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domingo, 30 de agosto de 2026
Imagens da Igreja de S. João Baptista, da Ordem de Cristo, em Tomar, com vídeo, duma visita rápida em 23 de Agosto de 2026
Sob as bênçãos protectoras a sul das muralhas e castelo de Tomar, e com o rio Nabão por detrás e ainda mais a norte a igreja de Santa Maria dos Olivais (o panteão original dos templários), no centro da vila de Tomar, na praça da República, onde se ergueu uma estátua em bronze de homenagem ao 1º mestre da Ordem do Templo, Gualdim Pais, começou a erguer-se a igreja de S. João Baptista no séc. XV, modestamente no final do tempo de Infante D. Henrique (1394-1460), que foi Mestre, Administrador e Governador da Ordem de Cristo, e depois bastante desenvolvida por D. Manuel (1469-1521), sendo finalizada em 1510.
No estilo manuelino, de três naves, destacam-se o portal, o púlpito, a talha dourada da capela mór (já do sec. XVIII) e algumas pinturas murais e quinhentistas (e posteriores), tais as seis do pintor régio, e cavaleiro da Ordem de Santiago, Gregório Lopes, pintadas entre 1538 e 1539 das quais só fotografamos a que representa o encontro entre o misterioso Melquisedeque e Abraão, que se ajoelha perante ele, que surge como uma autoridade religiosa supra-judaísmo e de quem se dirá em S. Paulo, Epist. aos Hebreus 7-1, "que era sacerdote do Deus Altíssimo, e rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre." Jesus ou o Messias seria um sacerdote eternamente segundo a ordem de Melkitesedec, por alguns considerado uma manifestação ou avatarização de um espírito elevado da hierarquia que liga a Terra ao Céu e à Divindade.
Gravei, quando começaram a tocar os sinos, um minuto de vídeo com um friso medieval ou visigótico, de dois animais de poder ladeando um eixo e planta de vida, cravado na base da parede da torre sineira, ao lado do pórtico, o qual está encimado por um defensor, guerreiro, Anjo ou Arcanjo, invocado no alto como protector contra as forças do mal que possam querer atacar as igrejas ou os fiéis.
Guerreiro, santo, Anjo ou Arcanjo, marca o cimo do eixo vertical entre a terra humana e o céu divino, e apela a sermos fortes, perseverantes e criativos nessa religação e função.
O púlpito é belíssimo, com a escada em espiral e com os símbolos de D. Manuel e da expansão dos Descobrimentos brilhando: a esfera armilar cósmica e a cruz de Cristo, por entre a decoração vegetalista. Quanto belos sermões ali se derramaram em verbo tonitruante ou amoroso, inspirado mais ou menos pelo Espírito santo ou Inteligência divina agente?
Quando Portugal estava coroado por governantes abertos à Divindade, e ao Bem, conforme o lema do mestre da Ordem de Cristo, o Infante D. Henrique: Talent de bien faire. E sob o Espírito Santo, daqui se pregava ou inspirava e convertia.
Embora sendo igreja colegiada do Padroado régio desde 1530, com clérigos seculares ou capelães e um prior, sem serem das Ordens religiosas, houve frades da Ordem de Cristo a desceram do seu convento para pregarem sermões e elegias, ou elevarem os corações ao alto em momentos especiais?
Que encontros mais valiosos de almas e de ligações a Deus se verificaram nas suas premissas e festividades, tendo até em conta que a festa dos Tabuleiros no largo em frente culmina, e que algumas celebrações da culto do Espírito Santo ali se realizariam?
1º mestre da Ordem Templária, D. Gualdim Pais (1118-1195)
O portal sul da Igreja de S. João Baptista, ao estilo gótico.
Interior das três naves, na missa das 11 horas de Domingo, com bastante assistência.
Belas arcos em sucessivas aberturas para o mundo espiritual, para quem souber contemplar e interiorizar, com figuras angélicas muito delicadas e suaves.
Quando Portugal estava coroado por governantes abertos à Divindade, e ao Bem, conforme o lema do mestre da Ordem de Cristo, o Infante D. Henrique: Talent de bien faire. E sob o Espírito Santo, daqui se pregava ou inspirava e convertia.
Uma visão de Jesus
A bela alma de Maria elevando-se aos céus, ombreia ou adumbra uma sua manifestação nas terras de Fatimah.
Melquitsetedek abençoando Abraão, um caldeu de Ur, que se encaminhou depois para a zona junto ao Mediterrâneo de Canaã, mais tarde designada por Palestina, e é considerado um dos pais do Judaísmo e do Islão. Mas Melquisedeque ficará no mundo subtil e esotérico, acima da competitividade conflituosa das religiões.
Portal lateral, bem ao estilo manuelino, com as boas formas para agirem no corpo espiritual do Fiel de Amor que as contemplar ou cruzar consciente.
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