sábado, 25 de janeiro de 2025

Plantas Medicinais, caracteristicas e aplicações. Lista de 103 (em actualização) livros em português e espanhol, com breves anotações. Para sobrevivermos melhor no séc. XXI:

 Gostando e interessando-me há muitos anos por ervas medicinais, e recolhendo-as e utilizando-as bastante, tendo convivido com alguns ervanários, tal o senhor Rogério (bastante e que estive para lhe suceder...), da ervanária Cascais, em Lisboa, e o Ti Couteiro, em Vilar de Perdizes, entre outras pessoas (alguns diálogos com o snr. Coutinho do mercado do Bulhão, Manuel Pires Afonso, de Sirvozelo, a Pakinta, de Loulé, a Fernanda Botelho, sem dúvida das mais conhecedoras na prática, e bem dinâmica  na divulgação, tendo  colaborado na sua Agenda da Semente, em 2013), a Zélia Zakai, o espagirista José Medeiros, homens e mulheres do campo e serras, instrutores espirituais), e  conhecendo bem os benefícios que colhemos por confiarmos na Natureza e na Mãe Sabedoria Providência Divina, sobretudo face a tanta artificialidade da vida e   tanta ganância desumana das farmacêuticas e políticos, como se viu na recente covinagem,  resolvi partilhar uma série de livros que tenho ou que me passaram pelas mãos, de modo a que quem se interessar possa receber alguma indicação valiosa e melhorar a sua harmonização psico-somática, para que as ideias e arquétipos do mundo espiritual e Divino se possam realizar mais saudável, fraterna e multipolarmente entre nós... Última actualização VII-2025.

 Das ervas medicinais da Mãe Terrena e Cósmica é que se pode gerar mais e melhor, sobretudo previdentemente, a harmonia e a cura natural...

Persevera em tudo, até que a estrela de Júpiter, ou do Mestre, te inspire, te cure, te ilumine.

ANRICOPIS, Gustave. A Cura das Doenças pelas Plantas. Mais de 100 plantas medicinais para serem utilizadas... Lisboa, 1922. In-8º 47 p. B. Valioso pelas receitas, águas, xaropes, etc. Bom.

BARNARD, Julian y Martine. Las Plantas Sanadoras de Edward Bach. Una guia práctica ilustrada para la preparacion de los remedios. Great Britain, 1999. In-4º 194 p. Br. Belas fotografias e descrições das plantas mas os efeitos ou aplicações são apenas no sentido psicológico das frases-afirmações correspondentes aos 38 remédios-plantas curadoras Bach. Bom.

BECERRA, Dr. Afas. Ervanário Prático. 335 Plantas úteis na arte de curar. Lisboa, 195? In-8º 62 p. Br. Breves propriedades e aplicações. Razoável.

BELLO, Fernando. Essencias Florestaes Exoticas a cultivar em Portugal. Lisboa, Typographia Correa & Raposo, 1914. In-4º 52 p. Br. Com dedicatória a Sousa Amado. Cedros, Eucaliptos, Abetos, Criptomeria, Cipreste.

BONNET, George. Plantas Medicinas e as suas aplicações. Lisboa, Biblioteca do Saber, s/d. 1960? In-4º 11 p. Br. Sem capa, Ilustrado. Razoável. 

BOTELHO, Fernanda. Plantas Medicinais. O valor das Sementes. Agenda 2013. Lisboa, Edições Mahatma. In-4º cerca de 200 p. Br. Com ded. Textos iniciais da Fernanda Botelho, Fernando Naves, José Miguel Fonseca (o amigo fundador da Colher para Semear), Lanka Horstink (Coordenadora da Campanha pelas Sementes Livres em Portugal) e Pedro Teixeira da Mota. Com boas descrições e fotografias das plantas e suas utilizações, e ainda com receitas, bibliografia e moradas. Um exemplo, parcial, da Bolsa de Pastor: «É um bom antispetico das vias urinárias, diurética, hipotensora, adstrigente, ajuda a  baixar os níveis de ácido úrico. É útil em casos de sangue na urina provenientes do útero ou das vias urinárias (...), no excesso de fluxo mentsrual, leucorreia, diarreia, sangramentos do nariz e das gengivas, hemorroidas. Eficaz contra dores de garganta, em gargarejos. É usada na medicina chinesa para tratar disenteria e problemas oculares.».

BOURDELON, Honoré e RIDAYRE, Benoît. A Saúde com as Plantas!  Lisboa, Marabu-Notícias. 1972.In-12º 198 p. B. Com desenhos das plantas. Valeriana: histeria, estados nervosos espasmódicos, falta de ar, palpitações. Alfazema ou lavandula: tosse, catarro, gripe, reumatismo, enxaquecas. Cominhos: após as refeições, digestivos. Boldo: estimulante e tónico para o fígado. Alecrim: para estimular a circulação do sangue, fraqueza de esgotamento, gastralgia (cólicas), palpitações, vertigens, enxaquecas.

CARNEIRO, A. LIMA e LIMA, F. C. Pires de. Notas comparativas de Medicina Popular Luso-Brasileira. Notas Comparativas entre Vocabulário Médico Popular Português e o  Vocabulário Médico Popular Brasileiro. Lisboa, 1940. In-4º max. de 33 p. Br. Orações, tratamentos, receitas. Limpeza de dentes e boca, salva, hera e mentrasto. Dor de barriga: macela, colmo, cidreira, limonete e frições de casca de pepino. Frieiras: casco de cebola quente, manteiga e azeite. Garganta; gargarejos de cabeças de papoilas ou de malvas, com mel. Uma Oração: "Jasus, Jasus, nome de toda a virtude, curai-me deste mal, infundi-me a vossa luz."

CARDOSO, Capitão de Fragata António Cardoso. Os Descobrimentos Marítimos, as Plantas e os Animais. Lisboa, 1989. In-4º 32 p. Br. Ilustrado, visão geral da circulação das plantas.

CARVALHO, Augusto da Silva. Mézinhas e Remédios de Segredo. Lisboa, 1928. Facsimile já do séc. XX. in-4º 115 p. Br. muita informação histórica, tal a Colecção de Receitas Medicinais, do séc. XVIII, na Biblioteca da Ajuda, quota 49-II-76, águas miraculosas, canela, o ginseng que chega ao rei D. João V, as receitas ou medicinas do rei D. Duarte.

CORTIÇO, Manuel Milheiros. Mezinhas Caseiras. Montijo, 1992 In-4º de 27 p. Br. Recolha no concelho do Montijo de receitas populares. Razoável.

COSTA, Aloísio Fernandes. VALE, José Baeta Cardoso do. Práticas de Farmacognosia. Identificação dos simples da Farmacopeia Portuguesa (organizada em chaves dicotómicas). Coimbra, Editorial Farmacêutico, 1944. In-4º 86 p. Br. Com dedicatória ao prof. Virgílio Correia. Estudo cientifico botânico morfológico e químico, sem localizações nem aplicações terapêuticas.

COSTA, Aloísio Fernandes. Elementos da Flora Aromática. O laboratório de Farmacognosia no Estudo dos óleos essenciais de Portugal e Angola. Lisboa, 1975. In-fólio peq. 296 p. Br. Valioso estudo sobre a flora aromática de Portugal e do Antigo Ultramar, com as suas localizações e propriedades, mas sem discriminar as aplicações.

COSTA, João Goncalves da. A FLORA DO ALTO MINHO Suas aplicações na Medicina e Gastronomia Locais. Lisboa, 1995. In-4º gr. 55 p. Br. Abordagem directa e breve às caraceritsicas e usos: Alecrim: "... actua sobre o sistema nervoso, estimula os asténicos [poderá substituir o café...], fortalece a memória e purifica o ambiente pesado, através do seu cozimento ou queima. Muito utilizado, portanto, pelas mulheres de virtude. É, ainda, melífera de muito valor [O mel do alecrim é dos melhores]»

COSTA, Manuel dos Santos. História das Plantas Medicinais Portuguesas. Lisboa, 1899. In-4º 423 p. Br. Com 136 ilustrações. Científico, propriedades mas não receitas de aplicações. Bom.

COSTA, Mário. O Simbolismo do Ramo de Louro. Ensaio etnográfico com origem num velho costume nacional que quase se perdeu em Lisboa. 1963. In-fólio 29 p. Br. C. ded. Ilustrado. Com muitas quadras ao louro e ao vinho.

COUTINHO, António Xavier Pereira. A Flora de Portugal (plantas vasculares) dispostas em chaves dichotomicas. Lisboa, 1913. In-4º gr. 706 p. Enc. Estudo científico da determinação das famílias, géneros e espécies, mas sem propriedades terapêuticas

CRAVO, Antonieta Barreira. Frutas e Ervas que curam. Panacéia Vegetal. 3ª ed definitiva. In-4º 422 p. Br. Cento e oitenta e duas plantas desenhadas e caracterizadas de modo simples. Bom.

CROW, W. B. Propriedades ocultas das Ervas e Plantas. Seu uso mágico e simbolismo astrológico. O ritual das plantas e suas poções mágicas. S. Paulo, Hemus, 1988. In-4º 70 p. Br. Algo superficial.

CRUZ, Visconde do Porto da. A Flora Madeirense na Medicina Popular. Separata da Revista Brotéria. Lisboa, 1935. In-4º gr. 35 p. B. Dedicatória ao Capitão Bernardo Guedes. Valiosa recolha dos «rumédos» caseiros dos Vilões, os camponeses madeirenses: Flores da laranjeira para o coração. Manjerona, erva-cidreira, água da alface, flores e folhas da laranjeira, para a insónia. Água salgada amornada, ou chá do sabugueiro,  para a garganta. Expectorantes: avenca, era terrestre, hissopo, poejo e xarope de nabo. 

CRUZ, Visconde do Porto da. A Flora Madeirense na Medicina Popular e na Indústria. Separata das Publicações para a Protecção da Natureza, IV. Lisboa, 1950. In-4º gr. 17 p. Br. Lista de aplicações:  anemia: agrião e aveia. Bronquite e expectorante: o hissopo, a hera-terrestre, eucalipto, linhaça, marroios, nabos, pinheiro, pitangueira. Sem especificar modos nem quantidades.

CUNHA, A. Proença da. SILVA, Alda Pereira da. ROQUE, Odete Rodrigues. CUNHA, Eunice. Plantas e Produtos Vegetais em Cosmética e Dermatologia. Lisboa, Gulbenkian, 2004. In-fólio peq. 310 p. Cartonado. Bem ilustrado: habitat, partes utilizadas, constituintes, actividades biológicas sobre o tecido cutâneo, principais aplicações cosméticas e dermatológicas, efeitos secundários, toxicidade. Plantas só para a pele...

CUNHA, A. Proença da. SILVA, Alda Pereira da. ROQUE, Odete Rodrigues. Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia. Lisboa, Gulbenkian, 2003. In-4ºmax. 702 p. Cartonado. Bem ilustrado: habitat, partes utilizadas, constituintes, Farmacologia e actividades biológicas, Usos Etnomédicos e Médicos, principais Indicações, Usos aprovado pela Comissão Europeia, Contra-indicações, Efeitos secundários e Toxicidade, Precauções, Formas de Administração, Bibliografia. Obra de referência, oficial.

CUNHA, A. Proença da. Odete Rodrigues ROQUE, Odete Rodrigues. RIBEIRO, José Alves. Plantas Aromáticas em Portugal. Caracterizações e Utilizações. 4ª ed. Lisboa, Gulbenkian, 2017. In-fólio peq. 328 p. Cartonado. Bem ilustrado e realizado. Referencial.

DEHIN, Robert. O Médico Verde, a Planta dos Milagres (Aloé). P.P. Saúde, 1998. In-4º g. 300 p. Br. Boa monografia sobre o aloé.

DAVIS, Patrícia. Aromaterapia de la A a la Z. Madrid, Edaf. 1993. In-4º g. 475 p. B. Bom dicionário generalista, mas cauteloso. Melhores desinfectantes: bergamota, cravo, eucalipto, zimbro, lavanda, árvore do chá e tomilho.

DISTRIFA. A Saúde ao seu alcance. Fitoterapia & Vitaminas e Minerais. Lisboa, Arkosol. 200?. In-4º de 32 p. Br. Ilustrado. Propaganda da gama de produtos em pó e cápsulas obtidos por criotrituração (a 196º negativos), certamente com diminuição de algumas propriedades sinérgicas (embora afirmem o contrário) com boas explicações modernas. Muito bom.

ESPLAN, Ceres. Chás Medicinais. Lisboa Ed. Presença, 1981. In-8º 94 p. Br. Quinze tipos de chás, e as plantas que os podem compor. Ilust. Bom, valiosas informações.

FARELLI, Maria Helena. Plantas que curam e cortam feitiços. Rio Janeiro, 1988. In-4º 77 p. Br. Obra quase só baseada nas crenças e magia do candomblé. Média.

FEIJÃO, Dr. Raul Oliveira. Botânica na Aldeia. 2ª ed. Lisboa, Colecção Educativa, 1974. In-8º 105 p. B. Ilustrada a cores. Iniciação juvenil às árvores, ervas e plantas.

FEIJÃO, Dr. Raul Oliveira. Medicina pelas Plantas. In-4º 242 p. Br. Ilustrado, prático de consulta. Muito bom, um clássido durante muito anos.

                                 

FERRÃO, José E. Mendes. Especiarias. Cultura, Tecnologia Comércio. Lisboa. 1993. B. Valioso estudo profundo, bem ilustrado.

FERRÃO, José E. Mendes. A aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses. Lisboa. 1992. In-fólio gr. 242 p. Br. Muito ilustrado com imagens antigas e actuais.

FERRO, José Ramón Marino. La Medicina Magica (Hipocrates). Galicia. 1988. In-4º 228 p. Br. A frágil visão greco-romana. Médio ou fraco de utilidade mas com bastantes citações,

FERRETI, Giambatista Milesi. Cultura de Plantas Aromáticas e Medicinais. Lisboa, Europa-América. 1995. In-4º gr. 115 p. B. Espécies, cultura, colheita, secagem, embalagem, comercialização. Sem propriedades. Bom.

 FERRO, Xosé Ramón Marino. La Medicina Popular Interpretada. I e II. Galicia 1986. In-4º 304 e 256 p. Bom etnograficamente e com orações-versos.

FICALHO, Conde de. Plantas úteis da África Portuguesa. Prefácio do prof. Rui Teles Palhinha de 1944. In-4º XVI-302 p. Enc. Excelente estudo pioneiro, com valiosa introdução.

FICALHO, Conde de. Flora dos Lusíadas. 2ª ed. Lisboa, 1980. In-4º 111 p. B.«Das 24 plantas de que, na descrição de Camões, se compõe a flora da ilha, não há uma que não seja espontânea em Portugal e regiões vizinhas, ou aí introduzida ou cultivada antes do seu tempo. Ainda mais, são todas escolhidas entre as vulgares, e que dão o cunho à vegetação mediterrânica». Bom desenvolvimento sobre a canela.

FRANCES, Marcela. Como conservar su salud con las plantas. Madrid, 1988. In-4º 121 p. B. Boas combinações de quatro plantas para diversas doenças. Digestão (Melissa, Manzanila, Salvia, Menta). Diabete (Valeriana, Cavalinha, casca de Nogueira, casca de encina). Bom.

 GERÊZ, Parque Nacional da Peneda-. Plantas Medicinais e Aromáticas. In-4º 4 p. Br. Folheto com descrições sumárias das 30 espécies que vivem nestas serras sagradas.

                           

GOSLING, Nalda. Herbas para los dolores de cabeza y la jaqueca 1978. In-8º 126 p. Br. Aborda vinte e quatro plantas, ilustradas. Razoável.

GRISLEY, Gabriel. Desengano para a Medicina ou Botica para todo o pai de Famílias. Consiste na declaração das qualidades e virtudes de 260 ervas, com ouso delas. Também de sessenta Agoas destiladas, com as regras da Arte de destilação. Coimbra, Joseph Antunes da Silva, MDCCXIV. In-12º de (6) 308 p. Enc. Como era médico, é dos autores que mais tipos de usos descreve para cada planta ou alimento. Algumas das plantas recomenda comê-las durante o dia, apontando os benefícios. Obra muito popular. Hervé Baudry tem online um artigo valioso Livro Médico e Censura na primeira Modernidade em Portugal, onde cita esta obra,

GUIA Dinâmico das Plantas Medicinais. In-4º 73 p. Fotocópia, Incompleto. Vai do Abacateiro à Salva. Bom.

GUIA Prático de Remédios e Tratamentos Naturais. Lisboa, Selecções do Reader's Digest, 1996. In-fólio peq. 335 p. Cartonado. Mais de 200 páginas por planta. Obra boa.

 HISTÓRIA DA BOTÂNICA EM PORTUGAL. Biblioteca do Povo  e das Escolas. Lisboa, David Corazzi, 1883. In-12º 63 p. Br. Biografa criticamente os principais botânicos e suas obras, até à época: Garcia de Orta, Carlos Clúsio, Gabriel Grisley, João Vigier,Frei Cristóvão dos Reis, P. João Loureiro, Abade Correia da Serra, Domingos Vandelli, Félix Avelar Brotero, Alexandre Rodrigues Ferreira, Frei José Mariano da Conceição Veloso e Welvistch.

HOFFMANN, David. Manual Holístico das Ervas Medicinais. Barcelona, 1992. In-4º máx. 318 p. Br. Muito completo sobre a visão holística do corpo, e bom na preparação e aplicações das ervas, ilustrado. Mais anti-microbianas: Equinácea, eucalipto, alho cru, mirra, absinto, capuchinha, três vezes ao dia.Yogurte, comido ou em irrigação interna.

HOMEM, Dr. Fred Vasques. Nutrição, Dietas e Cura Natural. Lisboa, Progresso Editora, 1961. Inº4º 574 p. Br. Os Meios naturais e Naturoterapêuticos, Uso racional dos alimentos, Diferentes tipos de tratamentos. Dedica doze páginas à Fitoterapia, indicando apenas os nomes de acordo com as suas propriedades estomacais, peitorais, vaso-dilatadoras, etc. Valioso é:« as plantas naturais, não preparadas, têm grande vantagem sobre o produto sinteticamente preparado, isto é, o princípio activo isolado [laboratorialmente]. Visto serem de forte electronegatividade e terem alto potencial radiogénico, dinâmico e magnético (cf. as radiações mitogenéticas, de Gurwitsch, as oscilações electromagnéticas, de Lakhowsky, e os "quanta" de luz absorvida, de Planck), contêm todos os minerais em estado assimilável pela célula, isto é, desprovidos de efeito tóxico», embora as que tenham princípios tóxicos para o humano se devam evitar. Ainda o entrevistei, a pedido do pioneiro jornalista ambientalista, de agricultura biológica e de energia subtis Afonso Cautela, a quem consagrei artigos neste blogue.

HUIBERS, Jaap. Plantas Medicinais contra o Atress. S. Paulo, Hemus, 1983. In-4º 62 p. B. Camomila, Hipericão, Valeriana, Arnica, Líquen-islândico, Potentilha, Melissa, Vara de Ouro, Arruda, Maçã, Alfazema (Lavandula spica), Noz, Espinheiro-Alvar, Aveia. Com quatro páginas sobre a homeopatia. Valoriza nas plantas, que são um todo, os princípios subtis ditos inertes em contraposição aos excessivamente valorizados activos. Boas aproximações e desenhos. 

JARDIM, Margarida, JORGE, Fernando. Objectos Naturais. Metamorfoses da raiz, caule e folhas. Natural Objects, Methamorphosis of root, stem and leaves. Museu e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, 1999. In-fólio oblongo 307 p. Cartonado. Valioso catálogo, colaborado por oito pessoas, da exposição de 123 objectos naturais existentes no Museu, de árvores e plantas, com descrições e aplicações, algumas medicinais. Anote-se no texto sobre "folha enrolada do tabaco", o último parágrafo: «Segundo Feijão [Oliveira], ainda nos inícios dos anos 60, em certas regiões, o povo, antecipando-se [ou perseverando] às boas regras da agricultura biológica, usava o infuso de tabaco em pulverizações contra os pulgões e outras pragas que atacam as plantas cultivadas.»

JUMA, Imitiaz. Plantas Medicinais Portuguesas no Tempo dos Descobrimentos. Lisboa, Glaxo, 1992. In-4º máx oblongo 137 p. Cartonado. Muito bom e bem ilustrado.

JUNIOR, João Cardoso. Subsídios para a Matéria Medica e Therapeutica das Possessões Ultramarinas Portuguesas. Tomo I. Lisboa, Academia Real da Ciências, 1902. In-4º máx. XXII-278 p. Br. Grande desenvolvimento sobre Cabo Verde. Boas informações in loco sobre aplicações e costumes.

KUSHI, Michio. S.O.S Macrobiótico. Curas Naturais. Torres Novas, José Galamba-Sol Nascente Publicações Lta. 1979. In-4º 30 p. Br. Receitas práticas: Artemísia, em jejum, vermífugo. Banchá ou chá de 3 anos para problemas digestão e excesso de açúcar. Raiz de lótus para resfriados e bloqueio nasal, à qual se pode juntar sal. Compressas de gengibre (rins, bronquites, resfriados, prisão de ventre), emplastros de mostarda (para bronquite, asma), de inhame ou batata (febre, rupturas, tumores). Com desenhos explicativos. Bom.

                                             

LAGUNA,  Andrés. Pedacio Dioscorides Anazarbeo, Acerca de a Materia medicianl y de los venenos mortiferos... Edição facsimil de 1566 con estudios introductorios de Pedro Laiz Entralgo, J. R. Palero, ... Fundacion Ciencias de la Salud, 1999. In-fólio de CLV-616-(25) p. Cartonado. Valiosos estudos, e reprodução das caracterizações de Dioscórides (35-90), e as mais científicas de Laguna (1499-1559), que corrige frequentemente os anteriores comentaristas, adicionando outras propriedades. Obra clássica, ainda com alguns dados de aplicações valiosas.

LAIS, Erika. Plantas Aromáticas Medicinais. Lisboa, Público, 2003. In-4º 120 p. B. Muito boas imagens e informações ao estilo de dicionário, mas com valiosas aplicações das ervas medicinais.

LIMA, Américo Pires de. A Botânica no Porto. Notas biográficas e bibliográficas. Coimbra, 1942. In-fólio 57 p. Br. Com ded. Muita bibliografia, por este valioso médico e etnógrafo. 

 LIMA, F. C. Pires de. Arquivo da Medicina Popular. Colectânea de estudos dirigida por... II. Prefácio de A. A. Mendes Corrêa. Porto, Edição do Jornal Médico, 1945. In-4º gr. 116 p. Br. Doze bons artigos, alguns dos quais sobre a Medicina Popular Duriense, e de Valbom, bem como amamentação materna, gravidez, raiva, etc. Com muitas receitas de ervas medicinais, orações, benzeduras 

LISSENT, Henry. As Dez Plantas que curam. Lisboa. 1996. In-4º 27 p. Br. Alecrim, Alfazema, Erva cidreira, Eucalipto, Hortelã-Pimenta, Malva, Salva, Tília, Tomilho, Camomila. Muito bom.

LORENZ, Francisco Valdomiro. Receituário dos Melhores Remédios Caseiros. 13ª ed. S. Paulo, Ed.Pensamento, 1952. In-8º de 188 p. Br. Maioria dos ingredientes da América do sul.

LUCAS, Antonio Castillo de. La Medicina Popular en Aragon. Porto, Junta Distrital, 1971. In-4º 21 p. Br. Com ded. ao etnógrafo Dr. Amaro d' Almeida. Dois refrões: Cocimiento de Malvaisco cura hasta al bispo, e Si te curas con malvas, mal vas, aludindo à doença grave que se teria, já que era reputada planta salvífica.

 LUCAS, Antonio Castillo de. Adagiário da Farmácia Vegetal. Separata do Jornal Médico. Porto, 1946. In-4º 8 p. Br. Dedicado a Amaro d' Almeida. Rifões valiosos: El ajo (alho) es la triaga del vilon (pobre); Ajo  crudo y vino puro passan al puerto seguro. El romero (alecrim) de virtude está lheno (cheio). Quien passa por el romero, y no coje de el,/ ni ha tenido amores, ni los quiere tener. El oregano, todo o mal quita. Se queres que el amor te prenda, dale un brote de orégano. La salvia, salva. Quien tiene salvia en su huerto, un buen remedio tiene cerca. El que come beleno (meimendro), no le falta sueno...

MARQUES, Carlos. Diccionario de Medicina Vegetal (ao alcance de todos), I e II partes. Lisboa, 1910. In-8º 176 e 170 p. Cartonado. Bastante abrangente, receitas e conselhos. Muito bom. A II parte só sobre as plantas.

MARTINS, Manuel Alfredo de Morais. O Mel na Medicina Popular. Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 1984. In-4º gr. 16 p. Br. Com ded. Valioso estudo sobre o uso do mel desde a Antiguidade, tal Demócrito, «untar-se com azeite por fora e com mel por dentro», Hipócrates, como expectorante, nas várias receitas do clássico Lunário Perpétuo, e nas tradições do Minho, Douro e da Beira Baixa, tais a gema de ovo e mel para as queimaduras; e nas constipações, o leite ou chá quente de alecrim, ou tomilho, ou poejo com mel (e deitar-se e suar), e gargarejos de chá de papoilas e malvas com mel.     

MEDEIROS, José. Alquimistas, Espagiristas, Ervanários e Boticários. Em busca da vida eterna. Mafra, 2009. In- 4º 151 p. Br. Referencia 432 livros, reproduzindo alguns frontispícios, existentes na Biblioteca de Mafra, realizado por um dos raros espagiristas portugueses.

MIRINHA, Marco e FERRO, Georgina. Plantas Medicinais da Serra d'Ossa. CEIA, 2005. in-4º 88 p. Br. Boas imagens de quarenta plantas, características, usos medicinais e outros, e contra-indicações. Nos "outros usos" indicações pouco conhecidas e valiosas.

MYRE, Mário. Relatório do Reconhecimento Florístico e Fitossociológico da reserva paisagística de Almada. Lisboa, 1983. Da colecção Parques Naturais, nº12. In-4º 86 p. Br. Fotografias. Apenas localizações.

MORALES, Gaspar de. De las Virtudes y Propriedade Maravillosas de las Piedras Preciosas. Madrid, Biblioteca de Visionarios, 1977. In-4º 576 p. Br. Muita informação das imaginações pouco acertadas da Antiguidade. Prático. Médio.

                                 

MORRA, Dr. Vicente. Medicina Vegetal, Plantas Medicinais. Lisboa, Natura, 1955, In-4º 160 p. Br. Muito prático, por plantas e suas utilidades. Bom.

PARACELSO. Las Plantas Magicas. Botanica Oculta. Kier. 1961. In-4º 177 p. Fotocopia. Muito na base paracelsica, e de magia, e astrologia, popular. Bom.

PERUCHO, Juan. Botânica Oculta o el falso Paracelso. Barcelona, Plaza & Janes, 1986. In-4º 188 p. Br. Eruditos e ocultistas ensaios sobre várias plantas medicinais e as histórias e lendas de propriedades, acontecimentos e simbolismos ligados a elas. Muito bom.

PIMENTA, Eduardo. História dos Simples. Epítome da historia natural das drogas simples de origem vegetal e animal. Porto, 1916. In-fólio peq. 131 p. Br. Boas descrições embora as aplicações ou usos sejam muito sumários. 

PIMENTEL, A. Leão.  Manual do Colono. IV. Agricultura tropical. Botânica. Herborisação. 3ªed. Porto, 1935. In-4º gr. 507 p. Br. Após uma boa introdução à agricultura tropical, segue-se a descrição, terrenos e culturas de plantas e árvores para uso doméstico, industrial e medicinal, com conselhos muito práticos.

PITMAN, Viki. Fitoterapia. As Plantas Medicinais e a Saúde. 1996. In-4º 188 p. Br. Muito bom. Capítulos sobre a história da fitoterapia, modo como plantas curam, energia das plantas e tipos de constituição; acções terapêuticas das plantas; mãos nas plantas (recolha, preparação, conservação, utilização); remédios para doenças comuns; plantas à mão (onde aborda bem e com alguns desenhos sessenta plantas, algumas consideradas ervas daninhas nos jardins, tal a alsina, aparina...

PROBADAS FLORES Romanas de famosos y doctos varones compuestos para saludy reparo de los cuerpos humanos y gentilezas de hombres de palacio e de criação transladas de lengua italiana en nuestra espanola. Facsimile. In-4º 20 p. Ilustrado. Receituário medieval. Elogia a verbena como causadora de alegria, e a erva de S. João para os corrimentos.

PUTZ, Rodolfo. Las Plantas Mágicas según Paracelso. Botânica Oculta. Barcona, Libreria Sintes. In-8º 317 p. Enc. Valioso estudo das doutrinas e preparações espagíricas paracelsicas; nas últimas 110 páginas "Pequeno dicionário de botânica oculta", com cerca de cem plantas.

                                                   

ROSA, João Bruno. Plantas Medicinais do concelho de Rio Maior. 1988. In-4º 36 p. Br. Com boa introdução. Um dos exemplos valiosos, propõe plantas em pós para salada: alecrim, tomilho, agrião, louro, hissopo aipo, cavalinha, oregãos. Ainda dialoguei com ele.

RUSSO, Rogério Marques de Almeida. Remédios Caseiros. 2ª ed. Porto, Progredior. 1958. In-4º 200 p. Br. Muito bom, com casos e receitas de várias proveniências.

SÁ, José. Para conservar a Saúde com remédios caseiros. Porto, Edições Vera Cruz. In-10º 80 p. Br. Receitas de chás para as doenças-sintomas. Razoável.

                                         

SABOLI, Rajodole. A cura das Doenças pelas Plantas. Mais de cem plantas medicinais que podem ser utilizadas como remédios caseiros. Lisboa. In-12º 47 p. Br. Vários erros. Médio.

SANTOS, Faustino.  2º Congresso de Medicinas Alternativas e Populares do Ribatejo. S/local. 1998. Destaque para a comunicação de Nazaré Varela, Mezinhas de S. João da Ribeira: Ferve a água e deitam-se as ervas e repousam uns minutos, e para 2, ou 2,5 decilitros de água, 5 gramas da planta, e tomar em geral 3 vezes ao dia. Tília, resfriamentos, insónia e nervos. Duas outras palestras do Padre Fontes, onde aponta a doença como resultado da desarmonia consigo próprio, com o ambiente e com o Sagrado, e aborda os santos na medicina popular Barrosã, tal S. Mateus dos ouvidos, S. João da dor de cabeça (e será o Baptista que ficou sem cabeça, ou o Evangelista que tinha a cabeça semi-divinizada pelo Logos?) e S. Luzia da vista.

A SAÚDE pela Natureza. Alimentação, Exercício, Respiração, massagem, cosmética. Lisboa, Selecções dos Reader´s Digest. 1986. In-fólio oblongo 448 p. Cartonado.  Dividido em Uma vida mais saudável (alimentação, ervas aromáticas, em 12 páginas, Sol, desporto, respiração, relaxamento, yoga, beleza natural, habitação e vestuário saudáveis) e Tratamentos naturais (água, terra, massagens, acupuntura, homeopatia, dieta e jejum) e plantas que curam, onde aborda bem a fitoterapia, em vinte e seis páginas, com belas fotografias, e boas indicações, tais a alteia (boa para mastigar) deve ser macerada em água cerca de 40 minutos e só depois levemente aquecida.

SAÚDE pelas Plantas. 250 receitas de remédios compostos com plantas medicinais. Lisboa, Livraria Barateira, s/data. In-8º 163 a 288 p. Br. Clássico popular razoável.

SEDIR. As Plantas Mágicas. Lisboa, Vida, 1999. In-4º gr. 183 p. Br. Recolha de muita informação antiga, alquímica, hermética, frequentemente mistificadora, por um ocultista. Bom.

SEGREDOS e virtudes das plantas medicinais. Lisboa, Selecções do Reader's Digest. 1983. In-fólio 463 p. Cartonado. Ainda hoje uma boa obra, cada planta  desenhada e fotografada. E ainda plantas cultivadas (flores, legumes, cereais), de interior e exóticas.

SEQUEIRA, Eduardo. Plantas Úteis e Medicinais. Lisboa, 1908. In-4º máx. 47 p. Br. Trata muito bem de 39 plantas ilustradas, abrangendo ainda cogumelos. Separata do Archivo Rural de 1901-1902. Obra dum genial naturalista, com livros fabulosos.

SERRA, Maria da Graça Leitão. CARVALHO, Maria de Lurdes Serpa. A Flora e a Vegetação do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Contribuição para o plano de Ordenamento desta área protegida. Lisboa, S. Nac. de Parques, Reservas e Cons. da Naturea, 1989. In-4º 78 p. Br. Enquadramento geral, Flora (espécies, zonas, a proteger), Vegetação (Carvalhais, Matos, Vegetação ribeirinha, Pinheiro, Lameiros). Com fotografias, sem destacar as plantas nem indicar aplicações. Colecção Natureza e Paisagem, nº 6.

SILVA, Joaquim Moreira da. Como deve cultivar as suas plantas. Porto, 1955 In-4º 87 p. Br. Boas descrições sobretudo para as plantas de flores. Valiosa as partes sobre doenças e animais nocivos.

TAVARES, A. Augusto. Medicina e Médicos no Antigo Egipto e na Mesopotâmia. Lisboa, 1988. In-4º 13 p. Br. Visão geral, e com alguns exemplos de ervas utilizáveis: Cominho com mel; cataplasma de uvas secas, pinhões e ameixas.

TAYLOR, A. William.Wild Flowers of Spain and Portugal. London, Chatto & Windus, 1973. In-4 p. 103 p. Cartonado. Fotografam-se e descrevem-se sumariamente oitenta e nove flores e suas localizações.

TAYLOR, William. Plantas Amigas e Plantas Enemigas del Hombre. Barcelona, 1987. In-4º 182 p. Br. Breves caracterizações. Exemplo: Borragem contém matéria mucilaginosa e ácidos vegetais com potássio e cal. AS folhas são comestíveis, especialmente cozidas, e as flores, usam-se como peitorais e edulcorantes, diaforéticas e diuréticas».

TECEDEIRO, Luís António Vaz. Plantas Medicinais do Ribatejo. Alpiarça, 1996. In-4º de 317 p. Br. Bom trabalho dum médico: descrições científicas, com desenho, e quadro das indicações terapêuticas populares, com parte a utilizar  e o modo de usar.  

TECEDEIRO, Luís António Vaz. Medicina Popular da Chamusca. 1997. In-4º 376 p. Br. Além das plantas de utilização frequente, apresenta as que requerem cautela. Recomendações para apanha e secagem. Diferente preparações xaropes, infusões, cataplasmas unguentos e macerados, e vermífugos. Aborda  104 plantas

TERRERA, Guillermo A. Medicina Popular. Kier, 1989. In-4º 147 p. B. Antropólogo, realçando os aspectos de magia nos usos sul-americanos. Bom.

TOMPKINS, Peter e BIRD, Christopher. A Vida Secreta das Plantas. 4ª ed. Rio de Janeiro, 1977. In-4º 324 p. Br. "O fascinante relato da relações físicas, emocionais e espirituais entre as plantas e o homem". Baseada nas investigações de laboratórios, sábios e cientistas como Goethe, Jagadish Bose, os russos Alexander Gurwitsch, Viktor Adamenko e Sinikov. Capítulos: As plantas e a percepção extrasensorial, as que sabem ler a sua mente, as que abrem portas, as que crescem para lhe agradar, electromagnetismo, campos de força, auras, alquimistas vegetais, etc. Muito instrutiva e agradável de se ler.

VANDER, Dr. Tos. Bronquitis. Catarros, Anginas, Garganta, Ronquera. Como curarlos, como evitarlos radicalmente mediante la supresion de sua causas fundamentales. 5ª edicion. Barcelona, 1954. In-4º119 p. Br. Valioso e prolífero médico naturista, com bons métodos e conselhos. Para a gripe, para suar: sabugueiro, tília.  Expectorantes: gemas de abeto, gordolobo, liquen de Islândia, malva, malvavisco, pulmonária, tusilagem, polígala (raíz). Em geral também recomenda a borragem, a cavalinha, os pés de cereja, a parietária. Uma das boas ilustrações: 


VASCONCELOS, Prof. João Carvalho de. Plantas Medicinais e Aromáticas. Lisboa, Dir. Geral dos Serviços Agrícolas, 1949. In-4º gr. 200 p. Br. Ilustrado. Boas descrições científicas deste engenheiro agrónomo mas breves quanto às aplicações. No prólogo, citado numa obra do Visconde de Santa Cruz, escreveu em louvor das plantas medicinais e aromáticas:«Muitos dos princípios contidos naquelas plantas não são vantajosamente substituídos por produtos sintéticos».

 VELASQUEZ, R. Muestras de Formulas Medicas utilizadas en el Alto Y Bajo Choco. Separata da Revista Colombiana de Antropologia. In-4º 13 p. Plantas, orações e outras práticas.

VIDAL, R. Benito. Antiga Medicina Popular. Recetuario natural del pueblo para el pueblo. In-4º gº 156 p. Br. Receitas antigas e superstições. Médio.

 VIGIER, João. Historia das Plantas da Europa, e das mais uzadas que vem de Asia, de Africa & da América ... com um breve discurso das suas qualidades e virtudes específicas.  Tomo 1º e 2º Lion, Officina de Anisson, Pouel & Rigaud. MDCCXVIII. In-12º 2 vol. (56)-866 p., e índice. Enc. Desenho, designação latina e em várias línguas, descrição, lugares e virtudes. Boticário e farmacêutico que publicou três livros em Portugal, este em parte recolhido das obras valiosas em latim do médico suiço Gaspard Bauhin (1560-1624), tal a Pinax Theatri Botanici sive Index in Theophrasti, Dioscoridis, Plinii et Botanicorum, qui a Seculo scripserum Opera, onde catalogou 

VOLAK, Jean. STODOLA, Jiri. As Plantas Medicinais. 256 ilustrações a cores. In-fólio de 319 p. Cartonado com sobrecapa. Uma página para cada planta. Muito bom.

 WEBER, Mike, SANTOS; Assunção. FERREIRA, Ana. Guia da Medicina Tradicional da Praia da Aguda. Uma coleção invulgar de Terapias, Orações e Receitas Locais. Lisboa, Edições Afrontamento, 2006. In 4º de cerca de 120 pp inms. Br. Sobre ilustrações de fotografias piscatórias antigas transcreveram-se receitas medicinais vgetais, animais e outras. Água de rosas (verdadeira) para as alergias da pele.

YARA, Dr. Oscar. Plantas que curam & Plantas que matam. S. Paulo, Hemus, 1982. In-4º 228 p. B. Muito bom. 1ª p.: Anatomia, e enfermidades e processos curativos vegetais. 2ª Plantas que curam. 3ª Plantas narcóticas e plantas que matam. 4ª Um cientista das plantas e das ervas, Maurice Mességué.

ZAKAI, Zélia. Harmonia das cores, aromas e sabores. Círculo de Leitores, 2001. In-4º g. 156 p. Cart. Bem ilustrado, bom, muitas receitas. C/dedicatória, desta especialista de preparações de plantas para se tomarem ao estilo nipónico, mas também tradicional português.

ZAKAI, Zélia. Guia Ecológico das Plantas Aromáticas e Medicinais. Lisboa, Circulo dos Leitores, 2000. In- 4º gr. 224 p. Cartonado. Valiosa descrição acompanhada das suas vivências com as plantas, e abrangendo ainda banhos, fumigações, compressas, receitas alimentares, etc. Ilustrado.

Boas comunhões com a natureza, as ervas ou plantas, os espíritos da Natureza, os Devas, os raios planetários e cósmicos e, claro, com ervanárias e ervanários, vasos e hortas, campos, ribeiros, serras e estrelas...

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

O Alinhamento planetario de 2025: alinhe-se mais com os raios espirituais e cósmicos.


Um importante alinhamento planetário vai poder observar-se nos céus durante cerca de dois meses: no horizonte, a Sudoeste, ao anoitecer, Vénus e Saturno irradiarão como se estivessem juntos, com Vénus mais brilhante. Mais acima deles, Júpiter brilha quase tanto como Vénus, o que é invulgar. Já Marte dardeja os seus raiozinhos encarniçados do Leste, conforme o dito pluridimensional, Ex Oriens Lux., lema e linha de força que se quer manifestar mais numa Humanidade fraternalmente multipolar. Com binóculos, Urano pode ser avistado perto de Júpiter, enquanto Neptuno localizar-se-á na zona de Vénus e Saturno. 
Ver alguns deles exteriormente, ou apenas imaginá-los ou contemplá-los interiormente, é bom para a Alma do Mundo, ou Campo unificado de energia Consciência, para a Terra e para todos nós, pois estabelecemos contactos com os raios ígneos e as dimensões cósmicas e purificamos o astral terreno tão violentado, amilhazado, aparvalhado e hubrizado. 
Inspire-se e colabore com os Mestres, as Santas e Santo, os Anjos e Arcanjos e a Divindade qualquer que seja  forma ou a concepção com que a cultue. 
Nesta expansão e intensificação planetária ore, medite e comungue com eles, erga e encha o Graal do seu coração e evolua mais psico-espiritualmente.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

A presidência de Trump o que trará à direcção da União Europeia, que só representa os interesses da elite oligárquica globalista, e menospreza a sorte dos europeus?

 A entrada de Donald Trump na direcção dos USA faz brotar muitas interrogações sobre aspectos fulcrais da actualidade: tal a luta na Ucrânia, o conflito entre Israel e a Palestina, a situação no Médio Oriente, a vizinhança das fronteiras norte-americanas, a luta entre o imperialismo e a multipolaridade, a relação com a China, o Irão, a Rússia, a  NATO  e,  por fim, com a patética União Europeia...

Será que  Donald Trump terá coragem de apertar com uma série de políticos e dirigentes sinistros que estiveram de unha e dente com Joe Biden e por vezes contra Trump, e fará claudicar alguns dos actuais monstros europeus, nomeadamente Ursula von Orgenesis, Scholz e Analenna Baerbock, Starmer, Macron?

Será que Trump querendo terminar com a  mortandade e destruição em curso no centro da Europa, tentará negociar a paz rapidamente, sendo as províncias de Donbas reintegradas para sempre na Rússia (e seria o melhor para a Ucrânia pois conservaria Odesa), e ficando a Ucrânia fora da NATO, e deixando de seguir a política do corrupto e criminoso Joe Biden (e esperemos que seja bem desmascarado) de dar biliões em dinheiro e armamentos para o  regime de Kiev (em parte para encobrir o que lá fazia) e que impulsionara a Europa a apoiá-lo, o que de bom grado a inepta direcção da União Europeia fez com as constantes sanções à Rússia (e que destruíram muitas empresas europeias) e dinheiro para a mortandade eslava, conseguirá vencer os grupos de pressão dos armamentos e da hegemonia ocidental a todo o custo, "até ao último ucraniano" como chegou a ser dito e repetido? 

                                      

                                          

Observe-se o que neste dia da inauguração da nova presidência afirmou Victor Orban, um amigo de Donald Trump e, embora com posições discutíveis, um dos poucos políticos europeus (tais como Robert Fico e Aleksander Vucic), que soube manter-se sábio e independente, fora do ódio à Rússia: 

 «BUDAPESTE, 20 de janeiro. /TASS/. A União Europeia não deve iludir-se pensando que o Ocidente pode derrotar a Rússia no conflito da Ucrânia ou que os seus soldados podem marchar na Praça Vermelha de Moscovo, declarou o Primeiro-Ministro húngaro Viktor Orban durante uma conferência em Budapeste que resumiu os resultados da presidência húngara do Conselho da UE durante o segundo semestre de 2024.
“A Presidência húngara ergueu a bandeira da paz, abriu as portas a um cessar-fogo e a conversações de paz [sobre a Ucrânia], iniciou o diálogo com as partes beligerantes e pressionou os líderes europeus a retomarem a diplomacia e a comunicação. Só nas guerras em que as partes procuram destruir-se mutuamente é que não há necessidade de comunicação”, disse o primeiro-ministro na conferência, organizada pelo centro científico e educativo Mathias Corvinus Collegium e pelo Instituto Szazadveg.
“Mas será que acreditamos mesmo que as nossas tropas vão marchar sob a bandeira da União Europeia na Praça Vermelha, em Moscovo? Se não acreditamos, então temos de manter os canais diplomáticos abertos para as negociações. Foi isso que fizemos, mesmo que apenas a nível nacional, uma vez que a maioria dos Estados-Membros da UE continua a opor-se à paz”, sublinhou Orban.
Se a guerra rebentar no continente europeu, todos ficarão a perder”, alertou. Na sua opinião, a UE já se encontra do lado perdedor devido à sua estratégia de apoio à ação militar na Ucrânia e à imposição de sanções à Rússia. “Não é apenas a Ucrânia que está a travar uma guerra, mas também as economias europeias. Os preços estão a subir em flecha, o nosso dinheiro está a ser gasto na frente ucraniana, as sanções prejudicaram as nossas empresas e os preços da energia estão a prejudicar as empresas europeias que eram competitivas antes da guerra”, explicou Orban.
O primeiro-ministro considera que o conflito na Ucrânia deve ser resolvido o mais rapidamente possível e que esse era o objetivo da missão de manutenção da paz da Hungria, que o Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, poderá agora continuar. “Mantivemos a nossa posição e hoje passamos orgulhosamente o bastão da paz ao novo governo americano. Sejamos realistas, é melhor para eles, ou melhor, é melhor para a escala deles. As boas intenções, a coragem, a habilidade diplomática e o sentido cristão do dever [inerente à Hungria] são valiosos, mas, no final do dia, a paz requer força [que os Estados Unidos possuem,[para pressionarem os warmongers Ursula, Rutte, Kallas, etc.]]”, disse o primeiro-ministro.»

                                      

Entretanto Ursula, Kallas, Kosta e &, blindados nos seus extraordinários ordenados e cartões de crédito, continuam a afundar as pequenas empresas e os cidadãos comuns com a sua política de ódio à Rússia e às suas exportações, num desprezo completo pelo estado dos cidadãos e da economia da União Europeia.

                                   
Arrogantes, vaidosos, teimosos, não se importam com as subidas enormes dos preços dos combustíveis e do bens de consumo essenciais, protegidos pelos seus ordenados, prováveis extras de corrupção e reformas. Quando sairão, quando terminará a política anti-russa e pró-regime de Kiev, bem como anti-Palestina livre, que a maioria dos europeus não aprova? E Trump, neste último aspecto sucumbirá ao sionismo, ou conseguirá manter o cessar-fogo e fazer reinar a Paz na antiga Terra Santa, agora antes a Terra Ensanguentada?

 Mais notícias-sinais do mesmo dia: «BRUXELAS, 20 de janeiro. /TASS/. O gás russo continua a entrar no mercado da União Europeia, apesar dos esforços da Comissão Europeia (CE) para se livrar dos recursos energéticos russos, disse a porta-voz da CE, Anna-Kaisa Itkonen, numa conferência de imprensa.
“O gás russo continua a estar presente no mercado da UE”, apesar dos esforços significativos envidados pela CE para o eliminar.
A Comissão Europeia irá apresentar brevemente uma nova estratégia destinada a eliminar completamente os recursos energéticos russos da UE, acrescentou a porta-voz.»  Maldição caindo sobre a Europa, por uma direcção de parvas e parvos. 

Sim, haverá mesmo mudanças fortes com a nova presidência de DonaldTrump, ou o lobbie dos armamentos, dos globalistas mais o orgulho inglês, alemão e francês tentarão, à revelia do entendimento pacificador entre Trump e Putin, dinamitar ainda mais o conflito na zona russa da Ucrânia, escalando a guerra, como os britânicos parecem querer fazer, com a marioneta do medíocre Keir Starmer obedecendo aos senhores da Sombra, Schwabs, Soros e &?
Ore
mos para que a inteligência-Logos-vontade Divina verdadeira, justa, fraterna e multipolar esteja mais aceite e implementada por cada ser humano...

Adenda, um dia depois da investidura do 47º Presidente dos USA: O que vimos e ouvimos. parcelarmente e em diferido, permite prever desde já que Donald Trump e os Republicanos serão quase tão maus para a Humanidade como Joe Biden e os Democratas. Dois psicopatas da hegemonia do império norte-americano. Quase zero de empatia, compaixão e coração, e quase tudo ego, vaidades, megalomania, violência nacionalista-imperialista, hubris...

       Lux Dei! Não perca muito tempo com as notícias... Aum!

domingo, 19 de janeiro de 2025

Dos corações em sangue e do coração espiritual em aspiração e amor divino. Hermenêutica iconogréfica de três imagens ou pagelas.

 Trabalharmos o coração humano e o coração espiritual, sujeitos a tantos sofrimentos e males, é uma tarefa essencial nos nossos dias por múltiplas razões. Neste artigo contemplamos três santinhos  e dedilhamos o coração em sangue e alguns dos seus efeitos possíveis...

Sendo tantos, tantos os corações humanos em sofrimentos dolorosos, como podemos nós vivenciar e transmutar, e vencer, todo o mal, e egoísmo causadores deste sangramento?
Sentindo o coração como um órgão espiritual, que sofre assim pelo mal mas que destila gotas de aspiração, lágrimas de compaixão e chamas de coragem que fecundam a Terra exterior e interior e fazem germinar as flores das qualidades e virtudes, das comunhões invencíveis  nas subtis ligações espirituais e divinas, em amor e sabedoria.

Que o coração é um órgão espiritual, com acesso à visão empática com o seres e mais elevadamente cm os santos e santas, mestres e anjos, planetas e estrelas é importante relembrarmos de modo a que não o deixemos obscurecer-se nem fechar-se, mas antes lhe permitirmos desafogar-se e expandir-se pela compreensão, desprendimento, oração e meditação, e derramar orvalhos e eflúvios animadores, inspiradores e libertadores sobre a humanidade manipulada, oprimida, violentada, sofredora. 

Que o Anjo seja companheiro ou destinatário do teu coração e das suas emanações! Que te relembres mais frequentemente dele, com alegria!

Sabermos recolher no cálice do nosso coração todos os sofrimentos que nos chegarem e transformarmos as suas energias e efeitos em aspiração e ligação ao Bem, à Justiça, ao Amor, à Verdade, à Divindade, faz com que as flores da nossa alma brilhem e irradiem das profundezas, que na demanda heróica do santo Graal temos forçosamente de sondar, penetrar e iluminar conscientemente.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

O acordo de amizade cooperativa entre a Rússia e o Irão alegra na Humanidade o coração. Ecos em Portugal.17 de Janeiro de 2025

A aliança-acordo de cooperação a múltiplos níveis da Santa Rússia, Shamanica e Cristã, com a antiquíssima e primordial civilização Persa-Iraniana, Zoroástrica e Shia, embora ambos ecuménicas dada extensão imensa das suas Terras-Mães, assinada num valioso encontro dialogante dos presidentes Vladimir Putin e Masoud Pezeshkian em Moscovo  no abençoador dia 17, ou da Estrela no Tarot, é muito auspiciosa para a justiça, a paz, a prosperidade e a fraternidade multipolar mundial, ou mesmo para a ética e o amor, e até para a as tradições étnicas, a espiritualidade e a religiosidade ecuménica da Humanidade, dado que estes dois países são dos que mais representam actualmente o veio da Tradição Espiritual, da Prisca Teologia, da Philosophia Perenis, da Hagia Sophia. Os encontros, diálogos e  aprendizagens que acontecerão agora muito mais entre estudantes, filósofos, cientistas e teólogos do Irão e da Rússia frutificarão de certeza valiosamente...

Hagia Sophia ora pro nobis, isto é, Santa Sabedoria, Divino Espírito ígneo, ora connosco! Pintura de Nicholai Roerich...

Após tantos séculos sem grandes tratados de amizade, por diversas circunstâncias de pressões e sanções dos péssimos governantes ocidentais da últimas décadas, os povos russos e iranianos foram literalmente forçados a unirem-se para resistirem à voracidade da oligarquia  que controla a maioria dos governos ocidentais, e particularmente dos USA e Israel, e assinaram agora em 2025 por vinte anos o Tratado de Parceria Estratégica Compreensiva que cobre numerosos sectores, destacando-se naturalmente os da defesa ( apoios recíprocos e não podem ajudar ataques a eles), comunicações, economia, educação, ciência, tecnologia e cultura. 
Estava a ser preparado já há bastante tempo, com um primeiro acordo cooperativo em 2001, e embora muitos analistas tentassem pôr em causa a possibilidade do acordo entre a Rússia e o Irão, tal como com a China, para qualquer pessoa não amilhazada ou alienada era evidente que os três povos  tinham que se unir cada vez mais face à arrogância e opressão desmedida da oligarquia ocidental dinamizada pela administração norte-americana de Joe Biden and Antony Blinken, o seu braço armado a NATO, e a tola da vaidosa direcção da União Europeia e dos seus principais governos, de facto pesadíssimos, por vezes mesmo criminosamente ao nível humanitário, como aconteceu durante anos com o Irão sem acesso a certos medicamentos que se viu forçado a fabricar, num caso mais em que os  males se transformam em bens. 
A China tem sido outra das nações alvo, tal como o Yemen, Cuba, Venezuela e a Síria, esta até há poucos dias, pois deposto o moderado Bashar Assad e tendo tomado conta da Síria um grupo de extremistas e decapitadores, eis que a parvinha [do latim parvus, pequeno] da ministra alemã Annalena Baerbock já foi prestar vassalagem, na mira do petróleo, tal como outros governantes ocidentais, passando a cumprimentar muito bem, só porque se engravataram e usam punhos brancos, ainda que estejam tingidos sanguinariamente nas almas...

Será que os mais  avençados à oligarquia financeira ocidental-sionista e os mais warmongers dos norte-americanos, ingleses, NATO,  UE e Israel vão tentar atacar ainda mais estes dois países, seja por inveja, racismo, hegemonia ou apenas na ânsia de fazerem descarrilar a marcha do comboio ou caravana da Humanidade multipolar, que tenta libertar-se das garras iníquas da fabricação ilimitada e logo tão corruptora do dólar e do euro?

Esperemos que, embora continuem a ladrar e a amilhazar na comunicação social  não prolonguem muito as sanções e opressões, o assassinatos e mortandades, e que a Rússia, o Irão, a China, a Índia, a África do Sul, o Brasil e os outros países do imparável BRICS continuem na sua grande missão cooperativa multipolar libertadora...

 Há expectativas de que a presidência de Donald Trump, que foi tão excrementado pela administração do partido dito democrata, mas que é tudo menos isso, na sua ordália  de quatro anos, tenha aberto o coração e a ânsia de justiça do mais popular Donald Trump, e que este, rodeado de bandidos e de criativos, queira sair do rasto sanguinário da administração dos corruptos e psicopatas Joe Biden e Blinken, e o consiga, embora não seja fácil pelos seus laços com Israel, os interesses geo-estratégicos em jogo e os desequilíbrios e conflitos existentes em todos os norte-americanos, há décadas violentando e estuprando tantos povos, e associando-se e apoiando os regimes mais assassinos e portanto com uma acumulação de karma tão brutal (visível em algumas das suas catástrofes recentes e e evitáveis)  como a dívida pública que têm.

                                     

Devemos ser "optimistas escatologicamente", como tanto intuiu e defendeu (e encontra alguns textos seus neste blogue) a filósofa neoplatónica Daria Dugina Platonova (muita Luz e Amor na sua alma!), e perseverarmos no trabalho psico-espiritual de atrair as melhores energias ígneas de luz e de amor do Cosmos, das estrelas, dos grandes seres e da Divindade e conseguir assimilá-las e  manifestá-las para a melhoria da harmonia e felicidade de cada vez mais seres e dos eco-sistemas de Gaia. E apoiarmos psiquicamente (orando, irradiando, valorizando) este acordo, os governantes e os povos da Rússia, Irão e BRICS e os seus projectos cooperativos e harmonizadores da Humanidade. Anote-se que houve uma boa sessão de perguntas com a imprensa após a assinatura do tratado, como ver na ligação: https://www.youtube.com/watch?v=mXhwOpaii98

                     

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Alexander Dugin: Onde está Deus, e o Graal? Declaração de princípios filosóficos, religiosos e espirituais. Comentada por Pedro Teixeira da Mota



                                                
Alexander Dugin
(n.1962), transmitiu hoje através da sua página na rede social alternativa Vk.com,  uma declaração importante sobre os seus princípios, e visão do mundo, da divindade e da essência e missão crística da Rússia. Para muita gente, e por diversos motivos, é controversa, mas sendo tão verdadeira, elevada e sincera não podemos deixar de a admirar, quer concordemos ou não, com o todo ou as partes, e de a traduzir para português e brevemente prefaciá-la e comentá-la.
                                         
Alexander Dugin, o pai da filósofa e jornalista mártir Daria Dugina Platonova (15-12-1992 a 20-08-22), uma neoplatonista de quem se esperava tanto, diz-nos então em três parágrafos fulminantes:
«Eu sou plat
onista. Para mim, as ideias existem antes ou sem qualquer realidade adicional. A realidade é opcional, as ideias são seres eternos e necessários. Deus está acima de tudo e os seres que o rodeiam são ideias (Anjos). Nada mais realmente importa. A Rússia é a taça de Deus. Sophia.[Sabedoria]
Sendo a taça [ou graal] de
Deus, a Rússia é sagrada. Sendo apenas taça, sofre exílio, torturas, erros, pecados. A Rússia é santa pela sua natureza interior. Exteriormente pode parecer diferente. A Rússia pertence a Cristo, o nosso Deus, e a ninguém a não ser Ele. Lutamos por isso.
A imigração, a confusão e a mistur
a obrigatória impostas são as armas dos globalistas que tentam destruir as identidades, os povos, as culturas étnicas. Criam espécies pós-humanas que são fáceis de substituir por robots. O ser sem ethnos já é quase um robot... O Homem...».
Alexan
der Dugin...

Hagia Sophia, por Nicholas Roerich, protegendo a Humanidade.

No 1º parágrafo destaquemos "Deus está acima de tudo e os seres que o rodeiam são ideias (Anjos)"....
A palavra ideias, e
m grego eidos, pode assumir vários significados, Neste caso poderemos dizer a Divindade está rodeada de essências (oussia, seres que são), e tais seres conscientes da sua essência divina são os espíritos angélicos, os Anjos e Arcanjos. Ou ainda, mais humana e intimamente os Amigos de Deus, na linguagem de S. Sérgio de Ragotoneva, Ruysbroeck, Taulero, Herpio, Suso, S. Serafim de Sarov, Helena e Nicholai Roerich...

                      "A Rússia é a taça de Deus. Sophia." S. Luz Divina.

Esta consideração optimista ou optimizante de Alexander Dugin de que a Rússia é a Taça (ou Graal) de Deus, que vem já de anteriores elos da Tradição e Filosofia Perene, tais santos, filósofos e escritores, como Dostoievski, Tolstoi, Vladimir Soloviev, Nikolai Berdiaev, Pavel Florensky e Sergei Bulgakov, pode ser aceite mais facilmente se considerarmos que outros países podem também ser taças de Deus, ou mesmo que todos os países estão convidados pela Divindade a que os seus governantes auxiliem os seus habitantes a serem portadores do santo Graal, o que infelizmente não sucede na maioria dos países.
                                         
               Adoração do santo Graal eucarístico, sito no Museu do Azulejo, no sacrosanto        Convento da Madre de Deus, em Lisboa.
 Tal tradição correu b
astante pela França, Espanha e Portugal e há ainda hoje alguns seres que são  cavaleiros ou damas do santo Graal, não em templarices externas mas que sabem receber o Espírito santo, o ungimento divino. Mas, é provável, que em termos interiores e históricos (pelo que sofreu) seja a Rússia o Graal principal actual mundial, e a sua liderança sacrificial na vivência e na luta pela justiça, fraternidade e multipolaridade indicia tal. Para tal contribui também a forte ligação a Cristo e à Divindade que a Rússia, o patriarca Kirill e o seu imenso clero e igreja, Putin, Dugin, Daria, e o seu povo abnegado e heroico conseguem cultivar, brilhantemente mesmo,  de modo adamante enaltecido por Dugin: "A Rússia pertence a Cristo, o nosso Deus"... A expressão "nosso Deus", é bem importante, na linha iniciática que cada pessoa deve estabelecer a sua relação com a forma de Deus vivo que lhe foi transmitida ou escolheu e mereceu.
                                         
No 3º parágrafo, d
estaquemos o alerta quanto aos objectivos dos globalistas da Nova Ordem Mundial infra-humanista transhumanista, fomentada corruptamente  por Klaus Schwab, George Soros, Joe Biden, Ursula e seus apaniguados, o mais evidente ser o "destruir as identidades, os povos, as culturas étnicas", semeando o caos com todas as misturas e confusões, para mais facilmente poderem manipular, oprimir e robotizar os humanos.
                                               
A luta da Rússia, de Alexander
Dugin (e dos mestres e santas, e da fravashi persa ou musa-mártir Daria Dugina Platonova) e portanto nossa é esta: escapar e derrotar tais forças e tendências materializantes, mecanicizantes, e aspirar a comungar mais com a Divindade e as suas ideias-seres celestiais, de modo a vivermos e dinamizarmos a comunhão fraterna multipolar dos bens anímicos e materiais.
                               
Tenhamos p
ois atenção diariamente se estamos a ser manipulados, amilhazados, formatados, ou se pelo contrários conseguimos dominar tendências, paixões e sentimentos e, criativa, destemida e perseverantemente, comungarmos pela oração e a meditação com Deus e os seus Anjos, espíritos,  ideias, arquétipos, e vivermos sábia e amorosamente, escatologicamente optimistas (como Daria Dugina escreveu; muita Luz e Amor na sua alma) e invencíveis, tal como na demanda do santo Graal, do Homem ou Mulher integral em quem a Divindade viva brilha...
                                          

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

14 de Janeiro de 2025, comemoração do aniversário de Ali, o 1º Imam Shia. Com a música Tasbeeh Al Zahra'a | Haj Mahdi Rasoli.

                                       
Hoje 14 de Janeiro de 2025 comemora-se (intensa e ardentemente, e mais em Najaf) o dia de
nascimento de Ali Ibn Tabu Talib (e no interior da Ka'aba, em Meca), o 1º mestre ou Imam, e mártir da linhagem Shia, ou Shiita, ou Xita, sem dúvida uma das "religiões" (vias de religação espiritual e divina) mais generosas, místicas e martirizadas da Humanidade multipolar. Ali, primo, íntimo, secretário e guardião de Maomé, recebeu a sua filha Fatimah (ou al-Zahra, em persa) como mulher, dando origem aos doze Imams (onze líderes, martirizados, e o último, o Madhi,  que há-de vir), mestres, sábios, corajosos e inspiradores da grande fraternidade Shiaa espalhada por todo mundo e dos que aspiram à verdade e à justiça, que são a base da sua vida ética. Desfrute uma bela música (Tasbeeh Al Zahra'a |  Haj Mahdi Rasoli)  de homenagem e invocação de Hazrat (piedoso ou santo) Ali e Fátima, e fortifique-se, religue-se mais com ou através deste mestre e desta tradição muito valiosa e bem viva, seja muito fortemente no Irão, Iraque, Líbano seja mais  subtilmente nos nossos sentidos internos e consciência espiritual...
                                         
        Ali (600-661), ladeado pelos seus dois filhos Hassan (625-670) e Hussayn (626-680)
Mas quem foi Ali Ibn Abi Talib, nascido em 17 de Julho de 607 e casado com Fátima ou Zahra, a filha do profeta Maomé, e que abriu o sulco da linhagem religiosa dos 12 Imans com que se configurou a religião Shia, dentro da religião islâmica mas tão perseguida pelos mais fanáticos sunitas?
Como ganhou ele tanto poder nas alm
as dos seus companheiro, discípulos e devotos, até ser martirizado pelos seus adversários do califado de Meca, que ele dirigira como 4º califa desde 656 apenas por cinco anos, embora o profeta Maomé o quisesse logo como o seu sucessor e apenas a ambição e maldade de alguns o impediram de o ser, e assassinando-o depois a 28 de Janeiro de 661?
Imam Ali era e é certamente um espírito de uma qualidade imensa e intensa, sábia, e ainda hoje dotado de uma subtil omnipresença, que vindo numa missão de Luz Divina foi, tal como a de Jesus, atalhado pelos elementos e forças do Mal, como aliás tem sucedido tantas vezes, como podemos recentemente ver com os assassinatos do general Soleimani ou da jovem filósofa russa Daria Dugina, duas outras almas de grande luz, certamente mais incipientes na realização divina...
                                                 
Passados quase 1500 anos, socorra
mo-nos das palavras do próprio profeta Muhammad acerca dele, para admirarmos a espantosa proximidade e unidade entre os dois: «Ali é como a minha própria alma", ou ainda «Tu procedes de mim e eu de ti»; «Ali está com o Corão tal como o Corão está com Ali. Não se separarão  um dos outro até regressarem a mim no lago primordial ou paradisíaco (al-hawd)»; «Três coisas me foram reveladas respeitantes a Ali: ele é o dirigente dos Muçulmanos, o guia dos piedosos e o chefe dos radiosamente devotos».
Estes ditos de Maomé apontam para um estado espiritual de unidade divina entre os dois grande seres, que foi assinalado pelo próprio Ali confessando como ele e a 1º mulher do profeta Khadija foram os únicos que estiveram na montanha sagrada de Hira, nos sucessivos anos em que o Corão foi escrito, «Eu via a luz da revelação e da mensagem e aspirava a fragrância da profecia», e como foi ungido por ele na função de guia ou mestre perene.
Até o profeta desincarnar em 632, Ali foi quem esteve mais próximo dele, o seu discípulo e companheiro, tanto mais que desde os 5 anos fora educado por Maomé em sua casa, já que eram primos direitos, e o pai de Ali, Abu Talib, protegera Maomé, filho do seu irmão e que morrera cedo, e assim quando este reuniu os seus familiares e amigos para lhes dizer que Deus lhe falara e os chamava, foi só Ali que exclamou logo «Ó Profeta de Deus, serei eu o teu ajudante nisto, ao que Maomé respondeu Este é o meu irmão, o meu executor e o meu sucessor de entre vós, Escutai-o e obedecei-lhe».
                                     
Na fase da passagem de Meca para Medina e nas batalhas que se seguiram Ali foi o herói in
vencível, com episódios memoráveis tal o da batalha de Khaybar, em 629, tornando-se de facto após Maomé o chefe do Ahl al-Bayt, a sua Família (ahl) da Casa (bayt), e por extensão o povo da Casa descendente de Maomé. Mas além do guerreiro destemido, o Leão da Montanha, e do líder sábio e prudente o que o caracterizava mais era a sua ética viva e cavaleiresca de seguir a verdade com justiça e exercê-las sabiamente, manifestando uma generosidade e espírito de sacrifício imensos, características que passaram para a tradição e comunidade Shia, Shii ou Xiita, e em especial para o povo iraniano que tanto a acolheu e se impregnou...
Dos seus
ensinamentos espirituais partilharemos apenas uns raiozinhos neste dia do seu aniversário em 2025, e a partir da minha vivência, conhecimentos e um livro bom, que encontra em português, Justiça e Recordação. Introdução à espiritualidade do Imam Ali, de Reza Shak-Kazemi, editado em 2009 pela Bizâncio, com boa tradução de Luísa Venturini e que recomendo.
Um deles é o da valorização da nossa
 capacidade de alcançar os níveis perenes pois o intelecto, contemplativo das Verdades divinas que a sua fé lhe oferece, pode senti-las e vê-las pelo olhar interior do seu coração  e, sendo a busca e aquisição do Conhecimento profundo e da Realidade, e não das riquezas e posições, o que vale mais, pois enquanto as riquezas diminuem ao serem gastas, o conhecimento aumenta ao ser partilhado,  sendo a própria aspiração e apreensão do Conhecimento um acto de adoração a Deus.
É no discurso feito a
 Kumayil, extraído do Nahj al-balagha, a obra principal do seu diversificado ensinamento de pregações, cartas e ditos, que visualizamos o Imam Ali a ensinar ao seu discípulo, junto a um cemitério: «Ó Kumayl Ibn Ziyad, aqueles que acumulam  riquezas perecem mesmo enquanto vivem, mas os conhecedores perseveram enquanto o tempo subsistir; as suas formas [materiais] estão ausentes mas as suas imagens [espirituais] estão presentes nos seus corações. Ah! que abundância de Conhecimento [profundo e verdadeiro, haqiqa] existe aqui (apontando para o peito); que bom seria encontrar alguém que o recebesse», lamentando em seguida que um ou outro possível discípulo, que entendia tal riqueza espiritual e subtil transmissão, se deixara ora corromper pelos ganhos mundanos, ora, face a obscuridades ou dúvidas, perder a firmeza da visão sentida do coração.
Contudo os ami
gos da casa do Profeta e de Deus, Ahl al-Bayt, a comunidade mística dos amante e conhecedores de Deus e da sua verdade e justiça, nunca deixarão de existir afirma em seguida no mesmo discurso:«Mas na Verdade, ó Deus, a Terra nunca estará vazia daquele que partilha ou estabelece as provas [da existência e presença] de Deus, quer abertamente com publicidade ou receosamente na obscuridade, a não ser que as provas e elucidações de Deus ficassem sem valer nada... Mas  como estes tais [discípulos da Verdade, e amigos de Deus] - quantos existem e onde? Por Deus, podem ser pouquíssimos em número, mas com Deus eles são os maiores em nível [hierárquico]. Através deles, Deus preserva  as Suas provas e elucidações, para que eles posam  confiá-las ou transmiti-las aos seus pares e semeá-las nos corações  que se lhes assemelham.»
Eis-nos com
 a essência da via Shia e de Ali (Ali, Ali...): o coração em acção seja a dar ou a receber, e atingindo a devoção e aspiração que torna o coração sensível, capaz de agir corajosa e justamente no mundo físico e alcançar-penetrar o mundo transcendente e sentir ou ver a Luz Divina, ou mesmo a Realidade Divina.
E Hazrat Ali continua exaltand
o ou apelando aos Amigos de Deus, aos companheiros da Casa de Deus: «Através deles, ou neles,  o conhecimento (haqiqa) alcança ou penetra (hajama) a visão íntima da realidade. Eles celebram na sua intimidade (com) o espírito da certeza; tornam fácil o que os superficiais  consideram difícil, e confraternizam  com o que o ignorante considera estranho. Com os seus corpos acompanham o mundo, mas os seus espírito estão ligados (ou vinculados) ao domínio ou plano transcendente.
São os vice-regentes (califas) de Deus
na sua Terra, os que convocam para a Sua religião (do coração). Ah! Como anseio vê-los (ou encontrá-los)! Vai agora, Kumayl, e sê e age como deves.»