Neste ensaio Henry Corbin começa por apresentar um dito do Profeta Muhammad segundo o qual Zaratrusta foi um profeta enviado pelo Senhor do Amor e cujo culto nos templos do Fogo (attar) simbolizava e invocava o Amor Divino,

Henry Corbin vai então, na peugada de alguns místicos e gnósticos, realçar que «na vida destas duas princesas, ou nos seus sonhos, e visões, intuições e premonições, quem mais surge é Fatima, a filha do profeta, que foi saudada misticamente também como Virgem-Mãe, a qual vem a identificar com a Sophia celeste, a santa Sabedoria que tantos místicos e gnósticos cultuaram, nomeadamente ou em especial a tradição russa com Soloviev, Berdiaev, Florensky, ou mesmo Nicholai Roerich (na pintura) e Alexander Dugin.
Henry Corbin não pode provar a afirmação de que Fátima, uma das filhas de Maomé, seria uma virgem-mãe, pois a sua demanda não é a da história objectiva e crítica, e ele próprio o diz, mas sim da real vivida pelas almas e no fundo a metafísica, imaginal e mítica, pelo que factos ou aspectos sem terem necessariamente efeitos causais evidentes são assumidos como simbolizações de realidades superiores e mitos actuantes nas almas.
Se tal designação for tomada num sentido simbólico em relação à sua feminidade divina, e que está presente virtualmente em toda a mulher, a qual é tanto Virgem inspiradora como Mãe educadora, embora depois se actualize mais num ou outro aspecto conforme o seu devir relacional, creio que estaremos todos de acordo. Mas fazer crer-se que era um ser divino, ou a mãe de Deus, que não teve relação sexual, que teve eventualmente até uma união com o Anjo, parece-nos uma mitificação desnecessária, que pode até retirar alguma sacralidade à mulher normal, ao casamento, à geração natural, recorrendo a uma intervenção divina ou à divinização extraordinária ou única de alguém, pois a possibilidade de se gerarem seres ungidos cai em todos os casais luminosos, que se preparam para tal e o merecem, e a virgindade é sobretudo um estado de pureza psíquica.
Acrescenta em seguida um hadit ou dito de Maomé bem profundo e valioso e que em muitas tradições místicas foi trabalhado e que eu até decifrei em equações interrogantes de Fernando Pessoa: "Aquele que conhece Fatimah tal qual ela é, esse conhece-se a si mesmo. Ora quem se conhece a si mesmo, conhece o seu Deus."
Este dito atribuído ao profeta do Islão instalaria Fatimah, «como símbolo eminente do Si (em francês, soi) e ter este conhecimento de si, é ter conhecimento do seu Deus».
O Eternamente feminino da Essência Divina, embora se manifeste sob símbolos e nomes no sufismo islâmico com outros nomes, dirá Henry Corbin, é em Fatimah Zhara, a Fátima resplandecente, que atinge o máximo, pois assinala a continuidade da sacrosanta luz do mazdeísmo, Xvarnath, a Luz da Glória Divina numa mulher, num corpo material e espiritual.

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Declaração da Guarda Revolucionária Islâmica após o martírio do Líder da Revolução.
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Expressamos as nossas condolências e, ao mesmo tempo, as nossas felicitações
pelo glorioso martírio do piedoso sábio, líder e chefe dos mártires da
Revolução Islâmica, guia dos esperançosos e legítimo representante do
Imam Mahdi — que Deus apresse o seu aparecimento —, Imam Khamenei — que
Deus o abençoe —, ocorrido no abençoado mês do Ramadão. Estendemos estas
palavras ao Imam do Tempo — que nossas almas sejam sacrificadas por ele
—, à Ummah Islâmica [à comunidade dos crentes] aos grandes mártires e sábios e à nobre nação do
Irão... 

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