quinta-feira, 9 de julho de 2026

A consagração de Ali Khamenei, como shahid e qutb, testemunha mártir e polo espiritual, do Irão perene e invencível, no santuário do Imam Reza, em Mashad, sua cidade natal.

​​Estão a realizar-se agora, dia 9 de Julho de 2026, em Mashad, e a serem transmitidas e directo por diversos canais televisivos, as últimas grandes orações, cantos e discursos do funeral do último Ayatollah supremo do Irão Seyyed Ali Khamenei, o sucessor de Hussein Khomemi, e que deixa um sucessor, o filho, Mojtaba Khamenei até agora ocultado desde que ficou ferido no assassinato do seu pai.
A noite caiu há já muito mas talvez ainda três ou quatro milhões de pessoas conservam-se nos recintos feericamente iluminados de Mashad, a cidade natal do guia iraniano, agora apenas visivel nos planos subtis e, por isso, para muitos, como que perdido, gerando muita tristeza e choro. E contudo todos deveriam reconhecer que Ali Khamenei é agora um mestre espiritual, fora do corpo físico mas capaz de inspirar e agir subtilmente.

O seu corpo fica junto ao do seu antepassado o Imam Reza, no santuário consagrado a este Imam, o oitavo dos doze,  Abū al-Ḥasan al-Thānī, 765-818, o único que está pelos testemunhos ou restos corporais no Irão. 
Compreende-se a intensidade do amor, da devoção, dos cantos, das palavras de ordem que ecoam nos ares por ele ter sido assassinado  pelos políticos e militares israelo-americanos traiçoeiramente, já que  em período de negociações diplomáticas, entretanto
Esta celebração é assim tanto uma homenagem amorosa ao seu líder como a afirmação de corajosa determinação de lutarem contra o imperialismo e como opressivos e criminosos.
Só se veem pessoas e bandeiras, predominante a vermelha de vingança ou resposta justa, a amarela das forças da resistência armadas e as coloridas do Irão. Mas há ainda pessoas que tem consigo ou erguem a fotografia do líder, e se algumas batem com as mãos no peito outras erguem-nas ao alto.
São dezenas de santuários, mesquitas, praças, átrios, com os milhares ou milhões de fiéis iranianos, shiias ou sunitas, e de outras religiões que vieram a estes locais para participarem neste momento histórico e único de ligação subtil com um mestre, guia e pai de muitos e da pátria, que foi assassinado e levado para o além.
Os discursos, orações e palavras de ordem são respondidos em coro pela multidão e um dos grandes gritos é Ya Ali, a invocação do 1º Imam e fundador da religião Shiia, a do Irão, e, claro, subdivisão no Islão.
Esta congregação de milhões de seres , estes biliões de orações, cantos e palavras de ordem pronunciados com sinceridade, de coração, com força, que efeitos terão nas pessoas, no Irão, nos adversários e agressores no Mundo?
É difícil discernir, pois tudo se passa em grande parte no invisível, no mundo das almas individuais e colectivas.
No campo unificado de energia, consciência, informação foram e estão a ser geradas e lançadas forças poderosas de unidade e determinação, tanto por quem pronuncia as palavras  como por quem responde, milhares e milhões de pessoas ora entusiasmadas, ora chorosas ora indignadas.
Estes sucessivos locais visitados e dinamizados pela procissão de Ali Khameni, estão agora mais vivos e vibrantes com tanta gente unida no mesmo amor pelos seus líderes, tradições, linhagem religisosa, e consubstanciam desde agora poderosíssimas fundações e colunas da República Islâmica do Irão e do seu "regime teocrático", mas que é apenas mais respeitoso e aberto a Deus, ao Islão, ao profeta Maomé, aos Imams, e neste local, Mashad, em especial, ao 8º Imam Reza, que certamente do mundo espiritual se alegra com esta celebração fortíssima de unidade patriótica e religiosa e de resistência às forças do Mal, da Mentira, do Ocidente lideradas pelos americanos, israelitas e sionistas, por parte do seu povo.
A noite vai avançando e as pessoas preparam-se para a última oração colectiva dirigida por uma grande ayatollah de mais de 100 anos. Os elogios de Ali Khamenei e do seu amor pela justiça, os oprimidos, pelo fim do imperialismo e sionismo selvagens e criminoso são exaltados e  e os milhares e milhares de seres tocando-se uns aos outros, percorridos pelas mesmas palavras, aspirações e emoções vivem uma experiencia de unidade energética e espiritual poderosíssima, patente por vezes nos gestos e movimentos e expressões e lágrimas nas faces .
Finalmente os mais altos religiosos, e os dois filhos de Ali Khamenei, diante do caixão na plataforma e em face da multidão, pronunciam as últimas orações e fazem os últimos gestos rituais.
As faces dos fiéis são riquíssimas das qualidades intrínsecas e dos sentimentos que vão gerando ou  que as vão penetrando ou ainda agraciando.
Mesmo entre os religiosos mais idosos há lágrimas, choros, caras tapadas pelos lenços que as enxugam do rocio das lágrimas de amor, nomeadamente de um dos filhos de Ali Khamenei, tal como em muitas mulheres  que vão regando as suas faces  e a terra iraniana e do planeta com as suas lágrimas de amor e devoção, de conversão e aspiração. 
A oração é lenta, pausada, profunda, pronunciada por um grande ayatollah, com outro mais velho e uma criança, testemunha (shahid) da inocência e beleza divina, dum lado, do outro os dois filhos de Ali Khamenei.

Estou ainda a completar de transcrever mais umas linhas, mas partilho já....

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