e da dificuldade de discernirmos o que é harmonioso
para eles e para os outros no caminho da Vida.
Ó coração espiritual e divino brilha mais em nós,
inspira-nos a agirmos e pensarmos a Verdade e o Amor
Livros, Arte, Amor, Religião, Espiritualidade, Ocultismo, Meditação, Anjos, Peregrinar, Oriente, Irão, Índia, Mogois, Japão, Rússia, Brasil, Renascimento, Simbolismo, Tarot, Não-violência, Saúde natural, Ecologia, Gerês, Nuvens, Árvores, Pedras. S. António, Bocage, Antero, Fernando Leal, Wen. de Morais, Pessoa, Aug. S. Rita, Sant'Anna Dionísio, Agostinho da Silva, Dalila P. da Costa, Pina Martins, Pitágoras, Ficino, Pico, Erasmo, Bruno, Tolstoi, Tagore, Roerich, Ranade, Bô Yin Râ, Henry Corbin.

Uma grande alma, que amei muito e com quem trabalhei bem espiritualmente e pitagoricamente, a Sandra Pinheiro, formada em Línguas e Literatura Clássicas, professora, leitora de Português na Áustria e harpista, partiu hoje dia 25 de Maio para os mundos subtis, pelas 4 horas e tal da madrugada, sincronicamente com a maior explosão solar registada neste ano. Acompanhara-a no hospital fortemente (tal como a sua amiga Susana) umas horas antes, e depois tive sinal disso num sonho. Escrevera reflexões quando fora informado do seu estado na véspera, depois da visita antes de me deitar e de manhã por causa dos sonhos e, finalmente, estas já de tarde e agora à noite:
- Quando alguém que conhecemos e amamos sofre muito, também sofremos e quando ela morre sentimos muita tristeza por terem terminado os seus projectos na vida, seja criativa, profissional, relacional, familiar, maternal e psico-espiritual. E sentimos um certo e vazio, como se também morresse uma parte nossa ou os fios de ligação que tínhamos, ou mesmo a confiança de que ela iria vencer a dificuldades.
Quando o corpo está mesmo no fim e as dores são muitas a morte é uma libertação e devemos consolar-nos que pelo menos esse aspecto tão difícil da dor terminou. E se a pessoa era alma luminosa e benéfica, mais nos deveremos desprender da tristeza, e darmos graças (mesmo que dolorosamente ou quase chorando) por ela estar agora em transição no seu caminho ascensional, que apenas conseguimos ao de leve imaginar ou intuir.
Mesmo assim o nosso coração permanece tocado e só deseja sintonizar com o coração da alma que partiu, pois ela, se já está desperta no além, pode até desejar ou realizar tal ligação-comunicação. Frequentemente ela tem os seus guias ou antepassados a ajudarem-na, mas ignoramos muito quanto ao que ela está mais receptiva, embora nas primeiros tempos esteja mais perto do corpo e do plano físico
Podemos lamentar as circunstâncias diversas que nos afastaram, e não seguimos então a ideia de que foi o karma ou que já estava predestinado, e antes atribuímos a causalidades diversas os caminhos divergentes e que agora terminaram para ela com uma morte aparentemente precoce, pois fazemos escolhas e enveredamos por caminhos, de facto independentes e por isso difíceis de conciliar, e assim cada um acaba por fazer a sua vida profissional, relacional ou familiar com outros e abrir a sua própria via para o além. Por isso o preceito de Garcia Resende com que ele conclui a descrição da vida e morte de Inês e de Pedro, na sua Miscelânea, é tão valioso e actual face à morte e às amizades: "Quem poder fazer o bem, que o faça". Apoia ao máximo os que mais te apreciam, necessitam, amam...
Assim, quando alguém está para partir despede-te bem dela, dando o máximo de ti, e depois encontra-a nos mundo subtis, tal como os sonhos te darão imagens ou vivências, e comunga uns dias mais recolhido com a sua alma no subtil processo do desprendimento do corpo e identidade física e recuperação da identidade espiritual e funcionamento no seu corpo de luz ou glória.
Essa transição opera-se naturalmente podendo ser mais demorado o desprender dos efeitos no corpo sofridos ou a desidentificação com ele, dependendo ainda do desenvolvimento consciencial, ético, compassivo e espiritual realizado em vida, e assentará (nos seus níveis mais elevados) na identificação à estrela pentagonal do espírito e no eclodir da crisálida em borboleta, ou seja o desabrochamento das asas luminosas e da capacidade de mover-se, de voar. Certamente tal pode ser auxiliado externamente pelas energias de mestres, anjos, pessoas amigas e as bênções divinas.
Quanto ao amor, ou à potencialidade e capacidade de amor, de interesse, de envolvimento na vida, quanto morre alguém diferentes resultados ou consequência podem acontecer, embora as pessoas não se deem conta dos aumentos ou diminuições, pois não há uma regra geral e tudo depende das interelações das pessoas e dos seus envolvimentos, idades, trabalhos e projectos e da nossa capacidade de auto-gnose.
Assim quando alguém de quem estamos próximos na vida exterior ou na alma e amor parte, recebemos forças subtis ora estimulantes do nosso trabalho na Terra, ora o contrário, como se o nosso envolvimento na vida terrena diminuísse e uma parte substancial da nossa capacidade de amor ou se evola com ela ou então se concentra inicialmente mais no vazio ou na dor interior e tenta comunicar o seu amor com ela, orando, meditando, ouvindo os leves toques vibratórios, ou intuindo fugazes imagens ou pensamentos, e logo evitando dispersar-se e distrair-se com o mundo, as noticias, as redes sociais, as conversas superficiais. A morte de alguém é um corte na ilusão da vida mais permanente e um aviso da sua fugacidade, pelo que é natural cortarmos ou desligar-nos de certos envolvimento externos menos importantes.
O processo de transição demora dias e nunca se sabe bem os resultados, e assim em certos momentos a nossa alma ergue-se e comunica com a alma amada já partida, seja nos pôr do sol rosados, seja no caminhar, seja em lembranças, por vezes materializadas em objectos ou escritos, seja sobretudo na escuta interior que brota por entre os momentos de oração e meditação. Mas a partir de certo momento são intuições de pensamentos ou vozes internas que assinalam a nossa relação comunicação com uma alma bem luminosa e agora mais ágil no seu caminho e missão.
- Musa, que tanto pairas sobre nós como te recolhes e elevas, que os raios de luz e amor divinos estejam contigo. Avança luminosamente no teu caminho de criatividade e alegria, harmonia e amor, e inspira-nos:
- Quem segura a Lua?
Concluamos ainda com Luís Camões, um Cavaleiro e Fiel do Amor, tal como ela, ecoando a ideia de que há pessoas que pela sua grande sensibilidade e amor a Vida humana terrena não as consegue merecer por muito tempo, na elegia iniciada, "Chorai Ninfas, os Fados Poderosos (...)
''Mas o mundo não era digno dela,
Por isso mais na terra não esteve;
Ao Céu subiu, que já lhe devia.''
Alexandre Seabra, foi um pensador e poeta do começo do séc. XX, que acabou por não entrar, ou ficar lembrado, na história da Literatura portuguesa, pese o seu valor. Um mero acaso, ou uma atração subtil, fez-me há anos adquirir um livrinho seu Nadas (Lisboa, Empresa de Publicidade A
Tribuna, 1924), com uma dedicatória ou acrescento forte ao livro.
Procurando informação sobre ele, deparei-me na correspondência de Fernando Pessoa, carta de 7-8-1923 para o seu amigo Joaquim Pantoja, a quem Seabra entregara um conjunto de poemas manuscritas para apreciação ou quem sabe prefácio, com o recado que informasse Alexandre Seabra que não valia a pena publicar para já, que amadurecesse, que fundisse mais o pensamento e a emoção, e não sentisse ou se emocionasse tanto: «Toda a gente sente. Toda a gente pensa. Nem
toda a gente, porém, sente com pensamento ou pensa com emoção... Qualquer que seja a idade
dele, ele tem um cérebro demasiado juvenil; e a arte – ao contrário do
que se julga – é trabalho para velhos, ou para envelhecidos», que seria o seu caso, pois Fernando Pessoa tinha então 35 anos.
E contudo o livro Nadas (in-4º gr. de 22 páginas), e já publicara Crepúsculos de alma (Vila Nova de Gaia,1921), além de ser raro pois não está na PORBASE, é valioso e faz-nos até lembrar Mário de Saa, Ultra Machado ou mesmo Fernando Pessoa, ao manifestar grande sensibilidade panteísta, e não só sensacionista mas também moral e espiritual. Transcreverei então alguns dos seus textos e antes de mais a dedicatória manuscrita, com letra firme e intensa, pois é um testemunho inédito original até na hermenêutica da mitologia coimbrã, e valioso já que desconhecemos outras informações sobre a sua vida, e até se o conteúdo do Nadas, publicado uns meses depois do parecer de Fernando Pessoa, teria feito parte do manuscrito que este leu e não aprovou...
Frontispício:
«Pedindo uma esmola
NADAS
Sobre uma campa uma flor sorri!...
Jesus por amar e sofrer subiu até Deus. O mesmo sucedeu a mim...
1ª folha branca, ou verso da capa frontispício:
Invocando:
Camões esteve em Coimbra, Anthero também.
D. Pedro amou em Coimbra, Ignez de Castro aqui morreu por amor.
Em Coimbra Santa Izabel andou, serena, e santíssima, derramando a bondade do seu semblante e dando aos pobres e doentes carinho e pão que Deus transformou em flores.
Estas flores são o símbolo eterno que estimula na psicologia de Coimbra o sentido do bem.
Coimbra é um terra santa. Eu devo ter nascido em Coimbra, senão não podia ser portuguez!
Alexandre Seabra»
Oiçamos agora os seus textos, numa prosa muito poética, manifestando uma ora ousada (acima do bem e mal, e das conveniências) ora profunda comunhão com a alma dos seres, das coisas, da Natureza e uma boa abertura ao Infinito, à Unidade Divina, e conseguindo-a partilhar artisticamente, bela e elevadamente, na base de que os aparentemente nadas são na sua pluridimensionalidade riquísimos, imensos, sublimes para quem tem a empatia suficiente para os sentir e sondar. A epígrafe, na folha branca inicial, é justificada: "Vós que tendes sede de ventura entrai...", pois em trinta e cinco apontamentos partilha a sua excelente sensibilidade pluridimensional, concluindo geralmente por "... Quem sente a felicidade!... Silêncio..."
«A felicidade! Sorriso passageiro da vida, correr sobre seda do espírito, sufocação de surpresa, um ah, que se prolonga, um beijo que se distende, um sonho que não se evola, uma carícia que vincula simpatia, uma alegria faz correr uma lágrima, um morrer-se com esperança, um sentir-se com fé...
Um poente se rosa, um regato se aveluda, um colo se confrange, uma alma crê, uma ave passa, chuva de estrelas, revoltas de oceano, cânticos de alvorada, trinados em crepúsculo: em cavalgada olímpica, vem a nós todo o sublime por intermédio subtil...»
«Sobre um longe de água e céu: O infinito, azul marinho, o azul celeste! Pontos esvoaçam - gaivotas. Seu descer sobre a água, seu subir para o azul, é lento carinhoso. Procuram a vida, sentem a vida, voam! O mar ruge, o mar murmura, o mar embate. A altivez, a ternura, o puro! Os pontos afagam, as afagam. A alegria alada como um olhar terno! Desliza sem percalços, serena; voa, pura: azul é meigo, seu voo meigo,o mar meigo, brisa é terna, a vida grande!
O mar vasto, dominante, orgulhoso, é terno.... A onda sente o pousar da ave, seu dorso estremece, baixa, ondula, acarinha o peso de nada, não vexa, não desdenha o leve, afaga-o, acarinha-o, só esbofeteia a rocha bruta! O mar esbofeteia a rocha bruta. A ave procura a sardinha, beija o mar; o mar a envolve num carícia de seda, numa carícia de seda, numa carícia de azul, num veludo de onda! O mar é meigo, o monstro é meigo...
Longe um ponto branco. Fenda no infinito! A audácia, o espírito sobre o mar, sob o azul! É o brigue sulcando as águas, Perde-se, diminui, mas branco, esperançoso! As almas o escoltam - Gamas, Albuquerques, Magalhães; do nosso passado, a carreira da audácia, do aspirar infinito, do devaneio do longe.
Aquela linha lhes disse, vinde: O profundo, o azul tem fim, vinde... e a outra terra surgiu, o mundo surgiu, o esférico se fixou. O espírito é infinito, voa para o infinito!
O ponto se perdeu, o branco se perdeu!
A alma dos navegantes também perdeu a terra. Uma nuvem se arrasta além, onde se perdeu o brigue: Navegantes que prazer não é perder-se na terra. A alma deita-se no azul, cobre-se no azul. O puro imenso! Que prazer o dos navegantes. Quem sente felicidade! Silêncio...»
Fragmentos: "Tarde de chuva: com que resignação as árvores não recebem o espargir do céu! Religioso êxtase.
A humidade escorre, os cabelos do infinito, as lágrimas do infinito.
Traços d'água, pontos d'água, beijos d'água.
A relva pelo chão esverdece, a seiva é mais cálida, aflui à água.
A vida aflui à agua! A terra bebe, o arbusto bebe, a clorofila bebe. O saciar da sede. Nossa alma bebe. O saciar da sede! (...)
Nas poças d'água os pingos d'água provocam um arrepio de riso. O frisson dum beijo. A água tem nervos, estremece sob os pingos de água. Vede o estremecer da água. Suas moléculas ondeiam. Uma poça contém um mar, revela um infinito. As vibrações, a coesão, a adesão, os princípios do equilíbrio, o respeito pela atração. É o infinito! Uma poça contém o infinito. O sol a evaporou, o frio a condensou, o ar a espargiu, a atração a depôs; uma gota de água contém uma filosofia. Amai a gota d'água. A lágrima é a imagem da gota d'água. Uma lágrima é a imagem do sentimento (...)"
Lá fora chovia imenso. Vinha de lá um som esquisito: os barulhos da cidade, as buzinadelas dos carros, berros de pessoas, tudo misturado com os relâmpagos e trovões daquela noite chuvosa. Lá dentro o palhaço no seu minúsculo camarim sentia-se muito triste enquanto ia refazendo vagarosamente as pinturas da sua cara. Lá fora continuava a chover e o palhaço sentia-se ainda mais só. Aproximava-se o momento em que ele entraria em cena, altura em que esqueceria os seus desgosto e seria o que todos exigiam dele, um clown, um palhaço.
Olhou-se ao espelho, e viu vagamente reflectido, pois o espelho era tão velho, um sujeito imensamente cómico com um nariz muito grande e muito encarnado. Os sapatos eram tão grandes que pareciam os de um gigante, enorme de certeza. E as calças e os suspensórios tão divertidos. E ao mesmo tempo que ia pensando nisto a sua cara ficava mais alegre, os olhos brilhavam muito mais e as cores da cara ficavam muito agradáveis. Bateram à porta muito ao de leve, não o fossem incomodar. Era só para ele saber que... já faltava pouco. Os aplausos entraram um bocadinho pelas frinchas da porta e ele ainda se sentiu mais feliz. Ficou um bocado parado sorrindo ao mesmo tempo que uma sensação óptima lhe aquecia o corpo. Depois abriu a porta devagar e deslizou lentamente para o corredor compridíssimo que terminava no palco ou arena. Reinava um silêncio de morte, só se via uma luz lá muito ao fundo. A tristeza começou a apoderar-se de novo do palhaço pobre enquanto ele avançava lentamente por aquele túnel enorme, horrível, arrastando os sapatos, pensando em imensas coisas más ou tristes, ele que só queria não pensar em nada. Aquela caminhada custava-lhe imenso fazê-la sozinho. Nos tempos do Augusto era outra a disposição. Iam a contar histórias, a fazer números, riam-se imenso e chegavam lá ao fundo num instante. Espreitavam pela nesga do veludo vermelho que fazia de porta e suspiravam fundo: tudo corria bem, a casa estava cheia e havia imensas crianças nas primeiras filas. Mas Augusto, numa noite parecida com esta, despedira-se, cansado e feliz. Foi-se embora. Lembrava-se perfeitamente, era num número que ele tinha inventado e que era muito conhecido. Segurava numas escadas altíssimas e o Augusto começava a subir os degraus até ao alto, enquanto deixava atrás de si um rasto de sol, de luz de imensas cores, e lá em cima de tudo via-se uma estrela que brilhava imenso e que estendia as mãos para Augusto. Ele tentava abraçá-la mas nunca o conseguira fazer talvez por nunca ter subido todos os degraus, mesmo os mais altos. Mas naquela noite, após alguns números de grande sucesso, Augusto começara a subir os degraus da escada e nunca mais parara. Rompera o tecto, passou ao lado das estrelas e continuou a subir porque as escadas também subiam. Cresciam imenso e depressa ele estava altíssimo, quase que já não se via e de repente a estrela que balouçava algo tristemente começou a subir também iluminando a escada e depressa alcançou Augusto que subiu para cima dela e foram para um céu que a custo se descortinava, onde só deviam estar crianças e palhaços a brincar e a rir sempre... sempre...
Abanaram o clown, que sorria feliz; ele entrava na cena a seguir, mas o palhaço não acordava e continuava com riso feliz na cara. Tiveram que o abanar com mais força, mas o palhaço já não lá estava. Tinha partido a juntar-se a Augusto e aos outros palhaços e crianças que lá em cima, nos mundos subtis, brincavam felizes e espargiam sobre a Terra alegria. Por isso ele tinha um sorriso enorme na cara. Estava a fazer um número giríssimo com Augusto, e as crianças todas e os palhaços riam-se imenso... imenso...»
Saibamos estar mais alegres, sobretudo com as crianças, hoje mais frequentemente atemorizadas com a insensibilidade e violência que reinam. Saibamos transmitir-lhes sorrisos, amor, para que se descontraiam, se abram e deixem o seu coração e íntimo irradiar confiantemente.
Saibamos estar mais em amor e disponibilidade com os que nos rodeiam, com os que mais nos amam, pois nunca sabemos bem quando partiremos pela escada, pelo que devemos trabalhar e realizar a injunção iniciática com que Garcia de Resende concluiu a sua aproximação ao mistério do amor trágico mas imortal de Inês e de Pedro: "Quem puder fazer bem, que o faça"...
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| Um alma boa e luminosa sendo chamada para os mundos da Luz Divina, seja ela Inês, Sandra ou outra... |
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| A Europa dos governantes titânicos está a afundar-se.. |
Como alguns têm discernido, sob a aparência ilusória da representante rica dos valores humanistas e dialogantes da Europa, a direcção da União Europeia tem-se comportado autoritária e violentamente no actual confito entre a Ucrânia e a Rússia, não procurando a paz mas antes estimulando a guerra e usando quatro armas sobretudo numa luta, bastante auto-danosa ou mesmo suicida segundo alguns, contra a Rússia e novo mundo multipolar que ela lidera: 1ª dinheiro ilimitado, e muitas armas e mercenários para o regime de Kiev, 2ª diabolização da Rússia e dos seus líderes e empresários, 3ª confiscação de bens russos no Ocidente e inesgotáveis sanções à Rússia e à Bielorrússia, 4ª repressão, silenciamento e sanções aos políticos e países europeus que não se alinham plenamente com a sua posição anti-Rússia, bem patente nas ameaças a Órban, Fico e Vucic, e nas reiteradas intenções de desfazerem a unidade da Rússia, demasiada grande e rica para os seus olhos invejosos.
Quais serão as causas de tal comportamento e de tanto discurso afim: será a inveja da superioridade intelectual e ética dos governantes e dos cidadãos russos, e da riqueza e fortaleza do país, comparados com a decadência da União Europeia e a degeneração dos seus políticos, bem patente na "coligação dos dispostos" ou vencidos, e dos viajantes do comboio para Kiev?
Será uma hubris, ou arrogância imensa, de se considerarem até há pouco com Joe Biden, e a USAID, os senhores do mundo, ou será apenas uma sede de poder e de domínio insaciável, quem sabe por que energias psíquicas e subtis egrégoras alimentada?
Será uma tendência de suicídio, correlata à decadência intelectual e moral que corrói o Ocidente e particularmente os líderes políticos, os jornalistas e comentadores televisivos, que amilhazam a população?
Será porque os principais dirigentes políticos ocidentais estão mais ou menos completamente dominados pelas instruções e intenções do Fórum Económico Mundial, da Open Society de George Soros e de outras instituições e fundações da oligarquia globalista e sionista, que os corrompem e enlaçam pelos fundos e contactos ilimitados que dispõe?
Será porque geneticamente alguns deles são anti-russos porque os seus antepassados foram derrotados por eles, ou então apenas porque no inconsciente colectivo racial ou nacional não aceitaram ainda a vitória russa?
Ou será porque na sua vaidade se creem tão ricos com o dólar e o euro que imprimem sem limites nem responsabilidades que podem financiar indefinidamente guerra e o regime de Kiev, enviar para a Ucrânia todo o tipo de armamentos, conselheiros e mercenários, e assim derrotar o povo russo já ungido por tanto sofrimento no século XX, e que conserva os seus valores tradicionais, alicerçado em muita gente profissional, séria, valiosa, abnegada e que saberá sacrificar-se e vencer?
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| Pintura de Nicholai Roerich: Nastasua Mikulishina, uma figura lendária, um símbolo da Rússia poderosa e vencedora |
Ou será, porque cegos, arrogantes e insensíveis, não se importam de matar ucranianos e europeus, ou fazê-los sofrer economicamente, só para afectarem a Rússia, com pacotes e mais pacotes de sanções (a par dos USA, outro quase viciado nessa "cobardia") que em grande parte têm contribuído para a falência e o encerramento de tanta empresa europeia que vivia do comércio com a Rússia, recusando-se a admitir humildemente que estão numa batalha já perdida, mesmo que utilizando cada vez mais militares da NATO no terreno, como se está a verificar cada vez mais?
Semi-cegos no seu ódio à Rússia, conduzindo muitos cegos, "amilhazados" e avençados, até onde irão desgraçar a Europa, e sobretudo o que resta dos milhares e milhares de ucranianos sacrificados à megalomania banderita anti-russa dos extremistas de Kiev, ao império de Joe Biden e da NATO e à oligarquia globalista infrahumanista, da qual Ursula, Macron, Starmer, Scholz-Merz são peões avençados na sua oposição ao BRICS e em especial à Rússia, e à Humanidade multipolar, livre da hegemonia opressiva oligárquica, fraterna e sábia que Terra e a Divindade desejam?
Oiçamos então dois sábios Dimitri Peskov e Emmanuel Todd.
“Como resultado, a União Europeia terá de comprar fertilizantes azotados mais caros e de menor qualidade noutros locais, substituindo os nossos fertilizantes, incluindo os fertilizantes azotados, que são da mais alta qualidade. A procura de fertilizantes azotados em todo o mundo, noutras zonas, é igualmente elevada. pelo que penso que os mercados das zonas não europeias compensarão a diminuição das nossas vendas na Europa que o aumento tarifas causará. Como de costume, os europeus continuam a dar tiros nos pés”, observou.
Em 15 de maio, o Comité do Parlamento Europeu apoiou a proposta de aumento dos direitos de importação sobre uma vasta gama de produtos agrícolas e alguns tipos de fertilizantes originários ou exportados da Rússia e da Bielorrússia. A proposta estipula o aumento gradual dos direitos aduaneiros sobre os fertilizantes russos ao longo de vários anos. Estes preços tarifários tornar-se-ão efetivamente proibitivos. A votação final teve lugar hoje, 22, com o Parlamento Europeu a aprovar oficialmente o plano.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, (n. 21-3-50) declarou em 12 de março que a presença de tropas da NATO em solo ucraniano, independentemente da sua bandeira ou mandato, constitui uma ameaça para a Rússia. Sublinhou que Moscovo não toleraria esta situação em circunstância alguma.»