. Pedro. Natural de Condeixa-a-Nova, partira para a Índia em 1582, como frade agostinho. Em 1614 escreveu a Recopilação das causas, porque o Imperador de Japão desterrou de seus Reinos todos os Padres, criticando a actuação dos missionários jesuítas, sendo refutado pelo provincial jesuíta Valentim Carvalho, na sua Apologia do Japão. Como bispo de Cochim entre 1615 e 1625, escreveu para a Mesa de Consciência e Ordens, em Lisboa, o organismo do Estado que fundado em 1532 superintendia o espiritual no Ultramar, queixando-se dos franciscanos no Ceilão. Esteve depois na Pérsia, onde os missionários eram tanto agentes comerciais e diplomatas como sacerdotes. Regressado a Lisboa, parte como bispo de S. Tomé de Meliapor, que governará de 1623 a 1625, defendendo-a contra os holandeses três meses; pelo seu conhecido destemor foi mandado pelo vice-rei na expedição contra o cerco dos holandeses em Paleacate, que será também levantado. Chegará depois a arcebispo de Goa e Primaz das Índias em 1625 e será construtor de templos, até em 1629, rasgar o véu que o separava do Templo da Eternidade e para aí se encaminhar. A luta pela sobrevivência dos portugueses era tão forte que não será fácil avaliar ou julgar estes monges militares que, não oferecendo a outra face, preferiam expulsar os, para eles, vendilhões do templo, neste caso os holandeses. 
O sábio historiador Luciano Cordeiro, vice-presidente da Comissão dos Monumentos Nacionais, lê o seu parecer As Obras dos Jeronymos, na sessão de 7 de Novembro de 1895, historiando as vicissitudes das reparações e reconstruções com que uma série de arquitectos e responsáveis destruíram e alteraram partes substanciais da Igreja e do mosteiro. Apresenta a visão do que se poderá fazer de mais harmonizador,  e defenderá o espírito do local: «No Monumento fundiu-se uma ideia; reside e perpetua-se nele uma intenção, um culto, uma consagração histórica que se quer respeitar desde que se quer conservar e restaurar o Monumento./ Se não se compreende, se não se sente, se não se respeita isto, parece hipocrisia o empenho e o cuidado da conservação material./ O monumento comemorativo de um feito que sintetiza e glorifica o nome, o esforço, a missão histórica de um povo através das idades e nações, não pode ser vazadouro ou asilo eventual de serviços e instituições avulsas sem carácter nem significado que com a dele condigna numa espontânea e nobre consonância moral./ Santa Maria de Belém é o Te-Deum que agradece e celebra a vitória da ideia, da fé e do esforço que alargaram o nome e a terra da Pátria portuguesa./ Como Santa Maria canta e celebra o triunfo do direito, da vontade, da razão das gerações que fizeram essa Pátria independente e soberana./ Completam-se e continuam como padrões do desenvolvimento de um povo no tempo e no espaço, na sua solidariedade histórica e na sua individualidade política. Pertencem à história desse país. São monumentos religiosos, menos já porque o sejam de uma crença mística do que porque o são da honra e do nome comum. Guardar, conservar, reparar, amoravelmente, devotamente, tais monumentos, - estes como tantos; - restituir aos Jerónimos, - que é o caso especial, oportuno, que nos preocupa, a continuidade, a integridade, a conclusão panorâmica, estética, monumental, nada mais honesto, mais digno, mais digno, mais afirmativo da nossa dignidade cívica e da nossa cultura moral. Mas não é tudo...» Admitirá então mais do que se tornar um Panteão, acolher a Torre do Tombo ou um Museu de Arqueologia. Luciano Cordeiro, um ser de visão alargada (e clarividente quanto ao museu), com vasta obra sobre os Descobrimentos.