sábado, 10 de outubro de 2026

Breves meditações (4ª) ou ensaios sobre a Sabedoria.

A Sabedoria é uma das faces ou princípios pluridimensionais divina mais manifestada pelo ser humano.
Ela permeia tudo o que acontece, e une os mundos e os seres em múltiplos níveis, desde os mais práticos e visíveis até aos mais subtis e elevados ou mais profundos mas poucos são os que demandam e atingem os seus píncaros ou profundidades e compreendem bem os seus símbolos e sinais e os vivem e unificam em si próprios.
É no peito de cada ser humano que o culto da Sabedoria deve ser trabalhado perseverantemente, pois a Sabedoria está sempre rodeada, ou envolta ou submersa por muitos véus de aparências enganosas, de instintos possessivos, de ignorância descuidadas. Por isso ao longo dos séculos  erguerem-se grupos fraternidades, escolas de sabedoria, tais as de Pitágoras, as das confrarias dos Mistérios, as sodalidades ocidentais, as fraternidades esotéricas islâmicas, hindus, taoístas ou as ordenes religiosas cristãs, todas elas ajudando a purificação e instrução e aperfeiçoamento dos seres na realização espiritual e unidade do ser, do universo, da Identidade Suprema.

Gnothi seauton, "Conhece-te a ti próprio", é uma das máximas fundacionais da sabedoria grega, proveniente da Tradição, nomeadamente popular, e formulada ou atribuída a Tales de Mileto, um dos Sete Sábios da Grécia, dos séc. VII e VI,  canonizados como tais, sendo a cada um deles, Tales, Sólon, Bias, Quílon, Periandro, Pitaco, Cleóbulo, atribuída uma máxima ou símbolo de sabedoria moral, a maioria delas no sentido da prudência.

Como seta afirmante da da necessidade da auto-gnose e para se entrar na esfera do mais sagrado, ela estava inscrita  em Delfos numa das colunas do pronau ou entrada do templo de Apolo, o deus do Sol, mas onde ainda pontificava, vinda da matriz da Grande Deusa, uma pitonisa ou sibila inspirando as almas no Caminho. 

Relembra-nos  tal lema, intenção e bussola, que devemos ser perseverantes no árduo caminho do conhecimento e da perfeição, quais eixos ou colunas na Sabedoria perene que une os mundos, os seres e a Divindade.

Nos nossos dias, de ruínas mas ainda de fogo (Atar, Agni, Ignis) da Sabedoria e Amor
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