Nestes tempo de guerra total, ainda que por meios menos violentos visivelmente, num horizonte em que se perfilam vários grupos de força e pressão, uma questão que se põe a um cavaleiro do Amor é: qual deve ser o seu posicionamento, e como deve intervir na batalha, tendo em conta que as fronteiras entre os grupos ou entre o justo e o injusto são por vezes difíceis de deslindarmos, ou que o nosso contributo será quase insignificante?
Para uma pessoa se posicionar há que discernir bem seja as actividades, doutrinas e intencionalidades dos vários grupos e estados, seja o que é em si o melhor para o bem comum ou mesmo a Humanidade, repudiando o que parece ou é mais injusto, mentiroso, anti-ético, violento.
Cada um tem de discernir bem qual é o seu swadharma, o seu pequeno dever ou missão, dentro do grande Sanata Dharma a ordem justa eterna planetária e cósmica, na qual todos os seres estão incluídos, ainda que, em geral, se não houver tradições religiosas ou espirituais vivas, tal ideia de missão ou dever e Ordem escapa à maioria das pessoas, que vivem então como meros seres humanos destituídos contudo de verticalidade e perenidade, tornando-se por isso facilmente manipulados, oprimidos, explorados.
Há muita gente que não põe a questão do dever ou da missão, basicamente trabalhando para sobreviver, cumprindo os seus deveres e prazeres familiares, e ocupando o tempo que lhe resta mais numa dispersão informativa do que numa formação animico-espiritual e numa participação no devir da Humanidade.
É mais nos escritores, pensadores, artistas, cientistas, amantes da Natureza e ecologistas, professores e profissionais da saúde, religiosos e espiritualistas, que surgem questionamentos mais profundos e criativos, por vezes espirituais, e muitos pensam e dialogam sobre os vários aspectos das políticas, das medidas tomadas, das ambições e imperialismos que dilaceram os povos, discernindo por vezes por entre as malhas das narrativas oficiais e manipulações mediáticas os conflitos e as linhas de força e intenções que se escondem e mesmo as soluções mais justas, sendo contudo frequentemente impedidos de se expressarem livremente...
Que conflitos estão então a causar uma certa guerra de muitos contra muitos, e que não são apenas os de direitas e esquerdas dentro de cada país, nesse jogo aparentemente democrático mas frequentemente altamente manipulado, e pouco decisivo dado a submissão da maioria dos partidos aos interesses hegemónicos ocidentais?
Pois são sem dúvida as lutas dos Estados Unidos da América e da oligarquia sionista e ocidental contra as forças, associações e estados tradicionais, nacionais, socialistas, libertários e independentes que conseguem sobreviver ao estrangulamento diário, aos golpes de estado, às insidiosas corrupções e infiltrações que vemos sobretudo na América Latina e no Médio Oriente, mas não só já que a lepra ou vírus imperialista norte americano está em quase todo o planeta, pouco importando que sejam republicanos ou democratas os que estão no poder e na administração da máquina de guerra, pois o que conta é basicamente o America first e quase only.
Ora este império, assente sobretudo no controle dos principais meios de comunicação, praticamente em todo mundo, nos armamentos, nas bombas atómicas, na espionagem, nas bases militares espalhadas por mais de cinco países e que matam e torturam com toda a facilidade, tem como base o inesgotável dólar, tornando toda a vida económica na Terra desequilibrada e injusta. O dólar inesgotável e imperialista corrompe meio mundo. É trágico, mas é a realidade. Quantos Institutos, organizações não governamentais e Fundações Norte-Americanas existem pagando excelentemente aos seus membros ou aos seus colunistas, para andarem a manipular e corromper os países?
Ora não contente em estarem em luta com vários países da América Latina e do Médio Oriente, os USA estão ainda apostados numa luta titânica contra a Rússia, a China, o Irão, o BRICS e para isso contam com dois aliados muito importantes, a NATO, o braço armado, que se pode considerar semi-terrorista, norte-americano na Europa e nos vários continentes. e da União Europeia, esta sendo uma galinha tola de burocratas e tolos, que cumprem o que os norte-americanos ou a finança sionista lhes manda.
Qualquer alma mais sensível e pura e informada e não alienada pelo brainwashing norte-americano e dos seus prolongamentos está em então em perigo de ser engolida passivamente pela goela da grande sociedade ocidental dita democrática e cultural, mas que é tal só nas aparências e declarações, as quais por exemplo, a União Europeia, está constantemente a fazer, em muitos dos casos apenas servindo os interesses norte-americanos, financeiros globalistas e sionistas.
Mas não são só estes os conflitos mundiais, pois tanto os religiosos, os da emigração e os ecológicos são também bastante fortes, obrigando-nos a desmistificarmos as religiões e os seus pseudo-revelados livros, e tentarmos estancar as guerras e terrorismos, e as pobrezas e explorações que causam as misérias e emigrações. Valorizemos então a luta pela auto-subsistência das comunidades e povos, pelas cooperativas e associações de trabalhadores, o cultivo e o consumo de alimentos biológicos ou orgânicos, a luta contra a agro-química, e as grandes multinacionais farmacêuticas e de alimentos geneticamente modificados, geradoras das monoculturas, do empobrecimento dos solos e a desertificação, da poluição e do aumento das doenças.
A estas fontes já já muito conhecidas e mais ou menos confrontadas, adicionou-se agora a guerra biológica e as vacinas e há já mais de um ano que estamos verdadeiramente envoltos num pandemónio, em grande parte derivado de uma má classe política que tem claudicado perante os interesses obscuros dos grupos financeiros e farmacêuticos que parecem dominar o mundo.
É verdade que há muita gente mais lúcida e desperta a tentar denunciar como vão nus os reis da picada, mas um outro factor veio ainda adicionar-se nesta guerra mundial: as grandes companhias tecnológicas que controlam as redes sociais e muitos meios de comunicação e que vão impondo as suas ideologias, as suas corrupções e alinhamentos ou então a censura, a qual, parecendo que era algo dos tempos passados, voltou a ser instalada, não sendo necessário o tribunal da Inquisição, pois ou o bloqueamento, isolamento e silenciamento são impostos pelas redes sociais ou, se for preciso, o assassinato, algo que a USA, Israel, UK, Arábia Saudita e Turquia, estão constantemente a fazer.
O que devemos pensar e agir nós então?
Pois meditar, pensar, orar, intuir, dialogar, escrever, agir, conscientes de que somos seres espirituais e temos antes de mais de nos fortificar e iluminar, e em família, com amigos ou em grupos dinamizar as forças da multipolaridade, do anti-imperialismo, da cultura, da fraternidade, da luz, do amor e da paz criativamente...
23:05 25-II-2021, e levemente revisto em 22-I-26.


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