Meditação nocturna razoável. Foquei no Anjo: o Anjo está ao nosso lado, e pode interpenetrar a sua aura com a nossa. E provocar até um pequeno choque vibratório electro-magnético. E pode estar por cima de nós, e atrás de nós, como que sobrepujando-nos. Vive numa pluridimensionalidade e subtileza maior que a nossa.
O anjo não olha para Deus
externamente, pois a Divindade está em si internamente.
E não precisa de alimentos porque recebe constantemente a luz divina ígnea e amorosa.
O anjo não pode fazer tudo o que lhe pedimos, mas derrama ou deixa sair de si ou através de si sempre certas energias da sua presença e ser, e da Divindade, quando o invocamos. Temos é de preservar algum tempo para as conseguirmos sentir ou ver, ou acolher. Depois há que complementar o que recebemos pela acção física irradiante nossa. E cultivar alguma gratidão por eles...
A visão dos anjos e demais espíritos celestiais, provinda do Irão mas presente na maioria dos povos, sofreu influências da filosofia e cosmovisão grega, sobretudo do neoplatonismo de Proclus, e gerou no Cristianismo as dez ordens, que na realidade não existem como tal nem com as atribuições variáveis que lhes fizeram, desde os primeiros tempos do Cristianismo já doutrinário e em que dois tipos de escalonamentos ou graus hierárquicos foram apresentados, os de S. Gregório e de Dionísio Areopagita, até aos últimos tempos em que estamos no qual a proliferação da comercialice abateu todos os muros do bom senso e da sabedoria, como vemos em tanto livro estilo new age sobre Anjos, tais os de Doreen Virtue, Monica Buonfiglio, Sylvia Browne e Haziel, e sobre os quais escrevi alguns artigos, tal: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2017/08/livros-sobre-anjos-os-melhores-e-os.html
Para além dos Anjos e dos Arcanjos, que nos são acessíveis, e os níveis mais elevados conhecidos como Querubins e Serafins que se admitem como reais, praticamente tudo o que se diz ou escreveu sobre as diferentes hierarquias é pouco de clarividência segura e muito de imaginação, especulação.
Devemos contar com o nosso Anjo da Guarda, e os anjos e arcanjos com diferentes capacidades ou funções, como os da inspiração, da cura, da fortaleza, da liberdade, e mais vastos os da nações, povos e estados. Sobretudo importante e mais acessível é o Arcanjo de cada país, e devemos saudá-lo ou sintonizá-lo com regularidade.
Os anjos tem uma aura especial, luminosa, intensa, e para os recebermos seja os nossos ambientes externos como internos do nosso coração e desejos devem estar o mais harmoniosos, limpos e luminosos possíveis.
Um ser ou um local em que se invocam com regularidade os Anjos permanece com uma vibração mais delicada, grave, serena.
Se abrimos com regularidade o nosso coração aos Anjos, brotam mais facilmente mantras ou jaculatória luminosas do nosso peito e o mundo espiritual interior abre caminho até à nossa consciência, e qualidade dos sonhos melhora.
Se os invocamos, os Anjos podem assistir e cooperar nos nossos empreendimentos e demandas. Por isso se rezava, cantava logo de manhã ao Anjo da Guarda. Em verdade, ao o saudarmos e meditarmos, estamos a elevar a nossa mente e alma, no fundo a angelizá-la, ou seja a fazê-la comungar mais com o Logos divino, a essência do Anjo, mensageiro da Divindade entre nós...
Temos pois de lhes prestar mais atenção, amor, aspiração, no dia a dia, ou em certos momentos tal o matinal, o que não é fácil dada a pressa ou a dispersão em que nos movemos ou nos envolve. Termos então algumas imagens dos Anjos na nossa casa, quartos, computador é benéfico, pois esabilizam quartos e salas, sobretudo se as contemplamos e com elas e a elas oramos
"Meu Deus, meu Anjo," é uma jaculatória que se pode repetir frequentemente e com bons efeitos.
Outra é "Anjo da Guarda, Arcanjo de Portugal (ou do Brasil), Deus ou Divindade, eu vos amo e invoco."
Boas respirações, inspirações e visões angélicas! Boas irradiações de discernimento e justiça, de alegria e paz para tanta gente ainda amilhazada. Lux, Pax, Amor!
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