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sexta-feira, 10 de julho de 2026

A consagração e funeral de Ali Khamenei (2ª p.) em Mashad: Últimos momentos, e intuições sobre as suas repercussões pessoais e planetárias.

Últimos momentos do funeral de Ali Khamenei em Mashad. Escrito enquanto assistia em directo através dum canal televisivo iraniano. 2ª parte.
O caixão do Shahid, o Mártir, o que testemunha o sagrado e o Divino, o que o quer contemplar, o que sabe vencer a morte, testemunha o seu amor maior à verdade, à Justiça, a Deus do que à sua vida perecível, ao apego do corpo, tem estado posto numa plataforma diante dos milhares ou milhões de fiéis, donde certamente terá irradiado energias luminosas para todos os que abriram, com dor, humildade e aspiração, o seu coração a Deus, à Verdade, à Justiça, à Vitória justa do povo do Irão, há décadas a ser oprimido, tremendamente nestas últimas pelo bullying assassino israelita e as sanções norte-americanas.
                               
Pronunciadas há pouco as últimas orações pelos três filhos de Ali Khomenei, com o ayatollah centenário ao lado, tendo o caixão sido levado por um mar ondulante de gente ardendo de amor, e que to tocavam para receber as últimas bêncãos energéticas, agora são alguns cantos e músicas que atravessam os ares carregados de emoções e vivências inauditas.
As pessoas começam a retirar-se para as suas casas, os seus pequenos locais de recolhimento e oração, com que novas energias e forças não sabemos, mas certamente mais espiritualizadas e cosmicizadas, mais heroica e corajosamente forjadas, ou não tivesse sido Ali Khameni um estudioso, um guerreiro, um religioso, um servidor dos mais oprimidos e pobres, um defensor da causa e independência palestiniana e libanesa, propugnador da multipolaridade contra o tão opressivo, violento e selvagem imperialismo norte-americano - agora com Donald Trump no seu nivel mais ignorante e brutal, megalomaniaco e destrutivo, e contra o sionismo israelita e o seu racismo supremacista e genocida e o seu Deus tribal, primitivo, exclusivista.
São perto das 22:00 no Irão e terminaram as orações, cantos e devoções, e enquanto todos vão saindo  um poema persa é dito com a sacralidade profunda do tema, da língua e da voz fluindo na ressonância duma certa melancolia que não sabemos o que gerará nas pessoas, pois escapa-me o sentido da letra. Contudo, um novo orador ergue-se no estrado ou plataforma, onde até há pouco pontificava o caixão e a presença aurica do grande ayatolhah Khamenei, e começa a falar, mas embarga-se-lhe a voz com a emoção e as lágrimas e apenas consegue erguer braço desafiante e resistente contra o que vier de ataques e assassínios do dinheiro infinito do império húbrico norte-americano, com o seu inesgotável e corruptor dólar.

Santuário do Imam Reza, o mais alto lugar do Shiismo no Irão há séculos, agora mais forte com esta celebração única, e a maior da sua vida, continuará a ser um farol de luz e sabedoria, e de força e coragem, na luta pela Verdade e a Justiça, ou não fosse o Islão e o Shiismo uma religião de luta por Deus mas também pela humanidade feliz, fraterna, justa.
Algumas imagens de Ali Khamenei ao longo da sua vida de revolucionário, militante e líder são transmitidos pelo canal televisivo, enquanto que o santuário vai ficando cada vez com menos pessoas.
O que levarão nos seus corações mais acesso e vivo? Quantas vezes e de que modos reavivarão tal chama? Com as fotografias do líder, as bandeiras, os cartazes, as imagens captadas, ou mais na reminiscência e na meditação, ou mesmo compunção e devoção?
Que diferenças conscienciais sentirão de hoje em diante nas suas almas e relações? Ficarão mais destemidas e firmes contra as apreensões de novos ataques traiçoeiros, com menos medo de morrerem subitamente?
Que aberturas aos mundos e qualidades espirituais, à grande alma colectiva do Irão eterno, à Ummah Shiaa e Islâmica sentirão e desenvolverão, no peito e mente?
Quantos conseguirão elevar estas energias ao Graal do seu coração e aí deixarem ou fazerem brilhar e irradiar mais a força, a lucidez, o amor do espírito, da Divindade, da Awalyia, ou fraternidade dos amigos de Deus?
Numa civilização Estado própria, independente, milenária e sagrada como a do Irão, das poucas como a Rússia, a China e a Índia, os mártires, os Shahid, ao morrerem no corpo, são erguidos nos planos subtis a heróis, manes, Christos, Imams, guias luminosos, donde passam a poder agir ainda mais eficazmente na inspiração dos que os reverenciam e amam. Quantos o sentirão no coração, nos sonhos, nas meditações, em intuições, em sacrifícios e esforços?
                                       
A vida abnegada, íntegra e sábia e por fim martirizada do líder supremo, do que invejosa e hipocritamente se chamava o regime teocrático opressivo do povo e sobretudo das mulheres, desabrochou, desvendou-se nestes cinco da procissão e funeral, numa épica participação de mais de quarenta milhões de almas impulsionadas e unidas desde agora invencivelmente e não só no Irão mas também por todo mundo onde chegarem as vibrações desencadeadas por tanta alma pura, boa, íntegra e abnegada, por um povo resiliente e resistente, exemplar para todos os povos do mundo face ao tão ganancioso quanto opressivo globalismo neo-liberal imperialista e sionista Ocidental.
Cabe a todos nós, menos corrompidos e alienados, e de maior aspiração à lucidez, verdade e justiça, continuarmos perseverantemente a luta ou jihad, interna e externa, na qual Seyyed Ali Khamenei (isto, é descendente do 1º Imam Ali e de Fátima ou al-Zahra,) o ayatollah Khomeini, o general Qassen Soleimani, o filósofo heidegeriano e perenialista, e amigo de Alexandre Dugin, Ali Larijani e vários outros tanto se dedicaram e à qual o povo do Irão nesta terceira década do século XXI dentregou o seu selo de aprovação e fidelidade para além da morte, num pacto quase de pré-primordialidade da Pérsia ou Irão sagrado e perene, para o bem da Humanidade e da Divindade.
Pacto que sob a liderança do seu filho o ayatollah Mojtaba Khamenei, o conselho dos Anciãos, o governo e as forças armadas (IRGC), realizarão invencivelmente, amorosamente, como Djami, Ferdousi, Al-Hallaj, Rumi, Sohrawardi, Attar, Ruzbehan, Hafiz, Saadi, Jami, Moola Shadra e Nur Ali Shah e outros sheiks e shahidso bem exemplificaram, e na literatura e religiosidade, filosofia e mística persa infundiram divinamente.