segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Comemoração do aniversário da partida de S. Catarina de Ricci, a 2 de fevereiro de 1590, da Terra

                                            

Comemorando-se hoje mais um aniversário da partida da soror Catarina de Ricci, a 2 de Fevereiro de 1590,  para os mundos espirituais, aproximemo-nos com admiração e amor de alguns aspectos da sua vida e obra, e lembrando que no blogue encontram-se dois textos sobre ela e as comemorações da sua canonização. 

Nascida a 23 de Abril de 1522, numa família nobre florentina, numa casa chamada Riccardi, algo santificada pois nela a 19 de Junho de 1341 morrera S. Juliana Falconieri, foi baptizada no dia seguinte com o nome Alessandra Lucrezia Romola, e desde cedo mostrou as suas inclinações religiosas e piedosas e, ao que parece, estimulada pelo Anjo da Guarda que a acompanhava de muito perto.
                                           
                                      
Santa Juliana Falconieri
Morrendo a sua mãe muit
o cedo, aos 4  anos, o pai Pierfrancesco de Ricci casou-se com Fiammeta Diacceto, filha do humanista Francesco Diacceto, amigo e discípulo de Marsilio Ficino,  a quem este ao morrer, recomendara a continuação no labor da filosofia de  Platão, de quem ele traduzira do grego para latim a opera omnia. Deste casamento nasceram quatro irmãos e cinco irmãs, elas todas vindo a entrar no mosteiro do Prato. 

Fiammeta compreendeu facilmente quão elevada era a almazinha que lhe competia agora ajudar nos seus voos religiosos e piedosos, mas após algum tempo reconheceu mesmo ser ela quem se estava a tornar a sua mestra. Apoiaram-na assim quando ela quis ser educada por algum tempo num convento beneditino, cuja abadessa  era uma sua tia, irmã do pai, Ludovica de Ricci. 

 Aí o seu maior gosto era rezar e contemplar diante de uma representação de Jesus na cruz que muito a tocava. Aprendendo da sua tia e abadessa a rezar cinco Pai Nossos intercalados com a meditação nos cinco mistérios principais, Jardim de Gethsemane, Flagelação, Coroação dos espinhos, a via sacra da cruz e a crucificação e deposição, sentia tão fortemente o que imaginava interiormente que o seu corpo e face assumiam empática e supra-sincronicamente o sofrimento do mestre.

No mosteiro não se sentiu contudo acompanhada por religiosas que estivessem verdadeiramente no árduo caminho da perfeição, através da renúncia, da penitência, da abnegação, pois davam-se a certos gostos mesmo que religiosos que não se compadeciam com a regra de pobreza, algo que na época o austero Savonarola (1452-1498), de quem ela muito gostava ou admirava, numa carta a Pico della Mirandola (1463-1494), condenava como vaidades ou trivialidades, tais a decoração da cela, o breviário iluminado, as roupas, etc., pelo que regressou a casa dos pais, e começou a procurar um outro local recatado onde pudesse avançar na exigente ascensão cristã a que se sentia chamada.

Será o Mosteiro de S. Vicente do Prato, da Ordem dos Pregadores, ou dominicanos que a irá acolher e para sempre, recebendo em 18 de Maio de 1535 o hábito, o véu e o nome de Catarina, e nesse momento festivo recebeu logo uma visão bem inspiradora em que foi levada a um campo paradisíaco onde Jesus e Maria lhe apareceram e lhe deram a sentir o imenso amor divino que recebe quem renuncia às atrações ou alegrias do mundo. Viu ainda que havia no convento várias sorores cujo estado de perfeição ou santidade era tão grande que eram autênticos altares onde incessantemente era oferecido o sacrifício do fogo do amor.

Iniciava  bem apoiada por esta visão um  noviciado, quando tinha apenas 13 anos, que foi bastante difícil mas que conseguiu cruzar e no ano seguinte professar.  No meio das suas doenças e difícil adaptação à vida mais activa do convento, o espírito de Savonarola manifestar-se-á de novo, pois como algumas sorores tinham culto por ele, e havia relíquias suas,  um dia que estava mais uma vez muito doente, arrastou-se de noite até  ao altar que albergava as relíquias,  rezando fervorosamente e adormecendo, recebendo então uma visão forte de três frades dominicanos. Ao mais alto ela se dirigiu, perguntando quem sois vós, ao que ele respondeu, "a quem é que tu oraste para te curar? - Eu sou Jerónimo Savonarola e vim aqui para te curar. Mas terás de prometer obedecer sempre aos teus superiores e confessores, e amanhã confessares-te e comungares". E fez em seguida o sinal da cruz sobre ela e Catarina, acordando, viu-se curada, dando muitas graças, compondo mesmo uma Lauda aos três santos que a visitaram.

As suas doenças, desmaios, abstrações e raptos que até então suscitavam desconfianças, depois da confissão com Padre Timóteo, do que ela sentia ou recebia nesses momentos seja de Jesus e Nossa Senhora seja de santos, santas e Anjos, diminuíram, ficando a jovenzinha entregue ainda à irmã superior Madalena Strozzi a quem deveria contar diariamente tudo o que vivesse na sua interioridade, tal como a ele, o que Catarina passou a fazer.

Quando em 1540 sofreu um ataque da epidemia de sarampo, de novo esteve entre a vida e a morte e outra vez Savonarola veio até ela de noite, dizer-lhe que "gostaria de lhe salvar a vida, se tal fosse a vontade de Deus", fazendo então vários sinais da cruz sobre ela, no fundo transmitindo energias subtis curativas, e dizendo-lhe que não se devia levantar senão quando o enfermeiro autorizasse.

Vieram ainda outras doenças ou sofrimentos, curados uma vez por uma visão e intervenção de S. Tomás de Aquino, e outra pela aplicação das relíquias de Savonarola sobre ela. 

Na Páscoa de 1541 ao chegar-se à cruz que estava na capela do jardim teve uma visão fortíssima do sofrimento de Jesus crucificado, com pormenores extraordinários, tais o cabelo e a barba ensanguentados, os braços quase para o céu e o o tronco para baixo como se fosse partir, o sangue jorrando da chaga do lado e, no pé da cruz, uma poça de sangue e algumas mulheres lamentando-se. Foi a custo que se desprendeu da visão e do local, e regressou à sua cela onde o peso de tal sofrimento a prostrou por dez dias. 

Um mês depois teve a visão de Maria Madalena e Jesus visitarem-na na sua cela, resplandecentes, e pode beijar os pés e a chaga do lado. E a 6 de Junho de 1541  vivenciou a mudança do coração: após a comunhão, entrou num estado de rapto e foi levado à presença de Nossa Senhora que pediu a Jesus que lhe concedesse o que ela há tanto tempo pedia: um novo coração, ao que Jesus acedeu, no modelo de Maria, sentindo logo uma nova vida a circular em si,  a elevando-a muito de vibração, confessando até que passou a alimentar-se de respirar um ar ou energia celestial. 

No ano seguinte, em Fevereiro de 1542, começa a sentir intensamente, com a formação de marcas ou estigmasno seu corpo, os sofrimentos que Jesus passou na Paixão, mais concretamente do meio dia de Quinta-feira santa até Sexta-feira à noite, o que se repetirá durante dez anos, atraindo muitos religiosos e quem recebia licença para observarem tal transfiguração e mímica gestual que comovia e convertia muita gente, tanto mais que por vezes pronunciava certas exortações às freiras ou a pessoas, e noutras invocava Jesus, ou rezava por elas ou todos.

 Esta relação íntima  compassiva e mimética de Jesus, pela sua grande entrega interior e certamente por graça do Alto, fez-lhe surgir os estigmas, que outras pessoas chegaram a ver ora em luz, ora em ferida, ora em crosta. 

Tais êxtases da paixão tornaram-se tão famosos que o Provincial, o P. Francisco Romeo di Castglione e depois o Geral da Ordem, P. Alberto de las Casas, tiveram que a visitar para se certificarem de genuinidade ou não do que se passava, e homens doutos como eram, ao renderem-se à sua humildade, simplicidade e sabedoria, e ao sentirem poderosamente os seus êxtases transfigurativos aprovando-nos como reais, não permitiam que de ânimo leve se pusessem em dúvida tais ocorrências da graça divina, ainda que tal viesse a suceder.                                             
É o caso do seguinte Provincial, o P. Nicholo Michelozzi que duvidou e quis
também ele certificar-se. Chegando ao convento perguntou por Catarina e respondendo-lhe uma freira, que ela estava em êxtase, e com a mão sobre a cabeça, disse-lhe: - vai à sua cela, põe-te diante dela de joelhos, com as mãos dentro do hábito. Assim fez a soror Eufrazia Masalzoni  e Santa Catarina levantou a sua  mão e abençoou-a por três vezes na testa, e puxando-a, abraçou afectuosamente e despediu-a. Chegada esta ao Provincial e narrando-lhe o que se passara, este deu graças ao Espírito de Deus que estava nela, pois S. Catarina fizera tudo o que ele pedira interiormente.

Outros casos, impressionantes, de dissipação de dúvidas ou de conversão de incrédulos sucederam, tal o da soror Gabriel Mascalzoni, que viu na sua face a face de Jesus, mas alongaríamos demasiado este texto. Anote-se a justificação de Catarina: «Não sabeis que quem está em Amor-Caridade está em Deus, e Deus nele?»

Outro dos acontecimentos das grandes místicas, tais S. Catarina de Siena, S. Teresa de  Ávila, S. Madalena de Pazzi, S. Inês de Langeac,   é a experiência interior da união nupcial com Jesus, o que sucedeu a Catarina em 9 de Abril de 1542, dia da Páscoa, quando recebeu na sua cela Jesus, Maria, Maria Madalena, S. Tomás de Aquino e Savonarola, acompanhados de anjos musicais. Maria pediu a Jesus que a aceitasse como sua esposa, e este segurando a mão de Catarina tirou um anel de ouro brilhante da sua e pô-lo no indicador esquerdo, dizendo-lhe que doravante pertencia-lhe. Sem conseguir falar, foi a música dos anjos que ressoou então, e Jesus, ainda antes de  despedir-se,  recomendou-lhe as virtudes monacais e deu-lhe a  sentir a felicidade divina. Embora o anel passasse a estar sempre visível para a S. Catarina, apenas algumas pessoas recebiam a graça de o ver.

 Passado pouco tempo teve uma nova visão fortíssima de Jesus desprendendo-se da cruz que tinha na sua cela e vindo de braços abertos até ela, e dizendo-lhe que se queria refugiar nos seus braços e pedia à comunidade três procissões para diminuir os males ou crimes que tanto o entristeciam. Entrou num estado extático demorado e assim foi surpreendida e reverenciada pelas monjas. Foi S. Catarina que levou o crucifixo durante a primeira procissão, e tal cruz desde então foi muito venerada, ainda hoje subsistindo.

A sua correspondência com a família e pessoas amigas foi também um meio de serviço espiritual e de harmonização começado  então a realizar com bastante amor e sabedoria como podemos observar nas cartas conservadas, e que são muitas, com expressões de saudação bem valiosas, tais: «Eu, Soror Catarina, saúdo-o no amor de Jesus Cristo - desejando que em vós, meu pai, esta santo amor esteja perfeito; pois é ele que nos mantém em união com Deus, e nos torna queridos e aceitáveis por Ele, e que também nos guia  em todas as nossas acções com vizinhos, quer superiores, iguais ou subordinados.» ou ainda noutra carta: « Possa Jesus estar sempre no meio do seu coração, e inflamar-vos com o seu Amor sagrado, que é o que de mais elevado posso desejar para si.»

A fama das suas transfigurações nas quintas e sexta-feira santas atraíram muita gente, e os enviados papais vibraram também com elas e aceitaram-nas como sobrenaturais, reconhecendo igualmente nela uma sabedoria divina. Assim, em 21/12/1547, aos 26 anos foi eleita como sub-prioresa, e encarregada de ensinar as noviças, e começou um magistério bem valioso, seja de intercessão por almas, seja de cura e aconselhamentos, seja de orientação espiritual, e tão apreciado por todos que cinco anos depois em 1552 foi eleita unanimemente Prioresa, o que aceitou com muita relutância e humildade. E como tal função era bastante mais  absorvente pediu fervorosamente a Deus que lhe fizesse cessar os sinais da sua empatia com a paixão do mestre, o que terminou em 1554, embora continuasse sempre a ter momentos de visões fortes e êxtases, nomeadamente na Comunhão, nas orações da tarde ou mesmo no refeitório.  

  (Continua, mas saudemos santa Catarina e peçamos as suas bênçãos... 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Vladimir Soloviev. "Faça-se a Tua vontade". Duas breve regras do discernimento da Vontade Divina. A Justificação do Bem.

https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2023/05/vladimir-soloviev-vida-e-obra-santa.html

 O notável filósofo russo, tão precoce quão genial, Vladimir Soloviev (1853-1900), no seu livro A Justificação do Bem. Ensaio de Filosofia Moral, publicado em russo (Оправдание добра) nos últimos anos da sua vida, em 1897 e 1899, embora empreguemos a tradução francesa de T.D.M., publicada na Aubier em 1939, pesquisa, especula e demonstra com profundidade o que é o Bem.
                                 
A obra, dividida em trê
s partes, O Bem na Natureza Humana, O Bem vem de Deus, O Bem através da História da Humanidade, tem muitíssimas páginas de grande qualidade, dos quais anotámos algumas, e transcrevemos da 2ª parte, do capítulo O Princípio Absoluto da Divindade um segmento bem concentrado e valioso, pois pode auxiliar-nos a discernir melhor como agir a partir do bem humano consciencial, que se baseia no pudor, na piedade e na reverência, o qual gera  o altruísmo e as virtudes,  permitindo-nos intuir sentidamente a vontade Divina ou o Bem que vem de Deus, o qual nos alegra, guia e aperfeiçoa:
«O dever moral da religião
 exige de nós que unamos a nossa vontade à vontade de Deus. Mas a vontade divina abraça tudo; e, ao  unir-nos a ela, ao por-nos em harmonia com ela, nós obtemos por isso mesmo uma regra absoluta e universal de acção. A ideia de Deus, que a razão deduz dos dados da experiência religiosa verdadeira, é tão clara e definida que nós podemos todos saber, se somente nós o quisermos, o que Deus exige de nós. Antes de tudo mais, Deus quer de nós que lhe sejamos conformes e semelhantes; nós devemos manifestar a nossa afinidade interna com a Divindade, a nossa capacidade e a nossa determinação de atingir a perfeição livre. Esta ideia pode-se exprimir sob a forma da regra seguinte: Tem Deus em ti.
Aquele que tem Deus em si considera todas as coisas segundo o pensamento de Deus ou «do ponto de vista do absoluto». A segunda regra é portanto: Considera todas as coisas à maneira de Deus.»

Eis um bom desafio quanto ao discernimento da vontade divina, para o qual Soloviev condensou bem os dois mantras anteriores, que podem ser facilmente meditados e aprofundados, ou rezados, como ele nos disse, num texto já transcrito no blogue: «Aquele que não ora, ou seja não se associa pela sua vontade à vontade suprema, ou falta-lhe a fé Nele, não crê no bem ou então pensa ser ele próprio possuidor absoluto do bem, considerando a sua vontade própria como perfeita e toda poderosa. Não acreditar no bem é a morte moral. Crer que se é a  origem e a fonte do bem é a demência. Acreditar na fonte divina do bem, dirigir-lhe as orações e abandonar-lhe em tudo a sua vontade, é a suprema sabedoria e o princípio da perfeição moral.» ...   Crer-querer é poder...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Memorial de Svetoslav Roerich (1904-1993). Com vídeo das suas pinturas e música de Vangelis.

                                        

Comemora-se a 30 de Janeiro a data da partida em 1993 para os mundos espirituais do notável pintor, pensador e mestre espiritual Svestolav Roerich, filho de Helena e Nicholas Roerich.
Agradecendo a sua passagem tão cr
iativo quão bela e harmonizadora na Terra, partilhamos um pequeno vídeo de pinturas suas e a música de Vangelis, e alguns extractos sobre ele e dele.

Já lhe consagramos textos: 1º https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/celebrar-o-aniversario-de-svetoslav.html.
2º https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/a-pedagogia-do-belo-e-do-bem-no-pintor.html
3ºhttps://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/memorial-svetoslav-roerich-1904-1993.html
4ºhttps://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/devika-rani-pintada-pelo-seu-marido.html
5º https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/a-sabedoria-do-pintor-e-mestre.html
6ºhttps://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/11/pensamentos-de-svetosav-ou-sviatoslav.html
                                               
Eis um texto escrito por Olga Brodatskaia, dum grupo russo do Agni Yoga e enviado por uma amiga russa, Elena Levintova, dialogante no Vk.com e muito ligada aos ensinamentos do Agni Yoga:
«Servir a Beleza é a melho
r oferenda do espírito humano. Tal serviço só é possível depois de se realizar (alcançar, intuir) a Beleza interior. Quando as pessoas se tornam portadoras do belo, então elas, em todas as suas manifestações,  verdadeiramente servem o Belo.
Hoje honraremos a memória d
o servidor da Beleza, Svetoslav Roerikh. Em todas as esferas da sua atividade, ele manifestava um belo principio ou começo, característico da sua natureza espiritual.  Ele impulsionava a humanidade para esse alto princípio, deixando o atrás de si o lema buscar ou demandar o belo. Svetoslav foi um exemplo de um homem do futuro, no qual tudo deve ser perfeito. Ele sabia do grande poder salvífico da Beleza e preencheu cada dia que viveu com ela. O legado de sua criatividade espiritualidade, deixado para a humanidade, é uma altíssima oferta para o bem e para a prosperidade da vida.»

Mais textos ou palavras de Svetoslav Roerich. Nikolaevich Roerich
Do livro A Mensagem da Beleza, de Liudmila Shaposhnikova, que acoapanhou muito Svetoslav: «Talvez não haja outra frase que tenha desempenhado na vida e nos pensamentos de Sviatoslav Nikolaevich o mesmo papel que esta. Para ele, as palavras "Vamos procurar o belo" eram como uma frase-encantante. Ela soava especialmente nos seus lábios no final de 1989, quando veio ao nosso país para organizar o Fundo Roerikh Soviético. Ele assinava as suas fotografias com ela, mencionava-a em quase todas as entrevistas que dava a jornais e revistas, e pronunciava-a na  televisão. Para ele, ela estava cheia do significado  mais profundo.
                                          
De um artigo escrito
em 23 de setembro de 1991 para o jornal Pravda «A Rússia está predestinada a um grande papel, essencialmente cósmico, na Terra. Vamos olhar para o futuro, um futuro brilhante, e estarmos confiantes de que algo verdadeiramente maravilhoso está guardado para nós. A própria natureza resolverá e organizará tudo. Vamos olhar com expectativa o futuro maravilhoso que espera a Rússia. E veremos esse futuro!... Só que temos de estar prontos para aceitar esse futuro maravilhoso.»
                                            
N. D. Spirina, e
screvia em 1994: Ao lembrarmos hoje  Svetoslav Roerikh, procuramos avaliar, na medida da nossa consciência, não apenas a grande importância das suas telas de pintura, mas também das suas palavras dirigidas a nós. Nelas está o programa de ação para chegar à luz do futuro. Ele disse: "Em todos os períodos, todas as pessoas verdadeiramente grandes foram obcecadas por um único desejo – construir uma sociedade mais perfeita e humana." Essa construção começa em nós mesmos, pois cada um de nós é uma partícula dessa sociedade. Svetoslav Roerich não oferece nenhuma receita sobrenatural para esse auto-desenvolvimento. Tudo é muito simples e acessível a qualquer pessoa que queira. Cada dia se torna-se um pouco mais harmonioso e melhor do que ontem. Fazer o seu trabalho hoje melhor do que ontem. Aprender a ver a beleza tanto no mundo que nos rodeia, quanto na natureza e na arte. "A felicidade está em nós mesmos", diz ele. E apela para se acreditar no futuro. "Se olharmos para a humanidade como uma única família, onde o bem-estar e a vida de cada um dependem do bem-estar e da vida dos outros, então muitos problemas desaparecerão por si só." "Um Novo Mundo está chegando, lindo, maravilhoso, que trará consigo as nossas melhores esperanças."

                             

Larry C. Johnson e o Coronel Larry Wilkerson: One Strike Away from Global Chaos. Um vídeo em inglês.

Dois bons conhecedores do imperialismo norte-americano, por dentro, Larry C. Johnson, antigo membro da CIA e o Coronel Larry Wilkerson, especulam acerca da situação mundial, norte-americana e sobretudo quanto ao ataque iminente prometido por Trump, o Pentágono, a CIA, Israel e mesmo à NATO,  pois Merz, Macron e Starmer já enviaram para as bases americanas na região uma série de aviões bem municiados de mísseis, à luminosa e heróica República Islâmica do Irão, e demonstram no decorrer da conversa os vários tipos de opressão e criminalidade dos sucessivos governantes ocidentais na sua hubris desmedida de que querem ser os donos do mundo humano, que pelo contrário se quer divinamente multipolar e equitativo.

                         

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Alexander Dugin, Multipolaridade pela força. Entrevista no programa Escalation da Sputnik TV. O presente e o futuro da guerra do Ocidente e Ucrània contra a Rússia. Como se deverá agir?

                 MULTIPOLARIDADE PELA FORÇA 
Alexander Dugin sobre a Soberania e intensificação da luta pelo poder num mundo sem regras.
Extensa conversa a 27 de  Janeiro de 2026 de Alexander Dugin no programa Escalation da Sputnik TV, na qual o notável filósofo e geo-estratega, pai da sábia e martirizada filósofa Dara Dugina, passa em revisão as relações entre o Ocidente e a Rússia, denuncia a mentalidade violenta e opressiva da hegemonia ocidental e defende que a Rússia tem de afirmar-se com mais assertividade perante a selvajaria ocidental, liderada por Trump, e a nova regra da moral da força, aconselhando mesmo a união mais estreita da Rússia com o Irão, e alertando para o perigo do infinito dólar poder comprar demasiada gente e destruir os esforços da multipolaridade.
 Anfitrião: Vamos começar a discutir as negociações realizadas recentemente em Abu Dhabi, que sem dúvida capturaram a atenção de todo o mundo. É a primeira vez desde o início da Operação Militar Especial que ocorre uma interação trilateral na qual representantes da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos sentaram-se à mesma mesa. Naturalmente, o vazio informativo foi imediatamente preenchido com numerosas teorias: o que exatamente foi discutido e que acordos, se os houve, foram alcançados.
Há extremamente pouca informação oficial. Temos apenas uma declaração de Volodymyr Zelenskyy, que mais uma vez levantou a questão territorial e afirma que um documento sobre as garantias de segurança para a Ucrânia chegou a ser acordado "cem por cento." Nisso, ele permanece fiel a si mesmo, continuando a transmitir a sua narrativa familiar. Muito mais interessante, no entanto, é a posição do lado americano. Os representantes dos EUA—Steve Witkoff em particular—falam de um "avanço sério" e descrevem as discussões como construtivas. Os funcionários americanos enfatizam que os participantes trataram-se com nítido respeito e demonstraram uma disposição genuína para compromissos.
Isso levanta a principal questão: o que devemos esperar daqui para frente? As reuniões em Abu Dhabi tornar-se-ão o passo decisivo rumo a um resolver pacífico, ou são apenas mais uma forma de camuflagem diplomática?

Alexander Dugin: Do meu ponto de vista, esperar a paz neste momento é inútil: as condições em que nos encontramos são totalmente inadequadas para isso. No melhor dos casos, poder-se-ia falar de um cessar-fogo temporário. Por trás das declarações secas do nosso lado russo e dos relatórios moderadamente optimistas dos americanos, encontra-se um impasse.
Se retrocedermos um pouco no processo, de volta às negociações em Anchorage, Alaska, lembraremos que nosso presidente Vladimir Putin propôs a Donald Trump as condições sob as quais a Rússia estaria disposta a concordar com um cessar-fogo. É importante entender que essas condições estavam significativamente abaixo do que realmente exigimos. Este foi um gesto de boa vontade, uma disposição para compromissos substanciais—embora não fatais. Para parar o derramamento de sangue, havia apenas uma saída: aceitar esta, para dizer o mínimo, proposta benevolente da Rússia.
Trump entendeu isso. Ele compreendeu até onde Vladimir Putin estava disposto a ir: em essência, o presidente estava pronto para suspender as hostilidades sem alcançar a gama completa de objetivos estabelecidos no início da Operação Militar Especial. Naquele momento, nosso plano não previa a desnazificação completa ou a desmilitarização total. A discussão dizia respeito ao controle sobre a RPD [República Popular de Donetsk] e a RPL [República Popular de Lugansk], nossa presença militar nas regiões de Zaporizhzhia e Kherson, e uma série de outras exigências. Isso foi muito menos do que poderia ser considerado uma vitória completa—concessões muito sérias que, por uma série de razões (o presidente sabe melhor aqui), decidimos fazer.
Trump percebeu isso e começou a promover o nosso plano, já que, do ponto de vista dele, era vantajoso para o Ocidente e para a Ucrânia: a Ucrânia permaneceria como um sujeito, e nós até concordamos com certas garantias de sua segurança (sem a adesão à OTAN e sem o desdobramento de exércitos massivos). A nossa proposta foi genuinamente generosa em relação ao adversário—mal se poderia desejar algo melhor.
Ainda assim, isso não os deteve. Uma sabotagem total de "Anchorage" [ou dos seus possíveis acordos] começou. A União Europeia, a Grã-Bretanha e, claro, Zelensky começaram a apresentar contra-exigências: um cessar-fogo imediato, a introdução de tropas da OTAN no território legalmente reconhecido da Ucrânia e garantias ampliadas. É exatamente isso que Zelensky repete quando afirma que "concordou com algo" (na verdade, mais com os europeus do que com os americanos).
O próprio Trump, devido à sua impulsividade e natureza errática, rapidamente perdeu o foco nesses acordos. Após a captura de Maduro, o escândalo em torno da Gronelândia e no meio dos preparativos para uma nova fase da guerra com o Irão, o plano de Anchorage foi empurrado para a periferia de sua atenção. Por inércia, ele começou a falar-nos no seu estilo habitual: dando ordens, ignorando obrigações, aplicando pressão e fazendo ameaças.
Suas mensagens mais recentes resumiram-se a exigências para que cedessemos aos requisitos dos europeus e de Zelensky: assine tudo imediatamente, e é isso. Na verdade, Trump começou  tratar-nos como vassalos. Infelizmente, ele não possui nenhum modelo de parceria ou de relações dignas e aliadas. No mundo dele, existem apenas inimigos a serem destruídos ou vassalos e escravos. Como mostramos boa vontade e disposição para compromissos, em sua lógica não somos inimigos—e se não somos inimigos, então devemos ocupar o lugar de servos obedientes. O seu pensamento não permite uma terceira opção. [Excelente discernimento e desvelamento do primarismo psíquico de Trump e da maioria dos políticos norte-americanos, habituados há décadas a impôr violentamente os seus arrogantes e gananciosas interesses, sempre cobertos por hipócritas defesas dos direitos humanos e destruição dos regimes do "Mal", eles sendo os senhores e o juízes do Bem.]

Apresentador: Porque é que tal se desenrolou exatamente dessa maneira? Estará ligado ao sucesso na Venezuela, com a própria captura de Maduro?

Alexander Dugin: A questão é que Trump pensa em ciclos curtos. Porque Zelenskyy e a União Europeia sabotaram muito habilmente os acordos de Anchorage no estágio inicial, arrastando o processo e avançando condições inaceitáveis, conseguiram atrasá-lo e efetivamente desfocá-lo. E Trump simplesmente esqueceu o que se tinha chegado a acordo. Ele esqueceu-se do que tinha sido avisado: a opção proposta era o limite do nosso compromisso—não iríamos além disso e não discutiríamos nada além disso.
Sob a influência do sucesso na Venezuela e de sua política barulhenta, quase no estilo cowboy e hooligan, Trump sucumbiu à tontura do sucesso. Os seus métodos terroristas à escala global estão a dar resultados e ele sente que não há mais limites. É por isso que  começou a tratar-nos como se fôssemos vassalos. Mas não toleraremos isso. Sim, formalmente observamos o protocolo: enviamos representantes militares para Abu Dhabi para que, com rostos eslavos calmos, pudessem olhar para essa escória frenética, e depois chamámo-los de volta. Não comentámos os resultados porque não há nada para comentar.
O nosso presidente cumpre rigorosamente as suas promessas e não pode simplesmente declarar a rejeição do "espírito de Anchorage", mas esse espírito em si já não existe. Eles estão a tentar pressionar-nos e nos humilhar. Um jogo muito subtil está em andamento: não nos retiramos do processo apenas para demonstrar a nossa capacidade de acordos e não elevar o nível de escalada de forma muito abrupta. Na realidade, no entanto, essas negociações estão condenadas. Assim que Trump começou a levar em conta as exigências da União Europeia e da Ucrânia—que são categoricamente inaceitáveis para nós—ele riscou tudo o que havia sido discutido no Alasca. Agora isso é apenas uma rotina que não leva a lugar nenhum.
Trump está a oferecer-nos um modelo de relações humilhante que é inaceitável para a Rússia. No entanto, ainda não estamos prontos para passar para o próximo nível de confronto. E o próximo passo já seria mais do que apenas palavras sobre mísseis. Se a Ucrânia e a OTAN forem mais longe, esgotaremos o recurso das ameaças. Não poderemos mais ameaçar—teremos que atacar. Até que avancemos para essa ataque, deixemos negociadores como Witkoff e Kushner  deslocarem-se por Abu Dhabi ou virem a Moscovo: aqui é limpo, é seguro, podem andar à vontade. Esta é uma via diplomática completamente estéril.
O problema é que o Ocidente nunca acreditou na nossa verdadeira soberania geopolítica. Certas falhas durante a Operação Militar Especial foram interpretadas pelo inimigo como evidência de fraqueza e falta de determinação. A dado momento, perdemos a oportunidade de uma resposta severa, confiando na racionalidade ocidental—mas não há nenhuma; eles entendem apenas a força. Tendo perdido a oportunidade de demonstrar essa força num nível intermediário, agora encontramo-nos numa situação onde o próximo passo para afirmar a nossa agenda geopolítica exige uma escalada extrema das apostas. Neste momento, não vejo como é que um conflito nuclear pode ser evitado porque no Ocidente ninguém mais leva a sério as declarações sobre o "Poseidon" e o "Burevestnik" [sistemas de armas estratégicas russos].
Há muitos alvos que poderiam ser atingidos. Por exemplo, poder-se-ia destruir completamente o bairro governamental em Kiev, de modo que ele simplesmente deixasse de existir. Mesmo que não atingíssemos a liderança militar-política desse regime terrorista, eles ainda seriam forçados a esconder-se em bunkers e a mover-se pelo subsolo através de sistemas de esgoto. Poderíamos ir mais longe—esfriar o ardor dos inimigos europeus mais russófobos e mais agressivos. Não acho que ainda tenhamos amadurecido para o uso de armas nucleares estratégicas, mas devemos estar preparados para isso. Se o Ocidente, com o qual estamos lutando na Ucrânia, nos nega o direito à soberania, não temos outra escolha senão provar isso por qualquer meio disponível.
Formas mais simples de demonstrar a nossa seriedade e poder estratégico foram, infelizmente, perdidas por nós, pois acreditávamos que seria possível lidar com tipos convencionais de armas. Entretanto, a escalada continua, passando para um novo nível: não houve des-escalada de nenhum dos lados. Pelo contrário, o inimigo está a inflamar a situação, e somos forçados a responder. O momento chegou em que todos estão esperando o nosso ataque. O mundo está paralisado em antecipação: por que, como, com que força e efeito responderemos? Fazê-lo é fundamentalmente necessário. [Dugin, neste ponto, é bem mais drástico que Putin e o Kremlin]
As acções têm consequências, mas a inacção também. Se não atacarmos, confirmamos aos olhos do inimigo a nossa incapacidade de agir. Na política contemporânea de interação com o Ocidente, já não existe mais o conceito de contenção racional. Só existe "Eu posso" ou "Eu não posso." Ou você transforma seu inimigo em Gaza, ou Gaza se transforma em você. É uma fórmula monstruosa e horrível que preferiríamos nunca ouvir, mas não somos nós que a ditamos. Repito: ou Gaza é seu inimigo, ou Gaza é você.
Tentativas de traçar linhas vermelhas, deslocá-las, fazer declarações ou entrar em compromissos—nada disso funciona mais. Não funciona nem nas relações entre os Estados Unidos e a União Europeia quanto mais connosco. O único argumento agora é a acção eficaz. As palavras foram desvalorizadas. Trump simplesmente sequestrou o presidente soberano interino da Venezuela, anexando efetivamente o país em duas horas e declarando as suas riquezas como suas. Este é um acto direto de terrorismo internacional, um atropelo de todas as normas, mas Trump diz abertamente que o direito internacional não existe.
Podemos estar moralmente indignados com isso, mas não temos outra alternativa senão aceitar essas regras do jogo. Moralmente correto agora é o que a Rússia considerar moralmente correto. Devemos fazer o que podemos e o que queremos, porque é exatamente assim que eles nos tratam. Esta é uma entrada em um sistema de coordenadas completamente novo, onde tudo é decidido pela força—demonstrada de forma convincente e aplicada de maneira eficaz. Se não entrarmos neste sistema por conta própria, seremos empurrados para dentro dele à força.
Portanto, as negociações com os Estados Unidos estão completamente esgotadas. Eles continuarão apenas "por uma questão de forma," como uma inércia sem sentido do mundo da vida, simplesmente para evitar irritar Trump psicologicamente mais uma vez. Mas a bola está do nosso lado. Devemos desferir um golpe muito sério, contundente e vívido. Contra quem exatamente—isso é para o presidente e os estrategistas decidirem. Mas em uma luta sem regras, quem não ataca acaba sendo atacado. Se você pede paz no momento em que seu oponente ataca, você recebe um golpe duplo.
Devemos designar um objeto para a justa retribuição e demonstrar poder. Nossa inacção agora é tão eficaz quanto a acção, apenas no sentido oposto e catastrófico. Atacar é arriscado, mas não atacar é ainda mais perigoso. Continuar a guerra é arriscado, mas parar agora significaria reconhecer uma catástrofe.
Eu analiso cuidadosamente a imprensa ocidental e americana. A situação na Ucrânia não me preocupa—já está clara: Zelenskyy vai sabotar qualquer paz até o fim, já que a guerra é a única maneira de  sobreviver fisicamente à frente do regime. Acredito que devemos destruir este regime terrorista e toda a sua liderança o mais rápido possível, por qualquer meio e a qualquer custo. Esse é o caminho mais curto para a paz, para a vitória e para a defesa da soberania. A era dos ataques preventivos chegou. Quem der o primeiro golpe eficaz ganhará não apenas tempo, mas o futuro.
Um ataque poderoso e corretamente direcionado contra o inimigo pode ser a única maneira de acabar com esta guerra.

Apresentador: Mas aqui está a questão: haverá algum futuro se todos os lados começarem a realizar tais ataques preventivos?

Alexander Dugin: Se todos começarem, o futuro provavelmente não chegará. Mas o problema é que, se formos tardios nesse processo, o futuro não chegará precisamente para nós, enquanto para eles pode muito bem acontecer.
Este é um ponto criticamente importante e fundamental: já estamos dentro da Terceira Guerra Mundial. Sim, tudo pode acabar da maneira mais trágica. Mas para nós, o final será catastrófico de qualquer forma se não conseguirmos a vitória. Esta é a essência: ou os paramos, ou não existiremos mais.

Apresentador: Gostaria de falar um pouco mais sobre a transformação da ordem mundial, na qual o direito internacional deixa de funcionar e tudo começa a ser decidido exclusivamente pela força. Portanto, todos agora são obrigados a provar o seu direito a um lugar ao sol através de ações, e a Rússia não é excepção.
No entanto, um ditado bem conhecido vem imediatamente à mente: Não discutas com um tolo, ou ele  arrastar-te-á para o nível dele e depois esmagar-te-a com a experiência. Algo semelhante pode acontecer aqui? Os Estados Unidos, objetivamente, começaram a tornar-se mais ousados, especialmente após o sucesso na Venezuela. Vemos seus apetites em relação à Gronelândia, México, Cuba e Irão. Se entrarmos neste jogo pelas regras deles, não perderemos essa própria auto-concepção de nós mesmos como uma força racional e, se preferir, "adequada" neste mundo?
 Alexander Dugin: Provar que somos racionais em um hospício é o esforço mais fútil que se pode imaginar. Lidar com um idiota agressivo enquanto cumpre todas as regras de polidez e correção, dirigindo-se a ele formalmente e avisando-o das consequências—isso, por sua vez, também é um sinal de idiotice. Se o direito internacional já não existe (e ele já não existe,  é assim mesmo), então apelar a ele é inútil. Está morto, porque os principais actores decidiram que ele não existe.
Para estabelecer novas regras, devemos primeiro vencer esta luta. Numa ala de pacientes violentamente doidos, para reivindicar o papel de enfermeiros ou médicos, é preciso primeiro colocar todos os pacientes de volta aos seus lugares. E eles estão agora fora das enfermarias, cada um agindo de acordo com a sua própria estratégia. Algo mais está a tomar forma agora: uma lei internacional terminou, e uma segunda está sendo delineada neste momento—não através de declarações, mas através de acções concretas.
Hoje, o que tem sucesso torna-se a norma. Trump conseguiu sequestrar o presidente de um país soberano. Portanto, isso agora é a norma. Desafiá-lo é inútil. Para sermos ouvidos, precisamos sequestrar algum presidente ou algumas figuras-chave da mesma maneira rápida e dizer: "Olha, Trump, é isso que você faz, e aqui estão as consequências." Podemos jogar esse jogo também. Vamos trocar seus vassalos pelos nossos. Não podemos permitir que um lado mude a situação mundial através de seu comportamento maníaco. Se tudo ficar impune para Trump (e até agora ficou), então a nova “lei internacional” se tornará aquele mesmo “Conselho de Paz” ao qual ele convida a todos: Trump e seus vassalos, prontos para aplaudir qualquer gesto agressivo de Washington.
Ele está apagando a antiga ordem mundial e afirmando a hegemonia unipolar. Isso categoricamente não nos convém. E não temos outra escolha senão confrontar um maníaco agressivo no seu próprio nível. Qualquer outra opção está simplesmente fora de questão. É necessário aceitar as condições de uma luta sem regras, reivindicar o que é nosso e construir uma nova ordem com base em ações decisivas. A situação está volátil em todos os lugares. No Oriente Médio, Israel está cometendo um genocídio em Gaza—e daí? A indignação universal causou alguma reação, por menor que fosse, no rosto de Benjamin Netanyahu? Não. Os Estados Unidos estão se preparando para uma invasão do Irão. Eles são capazes de fazê-lo e procedem de acordo.
Dizer em tal situação que somos "contra" ou "a favor da amizade" é a lógica do Cheburashka [animal de desenho animado soviético]. E os Cheburashkas são tratados de acordo. Precisamos restaurar o respeito por nós mesmos através do medo. Nossa contenção hoje não vale nada; é percebida como fraqueza e um convite à escravidão. Estamos sendo empurrados muito rapidamente para uma situação que não se assemelha nem mesmo à União Soviética, mas ao caos sem sujeito dos anos 1990. Eles estão tentando privar-nos de soberania, oferecendo em troca migalhas de nossos próprios activos congelados para que, por exemplo, possamos abrir o espaço aéreo para uma futura guerra dos EUA com a China.
Entendo que dentro da elite governante [russa] ainda existem camadas—as chamadas "sextas colunas"—que estão prontas para concordar com isso, desde que as suas contas sejam descongeladas. Mas isso contradiz absolutamente o curso do presidente e a mentalidade actual da sociedade. Já pagamos um preço muito alto pela soberania para parar pela metade. Temos apenas uma opção: a vitória. Os compromissos estão esgotados.
O direito internacional que existia antes foi o resultado de uma vitória extraordinariamente difícil na Segunda Guerra Mundial. Se Hitler tivesse vencido, a Rússia não existiria, e nós seríamos escravos. Trump está propondo algo semelhante: "Tornem-se escravos e vocês viverão bem; talvez chamemos vocês de vassalos felizes." Não temos escolha. Deve-se lidar com um maníaco com severidade. Qualquer tolerância aqui será interpretada como derrota.

Apresentador: Se alguém se coloca no lugar de Donald Trump, a lógica de suas ações parece assustadoramente eficaz. Ao fazer tais movimentos contra a Venezuela, ele certamente calcula as possíveis reações, tanto de Vladimir Vladimirovich [Putin] quanto de Xi Jin ping. Ele entende a composição psicológica deles e como operam dentro de certas regras. Mas a lógica interna das ações de Trump parece quase impossível de prever.
Isso é mesmo possível nas condições actuais? Está ele movendo-se numa direção claramente calibrada, ou é caos? E se for caos, poderá haver, no entanto, uma única lógica de ferro correndo por ele? Vemos essa pressão em todo lugar: Gronelândia, México, Cuba, Irão. Às vezes, parece que ele é simplesmente mais ousado do que todos os outros.

Alexander Dugin: Claro, Trump tem uma estratégia, e por trás de suas acções há uma linha clara que não é tão fácil de entender à primeira vista. Porque ele se sente no direito de sequestrar Maduro, um aliado da Rússia e da China, o presidente em exercício de um país soberano? Porque ele tem certeza absoluta de que nada será feito contra ele, nem por nós nem pela China. Isso se aplica ao Irão e a qualquer outra região. À medida que essas travessuras ficam impunes, como ele não perde nada e não sacrifica nada, o equilíbrio no mapa geopolítico se desloca. O seu comportamento torna-se cada vez mais audacioso e unilateral.
Esta é a restauração da hegemonia—mas não do Ocidente coletivo, apenas dos Estados Unidos da América. Trump está fazendo isso com sucesso e de forma consistente, o que é realmente assustador. Sem encontrar obstáculos, ele chega à conclusão de que do lado do mundo multipolar não há ninguém, ou há alguém tão fraco e letárgico que pode ser ignorado.
Acho que chegou a hora de responder ao desafio com desafio. Trump pegou Maduro? Tudo bem—então vamos levar Zelenskyy. Ou, digamos, sequestrar Netanyahu pelo que ele fez aos palestinianos, e depois decidir se o devolve ou não. Poderia-se trocar Zelenskyy por Maduro. Não se trata nem mesmo de personalidades—poderíamos tirar Kaja Kallas diretamente da Estónia, junto com a própria Estónia. O que importa aqui é o princípio: se um desafio não for respondido, o resultado fica 1–0 a favor deles, e então a derrota completa aproxima-se. Estamos lidando com um oponente calculista. Quanto mais permitirmos que ele aja com impunidade, mais tributos ele exigirá, e menos peso terá a nossa palavra.
Trump pode ser interpretado: ele está agindo estrategicamente nos interesses dos Estados Unidos, restaurando a Doutrina Monroe no Hemisfério Ocidental. Mas ele invade o Hemisfério Oriental e o Oriente Médio apenas porque ninguém o obstruí. Agora é necessário criar problemas colossais para o Ocidente como um todo. Talvez não possamos atingir a própria América no momento, mas há muitos outros alvos. Trump toma uma de nossas peças—vamos tomar uma deles, como Jolani, por exemplo. Por que não prendê-lo por crimes na Síria? Isso nem nos ocorre, mas deveria. [Algo exagerado, pois seria outro pântano de múltiplas facções e corrupções]
Agora assemelhamo-nos a uma galinha ao redor da qual um círculo foi desenhado com giz. É fisicamente capaz de ultrapassá-la, mas está hipnotizado pela linha e morrerá de fome, não se atrevendo a cruzá-la. Estamos constrangidos por paredes que não existem. Seguimos regras que já não existem e que ninguém segue. O principal é acordar e aceitar as realidades do novo mundo. Isso não é um apelo à crueldade cega; é um apelo a ações simétricas ou assimétricas. A inação de hoje também é uma acção, apenas com consequências negativas. Em algumas situações, adiar se torna criminoso.
Precisamos de nos sacudir e realizar várias ações que restaurarão não apenas o respeito, mas o terror diante do poder russo. Isso se tornará o argumento para qualquer diálogo futuro. Sim, estamos avançando na frente, mas para o Ocidente isso é pouco convincente. Usamos o Oreshnik [míssil hipersónico russo], mas foi esquecido após quinze minutos. Precisamos de eventos que não possam ser ignorados. Em princípio, a cidade de Kiev já deveria ter deixado de existir há muito tempo, se agíssemos pelos métodos dos nossos opositores. Perdemos nossas cidades e as vimos destruídas durante a Grande Guerra Patriótica, quando estavam sob ocupação. A história não pode ser enganada.
Continuamos a viver em ilusões: ordem mundial, poder nuclear... Mas as potências nucleares perdem guerras se suas armas não forem um argumento real, respaldado pela disposição de usá-las. No Ocidente, eles se lembram de como nos arrastamos de joelhos diante deles na década de 1990, e  tratam-nos de acordo com isso. Após o colapso da União Soviética, perdemos a dignidade. Ao prolongar a Operação Militar Especial, fizemos o inimigo acreditar que somos fracos. Se não restaurarmos as nossas posições agora, essa etiqueta ficará permanentemente fixada. [Dugin bem mais exigente que Putin e o Kremlin...]
Acontece que não estamos simplesmente a defender a soberania; estamos a lutar pelo próprio direito de tê-la. À medida que fica claro, o que anteriormente considerávamos soberania não era soberania alguma. A nossa reivindicação de independência encontrou uma resistência feroz. Dizem-nos: "Vocês não são soberanos—provem o contrário." Essa prova só pode vir através de uma acção em grande escala e inequívoca.
Glorificamos Oreshnik, e eles não notam isso. Se um ataque não é notado, então ele não aconteceu. Mas o sequestro de Maduro em duas horas—isso é uma palmada que não pode ser ignorada. A apreensão do nosso petroleiro, a detenção dos nossos marinheiros—amanhã todos farão o mesmo se não houver uma resposta decisiva.
Precisamos jogar essa carta, mesmo que em território ucraniano, mas de tal forma que todo o Ocidente estremeça. Eles não nos amarão, mas mais uma vez nos temerão—e, portanto, nos respeitarão e levarão nossos interesses em consideração.

Apresentador: Primeiro, deixe-me fazer o necessário aviso: o Estado Islâmico é designado como uma organização terrorista na Rússia. Mas, no contexto das suas palavras sobre a necessidade de realizar atos concretos de retaliação, estamos agora testemunhando uma ameaça extremamente séria ao Irão por parte dos Estados Unidos. Você acredita que é possível considerar, como um desses "actos de afirmação da soberania", por exemplo, a participação direta de nossas forças armadas na defesa do Irão?
 Alexander Dugin: Sem dúvida, isso seria o mais acertado a fazer-se. Sob quaisquer circunstâncias não devemos abandonar o Irão. Mas como isso pode ser feito? Recentemente, apareci na televisão iraniana e disse diretamente: a única maneira de vocês resistirem a uma nova guerra é criar um estado de união russo-persiano no modelo da Rússia e Bielorrússia. Não há nada de imprudente nisso. Olhe para o Trump—ele está tomando passos muito mais radicais. Precisamos de agir rapidamente: estabelecer o status de estado aliado e garantir a soberania do Irão com as nossas armas nucleares. Caso contrário, está acabado, e todo o resto virá a seguir.
Você vê o que está a acontecer na China? Uma conspiração contra Xi Jinping está a formar-se lá. Xi encarna a soberania, no entanto, uma parte significativa da elite chinesa—incluindo elementos do exército—parece estar a trabalhar para um adversário geopolítico. Na China, onde o Partido Comunista governa, onde uma vertical rígida de poder está construída e há uma ideologia, as redes de influência ocidentais alcançaram tal nível que uma tentativa de golpe de estado foi empreendida. Foi prevenido e reprimido apenas há um dia.
Se isso está a acontecer lá, então e nós? Você consegue imaginar a condição das nossas elites governantes, que foram pró-Oeste até ao último momento? Os riscos para o presidente, para o país e para a nossa soberania são enormes. No Irão também, as coisas se arrastaram por muito tempo, com ameaças verbais dirigidas a Israel, mas quando a guerra começou, eles mostraram-se incapazes de respaldar essas palavras com ação. E agora chegou um momento crítico: os americanos estão a preparar uma agressão militar contra o Irão. Na verdade, isso é uma agressão contra nós. Venezuela, Síria, Líbano, Iémene—tudo isso é dirigido contra a Rússia. Não se pode fingir que isso não nos diz respeito.
Devemos ajudar o Irão, mas primeiro devemos provar que somos capazes de algo. Precisamos fazer algo que deixe claro para todos: é melhor não nos provocar. Não acho que apenas enviar um contingente limitado vá mudar a situação. São necessários meios mais eficazes—meios capazes de esfriar o ardor dos inimigos e parar Trump. Sim, ele tem ideias sobre a Gronelândia que criam uma divisão entre os Estados Unidos e a União Europeia, e isso pode ser apoiado. Mas, estrategicamente, a compra da Gronelândia também nos prejudica: é uma tentativa de impedir que nossos mísseis lancem as suas ogivas sobre a ilha em caso de conflito nuclear. Não podemos ser masoquistas políticos e nos alegrar por estarmos cercados.
Em conclusão, gostaria de dar parabéns à grande Índia pelo 77º aniversário de sua independência. Este é um feriado maravilhoso. A Índia é um dos polos mais importantes do mundo multipolar; temos excelentes relações e objetivos comuns dentro do conceito de Viksit Bharat. Não vamos perder aqueles que ainda permanecem nossos amigos. Precisamos de nos envolver mais activamente na política externa: proteger os nossos, defender os aliados e dar uma resposta decisiva aos inimigos.
Vamos construir um mundo multipolar e buscar parceiros genuínos nesta tarefa histórica tão difícil.»
 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Jeffrey Sachs entrevistado por George Galloway. English video. Iran will win against USA and Israel? China and the European idiots and hypocrites. ICE melting | Ukraine peace deal, where Zelensky is the leader of a group of gangsters. United Nations is still needed. Who killed Kennedy and Olaf Palm? Are Trump and Netanyahu mad? Why the european politicians are now so inept

Excelente entrevista e diálogo entre Jeffrey Sachs e George Galloway, entre as 19:30 e as 20:10, abordando os principais aspectos mundiais com grande conhecimento e discernimento, independência e coragem, qualidades muito necessárias nos nossos dias e que ambos transbordam. Concordaram em praticamente tudo, pois são da mesma geração, e os ideais de justiça, verdade e multipolaridade são-lhes intrínsecos. A decadência da classe política norte-americana e europeia foi destacada, admitindo-se a demência de Trump, já de família dado que o seu pai dela sofreu, e lastimou-se a fraquissima qualidade de personagens públicas como Macron, Merz e Starmer, que tem um apoio público reduzidíssimo e contudo querem dispor à vontade da vida de milhares ou milhões de pessoas. Zelensky é para o ilustre professor universitário de economia Jeffrey Sachs um gansgter à frente de um pequeno grupo, que controla os destinos de milhões de ucranianos, num conflito que poderia ter sido evitado se os acordos de Minsk, sob a égide das Nações Unidas, tivessem sido cumpridos e não quebrados, a par do alargamento da NATO, levando à reacção natural e justa da Rússia em relação a Donbass e à sua população russa a ser massacrada. O envolvimento da CIA na morte de John Kennedy e dos serviços secretos dinamarqueses no assassinato de Olaf Palma, que ele tem investigado, foram por Jeffrey Sachs apontados (embora não mencionasse a influência determinante israelita) como factores decisivos de mudanças políticas em ambos os países, considerando que nos USA o complexo militar controla a política desde o tempo de Eisenhower, que uns dias antes de findar o seu mandato, e sendo um general, afirmou isso num importante discurso. Se vai haver guerra com o Irão não tentaram adivinhar, apenas lembraram que o povo iraniano está muito unido, para além de militarmente estarem bem apetrechados. E acrescentemos nós, inspirados e iluminados pelos mundos espirituais e seus mártires, santos, e Imams. 

Na 2ª parte o ex-diplomata britânico Greg Murray, perseguido pelo seu conhecimento da verdade que está por detrás do conflitos no  Médio Oriente, falou da Venezuela verdadeira e sã que está a contactar desde há cinco dias e, brevemente, do genocídio da Palestina pelo sionismo. Um dos melhores programas, senão mesmo o melhor do Moats, afirmou George Galloway ao findar, dum estúdio em Shangai, agora para ele um oásis político, uma vez que o chihuahua de Keir Starmer e a sua fanática ministra do Interior o detiveram, oprimiram e forçaram a exilar-se. Um programa ou podcast bi-semanal, às quartas e domingos, das 19 às 21.00, de excelente qualidade, uma autêntica universidade aberta, com possibilidade de se participar por telefone...

                        

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A ditatorial e inepta direcção da Comissão Europeia quando se demitirá?

                                     
A dimensão absu
rdamente grande da opressividade da União Europeia, regida por uma série de tolas burocratas e pesadões cinzentões vendidos ou avençados à oligarquia do Fórum Económico Mundial e à banca sionista, foi hoje desvendada em Bruxelas, 27 de janeiro, conforme nos descreve a valiosa agência de informação do mundo livre, e que de Moscovo fala a verdade, TASS:  «Medidas restritivas unilaterais ilegais impostas pela União Europeia estão  em vigor actualmente contra mais de 30 países em todo o mundo, com uma população combinada superior a 2,2 bilhões de pessoas, de acordo com materiais da conferência internacional Medidas Coercitivas Unilaterais: Ameaças e Desafios Contemporâneos, organizado pela missão bielorrussa em Bruxelas.
A conferência contou com a presença de membros do Parlamento Europeu, bem como da Relatora Especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercitivas unilaterais nos direitos humanos, a notável professora Elena D
ovgan.
                                          
"As medidas coercitivas unilaterais ilegais atualmente afectam a Rússia, Bielorússia, Irão, Chi
na, Coreia do Norte, Mianmar, Líbia, Sudão, Somália, Iémen, Burundi, República Centro-Africana, República do Congo, Guiné e outros países." A União Europeia aplica medidas semelhantes contra mais de 30 países em todo o mundo. A população total dos países listados excede 2,2 bilhões de pessoas," afirmam os materiais da conferência.
Elena Dovgan explicou que quaisquer sanções só podem ser impostas por uma decisão do Conselho de Segurança da ONU. Todas as outras medidas restritivas são medidas coercitivas unilaterais que são ilegais do ponto de vista do direito Internacional, afirmou.

                                                     
Ela demonstrou, através de exemplos específicos, que as sanções unilaterais não são apenas uma ferramenta de interferência nos assuntos internos dos estados, mas resultam diretamente na morte de membros dos grupos populacionais mais vulneráveis», da Europa e fora da Europa?
                                   
A conclusão q
ue devemos tomar é  que o actual trio dirigente, Ursula, Kallas e Costa é constituído  por ineptos insensíveis anti-russos. vendidos à oligarquia innfrahumnista e às suas políticas antirussas, anti-Brics e anti-multipolaridade, sendo autênticos criminosos de guerra, pelo que têm feito e causado a muitas populações mundialmente.
                                            
Quando saírem a ditadora hipócrita e corrupta Ursula von der Leyen, e os seus acólitos  - e nesse sentido hoje 27/1 o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou: "a Rússia e os EUA nunca discutirão nada com a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas. Precisamos de esperar até ela sair. Há uma clara degeneração dos políticos no poder na Europa: são incompetentes" - 
  então a União Europeia regressará à Europa das nações equitativas, fraternas, cultas e humanistas, esforçando-se no diálogo e a paz, pelo Bem comum nacional, europeu e planetário.