quinta-feira, 2 de maio de 2024

S. Bento de Porta Aberta. Azulejos, de Querubim Lapa, em video e imagens. Interior do santuário, e fecho do I Congresso Internacional de Espiritualidade e Mística.

           O I Congresso Internacional de Espiritualidade e Mística, iniciado a 24 de Abril, concluiu a 27 no santuário de S. Bento da Porta Aberta, no Gerês, após uma visita aos dez painéis de azulejos por Querubim Lapa, os quais descrevem a vida e provações de S. Bento (480-540), o seu eremitismo e o começo da ordem beneditina, tão importante para a formação da Europa cristã, rodeando doze medalhões onde estão representados os momentos chaves da narrativa cristã do mundo e da vida de Jesus.   Fotografámos alguns deles e na parte final filmamos, como pode ver.

                                                      

                                                 

 
                  
 
 
 


 
 

 

 

                                    

Seguem-se as fotografias no interior da igreja, aquando das palavras finais proferidas pela professora Eugénia Abrantes, pelo cónego João Paulo Leite de Abreu, pelo reitor do Santuário e por uma das secretárias ou almas mais entusiastas do congresso, a Olinda, que aliás tocou muita gente com as suas palavras de testemunho das graças curativas e salvíficas de S. Bento exercendo-se ainda nos dias de hoje na pessoa de um seu irmão

                                     

O Reitor do Santuário, os dois directores do Congresso, o Cónego João Paulo Leite de Abreu e a Prof. Maria Eugénia Abrantes, e finalmente a Olinda, testemunhando emotiva e tocantemente.

                                        

               
Frei Herculano Alves, um capuchinho trilingue e notável investigador da Bíblia, da espiritualidade e livro antigo, autor de muitas obras valiosas e de referência, de grande simpatia e dinamismo, e com quem dialoguei luminosamente e na busca da compreensão dos problemas actuais.

A vista ampla e bela deste alto local sagrado, com o investigador pessoano e sufi Fabrizio Boscaglia com quem dialoguei à saída do santuário, e que ele gravou. O Espírito vital de Deus no Cosmos é mais perceptível ou sensível nestes altos e desafogados lugares da Natureza ainda pura... Demos graças!
 

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Breve resumo, com imagens, do I Congresso Internacional de Espiritualidade e Mística, no Bom Jesus do Monte, em Braga.


O I Congresso Internacional de Espiritualidade e Mística realizou-se de 24 a 27 de Abril no Bom Jesus do Monte, um alto fronteiriço a Braga, promovido pelo Instituto de História e Arte Cristã (IHAC) e pelo Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização (IEAC-GO), sendo presidente da Comissão Científica Eugénia Maria da Silva Abrantes e presidente da Comissão Organizadora José Paulo Leite de Abreu, ambos muito dinâmicos e muito bem secretariados. 
Houve, além de oito posters expostos no átrio,  de uma sessão de declamação de poemas e textos místicos (na bela Capela Imaculada, em Braga), e da apresentação dos projectos História Global da Espiritualidade e Mística em Portugal, e do Dicionário Global de Espiritualidade e Mística, cerca de 50 comunicações, dez individualizadas no salão principal, algumas permitindo perguntas e respostas, o que valoriza sempre a convergência para uma maior compreensão do que foi exposto ou debatido, e as quarenta restantes, com cerca de 20  a 25 minutos por pessoa, em pequenas salas, todas com moderação ou apresentação, mas sem tempo para discussão. O facto de decorrerem quatro comunicações ao mesmo tempo em locais diferentes também dificultou as escolhas selectivas.
Como se encontra online o programa do I Congresso Internacional de Espiritualidade e Mística, com os nomes, biografias e fotografias dos participantes, bem como os resumos das comunicações, não é necessário nomeá-los, referindo-se antes que todas as comunicações foram gravadas e serão posteriormente divulgadas.
Certamente que houve umas mais e outras menos valiosas, de acordo com a consciência, interesses, sensibilidades e afinidades de cada um, mas cremos que toda a gente ficou satisfeita com a maioria das comunicações e do modo como decorreu o tão complexo (algumas comunicações do estrangeiro pela web) quão participado Congresso, que permitiu bons contactos e diálogos, seja nos questionamentos, intervalos, refeições, deslocações e visitas ao Paço dos Duques de Bragança em Guimarães,  em Braga  à Sé, ao Museu Pio XII e à Capela Imaculada,  no Gerês ao santuário de S. Bento da Porta Aberta, e em seguida à Igreja de Nossa Senhora do Bouro. 
O Professor Mário Simões, junto ao magnífico cadeiral do convento de Santa Maria do Bouro.
 Dos diálogos e conversas, trocas de livros, escritos e contactos certamente resultarão algumas frutificações. Quanto a haver um II Congresso, nada ficou determinado, mas  as comunicações, tão ricas na diversidade de temas, épocas, problemáticas e místicas, sairão em actas. Algumas das intervenções realçaram a importância actual da mística para a evolução tanto religiosa como psico-espiritual da Humanidade, e alguns dos participantes pertenciam a centros de estudos místicos ou interligiosos. Dos místicos e místicas tratados destaquemos a beguina Hadewijch de Amberes, Daniel Faria, Tommaso Campanella, Alphonse-Marie Ratisbonne, Teresa de los Andes, Madame Guyon, S. Bartolomeu dos Mártires e Carlos Borromeu, Alexandrina de Balasar, S. Teresa de Ávila, S. Teresa de Lisieux, Etty Hillesum, Dorothy Day, Frei Bernardo de Vasconcelos...
Seguem-se imagens do Bom Jesus do Monte, e de intervenções e acontecimentos, com breves legendas
Ad astra per aspera. Subida da escadaria do santuário do Bom Jesus do Monte realizada um pouco à pressa (e convirá sê-lo ao ritmo natural cardíaco de cada um), na primeira manhã, na companhia do Emanuel. Desnível de cerca de 120 metros, dividido em cinco lanços, correspondentes aos cinco sentidos, representados em esculturas fontanárias do séc. XVIII.

Sala principal das conferências individuais e das sessões de duas pessoas em mesa redonda, com apresentador ou moderador. Uma média de oitenta pessoas por sessão nos três dias.   

Maria Leonor Lamas de Oliveira Xavier,  Aprender a pensar Deus com S. Anselmo: um caminho espiritual.
A comunicação sobre A mística da Cruz Eucarística em Alexandrina de Balasar, por Alexandre Duarte. 
A mesa com Lurdes Neves, Maria Guilhermina Castro, António Alves Martins e Artur Manso.
Quadro apresentado pela psicóloga transpessoal Maria Guilhermina Castro acerca de estados modificados de consciência abrangíveis no misticismo, em lato senso, in Sexualidade e Mística: contributos de Psicologia.
"A Alma mariana do povo português", pelo cónego José Paulo Leite de Abreu,  a que se seguiu a minha "Místicas portuguesas dos séculos XVII e XVIII: contextos e ensinamentos".

Parte da assistência, na sala pequena, cerca de 20 pessoas, com cinco sorores, duas delas  clarissas em Vila de Aves, junto a Barcelos e com quem dialoguei.

               
Notável apresentação da bela e original Capela Imaculada, cremos que pela sua directora. Seguiu-se a declamação de poemas e textos místicos da tradição portuguesa e europeia, de S. Bernardo de Claraval e Francisco de Assis a santa Gertrudes de Hefta e soror Maria do Céu, escolhidos por Maria Eugénia Abrantes, e declamados por Fernando Fernandes, Francisco Sancho, Maria Luísa Jacquinet e Maria do Nascimento, alguns momentos tendo sido gravados: https://youtu.be/yohaD--Zers ; https://youtu.be/Wd6FHHE_L18
Leitura do Cântico das Criaturas, de S. Francisco de Assis, por Maria Luísa Jacquinet. https://youtu.be/ImPrG9cT7R8
Um bom grupo folclórico que animou um jantar de convívio.  Algumas das músicas e danças típicas foram gravadas e encontra-as no Youtube, tal como: https://youtu.be/AsOnShwwM4s  

Basílica do Bom Jesus do Monte, construída de 1784 a 1811, com o terreiro e circundada pela bela mata.

Interior da  Basílica do Bom Jesus do Monte, no final duma celebração Eucarística.
A bela cúpula com zimbório da basílica do Bom Jesus do Monte.
Vereda bela do Bom Jesus do Monte, um alto lugar granítico onde se cultua desde tempos muito antigos, numa despedida  luminosa, por entre o musgo, os plátanos, a água purificadora e a Lux Dei..... Demos graças...

terça-feira, 30 de abril de 2024

Paço dos Duques de Bragança. Imagens da visita e recepção aquando do I Congresso Internacional de Espiritualidade e Mística, Abril 2024.

 
Construído no séc. XV,  partir de 1420, pelo 8º conde de Barcelos, D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I, tornou-se o paço do ducado de Bragança, criado em 1442 pelo infante regente  D. Pedro das Sete Partidas. Mas após a morte de D. Afonso e depois de sua mulher D. Catarina, em 1480, deixou de ser usado e entrou em ruína completa no séc. XVII e assim o que vemos é totalmente uma reconstrução ampliadíssima feita pelo Estado Novo entre 1937 e 1954. As peças foram escolhas de conservadores e decoradores.
Uma tentativa de reconstituição do que seria a capela do Paço dos Duques de Bragança.
                                 
 
A professora e investigadora Lina Soares, que fez uma comunicação sobre o culto de Nossa Senhora do Rosário, em especial em Setúbal.
Um tapete de oração persa do séc. XVI-XVII relembra a amizade luso-iraniana.

O pátio interior do Paço, sob a chuva ao anoitecer.
Intitulado quarto de D. Catarina, numa recriação algo amadora.
A anteceder a recepção e jantar aos participantes do Congresso, dois excelentes cantores de ópera partilharam algumas das suas peças preferidas, das quais gravámos alguns momentos:  https://youtu.be/bEuG1YJvKUA
 
Uma tapeçaria do séc. XVI, certamente a peça mais valiosa, embora haja uma divisão a servir de pinacoteca, com boas pinturas antigas.

A capela dos Coimbras, em Braga, do séc. XVI, com esculturas de João de Ruão e azulejos do mito do Paraíso.

          Imagens da capela de invocação de Santa Maria da Conceição, dita dos "Coimbras", pois foi fundada em 1525 pelo Dr. João de Coimbra, em Braga, junto ou dependente da igreja de S. João do Souto, com esculturas de João de Ruão e azulejos já do séc. XVIII do mito do Paraíso.

                                                              

                                                            

                                                      

                                     
Uma imaginativa e popular recriação de Jesus, morto, sobre o túmulo do fundador da capela, o Dr. João de Coimbra, que era provisor do Arcebispo D. Diogo de Sousa.
                                                


Um S. António muito realista, já representado com o Menino, ou crescimento do Cristo interno, a partir da leitura meditada e a oração contemplativa.

O imaginado Deus do Génesis cria Eva de um lado ou costela do adormecido Adão e assim se exprimia numa imaginário casal primordial a necessária polaridade masculina - feminina.

Adão e Eva no estado paradisíaco e o fruto proibido, sob o olhar da serpe enlaçante.

Anjo expulsa Adão e Eva do estado ou jardim paradisíaco.
Conta a lenda: obrigados a trabalhar, a suar, a sofrer, até um dia se redimirem...
                                                                 

  
A capela está dedicada a Nossa Senhora da Concepção... Que saibamos conceber, ou irradiar, mais luz e amor, ou o Cristo interno!