domingo, 17 de janeiro de 2016

Erasmo de Roterdão. Transcrição da apresentação do seu "Modo de Orar a Deus", impresso em 2008 nas Publicações Maitreya.

     Apresentação do livro Modo de Orar a Deus, de Erasmo, traduzido do latim por Álvaro Mendes e Pedro Teixeira da Mota, e contextualizado e comentado por mim. Foi editado no Porto, pelas Publicações Maitreya, em 2008 e entra agora na Internet para melhor divulgação de algumas partes, aqui a inicial, após as dedicatórias...
«Eis-nos com Desiderius Erasmus Roterodamus, Desidério Erasmo de Roterdão, o principal líder intelectual da Europa no século XVI, o crítico das instituições e costumes, o renovador da educação e do ensino, o pioneiro do estudo científico dos textos sagrados e da complementaridade das letras humanas e das divinas, o unificador dos campos opostos religiosos, o apologista da tolerância, do pacifismo e da concórdia, o ressuscitador da filosofia de Cristo viva e da piedade íntima, sábia e livre. «Homem por si» há quinhentos anos e ainda hoje a inflamar corações acima da ignorância e das facções, e a apurar almas na realização da verdade, do espírito e da Divindade.
Uma vida de viagens, estudos, traduções, comentários e escritos, sobretudo textos educativos, filosóficos e religiosos, mas também muitas lutas, incompreensões, polémicas e uma imensa correspondência, de grande impacto na vida intelectual e religiosa do século XVI, mas correndo íntima e subterraneamente pelos séculos a dentro como fermento de renovação anti-supersticiosa, anti-facciosa, anti-totalitária, libertadora.
Traduzir, apresentar, anotar e ler Erasmo no séc. XXI, num dos seus tratados espirituais, é uma honra e um privilégio, pois vamos aprofundar e amadurecer com ele alguns dos mistérios da vida, compartilhar a sua lúcida compreensão dos modos de orar, pela quais nos ligamos mais a Deus e fazemos descer as suas bênçãos.
Quis Erasmo chamar os seres humanos às fontes antigas da Sabedoria, tanto a tradição sapiencial greco-romana como sobretudo a derivada de Jesus e do seu ensinamento, a philosophia christi, a filosofia de Cristo, ou seja, o amor da sabedoria em Jesus Cristo, presente nos Evangelhos, e dentro dos seus intérpretes, em especial S. Paulo, Orígenes (190-253), Ambrósio (339-397),  Jerónimo (347-419) e Agostinho (354-430), assim citados no seu primeiro e famoso Manual do cavaleiro cristão, o Enchiridion, como aqueles cuja «interpretação é mais acomodada aos sagrados mistérios», e que em 1520, na Ratio verae theologiae, o Método da verdadeira teologia, serão reordenados, por ordem descendente de valor: Orígenes, Basílio, Nazianzo, Atanásio, Cirilo, Crisóstomo, Jerónimo, Ambrósio, Hilário e Agostinho, cujas obras publicou e comentou, numa tarefa ciclópica de génio e de studium, hoje em dia quase impossível, então caracterizadora de alguns dos mestres do Renascimento como Pico della Mirandola, Leon Battista Alberti, Marsilio Ficino, Leonardo da Vinci, Luca Pacioli ou Michelangelo Buonarroti.
Mas a esse estudo das letras humanas e divinas, desde Orfeu e Homero, Platão e Horácio aos pais ou fundadores ortodoxos, como chamava aos místicos e gnósticos padres da Igreja antiga, as fontes mais próximas de Jesus e do Evangelho, acrescentava Erasmo tanto a importância de uma vida racional, ética e dialogante, como também (já livre do cerimonialismo desnecessário, da hipocrisia, corrupção ou superstição) a piedade douta, ou seja, a boa (fundamentada, esclarecida) e profunda relação interior com Deus e exterior com os humanos.
O que propõe então é o amar ou adorar a Deus em espírito e em verdade, reflectindo-se num ânimo justo, bom e piedoso e na vida como oração luminosa contínua, concretizada no serviço e clarificação (a glória) do bem comum, do próximo, da verdade e de Deus. Certamente, com esforço ou plena atenção: o studium...
Para Erasmo a verdadeira teologia ensinada por Cristo é assim viver pura, simples e virtuosamente, pela força interior divina que nos chama a aperfeiçoar-nos na fé, na esperança e na caridade, pois o Espírito habita no coração das pessoas piedosas.
É pela disposição anímica de seguir correctamente o Cristo («que é caridade, simplicidade, paciência, pureza, ou seja, tudo o que ele ensinou»), que o crente em Deus e nos seus mestres e santos avança na vida e no aperfeiçoamento, para se tornar também um Cristo, que significa um ungido: «todos os que renasceram em Cristo, são Cristos» (Da Amável concórdia na Igreja).
Esta realização salvífica não está garantida pelos doutoramentos teológicos, cerimónias, peregrinações, votos religiosos ou vida monástica, de que aliás em muitos aspectos Erasmo é crítico, como em alguns dos seus famosos Colóquios que o tornaram tanto admirado por muitos, como detestado pelos «bárbaros ignorantes», que recusavam o estudo das línguas, culturas e tradições antigas, ou seja, a universalidade do conhecimento, presente na retórica, na poesia, nas ciências, na exegese livre da religião, e cujo cultivo e divulgação só faria bem à humanidade.
Uma das razões do grande sucesso na época da filosofia de Cristo, designação antiga mas desenvolvida por Erasmo a partir da sua meditação e do seu trabalho para uma versão mais fidedigna do Novo Testamento, e depois desenvolvida nos comentários livres aos Evangelhos, as Paráfrases, está na intuição e vivência em si de Cristo (palavra grega que traduz o Messias hebraico, o Ungido ou ligado a Deus, e que é também, sobretudo com S. João, Logos, ou seja Palavra, Verbo, Sabedoria, Razão, ou discurso certo), em parte nascida da realização da presença divina (logóica, diríamos) nos textos sagrados, onde ela respira e vive mais plenamente.
Tal permite a Erasmo tanto recomendar incessantemente a leitura sagrada, ou a oração a partir de palavras dos Evangelhos, como sobretudo tornar vivos os ensinamentos e parábolas de Jesus Cristo, primeiro ao saber estabelecê-los filologicamente mais correctos na versão que fez, magistralmente anotada, do Novo Testamento e, depois, nas Paráfrases, ao passar constantemente do sentido literal para o espiritual, do passado para o presente e o eterno, trazendo ao de cima a riqueza de sentidos transformadores de muitas passagens que pareceriam destituídas de relação eficaz e luminosa com a nossa mente e vida de hoje.
Um tão arguto observador, que tanto viajara e conhecera de pessoas e sociedades, com as suas limitações animais mas também aspirações e exigências de dignidade e espiritualidade, estava preparado tanto para a ironia esperançosa como para a compaixão piedosa e por isso as suas obras ora castigam rindo, ora inspiram desejos de fraternidade e caridade, impulsionando consciencializações ou mesmo voos espirituais.
Para Erasmo a vida é uma luta pela ligação divina, sob o perigo constante do enfraquecimento ou mesmo da morte da alma, quando a dignidade, a racionalidade ou domínio das atracções e repulsões, ou mesmo o desejo de solidariedade moral e de vida espiritual, falham. Com efeito, dirá no Enchiridion, o Manual do cavaleiro cristão: «quando os olhos do coração estão obscurecidos para que não vejas a luz evidentíssima que é a verdade, quando não captas com teus ouvidos interiores a Voz divina, quando careces completamente do sentido do absoluto, pensas que a tua alma estará viva? (...) Se o teu próximo é mal tratado, porque é que a tua alma não sente nada?»
Duas são as armas ou as asas principais a utilizar, o conhecimento e a oração. Conhecimento das letras humanas que naturalmente apoiam as divinas, ou ainda, conhecimento da sabedoria perene, da tradição cultural e espiritual de todos os povos e tempos; gnose de si próprio de quem não é só corpo animal e genético, nem subjectiva e complexa personalidade ou alma, mas na essência espírito, dotado de autoconsciência e lucidez, livre-arbítrio e amor, capaz portanto de conhecer e amar a verdade, a unidade, a Divindade.
Quanto à asa da oração, a procura do florescimento unificador do amor, o diálogo e a coincidência da mente e da vontade com Deus Pai e com o todo, deixemos Erasmo iniciar-nos com este pequeno tratado, o Modus Orandi Deum, publicado pela primeira vez pelo sábio impressor Johann Froben, em Outubro de 1524, em Basileia, com sucesso pois surgem doze edições até ao fim do ano da graça de 1525 graças a laboriosos impressores de Estraburgo, Colónia, Nuremberga, Basileia, Cracóvia, Veneza, Antuérpia, se bem que a sexta edição, que é uma versão bastante acrescentada e corrigida por Erasmo, impressa de novo por Froben, em Março de 1525, nunca será tomada em conta pelos editores posteriores, algo misteriosamente...
Na península ibérica surgirá, embora só em 1546, uma impressão espanhola na tipografia sevilhana de Andrés de Burgos, intitulada Tratado de la oracion y forma que todo christiano deve seguir, pois de facto a península estava muito desperta para a experiência da oração tanto vocal como interior e mística, nomeadamente pelas influências mais remotas do sufismo (pela confraria shadhili) e mais próximas dos franciscanos (tal como Francisco de Ossuna e o seu Abecedario), dos recolhidos e dos alumbrados (ou dejados, abandonados ao amor de Deus) e do movimento de retorno às fontes bíblicas, impulsionado pela acção do cardeal Francisco Jiménes de Cisneros (1436-1517), confessor da rainha Isabel a Católica, arcebispo de Toledo, impulsionador de uma religiosidade mais esclarecida e espiritual (embora pouco aberta à islâmica, da qual fez queimar muitos livros), reformador das ordens religiosas, patrocinador de vários livros de contemplação, fundador (1ª pedra 1498, 1ª aula 1508) da Universidade de Alcalá de Henares (Complutum), e director da pioneira tradução da Bíblia, a Poliglota Complutense, em oito grandes volumes, ali realizada entre 1514 e 1517, embora só impressa em 1520, já depois do Novum Instrumentum, de Erasmo, vir à luz na tipografia “rival” de Froben...
Para além disso, preparando-se o príncipe Carlos para se tornar o imperador do Sacro Império Romano (de origem alemã e unindo cerca de 300 estados da França à Polónia, governados sobretudo por sete príncipes eleitores), rei de Castela (pela morte da rainha Isabel I, e da sua filha Joana, a Louca, casada com seu pai o Filipe, o Belo, de Borgonha) e de Aragão (pela morte de Fernando II de Aragão, o marido de Isabel, que não teve filhos do seu segundo casamento), e sendo Erasmus um dos seus conselheiros, havia mais receptividade aos seus livros, pelo que logo em 1516, ainda ao tempo do cardeal Cisneros (saía em Sevilha a primeira tradução, por Diego de Alcocer, de uma obra de Erasmo, o Tratado ó sermon del Niño Jesús y en loor del estado de la Niñez. E, em 1517, o cardeal Cisneros, que exerceu então o cargo de regente de Espanha, até à chegada do príncipe Carlos em Setembro, convidaria por mais de uma vez a vir até Espanha Erasmo que, embora não vindo, viu serem editadas ou traduzidas muitas das suas obras (vinte e três edições entre 1516 e 1527).
A fortuna pública deste Modo de Orar a Deus, ainda que grande pelo número das sucessivas reimpressões, encontrou contudo uma má madrasta pelo caminho, a oposição da Universidade parisiense, a Sorbonne, naquela época dominada pelos teólogos, numa «caverna de bandidos», reduto de alguns fanáticos da escolástica, «formados no ódio às boas letras e à tranquilidade pública», inimigos constantes da livre investigação e divulgação do ensinamento de Cristo e, portanto, de Erasmo, sendo os principais nos «furores», Noël Béda, o chefe da censura durante quinze anos, e Pierre Cousturier (ou Sutor), retratados ironicamente por Erasmo nos colóquios Sínodo dos gramáticos e A Refeição de peixe.
Como já tinham encontrado mais de cem proposições condenáveis no seu Novo Testamento anotado e nas Paráfrases aos Evangelhos (nomeadamente, o querer traduzir as santas escrituras em todas as línguas...), também teria de ser atalhada ou dificultada a nova incursão de Erasmo na messe do Senhor, baseada num ardente sentido de justiça e de piedade e num rigor da exegese filológica e conceptual dos textos sagrados, ensinando a todos os cristãos orarem de modo sábio, consciente e livre, e apelando, justificadamente, a tornarem-se mesmo profetas e sacerdotes pelo ungimento do Espírito, e portanto os verdadeiros adoradores de Deus em espírito e em verdade.
Em 1526 e 1527 surgem as primeiras censuras parisienses, às quais Erasmo responde quer justificando-se quer demonstrando a ignorância e o ridículo de Béda e Sutor. Em Valladolid, em 1527, reúne-se mesmo uma assembleia de teólogos convocados pelo benigno Inquisidor Geral Alonso Manriques para debaterem essas proposições ou doutrinas duvidosas, encontradas, segundo alguns frades e teólogos, tanto no Novo Testamento como no Modo de Orar a Deus, encontro que descreveremos mais à frente. Regressado a Paris, um desses opositores de Erasmo, o teólogo “sorbónico” Diogo de Gouveia (1471-1557, escreverá algo arrogantemente ao rei D. João III em Setembro de 1527, dizendo que se «deram a visitar os outros livros a saber anotações, enchiridion, de modo orandi» e que se preparam para o condenar e que não sairá vencedor: «será melhor que não escrevera em outra coisa senão em histórias e crónicas de príncipes». Pobre Diogo Gouveia, um ultra-ortodoxo hoje engolido pela história, a querer subalternizar Erasmo...
Em França, liberto já da terra Erasmo, nos primeiros catálogos de livros proibidos pela Sorbonne, de 1543, 1544 e 1551, estava incluído o piedoso Modus orandi Deum. Mas em 1547, no primeiro rol português dos livros defesos ou proibidos, reproduzindo o que a Universidade de Lovaina acabara de fazer (no ano em que, ao contrário, na Inglaterra as Paráfrases aos Evangelhos se tornavam obrigatórias, com a Bíblia, para todos os sacerdotes e paróquias), só eram indicados o Elogio da Loucura, o Modo de confessar e os Colóquios, tendo estes até sido publicados, em 1546, com as aprovações de vários professores e teólogos da universidade conimbricense, numa edição escolar (de que se conhecem hoje só dois exemplares) da autoria do erasmiano Juan Fernandez, professor de retórica na mesma Universidade, que a realizara com suma mestria ao conciliar cortes de censura, explicações amenizadoras e a tradução integral de vários colóquios, com as ideias e críticas de Erasmo, então proibido como autor perigoso e danado.
Todavia, em 1557, no segundo rol, entre as treze obras de Erasmo visadas (de novo baseado no de Lovaina mas com acrescentos portugueses), já aparecia o Modus orandi Deum, tanto em latim, como em vulgar, neste caso a impressão espanhola, que em 1546, na tipografia sevilhana de Andrés de Burgos, saíra à luz intitulada Tratado de la oracion y forma que todo christiano deve seguir, e que, dentro da ampla permeabilidade do bilinguismo da época, terá circulado certamente nos meios piedosos e cultos da sociedade portuguesa, justificando-se assim a sua drástica quão absurda proibição portuguesa.
Passados quinhentos anos, certamente não há razões para proibições, antes pelo contrário, o valor religioso e cristão, para além de pedagógico, científico e espiritual de Erasmo, está mais do que reconhecido e, esta obra, na sua piedade (no sentido até greco-latino, onde significava o estar em boa relação com o Divino) e simplicidade (mas também profundidade para quem a começar a sondar e viver), em verdade entusiasma a alma e estimula à oração contínua, ao melhor conhecimento das letras divinas, bem como à fraternidade, ao amor, ao aprofundamento da oração dialogante com a Divindade, através mesmo dos santos, dos mestres e dos Anjos e Arcanjos, capaz de induzir ou intensificar a consciencialização do espírito, a quietude contemplativa, a unificação amorosa e íntima com a Divindade.
Que esta obra seja acolhido por corações jubilosos por poderem beber da fonte Divina, a que estas páginas tanto sabem, conduzem ou religam.
E se sentirmos alguma vez a expressão intercessora «Magister Erasme, ora pro nobis» ou «Magister Erasme, ora in nobis», «Mestre Erasmo, ora por nós», Mestre Erasmo, ora connosco», tal será a expressão do reconhecimento de um dos seres humanos que mais conheceu, se aproximou e transmitiu o ensinamento e o espírito de Jesus, o Cristo, ou ainda da ética e da Sabedoria perene, Divina.
Fim da 1ª parte. Segue-se a biografia de Erasmo publicada também neste blogue em três partes, em Junho de 2017.
«Mestre Erasmo, ora ou medita connosco»

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

domingo, 10 de janeiro de 2016

Bô Yin Râ. Conversas com Deus, com Jesus e com extra-terrestres!

                      
Pintura de Bô Yin Râ, da sua obra Welten, que bem mereceria ser traduzida em português, Mundos.

Bô Yin Râ, o mestre pintor alemão (1876-1943), num dos seus livros publicado em 1926 e intitulado Auferstehung, Ressurreição, a qual vivência ele considera ser a vocação espiritual de todo o ser nascido na Terra, alerta para o facto que, dada a existência de muitas entidades brincalhonas ou mesmo negativas no mundo invisível, há que ter muito cuidado com as pseudo-revelações ou diálogos com os espíritos desencarnados que as pessoas têm ou imaginam ter. E que mesmo no caso de serem autênticas essas vozes interiores, ou seja provindas de espíritos desencarnados, há que saber discernir bem de quem são.
 Isto é importante de ser relembrado pois mesmo entre nós no século XXI há várias pessoas que pensam que, por exemplo, o Mestre Jesus está ao seu serviço ou que, se são um pouquinho mais humildes, elas são instrumentos de mestres humanos ou extra-terrestres e aptas a transmitir os seus ensinamentos, manipulando à vontade as pessoas que as ouvem ou mesmo seguem...
E há mesmo os que ouvem a voz de Deus, ou que falam com Deus, tal como por exemplo entre outros, um tal Donald Walsh, que no seu livro Conversas com Deus pretendeu fazer crer tal, conseguindo algo, dada a grande ignorância reinante, pois obteve grandes  entrevistas e tiragens. Mas basta ouvi-lo no Youtube para percebermos como é um embuste e apenas conversou com a sua mente e quanto muito um pouco do subconsciente ou inconsciente colectivo.
  E não falaremos das múltiplas canalizações de entidades extra-terrestres, tais como as de Kryon, que apenas revelam o interior ou quanto muito o inconsciente do canalizador, envolvendo as pessoas em egrégoras e entidades, mistificações e falsas informações das quais depois dificilmente se libertam...
Para Bô Yin Râ é muito raro um ser elevado espiritualmente, um mestre ou santo desencarnado, falar interiormente com uma pessoa, a menos que ela esteja já muito evoluída espiritualmente. Assim, em geral, são entidades medianas ou mesmo negativas as que estão a tentar entrar, sugar, influenciar ou mesmo controlar uma pessoa, algo mais grave ainda quando tal pessoa já ouve as vozes exteriormente.
O que se deve fazer então é não lhes prestar atenção, não ter medo, assumir-se uma vida mais activa para que tais entidades não  consigam influenciar e a pessoa não se deixar seduzir por elas ou pelos seus representantes e "canalizadores"...
Somente as pessoas que já se purificaram, harmonizaram e entraram profundamente na sua interioridade e silêncio, e que não procuram essas vozes, é que podem receber orientação do mundo espiritual, mas orientação que recebem nesse falar subtil no mais íntimo delas próprias, e sempre apenas para a clarificação, aperfeiçoamento e desenvolvimento espiritual dessa pessoa e não para sucessos, como vemos em tanta aldrabice da new age à venda..
Não se deixe pois levar pelas falsas ou pseudo-revelações e ensinamentos que hoje em dia se encontram tanto à mostra e sempre com muitos tolos a seguirem tais mistagogos ou conversadoras com Jesus (o Curso nos Milagres é algo disso, como fruto e ensinamento algo superficial e manipulado, e basta ver os expositores no Youtube, tais como Marianne Williamson, Charles Whitfield, Alan Cohen, entre muitos outros...), ou os ditos "Mestres Ascensos", da linha da Elizabeth Claire Prophet, que vêm fazer promessas mirabolantes, ou que acorrem aos decretos humanos que lhe são dirigidos...
Seja mais humilde e tente na sua interioridade mais profunda ir despertando, vendo-se, fortificando-se espiritualmente, alinhando-se com a Verdade e a Divindade...
O Caminho é feito de amor e de sabedoria, de abnegação e de orientação interior, e leva-nos ao Anjo, ao Mestre, à Divindade em nós
                          
                                       A Estrela do Espírito, vinheta por Bô Yin Râ.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Das nuvens sagradas e do seu culto à Divindade...

    Contemplar o nascer-do-sol nas nuvens e comungar as energias e bênçãos Divinas, uma arte, uma oração....
Ushas, a deusa da Aurora na Índia, levanta-nos dos sonhos e se a contemplamos amorosamente impulsiona-nos luminosa e violetamente para o novo dia... 
Céu aberto na Terra, ou as setas terrenas que apontam ao Alto e por onde escorre o orvalho do novo dia... 
Altas vão as nuvens sobo-los arvoredos e Tágides nossas, com o rio Tejo alegre por um grupo de golfinhos ter sido visto auspiciosamente a entrar... 
Pináculos de mundos... Cada um de nós é um microcosmos... Que cada ser se consciencialize mais do Divino, em si e nos outros e comungue tal, grata e harmoniosamente... 
Saber observar, discernir, subir, voar, descer, harmoniosamente, com a luz da Presença Divina no peito, corpo e Ser... 
Procissão de um altus-cumulus poderoso, carregado de energias "teslicas..."
Braços e faces que as nuvens vistas em nós projectam natural ou imaginalmente 
Clarabóias, modos de não perdermos a orientação pelo céu no meio das casas e das cidades, quais aves prontas a voarem... 
Aves ou almas vigilantes, clarabóias clarificadoras do topo das casas, tal como chakras da alma 
Pirâmides, de pyr- fogo... Arde no fogo do Amor Divino...
Clarabóias, bóias lançadas para a claridade dos Mundos Distantes, observando ou captando dia após dia a electricidade e as irradiações do Sol, das estrelas, dos planetas, dos cometas e das nuvens e quem sabe dos Devas e Anjos 
E a nuvem cobriu a clarabóia e os para-raios e as suas cores suaves por eles desceram e aos leitos afluíram, os sonhos tingindo de tonalidades mais harmoniosas os que estavam merecedores de tal. 
O Espírito sopra quando quer e quando nós sopramos ou aspiramos  mais e eleva-nos nele com beatitude...
Sê corajoso ou corajosa na viajem ou peregrinação de cada novo dia, cumpre luminosamente o destino que te propuseres ou que cruzares... 
Tantos seres e mundos dentro deste mundo: desperta mais a tua interioridade anímico-espiritual expandida, intensificada, abrangente, tendencialmente universal, divina... 
Raios subtis que cruzam os céus e que poucos notam ou captam, e que tal como as energias das nuvens, muito mais poderiam ser absorvidos salutarmente pelas pessoas... 
Nuvens e feixes de raios solares, passagens de planos, formas geométricas e suas reflexões... 
Que Anjo ou Deva, ou que visão angélica ou divina não poderá ser tua, nascer em ti, se abrires o coração com amor e aspiração ao Divino na Natureza? 
O Céu em fogo, o mundo a arder, a eternidade pela frente, e que estás tu a fazer com o teu tempo terreno e o teu coração?
Consegue elevares-te mais à consciência do Ser espiritual, abre as janelas da alma e comunga com os mundos e seres espirituais, trazendo para a Terra as bênçãos celestiais... 
Luz e sombra, o chão em xadrez desta peregrinação terrena: sabe discernir as trevas da luz e seguir luminosa, amorosa e sabiamente 
O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é análogo ao que está em cima, e assim se realiza a Unidade na alma do mundo e dos seres, no corpo místico da Humanidade, terrestre e extra-terrestre, humana e angélica... 
Nuvens, estrato-cumulus, e fendas no céu, com almas, quem sabe dos bem-aventurados, que têm sede de justiça ou de amor, em aspiração e compaixão... 
Nuvens e cores tão poderosas, que purificam e fortificam as almas que as contemplam verdadeiramente e procuram a Verdade na vida... 
Que o cimo da tua alma seja um triângulo ardente humano, histórico e Divino... 
Oceanos de fogo espiritual... Quem os consegue ver, sentir, nadar, acumular? 
Grandes seres ou ideias se materializam nas nuvens... 
Claridades subtis, suavidades de tacto, textura, cor, sabor, som, sentidos espiritualizados, subtilizados, expandidos, talhando-se o corpo espiritual, como Fernando Pessoa disse uma ou outra vez quando conseguiu discernir e afirmar melhor o fundo querer Ser Divino... 
Não a nós, ò Divindade, não a nós, se deve o melhor da Terra, mas à tua vibração, energia, amor... 
Contempla o horizonte e encontrarás o Divino nele... Não te deixes "coisificar" em frente à televisão e à sua constante dispersão, manipulação e traumatização... 
Abre a tua alma a energias, qualidades e cores mais luminosas e que te dêem uma vida post-mortem melhor do que a que terás me consequência de teres-te deixado alienar tanto no lixo televisivo ou na bola ou em diversões ou espectáculos inúteis que só vulgarizam, rebaixam ou ensombram as almas... 
Procura e aspira a seres ou estares na Ilha do Amor, rosada, camoneana, dos Lusíadas, protegida pelo ouro alquímico que o Sol derrama diariamente, para quem o sabe ver, amar, acolher, meditar... 
Om em círculo na janela, ou mantras, jaculatórias, preces, talismãs que recolhem ou evocam as energias divinas e espirituais, em circulações insuspeitadas... 
Allah, Fatima, ou os ditos nomes de Deus em talismãs que podem captar as energias electro-magnéticas das nuvens e dos céus e que depois irradiam à sua volta e para aqueles que as levam de cor, no coração e aura... 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia dos Reis Magos, ou Mestres do Oriente íntimo e da estrela do Espírito. Texto melhorado para 2025.

Quem são os reis Magos? Que Estrela nos pode guiar?
Adoration of Magi. Star of the Magi and of the Spirit.
Possam o Espírito Divino, Jesus e os Mestres do Oriente íntimo, os Magos (Magush) do Irão, do Iraque e os sábios da Síria antigos, abençoarem a tua abertura ao Graal e ao Ser Divino, e o teu despertar no corpo glorioso que podes vivenciar e irradiar, mais ou menos, conscientemente ou não, no dia a dia, corpo de luz ou glória na Pérsia antiga denominado de Xvarnah.
 
May you find, under or with the benedictions of the Angels, Masters and Magi, in the heart of the Holy Grail, the star of the Spirit and the face of God.  And to be always, creative and harmonious in love and bliss...
Há anos escrevera para esta gravura: «Dia dos Magos reis, ou dos mestres e do nascimento e crescimento espiritual: "Abre-te sésamo"...
On the tradition of the Magi or Masters of the East, and of the birth and spiritual growth, we can say: "Open sesame"...

For the symbolist and historian of art there is some very interesting hints: specially the Baby's hands positions and meanings...
Para o historiador de arte, o simbolista e o místico as mãos do Menino estão muito significativamente postas sobre o Graal do coração e do Amor e sobre o terceiro olho do Discernimento e Clarividência...
Nesta dita festa da Epifania de Jesus (que significa "impressionação ou manifestação, tal como o conceito de Kami, nipónico), o que é histórico e o lendário está de tal modo tão inextricavelmente entretecido que pouco se poderá dizer com certezas e é mais no plano simbólico que se podem apresentar algumas leituras espirituais, já que as contextualizações históricas são incomprováveis, pois só o evangelista Mateus, por volta de 90 d. C., é que nomeia a tradição, referindo apenas "Magos do Oriente", a lenda dos nomes de três crescendo depois...
Dois dos Magos, com barretes mitraicos, podem interpretar-se como uma transmissão de testemunho de uma religião, a do Sol Invictus, ou Mitra, para outra, a do Jesus ungido e ressuscitado espiritualmente. Sarcófago do séc. III, da iconografia mais antiga sobre o tema,  Museu do Vaticano. 
O conhecimento dos religiosos ou sacerdotes zoroástricos da Pérsia estava generalizado, e o seu  deus Mitra, que significa amigo e é um dos nomes do Sol, Surya, em sânscrito (e que se cultua ainda hoje ao fazerem-se as Surya namaskar, as saudações ao sol, antecedidas pela pronúncia dos diferentes nomes do Sol)  era cultuado fortemente pelos próprios militares romanos, levado pela Europa a fora, chegando a Portugal, nomeadamente a Tróia e a Beja. Em 66 d. C., ao tempo do imperador Nero, uma grande embaixada do rei Tiridates, com guerreiros e magos visitou o imperador Nero e Roma, impressionando imenso o imaginário colectivo da época.
Três persas, sábios, sacerdotes e príncipes, de um sarcófago do séc. IV, museu Pio Christiano, Roma. Ecos da embaixada? Iniciados Mitraicos? Ou mestres do Oriente íntimo que acompanharam Jesus subtilmente? 
É possível que tenha sido este acontecimento a influenciar o evangelho segundo S. Mateus (II, 1-12). Mas também pode ser que estes Magos ou Sábios do Oriente fossem mestres da Pérsia ou de mais longe ainda, tal a Índia, que tenham estado com Jesus, quando ele já estava pronto para ser espiritualmente instruído e que ficaram assim ao de leve referidos nas entrelinhas que só os mais investigadores e agraciados é que intuem e aprofundam. Neste sentido afluiu Marcel Bataillon, no seu excelente Erasme et l'Espagne, ao citar o erudito humanista trilingue e erasmiano Brocense, 1523-1560) segundo o qual os reis magos só teriam estado com Jesus bastante depois do seu nascimento. Já Bô Yin Râ considera-os os instrutores espirituais de Jesus que o despertaram e prepararam para a sua alta missão, tragicamente cortada pelo Sinédrio judaico.
Quanto a esta gravura do séc. XVII um sentido que irrompe dela poderosamente para mim,  é o seguinte: o que nos é apresentado por quem a desenhou   é um tipo de primeiro baptismo de Jesus, seja em que idade for. Antes de João Baptista o baptizar com a água do Jordão, já os Mestres ou portadores da Tradição Perene o tinham abençoado ou baptizado.
 
Diz-se que vieram guiados por uma estrela. Desistam os astrónomos, astrólogos ou ufólogos de procurarem a identificação da Estrela (stella) no exterior, pois ela é a estrela do Espírito visível no interior da alma e da mente, clarividentemente....
Estes sábios do Oriente vêm-nos então abençoar, e o que a gravura transmite é mostrado no espelho interior do nosso coração.
Ou seja, a criança sempre pura e espiritual (puer eternus) que abençoa, aquela que os mestres têm viva dentro deles, sob a estrela, ou como a estrela. 
E ajudam, com o Anjo da Guarda, a despertá-la ou a crescer em cada um de nós...
-Tu, vós, diz o Anjo. Em Autun, no portal ocidental da igreja de S. Lazáro, o que ressuscita, o Anjo desperta (mudra do índex no dedo no meridiano do coração...) os peregrinos, reis ou magos para a estrela do Espírito, para a meditarem e contemplarem, seguirem, serem... 
Saberemos nós acordar de noite, ou cedo, e tentarmos ouvir ou sentir o Anjo ou ver a estrela? 
Eis o desafio principal dos Anjo e  Magos ou Mestres da arte Real, provavelmente nestes últimos tempos horrorizados com que os israelitas mais sionistas têm estado a cometer de crimes contra a humanidade e contra Cristo ou os possíveis Cristo. Não desanimenos, perseveremos, meditemos, e tentemo comungar com a Hierarquia ou Comunidade do Corpo místico da Humanidade!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Psicomorfismos para 2016, isto é, das características e tendências psíquicas e dos seus prováveis efeitos.

Neste dia primeiro do ano da graça de 2016, saudamos os espíritos, Kami, Anjos e Arcanjos a ele associados, com muito respeito e amor. Possa ser auspicioso, benéfico, inspirador e pacificador.
Cada um saberá fazer no coração a sua retrospectiva pessoal do ano que findou e também discernir o que se passou na cena nacional ou internacional e assumindo certas colorações e posicionamentos em si, mais ou menos justos e harmonizadores. 
Sim, o nosso pensamento do coração é criativo e move mundos, como testemunham a Divina Comédia de Dante, o Don Quixote de Cervantes, a Mensagem de Fernando Pessoa, as obras persas de Rumi, Hafiz ou Saadi e as de tantos outros poetas e místicos da Tradição Perene, 
Pelo meu lado, 2015 revelou a Rússia, liderada pelo mestre Putin, como a principal salvadora dos poucos valores que ainda sobrevivem no reino da democracia e da política internacional começando a pôr fim ao sofrimento e morte de tantos seres na Síria, no Iraque e no mar Mediterrâneo...
E a televisão russa, a RT, ou RT en Español são, ao nível de informação, o melhor que há para se desvendar o que os meios de comunicação ocidentais ocultam ou desinformam, evitando-se assim a lavagem ao cérebro da BBC, British Brainwashing Corporation, ou das suas muitas congéneres televisivas ou jornalísticas...
Conseguirá Putin manter uma frente coesa e eficaz simultaneamente contra os terroristas e contra o imperialismo norte-americano, da Nato, turco, Israel e da Arábia Saudita no ano de 2016? Esperemos bem que sim...
Madonna Protectoris, pelo russo Nicholas Roerich 
Quanto à União Europeia, sem qualquer líder carismático, governada em grande parte por burocratas, cinzentões e paspalhões, encontra-se à mercê dos ventos, e quem os semeou mal colhe-os em tempestade, tal como sucedeu recentemente em Paris em relação aos muitos anos de apoios directos ou indirectos aos terroristas, que por sua vez nasceram das ineptas para não se dizer criminosas intervenções da USA e seus aliados no Médio Oriente. Claro, as indústrias do armamento contam bastante em Inglaterra e na França e muitíssimo nos USA. E as ameaças de atentados justificam o crescimento do estado policial, orweliano, como vamos ver crescentemente fundado ou crescentemente abusadoramente...
Esperemos que as novas gerações elejam deputados mais abertos, dialogantes, pacíficos e não tão alinhados com a corrupção do antigo Centralão. Seres humanistas, internacionalistas, universalistas, dialogando e exercendo os seus cargos verdadeiramente em busca da verdade, da justiça e do Bem comum.
É importante que se compreenda que a Rússia é mais europeia que os norte-americanos e em certos casos mesmo que os ingleses, hoje infelizmente tão vendidos também ao petrodolar e às sinistras monarquias arábicas. Esperemos que Jeremy Corbyn consiga vencer as eleições inglesas e dar a volta necessária a que a pátria de tantos grandes seres, desde John Colet e Thomas Fisher a Thomas More e Shakespeare (este ano justamente celebrado), Henry More e Cudsworth, renasça como um factor de paz, de cultura, de solidariedade...
Quanto às Nações Unidas ou à Unesco que desilusão quanto aos seus desempenhos, nos aspectos preventivos e educativos, quando o mundo inteiro poderia lucrar tanto de grande encontros e assembleias que permitissem que as vozes dos sábios, dos cientistas, dos artistas, dos religiosos e dos ecologistas com provas dadas se fizessem ouvir e fossem depois implementadas... 
Tanto a fazer, tanto dinheiro a ser utilizado para o bem, matando a fome, a doença e a ignorância em vez de matar tantos inocentes e servir as guerras,  opressões e imperialismos...
Portugal, através do seu Estado, continua lamentavelmente algo enfeudado à banca, à finança internacional e aos partidos do Centralão, e quem paga os roubos e gestões dolosas dos administradores e gestores é o povo, escandalosamente. Vem aí novas eleições, votemos pela luta contra a corrupção e os segundos interesses que vão destruindo o Estado e o país. 
O porto ou o portador do Graal não pode continuar cada vez mais adiado, impossibilitado, apenas sobrevivendo em alguns poucos e tendo nós uma Tradição Espiritual tão rica, desde S. António e S. Isabel do Espírito santo, até a Damião de Goes e Luís de Camões, Antero de Quental e Fernando Pessoa, Wenceslau de Morais; Agostinho da Silva e Dalila Pereira da Costa e ainda hoje pouco reconhecida, aprofundada e partilhada.
Quanto à Natureza, cada vez mais destruída e poluída, se não for defendida por cada um de nós individualmente e em pequenos grupos ou mesmo comunidades, também começa a estar demasiada desequilibrada, desertificada, extremizada e esgotada. A Monsanto e a Sygenta, ou o Tratado Transatlântico, o TTIP, são certamente forças extremamente destrutivas dos eco-sistemas, das populações e produções locais e logo da Humanidade, pesem as muitas manifestações que se fazem em todo mundo de que é exemplo entre nós a Stop Monsanto Portugal. Seria bom que houvesse certa pressão sobre a classe política e seus candidatos para se definirem e comprometerem ecologicamente antes das eleições ou nos momentos de assinaturas e ratificações, e fazendo abertamente tais negociações e não às escuras e vendidos às multinacionais ou aos interesses norte-americanos ou aos de quem manda na UE.
Quanto a nós possamos desenvolver uma educação mais profunda e humanista, deixando vir ao de cima o génio inato de cada um, poupemos os recursos naturais, utilizando o mais possível as energias alternativas, vençamos as depressões ou as doenças, na medida do possível, com meios naturais e psico-espirituais, cultivemos e consumamos biológica, orgânica ou biodinamicamente, recriando mais espaços e terrenos consagrados à harmonização da Terra e dos seus seres, das árvores aos animais, dos espíritos da Natureza aos Anjos e mundos distantes ou subtis...
Quanto à Cultura que maravilha seria que cada vez mais pessoas pudessem viver harmoniosamente, meditar regularmente, escrever criativamente, ler boas obras e luminosos autores, filmar bons vídeos ou filmes, criar belas e fecundas obras e músicas e assim gerar paz, luz, amor e elevação! 
Em inglês diríamos: «So much to be worked on the books and knowledge in order to foster peace and understanding between people, countries, religions and levels of the Divine Cosmos...
Long life to the bearers of the torch of Culture and Unity.»...
Espiritualmente, não estamos sós, os Mestres e Anjos, os antepassados e os Espíritos da Natureza acompanham-nos e inspiram-nos. E como escrevi há dias para a imagem seguinte:Seres de Luz. Saudações aos antepassados, aos Mestres, aos Anjos e à Divindade e suas Faces, atributos e energias... Que as suas inspirações, auras e bênçãos possam ser recebidas e dinamizadas por todos nós...
Fiat Rex, 1931. Pintura Nicholas Roerich - Nikolai Rerikh - Николай Константинович Рерих... Ao centro o mestre Morya (considerado o transmissor dos livros de Agni Yoga) e dos lados o Margrave Ekkerhard II e a sua mulher Margravine Uta, do séc. XI, no centro da Europa, portadores corajosos e justos da Espada e do Graal... Boa imagem para contemplação aprofundante...

In this so beautiful and spiritual painting of Roerich we can see at the center the master Morya (who has given the teaching of Agni Yoga) and in the sides the Margrave Ekkerhard II and his wife Margravine Uta, bearers of the sword of Justice and the Grail of love and compassion... The auras and currents of energy coming from them are very inspiring to be contemplated and move our souls and minds into a greater spiritual awareness...
Saibamos então avançar luminosa e harmoniosamente no novo ano de 2016
tendo mais presentes em todo o nosso ser que o Espírito e a Divindade são os pináculos da alma e da Humanidade e quão desejável é que haja mais seres livres da exclusividade intelectual e científica ou do fanatismo escritural e de seitas ou religiões, capazes de aprofundarem a sós ou em grupos as dimensões do conhecimento e da vida harmoniosa, hoje quase completamente no domínio público internético (embora exigindo discernimento...) e assim vivenciarem mais clarividente e justamente a realidade espiritual que subjaz tanto o corpo e a personalidade como a multifacetada e por vezes tão ilusória manifestação e vida social. Para que o planeta Terra seja mais harmonizado e a  Humanidade mais feliz...
Um ano mais pleno e luminoso a todos os níveis, com a Verdade, a Justiça, a Ecologia, a Paz e a Divindade a desabrocharem mais criativa e beatificamente em todos nós...
Manter e dinamizar a confiança-esperança que a Providência Divina  e a Alma do Mundo e os seus seres impulsionarão muitas  pessoas, famílias, grupos e comunidades para estágios de mais luz e amor, harmonia e plenitude.