segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A ligação Angélica e Arcangélica e o trabalho de fortificação anímica. As meditações duma Novena a S. Miguel novecentista, om breve hermeêutica.

O trabalho de ligação à Divindade, ao Espírito, aos Anjos e Arcanjos deve ser prosseguido diariamente com aspiração e devoção perseverante para que tais níveis superiores da realidade pluridimensional não se percam de vista, pois ficamos enfraquecidos, menos axializados, já não ligando tanto a Terra e o Céu, e antes sujeitos a diversas forças negativas que nos rodeiam visivel e invisivelmente, muitas sendo-nos transmitidas pela comunicação e as redes sociais.
Este trabalho de estarmos mais auto-conscientes, mais alinhados verticalmente e interiormente com os mundos subtis espirituais implica ou pede necessariamente momentos de maior religação a eles o que se realiza por exercicios psico-somáticos e respiratorios, por concentrações, orações, mantras, leituras, meditações, contemplações.

No  mundo pluridimensional subtil e espiritual, ou no campo unitário de energia consciência e informação que nos envolve encontram-se muitos tipos de seres com os quais podemos ter ligações ou mesmo contactos, tais familiares e amigos já desencarnados, santos, santas, guias e mestres, anjos e arcanjos, embora também haja entidades elementais, formas fluídicas e entidades. Estarmos algo abertos ou ligados com as positivas do Bem, da Luz e da Verdade é então bastante importante e devermos pois escolher e cultivar ligações a santos ou santas e aos anjos e arcanjos.

A admissão da existência dos Anjos e Arcanjos e a visão deles não é tão fácil nos nossos dias como outrora, pois a fé religiosa tem diminuído por variadíssimas razões psicológicas, sociais e espirituais, pelo que temos de trabalhar nesse sentido, vivendo e tendo intenções e objectivos justos, e praticando as nossas meditações e orações com regularidade diária nos momentos ou horas mais adequadas à circunstancialidade de cada dia e noite, só assim se tornando possível obtermos a certeza da existência dos Anjos ou Arcanjos, aos quais tanto se orava outrora.

Com tal pecúlio espiritual, conservado em livros que narram  histórias ou transmitem teorias ou visões deles, é bem valioso voltarmos (pois já abordada no blogue) a uma anónima  Novena ao Arcanjo Miguel, dada à luz em 1844, e transcrevermo, com breve hermenêutica, algumas das meditações que nos parecem mais actuais, fecundas, perenes, religantes, a primeira mostrando de modo simples e directo a origem do bem e do mal (e a queda dos Anjos) e a importância de vivermos bem para termos acesso a níveis mais ou menos paradisíacos ou luminosos quando desencarnarmos.

                                                   «Considera que tendo Deus determinado de toda a eternidade não dar o céu senão em recompensa, criou os espíritos celestes com grande inteligência do bem, e do mal, e em integra e plena liberdade; então um grande número de Anjos cheios da sua própria excelência, e vendo-se tão perfeitos, em lugar de referirem tudo a Deus seu Criador, puseram toda a sua complacência em si mesmos, e cheios de orgulho, e soberba não quiseram obedecer a Deus!!! Não o fez assim S. Miguel criado em superior beleza, e dotes, mas reconheceu que todo o dom perfeito vem de Deus, tudo a ele referiu, e lhe agradeceu os bens, que lhe havia concedido pronto a obedecer-lhe sempre fiel e submisso. 

Tira tu por fruto desta meditação o seres também agradecido ao Supremo Benfeitor de toadas as criaturas, ao Senhor que tantos benefícios te tem feito e pede a S. Miguel te alcance a virtude da Santa obediência, e perfeita resignação às determinações do Altíssimo.»

Destaquemos uma das fontes do mal em todos nós: o orgulho ou a vaidade, que nos separa da humildade e gratidão a Deus pelo que quer que seja de bens. E o orarmos aos Anjos e Arcanjos para que nos ajudem no aperfeiçoamento anímico, ou na melhoria das virtudes, nomeadamente na intuição e realização das «determinações do Altíssimo», sem dúvida difícil por vezes de discernirmos.

Seguem-se três jaculatórias, ou curtas orações, que invocam a protecção do Arcanjo e a sua intercessão, dirigidas a ele ou a Deus, já transcritas no artigo anterior, e uma oração meditação valiosa na percepção da sensibilidade anímica espiritual:

«Glorioso Arcanjo S. Miguel, Chefe da Milícia Celeste, e terror dos espíritos das trevas, recebei as nossas alma, e os nossos respeitos, sede sensível ao ardor dos nossos votos, e clamores, vós que conheceis a malicia do demónio, e a multidão dos seus artifícios, também conheceis as nossas fraquezas, imprudências, e misérias, e sabeis que toda a força nos vem de Jesus nosso Redentor, e de Maria nossa medianeira, uni às nossas suplicas à vossa poderosa intervenção, e solicitai em nosso favor um lugar nos Sagrados  de Corações de Jesus, e de Maria para que os nossos sejam abrasados no Divino Amor de que eles estão cheios; alcançai-nos as graças que vos pedimos, e com elas, aquelas que sabeis mais precisamos, e então nao teremos, os inimigos das nossas alma, e vós Glorioso Arcanjo tereis a consolação de nos receber na hora da nossa morte, e de as levardes à morada de glória, onde vos agradeceremos eternamente o terdes contribuído para a nossa eterna felicidade. Amen.»

Já na meditação do 3º dia: porque S. Miguel venceu a batalha contra Lucífer e os precipitou nos abismos, devemos pedir a ele que «te «alcance a virtude de um santo zelo pela glória do Senhor e a Salvação dos teus próximos.»

No 4º dia devemos considerar com Mikael, pela sua perseverante fidelidade está no mundo espiritual sempre amando e adorando Deus, a ele lhe devemos pedir a  graça no final da nossa vida terrena

Na do 5º dia devemos emular o Arcanjo no fervor e zelo de servirmos a Deus, e pedir-lhe que nos «te alcance as graças precisas para pores em prática tão santos propósitos» 

No 6º dia: «Considera que sendo constituído S. Miguel Príncipe e Chefe dos Anjos fiéis foi também feito o Defensor do Povo de Deus e dado por Protector da Igreja Militante, cujo emprego com tanta caridade exercita, e toda a Cristandade lhe deve muito, especialmente os portugueses, pois apareceu ao nosso primeiro Rei D. Afonso Henriques e lhe fez ganhar uma grande vitória contra os Mouros em Santarém (...) tira por fruto recorreres sempre a S. Miguel nas calamidades... e pede-lhe que te alcance o Divino Auxilio, para desempenhares tão piedoso dever.

No 7º dia: Considera como S. Miguel tem aparecido para fazer benefícios , e «pede-lhe para seres seu verdadeiro devoto».

No 8º dia, realçando-se a importância de cultivarmos o fio ou canal da ligação com os espíritos celestiais, a meditação completa é esta: «Considera como S. Miguel é quem apresenta as nossas almas no momento que expiramos ao supremo juiz, e que preside ao nosso juízo final procurando socorrer-nos  e valer-nos, como lhe pede a Igreja nossa Mãe nas últimas orações que faz por seus filhos agonizantes; Ela pede a S. Miguel que venha para conduzir a nossa alma ao sair do corpo mortal, quais eram então os sentimentos de uma alma ao sair desta vida quando pensar a indiferença que teve, a pouca devoção, e até o esquecimento deste príncipe do céu a quem vai ser confiada ao sair deste mundo. Vê quantos motivos tens de procurar que S. Miguel te seja favorável, pois ele é o valido do Todo Poderoso para quem tem tanto crédito, pede-lhe te alcance deste Senhor o perdão das faltas que tens cometido, não tendo a devoção devida a S. Miguel, promete-lhe  repará-las daqui por diante, procurando honrá-lo por todos os modos e dar-lhe culto.»

A do 9º dia e último, realça-se a oração intercessória pelas almas nos mundos astrais e com pouca luz, bem como estarmos ligados aos Anjos e Arcanjos para não ficarmos retidos nesses umbrais, enxovias ou purgatórios: «Considera que também é S. Miguel quem apresenta diante do Trono de Deus as orações, e boas obras, que fazemos pelas nossas almas do purgatório, que ali tantos tormentos sofrem, é Ele que vai cheio de piedade, e compaixão advogar por elas  a Deus, e lhe apresenta as nossas súplicas, e sufrágios, e cheio de celestial prazer as vai tirar daquelas masmorras. Vê de quanto interesse te é teres S. Miguel para teu especial protector, e Advogado junto ao Supremo Juiz do Céu , de quem ele é o Primeiro Ministro [e veja-se a desgraça dos nossos...], que consolação, e que esperança para as almas retidas naquelas enxovias se tiverem sido bem devotas de S. Miguel cá nesta vida; mas para se lhe ter verdadeira devoção é preciso imitá-lo na humildade, fidelidade, religião, obediência e submissão a Deus, apesar dos maus exemplos [... crítica velada algo erasmiana], e lembra-te que Deus pune tão severamente os Anjos rebeldes, como nos há-de poupar a nós criaturas miseráveis. Peçamos muito a S. Miguel que nos valha e alcance [ou impulsione e dinamize] a nossa salvação. Amen.»


Que consigamos pela nossa vida e intenções, orações e meditações receber a graça de vermos o Anjo ou o Arcanjo agora e  à hora da morte, Amen, Om, Hum!

domingo, 2 de agosto de 2026

O elogio biográfico do dinâmico Dr. Amílcar de Sousa, médico pioneiro do naturismo, vegetarianismo e frugivorismo. 1919.

Nas primeiras décadas do séc. XX, certamente a época mais frondosa de revistas, almanaques e jornais em Portugal, em Fevereiro de 1919 nascia o Eclético, um quinzenário de moral educação física, psíquica, artística e social editado por José Inácio Silva, naturista e redigido por Lourenço de Melo, com sede na Rua dos Anjos, nº 3, Lisboa, hoje bastante raro nos seus oito números, e praticamente desconhecido. Naturalmente homenageou quem na altura era o mais destacado médico naturista e vegetariano (e preferentemente frugívoro e talvez vegano ), o Dr. Amílcar de Sousa (1876-1940), fundador em 1911 da Sociedade Vegetariana de Portugal e da Sociedade Vegetariana Editora (mais de 30 livros editados), e que deu à luz durante muito anos a revista O Vegetariano e o Almanaque Vegetariano Ilustrado de Portugal e Brasil, nos quais, além de ter congregado valiosos colaboradores, escreveu centenas de artigos bem substanciais,  além de conferências, artigos em jornais do Porto e de Lisboa, traduções e livros, numa actividade transbordante e à qual dedicamos os últimos artigos no blogue.

Eis o belo texto, que partilhamos da transcrição no nº 4, de Abril de 1919, 'O Vegetariano:

                                  AMÍLCAR de SOUSA 

«Iniciador e propagador do movimento Naturo-vegetarista português, tem levado até ao sacrifício a difusão do Amor e da Harmonia. Mestre esclarecido na ciência Naturopatia e discípulo dedicado da Natureza, tem mostrado pelo exemplo a eficácia de sua doutrina. Reconhecendo que a alimentação carnívora e o uso do vinho e do tabaco são contrários às leis naturais, tornou-se um paladino audaz [ver nota] e intrépido na campanha de regeneração física, e, combatendo não só a gula, como a malvadez da sociedade que sacrifica aos seus apetites a vida dos animais, mostrou quão perversa é a civilização que nos leva a imolar inocentes vítimas para satisfação de erróneos apetites.
Os seus artigos, cheios de sinceridade e convicção, têm chegado a todos os cantos do globo, e por sua influência se tem publicado no velho e no novo mundo dezenas de publicações vegetarianas e naturistas.
A sua fé e o seu exemplo tem animado centenas de adeptos a fundar colónias naturistas [certo exagero...], onde vivem livres de preconceitos, alegres na simplicidade de seu viver, alimentando-se de frutos e banhando-se ao sol.
Amílcar de Sousa, dedicado propagandista da alimentação natural, trabalhador incansável na sua profissão de médico, tem salvo da morte de dezenas moribundos que a ciência das drogas não pode remir.
Amigo dedicado e consciente de todos os que sofrem, exerceu quase gratuitamente, durante de dez anos, a clínica naturista; e, sem pílulas nem pastilhas, tão somente pelos concelhos e dieta natural, ele, pioneiro intrépido bem, tem desviado da morte muitos daqueles que zombaram das suas palavras.
Médico consciente e autorizado, escritor distinto [bastantes sensível e poético], orador convincente e agradável, leva a sua influência aos cantos mais longínquos da Índia às regiões da África e às florescentes cidades da América e do Brasil [em Janeiro de 1920, 1ª vez], e bem próximo de nós, na vizinha Espanha, o nome do Dr. Amílcar de Souza é pronunciado com entusiasmo e ardor [e de facto vários dos seus livros sido traduzidos para espanhol].
Felizmente para a humanidade sofredora, a semente das suas doutrinas tem-se desenvolvido com animadora progressão. Hoje, mercê dos seus esforços e da sua constância, aliados a uma perseverança que só a fé na Verdade que propaga lhe poderia incutir, dezenas de milhares de criaturas se abstém de fumar, de beber vinho e de atrofiar o organismo com carnes e panaceias que a nossa civilização ainda a fomenta e a sociedade tolera.
O dr. Amílcar Sousa, tem sido, pois um valioso e dedicado amigo de todos os que sofrem e um prestimoso colaborador de todos os que trabalham, interpretando o sentir de todos os seus admiradores, O Eclético aqui lhe testemunha a sua admiração pelo carinho e desinteresse com que tem posto todas as suas faculdades ao serviço de tão elevada causa.»

Nota: Em 1920, a abrir, qual Juízo do Ano, o número de Janeiro d' O Vegetariano, escrevia Amílcar de Sousa numa linguagem bastante devotada ou mesmo religiosa, em suma como apóstolo duma causa sacralizante: «Um ano a mais conta este Mensário de Saúde que, por mercê de circunstâncias verdadeiramente felizes, tem conseguido o favor do público. A sua acção, a dentro da sociedade actual, tem sido beneficiente pois que tem conduzido muitas pessoas para o caminho da vida higiénica e da vida moral. Cada ano que passa é, para todos os mesteirais desta obra regenerativa, mais um motivo de satisfação íntima, em virtude da divulgação operada, das doutrinas científicas defendidas nesta revista. Não nos pesa na consciência reflectida o menor enfraquecimento da cruzada encetada (...)
» 

sábado, 1 de agosto de 2026

O regime epsteiniano e diabólico norte-americano-israelita, com a sua máquina criminosa de guerra, prepara-se para mais mortandade e destruiçao no Irão

                                     
    Estamos a poucas horas de um possível novo ataque do eixo do Mal, ou seja da mentira, da ganância, da opressão, da violência,  contra as forças da Luz representadas pelo Irão e sua tradição espiritual milenária, zoroástrica, shiaa, certamente teocrática face à falsa democrática materialista ocidental. 

Desta vez não sendo tão traiçoeiro, pois já se sabe que acontecerá muito brevemente, tal como o Trump e um departamento do Estado anunciaram, com ordens imediatas dos nacionais saírem rapidamente da zona, serão ainda mais violentos na quantidade e potência dos bombardeamentos (no inicial em Março mataram mais de 3.000 iranianos, contra cerca de vinte árabes mortos pelos mísseis iranianos),  mais uma vez convencidos, ou fazendo crer tal, que conseguirão destruir a resistência duma civilização estado milenária, sagrada, corajosa, inteligente.

É certo que a espionagem norte-americana, inglesa e israelita dotada de meios sofisticados tremendos e de infinito dinheiro capaz de corromper meio mundo, a esta hora já deve saber onde se encontrarão os principais dirigentes iranianos e tentarão mais uma vez assassiná-los, ainda que desta vez já não seja tão fácil, já que demorarão mais tempo a atingi-los e eles, já avisados, deverão estar em locais mais nas profundidades da Terra. Mas quanto iranianos, comuns, ou mesmo extraordinários, como o notável professor Seyed Marandi, convidado frequente de tantos bons programas, tal como o bi-semanal de George Galloway, poderão estar apenas relativamente protegidos em abrigos pouco profundos?

Oremos para que haja o mínimo possível de mortos e que as forças atacantes sejam abatidas em numero substancial que diminua a mortandade que causariam, pois um só piloto norte-americano ou israelita pode matar centenas de pessoas inocentes, enquanto que um míssil antiaéreo que o atinja apenas retirou da terra um fanático obediente de criminosos de guerra diabólicos que são Trump, Hegseth, Natanyahu e Givr, uma vez que Lindsey Graham já estará a arder num purgatório duradouro, ainda que no seu funeral, participado pela elite epsteiniana, tenha sido afirmado que ressuscitara com Cristo. Só faltou a histérica trapaceira televangelista, mestra de Trump, Paula White, na fotografia de vermelho...

Escrevo ao findar deste Sábado 1º de Agosto de 2026, em Lisboa, tão calmo e contudo invisivelmente tão ameaçado por mais um ataque desesperado da elite ocidental epsteiniana, imperialista e sionista contra um povo que só se tem defendido e apenas ajudado discretamente alguns povos a defenderem-se da cobiça, ódio, supremacismo e racismo ocidental e sionista.

A maior parte dos bons canais de lúcidos entrevistadores ou comentadores e são muitos, - Douglas Macgregor, Dimitrio Laskaris, John Mershmeer, Larry Johnson, Scott Ritter, Chris Hudges, Alaistar Crooke, Rachel Blevins, Judge Napolitano, Meidas Touch, etc. -  claramente está convencida que está prestes a efectuar-se mais um acto diabólico de um punhado de psicopatas sem qualquer moral ou ética que dirigem o Ocidente, e que, após anos de sanções e duas pequenas guerras, e mais recentemente doze dias de bombardeamentos constantes (a última bomba lançada a 3 de Julho na ilha de Keshm pesava 907 kg, mas só matou as três pessoas duma família),  quer de novo mais destruição e mortandade, variando contudo as previsões do que vai acontecer, o que será destruído e sobretudo ainda como será a resposta do Irão em termos de alvos e eficácia.

Embora muitas das bases norte-americanas já foram bastante atingidas e várias delas já não podendo servir de ponto de partida dos bombardeiros norte-americanos, mas mesmo assim algumas serão ainda mais destruídas. Como variam as avaliações das atingidas ou mesmo abandonadas, se consultarmos a IA do Google, o optimismo (manipulador e censurador das imagens em contrário) do Império do qual ele é um porta-voz está patente: «Quantas bases dos EUA ainda estão operando no Oriente Médio», pergunto, e a resposta é: «Os Estados Unidos operam 19 grandes bases militares no Oriente Médio, incluindo 8 bases permanentes, enquanto métricas mais amplas que rastreiam cada pequeno posto tático ou local de segurança compartilhada colocam a pegada total mais próxima de 80 instalações na região. Apesar das graves escaladas em curso, incluindo ataques diretos de mísseis e drones iranianos às instalações americanas, todas as bases principais permanecem operacionais, embora o Pentágono tenha reduzido o pessoal ou realocado tropas em certos locais para minimizar os riscos de segurança.»


Mas se além dessas bases, que aparecem aos amilhazados quase que indestrutíveis, o Irão responder ao ataque às suas infraestruturas energéticas e civis, como já prometeu, bombardeando as estruturas energéticas dos países árabes da região que se deixaram escravizar pelos norte-americanos e permitem usar as bases nos seus territórios para os ataques ao povo e estado iraniano, já que são governados por ditadores opressivos, alguns até  com fotografias comprometedoras com Jeffrey Epstein, tais os dos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita? 

Não nos admiremos como eles, pequenos mas muito rico ditadores, estão contra o Irão e mesmo mais ou menos indiferentes à sorte das suas populações, como algo de certo modo se passa com o controlado rei da Jordânia. 

Haverá consequências dramáticas, certamente, embora evidentemente a Administração norte-americana não esteja nada preocupada com isso, localmente ou na esfera da crise mundial económica que vai crescendo, pois o seu egoísmo de classe e de império é tanto proverbial como intrínseco, já que incarnam claramente as forças da mentira, roubo e violência que caracterizam o mal, como já há quase 3.000 anos Zoroastro discerniu e afirmou, passando para os persas e iranianos, por elos sucessivos dos magos, dos neo-platónicos, dos Ishraqui e dos Shiia e seus Imams,  uma sublime tradição de honra, de ordem, de cavalaria, de coragem até ao martírio que está viva nos nossos dias nos dirigentes, militares e povo iraniano...

Já o contrário se passa no Ocidente, com uma mentalidade mercenária, corrupta ou mesmo fanática e genocida que caracteriza a maioria dos militares israelitas e norte-americanos, por vezes verdadeiramente diabólicos na sua insensibilidade, perversões e crueldade.
O objectivo norte-americano e israelita é indubitavelmente o de destruírem o governo e as forças armadas do Irão e para isso tem utilizado todos os meios desde os económicos das sanções, dos estrangulamentos, bloqueios e marginalização, aos de propaganda, manipulação e demonização do regime da República Islâmica do Irão, a fim de não não terem adversários ou mesmo apenas concorrentes na economia e na mentalidade, ideologia e religiosidade, para eles tremendamente demonstrada numa bofetada com o maior funeral da história, 40 milhões de pessoas, realizado em sinal de amor e unidade com o ayatollah Ali Khamenei e a grande alma iraniana...

Diabólicos nestes processos, criminosos de guerra mesmo quando se pensa quantas crianças e doentes morreram por não terem acesso a medicamentos e a materiais que teriam de receber do estrangeiro, ou mais recentemente no bombardeamento sucessivo e deliberado da escola de Minab que assassinou cerca de 16o crianças e professores, os regimes e administrações de Trump e de Netanyahu devem ser condenados,  derrotados e removidos rapidamente para o Bem da Humanidade.

Apenas podemos orar e meditar, apelando aos mestres, anjos e à Divindade, com os nossos sons e mantras, para que impeçam a guerra, ou a tornem o menos mortífera possível, ou que o Irão triunfe, como certamente a Ordem Cósmica e Divina (Asha, como a denominou Zoroastro) quererá, cingida ao livre arbítrio outorgado humanos na luta entre o bem e o mal que no fundo, interna e externamente (a jihad) definem o propósito evolutivo ou libertador na humanidade.....
Quantos de nós nas suas meditações ou sonhos, comungando o campo unitário de energia, consciência, informação mundial, captarão ou intuirão o ataque antes de serem informados pelos canais da internet ou alguma pessoa amiga? Quantos estarão firmes ligando harmoniosamente a Terra e o Céu para que a justiça, o bem, a verdade e a multipolaridade triunfem?

Oremos, meditemos, velemos e irradiemos paz, luz, justiça, verdade, Divindade....

Dia 2. O Presidente Trump recuou na decisão de lançar o ataque justificando-se pelo pedido de Teerão e de países árabes da região de não se reiniciar a guerra e permitir-se a diplomacia trabalhar. Claro que o Irão não pediu nada, mas sim a Arábia Saudita, exprimindo-o publicamente, pelo seu temor justificado de serem quase destruído nas suas infraestruturas vitais, bem como os outros governos e estadistas ameaçados. Fica mais uma vez adiada, seja pela falta de munições, seja por temor da resposta do Irão sobre Telavive e os países árabes vizinhos, a tentativa de destruição (ou não, certamente) do Irão, bem como a sorte do estreito de Hormuz,  tornado ou metamorfoseado num génio do Irão aladínico.

A hubris ou arrogância norte-americana e da oligarquia globalista sendo tremenda, nomeadamente nas suas negociações e imposições, como os Iranianos nunca mais largarão as portagens no estreito de Ormuz, cremos que dentro de dias, sob pressão dos mais warmongers e sionistas, voltaremos ao mesmo...

Do encontro do Oriente e Ocidente e sua sabedoria, através de algumas efemérides da 1ª semana de Agosto.

Destaquei de "Agosto e as suas efemérides do encontro do Oriente e do Ocidente, da Índia e de Portugal", nascido de um livro publicado em 1998 e que se foi desenvolvendo como encontra no blog, a primeira semana, suprimindo ou abreviando algumas e sublinhando o mais valioso: 
1-VIII. Frei Amador Arrais, nascido em Beja em 1530, frade carmelita, formado em Teologia e professor em Coimbra, e que fora pregador real e Bispo de Portalegre, parte da Terra neste 1º de Agosto em 1600, em Coimbra,  aonde regressara em 1596 desiludido do Cabido de Portalegre não ter querido aceitar a implementação da reforma de costumes da cristandade desejada e decretada pelo Concílio de Trento. Notável escritor da língua portuguesa, na sua obra principal, de cunho moral e humanista, erudito e simples, iniciada pelo seu irmão Jerónimo, Os Diálogos, no diálogo quarto, Da glória e triunfo dos Lusitanos, consagra belas páginas  a Viriato e aos seus heróicos sucessores ao longo dos séculos, com algumas dedicadas à Índia, mostrando-se leitor de João de Barros, Garcia de Orta e  Jerónimo Osório, descrevendo particularmente o reino de Narsinga e os monumentos (tal a famosa cruz em pedra)  e o culto de S. Tomé, em Meliapor, onde uma bela pintura de Nossa Senhora  levada pelos portugueses, é ainda hoje venerada, como eu próprio vi. Citará Propércio, da Elegia 3, «quanto com armas tanto prevalecerão com piedade, que [Deus] temperou suas mão vencedoras», consideração da harmonia do rigor e do amor, desenvolvendo-a ainda com a profunda doutrina   transmitida por Platão: «Deus, fazedor dos homens, misturou no peito dos Príncipes que haviam de governar as Repúblicas ouro celestial, que são virtudes divinas, porque fossem de altos e divinos pensamentos. E aos que haviam de ajudar a estes no governo púbico, ainda que não se lhes igualassem na dignidade, ornou-lhes o coração de prata do céu, que são os esmaltes e atavios de excelentes inclinações e costumes. Mas no peito dos lavradores e outros oficiais mecânicos que servem a república, enxertou ferro e cobre. Acrescentou mais Platão que aqueles em cujo peito Deus encerrara ouro e prata, eram obrigados a desprezar os metais da terra e não ajuntar tesouros, nem seguir as riquezas deste mundo. Por esta metáfora figurou este sumo filósofo a vida do religioso e do perfeito cristão.»
                                                   
 Bal Gangadhar Tilak, um rei não coroado do Decão, o pai do desassossego indiano, o líder do Partido de Toda a Índia, desencarna em 1920. Mahatama Gandhi dirá: «O seu vasto saber, os seus imensos sacrifícios e o serviço de toda a sua vida fizeram-lhe ganhar um lugar único no coração do povo... Creio que o seu comentário sobre o Canto do Amado (Bhagavad Gita) será o mais duradouro monumento à sua memória. Sobreviverá mesmo ao fim com sucesso da luta por Swarajya, o auto-governo. Mesmo então a sua lembrança permanecerá fresca como sempre, devido à imaculada pureza da sua vida e ao seu grande comentário sobre a Bhagavad Gita.» Além desta exegese, escreveu um vasto tratado sobre a pátria Ártica dos Indo-europeus. Pouco antes de morrer, ao visitar, com o mestre e poeta Shuddhananda Bharati (que eu conheci), o Sai Baba de Sirdir, este diz-lhe: «Vai e descansa. A liberdade chegará à Índia». Era um conselho profético merecido, pois Tilak, um marata, representara a linha mais incendiária no partido do Congresso Nacional Indiano, pouco disposta a cooperar com os ingleses e exigindo a independência imediata. Será contudo ahimsa, a não-violência activa, de Gandhi, aliada à auto-governação, swarajya, que galvanizarão toda a nação invencivelmente. No recente livro, ao qual fiz uma apreciação no blogue, Tributes to and Remembrances of Gurudev R. D. Ranade, The Saint of Nimbal, by Rajendra Chauan and Deepak V. Apte, há um testemunho do mestre Ranade, que o conheceu, valiosa e em que se realça muito bem a unidade do coração e da cabeça-cérebro no caminho espiritual e que Tilak realizara.
                                                     
2-VIII. Neste dia em 1864, em Macau, o Padre F. F. X. Rondina assina a dedicatória da sua obra baseada no seu discurso Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo reivindicada contra Ernesto Renan, recitado na Sé Macau, e impresso no Seminário Diocesano, porque aquele «escritor, embebido de doutrinas panteístas, depois de ter nos seu Estudos da História Religiosa, afirmado a eternidade da matéria, negado a existência dum Deus distinto das criaturas, rejeitado tudo o que é sobrenatural, vem hoje com um miserável romance na mão, intitulado a Vida de Jesus, combater a crença da divindade de Jesus Cristo, pedra angular da Religião revelada.» Rondina, apesar de ter aprendido há pouco o português, escreve bem e mostra-se muito informado quanto aos vários racionalistas que cumprimentavam Ernesto Renan. E como crente na leitura literal dos Evangelhos não podia deixar de criticar várias asserções, e por vezes com razão, escritas por Renan na sua obra e por ele rebatidas. Contudo errava quando a pensava que a perda «da fé na Divindade de Cristo, na infalibilidade dos seus dogmas e na veracidade das suas promessas», acabaria com o Cristianismo, já que o aprofundamento crítico do Cristianismo não se deve nem se pode limitar a bem da Verdade e da Divindade...
                                    
3-VIII.   Simão Vaz de Paiva, Luís Pais Pacheco, Rodrigo Sanches de Paredes, Gonçalo Monteiro de Carvalho, os quatro embaixadores, vindos de Macau com outros 60 cristãos, para reatarem as relações comerciais com o Japão, morrem degolados, mártires da fé cristã, em 1640, na cidade, construída à portuguesa e em parte administrada pelos jesuítas, de Nagasaki, que será desnecessária e criminosamente arrasada em 1945 pela bomba atómica norte-americana, ameaça que continua pesar sempre de novo sobre a humanidade devido ao insaciável imperialismo norte-americano e sionista. Instado a renegar a sua crença pouco antes de morrer, rezam as crónicas, Simão Vaz respondeu que estava vendo a Jesus Cristo e a sua glória, o que era bem possível pois o ardor e o drama aguçam a clarividência. Em 1638 a revolta dos camponeses e dos cristãos de Shimabara, liderados por Jerónimo, que terminara com a morte à espada dos 37.000 sobreviventes do prolongado cerco do castelo de Hara, intensificara a perseguição contra os cristãos. Em 1640 o xógum Iemitsu cria um tipo de Inquisição para prender e matar os poucos missionários que tinham ficado ou ainda ousavam aventurar-se pelas terras nipónica. Os próprios japoneses tinham de provar que realizavam uma peregrinação por ano a um santuário budista ou shintoísta, e os suspeitos de cristianismo tinham de pisar uma imagem de Jesus e Maria. Terminara o século de ouro dos portugueses no Japão (1543-1639), no qual marinheiros, comerciantes e missionários transmitiram características e impulsões ocidentais e portuguesas, para além de influências específicas nas ciências, artes e usos, que contribuíram para o fermentar do Japão. Nos nossos dias, entre nós, João Paulo Costa, Pedro Canavarro têm estudado o relacionamento luso-nipónico e,  um nível mais de guia no terreno, Inês Carvalho Matos, publicou recentemente um livro Património de Cristianismo no Japão, em que ilustra bem o ponto da situação do passado no presente.
                                       
4-VIII. Morre em Alcácer Kibir, em 1580, grande parte da força e missão de Portugal, e apressa-se a decadência do fugaz império marítimo português, quando D. Sebastião levou os  seus exércitos a uma batalha desnecessária, culminada no lutar até morrer. Já após o famoso grito "Ter,Ter", que brotou naturalmente perante a força da arremetida moura, o infausto Rei Desejado terá respondido, lendariamente quiçá, aos que insistiam na fuga, que «a liberdade real com a vida se havia de perder». Muitos dos que foram presos na derrota serão resgatados, afirmando alguns terem visto o corpo do «último do sangue de Henriques» exangue, mas a crença e a lenda da sua sobrevivência permanecerá por longo tempo, acalentada pelo não aparecimento do seu corpo e por messianistas e sebastianistas, ora visionários da sua presença na Europa ora sonhadores duma de grandeza futura que lhes tinha sido cerceada no presente. Sábios como Jerónimo Osório, Diogo de Teive, D. Luís de Ataíde e até o insigne espanhol Arias Montano, vindo expressamente do seu refúgio na Pena, tinham tentado em vão suster o imprudente acometer. Um dia trágico na memória subtil da pátria, certamente trabalhável em bons sentidos, tal o de se ressuscitar e manifestar melhor o nosso corpo espiritual, seja pelo sofrimento e a paciência, seja pelo discernimento e a coragem prudente, amor, adoração e alegria...
                                 
                                   
5-VIII. Abandona a vestimenta terrena Sri Takur Satyananda Deva, em 1969, em Baraganore. Discípulo de swami Abhedananda e por este de Sri Ramakrishna Paramahansa, dirá: «Há um Eu Supremo no cosmos. Medita pois nele como Supremo Eu. Mas na vida agitada põe-O em toda a parte. Tenta vê-Lo em cada átomo. Em cada pessoa que encontres, permite-Lhe estar visível». Aconselhava judiciosamente a tomada de consciência da Divindade simultaneamente, no aspecto estático e no dinâmico, no transcendente e no imanente.
                                        
 6-VIII.     Termina cedo a sua promissora passagem pela Terra, em 1937, apenas com 32 anos, Adeodato Barreto, que entrara no mundo físico em Margão, Goa, em 3-XII-1905 e que, cursado o liceu e revelando já os seus dotes, viera para Portugal licenciar-se em Coimbra, em 1929 e 1930, em Direito e Ciências Histórico-Filosóficas. Foi um grande dinamizador da cultura luso-indiana, fundando universidades livres, o jornal Índia Nova (entre 1928 e 1929, com seis números publicados), ligas e escolas, até desencarnar em Aljustrel, onde estabilizara durante quatro anos como notário, pedagogo e cooperativista. Na sua valiosa Civilização Hindu, publicada em 1936 pelo grupo da revista Seara Nova (onde desde 1926 funcionava uma secção do Oriente), e que foi em 2000, reeditada, visualiza as lutas ainda actuais  no séc. XXI: «Duas orientações se disputam hoje o privilégio de conduzir o futuro da humanidade: uma é pela tradição e pelo grupo, outra é pela revolução e pelo indivíduo. Mas uma e outra esquecem o que há de essencial neste debate: a subordinação do material ao espiritual. É neste ponto crucial que se manifesta o que se entende ser a missão da Índia moderna: às facções em luta, e sem esquecer o que deve tanto à tradição como à revolução, ela recorda à humanidade transviada que o seu fim último não é nem uma nem outra, mas sim o seu próprio aperfeiçoamento interior». A revista Índia Nova, que fundara com José Teles e Tello de Mascarenhas, bem merecia ser reeditada.
                                          
Na sua linha de pensamento podemos dizer que na sociedade política mundial cada vez mais global e em que as tradições são tanto de se respeitar como de se revolucionar quando não são correctas, par  se as fazer evoluir e aperfeiçoar, sem dúvida  a visão espiritual da existência e um modo de vida não-violento, ecológico e fraterno, como o que triunfou de certo modo na Índia, com Gandhi e a sua epopeia libertadora face à opressão inglesa, 
mas que agora - imperialista globalista e sionista - provavelmente, como vemos no caso actual do Irão, necessitaria da resistência e defesa activa, são pilares do templo sempre utópico e em construção  duma Humanidade melhor.
 
                                 
                                    
7-VIII. Deposita-se em 1628 a primeira pedra do mosteiro da Santa Cruz no Buçaco, onde monges lidarão com as potências do corpo e da alma, no meio duma natureza frondosa, em similitude com os ashrams indianos. O ensaísta, professor e jornalista Sant’Anna Dionísio, discípulo de Leonardo Coimbra, e com quem convivi em diálogos acromáticos, escreverá: «Verdadeiro recolhimento de ascese, seria o único deserto, no género, que existia em Portugal. O silêncio era rigorosamente imposto à comunidade, sendo apenas isentos desse preceito o prior, e mais três monges, um deles, o da portaria. Aos outros era somente permitido quebrar a mudez de quinze em quinze dias. A própria regra monástica preceituava o dever da plantação de árvores e proibia o corte de alguma sem o voto favorável, pelo menos, de dois terços da comunidade... No Buçaco, de resto (como em toda a floresta), há alguma coisa de inefável que não se transfere. A própria alma do homem que se diga positivo, posta a sós perante a impressionante multiplicidade, quase ecuménica, do seu arvoredo é assaltada pela dúvida (por assim dizer indefinida ou metafísica) sobre se esse mundo de seres é puramente vegetativo ou alguma coisa mais». Bons ensinamentos de Sant'Anna Dionísio para estes tempos ainda com tanto arboricídio público.
Em 1941, Lua cheia, ao meio-dia, neste dia 7 de Agosto passa para o mundo espiritual, na mesma casa onde nascera há 80 anos (6-5-1861) em Calcutá, o educador, mestre e poeta, Rabindranath Tagore, filho do Maharishi Devantranath Tagore, e como este destacado mestre no movimento espiritualista e nacionalista do Bramo Samaj. Esteve em Inglaterra por duas vezes entre os 17 e os 19, casou aos 23 e viveu a natureza pura e rural. A morte da mulher e dos três filhos fazem-no ainda despertar mais para o Amor divino e universal, desenvolvido tradicionalmente pela  via do Bhakti Yoga, transmitindo realizações espirituais com impressivo lirismo na sua poesia, recebendo o prémio Nobel da Literatura em 1913, e tornando-se muito divulgado no Ocidente: traduzido por Yeats, André Gide (outros dois prémios Nobel) e, entre nós traduziram-no ou sobre ele escreveram Adeodato Barreto, Santana Rodrigues, Tudela de Castro, Telo de Mascarenhas, Augusto Casimiro, António Figueirinhas, Bento Caraça, Alexandre Fonseca, entre outros. Fundou a universidade ao ar livre de Shantiniketan, em Bengala, que visitei ainda há uns anos em pleno e belo funcionamento. A sua obra é tão rica que qualquer citação dela será sempre uma ínfima e limitada amostra, contudo eis algumas: «Sinto que Deus no mais íntimo de mim tem alegria em expressar-se através de mim e esta alegria, este amor penetra todas as partes do meu ser, derramando na minha mente, no meu intelecto, este universo inteiro que está vívido diante de mim, meu passado infinito e meu destino eterno. Há um laço de perpétuo amor entre nós dois». No seu último poema escrito diz-nos: «Uma vez encontrada a verdade, / lavada na sua própria luz interna / ninguém a pode privar dela. / Leva-a consigo / para a sua casa entesourada / Como o seu último prémio».
O tesouro das suas obras e estados anímicos, tão vibrantes de amor e sabedoria, é uma fonte de impulsão sucessiva ou perene. Oiçamo-lo ainda: “Meu coração, ave da selva brava, encontrou o céu nos teus olhos. Eles são o berço da manhã e o reino das estrelas. Meus cantos perdem-se na sua profundeza. Deixa-me voar nesse céu, na sua imensidade solitária. Deixa-me violar as suas nuvens e abrir largas asas na sua claridade.” E ainda: “Vida da minha vida, tudo farei para conservar puro o meu corpo, porque sei que em meu corpo vive o teu divino alento. Sem descanso procurarei proteger meu pensamento de todas as mentiras, porque tu és aquela verdade que inflama no meu espírito a luz da razão. Sem descanso tudo farei para afastar do meu coração toda a maldade, conservando florido e puro o meu amor, porque sei que tu vives no mais íntimo altar do meu coração. Farei tudo, para te revelar em meus actos, porque é a tua força que em mim se torna acção.” Encontra no meu blogue e no youtube alguns contributos sobre a sua grande alma, mahatma.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Laura Loomer vs. Multipolarity. American supremacy attacks cvilizational diversity, by Constantin von Hoffmeister. With a small introduction...

             In these times of the III Great War, not openly declared but constantly marked by physical actions, especially economic and military, and psychological, particularly in the media, such as the recent attack on multipolarity, Russia and Eurasian thinkers by Laura Loomer, an unwavering defender of total American hegemony and of the MAGA mouvemente, considered one of the closest advisers of Donald Trump, we must be vigilant and lucid and try to reflect on and dismantle such manipulations and intimidations manoeuvres. 

That is what Constantin von Hoffmeister, author of some books as 1- The Fate of White America, 2 - Multipolarity, 3- Esoteric Trumpism (a great error),   did well on his substack on the Multipolar Press (that he has created recently), showing how outdated and unjust it would be to accept the distorted, envious and hubric reasons with which Laura Loomer justifies American supremacy in the world. And neither she (of course...) nor he even mentioned the enormous moral and intellectual decline of the USA and particularly of its political Administration and advisors, so evident in a president, the ignorant, ruthless and megalomaniac Donald Trump who, for various reasons and those evident, should have already been "impeached" or dismissed from continuing to criminally exercise his position, for the good of all. 

Let's then listen to the "dialogue" between a good thinker and writer and an attacker of multipolarity, a russophobic and  fanatic of USA imperialism, so oppressive, unjust, and bloody as it has become increasingly evident that the USA's has been, in the face of a world that is now much more conscious, awake and deserving of another global superstructure that is more humane, fraternal, harmonious: the multipolarity, that BRICS endeavor to establish for a better Humanity.

«Laura Loomer vs. Multipolarity. American supremacy attacks cvilizational diversity, by Constantin von Hoffmeister. July 31, 2026.

«Laura Loomer's (b. 1993) recent condemnation of multipolarity marks one of the clearest attempts within the American Right to define the emerging new international order as an existential threat rather than an inevitable transformation. Her arguments deserve careful examination, not because they are unique, but because they reflect assumptions that have become increasingly common in debates about the future of global power.
Loomer presents her first argument in the simplest possible terms. She claims that multipolarity exists to destroy American supremacy. According to her, Russia promotes the doctrine because it seeks the decline of the United States, while China, Iran, and other governments adopt the same language for the same reason. In her account, multipolarity is not a description of the international system but a political weapon aimed directly at Washington. The disappearance of American predominance therefore becomes the central objective of every state that speaks of a multipolar world.

This argument mistakes consequence for intention. Multipolarity does not begin with hostility towards America. It begins with the observation that the distribution of power has already changed. China possesses industrial capacity on a scale unseen in modern history. India has become a continental power with global ambitions. Russia remains one of the world’s foremost military powers despite unprecedented sanctions. Regional actors such as Turkey, Saudi Arabia, Brazil, Indonesia, and others increasingly pursue independent policies rather than automatic alignment with Washington. These developments did not emerge because someone wrote books about multipolarity. The books appeared because the balance of power was already shifting. The decline of unipolarity is therefore not a revolutionary program but a recognition of political reality. No empire has remained permanently dominant. History moves through changing distributions of power, and every generation mistakes its own arrangements for permanent truths until events prove otherwise.

Loomer’s second argument portrays multipolarity as an alliance between Russia, China, Iran, Islamist movements, and other governments united by hatred of the West. She presents these actors as members of a single ideological front whose common purpose is the destruction of Western civilization. Under this interpretation, every state that speaks of multipolarity belongs to the same hostile camp regardless of its own interests or historical experience.
                                 
This confuses coincidence with unity. The countries commonly associated with multipolarity frequently disagree on questions of territory, economics, religion, and regional influence. India maintains strategic rivalry with China while participating in organizations that include Beijing. Turkey remains a NATO member while purchasing Russian military equipment. Saudi Arabia cooperates with Washington while simultaneously expanding relations with Moscow and Beijing. Iran and Russia share interests in some regions but not in every sphere. Brazil follows its own priorities, while Indonesia pursues another course entirely. There exists no single ideological headquarters directing these governments towards one objective. What unites them is not identical beliefs but the desire to preserve greater freedom of action. Multipolarity does not require permanent friendship among its participants. It merely assumes that several independent centers of power exist simultaneously.
Loomer’s third argument claims that multipolarity functions primarily as Russian propaganda. According to her, Moscow employs information campaigns, media personalities, and sympathetic commentators to persuade Western audiences that American leadership should end. The doctrine therefore appears as little more than a sophisticated psychological operation.
Propaganda cannot manufacture geopolitical reality. It may exaggerate events or shape perceptions, but it cannot create factories, armies, populations, technological industries, or national interests. The emergence of several major powers has measurable economic and military foundations independent of any Russian information campaign. China did not become an industrial giant because of Russian messaging. India did not become the world’s most populous country through propaganda. American debt, political polarization, and industrial decline cannot be explained by foreign influence alone. Every great power produces narratives supporting its own interests. Washington has done so for generations, just as London, Paris, Moscow, and Beijing have done before it. To reduce structural transformation to propaganda mistakes symptoms for causes.
Loomer’s fourth argument describes multipolarity as the greatest threat to Western civilization itself. She presents American predominance as the final guarantee of Western survival. Once that predominance disappears, she argues, the civilization that produced Europe and North America will inevitably collapse beneath hostile external forces.

This assumes that civilization depends upon imperial management from a single capital. Yet Western civilization existed for centuries before the United States emerged as the world’s leading power. Classical Greece, Republican Rome, medieval Christendom, Renaissance Italy, imperial Spain, Bourbon France, Victorian Britain, and many other historical forms flourished under very different political arrangements. Civilizations possess cultural continuity independent of whichever state temporarily occupies first place. Indeed, empires often weaken the societies they lead by drawing them into endless military commitments, financial burdens, and ideological universalism. A civilization survives through confidence in its own traditions, institutions, and people rather than through permanent global supremacy [as Iran has been demonstrating with so much courage, dignity, intelligence...]
Loomer’s fifth argument attacks thinkers associated with multipolarity, especially Alexander Dugin. She argues that such figures openly desire the destruction of the United States and therefore reveal the true intentions of the entire doctrine. Since some advocates welcome the end of American predominance, she concludes that multipolarity itself must be directed against America as a nation.
                             
This moves from particular individuals to universal conclusions. Every major political tradition contains voices motivated by hostility towards rival powers. During the twentieth century, many American strategists openly sought the collapse of the Soviet Union. That did not mean every supporter of American leadership desired the destruction of the Russian people. Likewise, criticism of American global predominance does not necessarily imply hatred of America itself. Many advocates of multipolarity distinguish between the American nation and the international system established after the Cold War. They argue against universal political structures, not against the existence of the United States. Agreement or disagreement with that distinction remains a matter of political judgment, but it should not be erased.
Loomer’s sixth argument maintains that Western commentators sympathetic to multipolarity serve as useful instruments of hostile governments. Whether knowingly or unknowingly, she argues, they spread narratives that weaken national unity and encourage America’s enemies.
Two very lucid and courageous thinkers of multipolarity Alexander Dugin and George Galloway, the producer of the so valuable podcast Moats,  
Such reasoning risks replacing debate with suspicion. Political disagreement has always existed within free societies. Citizens may oppose intervention abroad, criticize alliances, question sanctions, or advocate different grand strategies without acting as foreign agents. Once every dissenting argument becomes evidence of hidden allegiance, public discussion gives way to accusations instead of analysis. Democratic societies depend upon distinguishing disagreement from disloyalty. Otherwise every political controversy becomes a search for traitors rather than an examination of competing ideas.
The deepest weakness in Loomer’s argument lies elsewhere. She assumes that the preservation of peace depends upon one state remaining permanently supreme. History suggests the opposite. Concentrated power often tempts its holder to expand beyond necessity because few external restraints remain. A world containing several powerful civilizations does not eliminate conflict, but neither did unipolarity. The decades following the Cold War witnessed repeated military interventions, regime-change campaigns, sanctions, and expanding geopolitical confrontation despite the absence of any peer competitor. The central question is therefore not whether one prefers America, Russia, China, or any other power. The question is whether lasting order is more likely to emerge from permanent global predominance or from a balance among several enduring centers of civilization. Multipolarity answers the second question. Its critics answer the first. That disagreement concerns the structure of international politics itself rather than merely the ambitions of any single state.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Os aforismos e ditos da higiene e alimentação naturista preservados pela tradição Portuguesa no começo do séc. XX.

"Celeste  Hygia, da Saúde Guarda..."
 Consagrei-lhe um texto em: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2021/03/uma-invocacao-da-deusa-da-saude-grega.html

Durante muitos séculos adágios, aforismos, ditos, quadras, poemas foram os grandes transmissores da sabedoria milenária, pela sua concisão sendo mais facilmente lembrados e assim se evitando serem adulterados ou perdidos na marcha humana através dos cinco elementos e dos conflitos de mentalidades.
Muitos deles eram de ordem higiénica, psicológica, moral e religiosa, cientifica,  médica, ora de experiência repetida ora intuitiva.  Os aforismos da escola Pitagórica, de Hipócrates, da escola de Salerno e de Galeno foram dos mais famosos e tratados de conservação de saúde maiores ou menores surgiram com regularidade entre indianos, persas, chineses, gregos e romanos, cristãos, árabes, judeus,  ou na Itália, França, Espanha e Portugal. Entre os culturais mas também higiénicos e alimentares, na época do Renascimento, e sobretudo de origens greco-romanos destacaram-se os recolhidos e comentados magistralmente por Erasmo de Roterdão, nos seus Adágios,  que foram uma grande fonte da sabedoria no Renascimento.
Vamos apresentar alguns preceitos recolhidos na tradição Naturista Portuguesa que se afirmou no começo do séc. XX nas sociedades vegetarianas e suas revistas e em particular no Porto no Almanaque Vegetariano ilustrado de Portugal e Brasil, lançado pelo Dr. Amílcar de Sousa em 1911, como já narramos em artigos anteriores.

Publicado entre os anos de 1913 e 1920, teve talvez no seu segundo número, o de 1914 o mais rico de recolha de ensinamentos aforísticos relativos à saúde natural, à alimentação, à via equilibrada, à harmonia com a Natureza pois encontramos uma série de colecções de ditos de seres famosos ou importantes no naturismo e na medicina, sob os títulos de Conselhos de Saúde (55), Preceitos de Saúde (47), Conselhos alheios (44), Pensares Naturistas, O exercício Muscular tem íntimas relações com a vontade (18), Preceitos (10), Os 10 mandamentos do Banhista, Conselhos de Outrem (48), Conselhos de Higiene (49). 
                                           
Cremos que terão sido selecionados sobretudo, mas não só, pelo Dr. Amílcar de Sousa (1876-1940), a alma duriense liderante da Sociedade e do Almanaque, pois foram publicados anonimamente e parecendo-me por três mãos, uma assinando, e vamos assim selecionar os que parecem mais relevantes e não demasiado taxativos nem condenatórios, pois cada ser é único e tem o seu caminho próprio de se alimentar, aprender, desenvolver, criar, trabalhar, amar, meditar, adoecer e curar, envelhecer, desencarnar e evoluir.
                                       

                                          Conselhos Higiénicos:

O ácido úrico forma-se pelo uso da carne, e pelas bebidas assim como pela falta de actividade e vida sedentária. Dr. Boncharat

O uso dos agriões é o melhor depurativo. Dr. Gluber.

Tanto se digere com o estomago como com as pernas . Dr. Chomel.

Durante a marcha deve-se aspirar o ar pelo nariz. Dr. Claoné.

                                          Conselhos de Saúde.

Quem não mastiga bem torna-se mais tarde ou mais cedo gastrálgico Dr. Fleury.

O trabalho intelectual não se deve fazer à refeição Gautier [Só lia jornais, mas achava que o cérebro não trabalhava...]

A dança é uma ginástica excelente, desenvolve s membros e dá graça ao corpo, mas ao ar livre. Maugin

Quem tem menos prazeres, sente-os mais vivamente. Fontenelle.

Preceitos de Saúde.

Cavar a terra é um grande meio de conservar a saúde. Galeno.

Nunca bebas sem sede, nunca comas sem fome. Escola de Galeno

Nós encurtamos a vida, mas recebemo-la longa. Séneca.

O que não se come nos banquetes faz melhor que o que se come. Dr. Parise.

Poucas doenças  deixam de ser o baque duma enfermidade moral. Dr. Parise.

O trabalho, o suor e a fonte são os melhores meios de fortificar o corpo. Sócrates.

O sono humedece o corpo, enquanto que a vigília o seca. Hipócrates.

Escrever e ler

O melhor processo de escrever é sobre uma mesa inclinada e de pé, de forma que a luz nos venha da esquerda.

                                          Conselhos Alheios

1. Se se considerar o estomago, os dentes e o intestino o homem é frugívoro por sua natureza e origem. - Flourens.

2. O apetite cria-se pelo jejum. - Cornaro.

3. A saliva é o melhor dos alcalinos próprios para estimular o estômago. - Pr. Gubler.

11. O Exercício moderado depois de comer, evita a congestão cerebral. - Fonssagrives

13. As noites passadas em vigília abreviam a vida. - Bacon.

20. Costuma lavar-se a boca ao erguer, melhor é ao deitar. -  Prof. Bouchard.

Jaime de Magalhães Lima (15/11/1859-26-2-1936), o discípulo de Tolstoi e de Antero de Quental e o mestre ou Presidente Honorário da Sociedade Vegetariana de Portugal, «Sociedade filantrópica [que] tem por fim promover a saúde e o bem estar da Humanidade, aconselhando  uma alimentação e uma higiene conforme a natureza.»

Pensares Naturistas
Acontece com a conquista da da guerra o mesmo que com a conquista da liberdade. A saúde não é o resultado dum fiat, mas dum sem número de pequenas acções que executamos ou não.

O único motivo que há para não proceder razoavelmente é a preguiça preguiça intelectual para rever e física para executar.

O fruto oleaginoso mais digerível é o pinhão, dos nossos queridos pinheiros mansos que ornamentam as paisagens do nosso país com as suas frondes em umbela.

Os músculos são fixadores de oxigénio. - Paul Bert.

A pele é um coração periférico. Quem a fricciona dá-lhe resistência.

Quem cai doente é porque ingeriu mau ar e mau alimento [embora não só...]. A doença é uma crise curativa .

      Preceitos (pelo médico bracarense Candido Bacelar.)
Quem muito ceia, toda a noite rabeia.

De grandes ceias estão as sepulturas cheias.

Afaze-te a dormir de janela aberta
se quiseres ter a saúde certa.

Quebra o jejum com fruta e água fria,
senão queres que teu estômago sofra de azia.

Conselhos de Outrem

As curas de morangos são soberanas para curar a gota. - Linneu.

Quanto menos se comer à noite, melhor se dorme. - Dr. Fonssagrives

Na atonia intestinal os legumes herbáceos são soberanos. - Malibrau.

O consumo da carne tende à gota e à apendicite. - Prof. Gautier.

Hygeia, deusa da higiene e saúde, e seu irmão Telésforo, 
 o portador (paciente) da convalescência rumo à plenitude. 

Conselhos de Higiene
O ar puro é mais útil que um bom alimento. Ele é o nosso elixir vital. - Dr. Reveille Parise.

O jejum é a morte do vício, o grito da virtude a origem de todo o vigor o remédio de todos os males. - S. João Crisóstemo.

Andar descalço é uma vesificação que chama os humores às extremidades e os elimina. - S. Kneipp.

O exercício é para o organismo uma necessidade tão imperiosa como a nutrição.

A cura de uvas é um poderoso meio terapêutico muito esquecido. - Dr. Martiner.

Máxima dum centenário: pouco alimento, muito exercício. Dr. Parise

Bebe só com sede e aos goles. - S. Kneipp.

A luz é um alimento subtil do sistema nervoso. - J. V.