Recebo algumas cartas: Lemam, da Nova Zelândia. Diz que uma vaga de medo controlado por uns poucos influencia muitos. E pergunta se há sítios [bons] em Portugal? - O sítio é a nossa própria alma. Quando estamos em paz connosco estamos bem em toda a parte. Certo que há grandes medos a serem lançados sobre o mundo, como eu ontem senti em relação ao meu trabalho espiritual: nasceria um aborto, ou uma criança envelhecida, isto pelo prematuro ou pelo tardio da nossa ligação energética com Deus. Pode ser que em função do que experimentei e sofri no passado já não devo ter de conhecer os planos intermédios entre a Terra e o Espírito. Mas libertar-nos do medo e cumprir o nosso dharma presente é fundamental. O meu agora é estabilizar o mental para a descida do espiritual
Carta do Afonso Cautela. Há alguns terrenos no Alentejo, mas são sítios isolados. Pergunto-me qual deve ser a minha missão, e como posso estar já a procurar sítio, se não sei o trabalho que irei assumir mais? Como poderei escolher já o ambiente? Primeiro tenho que saber da missão, o que equivale a uma iluminação maior do propósito desta vida, pelo que só depois disso lhe darei notícias. [Uma rara carta do Afonso, e que espelha o seu apoio ao meu ideal de encontrar um terreno para um centro de yoga, espiritualidade, agricultura biológica, comunidade ou família...]
Chega-me um reclame de propaganda do ashram do Vishnu Devananda, do Canadá, dizendo que estamos a entrar no séc. XXI e que devemos preparar-nos física e psiquicamente para a auto-suficiência. É interessante realmente existir um ashram já dentro destes moldes, com casa alimentada a energia solar e uma comunidade ao serviço do país.
Carta do Brasil, do Aureliano Tavares [ceramista, casado com a Maria João, também ceramista, que tiveram a Mufla, em Lisboa, amigos do Carlos Barroco e da Nadia Bagioli] Pergunta, qual é o melhor caminho (rápido) espiritual? - Só há práticas pessoais, conforme o estado de cada um. As práticas visam purificar e harmonizar os corpos subtis, os nossos níveis psíquicos, para que se dê a acoplagem com o alto, com o espiritual e o divino. Ora cada ser precisa precisa de trabalhar mais aqui e acolá. Por isso são precisos os Mestres, seres que já subiram e vêm o que se passa nos outros e lhes ensinam o que devem fazer. Eu estou a aprofundar esta subida para poder transmitir,
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O Yoga é ecologia, é a purificação individual das fontes "desecológicas" do egoísmo e da ignorância.
Viver Deus no contacto com o exterior, corresponde a ver Deus ou a sua energia em tudo, e logo estar em amor, mas lutar para corrigir o que está errado, e para tal o Yoga enquanto ligação entre o coração e o cérebro ajuda.
A Verdade é só uma e é pelo silêncio que ela se escuta.
O prana [a energia vital em partículas] solar pode ser absorvido ou sorvido pela boca.
Sobre o espírito este só se manifesta [ou manifesta-se mais...] se acreditamos ou nos dirigimos para Deus, pois este é a sua essência. Não em nome da Verdade, da pureza, do altruísmo. Mas Deus. Yoga é a ciência da união com Deus, depois com o Universo, depois consigo próprio. Pati [Deus, Shiva] e Pasu [a alma individual, e encadeada (pasa)] na terminologia da Sidhanta, [uma filosofia do sul da Índia
Nestas sadhanas [práticas psico-espirituais] longas pela noite fora, em que Deus é invocado e muito do passado vai sendo queimado na aspiração ao Alto, os nossos amigos das forças demoníacas resolvem atacar quando começamos a enfraquecer e nos preparamos para dormir. Estando um pouco virado para o lado direito, eis que queriam entrar na minha cabeça pelo lado esquerdo. Antes aparecia numa espécie de imagem um máquina de ver se se se fala a verdade e que consistia em fazer uma pergunta e depois havia duas luzes, uma se era verdade, outra se era falsa. E o princípio consiste em que acendia-se a luz e o olhar da pessoa perguntada dirigia-se logo para a certa [ou correspondente].
Ao abrirmos o chakra cardíaco ficamos muito expostos [ou sensíveis] e por isso fraternidades e mestres se formaram [para gerar certas orientações e controles]. Por isso se ensina também que a vontade tem de ser elevada ao rubro, numa firme confiança no Cristo interno. "Eu e o Pai somos um",seja o teu bordão.
Antes de me deitar, um miúdo gritara "é um ovni, é um ovni", em brincadeira [certamente]. E eu resolvi abrir a janela para cumprimentar um pouco tal vibração da criança, e mal estava a fazê-lo quando se ouviu a voz do pai: "Parto-te a cara". As pessoas estão entregues aos seus prazeres [ou às suas concepções opressivas dos outros] e não querem ser despertas para a luz. [E quem sabe se foi a voz e as energias de tal pai, que depois senti como forças demoníacas a tentarem entrar na minha cabeça, e talvez até da criança, como de facto tal brutalidade de comportamento indica?]
Lux, Amor, Pax....
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