domingo, 1 de março de 2026

Biografia do mártir Ali Khamenei, já que não podemos fazer as das duzentas crianças assassinadas igualmente no 1º dia do ataque traiçoeiro israelo-americano

  Dia 1 de Março, 11:00. Abrindo há pouco as notícias da Press-tv.ir e da Tass.com, constatei que o líder Ali Khamenei foi martirizado na sua própria casa. Cumpriu a sua missão até ao último segundo e juntou-se à milenária comunidade espiritual martirizada do Irão shiia. Uma certa dor e fraqueza, tanto mais que estava em jejum, mas quão imensa não será a de milhões e milhões de iranianos,pois quatro comandantes militares e cerca de 160 crianças duma escola e quarenta jovens jogadoras de voleibol noutro local foram também assassinadas por bombas norte-americanas precisas. Haverá alguma relação com a pedofilia e crimes contra as crianças da elite epsteiniana que lidera este conflito, com o pedófilo Trump a passear-se em comícios a enganar as pessoas com as suas carinhas e bocas, mas cada vez mais desgastado, e o traiçoeiro e corrupto Netanyahu já em estado terminal mas a  pedir de novo e hipocritamente, e para fingir que tem alguma razão no seu acto desesperado para se manter no poder, tal como na guerra dos 12 dias, para que os Iranianos venham para as ruas, talvez para serem mortos pelas suas bombas, pois não seria para apoiarem quem tanto os odeia?

Ayatollah Khamenei era um resistente, preso seis vezes pela tenebrosa polícia do shah ou xá Reza Pahlavi, um combatente corajoso na defesa do Irão contra o Iraque de Saddam armado poderosamente pelo Ocidente, um sábio, dominando quatro línguas, e  especialista em literatura persa, árabe e religiosa, sabendo tocar e cantar, poetizando ainda. Tal como o general Soleimani, foi assassinado traiçoeiramente (com membros da sua família) pelos israelitas e norte-americanos, morrendo no jejum do Ramadam e a trabalhar no seu escritório.
Apresentamos uma breve bibliografia aproveitando dados de algumas fontes. 
Ayatollah Ali Khamenei, nascido a 19 de Abril de 1939  numa família humilde de religiosos (mas imanzâdés, ou seja descendentes de um Imam, o quarto, Zayn al-Abedin) na cidade sagrada de Mashhad, estudou na Universidade de Qum (onde eu estive em peregrinação e proferi uma conferência para os estudantes religioso), e cedo se destacou pela sua inteligência e capacidade de discursar, entrando nos grupos que contestavam o regime pró-americano autoritário e repressivo do Xá, sendo preso entre 1960 e 1970   seis vezes pela polícia secreta, a Savak, suportando torturas, exílios internos e clandestinidade perigosa.  
   Com a revolução que trouxe Khomeini (1900-1989) de Paris para Teerão, Khamenei tornou-se rapidamente um dos principais líderes e foi assim por mais de uma vez atacado pelos seguidores do Xa ou opositores do regime islâmico, a primeira quando estava a proferir uma palestra numa mesquita em Teerão em 27 de junho de 1981, pelo MEK, grupo ainda hoje activo no estrangeiro, e com bastantes assassinatos à sua conta, o qual fez detonar através de um dos seus fanatizado membros uma bomba escondida num gravador colocado à sua  frente.
A explosão afectou-lhe gravemente os pulmões e paralisou para sempre o braço direito (algo que a maioria dos ocidentais viam e atribuiam a um AVC). O facto de  ter sobrevivido foi visto pelos seus amigos e seguidores como um sinal da providência divina, de protecção e escolha para uma mais alta missão. 
                               
Foi eleito presidente da República por esmagadora maioria (97%) em 1981, e tornou-se  o grande ajudante do líder supremo Khomeini (e na fotografia com o heróico general e mártir Soleimani), trabalhando bastante no fortificar das tropas iranianas. Em março de 1985, ano em que foi eleito pela 2ª vez, com 87% dos votos, um suicida fez-se explodir numa oração de sexta-feira  na Universidade de Teerão quando Khamenei estava a pregar. Morreram várias pessoas, mas Khamenei nada sofreu e, após minutos, retomou o seu sermão, apontando as culpas aos dirigentes do Iraque, com quem estavam em guerra e prometendo: "Responderemos a cada murro com um murro mais forte".
 Na guerra Irão-Iraque (1980-1988), Ali Khamenei, além de presidente. era o representante de Khomeini no Conselho Supremo de Defesa, tendo estado muitos meses na linhas de batalha,  testemunhando as mortes de inúmeros comandantes e soldados amigos, compreendendo que o apoio do Ocidente a Saddam Hussein, nomeadamente dos EUA e Israel era criminoso e neles não se podia confiar, algo que já sabia por experiência pessoal e  que manterá com bastante força em toda a sua regência, manobrando ou influenciando os sucessivos presidentes e altos responsáveis iranianos, e apoiando a resistência islâmica nos países do Médio Oriente.
Quando o "Pai da Revolução,"  pouco depois de ter imposto a 14 Fevereiro de 1989 uma fatwa contra Salman Rushdie pelos insultos à religião Islâmica no seu livro Versículos SatânicosAyatollah Khomeini, morreu a 3 de Junho 1989, e Ali Khamenei, foi escolhido apesar de não ser um marja (a autoridade religiosa de alto nível) na época, após um processo demorado no Concelho dos Especialistas, que chegara a votar até uma  liderança grupal.
No seu primeiro discurso como Líder supremo, admitiu: "Sou um indivíduo com muitas falhas e deficiências e verdadeiramente um seminarista menor", embora tivesse começado a aprender a ler e a estudar o Alcorão aos quatro anos, prosseguindo depois os seus estudos com alguns aiatolas respeitados.  A constituição da República Islâmica do Irão foi posteriormente alterada para permitir que ele servisse como Líder. O seu apoio à educação e ao desenvolvimento da ciência foi notório e o sector feminino da população se teve algumas restrições nos vestuários e costumes deu um salto prodigioso no seu nível de escolarização, cultura e capacidades inovadoras. 
Ali Khamenei emitiu uma fatwa (decreto religioso) em 2003 proibindo o desenvolvimento de armas nucleares, declarando-as anti-islâmicas. Apesar da fatwa, o Ocidente epsteiniano continuou a afirmar que o Irão estava na busca duma bomba nuclear, o que era um pretexto para fazer constante bullying e espionagem sobre o Irão, nomeadamente através das inspecções da Agência Geral de Energia Nuclear sionizada, ao mesmo tempo que, na mira das riquezas do Irão, em especial o óleo,  apoiava todo o tipo de descontentamentos e manifestações  que foram reprimidas com força pelas autoridades iranianas sob as ordens de Khamenei. Discute-se agora se o novo líder supremo derrogará tal ordem...

Um ano antes de morrer, sabendo certamente que não poderia escapar muito mais tempo aos assassinatos pelos israelitas e norte-americanos dos melhores iranianos, cientistas, militares e clérigos, numa cerimónia da Ashura em Teerão, Khamenei não pregou e antes segredou ao elogista ou panegirista Mahmoud Karimi  uma mensagem, que Karimi  anunciou entãoà multidão: "Sua Eminência  disse-me para recitar isto: 'Permanecerás na minha alma e coração, ó Pátria…'"  
 
Um mês antes de sua morte, enquanto as forças dos EUA se concentravam na região e o presidente Trump e Netanyahu ameaçavam atacar, Ali Khamenei  fez os seus últimos avisos públicos. Diante de seu povo declarou: "Os norte-americanos devem saber que, se começarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional." E ainda: "um porta aviões é um instrumento de guerra muito poderoso, mas mais poderoso é o dedo que dispara e o envia para o fundo do oceano." 
Será que tal desafio ou profecia se realizará face aos três porta aviões norte-americanos na região, um dos quais o responsável pelo bombardeamento premeditado (satânico, epsteiniano?) de uma escolazinha de província junto ao estreito de Ormuz, em que morreram 160 crianças e algumas professoras?
 
Pode-se dizer que Ayatollah Khamenei foi um dos último elos mais importantes ou conhecidos  da geração fundadora da Revolução de 1979. E se há quem diga que a sua morte deixará um vácuo de poder, e fechará um capítulo da história moderna do Irão,  também há quem pense que provavelmente o seu filho, que também combateu na guerra do Iraque e do Irão e que tem acompanhado muito o seu pai, continuará possivelmente até com mais força o caminho da independência e libertação do Médio Oriente e da Ásia Ocidental do imperialismo norte-americano e do sionismo israelita, algo a que estamos agora a assistir intensa e decisivamente com o ataque traiçoeiro, pois realizado no meio de negociações de paz e no período do Ramadam (o que foi escolhido com antecedência) de Israel e dos USA a soldo do megalómano sionista do grande Israel Benjamim Netanyahu, que delirantemente se arroga com direito, vindo do Genesis bíblico (para consumo dos tolos zio-evangélicos crentes no Antigo Testamento)  a todas as terras e países à sua volta, algo que o embaixador norte-americano  Mike Huckabee, em recente entrevista em Jerusalém a Tucker Carlson, confirmou que achava muito bem.
A grande luta entre o Bem e o Mal de Satan  ou Ahriman  no mundo político e psíquico está em marcha, e anote-se que Vladimir Putin já fez um rasgado elogio a Ali Khamenei e a China também condenou veementemente o ataque ao Irão. Dos comentadores Alastair Crooke também elogiou muito o ser caracter estudioso e modesto e ter afirmado na sua dignidade permaneceria na sua casa que oferecia a sua vida pela nação. Oremos para que as forças da Luz e Divinas vençam o mais rapidamente possível, provavelmente com o recuo dos invasores... 

O ataque traiçoeiro ao Irão o que vai gerar? Breve reflexões antes de ver as notícias matinais. Pax. Lux, discernimento.

                                      

Novo mês, novo dia, 1 de Março, Domingo, o que devemos pensar, orar e antecipar sobre a guerra iniciada ontem Sábado pelo ataque traiçoeiro de Israel e do seu vassalo Estados Unidos da América?

Para além de orarmos pela paz e o discernimento geral e sacudirmos panos, lençóis e colchas brancas à janela, enviando tal desiderato para o mundo, para além de orarmos  Deus por luz e paz, e pelo rápido fim do conflito com a vitória dos que são mais da Luz e da Verdade e da Divindade,  para além de denunciarmos a malignidade dos regimes israelitas e norte-americanos e britânicos, mais os dos seus coligados, o que deveremos esperar do que aconteceu e surge nas notícias de hoje, certamente não nos canais televisivos da manipulação geral para a população tola, vacinada contra ao discernimento e a procura da verdade?

Mais mortandade e destruição reciproca? No jogo da batalha naval algum dos porta-aviões ao fundo? Novos tipos de misseis iranianos ainda mais inteligentes que as anti-aéreas da coligação Epstein, ou seja dos israelos-americanos e britânicos?

Mais criminalidade e assassinatos dos egoicamente megalómanos dos israelitas e ocidentais que pensam que podem decapitar os regimes ou governos adversários matando os sucessivos governante e militares quando o seu povo está unido na oposição a tal tentativa  mudança de regime e novos dirigentes virão ao de cima, ainda mais motivados para fazerem justiça aos seus mártires?

A população mundial cada vez mais desperta, pesem as narrativas oficiais sionizadas e imperializadas dominantes da Fox News e CNN aos Milhazes, Rogeiros e Soleres? 

A Rússia e a China, manter-se-ao contidas, ou darão apoios discretos ou mesmo forte aos iranianos, já que são como eles vítimas do eixo do mal ocidental, sobretudo a Rússia?

Iraque e Iémen, países maioritariamente xiitas e inspirados pelos mesmo 12 Imams,  conseguirão ajudar o Irão a defender-se e a ripostar?

                               

O estreito de Ormuz fechado até onde irá fazer disparar os preços de combustíveis e logo de alguns bens no mundo? 

Bibi escondido em Creta, uma ilha já semi-sionizada? O líder supremo do Irão morto como mártir no seu posto e já substituído por um ainda melhor?

Que repercussões vai haver na luta entre a Rússia e a Ucrânia, agora que os governantes degenerados ingleses e franceses querem armar com armas nucleares um viciado em cocaina e já semi-doido como é Zeelensky, que continua a proclamar que morreram 50.000 ucranianos, quando já morreram mais de um milhão e meio, apoiado pelas ratzanas que dirigem a União Europeia, gordas do sangue ucraniano, não sabemos se dos 50.000 se do milhão e meio, que provavelmente dirão mais algumas parvoíces hipócritas, como Ursula von Pfizer já fez (com o chihuaha Rangel), condenando o ataque às bases norte-americanas na Arábia saudita, como se fosse um ataque contra o povo ou o Estado da Arábia Saudita.

Como reagirá a comunidade islâmica dos crentes, a Umma, ou os religiosos de alguns países  e comunidades, tais as confrafrias de Irfan e sufis? Exprimirão o seu apoio, como muitos tem dito nos meses anteriores, em prol da paz, do diálogo e da independência?

Eis algumas das perguntas com que começamos o dia antes de ligar a internet e ver por canais alternativos, e provavelmente a Al-jazeera, o que se passa no terreno e internacionalmente. 

Confirmar-se-ão as previsões dos melhores analistas internacionais que não será um novo Iraque, Líbia, Síria, Venezuela o ataque ao Irão e que USA e Israel vão ser apertados fortemente, ou mesmo humilhados, tal a inoperância dos seus sistemas defensivos contra as respostas justas do Irão?

A confirmar-se tal resistência iraniana deveremos admitir que os demoníacos israelo-sionistas-norte-americanos globalistas lançarão alguma bomba nuclear? 

O que os melhores comentadores da geo-estratégica nos dizem e prognosticam, tais Douglas Macgregor, Scott Ritter, Alexander Dugin, ou numa  lista completa publicada há dias:  

 «Douglas Macgregor, Alexander Dugin, Scott Ritter, Larry Johnson, George Galloway, Prof. Seyed Marandi, Tucker Carlson, Chris Hedges, Prof. Jeffrey Sachs, Prof. John Mershmaier, Patrick Heningsen, Max Blumenthal, Andrei Martyanov, Judge Napolitano, Brian Berlic, Pepe Escobar, Aaron Maté, Garland Nixon, Richard Medhurst,  Laith Marouf, Daniel Davis, Glenn Diesen, Clayton Morris, Kim Iversen, Yves Engler, Jackson Hinkle, etc.»

Oremos a Deus e aos mestres e Anjos, santos e imams que protejam as pessoas e inspirem para que a guerra termine rapidamente e com o menos possível de morte e sofrimento... 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Irão atacado traiçoeiramente e hubricamente, pelo eixo do mal epsteiniano, vencerá numinosamente.

                             

      O ataque traiçoeiro de Israel e USA concretizou-se na manhã de dia 28. Sábado, dia de trabalho e de aulas no Irão e as primeiras vítimas conhecidas são cerca de 160 almazinhas juvenis mortas por um míssil bem apontado pelos profissionais do IDF israelita, ou então  dos 200 jactos que se lançaram no ataque cobarde. 

O Irão é uma nação e religião de mártires (o Shiismo, com os seus 12 Imams) e sofreu logo uma centena de almas puras decepadas às mãos dos Epsteins, e gerou nos familiares, amigos e no povo iranianos cada vez mais unido certamente o contrário do que o hipócrita e diabólico Netanyahu afirmava a essa hora nas televisões mundiais controladas pelo sionismo: "Povo iraniano, estamos convosco. Saiam para as ruas..." ... Na realidade, vemo-los nas escolas tornadas escombros e cemitérios...

 Após esse ataque inicial traiçoeiro que consta de uma dezenas de mísseis, drones e  bombardeamentos,  o Irão reagiu cumpriu o que já prometera: um ataque do eixo israelo-americano seria motivo de uma resposta regional a todas as bases norte-americanas na região, nos países árabes há muito corrompidos pelo dólar, e os epsteins. pelo que as bases nesses países tornar-se-iam alvos legítimos. E assim sucedeu no Qutar, Arábia saudita, Emirados, Bahrain, Jordânia.  Se as defesas anti-aereas e jactos da coligação epsteiniana conseguiram abater muitos dos drones e mísseis da resposta justa do Irão, alguns conseguiram penetrar e fazer mossas significativas. 
                                           

Os ataques ao Irão irão continuar segundo Trump e os seus conselheiros por quatro ou cinco dias (pensam eles na sua hubris)  até obliterarem o governo dos detestados ayatollahs, enquanto os iranianos vão ripostando sobre Israel e sobre os navios e bases dos norte-americanos. Com certeza absoluta sabe-se ainda pouco dos resultados. 

Se o líder Khamenei foi morto em defesa da sua terra e se Netanyahu fugiu de avião cobardemente, também não podemos ter certezas. Veremos. E oremos para que as forças verdadeiramente da verdade, do bem, da religião, da tradição, as do Irão, vençam as da corrupção, pedofilia, caos, escravização, dos USA, de Israel e da União Europeia, onde a pro-nazi Ursula von der Lying já veio condenar o Irão por estar a atacar a Arábia Saudita, o que o chihuaha rangélico português repetir igualmente. Mais um prémio nobel da paz e da hipocrisia para a Europa submetida aos infrahumanistas da oligarquia...

 O Irão xiita não vai ser o Iraque, a Líbia, a Síria, a Venezuela e, pelo contrário, provavelmente está predestinado (após tantos mártires e há tantos anos) para deitar bastante abaixo as forças ahrimanicas ou demoníacas na Terra... Amen. Oremos, Assim seja! 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O ataque traiçoeiro e criminoso ao Irão está eminente. Oremos! Com breve recapitulação dos últimos dias.

                                         

         Reflexões e orações em folhetim, ao longo destes dias.  

1ª, 20/2. 9:12. Perante a iminência de mais uma agressão invejosa, injustificada, violenta e criminosa dos governos do USA e de Israel contra o Irão, que Crísticamente, que Shiaamente, vai mais uma vez deixar que a rapacidade traiçoeira dos coligados matem e destruam inicialmente à vontade, ao atacarem pela calada nocturna de surpresa, devemos interrogar-nos se além desses dois países governados por monstros, um totalmente fanático e diabólico, o outro um milionário megalómano inculto e em fuga dos ficheiros Epstein, os restantes desgovernantes  da União Europeia, tão submissa e vendida à oligarquia norte-americana e sionista, vão também tentar mordiscar alguma carne iraniana que possam, posicionando-se para tal ao intervirem directamente no ataque ao Irão ou que seja apenas à resposta iraniana, que vai certamente ser justa, e divina?

A população e a bandeira Shia do Irão e do Iraque vai ser tingida de novo de sangue mas continuará desfraldada, resistente e inspirando os iranianos à luta pela sobrevivência e a vitória e numa batalha decisiva contra a opressiva hegemonia do Ocidente degenerado, sionizado, infrahumanizado, diabolizado...

Oremos para que seja breve a luta e que haja o menos possível de mortes e feridos, e ainda que as cúpulas de Israel e USA sejam derrotadas e  demitidas, oremos a Deus, aos arcanjos e anjos, aos  imames, santos, sorores, mestres e génios aladinícos.  Pax, Lux!

2ª. 22/02/26
Continuam a acumulação de forças armadas norte-americanas para o ataque ao Irão. Que facilidades poderem juntar tudo para junto do país que querem atacar e poderem ainda ser eles os primeiros a fazerem-no (sem serem criticados; como seria se o Irão fosse o primeiro a disparar?), provavelmente pela calada da noite e em grande força, para tentarem destruir os lideres políticos e os comandantes militares e as zonas de defesa principais. Até Portugal tem contribuído, com o aeroporto das Lages a encher-se de aviões, armas e combustíveis para mais rapidamente atingirem o Irão e o seu povo independente.
Entretanto os apelos ao ataque por parte dos políticos e militares mais sujos, corruptos, extremistas, sionizados continuam, destacando-se Benjamim Netanyahu, o principal interessado na guerra, o russofóbico Lindsey Graham, o senador John Kennedy, e vários militares norte-americanos e israelitas.
Do lado iraniano reina a calma da natureza antes da tempestade. O simpático professor Seyed Morandi está constantemente a ser entrevistado pelos principais canais informativos não sionizados nem oligarquizados e reafirma a vontade de resistirem.
Igualmente hoje 22, como pode ver na www.presstv.ir, 
um alto comandante militar, o Brigadeiro General Asadi, veio classificar toda a movimentação como um jogo teatral, e o enviado norte-americano Steve Witkoff parece confirmá-lo ao confessar hoje que Trump lhe dissera que está admirado com o facto dos iranianos não se terem rendido às suas ameaças. Todavia, o comandante iraniano avisou que estão prontos a responder e que desta vez não irão aceder aos pedidos norte-americanos para não responderem mais à agressão traiçoeira de Israel. Muito provavelmente, apesar do porta-aviões Gerald R. Ford estar já no Mediterrâneo para proteger Telavive, esta cidade vai ser bastante mais destruída, e já não só nos cinco ou seis alvos como foi da última vez na guerra dos 12 dias de 2025.  

Considerando a movimentação de navios na região como uma fase de propaganda, o Brigadeiro General Asadi disse  que a resposta a tal movimentação teatral foi bem dada pelo Ayatollah Seyed Ali Khamenei, recentemente: "Claro que um porta-aviões é um dispositivo perigoso, mas mais perigoso do que o porta-aviões é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar."
Brigadeiro General Asadi  recordou o fracasso dos inimigos da República Islâmica nos últimos 47 [anos apesar das centenas de assassinatos que sofreram] e afirmou "Esperamos que os malignos belicistas como a América, a Inglaterra, a França, a Alemanha e o regime sionista acabem eventualmente como tumores cancerígenos na região do Oeste da Ásia," e reiterou a prontidão de combate das Forças Armadas Iranianas, enfatizando que estão preparadas para defender e agirão de forma muito mais firme e poderosa do que no passado: "A resposta das Forças Armadas a qualquer erro de cálculo e ato de tolice do inimigo será mais devastadora do que nunca."
 
3º 22/2. 19.00 Questões: Quem decide o ataque? O megalómano do Trump e os seus conselheiros, o Pentágono ou antes Netanyahu e os sionistas de Israel e dos USA?  Provavelmente os três, e sobretudo os sionistas, inimigos mortais da República Islâmica do Irão e que sabem que esta época é a mais adequada dado que é a do Ramadam, e brevemente começarão nos USA os Jogos Olímpicos. 
2º Bombardearão traiçoeira e impiedosamente, e tentarão desembarcar, ou contam com infiltrados da CIA e Mossad, para causar mais confusão e destruição?   Provavelmente bombardearão só e contarão com infiltrados e corrompidos.
 3º Que mortos ou novos mártires resultarão do ataque traiçoeiro? Além da população, o próprio Ayatolah Khamenei e vários dos comandantes? Não  podemos adivinhar, mas quem quer que seja martirizado será substituído, e o povo iraniano e as suas forças armadas não sucumbirão. 
4º O que devemos orar, como devemos encarar na Divina Providência? É mesmo uma batalha decisiva entre as forças do bem e  do mal, ou não devemos abstractizar para tal nível, mais uma guerra do imperialismo ocidental e do sionismo contra quem se opõe a ele?  Mesmo assim, o plano Divino de Bem para a Humanidade como recebe e ressoa esta batalha, e o que pede de nós? Lux Dei!
 5º  
A 25 de Fevereiro o impasse do ataque continua pois as chefias militares norte-americanas sabem bem que não será a pêra doce que alguns querem vender, e é grande o número dos melhores analistas, jornalistas e comentadores internacionais (tais  Douglas Macgregor, Alexander Dugin, Scott Ritter, Larry Johnson, George Galloway, Prof. Seyed Marandi, Tucker Carlson, Chris Hedges, Prof. Jeffrey Sachs, Prof. John Mershmaier, Patrick Heningsen, Max Blumenthal, Andrei Martyanov, Judge Napolitano, Brian Berlic, Pepe Escobar, Aaron Maté, Garland Nixon, Laith Marouf, Daniel Davis, Glenn Diesen, Clayton Morris, Kim Iversen, Yves Engler, Jackson Hinkle, etc.), a condenarem a aventurice  criminosa pro-sionista... E consta que serão mais os ajudantes e enviados especiais de Trump, a proporem e decidirem o momento, Steve Witkoff e Jared Kushner, dois judeus, e que, ao negarem a existência de genocídio na Palestina, se tornam algo sionistas...  
6º Dia 26/2. Realizam-se as últimas negociações em Geneve, nas quais os Iranianos já ofereceram o pleno desarmamento nuclear para chegarem a um acordo de paz. A questão é a pressão dos lobies belicistas e sionistas que tem sustentado monetariamente Trump, e para os quais a guerra deve ser já lançada ou o Irão completamente desarmado balisticamente. Para poderem ser atacados traiçoeiramente, certamente...
 26. 19:30. Os satélites chineses fotografam a base militar dos USA em Israel, aonde chegaram onze aviões F.35, embora as negociações indirectas em Geneve tenham corrido bem, com nova ronda de negociações prevista  para Viena.
27/2. Um dos meios de comunicação do sistema hegemónico norte-americano, Politico, assinala a decisão de não serem os norte-americanos a lançarem o ataque, mas os israelitas. Estes terão que receber  a retaliação, embora contem com a cobertura que USA e os estado árabes corrompidos da região lhes farão. Entretanto uma guerra entre o Paquistão e o Afeganistão Taliban parece despontar, provavelmente fomentada por Israel, USA e a Índia, esta tendo já condenado o Paquistão, enquanto o Irão lembra que o mês do sagrado do Ramadan devia inspirá-los ao diálogo e à fraternidade.
27/2. 15:10. Alaistar Crookes, em directo e em diálogo Daniel Davis, desmontam as mentiras de Israel quanto ao perigo de Irão atacar Washington, crê que o momentum está bastante poderoso e é iminente, com mais de vinte navios poderosos norte-americanos e com uma propaganda imensa (tal a dos senadores norte-americanos Lindsey Graham e John Kennedy) para atacarem. E denuncia o sionismo de Modi e do governo da Índia actual. Por declarações de oficiais norte-americanos admitem que seja neste fim de semana o ataque.
27. 18:46. Um bom (com reservas por vezes, já que é britânico e continua por lá) jornalista e comentador diário, no youtube: https://www.youtube.com/@AlexMercouris, anuncia que as negociações falharam. E com ele outros, tal https://www.youtube.com/@LevanGudadze.  Pouco interessa que os iranianos se comprometam a não avançarem com o enriquecimento do urânio ( e o que já têm vale milhões, para uso civil-médico, e teriam de o dar), pois têm ainda de ficar sem mísseis balísticos, e não podem ter alianças com outros países ou grupos não controlados por eles. Vergonhosas imposições... Netanyahu, Lindsey Graham, John Kennedy, e vários outros sionistas e belicistas estão satisfeitos, diabólicamente, pois vai haver muito sangue e ruínas. Resta saber se não lhes cai em cima também o Carmo e a Trindade, divinamente... 
A Embaixada do Reino Unido já evacuara os seus cidadãos de Terão, e agora  as outras embaixadas começaram a fugir também, provando que o ataque vai ser perpetrado pelas forças israelo e norte-americanas e seus aliados e que podemos chamar, com toda a seriedade e propriedade, demoníacas, hubricas, criminosas. 
Oremos a Deus, aos espíritos celestiais, para que morra e sofra pouco gente e que o eixo do mal israelo-ocidental seja derrotado... 
 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Irão: livros (110) bons ou significativos sobre as suas Tradições, Poetas e Místicos, e o Islão sufi. Lista com breve apreciação, em progresso.

 Tendo em conta os ataques eminentes ao Irão, tão sagrado quão valioso, por parte de duas potências invejosas e destrutivas, divulguemos alguns dos tesouros da sua tradição, apresentemos alguns raios do seu coração, em livros que conheço ou possuo, para que haja mais circulação de energia psíquica a religar a Terra e o Céu, a Humanidade e a Divindade, e a invocar as bênçãos dos 12 Imams, para a alma colectiva e a riqueza civilizacional do Irão sobreviverem incólumes, dissipando-se ou desfazendo-se as sombras monstruosas e ameaçadoras dos seres demoníacos, que  se dizem até crentes ou mesmo cristãos sionistas, na sua ignorância, fanatismo e ilusões. 

 Que a República Islâmica do Irão vença e o  povo iraniano continue independente, corajoso, culto, shiia ou xiita mas acolhendo no seu seio as outras denominações religiosas,  e preservando a sua tradição religiosa, filosófica e literária de mais de 3.000 anos, com tantos mestres e génios imortais,  certamente ao seu lado subtilmente...
                                          
1º AMIR-MOEZZI, Mohammad Ali. Le Voyage initiatique en tgerre d'Islam. Ascensions célestes et itinéraires spirituels, sous la direction de... Institut Français de Recherche en Iran. Louvain-Paris, Peeters, 1996. In 4º gr. 373 p.  B. Anotado. Vinte um colaboradores valiosos, com artigos sobre as diferentes visões da ascensão espiritual, tal a de Paul Ballafant, L'Échelle des mots dans les ascensions de Ruzbihan Baqli de Shiraz.
 
AMMAN, Mir.  The Bhag o Bahar, or the Garden and the Spring being the adventures of King Azad Bhakt and the four Darweshes... translation  Edwardd B. Eastwick. London, Sampson, 1852. In-4º XII-255 p. Enc. Papel frágil.  Tradução da nova versão em Urdu, por Amman, da obra arabico-persa de Ata Husain Khanm, a Nau tarz-i Marassa, de aventuras e sabedoria, bem anotada pelo tradutor.
 
ANTONI, Charles (coord.) Le Soufisme. Voie d'Unité. Paris, Ed. Oroginel, 1997. In-4º 185 p. B. Dezasseis artigos bons, com coordenação, e um deles, do amigo Charles Antoni, tais de H. Shushud, J. Neaumét, A. K. Erguner, T. Dermitsel, D. Mortavazi, E. de Vitray-Meyerovitch.
 
ATTAR, Farid-ud-Din'. Le Mémorial des Saints. Trad. A. Pavet de Courteille. Intr. de Eva Vitray-Meyerovitch. Paris, Ed. Seuil, 1976. In-8º 312 p. B. Biografias, ditos ou sentenças e histórias instrutivas, místicas e admiráveis.
 
ATTAR, Farid-ud-Din. Tadhkaratul-Aulia or Memories of Saints. New Delhi, Kitab Bhavan, 1993. In-4º XXVIII-164 p. Tela com s/c. Anotado. Histórias incríveis e ensinamentos místicos  elevados no amor a Deus, com destaque para os de Hadrat Abul Hasan Khirqani.
 
ATTAR, Farid ud-din. The Conference of the Birds. Translated into English by C. S. Nott. London, 1985. In-8º gr 147 p. Br.

 ATTAR. A conferência dos Pássaros. S. Paulo, Cultrix, 1993.  In-8º 162 p. Br. Sofrível livro: tradução brasileira da tradução inglesa da tradução francesa da tradução de Garcin de Tassy do persa, e com muitas faltas de texto. Quase uma fraca tradução abreviada.

ATTAR. Le livre des Secrets. (Asrar-Nâma). Presentation et traduction du persan par Christiane Tortel. 1985. In-4º 248 p. B. Anotado. Bons comentários, ao lado do valioso poema alegórico, entre nós ilustrado por José Pinto Antunes, conforme vê em: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2018/03/a-conferencia-dos-passaros-de-attar.html e  https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2018/08/desenhos-e-poemas-attar-e-jose-pinto.html

AUTRAN, Charles. Mithra, Zoroastre et La Pré-histoire aryenne du Christianisme. Paris, Payot, 1935. In-4º 279 p. Br. Valiosos estudo sobre as influências, do III milénio A. C e a meio do I Milenio, do que se viria a tornar o judeo-cristianismo.

BHATNAGAR, R. S. Dimensions of Classical Sufi Thought. New Dehli, Motilal Banarsiddas, 1984. In-4º g. 241. Cart. Baseado nas obras de Sarraj, Kalabadhi, Qushhayri e Hujwiri, por um professor e especialista de urdu, um bom aprofundamento da evolução das doutrinas, com valiosos ditos dos mestres. 

 BORSI, Rajab. Les Orients des Lumières. Traduit l' arabe par Henry Corbin. Édition établie et introduite  par  Pierre Lory. Verdier, 1996. In-4º 120 p. B. Anotado. Texto baseado em correspondências númericas e de letras em relação aos doze imams xiitas.

 BRAHMA, Gyani Brahma Singh. Hazrat Mian Mir and the sufi tradition. Patiala, Punjabi University, 1994. In-4º 159 p. B. Anotado. Invulgar biografia, por um devoto e praticante do Guru Granth Sahib,  acerca do mestre de Mullah Shah, que foi o mestre de Dara Shikoh, com explicação valiosa do sufismo e das fraternidades sufis, e um glossário. 

BREUIL, Paul du. La Chevalerie et l'Orient. L'influence de l'Orient sur la naissance et l'évolution de la chevalerie européen au Moyen Age. Paris, Tredaniel, 1990. In-4º 189 p. B. Valiosa história comparativista da cavalaria no Irão, no Médio Oriente e no Ocidente. 

CAHIERS de l' Institut des Hautes Études Islamiques. Dialogue islamo-chrétien et Tradition primordiale.  nº 11. Milan, Le Precieux, 2001. In-4º gr.  98 p. B. Artigos: In  Memoriam Réné Guénon, por Pallavicini, diálogo religioso, contemplação, etc.

CLERICI, Leonardo Alaeddin (coord.). Les Ages de Saadi. Bruxelles, Instituto di Skriptura, 1995. In-4º oblongo 149 p. B. Anotado. Celebração na UNESCO em Paris, em 1984, com participação mais valiosa de Reza Feiz, C. H. de Fouchécour, Farhadi, V. Mansour Monteil, M. Mahdi Rokni... 

CLERICI, Leonardo Alaeddin. Liberté Islamique. Essai de Théologie Politique. Dossier sur la propaganda & Manifeste et Programme. Alliance Libérale Euro-Islamique.  Bruxelles, Instituto di Skriptura, 2008. In-4º gr. 292 p. B. Dedicatória. Antologia de texts valiosos do amigo e notável filósofo humanista e islâmico italiano, neto de Marinetti.

CORBIN, Henry. Avicenna and the visionary recital. Dallas, Spring, 1980. In-4º VIII-420 p. B. Excelente estudo sobre as visões de Avicena e os anjos e entidades celestiais.

 CORBIN, Henry. Le paradoxe du monotheísme. Paris, Heren, 1981. In-4º gº 257 p. B. Anotado. Inclui ainda os valiosos ensaios Necessidade da Angeologia, e Da Teologia Apofática como antídoto do Niilismo.

CORBIN, Henry. Temps cyclique et gnose ismaélienne. Paris, Berg, 1982. In-4º 208 p. B. Com dois capítulos Le Temps cyclique dans le Madzeisme et dans l'Ismaelisme, com várias ligações aos Anjos, e  Epiphanie Divine et naissance spirituelle dans la gnose ismaélienne.  

CORBIN, Henry. En Islam iranien. Aspects spirituels et philosophiques. II Sohravardi et les Platoniciens de Perse. III  Les Fidèles d' amour Shi'ism et soufisme. IV. L'École d'Ispahan, l'École de Shaykhie, Le Douzième Imâm. Paris, Gallimard, 1971, 1972. Br. In-4º 384, 355 e 567 p. B. Anotados. Excelentes trabalhos sobre Sohravardi, o sufismo iraniano, da mesma época, as relações do shiismo e sufismo nos séc. XIV e XV, as escolas mais modernas, e o mítico 12º Imam.

CORBIN, Henry. Temple and Contemplation. London, RPI. 1986. In-4º 413 p. B. Anotado. Cinco artigos, de 1952, o mais correcto e valioso talvez seja sobre o simbolismo das cores na cosmologia Xiita 

CORBIN, Henry. L' Iran et la Philosophie. Paris, Fayard, 1990. In-4º 268 p. B. Anotado. Estudos valiosos sobre história das religiões, e sobre filosofia e  mística, com realce para Avicena, Attar, Sohrawardi. Moola Shadra.
                                             
CORBIN, He
nry. Histoire de la Philosophie Islamique. Paris, Galimard, 1986. 3ª ed. In-8º 546 p. B. Anotado. Excelente. Destaque para os cap. sobre Sohravardi e a Filosofia da Luz, a Metafísica do sufismo, e o pensamento shiita. 

  CORBIN, Henry. Terre Celeste et Corps ressurréction . De l'Iran Mazdéen à l'Iran Shi'ite. Paris, Buchet-Chastel, 1960. In-4º de 419 p. B. Com ded. Anotado. Obra de referência quanto à continuidade da Persia pré-islamica na islâmica, sobretudo através de Sohravardi e os seus continuadores, os Ishraqiyin,  com uma boa antologia de extractos muito valiosos de vários mestres iranianos sobre os corpos e os mundos subtis e espirituais, por Corbin traduzidos por mundo Imaginal (alam mithali, ou Malakut), e que intermediariza o mundo sensível-material  (alam hissi), e o mundo inteligível  ou das puras inteligências querubinicas, Jabarut. Corbin falha talvez um pouco ao acentuar demais a imaginação activa  como o órgão de percepção em Malakut e silenciar a visão pelo olho-subtil espiritual, que não é produto da imaginação, mas maturação e graça do corpo subtil-espiritual.

CORBIN, Henry. L'homme de Lumière dans le Soufisme Iranien. Paris, Presence, 1971. In-4º g. 231 p. B. Anotado.Excelente aproximação à orientação e iluminação, sobretudo em Sohravardi, Kobra, Nasjomddin, Ruzbehan, Najm Razi, Semnani. 

CORBIN, Henry. Corps spirituel et Terre Celeste. De l'Iran Mazdéen à l'Iran Shi'ite. 2ª ed. Paris, Buchet-Chastel, 1979. In-4º gr 303 p. B. O corpo espiritual na tradição mazdiana, e na xiita. E 150 páginas de antologia de onze místicos. Livro de referência. Interessaria conferir as modificações da 1ª para a 2ª edição, inteiramente revista, de algum modo explicadas nas doze páginas do prelúdio à 2ª ed.

CORBIN, Henry. L'Imâm caché. Paris, L'Herne, 2003. In-4º 301 p. B. Anotado. Ditos, tradições e crenças acerca do misterioso ou escondido 12º Imam, que muitos creem voltar um dia à manifestação terrena para iniciar uma época luminosa da Humanidade.

CURTIS, Vesta Sarkhosh. Mythes Perses. Paris, Seuil, 1994. In-8º 151 p. Br. A continuidade dos mitos e grandes figuras do Zend-Avesta, Bundahishin, o Shah-nama, Mil e uma Noites, Iskhndar-nama, com destaque para as figuras fabulosas.

DABU, Dastur Khurshud S. Zarathustra and his teachings. Bombay, 1966. In-4º VI-90 p. B. Ilustrado, bem. Na linha parsi, por um seu sacerdote ou dastur

DEMEERSEMAN, Andre. Nouveau regard sur la voie spirituelle d'Abd al-Qadir al-Jilami et sa tradiction. Paris, Vrin,1988. In-4º g. 180 p. B. Valioso estudo sobre este grande mestre Iraniano do séc. XII, fundador da famosa confraria sufi Qadarya, por um notável arabista, o padre Andre, que viveu sessenta e cinco anos no Líbano.

DUCHESNE-GUILLEMIN, Jacques. La religion de L' Iran Ancien. Paris, PUF, 1962. In-4º 412 p. B. Anotado. Excelentes estudo por um dos melhores especialistas da religiosidade iraniana antiga, que viveu mesmo mais de 100 anos (1910-2012) gerando por isso centenas de artigos valiosos e de comparatividade, compilados alguns online no Internet Archive.

EMRE, Yunus. Le Livre de l'Amour Sublime, presenté para Dominique Halbout du Tanney et Pierre Seghers. Paris, Seghers, 1987. In-8º 112 p. Enc. em seda. Bela edição desta poesia de amor místico em turco, embora Emre conhecesse o persa, da época de Rumi, com quem ele conviveu. Bem ilustrado. 

ERNST, Carl W. Ruzbihan Baqli. Mysticism and Rhetoric of Sainthood in Persian Sufism. Surrey, Curzon, 1996. In-4º XXV-181 p. B. Excelente estudo com centenas de notas bibliográficas sobre um dos mais elevados místicos iranianos que que teve visitações dialogantes com grande seres como Mohammad, Ali e Khidr e considerou que as suas imensas visões eram do mesmo nível dos profetas, que as suas wahy, revelações, não eram meramente ilham, inspirações, e que Deus o erguera a polo (qutb) espiritual. 

FIRDOUSI, Abou' Lkasim. Le Livre de Feridoun et de Minoutchehr rois de Perse. Traduction de Jules Mohil, d'a aprés de Shah-Nameh. Paris, l'Édition d'Art,  1924. In-4º 272 p. Enc. Da grande epopeia principal do Irão,  Shah-Nameh, escrita já no séc. XI, mas incorporando materiais muito mais antigos, uma escolha relativa a alguns dos heróis principais.

GARDET, Louis ANWATI, G.-C. Mystique Musulmane. Aspects et tendances. Experiences et Techniques. Paris, Vrin, 1961. In-4º máx. 310 p. B. Anotado. Excelente. As etapas históricas, as experiências sufis, as moradas e estados espirituais, a experiência do dhikr, método ou técnica. Obra notável, de referência. 

GEOFFROY, Éric. Le Soufisme en Égypte et en Syrie. Sous les dernieres Mamelouks et les premiers Ottomonas, Orientations spirituelles et enjeux culturels. Préface de Michel Chodkiewicz. Damas, Institut Français de Damas, 1995. In-4º máx. 595 p. B. Anotado. Muito bom estudo, com capítulos sobre as grandes correntes do tasawwuf na Síria, Egipto, Magreb, Turquia e Persia e soa profundamentos espirituais. 

GHAFFARY, Emir Nosrateddine. Farah.  L'Univers paradisiaque des soufis persans. In-4º 456 p. B. C/ded. Anotado. Excelente, de um mestre espiritual, ético e poético, cheio de citações dos grandes mestres iranianos e sufis.

GIGNOUX, Philippe (coord.) Recurrent Patterns in Iranian Religions: from Mazdaism to Sufism. Proceedings of the Round Table Held in Bamberg. Cahier 11, Studia Iranica. Paris, Association pour l'Avancement des Ètudes Iraniennes, 1992. In-fólio p. 173 p. B. Valiosos artigos de Ph. Gignoux, Todd Lawson, Anders Hultgard, Ph. Kreyenbroeck, Shaul Shaked e sobretudo A. S. Melikian Chirvani, com o The Wine Bull and the Magician Master, onde aprofunda a  imagem do vinho, tão recorrente na poesia mística persa, como luz. 

 GOBINEAU, Comte de. Les Religions et les Philosophies dans l' Asie Centrale. T. I e II. Paris, Crès, 1923. In-4º p. 310, 337 p. B. Obra clássica sobre o irfan ou sufismo iraniano, os Bahais, o teatro, a moralidade.  Anotado. Foi de Agostinho, Fortes, Alberto Ultra Machado.

GROUSSET, MASSIGNON,MASSÉ. L'Âme de l'Iran sous la direction de...  Paris, Albin Michel, 1951. in-4º p. 239 p. B. Artigos bons de Duchesne-Guillemin, Massignon, Khanlari, Jan Rypka, sobre Zoroastro, Hafiz, mística. 

 GUÉNON, Massé, Massignon, Carlo Suarés, Assin Palacios. Le Islam et L'Ocident. Paris, Cahiers du Sud.1947. In-4º 394 p. B. Dois artigos de Guénon Sayful Islam, L'Esotérisme islamique, e dois de Omar Ibn Al Faridh e de Sidi Abou Madyan. Uma época de muitos sonhos de diálogos e convergência ecuménica, com grandes intelectuais a cooperarem. 

GUVEN, Dr. Rasih. Vedanta and Sufism. Sankaracarya and Mawlana Jalalu'ddin. The Absolutism of Sankaracarya as compared with Mawlana jalaluddin Rumi's School of Thought. Ankara, 1991. In-fólio p. XXXIII-244 p. Valioso e pioneiro estudo e tese dum notável orientalista turco e que foi professor de várias universidades e Institutos. Aprovado por três mestres da sabedoria indiana, Gopinath Kaviraj,  B. L. Atreya, Mir Valiuddin este cristalizando bem as diferenças entre Shankara e Mevlana, quanto a relação do hiumano com o Divino, o 1º falando em unidade, pela via do conhecimento para atingir a absorção, enquanto Rumi é aletraidade, pela via do amor-devoção e e para atingir uma absorção ma com continuidade do espírito individual.

HAFIZ. Os Gazéis. Tradução de Aurélio Buarque de Holanda. in-8º gr 144 p. B. Tradução da versão francesa de Charles  Devilliers, ilustrada.

HALMAN, Talat Sait / METIN and. Mevlana Celaledin Rumi and the Whirling Dervishes. Sufi philosophy - Whirling Rituals  - Poems of Ecstsy - Miniature Paintings. Istambul, Dost Publication, 1992. 2ª ed. In-fólio 112 p. Br. Muito bem ilustrado. 

HENRY, Victor. Le Parsisme. Collection Les Religions des peuples civilisés. Paris, Dujarric, 1905. In-4º peq. 33 p. B. Nota de posse Rui Simões. Bom, com 13 menções das Fravashis, as guardiães celestiais, e, no capitulo da Demonologia, sete a Ariman...

HEYDARPOOR, Mahnaz. Love in Islam. Qum, Centre for Cultural and Ethical Studies, 2012. 3ed. In-4º 32 p. B. Anotado. Bem fundamentado estudo. "Deus criou o mundo a partir do amor, trata os seres humanos com amor e pede-lhes que amem."   

HUART, Clément. La Perse Antique et la civilization Iranienne. Paris, Renaissance du Livre, 1923. In-4º 295 p. B. Obra clássica dum especialista (1854-1926), bem ilustrada, com boas aproximações à religião.

JAMBET, Christian. La Logique des Orientaux. Henry Corbin et la science des formes. Paris, Seuil, 1983. In-4º 315 p. B. O Oriente de Henry Corbin, da Alma Cósmica à alma transfigurada, gnosticismo e profetismo, num denso estudo filosófico de Jambet.

 JAMBET, Christian. La Fin de Toute Chose, suivi de l'épitre du rassemblement de Mulla Sadra. Paris, Albin Michel, 2017. In-4º 315 p. B. Com ded. Valiosa contextualização e hermeutica em duzenta páginas, seguida da tradução da tentativa do grande mestre de Shiraz de interpretar o fim dos tempos e o Apocalipse como algo que está a suceder a todo momento.

JARDIM, Alberto F. O poema de Omar Kayam. Curiosidade literária inglesa. Coimbra Editora, 1931. In-fólio p. 57 p. B. Análise e considerações por um professor de germânicas das traduções inglesas e alemães, mas duma língua que ele desconhece. 

 KALABADHI, Abu Bakr al-. The doctrine of the Sufis. Kitab al-Ta'aarruf li-madhhab ahl al-tasawwuf. Translated by Arthur John Arberry. New Delhi, Kitab Bhavan, 1994. In-XIX-170 p. B. Um dos primeiros compêndios de sufismo, por um sufi e jurista persa do séc. X,  comentando com simplicidade e bons ditos as doutrinas, estações, práticas. Tradução de 1935, do orientalista Arthur John Arberry (1905-1969).

KHEZRI, Seyed Ahmad Reza and QUESADA, Juan Martos. Iranologia, Historia, Religion, Literatura. Madrid, Atenea, 2008. In-4º 214 p. B. Dezassete valiosos estudos, sobre Historia y Geografia, Filosofia y Religion, Literatura, Politica, com destaque para Rafael Ramon Guerrero, El iranologo Henry Corbin y la filosofia islâmica; Alvarez-Pedrosa Nuñez, El transito del alma en el zoroastrismo en comparacion con el orfismo griego; Juan A Souto, Irán, un imperio encrucijada de culturas. 

KHAN, Khan Sahib Khaja. The Secret of Ana'l Haqq. Being 300 odd' sayings or Irshadat of Shayk Ibrahin Gazur-i-Bahi translated from Persian. With notes and introduction... With a foreword by Mawvali Md Badiul Alam Sahid, Madras, Hogarth Press, 1926. In-8º XXXIII-238 p. Cartonado. Anotado. Boa introducão a uma antologia de valiosos ensinamentos de um mestre sufi indiano na linha de Al-Halaj, do séc. XVII, o Sheique Ibrahin Gazur-i-Bahi.                                    

KHAYYAM, Omar. Rubaiyat. Tr. Fitzgerald. 12 ilustrations de Blanche MacManus. London, de La More Press. 1925. In-8º g. 36 p. Br. Bela edição. 

KHAYYAM, Omar. Robaiyat. Quadras. Tradução de Gomes Monteiro. Lisboa, 1927. In-8º 136 p. B. C/d. a António Ferro. Anotado. Com introdução de Gomes Monteiro 

 KHAYYAM, Omar. Rubaiyat, with Illustrations Willy Pogang. New York, s/d. In-4º gr. 171 p. Enc. Belas ilustrações.

 KHOMEINI. Breviário. Tradução e apresentação de João Fragata. Porto, Ed, João Afonso, s/d. In-8º g. de 101 p. B. Caricatura dos ensinamentos de Khomeini, um notável filosofo, com especial enfase em indicações e regras corporais do Alcorão, assim desfigurado. Dum provável sionista, e talvez do final dos anos 70 

KUBRA, Najm Al-Din. Les Éclosions de la Beauté et les Parfums de la Majesté. Traduit de l' arabe et presenté par Paul Ballanfat. Paris, Éditions de l'Éclat, 2001. In-4º 244 p. B.  Excelentes, o tratado e  a introdução de 127 páginas.

LANDOLT, Hermann. Recherches en Spiritualité Iranienne. Recueil d'articles. Tehran, Presses Universitaire d'Iran, 2005. In-4º máx. 403 p. B. Excelentes estudos sobre al-Tusi, Ismaelismo, Ishraqui, Suhravardi, Aziz-i-Nasafi, Haydar-i Amuli, Semnani, Ibn Arabi, Mulla Sadra.

MARQUET, Yves. Les "Frères de la pureté" pythagoriciens de l'Islam. La marque du pythagorisme dans rédaction des Épitres des Iswan as-Safa. Paris, Edidit, 2006. In-fólio peq. 372 p. B. Anotado. Valioso estudo sobre as 52 epístolas de um autor iraquiano ou dum grupo, em quatro volumes, as ciências matemáticas, as naturais, as psicológicas e as religiosas, onde estão patentes as interelações entre o pitagorismo, sabeísmo e o Islão. 

MASSE, Henri. Croyances et Coutumes Persannee, suivies de contes et chansons populaires. Paris, Maisonuve, 1938. In-4º gr. 250 p. B. De grande riqueza etnográfica, em capítulos: Nascimento, Casamento, Morte, cerimónias periódicas, metereologia popular, animais, vegetais, águas e adivinhação. 

MASSIGNON, Louis. Parole donnée. Introduction de Vincent Monteil. Paris, Julliard, 1962. In-4º gr. 445 p. Enc. Cerca de 30 artigos ou prefácio quase desconhecidos, sobre diversos temas religiosos, ecuménicos, pacifistas, com valiosa introdução de 60 páginas, por V. Monteil. Desde Jeanne d'Arc, Notre Dame de La Sallete até Buddha, Java, santuário de Isé, Hallaj, Salman Pak

MASSIGNON, Louis de. Question de: Mystique en Dialogue. Hommage à... Paris, Albin Michel,  1992. In-4º gr.  257 p. B. Coordenação de Marc de Smedt de valiosos testemunhos, e de textos, de Massignon. Para ele o mais importante numa pessoa era ser crente ou não, e a hospitalidade, e a sua missão era ligar o Oriente islâmico ao Ocidente cristão, o que fez com boa exegese da mística islâmica, com a sua tese e tradução do Diwan de Hallaj  e a sua adesão ao Cristo, a Maria, ao Cristianismo e também a alguma crença mítica da Bíblia, participando em muitas reuniões, grupos, revistas, instituições com sabedoria grande.

MASSIGNON, Louis de. La Guerre Sainte supreme de l'Islam arabe. Paris, Fata Morgana, 1998. In-4º 51 p. B. Qissa, em verso,  composta no Egipto, no séc. XIII enaltecendo a guerra santa.

 MASSIGNON, Louis de. Akhbar Al-Hallj. Recueil d'oraisons et d'exhortations du martyr mystique de l'Islam. 3ª ed. Paris, Vrin, 1975. In-fólio peq. cerca de 400 p. B. Da colecção Études Mussulmanes. A tese de Massignon, o estudo de referência sobre o grande  místico da não dualidade no sufismo. Bilingue o texto. 

MEHER, Farhang. The Zoroastrian Tradition. An introduction to the ancient wisdom of Zarathustra. London, Element, 1991. B. Valioso estudo, bem anotado por Pedro Gonçalves Rodrigues, com capítulos sobre Asha, Lei Eterna e Justiça,  Bem e Mal,  o Espírito Criativo e Santo (Spenta  Mainyu), Imortalidade da alma, Fim e Renovação do Mundo (Frash-Kreti).

MEIER, Fritz. Die Faw'ih Al-Gamal Wa-Fawatih Al-Galal des Nagm ad-din al-Kubra. Wiesbaden, Franz Steiner Verlag GMBH, 1957. In-4º máx. cerca de 400 p. B. Valioso estudo, ainda só em alemão, sobre o grande mestre da meditação e dos fotismos de cor.

MIRAS, Michel de. La methode spirituelle d'un maître du Soufisme iranien Nur Ali-Shah. Préface par Henry Corbin. Paris, Sirac, 1973. In-4º gr. 372 p. B. Anotado. Prefácio de sete pág. de H. Corbin. Excelente aproximação a um dos grande ensinamentos sufis no Irão do séc. XVIII, partindo da Divindade escondida, tesouro de bondade e de amor.

MITHRAIC STUDIES, Journal of. Vols. I, II. London, Camelot Press, 1976. In-4º máx. 224 p. B. 2 vols. B. Valiosos artigos de vários especialistas nos estudos mitraicos, taisRoger Beck, Georges Dumézil, J. A. Boyle, R. L. Gordon, John R. Hinnels.

MORTAZAVI, Djamchid. Le Secret de  l'Unité dans l'Esoterisme Iranien. Préface d'Eva de Vitray-Meyrovitch. Paris, Dervy, 1988. In-214 p. B. Anotado. O nível mais elevado e profundo da vida, o da Unidade da Existência, para alguns o que se chamaria o panteísmo, intuído e descrito por alguns filósofos e místicos, bem estudado.

 MORTAZAVI, Djamchid. Soufisme et Psychologie. Monaco, Rocher, 1989. In-4º 253 p. Br. Valioso estudo acerca das doutrinas e metodologias que permitem a harmonização da psique humano e o acesso ao espírito e à sua plenitude na religação divina.

 NASR, Seyyed Hossein. The Encounter of Man an Nature. The spiritual crisis of Modern Man. London, Allen and Unwind, 1968. In-4º 151 p. Tela. Valiosa defesa do sentido espiritual da natureza, na linha da Filosofia Perene e dos Herméticos, dos alquimistas e da metafísica.

 NASR, Seyyed Hossein. Sufi Essays. New York, Schoken, s/d. In-4º  184 p. B. Valiosos ensaios, tal The Sufi Master exemplified in Persian Sufi Literature, e Shi'ismo e Sufismo: a sua Relação em Essência e na História. Nascido a 7 de Abril de 1933, está vivo e activo.

                                                Seyyed Hossein Nasr

NICHOLSON, Reynold A. Rumi, poet and Mystic (1207-1275) Selections from his writings, translated... London, Allen and Unwin, 1956. In-8º gr. 190 p. Tela. Anotado. Uma tradução clássica, com notas valiosas, mas hoje já algo ultrapassada. 

NURBAKHSH, dr. Javad. Les maitres de la Voie Soufie de l'Amour. Biographies des maîtres de l'Ordre Nimatullahi des Soufis. Bénin, Éditions Khaniqahi-Nimatullahi, 1994. In-4º 229 p. B. Valiosa obra, escrita pelo mestre da Ordem, bem ilustrada.

NWYIA, Paul. Exégèse Coranique et Language Mystique. Nouvel essai sur le Lexique Technique des Mystiques Musulmans. Liban, Dar-El-Machreq Sarl Éditeurs, 1991. In-4º máx. 439 p. Tela. Anotado. Excelente trabalho: 1º Exegése corânica e nascimento duma linguagem; 2º a experiência como princípio hermenêutico; 3º estrutura e vocabulário da experiência; 4º das imagens aos símbolos da experiência: Nuri ou a linguagem em imagem da experiência, e Niffari ou os símbolos da experiência.

 PONSOYE, Pierre. L'Islam et le Graal. Étude sur l'ésotérisme du Parsival de Wolfram von Eschenbach, avec dix dessins. Paris, Ed. Denoël. 1957. In-8º gr. 231 p. B. Anotado. Personagens do Perceval, Templários, Celtas, ciclo arturiano, cavalaria espiritual. Na linha da filosofia perene.

PUECH, Henri-Charles. Las Religiones en el mundo Mediterraneo y en el Oriente Proximo - II. Formacion de las religiosas universales y de la salvacion, bajo la dirección de... Madrid, Siglo XXI, 1972. In-8º 458 p. B. Gnosis, e Hermetismo Egipcianizante, por Jean Doresse. Religion Mandea, por Kurt Rudolph. Maniqueismo, por Henri-Charles Puech, Nascimiento del Islam, por Toufic Fahd.

RUZBEHAN. Le Jasmin des Fideles d'Amour. trd. Henry Corbin. Paris Verdier, 1991. In-4º 273 p. B. Prólogo de 40 p. de H. Corbin.  Excelente tratado do amor místico, descrito por quem o vive clarividentemente, de modo altamente poético e subtil. Anotado.

SADI, Sheikh Musleh-iddin Sadi. Gulistan and Bustan. Translated from the Persian by Edward Rehatsek  and G. M. Wickens. Tehran, Hermes Publishers, 2008. In-4º cerca de 2000 p. em papel bíblia. Tela, com sobrecapas.

SA'DI. The Gulistan or Rose garden... Translated by John T. Plates. London, 1873. Inº4º gr. 356 p. Tela. Com biografia e valiosas notas, a obra prima da sabedoria prática moral iraniana.  

SA'DI. Gulistan. Mss. In-4º circa 220 p. Enc. Provavelmente do começo do séc. XIX. 

SA'DI. Gulistan. Being the Rose-garden of Shailh Sa'di. Translated in prose and verse Sir Edwin ArnoldNew York, Harper & Brothers. In-8º XV-221 p. Tela.    

SA'DI. Gulistan or Flower Garden. Translation by John Ross. Shiraz, Marefat Bookseller and Publisher, 1960 ?). In-8º peq. 311 p. B. Anotado. Tradução clássica, de 1823, com introdução de 53 páginas.  

SAADI. O Jardim das Rosas. Tradução de Aurélio Buarque de Holanda. Rio de Janeiro, José Olympio, 1944. In-8º gr. 124 p. B. Anotado. Bela edição, mas traduzida do francês.

SA'DI. Ghazals, a selection. English and Persian introduction: Elahi Ghomshei. Persian Caligraphy: A. A. Falsafi. Persian Paintings:A. R. Aghamiri. English translation: Simindokht Seyedfatah. Teheran, Nirdasihti. 2008. In-fólio cerac de 260 p. Tela, s/c., caixa.  

SA'DI, Sheik Musleh-iddin. Gulistan and Bhustan. Translated from the persian by Edward Rehatsek (Gulistan) and G. M. Wickens (Bhustan). Tehran, Hermes, 2008. In-4º c. de 1200p. Tela sobrecapas. Os contos e poemas, sem notas. 

SA'ADI, Il Roseto di... Trad. di Italo Pizzi. Lanciano, Carabba Editore, 1917. Vols. I e II. In-8º 143 e 166 p. Tela. Belo frontspício.

SAADI. Le Jardin des Roses. Traduit par Franz Toussaint. Paris. Éditions d'Art H. Piazza, 1935.In-8º LXI-115 p. B. Anotado 

SCHUON, Frithjof. Comprendre l'Islam. Paris, Seuil, 1976. In-8º 184 p. Br. Capítulos sobre Islam, Alcorão e Suna, o Profeta, a Vida. 

 SCHUON, Frithjof. Sur les traces de la Religion Pérenne. Paris, Currier du Livre, 1976. In-8º 114 p. Br. Anotado. Tentativa de comprovação da ideia de Philosophia Perennis dentro do Islão, com algumas relações com a Vedanta, valorizando o sentido do sagrado que gera a interiorização e o sentido da Transcendência que gera a serenidade.

 SCHUON, Frithjof. Comprender o Islão. Lisboa, D. Quixote, 1989. In-8º 199 p. Br. Capítulos sobre Islam, Alcorão e Suna, o Profeta, a Vida. Schuon (1907-1998) foi um discípulo de Réné Guénon, até certo momento, e com uma tendência algo dogmática e excessivamente palavrosa e intelectiva.

 SHABESTARI. La Roseraie du Mystére, suivi du Commentaire de Lahiji. Traduit du persan et annoté par Djamschid Mortavazi et Eva de Vitray-Meyerovitch. Paris, Simbad, 1991. In-4º 226 p. B. Anotado. Elevados e belos poemas e respostas, seguidos do excelente comentário doutro mestre, com notas breves mas bem contextualizantes.

SHAH, Hajj Shayk Muhammad Hasan Salih' Ali. The Ilustrious Treatise of Salih's Advice. Pand-i Salih. Tehran, 1986. In-4º 109-90 p. B. Valioso tratado de aconselhamento psico-espiritual dum mestre que conheci e dialoguei. Aconselha a isthikara,: quando se tem dúvidas pede-se a Deus esclarecimento e abre-se um livro sagrado. Não se deve deitar ou dormir após a refeição. Valoriza muito tawajjuh, a atenção ao espiritual e divino com o sentir do coração, no fundo o concentrar-se de todo o seu ser, nomeadamente durante a oração-meditação.

 SHAH, Hajj Shayk Muhammad Hasan Salih' Ali. Les Conseils de Salih (Pand-i Salih). Tehran, 2010. In-4º cerca de 220 p. B. Bilingue. Anotado. Valiosos discursos sobre as subtilezas da alma e do caminho, por um mestre iraniano que ainda conheci.

SHAH-KAZEMI, Reza. Justiça e Recordação. Introdução à espiritualidade do Imam'Ali. Lisboa, Bizâncio, 2009. In-4º 287 p. B. Valiosa obra e tradução, em três capítulos: Biografia de Ali, o seu conceito de Justiça e  a Realização pela Recordação: O Imam Ali e a Tradição Mística do Islão. 

SHAMSI ( de TABRIZ). Selected poems from the Divani Shamasi Tabriz, edited and translated with an introducxtion, notes, and appendices by Reynold A. Nicholson. New Delhi, Kitab Bhavan, 1994. In-4º p. de LI-367 p. Tela, sobrecapas. Anotado. 1ª ed. em 1898. Um dos mais intensos e místicos Diwan sufis, pelo mestre de Rumi.  

SHIRAZI, Molla Sadra. Le Livre des Pénetrations metaphysiques, traduction et annotations Henry Corbin. Teheran, Institut Français d'Iranologie de Teheran, 1968. In-4º 271 p. E outras tantas em persa. Tela sobrecapas. Um dos grandes mestres da filosofia e espiritualidade iraniana, bastante intelectual,

SOHRAVARDI. Le Livre de la Sagesse Orientale, Kitab Hikmat al-Ishraq, par Henry Corbin. Commentaires de Qotboddin Shirazi et Molla Sadra Shirazi. Paris, Verdier, 1986. In-4º 694 p. B. Com 74 pág. de introdução. A mais importante obra de Sohravardi (1154-1191), sobre os vários tipos de Luz Divina e  seres celestiais, as almas humanas  e as suas capacidades.

SODERBLOM, Nathan. Les Fravashis. Étude sur les traces dnas le Madzeisme d'une ancienne conception sur la survivance des morts. Paris, Leroux, 1899. In-4º max. 77 p. B. C/d. Anotado. As doutrinas madzeistas do além e dos espiritos celestiais. O Arcebispo Nathan Söderblom (1866-1931) foi prémio Nobel da Paz em 1930

SUHRAWARDI, Shahbuddin. The Awarif ul Ma'arif. Translated by Wilberforce Clarke. New Delhi, Taj Printers, 1984. In-4º XII-298 p. Cart. sobrecapas. Anotado. Edição pouco científica de partes da obra de Suhrawardi, em pequenos capítulos, onde se tenta ensinar, definir, classificar e ordenar os termos e conceitos religiosos, as práticas, doutrinas, pessoas, estados no caminho, amor (mahabbat), ligação a Deus. 

SULAMI. La Lucidité implacable. Épître des Hommes du Blâme. Traduit de l'arabe et presenté par Roger Deladrière. Paris, Arléa, 1991. In-4º pe. 123 p. B. Um tratado sufi da zona de Nishapur, no Irão, da tradição doutrinal Malâmatiyya, mais reservada e humilde que as dos que divulgam estados de grande iluminação e união.

 TARAPOREWALA, I. J.S. The religion of Zarathustra. Bombay Chronicle Press, 1965. In-4º VII-180 p. Cart. Bom estudo: parte I A religião de Zarathustra, II As Gathas de Zaratustra, III Três religiões esquecidas: Mitraísmo, Maniqueísmo e o Mazdaquismo, este do fim do séc. V.

TEMENOS, a review devoted to the Arts of Imagination. nº10. Londres, Temenos, 1989. In-4º 306 p. B. Valiosos artigos de Henry Corbin (Emblematic cities), Gilbert Durand (Myth of Golden Age), Leonard Lewisohn (Shabestari's Garden of Mysteries. The Aesthetics and Hermeutics of Sufi poetry), William Chittick (The world of Imagination and Poetic Imagery according to Ibn al-Arabi), etc. Uma excelente revista. 

VARENNE, Jean. Zarathustra et la tradition mazdéene. Paris, Seuil, 1966. In-8º 184 p. B. Biografia sóbria bem ilustrada. 

VITRAY-MEYEROVITCH, Eva de. Anthologie du Soufisme. Paris, Albin Michel, 1995. 2ª ed. In-8º 353 p. B. Seleção dos grandes místicos por temas bem importantes, tais como, o ser humano capaz de Deus, o apelo de Deus, a Via (ensinamento, conhecimento, experiência espiritual, amor divino, linguagem sufi), a Vida espiritual (oração, lembrança de Deus (dhikr), concerto espiritul ou (sama), simpatia universal, vidas e costumes dos sufis, amor dos seres), Morte física e morte mística (fana), Unidade divina e unicidade do ser, Simbolismo do véu, o Mundo espelho de Deus, o Homem perfeito (al-Insan ul-kâmil

YAHYA, Shaboddin. Sohravardi. El encuentro con el angel. Tres relatos visionarios comentados y anotados por Henry Corbin. Madrid, Trotta, 2002. In-4º 134 p. Br. Anotado. Com notas boas de Henry Corbin, das melhores aproximações aos Anjos e Arcanjos dentro das doutrinas e simbologias zoroástricas, islâmicas e xiitas.  

 YOGANANDA, Paramahansa. Wine of the Mystic. The Rubaiyat of Omar Khayyam. A spiritual interpretation. 3ª ed. 1996. In-fólio peq. 226 p. Enc. editorial.  

ZAEHNER, R. C. The teachings of the Magi. A compendium on Zoroastrian beliefs. London, Allen, 1956. Tela. Foca bastante no dualismo e em Ahriman e cita muito os livros de Adhurbadh e o Livro do Espírito da sabediria.

ZARATHOUSTRA. Les Gathas. Le livre sublime de... Traduit e presenté par Koshro Khazai Pardis. Paris, Seuil, 2011. In-8º gr 231 p. B. Com estudo histórico valioso de 113 páginas. 

ZOROASTRO. El Zend-Avesta. Traducion de Pedro Guirao. Barcelona, Ed. baurza, s/d. 1920?. In8ºg. 203-Iv-p. B. Vinte e cinco páginas finais com os Oráculos Caldaicos, segundo Patrizi.