quinta-feira, 20 de março de 2025

O uivar da noite, o yoga das mil gerações, e um poema-oração do amor ao Anjo e a Deus. Dum diário.

Smirnov-Rusetsky. Anjos de vigia.

Da demanda em diários antigos de encontros e diálogos com o Afonso Cautela, para o seu In-Memoriam, vou transcrevendo para o blogue alguns poemas-orações, ou pequenos textos:

«Retomo a escrita neste caderno [diário] pois o outro desapareceu há dias. Hoje são 6 de Fevereiro[de 1990], o vento cobriu a santa noite do seu desesperado uivar e arremessou-se contra as janelas procurando entrar nos quartos, camas e almas.
Acolhi a noite de braços abertos, enlacei-a
na minha procura de repouso e saúde.
Num dos sonhos alguém me dizia que o meu yoga, agora, tinha o poder das mil gerações. Ou seja, penso eu, que vinha de várias reincarnações. Ou então, que estou ligado a linhas de tradição imemoriais. Ou que a minha união ou yoga era mais completa...


Rezamos poucos, meditamos pouco.
Muito mais faziam-no os cavaleiros do Amor.
Os que nos falta para tal? O fogo do Amor?

Ó meu Deus, ajuda-nos a orar.
Abre-nos às tuas inspirações,
para a nossa alma a Ti se ligar
e aos santos, mestres e anjos.

Que as tuas forças desçam sobre nós
e sobre todos os que precisam delas.
Que a saúde, a paz, a alegria estejam connosco.
Que este novo dia seja feito com tua Presença.

Ó meu Deus, quero-te amar mais,
quero ver e viver sempre a verdade.
Auxilia-me com o teu discernimento,
Anjo, torna-me mais clarividente.
 

Sem comentários: