terça-feira, 7 de julho de 2026

O maior funeral da Historia: o Ayatollah Seyyed Ali Khamenei, mártir da Verdade, da Justiça, da Sabedoria, da Multipolaridade, da resistência ao eixo do Mal.

                              

Estão a realizar-se nestes dias de Julho de 2026 as sucessivas cerimónias, procissões e orações de homenagem ao líder supremo do Irão, assassinado com grande parte da sua família pelos israelitas e norte-americano, em 28 de Fevereiro, Seyyed (isto é um descendente de Ali, o 1º Imam ou guia Shiia, e de Fatima al Zahra, a filha do profeta), Ayatollah (sábio guia, religioso) Ali Housseini Khamenei, que durante 38 anos, após a morte do fundador da República Islâmica do Irão, o ayatollah Ruhollah Khomeini, orientou o povo iraniano no caminho da educação e modernização, da prosperidade possível e da resistência ao opressivo imperialismo ocidental e  sionismo, no aprofundamento do conhecimento, da ética, da coragem e da religião, ou religação espiritual e divina. 

Paz, Amor e Luz estejam bem vivos na sua alma tão lutadora como sábia que aos 86 anos, em plena lucidez e actividade, foi forçado a abandonar a Terra, deixando todavia um fermento ígneo inigualável... 

É o maior e mais comovido e comovente funeral de toda a história humana, juntando cerca de 20 milhões de pessoas e acontecendo durante o confronto entre duas civilizações: a ocidental norte americana e israelita, materialista, globalista, opressiva, criminosa e a iraniana, tradicionalista, religiosa, austera, socialista, culta, fraterna, hospitaleira, poética, shiia.

Civilização Persa ou Iraniana com cerca de 5.000 anos de história, com tantos grandes seres deixando obras geniais e agora, a última, face ao persistente bullying e opressão do Ocidente, erguer-se resistente perante  dois dos exércitos mais ricos e bem equipados e obrigando-os a pedirem o cessar-fogo.

À brutalidade traiçoeira, pois em período de negociações, e assassina dos ataques israelo-americanos que propositadamente mataram o topo e  a base da sociedade iraniana, ou seja os seus líderes políticos e militares e 160 crianças da escola de Minab, por dois mísseis separados por minutos, - a essa vergonha total para países ditos civilizados mas já tão degenrados, de simulácros de direitos humanos e de pseudo-democracias - responderam com calma e determinação os iraquianos, não se deixando desorientar com a morte súbita da sua liderança politica e militar e em duas horas começaram a responder com os seus miísseis dirigidos aos alvos militares da região.

Estabelecido um cessar fogo, seguiu-se um segundo ataque com mais assassínios e destruições militares, humanas e culturais pelos israelo-americanos, e uma resposta controlada do Irão, com Telavive a ficar bastante atingida, pelo que Israel e USA tiveram de pediram de novo um cessar fogo, aceite pelo Irão.

Estamos agora em fase de negociações de um memorando com os pontos justos desejados pelo Irão mas que os gananciosos, opressivos e fanáticos norte-americanos e israelitas não querem aceitar no seu todo, e para Trump ver dinheiro das portagens do estreito de Ormuz a entrar no estado iraniano é demais para a sua mentalidade mesquinha  e orgulhosa, pelo que sabemos que os israelo-americanos, insatisfeitos com a derrota e teimosos na sua vontade de dominação e opressão - e basta lembrar como o projecto do Grande Israel  estava a ser considerado como inevitável, quando agora esboroou-se -  vão lançar brevemente as suas mais poderosas bombas e mísseis para destruírem e matarem o mais possível - na linha do que Trump ameaçava e desejava: fazer voltar à idade da pedra a civilização iraniana - indiferentes aos civis e crianças que matam e nem sequer confessando as suas baixas, ao contrário dos iranianos que as assumem.

Este funeral do ayatollah Ali Khamenei, o maior de toda a história humana, congregando os iranianos, mas também iraquianos, shiaas e resistentes ao imperialismo israelo-americano, nomeadamente muitos dos melhores jornalistas e comentadores simpatizantes com o Irão e as suas causas (e onde eu bem gostaria de ter participado), tem-se realizado com grande emotividade, fogo e  cor nos corações,  nas bandeiras, cartazes discursos, sermões, cantos e palavras de ordem,  assinalando ao mundo a determinação deste povo de continuar a cultivar os seus heróis e mártires, de seguir corajosa e desprendidamente, se necessário for, os seus exemplos, de nãos e deixar atemorizar nem vencer pelo eixo do Mal ocidental, liderado por Israel, USA, NATO. 

Sintomaticamente, apesar das pressões dissuasivas norte-americanas, estiveram  representados oficialmente nas cerimónias iniciais e brilhantes em Teerão, a 5 de Julho, cem países, cada delegação sendo presenteada com a leitura bem cantada dum versículo do Corão enquanto saudavam o caixão dos restos do corpo físico do Seayyed Ali Kamenei e família. Claro não havia nem um país da desgraçada da União Europeia, destacando-se antes a Rússia, com Medvedv, o nº 2 da hierarquia do sábio Kremlim, e a BieloRussia, e até a Arábia Saudita, que talvez tenha começado a abrir os olhos para a verdade, a justiça e a multipolaridade.

Após as cerimónias no dia 5 em Teerão, na Grand Mosala,  mais internacionais com os altos dignitários de cada país, e com os versículos corânicos escolhidos sabiamente para cada um deles, como poderá ouvir no youtube, mas com milhões nas ruas, hoje 6 realizaram-se as homenagens, procissões e orações na cidade santa de Qom, onde se encontra o santuário de Fatima ou Hazrat Masumeh, irmã do 8º Imam Reza, e que é o grande centro da religião e da espiritualidade no Irão, com múltiplas universidades, escolas e institutos, e onde Ali Khamenei foi professor e guia. E  numa delas de Teologia estive eu há uns anos a conferenciar e a dialogar sobre os místicos islâmicos em Portugal e no Algarve, os encontros ecuménicos com portugueses na corte bastante persa de Akbar, e os poetas e místicos iranianos.

A 8 chegará a vez do Iraque, com  de Karbala e Najaf , as grandes cidades santas shiias, onde estão enterrados respectivamente o 2º Imam Husseim,  e Ali, o 1º Imam, comprovando-se certamente com as multidões a unidade fraterna e supra-nacional shiaa e da resistência. Por fim, concluirá em Mashad, onde Seyyed Ali Khamenei nascera e estudara, esta peregrinação iniciática para milhões de seres, ou biliões se contarmos os que pela internet e televisões assistirão e vibrarão não só com os espíritos dos martirizados grande seres do Irão, como com tudo o que estará presente e sucederá estes dias.

Entre as milhares e milhares de bandeiras encontramos em muitas o ayatollah Ali Khamenei, noutras apenas o símbolo do Irão, mas as que predominam  são as vermelhas com escritos de resistência, de luta, de vingança. Algumas mostram ainda o novo líder, Mojtaba Khamenei, o qual  desde o bombardeamento que assassinou o seu pai, a sua mulher e a sua filha, e o feriu, não mais foi visto publicamente, não só porque os mais fanáticos dos israelitas têm afirmado repetidamente que o assassinarão, mas também para se inserir na linha da ocultação shiaa, a exemplo do XII e último Imam, Muhammad ibn al-Hasan, denominado  o Madhi, que desapareceu em 942 e se pensa que pode retornar, ou provavelmente no fundo reincarnar.

Muitas bandeiras vermelhas contém a mão erguida com o punho firme contra o imperialismo e o sionismo, e outras amarelas são as das Forças de Mobilização Popular, Hashd al Shaab,    a resistência shiia, iraquiana na sua maioria.

Bem gostaríamos de conseguir ler o que vai escrito nas bandeiras e cartazes, para além das que em inglês condenam justificadamente Trump e os israelo-americanos. Impossível é também saber o que cada um destes peregrinos, talvez cruzando agora o momento mais impressionante da sua vida, sentiu e vai levar para sempre no seu caminho de regresso à casa, terrena, e à espiritual um dia,  onde o grande ayatollah ou líder supremo Ali Khamenei já se encontra, e para eles e nós sorri, estimulando-nos a conhecermo-nos e aperfeiçoar-nos sempre, nomeadamente de modo a resistirmos e vencermos os ataques das forças da mentira, da inveja, do mal, a jihad interna e externa.

São milhões de seres de todas as idades e profissões que desfilam, rezam, cantam, choram, sorriem afirmando a vitória do Espírito imortal, em geral e em especial no grande Ayatollah Ali Khamenei e no povo e civilização-Estado iraniana, e avançam sob o sol fortíssimo, cobertos de lenços, chapéus ou sem nada, batendo as mãos no peito ou erguendo-as com palavras e cantos de vitória, como lídimos sucessores dos guerreiros da luz, ordem e verdade ensinada por Zoroastro  e desde então sempre vivida por mazdeístas, islâmicos, shiias, ou meramente iranianos, e que está a viver neste confronto com o criminoso império norte-americano e sionista a sua batalha decisiva

 
Que tremenda fé e devoção manifestam os milhões de iranianos, arrostando com tantas dificuldades para se aproximarem do grande veículo transformado artisticamente num santuário e que leva os caixões dos mártires embandeirados com as cores e símbolos do Irão (o Alif) e lançam lenços, chailes, panos para que sejam tocados nos caixões e recebam algumas bênçãos e energias, o que alguns solícitos ajudantes vão permitindo e devolvendo depois para as pessoas próximas, esperando que retorne a quem o lançou, e que ficará assim dotada de um tipo de ícone para a sua casa, família e alma.
Que tremenda energia divina tem sido sentida grupalmente, na comunhão do corpo místico do Islão, a Ummah, quando se pronunciam as orações? Quantos corações mais se abriram para as profundidades da verdade e dedicação? 
Não houve já mais de dez milhões de iranianos  que expressamente assinaram mesmo uma declaração, como Vladimir Putin recentemente realçou,  oferecendo sua vida pela mátria-pátria iraniana e shiia, a civilização Estado de Jamid, Ferdouzi, Sohravardi, Hafiz, Saadi, Moola Sadra, Nur Ali Shah e dos recentes mártires general Soleimani, Ali Larijani e Ali Khamenei?
Ali Khamenei foi um intelectual, jurista, professor e religioso mas também um guerreiro na luta contra o opressivo e ditatorial Shah Reza Pahlavi, que o prendeu múltiplas vezes, depois em defesa do Irão contra o Iraque de Saddam Husseim, e ainda com os terroristas do MEK defensores do retorno do Shah e que o tentaram assassinar com uma  bomba, ficando desde aí com o braço direito paralisado.

Deixou a Terra aos 86 anos de idade em pleno vigor e lucidez e não admira que ainda agora no além Seyyed Ali Husseim Khamenei seja um qutb, um eixo e mestre da ligação entre a Humanidade e a Divindade e esteja a inspirar milhares e milhões para a vitória da forças da dignidade, da tradição, do bem, da justiça, da luz, da multipolaridade, do amor, da fraternidade. 

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