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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Uma oração poema a Deus. Da folha 113 dum diário já antigo, e agora melhorada na Lua cheia de Wesak.



 
Deus,  origem da Vida e ícone brilhante,
sabemos que estás em toda a parte
mas nós penamos por te achar na felicidade
e remamos cansados de escolas e livros no Oceano. 
 
Desce sobre nós a tua mão sagrada,
   abençoa-nos com o calor da tua Presença,
      que o Teu Nome e vibração seja fogo na matéria.
 
Do alto dos Céus, na imensidão do Espaço,
Tu estás no Centro, Um só Infinito,
ardente de Amor e solidão na Unidade do Espírito Santo. 
 
   Para ti acordamos ao nascer do dia,
quando aTua face radiante aquece as nossas vestes
e dentro de nós ritmos e movimentos quentes
nos levam à acção dum novo dia,
para Te manifestar, para Te levar a conhecer e a amar.
 
Tu, cósmica cruz, és imagem de nós de braços abertos
às correntes planetárias e recebendo as bênçãos do Céu
para nos tornarmos Teus inspirados ou ungidos,
mistério sagrado do nascimento da Primavera,
do Menino do Espírito e da nova Era em nós.
 
Ó Deus, sopra em nós o Amor e a Luz da tua Essência,
    a voz e modulação da tua Consciência e Vontade.
 
  
Vem, ó Deus, ó Deusa, ó Divindade,
qual Lua Cheia curativa e iluminadora,
brilha e irradia mais no nosso coração e seres. 
 

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Espera-te a tua Luz, poema espiritual. Com uma música harmonizadora de Bruno Gröening...

Dum bloco de notas já bem antigo...

Sê bem vindo, meu filho,
donde vens tu, triste?
Porque te encheste de futilidade
e de estranhas necessidades?

Agora o tempo é tarde,
sabe a um canto acre.
Recebe o teu dom e parte
porque a hora é de remate.

Os pássaros cantam nos ninhos
os galos acordam para o nascer.
Recebe a luz que vem dos moinhos
como o vento que te faz estremecer.

Enfim, que saibas atingir a tua perfeição
E consigas com Deus entrar em comunhão,
Sabedoria e amor que conhecerás na realização
de que Deus é tudo e tu apenas um irmão.

Vem, de mãos dadas
subiremos o monte da Luz
e receberemos as datas.
Vem, espera-te a tua Luz.

                       

quinta-feira, 20 de março de 2025

O uivar da noite, o yoga das mil gerações, e um poema-oração do amor ao Anjo e a Deus. Dum diário.

Boris Smirnov-Rusetsky. Anjos de vigia.

Da demanda em diários antigos de encontros e diálogos com o Afonso Cautela, para o seu In-Memoriam, vou transcrevendo para o blogue alguns poemas-orações, ou pequenos textos:

«Retomo a escrita neste caderno [diário] pois o outro desapareceu há dias. Hoje são 6 de Fevereiro [de 1990], o vento cobriu a santa noite do seu desesperado uivar e arremessou-se contra as janelas procurando entrar nos quartos, camas e almas.
Acolhi a noite de braços abertos, enlacei-a
na minha procura de repouso e saúde.
Num dos sonhos alguém me dizia que o meu yoga, agora, tinha o poder das mil gerações. Ou seja, [penso eu], que vinha de várias reincarnações. [Ou então, que estou ligado a linhas de tradição imemoriais. Ou que a minha união ou yoga estava mais forte ou perfeita...]

Rezamos poucos, meditamos pouco.
Muito mais faziam-no os cavaleiros do Amor.
Os que nos falta para tal? O fogo do Amor?

Ó meu Deus, ajuda-nos a orar.
Abre-nos às tuas inspirações,
para a nossa alma a Ti se ligar
e aos santos, mestres e anjos.

Que as tuas forças desçam sobre nós
e sobre todos os que precisam delas.
Que a saúde, a paz, a alegria estejam connosco.
Que este novo dia seja feito com a tua Presença.

Ó meu Deus, quero-te amar mais,
quero ver e viver sempre a verdade.
Auxilia-me com o teu discernimento,
Anjo, torna-me mais clarividente.

terça-feira, 4 de março de 2025

Poemas antigos, dum caderno diário.


Onda alta e redonda
Meu mal espanta sem sonda.

Barco velho e revelho
Solta as amarras do lodo que não quero.

Vento que tanges as liras
rebenta as cordas que nos prendem aos dias.

Sol que abençoas os que trabalham
faz os corações reverdecerem no orvalho.

Sentinelas, não há inimigos a temer
E a aurora já está a chegar. 

Só polícias é que estão crescendo
porque as ruas de vícios se vão enchendo.

Chega, chega velha Era,
agora vem o Desejado.

Este que aqui aporta és tu próprio,
descoberto e manifestado.

Ser de Luz, em comunhão com Deus
irmão de todos, vivente da Eternidade:
- Melhorar, melhorar a Humanidade 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Três orações poemas, manuscritos verticalmente, rumo à Divindade.

 

Escritos em sucessivos dias, os dois últimos em Fevereiro de 2024. O primeiro já fora publicado. Vocabulário estrangeiro: Dharma, dever ou missão. Rita, Ordem do Universo, Logos, Inteligência, Razão, Palavra, Verbo. Tao, o princípio e ordem imanente da manifestação. Satsanga, companhia, associação, discurso, na Verdade. Sampradaya, comunidade que segue uma tradição. Umma, a comunidade dos fiéis, vivos e mortos, do Islão. Houve pequenas alterações ao transcrevê-los.

                                                      I

DEUS,
só Ele
sabe plenamente

na luz 
sábia
e dinâmica

quem é.

 E nós?
Nós somos o Ser
e o não-Ser
ora somos
ora não somos,
mas aspiramos a ser
mais plenamente;
e eis as religiões
e espiritualidades.

A busca da entrada
na nossa intimidade
onde está a Divindade
é altamente valiosa
e harmonizadora,
em tudo e todos.

Eis o que inscrevemos
aqui e agora:
- Aspira a que Deus
desça mais em ti,
nasça mais em ti!

    Aum, Amen, Hum.

                                                      II
A Divindade desce sobre nós
quando muito a invocamos.
Desce do Alto,
por níveis e elos,
e pela cabeça até aos pés,
unindo o Céu e a Terra,
num eixo dos mundos
vivo em nós e nas árvores,
nas colunas e na Natureza.

Escreve, pensa, medita,
ora e fala com o coração
e o olho espiritual abertos.
Sê grato à sua Luz,
e comunga pela
    justa liberdade multipolar
no corpo místico 
da vera Humanidade,
  que nos religa 
à íntima Divindade!

III

Ó Brilhante Luz
que nos geraste e iluminas,
Ó Divindade
íntima e subtil,
que em nós habitas,
Ó fonte do Amor,
e da Sabedoria,
torna-nos mais abertos
ao Teu Projecto,
Plano, Ordem,
Plenitude,
Dharma e Rita,
Logos e Tao!

Saibamos fluir
criativamente
com os Anjos, Mestres
e seres afins
na Tua imanente companhia,
em satsangas, sampradayas
e ummas brilhantes,
gerando amor e paz,
justiça e fraternidade,
entre todos os seres,
na multipolaridade
que deve triunfar,
para estabilizar no bem
a reunida Humanidade,
sob a tua Luz, ó Divindade!
 

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Poesia do Caminho espiritual. Escrito não há muito tempo e avistado e concluído hoje.

Mosteiro dos Jerónimos. Anjo de música subtil, inspirai-nos...

Escreve com toda a alma
aberta ao som subtil e misterioso.
Toda a vida é cruzada arduamente
   agora é a hora da harmonia Divina.

Tão curta é a vida humana
para a grandeza potencial espiritual,
pois poucos  mergulham e agarram
a chama do Amor e do Espírito.

Com a idade e a não-ambição,
com o silêncio e a gratidão,
é possível sentir Deus no interior,
não nos dispersando no exterior.

Portanto, mantém-te calmo e em ligação
e a alma brilhará tanto como o teu coração.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Um poema espiritual, num diário de 1990, Maio.

 Escrito em Maio de 1990, sob uma indicação: Encontros com algumas pessoas ao acaso

Discorreram-se páginas da história,
invocaram-se altas teorias,
socorreram-se os atarantados dogmas,
esbracejamos pelo não naufrágio
nas águas turvas dos hábitos.

Recolhemos memórias do passado,
Comungámos em certos momentos
em que os olhares puderam dizer amor
e sentir e admirar o ser humano real.

Cada ser tem a sua vocação
e ela é plena e autêntica,
se é sentida e vivida
        e em atitude espiritual assumida.

Cresce a consciência pela união dos 3,
corpo, alma e espírito,
Cresce o Amor subindo do desejo,
vencendo violências e egoísmos,
já sem prazeres nem sacrifícios
antes chama calma e inteligente.

Muitos mistérios rodam o mal,
não será possessão nem diminuição,
antes uma falta de consciencialização
do que é verdadeiramente o melhor.

Corremos horas e horas sem fio
Ora velando-nos ora desvelando-nos.
Caíramos por fim nas areias exaustos
enquanto os barcos aportam às praias
trazendo consigo mensagens e convites
que nos remoçam e nos fazem partir.

Aventureiros, messiânicos todos o somos
mas é em nós que temos de erguer a Luz.
Não basta a erudição nem a tradição,
é preciso a experiência e a comunhão
com o espírito, anjos, mestres e Deus.

Transmitirei ensinamentos espirituais
pelos pesquisadores descobertos,
pétalas da rosa da alma,
sangue do cálice sagrado,
raios e ondas do Sol Eterno,
       comunhão na Unidade Universal. 


Pingos Fluidos, nos jardins de Lisboa. Um poema, numa aurora de 1994.

        [1994, dum diário]      Aurora. 

PINGOS FLUIDOS

Os jardins da Lisboa recatada
são despertados pelas odisseias e laudes
desferidas pelos anónimos cantores
que, na linguagem dos pássaros,
se inebriam nos píncaros de suas visões
do resplendor solar e divino.

Quando tentamos com eles vibrar
sentimos o peso do nosso intelecto
incapaz de sublimar todo o cérebro
numa simples canção de amor e louvor.

Fremem de alegria, esfuziantes,
transmissores de ocultas mensagens
que silfos e elementais do ar
lá fabricam com o invisível Espírito.

Nós, adormecidos ou fatigados os corpos,
temos de despertar, aspirar e batalhar
para que a circulação irrompa de novo
e corpo, alma e espírito se realinhem.

Braços e coração abertos ao astro divino,
Cresce no nosso peito oculto resplendor:
Saibamos no dia vencer as limitações
e gerar belas e divinas manifestações! 

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Um poema espiritual nestes tempos que correm e por eles. Com pintura de Nicholas Roerich e de Bô Yin Râ.

Nestes tempos de transição mundial
Quando a guerra queima tanta alma,
Que poderemos nós desejar
senão  o discernimento da verdade
raiar no horizonte, dissipar ilusões,
arredar os criminosos do poder
fortificar a justiça e a fraternidade?

É certo que corpos e almas entregam-se
ao Amor e à Unidade, melhor ou pior,
ou conferenciam, oram e meditam pela paz,
mas serão suficientes tais emanações
para mudar o curso dos acontecimentos
e converter os mais egoístas e opressivos?


Haverá que refluir mais sobre nós
e, na comunhão interior procurada,
alcançar aquela paz e ligação espiritual
que acalma as tempestades e ódios
e permite a Luz divina nos banhar
e sobre os seres e o mundo se derramar.

A Primavera entrou e o Verão já espreita,
e o que semeamos colheremos.
Saibamos amar o que deve ser amado
e sobretudo quem mais deve ser amado,
não por dever ou obrigação
mas por  aspiração de apoio e comunhão,
por intuição das afinidades electivas
que nos impulsionam para a iluminação.

Talvez assim se vão entrelaçando
almas, famílias, grupos e povos
em actividades criadoras e libertadoras
que realizarão e viverão mais
a Unidade divina e espiritual,
para além das tensões e conflitos,
no ritmo do coração dado à compreensão.

Lisboa, 26/4/23, 21.07