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| Ícone russo da Santa Sabedoria. |
Dia 7, quarta-feira, que se pode considerar o dia semanal da Sabedoria, pois está consagrado a Mercúrio, o mensageiro e intermediário entre os humanos e os deuses, o que liga os mundos pela palavra, a argúcia, a habilidade. "Yoga é a habilidade em acção" dir-se-á na Bhagavad Gita, da Índia, obra em que as noções de Karma e Dharma, se interligam muito com a de Sabedoria, pois além das causas produzirem determinados efeitos (karma) e há uma acção justa, um dever ou missão de cada um (svadharma), cooperante no Dharma cósmico.
Viver na sabedoria é algo interior e exterior, pelo que pensamos e fazemos diariamente.Por exemplo, na casa ou habitação, conseguir dispor ou arrumar as divisões todas harmoniosamente, será pô-la sob a aura da Sabedoria, ou será mais Beleza, Eficácia espiritual, Ordem? Perfeição, no fundo ligados a ela?
Será olhar para qualquer direcção e lugar encontrar e dispor, as ideias, os objectos, livros, móveis, coisas, plantas nos seus próprios ou melhores lugares e relações, capazes de irradiarem as mais benéficas energias?
O que é a Beleza? Um raio da Divindade nas suas infinitas formas harmoniosas, captado pela nossa concepção e compreensão psíquica, mas além disso uma qualidade Divina e cósmica?
O que é a Sabedoria? Será a compreensão inteligente das essências e finalidades dos seres e coisas e dos meios de nos harmonizarmos com elas, ou de as guiarmos para estados mais plenos?

Será o resultado do esculpir da nossa alma sob as melhores intenções e acções, com golpes, sofrimentos e falhas, o resultado qualitativo psíquico do amadurecimento coerente e justo de todas experiências e meditações passadas ao longo da vida, e em que vamos aprendendo a discernir o que é verdadeiro e falso, apropriado e desadequado?
É a sabedoria uma qualidade ou atributo da Divindade ou podemos considerá-la mesmo um ser, uma entidade, uma essência pessoalizada da Divindade, à qual nos podemos abrir, a qual podemos manifestar, denominada por alguns, sobretudo russos, Santa Sophia?
Ao querer agir com o máximo de Sabedoria, ao invocar tal qualidade, estaremos a entrar na aura de uma pessoa Divina que existe na Divindade e no seu Cosmos, ou que seja a respirar ou a trazer à manifestação algo dela?
Qual a realidade da teorização que os filósofos místicos russos dos séc. XIX-XX, tais como Soloviev, Berdiaev, Florensky, Boulgakov e Troubetzkoy alcançaram da Sabedoria, da Hagia Sophia, da Santa Sofia, como Pessoa Divina, e a que o pintor Nicholas Roerich dedicou algumas belas telas, como vemos em cima?
Deveremos fazer corresponder a Santa Sabedoria ao que já na Antiguidade fora consagrada como Anima mundi, a Alma do mundo, divina, que informa e orienta a Natureza manifestada emanada ou criada, e que hoje é designada por alguns como o Campo unificado ou unitário de energia consciência informação e que de certo modo, com diferenças, Carl G. Jung fazia corresponder ao inconsciente colectivo?
Ou deveremos antes aproximar-nos da santa Sabedoria que Platão e seus discerniram acima do mundo físico, o mundo das ideias, dos arquétipos, e que tanto subjaz o universo como de certos modos inspira ou pode inspirar os seres no seu devir?
Talvez possamos dizer que quando cultuamos a Sabedoria na nossa vida estamos a irradiar tal potencial do nosso interior, e a fazer o ambiente corresponder mais à sabedoria, e que existe subjacente ao Universo, nos seres sábios vivos ou desencarnados, nas ideias sábias estruturadoras primordiais, na Sabedoria intrínseca da Divindade.
Bons discernimentos do que é mais certo ou errado, justo ou injusto, e boas harmonizações e religações com a Sabedoria tanto íntima e pessoal como cósmica e Divina.





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