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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Breves meditações (1ª) ou ensaios sobre a Sabedoria.

  A Sabedoria, Sophia, em grego, é tanto o conhecimento verdadeiro dos seres e das coisas, como um aspecto, atributo ou face da concepção que podemos obter racional, intelectual ou visionariamente da Divindade ou Ser Primordial,  fonte da harmonia universal, podendo ser vista como a substância divina animadora tanto de Si mesma como do Cosmos e seres. 

A Divindade, sendo Omnisciência e Omnisapiência, é Sabedoria, Conhecimento verdadeiro ou Gnose, mas também Amor  e outros atributos ou qualidades que conseguimos discernir no seu esplendor transcendente e na sua manifestação na ordenação bela dos seres e universos.

Ascendentemente, partindo da Humanidade, a mais elevada sabedoria, ou mais elevado conhecimento que podemos  realizar é o  do Espírito divino, dos mundos espirituais e de  Deus ou Fonte Suprema, donde poder chamar-se Teosofia, a Sofia ou Sabedoria divina, a tal conhecimento, que exige sempre a graça ou benção divina para a obtermos, e implica um caminho de merecimento, aperfeiçoamento, purificação, iniciação e iluminação, no qual se vai captando ou discernindo mais o Divino no Universo, em si, nos outros. Donde  brota o vivermos mais harmoniosamente na Unidade divina, em prudência, temperança, comensurabilidade, fraternidade, ética, veracidade, amor, serenidade.

Viver bem a Sabedoria divina que se vai compreendendo implica uma constante superação dos aspectos e comportamentos egoístas e superficiais e a adopção dum modo de vida dotado de práticas purificadoras e unificadoras, tais as da alimentação, respiração, concentração e meditação, para assim nos harmonizar, purificar e convergir e reunificar aos níveis do Espírito e do Divino. 

Estas práticas sábias e que espelham a aspiração ou amor à Sabedoria Divina são múltiplas, encontram-se em todos os povos e tradições, e ligam-nos às energias cósmicas, à respiração, à voz, som e palavra, aos ritmos e ciclos e no fundo apuram a consciencialização da alma e do espírito, dos corpos, cérebro e centros de forças  subtis, e suas circulações e abrem-nos aos princípios e leis cósmicas, aos grandes seres e níveis da Divindade e ao Todo ambiental pluridimensional.

A Divindade é para o ser humano um mistério que o ultrapassa sempre, pois ela é Infinita  e ele não o é, apesar de ser uma centelha divina nos corpos visíveis e invisíveis, e assim é bastante limitadamente que o ser humano obtém compreensões, percepções, sensações, fés, intuições, visões da ordem do Universo e da Divindade. Contudo grandes religiões, teologias, realizações, ensinamentos e discursos incidiram sobre Deus e os deuses com mais ou menos sabedoria, mais ou menos conhecimento certo, pelo que devemos discernir e revisitar o que de melhor, mais verdadeiro e mais sábio tais religiões e mestres alcançaram e nos chega como Tradição viva.

2 comentários:

Anónimo disse...

Muito interessante! Salvé Pedro!

Pedro Teixeira da Mota. disse...

Graças muitas! Sábias realizações!