sábado, 2 de março de 2024

Dalila Pereira da Costa, 12 anos da desincarnação. A cosmovisão de Portugal, no prefácio aos "Místicos Portugueses do século XVI". Apreciação e transcrições.

Frei Agostinho da Cruz, no convento da Arrábida. Fotografia tirada por mim no local a seu pedido.
Comemorando-se hoje os doze anos da desincarnação da nossa querida amiga Dalila Pereira da Costa, resolvemos saudá-la e homenageá-la com este singelo texto de apresentação de um dos seus melhores livros intitulado Místicos Portugueses do século XVI e que foi dado à luz em 1986, tendo eu recebido um exemplar com a sua dedicatória: «Ao amigo Pedro, com toda a amizade, estas imperfeitas páginas, sobre estas "admiráveis lucernas" do infinito português. Dalila. Porto, 22-X-1986. 

                               

O livro,  um in-8º de 359 páginas, está dedicado ao simpático e valioso escritor,  Mário Martins, que também vim a conhecer através da Dalila na sede da revista Brotéria,  à Lapa e na Academia das Ciências,: «Ao Padre dr. Mário Martins, S. J., a quem devo o pedido de escrever sobre os místicos portugueses». 

Dalila, com a sua serena metodologia, de ler, reflectir, escrever, administrar, jardinar e orar, dividiu a obra em cinco capítulos, após um breve ante-prefácio onde sinaliza  os autores que abordou, basicamente Frei Hilarião Brandão, Sebastião Toscano, D. Manuel de Portugal e Diogo Monteiro, e as vidas das Sorores Isabel do Menino Jesus, Maria Joana, Brízida de Santo António e Madre Maria Perpétua da luz, seguindo-se um valioso prefácio de doze páginas que resumiremos e comentaremos.
Dalila foi também u
ma mística, teve algumas vivências ou experiências do espírito, do divino, do cósmico ou, se quisermos, estados alterados e ampliados de consciência, que relatou em alguns dos seus livros, tal a Força do Mundo, ou  Instantes, mas falava pouco deles na sua modéstia, embora possamos sentir nos seus escritos essa vivência pessoal seja do Cósmico, seja da Divindade através da tradição cristã, ou mesmo pagã, e bastante da angélica, às quais ela deveu alguma da sua poesia oracular, pouco conhecida e divulgada.
Nesta homenagem forçosamente breve, re
alizada sobretudo como lembrança de amor e de comunhão com ela na Tradição espiritual Portuguesa, destacarei as linhas de força da obra expostas por ela, e transcreverei algumas passagens para impulsionar à leitura do livro, baseando-me apenas nas doze páginas do seu concentrado e bem valioso prefácio.

Dalila Pereira da Costa estudou, peregrinou, dialogou e  meditou bastante a Tradição espiritual Portuguesa, tanto nos seus escritores e obras, como nos monumentos, tradições, cultos e história. E animada por um forte amor à sua terra nortenha, duriense e portuguesa, e gentes, sofreu e exaltou-se com as suas desventuras e feitos, discernindo na História de Portugal veios, características e missões para os quais a Providência nos talhara, a principal tendo sido na época dos Descobrimentos e onde ela, na linha de Jaime Cortesão, considerava que cavaleiros Templários e da Ordem de Cristo e os frades Franciscanos tinham sido os impulsionadores de uma cruzada de redenção cósmica pelo ecumenismo e o amor, que se exercera bem até que a Inquisição começara a quebrar tal projecto, o qual, na linha de Jaime Cortesão e de Agostinho Silva, de quem ela era grande amiga e correspondente, se poderia chamar do Espírito Santo.

 A continuidade de tal missão  deveria ser vista nas novas descobertas a realizar nos mundos interiores, anímicos e espirituais, pelos místicos, heroicos "amantes do Absoluto" que conseguirão provar, ao contrário de «no freudismo em ciência dogmática e obsessional», pelos seus estados contemplativos e extáticos, a existência de uma realidade transcendente, do mundo espiritual, e que o ser humano é, na sua alma e espírito, de origem e essência divina e que é capaz de conhecê-la e partilhá-la.
Aos místicos, que conseguir
am despertar as suas qualidades latentes de conhecimento superior, que desenvolveram a intuição, ou um conhecimento imediato, ou seja, sem mediação dos conceitos intelectuais, atingindo um plano supramental (designação recebida da leitura de Sri Aurobindo), Dalila acrescentará, os poetas e profetas, que em menor grau também o conseguiram ou conseguem, e aqueles que se abrem às culturas universais, tal a sabedoria do Oriente, para se chegar ao Humanismo integral (e citará bastante Gabriel Germain), com a recuperação das forças anímicas  e espirituais latentes, as quais, desabrochadas concedem ao ser humano uma harmonia com o Cosmos e as suas forças.
Bastante mais leitora da tradição frances
a que da inglesa, Dalila além de Gabriel Germain, cita como elos importantes nos anos sessenta, Jacques de Masui com a revista Hermes, que tinha como subtítulo Recherches sur l'experience spirituelle, «aberta a toda a sabedoria do Oriente e Ocidente privilegiando as vias directas e interiores do  conhecimento», e uma década antes também dirigida por Jacques de Masui, os Documents Spiritueles, dos Cahiers do Sud, pois ambas «realizaram uma abertura às culturas universais e sua sabedoria tradicional, indicando os caminhos e disciplinas necessárias a toda a experiência interior válida.»
Reconhecendo nos portugueses
capacidades anímicas especiais, talvez mitificando-as ou ampliando-as demais, sobretudo na crença do seu importante papel ou missão, algo contudo muito comum nos cultores da  tradição cultural e espiritual portuguesa,   Dalila exaltá-los-á: «Desde há muito  tendo dado provas da sua capacidade privilegiada  de uso da intuição e de perfeita capacidade de união como Real por experiência directa, e também, de capacidade de abertura e aceitação ecuménica a todas as diferentes formas de cultura e de vida universais, a que se poderá ainda chamar de especial capacidade de consciência de ser e estar no universo, como participação totalizante com o Cosmos - aos portugueses poderá estar prometido [uma esperança ilusória, mas que serve para alguns trabalharem mais e até unirem-se melhor...] o início dessa nova modalidade de conhecer e ser da Humanidade, por um novo plano de consciência então aberto: se forem capazes de assumir, sem traições, toda a sua vera tradição gnoseológica e existencial, e toda a sua vera identidade e peculiaridade nacional».
Nesta última exig
ência Dalila exagera ou melhor absolutiza um pouco, pois é praticamente impossível conhecer e assumir toda essa tradição portuguesa, de que em seguida dará os seus mitos ou arquétipos mais realizados, e seus autores, considerando-os, algo exageradamente, precursores na Europa, pois a maioria deles existem noutros povos, com formas mais ou menos semelhantes. E é no movimento nortenho da Renascença Portuguesa que ela vê a criação dessa «esperança formulada em linguagem simbólica e poética, ou por discurso racional dos mestres», das linhas de força de uma renascença espiritual futura e que foi  traduzida «por concepções futurantes, como paganismo transcendental [Fernando Pessoa], supra-humanidade, ou por figuras sagradas, como Senhora da Saudade [Teixeira de Pascoaes], Deus Menino [Jaime Cortesão], Encoberto [Sampaio Bruno, Fernando Pessoa e &], ou por desejo de recuperação desse ser e conhecer primordial, como Regresso ao Paraíso [Teixeira de Pascoaes], Razão cósmica [Leonardo Coimbra] ou por todo esse discurso, como ensinamento confiado às páginas de A Águia [a valiosa revista publicada no Porto entre 1910 e 1932 e órgão da Renascença Portuguesa], uma mesma esperança e unanimidade subsistirá nessa renascença espiritual futura: "O homem (...) começa a sentir de novo, contra todas as influência hostis da civilização moderna, o despertar de íntimas energias espirituais, criadoras do novo mundo" (Teixeira de Pascoaes), "O pequeno povo ergue o Mundo na mão como um Deus Menino dele fazendo a sua dádiva à ânsia indagadora, à infinita sede da humanidade" (Jaime Cortesão) O Deus Menino sendo aqui a expressão paradigmática sagrada que traduzirá o homem novo, ou homem transmutado: a surgir iminentemente e partindo da terra portuguesa para a nova missão no vasto mundo. "Prepara-se em Portugal uma renascença extraordinária, um ressurgimento assombroso" (Fernando Pessoa). 

Um exemplar da fase final d'A Águia, quando era dirigida por Leonardo Coimbra e Sant'Anna Dionísio.

Após estas esperanças utópicas, estas imaginações providencialistas e missionárias de vários autores, justificadas primeiro pela magnitude dos Descobrimentos, em segundo pela perda da Independência e em terceiro  quando Portugal saiu da Monarquia e de uma incultura grande para uma época em que muito era possível de renascimento e criatividade, constatamos como uma série de factores materializantes acabaram por ora desfigurar ora limitar as próprias movimentações culturais e espirituais que vieram a formar-se. Dalila apercebeu-se primeiro, com o 25 de Abril, dos perigos de um materialismo político anti-tradicional e anti-nacional, e assustou-se, e depois com os perigos do materialismo, indiferentismo e globalismo da entrada na União Europeia e na perda de tantos aspectos da vida tradicional portuguesa, embora mantendo sempre a esperança em alguns portugueses e em Portugal.
Aliás, continuando a transcrever o seu texto, vemo-l
a evocar outros dois elos da Tradição lusa: «A este alargamento da consciência que se efectuará no futuro [e no fundo nunca é no futuro, mas apenas no presente de uns poucos, sobretudo no séc. XXI cada vez mais manipulado e oprimido, comentaremos], se refere Leonardo Coimbra, ao falar da "razão cósmica", e da "aventura do indefinido oceano cósmico»",  a ser realizado então pelos futuros espíritos eleitos e qualificados da humanidade [que serão pouquíssimos, pois a maioria está algo amilhazada]. Aliás é também a este mesmo contexto de essência profética, que se unirá o pensamento de Sampaio Bruno, por toda a sua esperança na final erradicação do Mal, que um terceiro tempo, depois do primeiro homogéneo e do seguinte heterogéneo, trará à humanidade, em dimensão cosmológica, antropológica e salvífica.» E eis-nos aqui com outra utopia especulativa messiânica, esta a de Sampaio de Bruno e da erradicação do Mal, sem qualquer realidade possível senão provavelmente antes do final da manifestação cósmica, ainda que no seu livro Encoberto, que Pessoa leu e apreciou, "profetizasse" (num sonho ainda algo positivista) a vinda de um novo Buda cujos milagres seriam raciocínios.
Dalila Pereira da Costa considerará acertadamente que tais pensadores-escritores criaram mapas do transcendente, onde ergueram, quais padrões dos descobrimentos, «figuras sagradas ou crenças futurantes» que caberá às gerações actuais e futuras actualizar e usufruir, em termos de capacidades e forças, numa verdadeira revolução, não pelo exterior mas pelo interior, aquela que deve ser a base das outras.
O último parágrafo é mais uma vez f
ruto do seu grande amor por Portugal e a sua pretensa ou possível missão divina, mas na realidade impossível, sobretudo já na terceira década do século XXI, em que Portugal como Estado mais não é de que um servo da direcção anti-tradicional da União Europeia, sendo esta serva da oligarquia globalista da nova Ordem e não da nova Era ou Idade, sonhada...
Crente ou sentindo esse saud
osismo da Primordialidade, esse profetismo dum império Fraterno, dum messianismo de ungimento espiritual, concluirá: «E também em referência à realidade portuguesa e no plano espiritual, todas as esperanças proféticas ou messiânico-proféticas, na vinda do Salvador, ou efectivação da Idade da Salvação, como sebastianismo e Quinto Império, serão as formas peculiarmente nacionais que esse anúncio, num carácter e amplitude universal, de novo ciclo da humanidade, teria tomado, ou tomará, no contexto da cultura portuguesa».
Após este Prefácio, em que n
os transmitiu a sua visão providencial de Portugal, na época na linha dos seus mestres da Renascença Portuguesa, ou mesmo de alguns dos seus amigos contemporâneos como Agostinho da Silva, Sant'Anna Dionísio (o mais sóbrio ou até algo céptico nisso), Afonso Botelho, Barrilaro Ruas, Pinharanda Gomes, António Quadros, Lima de Freitas, mas hoje, quanto a mim, bastante ultrapassada pela evolução de Portugal, da Europa e do Mundo e das suas mentalidades e crenças, Dalila vai muito mais objectivamente estudar em cinco capítulos, bem profundos e ricos, o seu tema:  I -  A mística portuguesa. II - Em demanda do ser precioso e salvífico. III - Mística e profecia, saudade e anamnese. IV - Mística da natureza e mística da alma. V - Místicos portugueses do século XVI.; capítulos de que só podemos recomendar a sua leitura como muito útil às almas no Caminho, e dos quais fotografamos a primeira página de cada um, esperando no dia 4, seu dia de anos, escrever sobre algum capítulo...

Muita Luz e Amor divino na Dalila! Que ela possa fluir e inspirar bem na intimidade das almas e no Cosmos espiritual e de Portugal...








sexta-feira, 1 de março de 2024

Da revista Lancet: "O Tratado Pandémico", da Organização Mundial de Saúde e do Órgão Intergovernamental de Negociação, está a falhar e é vergonhoso e injusto, ou é mesmo bom tais medidas de controle mundial da saúde não se tornarem obrigatórias. "The Pandemic Treaty: shameful and unjust"

   Publicado na "categorizada" revista The Lancet, onde há estudos verdadeiros como também manipuladores e enganadores, e muitos encomendados (para além de muito lucrativos para a revista), e que me foi enviado pela amiga Ana na Índia, o artigo anónimo que traduzimos em seguida espelha a inquietação, - seja da revista, seja do grupo encarregado de criar uma organização internacional para a prevenção, preparação e resposta a pandemias, com força vinculativa para os Estados signatários -, face às dúvidas e desinteresse de muitos dos Estados, devido certamente à falta de confiança na Organização Mundial de Saúde, fundada em 1948 nas Nações Unidas e liderada desde 2017, pelo polémico etíope não médico Tedros Adhanom Ghebreyesus (que sucedeu ao chinês Dr. Chan), um político da Saúde da Etiópia, com um passado que evidencia alguma radicalidade. A transparência e independência da Organização não é grande, pois depende nas suas receitas em 20% do que os Estados lhe dão, destacando-se os USA, a Alemanha e a União Europeia, sendo os restantes 80%  obtidos de dadores individuais, e que podem consequentemente influenciar a organização.
Ora quem s
ão eles? O primeiro é Bill Gates e a sua ex-mulher Melinda  (pediu o divórcio depois que veio a público a criminalidade e pouca vergonha das festas de Jeffrey Epstein, e em que o seu marido participou), que contribuem com cerca de 88%, seguido a longa distância pela Bloomberg Family Institution, 3,5% e que é do político Michael Rubens Bloomberg, e depois do Welcome Trust inglês, e do Rockfeeler Trust, este mundialmente conhecido no domínio da alta finança. Já estamos a ver quem são os quase donos da Organização, membros da elite infrahumanista da Nova Ordem Mundial... 

                                     

A desconfiança é pois natural e justifica-se, sobretudo pelo perigo das medidas restritivas das liberdades nacionais e individuais que poderiam ser decretadas e instaladas sob o pretexto de se combater as pandemias, regular a saúde, controlar as deslocações e convívio (os famosos e desgraçados lock-downs) e até regular o acesso aos alimentos.
                                                          
E, certamente também, face a tantos efeitos adversos, em muitos casos mortais
, causados pela vacinação (e pouco testada), quase obrigatória com as tascas-forças mundiais,  que se adoptou em relação ao misterioso (sobretudo quanto à sua origem) corona virus, quando havia outros procedimentos curativos eficazes e testados, seja de medicina alopática seja de medicina tradicional e práticas alimentares.
Talvez o desintere
sse ou rejeição por parte de alguns governos mais lúcidos e independentes esteja ainda baseado no desejo de afastarem os espantalhos de novos vírus, que os meios de comunicação a soldo desses filantropos milionários suspeitos e de farmacêuticas vão lançando constantemente, no modus faciendi aterrorizador, tal como recentemente na reunião de Davos se falou, discutiu, previu e ameaçou, podendo ler-se um bom artigo em: https://www.lemonde.fr/en/international/article/2024/01/16/davos-2024-bill-gates-knows-he-s-no-longer-the-prophet-of-our-times_6438077_4.ht
ml
Eis então o anónimo
 no Lancet, em defesa do controle mundial da saúde:
                                     
«O Órgão Intergovernamental de Negociação (INB), encarregado pela Organização
 Mundial de Saúde de elaborar um instrumento internacional sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias, reunir-se-á pela nona e última vez de 18 a 29 de Marco. Nos dois anos que decorreram desde a sua primeira reunião, foram despendidas centenas de horas e custos desconhecidos [muito bem pagos...], mas o ímpeto político morreu. [Porquê? Para além dos interesses de gananciosos de lucros nas vendas das vacinas sem controles, porque foram tantos os efeitos adversos, tantas as mortes....] A convenção encontra-se agora num momento crítico: o texto final a ser ratificado pelos países deverá ser apresentado na Assembleia Mundial da Saúde em Maio. Com apenas alguns dias de negociação e um longo caminho a percorrer para garantir um acordo significativo, é agora ou nunca para um tratado que pode tornar o mundo um lugar mais seguro [será mesmo, ou mais opressivo e até eugenista?]
                                             
É difícil relembrar por vezes, no meio das negociações altamente diplomáticas e técnicas, mas é isto que este tratado está a tentar fazer: proteger todas as pessoas, em todos os países, independentemente de serem ricas ou pobres, dos perigos. [De facto quantos em África é que receberam as vacinas? Uns poucos, e dos efeitos não se sabe, para além das vacinas já fora de prazo dispensadas pelo Ursula von Pfizer...]. Quando The Lancet foi para o prelo, aguardava-se um novo projeto de texto disponível ao público, mas a julgar pela versão mais recente disponível, de Outubro de 2023, o tratado falhará este objetivo. Grande parte da linguagem está muito enfraquecida em relação à ambição inicial, repleta de chavões, advertências e o termo "quando apropriado". Uma das principais recomendações do Painel Independente para a Preparação e Resposta a Pandemias, que mereceu um apoio generalizado, foi a necessidade de um tratado que "colmatasse as lacunas na resposta internacional, clarificasse as responsabilidades entre os Estados e as organizações internacionais, e estabelecesse e reforçasse as obrigações e normas legais". No cerne desta recomendação estava a necessidade de garantir que os países de elevado rendimento e as empresas privadas se comportassem de forma justa, que não armazenassem milhões de doses excessivas de vacinas ou se recusassem a partilhar conhecimentos e produtos que salvam vidas, e que existissem mecanismos para garantir que os países trabalhassem em conjunto e não uns contra os outros. [Um aspecto justo, se as vacinas tivessem mesmo mais efeitos benéficos que maléficos...] Estas questões continuam a representar os principais pontos de discórdia nas negociações actuais: acesso e partilha de benefícios (quem recebe o quê, quanto e quando) e governação e responsabilidade (até que grau os países são obrigados a fazer alguma coisa).
A palavra equidade aparece nove vezes no texto de negociação de Outubro, incluindo-o como o princípio orientador de todo o tratado. Mas, na realidade, o artig
o 12.º estipula que a OMS teria acesso a apenas 20% dos "produtos relacionados com a pandemia para distribuição com base nos riscos e necessidades de saúde pública". Os outros 80% - sejam vacinas, tratamentos ou diagnósticos - seriam vítimas da corrida internacional observada na COVID-19, que viu tecnologias vitais de saúde serem vendidas a quem pagasse mais. A maioria dos povos do mundo vive em países que podem não ter condições para adquirir estes produtos, mas 20% parece ser tudo o que os países de elevado rendimento estão dispostos a aceitar.
                                       
Isto não é apenas vergonhoso, inju
sto e desigual, é também ignorante. Criar e subscrever um conjunto forte e verdadeiramente equitativo de termos de acesso e de partilha de benefícios não é um acto de bondade ou de caridade. É um acto de ciência, um acto de segurança e um acto de interesse próprio. Ainda há tempo para corrigir este erro de avaliação.
Mesmo os compromissos anémicos do acordo estão em perigo. A monitorização independente do cumprimento dos compromissos por parte dos países é essencial para a eficácia e longevidade do tratado. No entanto, como salientaram Nina Schwalbe e outros colegas, tudo indica que os mecanismos de governação e de responsabilização do tratado estão a ser ainda mais enfraquecidos. Há poucas obrigações claras e aplicáveis para prevenir surtos de doenças zoonóticas, implementar os princípios de Uma Saúde, reforçar os sistemas de saúde ou combater a desinformação. Os Chefes de Estado e o
Órgão Intergovernamental de Negociação (INB) podem não ver a governação da pandemia como uma prioridade neste momento, mas é fundamental para o sucesso de qualquer acordo.

Um desenho cómico algo crítico da Organização Mundial de Saúde e de alguns dos seus dirigentes, tais como Tedros Ghebreyesus, e Klaus Schwab (do Forum Económico Mundial) e Bill Gates, este o maior doador individual, com a sua Fundação. Exagerada, ou não, a sensação negativa que sentimos face a estas personagens assim retratadas?

Criar uma convenção mundial aceitável para todos é, sem dúvida, um desafio. Os objectivos de um tratado sobre a pandemia são fáceis de articular, mas muitos deles são difíceis de aplicar e de aceitar. O 
Órgão Intergovernamental de Negociação [INB, da OMS] pode estar a fazer o seu melhor, mas, em última análise, são os políticos dos países do G7 que têm de pôr de lado os interesses instalados da indústria e compreender finalmente que, numa pandemia, não é possível proteger apenas os seus próprios cidadãos: a saúde de um depende da saúde de todos. Milhões de vidas que poderiam ter sido salvas durante a pandemia de COVID-19 não o foram. Longe de fazer reparações, um punhado de países poderosos está a sabotar a melhor oportunidade de traduzir as lições da pandemia de COVID-19 em compromissos juridicamente vinculativos que nos protegerão a todos. O tratado é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada.»

"Sabe o que é o melhor da imunidade natural? É que não o mata..." E talvez diga ainda, "Não, obrigado. Não queremos tratados supra-nacionais de saúde, de consequências duvidosas, obrigatórios".

Oráculo para o mês de Março de 2024. Começa mais declaradamente a III grande Guerra, ou crescem a paz e o estado luminoso de muitos seres e da Humanidade?

 O meditarmos o começo de cada mês pode ser uma porta aberta às correntes subtis e pela qual podemos antecipar e equacionar os acontecimentos a vir e os actos a realizar, os caminhos a percorrer, ainda que possamos vira a ter de fluir na harmonizaçãp do nosso ritmo de vida e suas obrigações com o inesperado, e portanto sem podermos seguir essa antevisão da temporalidade mensal e que aparentemente se iniciaria virgem para a nossa actividade criativa ou mesmo livre-arbítrio, certamente sempre algo condicionado.
Esse equacionar, cogitar, meditar, contemplar, visualizar, que alguns ainda assim fazem, e por vezes assentando o que devem ou querem fazer numa folha de papel nas 30 ou 31 linhas dos dias, por semanas, com os Sábados e Domingos mais alegremente livres, é ainda por outros seres complementado pela consulta dum oráculo, ou seja, de uma abertura orativa e invocadora das bênçãos divinas e espirituais para que se recebam algumas indicações, da sorte, Fortuna ou do Campo unificado de energia consciência, inspiradoras quanto ao que se está a passar ou deve acontecer na vida da humanidade, na nossa ou no outros.
Assim o fiz nesta manhã do dia 1 de Março de 2024, interrogando o que se passa no Mundo. Utilizei as XXII cartas do Tarot de Marselha, após uns minutos de recolhimento e oração, e o que saiu na tiragem mais simples e menos dispersante ou falível, que é a das quatro cartas ou em cruz, foi:
                                               
Iª - A Humanidade, como está: Carta XIIII, a Temperança, podendo significar que a Humanidade se encontra numa fase de transição, de passagem dum estado ou era para outro, a qual é caldeada ou supervisionada pelo mundo angélico ou espiritual, ou por tal dimensão qualitativa em nós. É uma carta muito positiva, luminosa, optimista. Esta passagem pode ser externamente, com o fim de situações injustas ou conflituosas, ou ainda a passagem da unipolaridade hegemónica da oligarquia ocidental para a multipolaridade fraterna mundial, que o BRICS está a tentar concretizar, embora com grande oposição.
                                            
IIª - O Mundo, os outros, os ambientes: Carta XVII, a Estrela, tradicionalmente a mais benéfica do Tarot. De novo surge a transição, o derramar das energias celestiais sobre a Terra que alguns seres realizam, dos planos espirituais ou da Terra, frequentemente anonimamente, mas que diminuem os efeitos negativos de tanto desequilíbrio, egoísmo, racismo, violência e ódio, que têm mantido a Humanidade sob constantes opressões, fomes, crises, bombardeamentos, terrorismo, guerras. Há que esforçar-nos e tentarmos ser mais almas de amor, sabedoria, protecção, fecundidade, para reverdecermos a Terra, tanto ecologicamente, como na agro-floresta biológica, nas medicinas alternativas, na não-violência e diálogo convergente para a Justiça, a Verdade, o Bem.
                                                
IIIª - Que significa no que se deve pensar: Carta XI, a Força. Há que sabermos controlar ou dominar, os instintos, o egoísmo, a violência, em nós e nos outros. O arcano XI mostra uma mulher com uma chapéu em forma de lemniscata, símbolo do infinito a que ela tem aceso, conseguindo abrir ou manter aberta a boca de um cão ou leão, símbolo das forças tanto instintivas como as mais fundas e espirituais. Temos portanto de desenvolver a nossa energia psíquica, fortificá-la pela força da vontade e o controle das ondulações do pensamento e das emoções, tão afectadas pela corrupta e manipuladora comunicação social e seus efeitos deletérios...
                                             

As três primeiras cartas mostraram-nos mulheres, uma desnuda, outra com asas, outras com vestes longas e o infinito na sua cabeça, e mostram-nos a importância do princípio Feminino nos tempos que correm, da mulher, da shakti da tradição indiana, da deusa, da sensibilidade sábia, amorosa e forte que a mulher deve exercer corajosamente na sociedade.
                                           
 IVª- Resposta à pergunta sobre a movimentação da Humanidade neste mês de Março: Carta V, o Papa. Eis uma carta algo compreensível mas de facto pouco realizável, se a interpretação que lhe déssemos fosse: a Humanidade precisa de um ser, ou de seres que sejam papas, ou pontífices, isto é, construtore
s de pontes, entre as ideologias, os interesses, os povos, os grupos em confrontos violentos, as religiões e sabendo ensinar os caminhos da religação espiritual e divina que a todos nos cabe.
Infelizmente vemo-los pouco ou quase nada. Nem o Papa do Catolicismo, nem os Patriarcas Ortodoxos ou os chefes das outras religiões tem ousado ou não conseguido fazer ouvir a sua Palavra e Logos com força, sabedoria e impacto na população mundial, alias muito controlada pelos meios de comunicação num sentido materialista e primário, presente também em muitos dos dirigentes políticos que portanto pouco ouvem ou ouviriam as vozes de sabedoria dos pontífices...
Então esta carta do Papa, a V ou do Pentagrama, que pode querer dizer-nos? Que somos todos nós que devemos trabalhar mais a harmonização psico-somática e também a religação espiritual e divina no íntimo da nossa alma e em consequência de tal actividade alquímica podermos mais lúcida e sabiamente contribuir para a tarefa indicada na primeira carta, a da Temperança, e que é transmutarmos o nosso ser, equilibrarmos as polaridades, contribuirmos para um mundo mais espiritual, mais harmonioso, mais justo.
Anote-se contudo que, no dia 9 de Março soube-se que o Papa Francisco, numa entrevista ainda não difundida pela Rádio Televisão Suiça (RTS), levantara a voz contra o prolongamento do conflito Russo-Ucraniano, propondo à Ucrânia que arvore a bandeira branca e negoceie a paz. [Na entrevista, o entrevistador Lorenzo Buccella pergunta ao Papa: - "Na Ucrânia, alguns apelam à coragem da rendição, da bandeira branca. Mas outros dizem que isso legitimaria a parte mais forte. O que pensa?"
O Papa Francisco respondeu: -  "Essa é uma interpretação. Mas eu  creio que o mais forte é aquele que vê a situação, que pensa nas pessoas, que tem a coragem da bandeira branca, de negociar. E hoje, as negociações são possíveis com a ajuda das potências internacionais. A palavra  "negociar" é uma palavra corajosa. Quando se vê que se está derrotado, que as coisas não estão a correr bem, é preciso ter a coragem de negociar. Podes sentir-te envergonhado, mas quantas mortes terminarão?
 Negoceiem a tempo, procurem um país que possa mediar. Hoje, por exemplo, na guerra da Ucrânia, há muitos que querem mediar. A Turquia ofereceu-se para isso. E outros. Não tenham vergonha de negociar antes que as coisas piorem"]
. Extraído das Vatican News, 9.III.

Naturalmente (dentro do desequilíbrio..), os mais belicistas ou warmongers, Zelensky e Jens Stoltenberg, atacaram fortemente o Papa Francisco, quando este finalmente manifestou corajosamente a sua função de pontífice, de construtor de pontes, de entendimentos, de paz para que termine a mortandade absurda dos dois povos irmãos eslavos, no fundo hipocritamente desejada pela oligarquia imperialista ocidental.
Seja então uma al
ma criativa, pontífice e apoiando os construtores da paz e da justiça, inspirando-se com estas quartas cartas do Tarot que nos saíram, para que a Humanidade avance no mês de Março de modos mais justos, luminosos e felizes.

                                
                       Arco íris da Paz, por Bô Yin Râ.

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

"Funken", "Cintillae" or "Sparks", a book with XXII Mantras, von Bô Yin Râ, explained in a concentrated way, by Pedro Teixeira da Mota

Funken, in english Cintillae, or Sparks, is a valuable little work, published in 1922, in the Talisverlag, in Leipzig,  in-12º of 31 pages, with a second edition in 1924, and latter joined with another booklet Mantra-Praxis (published 1928),  to become the actual Funken Mantra-Praxis, with XXII mantras or concentrated verse prayers in german language created by Bô Yin Râ, a master of the living and magic word: Poems - prayers which, by resonant reading and feeling, meditation and realisation, are suitable for uplifting those pursuing the higher spiritual path, particularly the one he taught. A few months after the publication, an expressionist and spiritual artist, friend of Bô Yin Râ and lover of Jacob Böehme, Fritz Neumann-Hegenberg (1884-1924), published a transcription of the mantras in the magazine Magische Blätter, with some contextualisation and comments, personal and artistics, and  shared the comments in a nice booklet. 
On 4.12.2020, I published a text on the blog about this book and I presented the II mantra, in trilingual reading and commented it slightly, under the title: "A Crystal Vault enveloping us", a mantra by Bô Yin Râ. And with a painting by Anna Zappa,  and the link is:
https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2020/12/uma-abobada-de-cristal-envolvendo-nos.html
  The book Funken contains  XXII mantras, and I shall give a small condensation-comment of them, but surely pointing to the value and need of reading them in the book, already on-line. The  I mantra  is an invocation of the spiritual and divine reality, in order that it envelops the speaker and allows him to affirm as an experience that he is a sanctuary of the divine spirit, and that the divine spirit is also his sanctuary.
There is no clear distinction as to who is worshipped, whether the Spirit, the Divinity or the living God, but only the affirmation: - I am your temple, sanctuary or tabernacle (schrein). It is the first mantra to be presented and leaves the destinatary open or not expressly declared: whether the spirit or the Divinity.
The II mantra helps us to fortify our being as a temple, as it invokes a crystal wall that is built all around the person praying or meditating, and which protects her and includes her within itself. The person praying asks to be transformed in the Light, and for nothing but the Light to be within her.
It's an exercise in magical protection that we find in other traditions, and Bô Yin Râ created it in German with a few rhymed verses with very valuable sounds and it is wonderful for those who can feel these words resonate.
The III mantra is very short and places us in front of a closed portal, which is jumped through and allows the complementary or simultaneous sensation of being outside and inside. Perhaps one of its functions is to mentalise us so that in the invisible worlds we don't remain stagnant or stuck in front of barriers and closed doors, if we deserve to enter through them.
The IV mantra has very effective rhymes and once again we are projected into the subtle spiritual worlds where, between high mountains and the depths of the Path, we realise that each of us is a step on the Path.
The V mantra is perhaps the most flamboyant and easiest to memorise and meditate, because it is a simple invocation of the fire in us, in others, in everyone and in itself, in order that we become more ablase in the Fire. It falls within the typical line of spiritual fire, so developed by Bô Yin Râ and many initiates and mystics, like, for example, the russians St. Seraphim Sarov and Nicholai Roerich, and basically calls for us to radiate more the spark of Cosmic Fire that we carry and have communion with that subtle omnipresent energy, saying: "Fire in me... Fire in All... Fire in Fire... My self, I!! --- Fire!"
The VI mantra is an invocation adressed to the spirit, expressly named, so that it can hover, fly and entwine us, in order that we can see it in our innermost depths as well in the outer, and be it. It's a call to meditation and to the possible experience of the spiritual unity of beings and things.
                                                        
 The VII mantra raises two of the most frequent questions in the Quest of unveiling or presenting the Spirit: "Where and When?"  And the answer is the "Here and Now", the knowledge that we can realise ourselves in being fully in the present.  A "Here and Now" visible in many traditions, such as in Portugal from ancient Rome in the Hic et Nunc, or even in É a Hora, "It is the hour", It's a call, a summoning of force or power, of which the saying "to will is to be able" is another perspective of the same reality.
The VIII is one of the mantras in which Bô Yin Râ tries to stimulate the non-locality of consciousness, the overcoming of dualities, trying to make us meditate on the force-ideas contained in the prayer and feel that although each beng is one, we are also all, and both inside and outside.
Admitting or recognising that inwardly we are all, certainly raises some problems, because it is allowing them to be more present in our interior. It remains, whether or not we admit, that they are always within us on the subtle planes, and therefore that the mantra only awakens us to be more aware of this interweaving or entanglement of all minds and souls, and so we should necessarily develop our inner unification with the spirit or spiritual self (jivatman) in order to be able to deal well and calmly with all these possible interactions.
 The IX mantra is one of the best known to Westerners in its three vowels, IAO, coming from antiquity,  and was particularly used by Gnostic groups because it was considered to be the name of a ruler or Archon of the seven ones who correspond to each planet. Others saw it as a Greek name to evoke certain gods. But it is clearly first and foremost a sound mantra for the divine, perhaps influenced by the Indian AUM.
Bô Yin Râ presents it as the movement of an initial point, which splits space as a line, widens as it is traced as a compass and finally rounds out as a sphere, in which the initial One is in All. It is an operative mantra directly because of its sound. Bô Yin Râ will conclude his book in the XXII mantra with a new exploration of the senses and powers that can be included or unfolded in the meditation on IAO.
The X mantra is another case of affirmation of the universal unity of beings and therefore an exercise in broadening consciousness, by suggesting and trying to make the individuals feel that they are connected to the World, to others, to Humanity, and that all of that each being is.
 The XI mantra attempts to present by different perspectives the Original Being who is not founded but who is the unique foundation of everything, pointing out or affirming, as a final conclusion, that the "I am" is Him. It is one of the most complex and profound mantras and, when is spoken in German by someone who has a good command of the feeling of the words used, will have good effects in terms of deepening and widening consciousness...
Mantra XII is one of the simplest but also most valuable, calling us to the reality of the present, with all its potential: not to be trapped or influenced by the past or future, but rather to focus fully on the present, or the in-between being, confident in the new frontiers and horizons that open up from it. It is a reminder of calm in the face of our impatience and apprehensions
Mantra XIII is an appeal to, and also a sowing of the acceptance of life, of loving, of what we have to experience, because even in losing ourselves we can find ourselves and that in both we are, and so we should be peaceful, serene, in  face of such dialectical oscillations, about what is lost and what is found, and because such external oscillations or oppositions are often necessary in order to overcome the ego and live more the spirit that is above them.
Mantra XIV appeals to us to feel and go beyond what we know or don't know, because there is a dimension of omniscient wisdom in the reality of Cosmo  that we can access through deep felt meditation, and whose identification Bô Yin Râ indicates by concluding the funken-spark-prayer with one of the great affirmations, the mahavakyas, of the Indian tradition, Tat Twam Asi, which originally appears in the Chandogya Upanishad 6. 8.7 when it was transmitted by the guru Uddalaka Aruni ao seu filho e disciple, Svetaketo: "that supreme reality you are (or you are that Reality", sa ya eso nima aitadâtmyam idam sarvam, tat satyam, sa âtmâ. tat tvam asi.
 Mantra XV is one of the most elevated and mysterious, because it mention the Fathers, the highest Master spirits, as the ones who help us to discover our true name, our vibratory essence, and we know how difficult and labour-intensive this is, the names of baptism or even initiation being only more or less appropriate substitutes to connect us inwardly with our true Self and its name, or just to represent it. This mystery is worked out by Bô Yin Râ in a few pages in his 32-book, opera omnia, the Hortus Conclusus.
Mantra XVI, one of the longest, tries to make us aware of the unity of the eternal One, of the other and of the relationship between the two, in that triad which underlies unity and life and which we must try to feel and realise, calling us, inspiring us and discovering us inwardly as I, and outwardly as AUM, the omnipresence of divine life.
Mantra XVII takes up the realisation of the unity of the present and eternity: being pilgrims, always climbing the steps of life, and in which we are in reality the step we are on, or the awareness of the eternity of the spiritual upward movement made conscious in the present.
Mantra XVIII is one of those that works on the dialectic of knowing how to let go of, or lose, the small self in order to find ourselves again by breathing out and breathing in the invisible dimensions and discovering our true self, the individual Spirit, the Jivatman, who lives in unity with Aum, the divine name, vibration and primordial life in the Universe.
 The XIX mantra is somewhat mysterious, because contrary to what Bô Yin Râ teaches as a general rule of life - that there is no need for reincarnation unless you die very early, by suicide and without any realization- in this mantra he seems to say that he has lived and died many times, and that he, who has died, has been reborn into unity with the initial Being, unity with Divinity. And feeling the current of eternal life running through him, he presents another of the four great Indian affirmations (or mantras), the mahavakyas, Aham Brahma Asmi, "I am (one with) the Divinity", as an echo or source, which appears as the conclusion of the enlightening initiatory process, which can take place in a single life, or generally continue more slowly in the afterlife, or not...
The XX mantra is very strong in its appeal to the will that indicates or drives us in the path, in order that it manifests itself in our lives, and, being above us,  enlightens and guides us, and become action, become our own will.
"Driving will!
Want in me!
Become effective! - -
O super-I!
Convince me!
Enlighten me!
Become effective!
Become me! - - -"
 
In the XXI mantra, one of the very rhythmic and simple ones, we find a word used symbolically, and which refers to both the alchemical and Masonic traditions, but also to Christian tradition: the "stone", the foundation stone. It calls on the light of the spirit to intensify its flame in us throughout the body, to illuminate the still obscured sanctuary of the soul, and to intensify the luminosity of the alchemical stone that we are, or that is at our base or root...
The XXII has still more verses...
The XXII mantra is one of the most difficult to understand, and then to feel it, because it presents a numerical hierarchy, difficult to hermeneuticise at some of its levels or realisations, because it springs from an initial triad, passes through 4, the quaternary, perhaps of the four seasons and their arcana, names the 10, the Pythagorean decade, and then the 12, probably from the divisions and signs of the Zodiac year and, finally, arrives at the many masters and disciples who, with ruler and compass, build and discover themselves as IAO, one in all.
                                       
 This book Funken is a very valuable work, with simple or profound cintillae or mantras, prayers or invocations, some of which are more difficult and which encourage us to generate may be our own or to dive deeper in them. In the book Das Gebet, The Prayer, 1926, which I translated and edited in portuguese, A Oração, Bô Yin Râ explains the art of prayer very well and gives other examples, less mantric or concentrated like these XXII.  You can find a recording of the first and second mantras on YouTube: https://youtu.be/kUXIulIPYTQ

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Orar às portas, ou pensar, dizer ou escrever nas portas e paredes dos corações, quartos, casas e monumentos.

Orar às portas é uma expressão duma prática já pouco realizada, e que consiste em estar mais consciente das passagens, transições, fronteiras, divisões, entradas e saídas, e sacralizá-las por orações pensadas, sentidas, pronunciadas, escritas.
As que foram apenas pensadas ficaram só para os seus autores e p
ara o ambiente e portas, com uma maior ou menor durabilidade vibratória, mas em geral, se não forem muito fortemente e duradoramente pensadas, os efeito são efémeros.
Mas quando são pronunciadas, e por vezes ouvidas, aí os efeitos podem atingir uma certa perenidade: uma alma que ouviu alguém orar de coração, e com aspiração, força, pode acolher essas vibrações e palavras, e leva-las consigo pela eternidade.
As orações pronunciadas por alguns grandes seres, mestres ou seres que sabiam mesmo orar, atingiram níveis intrínsecos elevados e os seus efeitos  perpetuam-se tantos nos que as ouviram como nos que as pronunciam ou ouvem ainda hoje, sobretudo com atenção e devoção
As portas, portais e portões onde foram emitidas tais orações ou jaculatórias reverberaram e os ecos ainda hoje poderão ser avistados ou ouvidos pelos mais clarividentes
"Bem vindo, o que vem por bem". "Que as bênçãos divinas ou deste ou daquele mestre, estejam nesta casa", são das mais conhecidas orações às portas e que foram pronunciadas por muitas almas, criando por vezes auras luminosas nas portas e casas, ou quem passava sobre elas.
Finalmente há o orar nas portas, em que além da súbita energia espiritual, ou da simples gratidão, que move a alma em pensamento e sentimentos de ligação divina, ou de irradiação espiritual (expressa ou não na voz), em que se escreve, insculpe, grava, seja com o silex, o escopro ou o prego na pedra da gruta, do muro ou da soleira da porta, seja com o lápis ou a tinta na porta de madeira, na parede de cal ou no papel, ficando assim perenizadas essas jaculatórias da alma, que enriquecem a porta, a casa, o ambiente, a ligação entre a humanidade e a divindade, ou a harmonia, protecção e comunhão entre almas no vasto Campo unificado de energia consciência, outrora chamado corpo místico da Humanidade ou da Igreja.
Inserindo-me eu na tradição espiritual perene da Humanidade também fui gravando tais mensagens orações em portas e paredes, ao longo dos anos, por vezes vendo em algumas a passagem do tempo diminuir a sua inteligibilidade, como se a força que a pronunciara já tivesse tido o seu ciclo de vida. Outras perduram, mesmo que já me tenha esquecido que raspara uma cruz ou um pentagrama, algures num castelo, torre ou templo, ou que depositara uma pedra nos moleiros dos caminhos de peregrinação.
As portas nossas, aquelas que cruzamos com mais frequência, essas estão sempre a reverberar com as nossas orações e, se por acaso, conservamos alguma dessas jaculatórias de cor, e a repetimos, então a cor e vibração renova-se, e ao passarmos por, ou ao vermos tal porta, recebemos inspirações, geram-se harmonizações e intensificamos irradiações.
Assim decidi partilhar uma das portas oradas, fotografando-a não no seu todo, mas apenas em partes, pois com a letra pequena delas será a forma de leitura mais fácil, proporcionando portanto um melhor aproveitamento de ideias e forças espirituais que nelas foram postas ou ainda palpitam.
Boas leituras, boas orações, e comece também orar às portas da vila, da cidade, da aldeia, da igreja, de sua casa, de seus quartos, seja mentalmente, seja pronunciando-as, seja escrevendo-as, e ganhará a sua alma, as das pessoas afins e o ambiente geral.

                                   

[Artigo em laboração]: brevemente, decifrarei algumas das jaculatórias, ou setas de amor inscritas na porta
Om, une o teu espírito à tua alma neste teu corpo, aqui e agora e dá graças a Deus, abrindo-te a Ele. ------     Contemplar é saber orientar a energia psíquica para os mundos espirituais e divinos e com eles comungar, e assim tornar-nos um templo no Templo.

The books are always calling us to be creative: to read them and write new ones.   -----  Que o Poder das Árvores te encha sempre. -  We know so little about the symbols and the effect of their images and laguage, but for sure: we should be living in a constant invocation of the invisible spiritual realm and their subtle beings, qualities, energies...



Deus, tu que és o cento íntimo de mim, manifesta-Te mais, e torna-me um criador divinizante.

Deus, our heart glowing our true being, the radiance of the Spirit, the cry of freedom, the aspiration to Thee...




Desafios à véspera de conferência importante sobre o Espírito Santo, o espírito em nós,

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Marcos Algarve: Antero de Quental, tolstoiano, e a transição do Romantismo para o Naturalismo. Nos "Mistérios da Praia de Rocha", 1926.

                                               Marcos-algarvefoto.JPG
Marcos Algarve é hoje um escritor quase esquecido embora tenha deixado uma obra valiosa. De seu nome  Francisco Marques da Luz  nasceu em Olhão, a 7 de Outubro de 1875 e viveu até 8 de Setembro de 1960, Sintra, e destacou-se como jornalista, escritor e político, tendo sido sempre republicano e  chegando mesmo a Presidente da Câmara de Portimão.

Na sua bibliografia encontramos  Canções d' alguém,1903; Entre um berço e um túmulo:desgraça íntima,1904;  Amor à Francesa, 1924; Mistérios da Praia da Rocha, 1926 e Calvário Bendito,1935. 
Além da colaboração em jornais republicanos, tal  A Luta e O Mundo, onde se destacou no ataque a João Franco, por vezes com retumbante sucesso, e em jornais algarvios, editou O Xul e o Almanach do Algarve e colaborou na revista Alma Nova, publicada entre 1915 e 1930.

Ora Mistérios da Praia de Rocha, dado à luz em Famalicão, Tipografia Minerva, em 1926, in-4º de 331 páginas, numa edição  cuidada e bela, mostra bem a grande cultura e sensibilidade de Marcos Algarve, pois sob a forma dum livro de novelas e crónicas, ensaios e memórias, deparamos com boas caracterizações da vida literária e cultural portuguesa e seus agentes, desde o século XVI ao XX, referindo e abordando Antero Quental várias vezes.  A descrição da passagem do Romantismo para o Naturalismo e Realismo e a caracterização enaltecedora de Antero Quental destacam-se pela sua visão culta e sincera, instrutiva e valiosa. 
  Os doze capítulos servem para introduzir histórias, contos, dissertações,  ensaios, críticas, ocorridos sempre no ambiente da Praia da Rocha e da sua sociedade, beleza, vida, história. O I, intitulado Poetas, e em resposta a sua interrogação:«quanto poetas terão ficado extasiados na Praia da Rocha?», Marcos Algarve aprecia, dos cerca de vinte e cinco escritores e poetas que viveram ou estiveram na Rocha, - os com quem mais privou, descrevendo mais detalhadamente seus modos de ser e características literárias, tais Luís Botelho, Paulino de Oliveira, João Lúcio, Pedro Escarlate (este estudando-o por indicação de Bruno), Manuel da Silva Gaio e sobretudo Sampaio Bruno, com quem teve muito boas relações, dedicando-lhe algumas páginas. Há duas menções a Antero, e uma delas valiosa e que transparece bem a sua empatia com ele: «O assombroso Antero de Quental, o santo Antero da Bondade e da Revolta, não chegou a visitar Rocha, embora fosse num patacho algarvio em lugar de João de Deus, à América-do Norte [em 1867] com Joaquim de Almeida Negrão, capitão de navios, possuidor de vasta cultura e ao tempo paladino da filosofia de Augusto Comte», embora saibamos que de positivista Antero teve muito pouco, sendo mesmo criticado por alguns deles, tal Teófilo Braga
Há ainda outras menções a Antero com interesse nos capítulos seguintes, nomeadamente comparando-o com João de Deus, e onde Marcos trai um certo indiferentismo religioso, mas a maior emerge no capítulo final Serões da Rocha, que começa castiçamente assim: «Coimbra é o coração de Portugal - disse-o algures uma alma suspirosa de artista.
Coimbra, terra amada dos doutores e das tricanas, vive no espírito das gerações académicas com o seu intenso perfume de poesia e graça.
As gerações, que ali desbravaram a leiva mental da sua personalidade, conservam através das vicissitudes da existência uma grata recordação do tempo em que a mocidade só vê flores e sorrisos, mulheres e serenatas. (...).
Após esta abertura bela na página 209, e em traços largos referir alguns estudantes e personagens da história de Coimbra, entramos então, na 211 página, na transição: «Coimbra manteve durante séculos o monopólio do ensino universitário, cujas origens se esbatem na fundação da sua gloriosa escola superior, laboratório de humanidades onde se adestraram os melhores talentos da literatura e jurisprudência nacionais
Almeida Garret e Alexandre Herculano, regressados do exílio, foram os iniciadores do Romantismo em Portugal. A escola clássica envelhecera e os seus moldes artísticos definharam-se.
Da Alemanha soprava então a brisa fecundante duma nova arte, que a legião audaz de Novalis, Scheling, Schlegel, Tieck, Uhland e os irmãos Grimm desenvolveu bizarramente no vasto campo da Filosofia, da Estética, da Literatura e da História.
Com a cooperação analítica de Lessing e Wieland, esse renascimento literário encontrou a sua mais poderosa expressão em Goethe e Schiller.
Galgando as fronteiras germânicas, penetrou na Inglaterra, na Itália, na França, na Espanha e em Portugal.
Na poesia e na prosa, como na pintura e na música, a nova arte aliciou intérpretes duma sublimidade helénica ou duma grandeza romana.
De Henri Heine a Walter Scott, de Mazoni a Chateaubriand, de José Zorilla a Mendes Leal, que de teorias e sistemas, ideias e horizontes, emoções e ritmos modernos.
Os intelectuais de Coimbra fundaram então O Trovador, revista dirigida pelo fulgurante poeta João de Lemos e colaborada por Xavier Cordeiro, Costa Pereira, Couto Monteiro, Gonçalves Lima e José Freire de Serpa.
O Trovador foi o arauto da nova escola literária em que sobressaíram, além dos dois mestres que a estudaram no desterro, Soares de Passos, Xavier Novais, Pereira da Cunha, Tomás Ribeiro, Bulhão Pato e Gomes de Amorim.
O cego António Feliciano de Castilho, com a sua linguagem duma pureza e harmonia impecáveis, foi o guia vidente dessa mocidade sonhadora.
João de Lemos, poeta fogoso e escultural do Romantismo, legou-nos sentidas visões de amor e patriotismo no Cancioneiro, Canções da Tarde e Lua Londres.
Decorridos anos, o romantismo exauria-se na suas normas amaneiradas e sediças. O caruncho do tempo apressara-lhe os sintomas de tédio, de esterilidade, de fraqueza.
A escola romântica, igualmente como sucedera à escola clássica, estava contaminada, pelos anos e abusos, da gangrena senil.
Manuel Pinheiro Chagas, com a publicação do Poema da Mocidade, dera aso a que o mestre Castilho, sob a forma dum prefácio, estimulasse a reacção literária que, em surdina, já lavrava no espírito rebelde da academia coimbrã.
 Foi Antero do Quental, com o seu folheto Bom senso e bom gosto, [1865] quem iniciou a derrocada. Alma de iluminado temperamento, duma violência e duma sensibilidade tolstoianas, reuniu em volta da sua bandeira de guerra uma falange de proletários do pensamento.
Antero era um combatente indomável, sisudo e impulsivo, apaixonado e possante.

A polémica foi demorada, tumultuosa e remoçadora, e o Romantismo baqueou para dar lugar ao Naturalismo.
Na esteira de Antero, insuflados saudavelmente pelas modernas concepções da Arte e da Ciência, foram chegando Eça de Queirós, Guilherme Azevedo, Simões Dias, Alexandre da Conceição, Guilherme Braga, Cesário Verde, Macedo Papança, José Augusto Vieira, António Enes, Barros Lobos, Fialho de Almeida, Teixeira de Queirós e outros.
João de Deus, pela ternura da arte espontânea, não se ligou a nenhuma escola ou grupo.
Teófilo Braga, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Gomes Leal e Cândido Figueiredo também marcaram brilhantemente o seu auxílio ao Naturalismo.
Individualidades superiores, desempoeiradas e livres, seguiram mais tarde, na crítica, no romance, na história, na filosofia e na poesia, orientações diferentes.
E dessa manifesta supremacia intelectual, mantida até às proximidades de 1885, apareceu um dia A Folha, jornal de João Penha, o estranho parnasiano do Vinho e Fel.
Em um quarto da Couraça dos Apóstolos, na lendária Coimbra, viviam na sua intimidade Guerra Junqueiro e Gonçalves Crespo, formando os três estudantes de direito um esotérico triângulo de bardos, cáusticos e sentimentais, de qualidades antagónicas frequentes por vezes, mas sempre distintas. (...)»
E após desenvolver bastante a apreciação de Gonçalves Crespo, continuará a sua visão da história da literatura e sobretudo da poesia portuguesa do século XIX e XX, passando pelos parnasianos, simbolistas, os decadentes, a hoste revolucionária de 1890, ou a geração do Ultimato, e Francisco Bastos, Alexandre Braga, Cesário Verde,  Augusto. Gil e Fausto Guedes Teixeira, etc.
 
 A obra merece ser bem lida, e a longa transcrição descritiva e contextualizadora de  Antero de Quental, ou não fosse Marcos Algarve também um idealista, preparado na luta pela República, e dando sempre provas de grande dedicação à luta pela verdade, a justiça e o bem,  espelha como a sua alma intuiu bem a alma prometaica de Antero de Quental.  
Talvez tivesse lido o livro Cidades e Paisagens, de 1889, de Jaime de Magalhães Lima, esse sim um tolstoiano mais pleno, obra onde descreve as impressões da visita que lhe fez em Isnaia Poliana, tendo entregado a Tolstoi os Sonetos completos de Antero e que Tolstoi apreciou, registando tal no seu diário, publicado postumamente. Mas já desconhecia as apreciações que Antero fez em duas cartas de 1889 a Jaime de Magalhães de Lima, nas quais elogiando em Tolstoi a sua individualidade, a sua santidade ascética e o desprendimento do mundo,  põe em causa as pessoas poderem chegar a tal facilmente, sem terem passado pela vida natural e seus prazeres, como ele passara. Antero não aprova a sua veemência evangélica, a "renovação do Evangelismo",  e demarca-se de tal erupção, facilitada pelos "entusiastas e visionários", já que considerava, na sua visão madura e idealística, que "o período sentimental da humanidade passou", talvez como o escrever-se poesia, "pois só a razão consciente e a virtude racional podem resolver os problemas duma idade adulta da humanidade". É pois um Antero já no final da vida, em 1889, que vemos a apreciar Tolstoi dum modo já não juvenil e entusiasta, como Marcos Algarve, mas como um ser que vê a necessária evolução  humana como a passagem gradual da vida natural "dos sentidos, dos instintos e da imaginação" para um estado de desprendimento interno, ligação ao ser espiritual e acção impessoal pelo Bem.    
No entanto, para finalizar, releiamos a visão de Marcos Algarve: «Antero de Quental, alma de iluminado temperamento, duma violência e duma sensibilidade tolstoianas, reuniu em volta da sua bandeira de guerra uma falange de proletários do pensamento.
Antero era um combatente indomável, sisudo e impulsivo, apaixonado e possante.»
Muita Luz e Amor nas almas de Antero de Quental e de Marcos Algarve (ou Francisco Marques da Luz), e possamos nós desenvolver as qualidades e acções propícias à realização do nosso dharma, missão, dever, aruétipo, para o Bem da Humanidade e ligação à Divindade.