segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Daria Dugina, um herói filosófico, por Alexandre Dugin e outros. Памяти Даши Платоновой-Дугиной

         Daria Dugina, um Herói filosófico, por Alexandre Dugin. 

                                          
                                  
Памяти Даши Платоновой-Дугиной

Numa das suas quase diárias lembranças de Daria partilhadas no Vk.com pelo seu pai, a de 12/1/26, inegavelmente sofrendo da sua precoce despedida da Terra, Alexander lembra como a sua dimensão de amiga da sabedoria, de philo sophia, estava desde cedo marcada pela ligação ao Logos, à emanação divina do Amor-Sabedoria que o evangelista João considerou ou discerniu ter-se  manifestado em Jesus: o Verbo, Palavra, o Sermo ou Logos Divino descia a uma pessoa e corpo humano.
Daria fora educado dentro desta tradição do culto do Logos, do Amor-Sabedoria, que ela veio a estudar nos filósofos antigos, tal o imperador Juliano - como já evocamos em https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2023/09/daria-dugin-platonova-o-imperador.html, - mas também Sócrates e Platão, e por isso adoptou mesmo o nome de Daria Dugina Platonova. Mas recebera desde tenra idade, pelo Cristianismo ortodoxo em que foi educada, e por um pai e mãe filósofos e crentes, Natalia Melentyeva, e Aleksander Dugin, adeptos da Philosophia Perenis, o profundo amor que todos tinham pela Mátria Russa e sua missão espiritual planetária redentora, e sob a qual sucumbiu.
                                         
Ao ser martirizada na mesma idade de Jesus e de novo pelas forças das trevas, quando começara a transmitir brilhantemente a sua sabedoria e amor, ou Logos, Daria foi erguida a um Christos, um ser ungido russo feminino, e com ela a grande alma russa vai avançando na sua missão redentora da Humanidade das garras do imperialismo neoliberal ocidental infrahumanista. E como um Christos feminino russo, Daria Dugina Platonova, ou mais familiarmente Dasha, vai inspirando dos mundos subtis e espirituais muitas almas que a admiram ou ama
m.
                                                 
Alexandre Dugin: «Daria é filósofa 
também porque toda a sua vida, desde o nascimento até a trágica morte, foi vivida em perfeita harmonia com a essência da filosofia. Na nossa família, a Tradição é o princípio guia principal, o que significa que a filosofia é concebida principalmente como religiosa, vertical, orientada para Deus e o céu, onde deve ser demandado os princípios do pensamento. A verdade absoluta  revelada a nós no Evangelho de João – "No princípio era a Palavra" (Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος) – é a nossa estrela guia. Daria Dugina foi morta pelo inimigo quando nós voltávamos do festival "Tradição" com ela. Ora Tradição é o princípio e o fim, o alfa e o ómega. E no destino filosófico de Daria, o ómega, o ponto final, foi trespassado pelo mesmo raio – o raio do Logos.»

Esta hermenêutica da morte de Daria e do seu arrebatamento pela bomba e fogo, a 20/8/22, após terem estado numa celebração da Tradição e do Logos, como um arder sacrificial dum raio do Logos - Palavra, Sabedoria, Amor -, retornando assim ungida ou sacrificialmente a Ele, tem muito sentido... En arké ên o Logos.... 
                                           
 
       Última fotografia de Daria com o pai, no Festival da Tradição, arredores de Moscovo
«
A filha de Alexandre Dugin tornou-se um herói da filosofia. Ela desceu ao mundo por um raio do Logos e subiu por ele ao céu. O selo do martírio foi colocado sob seu pensamento, sob sua missão, sob sua vida inteligente. E isso custa caro.»
                                     
Extraído do livro póstumo de Daria Dugina, Optimismo Escatológico. Possa Dasha, com as santas e santos, staretz e anjos, da Divindade, inspirarem-nos e fortificarem-nos na comunhão vertical com o Logos, com Ela.

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