segunda-feira, 26 de agosto de 2019

"Salvar a Amazónia" das mãos de ineptos e criminosos: Manifestação em Lisboa, 26-VIII-2019

 
Que fiquem para a posterioridade algumas das almas, faces e lemas que se ergueram em solidariedade com os povos, animais, aves,  árvores e terras queimadas na Amazónia do Brasil, destruídas pela incompetência e arrogância (a de não querer aceitar ajudas internacionais) de Jair Bolsonaro (e seu governo), pouco capaz de gerir qualquer tipo de combate e demasiado vendido a interesses egoístas destrutivos não só da Amazónia como do próprio planeta. Seguem-se as fotografias tiradas pelo telemóvel, quase sem comentários: apenas algumas das 400 e tal almas e suas emanações, escritas, desenhadas, patenteadas, emanadas e irradiadas...
Que os incompetentes, arrogantes e vendidos sejam postos fora do comando da defesa da Amazónia e dos seus povos e eco-sistemas, e lutemos por tal pois o próprio planeta está a ser vitalmente ferido por este desastre sem precedentes a esta escala na história pluri-milenária da Amazónia e da América do Sul...
                                          
No Largo do Camões, no centro do Chiado e de Lisboa, com alguma polícia a vigiar...

                      Muita alma nova, pura, sensível, sincera, determindas, em aspiração a Gaia feliz...






 
  Crítica, ao carnivorismo e às desmatações para dar lugar a pastos, de uma jovem serena

                                   Críticas ao sistema capitalista desregrado e destrutivo...
Camões, génio tutelar de Portugal e na sua lírica amorosa do Brasil, numa imagem claramente obscurecida pelo fumo e a revolta, sombria por tanta irresponsabilidade e maldade...







Um dos poucos cartazes que aponta o dedo a um tolo capitão, completamente impreparado e não à altura do cargo e de momentos de crise como este, estando vendido e cobrado por todos os lados... A eleição de Jair Bolsonaro mantida por muito tempo será o fim doloroso de muito do Brasil...



A esperança e a pureza das crianças brasileiras que tanto mereciam e vêem, por políticos incompetentes, destruído tanto do brilho e bem do seu futuro...
Este sorriso e esperança natural e determinada da criança pesará certamente muito na balança intencional e irradiativa da manifestação,  vibrada pelas centenas de pessoas com aspiração ao combate aos incêndios e ao afastamento dos ineptos de Bolsonaro e dos criminosos que  atearam fogos ou pretendem lucrar com tal...
Aí seguem as duas únicas pessoas com quem falei uns segundos, sorrindo e tocando a face e cabeça da criança e dizendo à mãe: parabéns...


Bô Yin Râ, O Caminho dos meus Discípulos, 9º e últ. cap., resumido por Pedro Teixeira da Mota

                        
No 9º e último capítulo do seu livro Der Weg Meiner Schüler, O Caminho dos meus Discípulos, intitulado " Como utilizar os meus livros", Bô Yin Râ narra como os seus primeiros registos de vivências e ensinamentos espirituais foram escritos em código e que não pensava publicá-los senão após a sua morte através de um testamenteiro a quem seriam entregues os manuscritos e as chaves de decifração.
Foi o seu instrutor e mestre oriental que lhe aparecera algumas vezes enquanto jovem quem lhe disse que um dia teria de os publicar ainda em vivo e que «devia ser o intérprete e defensor do que escrevera diante do mundo»
Será na Grécia, onde esteve em 1913-1914 em trabalho artístico e espiritual, e em contacto desta vez não só com o seu mestre mas com outros irmãos espirituais, que lhe foi conferido o nome Bô Yin Râ, e a missão de começar a partilhar o ensinamento e será pois algo timidamente e com as iniciais B.Y. R. que assinará o 1º livrinho que envia de Atenas para ser publicado na Alemanha, Licht von Himavat, Luz do Himavat, que sai em 1915, e que veio a ser integrado em 1920 no Livro da Arte Real.
                           
                                               Himavat, pintura de Bô Yin Râ.
Poucos anos depois sucederam-se vários livros a ritmo rápido, porque vários tinham sido escritos nesse tempo passado na Grécia, sendo publicados não sob ambições literárias (como já se afirmou ignorantemente nos nossos dias,,) mas antes sob um peso de obrigação e responsabilidade face a um tema tão sagrado e porque cada palavra devia servir de suporte ao espírito substancial, estando muitas das frases carregadas espiritualmente de tal modo que se desprendem vibrações na leitura em voz alta ou apenas mental, sobretudo se o conteúdo for bem sentido ou meditado.
Sobre a arte de ler bem os seus livros refere, por exemplo, que a primeira leitura é em geral apenas para satisfazer a necessidade ou curiosidade quanto ao conteúdo. Só depois em leituras sucessivas e até em épocas diferentes é que o livro vai libertando as suas forças e ensinamentos, gerando ressonâncias ou ecos interiores de certeza e de alegria.
Aconselha mesmo, quando não se sentem tais ecos, quando o livro não gera essa adesão nem revelação, o ler-se outro dos livros do ensinamento, que em si não são exposições de um sistema ligado a uma qualquer concepção do universo mas sim ajudas, preceitos ou directrizes para se atingir «o caminho que leva ao Espírito, e chegar finalmente ao Espírito».
Dirá mesmo que os livros «devem tornar-se companheiros permanentes do discípulo no Espírito, sem que haja um dia que não sejam consultados», tanto mais que nos nossos tempos o «mundo tenta cada vez mais penetrar e dominar o que há de mais exterior, enquanto que quem procura deve vigiar a sua própria orientação para o que há de mais interior.»
Referindo-se às transformações colectivas mundiais, Bô Yin Râ pensava que uma interiorização progressiva das pessoas estava já em andamento e que, em épocas de fins de ciclos, os pensamentos, palavras e actos das pessoas são mais fortes ou importantes que as características colectivas, pelo que os discípulos devem procurar no seu mundo interior as experiências ou realizações que num futuro serão mais comuns ou alcançadas, agindo já de acordo com elas.
Com efeito, «um dos principais objectivos dos meus livros é ajudar, aquele que procura, a abrir, no seu interior, este mundo de experiências regido pelo Espírito» e a receber luzes para discernir melhor a construção do futuro. E tal requer uma consulta constante deles, pois é inesgotável o que pode brotar a qualquer momento ou leitura de um dos livros.
Contudo, não são os pensamentos gerados nessas leituras que valerão mais mas sim a vida realizada em conformidade com o ensinamento e seus conselhos, de modo a que haja certeza interior e alegria, e o agir esteja de acordo com o Espírito.
Então a ajuda espiritual do Alto pode derramar-se naquele que sabe ler e usar bem o ensinamento, e a paz interior é atingida na pessoa que, face à sua consciência, é um ser de boa vontade.
Eis o resumo de uma obra importante de Bô Yin Râ, O Caminho dos meus Discípulos, que seria certamente bom ser traduzida para português, embora escasseiem entre nós almas que o possam fazer.
Luz, Amor e Paz, e boas ligações com Bô Yin Râ, os Mestres, o Espírito e a Divindade!
26-VIII-2019.
                          
 

domingo, 25 de agosto de 2019

Bô Yin Râ, "O Caminho dos meus Discípulos", 8º cap., resumido.

                                  
No 8º capítulo do seu livro Der Weg Meiner Schüler, O Caminho dos meus Discípulos, intitulado " O Discípulo e os seus companheiros", o mais extenso de todos, Bô Yin Râ continua a sua meritória tarefa de esclarecer quem quer desenvolver a sua vida interior, relembrando em que consiste o discipulado e a responsabilidade em que ele próprio incorre como mestre já que, mesmo nos planos invisíveis post-mortem, terá de acompanhar os que verdadeiramente se tornaram seus discípulos.
Quanto às possibilidades de se alcançarem os melhores resultados espirituais aqui na Terra tudo depende sempre do desenvolvimento do organismo espiritual de cada um e dos progressos que vão sendo feitos em sucessivos estados de sensibilidade e consciência, por ele indicados nos livros, esclarecendo que «o grau espiritual realmente atingido depende unicamente da faculdade de viver no espírito substancial eterno ao qual se chegou», acrescentando mais à frente que destes graus, mistificados em tantas circunstâncias ou grupos, nada se pode dizer mais do que: alguém está pouco, bem ou muito avançado.
Um dos objectivos iniciais do Caminho é eliminar gradualmente «o hábito de pensar a vida, em vez de a viver, e de aprender a viver dum modo realmente activo e consciente», de modo a que mesmo o pensamento seja vivido e não apenas pensado.
Este aprender a viver em que o espírito é realizado no «fluxo da experiência viva, sem ser condicionado pelo pensamento» é algo a ser conquistado perseverantemente, tanto mais que é este tipo de pensamento o único que sobrevive à morte física, no organismo espiritual que, tal como o seu nome indica, «é algo que se desenvolveu a partir dele próprio e vive de si próprio». 
Talvez tendo em conta a mania de se valorizar os vazios e negações do espírito individual e da eternidade, tão em moda nos nossos dias, dirá mesmo quanto ao ser humano terrestre que «é só porque  ele é ao mesmo tempo Espírito substancial eterno, que ele pode,  tendo tal união sido alcançada, viver o que é espiritual- e que ele pode, enquanto espírito do Espírito da Eternidade, tornar-se espiritualmente consciente dele próprio.»
                                      
 Escreverá ainda que a sua missão é ajudar os discípulos a avançarem neste caminho de auto-realização e a libertarem e desenvolverem as forças de protecção que lhes são necessárias, no meio das suas vidas quotidianas, para que  possam perceber ou intuir como as energias espirituais criativas interiores chegam até ao nível físico exterior.
Os seres humanos recebendo as impressões sensoriais, reagindo a elas afectivamente e organizando-as com representações mentais, acabam ainda por se agrupar por afinidades em grupos, menores ou maiores, ou mesmo por nacionalidades, provocando maior necessidade do discípulo  lucidamente não se deixar limitar nem perder a sua universalidade espiritual, seja por pertença a grupos separatistas seja nutrindo ódios, pois estes ainda que possam surgir momentaneamente devem ser substituídos pelo seu pólo oposto que é o amor, ambos «manifestação de uma mesma força».
Para quem se souber orientar pelos ensinamentos que ele transmite,  nada é impossível espiritualmente, diz-nos, embora certamente tudo dependa da forma como tal pessoa vai tornando a sua vida plenamente clara ou harmoniosa para com o Espírito, ou seja fazendo com que «os seus pensamentos, palavras e actos sejam legitimados pelo espírito.»
Valorizará mesmo muito, reforçando esta acuidade de claridade e transparência na vida, quem toma as suas menores decisões como se delas dependesse a sua salvação, pois entrará mais conscientemente na vida eterna post-mortem.
O caminho para o Espírito começa e enraíza-se na vida temporal quotidiana que de modo algum, como certos entusiastas ou ascetas pensam, dever ser menosprezada, pois  será mesmo no Eu humano que será sentido e realizado o Espírito eterno e substancial.