quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Reflexões, intuições e meditações juvenis. Acerca da violência, da harmonia, e do Sol do Amor Divino na Natureza e na Humanidade.

                                                               

Transcrição de mais algumas páginas dum bloco de notas,  quando vivia no Gilde, junto a Guimarães com vinte e tantos anos, com leves correcções.  Iluminura persa, do caminho para os mundos espirituais e divinos

«E na senda do conhecimento, pergunto, porquê a violência?

 O assassínio, assim como a morte e a doença ( o mal e o sofrimento) serão necessários, ou são antes consequências de desequilíbrios ambientais, internos e externos? 

"Homem, tu que és animal e divino", para onde te inclinas e te tornas?

A violência está incluída dentro da harmonia, dentro da perfeição, ou pelo menos no caminho para ela? Deveremos aceitar a violência, mesmo a gratuita e cruel? Ou devemos discernir cuidadosamente o que é natural e compreensível, do que é verdadeiramente condenável e logo proibível, condenável, gestação do Mal, do anti-Divino?

Que o Amor, Paz e Compreensão cresçam mais em todos nós e iluminem e consciencializem todos os seres.

Estamos neste mundo ilusório terrenos para a descoberta e a vivência da Verdade, e a violência surge como uma realidade dolorosa que nos vem ensinar a sermos mais conscientes, harmoniosos, justos e para aspirarmos mais ao Bem, à libertação, ao Amor, à Divindade...



Escrevo ao meio dia sobre as duas belas intuições que recebi. Intuo que a Beleza e o Reino dos Céus que procuramos, encontram-se aos nossos olhos na união do Sol com as nuvens, da Luz com a Natureza.

Esses bocados do céu e das nuvens, cenários infinitos, são pontos de passagem para a sensibilidade mais profunda da alma e do Espírito. 

Não será que a Natureza é as trevas iluminadas pelo Sol ou a Lua (pela Luz), pelo Espirito Divino, do qual o Sol é um reflexo? 

Assim, mesmo no dias da chuva, saibamos ver o Sol que se esconde atrás das nuvens. esse doador da Vida e do Amor.

(...)

                                             

A segunda intuição foi esta: Descobri, pela graça, que o que nos dá forças não é a comida, nem o ar que se está respirando, nem o espaço físico, nem o sono. É sim o Amor.

Essa simultaneidade de ligação entre os mais diversos pontos n'Uma só corrente unificadora de Luz e Amor, e de que nós podemos fazer parte, ou comungarmos, se a tal aspirarmos.

É o Amor. É a chama do coração, é um calor interno e luminoso a vir dos mundos internos e a ser derramado sobre tudo o que amamos, sobre tudo a que nós apontamos a nossa vontade criadora, e  de respeito pela dor, admiração pelo esforço, contemplação da beleza, e aspiração e adoração com o Espirito e Deus.

Longa vida, longo poder, longa Inspiração para a sagrada Hierarquia e para todos os que se ligam a ela.

Tornar-me amor para tudo e para todos.

Estar sereno em todos os momentos, mesmo que recorrendo à respiração mais consciente, aberto ou sintonizando com as almas luminosas afins, amigas ou cultuadas.

Como as árvores brancas cobertas de neve... Sorrir na lentidão dos flocos que caiem.

Aquecer, dissolver o egoísmo, com a radiação poderosa interna.

Tornar-nos uns com todos, compreendê-los, elevá-los. Estarmos mais conscientes da Unidade Divina...

Saber que a dor, suportada e vencida, conduz à claridade e alegria e a alegria pura merecida, cultivada, aprofundada conduzirá à felicidade (ananda) perene, a do espírito, sob a bênção divina, simbolizado no som e mantra AUM , o unificador dos três mundos da manifestação.»



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