domingo, 29 de março de 2026

.O Logos Iraniano, de Alexander Dugin. 1ª parte de breve hermenêutica dos seus diagramas conceituais por Pedro Teixeira da Mota


Neste artigo, intitulado Noomakia. Guerras da Mente, e explicado como Uma síntese conceptual baseada na filosofia civilizacional de Alexander Dugin, e ainda um "resumo curto do livro", através de imagens esquemáticas, Alexander Dugin expõe a sua visão do Logos iraniano, ou inteligência, amor ou  propósito da alma do Irão.
Foi em Moscovo, no Projeto Académico, em 2016, que ele publicou o livro chamado Noomakia. Guerra do Nous (traduzível por intelecto, ou espírito, ou mente). O Logos Iraniano: A Guerra da Luz e a Cultura da Espera.
Agora, em Março de 2026, após alguns artigos que tem publicado no substack.com, vk.com, multipolar press e arktos, sobre a actual guerra da governação israelita e americana  contra o Irão, Alexandre Dugin escolheu compartilhar alguns esquemas do livro, que em si é bem extenso e riquíssimo nos seus 25 capítulos, caracterizando o Logos do Irão através da visão da guerra de Luz, sabedoria, amor e verdade, contra os seres sombrios ou mentirosos ou enganadores, os malignos. Podemos dizer que esta guerra é travada nos dois mundos, físico e subtil, e dentro do tempo, dos ciclos, do plano, onde é prometido e esperado que as bênçãos das vibrações superiores e dos seres e anjos superiores nos inspirem e ajudem em nossas transmutações, esforços e batalhas ardentes, sendo até possível que um homem universal de Luz, um Saoshyant, um ungido, um qutb, um salvador, possa se manifestar mais, pode se manifestar mais.
Na tradição civilizacional iraniana, essa expectativa aparece desde os textos zoroastrianos com o Saoshyant, e atinge sua plenitude no Madhi, da tradição islâmica xiita, o 12º Imam que liderará o povo, ou a ummah, a comunidade dos crentes, na grande última batalha, que para muitos clérigos e hermeneutas está acontecendo agora.
Esta luta entre o mal e os demónios, o medo, o ódio, a opressão, a letargia, a derrota, e as forças da Luz, Amor, Alegria, Glória (Farrah) Divindade era vista pelos madzeístas quase como um dualismo cósmico, embora se considere que Ahura Mazda estava acima dessa dualidade de bem e mal, que está acontecendo na história e chamando cada um de nós a se levantar e lutar com coragem e sem medos, e especialmente em nossos dias, pela vitória da justiça, fraternidade, liberdade, multipolaridade. 
                          
Em seu segundo diagrama, o excelente metafísico Alexander Dugin nos pede para nos desapegarmos de nossos preconceitos ocidentais e tão auto-confiantes, em alguns países tornando-se chauvinistas ou racistas, e olharmos para os outros e, particularmente, para o Irão, como sendo uma nação e civilização muito concentradas que estão verdadeiramente conectadas com as raízes mais antigas de nosso património indo-europeu comum. Devemos entender e reconhecer, mesmo que o Irão tenha sido tão demonizado e oprimido no século XX, que o Irão é um polo poderoso da Ordem Divina, do Amor, da ciência, da poesia, da fraternidade, da hospitalidade e deve ser tratado com respeito e estudado, acolhido.
                           
No 3º diagrama, Alexandre Dugin dá ainda mais atenção aos aspectos iniciais da tradição iraniana: o sentido de luta, de esforço, de uma batalha que está acontecendo o tempo todo dentro e fora, e cada um tem que participar, contra os maus. E a esperança e expectativa de que haverá uma batalha final, e um líder supremo guiando a ummah para a vitória, nos antigos gathas, ou textos zoroastrianos, sendo chamado de Saoshyant, assim como na doutrina hindu dos avatares é chamado de último, o avatar Kalki que virá em um cavalo branco levando à vitória final do Satya Yuga, ou a Era da Verdade. 
                            
No xiismo iraniano, é o prometido Mahdi, o último Imam que esteve oculto e se manifestará no momento apropriado. Como não pensar na situação atual do marja supremo do Irão ou aiatolá Khamenei, que deve ser principalmente preservado, oculto dos criminosos de guerra diabólicos e traiçoeiros israelitas que assassinaram seu pai, Ali Khamenei?
Alexander Dugin enfatiza, como antes dele todos os especialistas em estudos indo-arianos, que onde quer que qualquer nação ou religião indo-europeia tenha ou apresente esses dois aspectos, guerra de luz contra escuridão, e expectativa de um salvador, a origem foi o Irão, ou como ele diz «onde quer que apareçam no mundo mediterrâneo ou judaico-cristão, revelam a profunda e estrutural influência do círculo cultural iraniano.»
                                           
Para ser continuado, pois há mais diagramas compartilhados pelo pai de Daria Dugin (muita luz e amor em seu espírito) em https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos para ponderar, meditar e expor.

Sem comentários: