segunda-feira, 30 de março de 2026

O Logos Iraniano, por Alexander Dugin. 3ª parte dos diagramas conceptuais do seu livro Noomachia. A Tradição indo-iraniana e cósmica e os seus valores.

 Continuamos a apresentar os diagramas do valioso livro de Alexandre Dugin, Noomakia, a Guerra das mentes, escrito em 2016 e resumo e partilhado agora por ele em https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos

                   

                  A Matriz Septenária: os Exércitos do Cosmos.

    Espírito Mente Ahura Mazda (sabedoria) X Angra Mainyu Mal

        Vohu Manah Logos (Bom pensamento) X Aka Manah, Mau P.

      Cosmos Aisha Vahista,elevada Ordem X Druj, mentira

      KshathraVairya, Poder sólido) X  Dushae Kshathra Poder mau

Terra. Spenta Armaiti, santa devoção X Taramoiti,raiva

Água. Arvahat, Integridade   X Tarshna sede

 Plantas, Ameratat, Imortalidade. X Plantas (shud)    Fome.

Nesta tabela encontramos os sete atributos divinos, também vistos como espíritos celestiais, ou arcanjos, e os níveis cósmicos, terrestres e humanos que regem, bem como as forças do mal que a eles se opõem. É a visão da guerra santa. Só podemos assumir na nossa vida psíquica estas qualidades e saudar os arcanjos e atributos divinos como sentirmos ou conseguirmos. Mas relembremos que estamos numa guerra e não devemos desanimar ou desistir face aos ataques das qualidades negativas que as pessoas ou mesmo entidades negativas lançarem contra nós.

                                  

 O Logos iraniano partilha as suas origens com os mundos Helénico e Védico, descendendo de nómadas arianos Euro-asiáticos (Turan). Esta antiga visão do mundo estruturava a sociedade como um reflexo da ordem cósmica.

1ª Athrava. Os sacerdotes, guardiões do fogo sagrado e de Asha (ordem). Análogo aos Brâmanes indianos.

2º Rathaeshtar. Os Guerreiros, a Nobreza. Os condutores das quadrigas. O Shahanshah, rei dos Reis, senta-se no ápice.

3º Vastryo Fhsuyant, os Produtores. Pastores e agricultores, associados com a terra, a água, a prosperidade.

                      

      A geografia sagrada. O eixo cósmico e as sete Karshvars

O eixo vertical. A montanha cósmica, Hara Berezaiti, age como uma espinha do mundo ligando o plano terrestre ao fogo celestial [Attar, Agni]

A região do centro, Khvaniratha, a região central e mais larga, identificada como a terra dos arianos, Airyo sayana.

Metafísica imperialO Shahanshah, rei dos Reis, terrestre, rege como o senhor dos 7 Karshvars, ancorando a Ordem Cósmica no plano físico político.

                           

                 Metafísica do tempo. (História Linear)

Visão interna: A história é o produto da civilização iraniana. As culturas limitadas pelo  tempo  cíclico não tem uma verdadeira escatologia.

O engenho do Tempo. O tempo é criado pela fricção da guerra. O tempo é expectação. Só possui significado se possui um fim: a total destruição das trevas.

O Definir do Futuro. Ahura Mazda, foi, é, e será. Angra Mainyu, foi, é, mas não será. A característica ontológica definidora do futuro é a ausência absoluta do Mal.»

Eis-nos com mais quatro diagramas da tradição iraniana, em si, e na visão ou hermenêutica de Alexandre Dugin, sempre muito boa, embora possamos ter reservas quanto a um ou outro aspecto, tal o que finaliza o último diagrama: «A característica ontológica definidora do futuro é a ausência absoluta do Mal.» Se isto é verdadeiro e real nos planos espirituais, já nos planos subtis e materiais ainda haverá no futuro bastante mal nos seres humanos, ou mesmo nas entidades adversárias dos sete Spentas, discriminadas no 1º diagrama. Mas certamente devemos lutar contra os diversos tipos de mal que tanto oprimem a humanidade como cada um de nós, e tal é a verdadeira guerra santa, a jihad, islâmica, ou a futuwwa, a cavalaria espiritual iraniana, algo que estamos a presenciar ou mesmo a participar nos nossos dias com o ataque das forças das trevas israelitas e norte-americanas, cheias de inveja, mentira, hubris, impiedade contra o martirizado, justo, sagrado e luminoso Irão, que está tanto longe como em nós... Vitória para o Irão!

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