terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Parques de painéis solares destruidores da qualidade de vida das pessoas e da natureza. Notícias boas do Japão. E do Jornal Página Um: Quais os limites para o capitalismo selvagem, patrocinado por escritórios poderosos?

  No dia 13 de Dezembro realizou-se em Lisboa a manifestação contra os projectos megalómanos de instalação de parques solares e destrutivos, que reuniu umas duzentas pessoas que vindas de comboio do centro do país (Idanha-a-Nova, Penamacor e Fundão)marcharam da Gare do Oriente até a Assembleia Nacional, juntando-se lhe alguns ecologistas lisboetas e não só. Houve discursos, palavras de ordem, sob os olhares atentos das forças da "Ordem" mas os ânimos não aqueceram, tal como acontecera na uns dias antes na manifestação do dia da greve, e em abstracto compreensivo face à brutalidade do neoliberalismo opressivo explorador, tão destruidor dos direitos dos trabalhadores, e dos cidadãos na saúde,  que este governo vai tentando impor. Houve boas conversas com pessoas amigas, tais o Alfredo Cunhal Sendim e o António Mantas, duas sumidades da agricultura biológica, e a Teresa Milheiro e a Ana Mouga, duas artistas e activistas, entre outras...

Uma horas depois, já em casa, consultava uma das minhas duas fontes jornalísticas diárias, a Press.tv e a Tass.com, e lia admirado, como o Japão, superdependente de fontes de energia externas, decidia respeitar de novo mais a sacralidade e sabedoria (Sophia) do ambiente e dos espíritos da Natureza ou deuses, os Kami,  algo que pela tradição nativa do Shinto as suas populações conhecem e vivem (como eu observei quando peregrinei 40 dias por lá), e logo estavam a exigir medidas de cerceamento dos parque solares. E então cá em Portugal, iremos mais uma vez seguir as narrativas oficiais das galinhas de ovos douro para os "aMilhazados", que enriquecem uns poucos e afectam muitos? Ou conservaremos a Terra sagrada, com seus olivais, bosques, florestas, rãs, sapos, salamandras, pintasilgos?

Um torii, num santuário Shinto, o Kamigamo jinja, de Kyoto, 2011.

               "Japão suspenderá apoio a novos parques solares" 

 TÓQUIO, 14 de dezembro. /TASS/. O governo japonês suspenderá os subsídios para a criação de gigantescas parques solares a partir do ano fiscal de 2027, que começa em 1º de abril de 2027, informou o Yomiuri.
De acordo com fontes do governo e do Partido Liberal Democrático no poder, a decisão foi tomada devido a preocupações com os danos ambientais e a atitude negativa da população local. O desmatamento e a limpeza das encostas das montanhas para instalar dezenas de milhares de painéis destroem o ecossistema.
O jornal afirmou que o governo irá rever radicalmente a sua política de promoção activa do uso de centrais solares, adoptada após um terremoto em 2011. O acidente na central nuclear de Fukushima-1 levou o governo a fechar as 54 usinas nucleares do país, o que causou um grande impacto no fornecimento de energia. A decisão de suspender o apoio estatal deve ser oficialmente aprovada até ao final deste ano. O apoio estatal para painéis solares comerciais instalados nos telhados das casas e com menor impacto ambiental será mantido.
Até a primavera de 2011, os reatores nucleares geravam um terço da electricidade que a ilha consome. Atualmente, o país está reiniciando parcialmente as centrais nucleares em conformidade com as novas medidas de segurança aperfeiçoadas. Actualmente, há 14 reactores em operação, e o seu número está a aumentar gradualmente. O governo da nova Primeira-Ministra Sanae Takaichi defende a reabertura dos reactores fechados e está negociando activamente tal abertura com as autoridades regionais.

 Continuação, dois dias depois :

Hoje 16/12, na provavelmente melhor  fonte de notícias em Portugal, a Página Umleio o cabeçalho, as primeiras linhas acerca dos projectos do vampirismo oligárquico anti-natural, e nisso a petrolífera BP é das mais reincidentes nos atentados e crimes ambientais, associados ou patrocinados por advogados conectados com o Fórum Económico Mundial e o grupo de Bildberg, a tais projectos, como é o caso de José Arnaud, 

Sob o nome sagrado de Sophia, que só por o usarem para isto já deviam ser punidos, os manigantes de cinco empresas fantasmas legais com capital de um euro cada, propõe instalar  um famigerado projecto fotovoltaico intitulado ignobilmente ou traicoeiramente Sophia (que significa Sabedoria), com a ambição de ocupar e de certo modo destruir a vários níveis cerca de 400 hectares localizados nos municípios de Idanha-a-Nova, Penamacor e Fundão, alguns dos quais estando, como me disseram, dentro de parques naturais reconhecidos internacionalmente.

Veja a notícia completa no excelente Página Um:  https://paginaum.pt/2025/12/16/projecto-solar-sophia-cardeal-do-psd

 Esperemos que sejam expostos e não autorizados os projectos, que se veja bem quem são os participantes e quem ganha com tais atentados, e que instalem os painéis solares em zonas industriais já inestéticas, em quartéis abandonados em locais que não tenham impactos destrutivos na vida harmoniosa e tradicional das populações, dos animais dos eco-sistemas, dos espíritos da Natureza  e ainda no Turismo que nessas zonas é por vezes uma fonte importante de paz, e saúde, dinamismo e rendimentos. 

 Não ao capitalismo selvagem dos parques solares, bloqueador das circulações energéticas benéficas e destruidor da Natureza, paisagens, árvores, terras e bem estar dos seres vivos, dos humanos às aves e animais...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

No 33º aniversário de Daria Duguina, a mensagem da sua mãe Natalia Melentyeva. 15/12/2015. Trilingue: Português, Inglês e Russo.

Como sabemos todos foi uma grande perda para a Humanidade a morte da jovem filósofa, politóloga e jornalista Daria Dugina Platonova (15/12/1992 a 20/8/2022), filha do notável fílósofo e geo-estratega Alexandre Dugin, assassinada pelo regime extremista de Kiev e o sinistro MI6 britânico,   pois muito se esperava de quem tinha tantas qualidades, já expressas no pensamento e na escrita, no discursos e no diálogo, na afectividade e na ação corajosa, pois conseguira unir bem a Modernidade e post-modernidade filosófica com os estudos do platonismo, cristianismo, tradição russa  e  philosophia perenis, enfrentando assim a hidra da alienação neo-liberal globalista massificante com a Tradição Perene, e a proposta de uma Europa tradicional e religiosa, inserida na multipolaridade equitativa e fraterna mundial. Muitos dos seus escritos, entrevistas e diários inéditos ou semi-perdidos estão agora a ser publicados e são fontes de  inspiração para muitos, embora em Portugal e o Ocidente sejam quase anatemizados, tal por exemplo:https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2023/09/daria-dugin-platonova-o-imperador.html
                                          
Neste blogue traduzi, adornei e
partilhei alguns textos e teci comentários, frágeis flores de homenagem a uma alma crística e poradora do Graal decepada pelas forças do Mal, às quais grande parte do Ocidente premeditadamente ou semi-inconscientemente aderiu; mas são gotas de luz nas trevas do "amilhazamento" e infrahumanismo oligárquico geral. Contudo pode ler neste blogue textos de Daria, do seu pai Alexander, e de Natalia, a mãe e professora, que nos deixa agora no 33º aniversário de Saria este belo testemunho  sobre a personalidade luminosa da sua filha, com fé no espírito imortal de Daria ou Dasha, uma portadora do Graal,  agora mais presente nas almas de muitos russos e amigos da Rússia eterna, da sua grande Alma vibrante em tantos grandes seres...
                                          
    «Como era a Dasha? Ela era bondosa, gentil, destemida, valorizava a inteligência, amava a sua pátria, a tradição russa, era fiel ao cristianismo ortodoxo russo. Mas, na verdade, deveríamos ter perguntado não como ela era, mas como ela queria ser, a que aspirava, o que desejava?
                                      
Na nossa família, acreditávamos que o ser humano é uma criação aberta. Heidegger escreveu sobre
 o Dasein — a presença humana no mundo, o ser-aí, que se questiona sobre si mesmo, se projeta, sendo tomado pela Cuidado e pelo Medo — existenciais fundamentais — e experimenta um sentimento de vulnerabilidade e finitude.
                                                 
Dasha estava a construir-se, a es
forçar-se, a acalmar-se, tentando canalizar os fluxos de energia brava-primordial-bruta que lhe foram dados pela natureza para o caminho certo. Ela estava interessava na sua Alma, não no seu corpo, apesar de ter de trabalhar o seu corpo. Ela treinou-o com jejum, trabalho e exercícios. Ela sabia que o ser humano foi concebido como uma Pergunta, não como uma Resposta.
                                              
Ela estava a esculpir-se a si mesma para se tornar uma estátua perfeita e escreveu sobre isso no seu diário no computador. Ela estava a investigar os interiores dos seus templos, os altares internos, as câmaras secretas. Dasha escreveu uma canção chamada "Ainda há Aves no meu Coração". Aves ou pássaros no simbolismo religioso são ideias, pensamentos, noemas, entidades inteligentes. As aves são anjos que vêm para as pessoas boas, crianças, jovens e os guiam para o céu, para a Transfiguração... »
Natalia Melentyeva.
                                                 
Eis-nos pois com esta excelente mas simples descrição da alma tão bela, corajosa e valiosa de Dasha. Que ela continue a iluminar-se e a ascender e a irradiar nos mundos espirituais e divinos, e como ave luminosa possa inspirar-nos!
                                     

As we all know, the death of the young philosopher and journalist Daria Dugina Platonova (12/15/1992 to 8/20/2022) was a great loss for Humanity. She was the daughter of the notable philosopher and geo-strategist Alexander Dugin, assassinated by the extremist regime of Kiev and the sinister British MI6. Much was expected from someone with so many qualities, already expressed in thought and writing, in speeches and dialogue, in affection, love and courageous action, and she managed to successfully combine modernity and philosophical postmodernity with studies of Platonism, Christianity, Russian tradition, and perennial philosophy, thus confronting the hydra of mass globalist neoliberal alienation with the Perennial Tradition and the proposal for a traditional and religious Europe, embedded in an equitable and fraternal multipolar world.

 Many of her writings, interviews, and unpublished or semi-lost diaries are now being published and are sources of inspiration for many, although in Portugal and the West they are almost anathematised.... 
In this blog, I translated, adorned, and shared some texts (
one published is: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2023/09/daria-dugin-platonova-o-imperador.html) and wove commentaries, fragile flowers of tribute to a Christ-like soul severed by the forces of Evil, to which a large part of the West has premeditatedly or semi-unconsciously adhered, and so our undertakings are like drops of light in the darkness of general oligarchic dehumanisation... You can, so, read on this blog some interviews and texts of  Daria, her father Alexander and Natalia, her mother and teacher, who give us, on the day of his anniversary, this beautiful testimony about the luminous personality of her daughter, with faith in the immortal spirit of Daria or Dasha, now more present in the souls of many Russians and friends of eternal Russia, of her great soul:

    «What was Dasha like? She was kind, gentle, fearless, valued intelligence, loved her homeland, Russian tradition, and was faithful to Russian Orthodoxy. But in truth, one should ask not what she was, but what she wanted to be, what she aspired to, what she desired? In our family, we believed that a human being is an open creation. Heidegger wrote about Dasein – human being-there, the being that questions itself, projects itself while being gripped by Care and Fear – fundamental existentialia – and experiences a sense of vulnerability and finitude. Dasha was building herself up, straightening herself out, calming herself down, and trying to channel the torrents of wild energy that nature had bestowed upon her in the right direction. She was interested in her Soul, not her body, although she did have to work on her body. She trained him with fasting, work, and exercises. She knew that Man is conceived as a Question, not an answer. She was sculpting herself into a perfect statue, and she wrote about it in her online diary. She was inspecting the interiors of her temples, the inner altars, and the secret chambers. Dasha has a song called "There Are Still Birds in My Heart." Birds in religious symbolism represent ideas, thoughts, noemas, and intelligent entities. Birds are angels who come to good people, children, young girls, and lead them to Heaven, to the Transfiguration..." N. Melentyeva.

 Как мы все знаем, смерть молодого философа и журналиста Дарьи Дугиной Платоновой (15.12.1992 – 20.08.2022) стала большой потерей для человечества. Она была дочерью известного философа и геостратега Александра Дугина, убитого экстремистским киевским режимом и зловещей британской MI6. От человека с таким количеством качеств, уже проявленных в мысли и письме, в речах и диалогах, в привязанности, любви и смелых поступках, ожидалось многое, ведь ей так хорошо удавалось объединять современность и философский постмодерн с изучением платонизма, христианства и вечной философии. Многие ее произведения, интервью и неопубликованные или полузабытые дневники сейчас издаются и являются источником вдохновения для многих, хотя в Португалии и на Западе они почти преданы анафеме, таким образом противостоять гидре глобалистской неолиберальной массовой отчужденности с помощью Вечной Традиции и предложения о традиционной и религиозной Европе, встроенной в справедливую и братскую многополярность мира.

В этом блоге я перевел, украсил и поделился некоторыми текстами (один из опубликованных: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2023/09/daria-dugin-platonova-o-imperador.html) и вплел комментарии, хрупкие цветы дани Христоподобной душе, разорванной силами Зла, к которому большая часть Запада преднамеренно или полубессознательно примкнула, и поэтому наши начинания подобны каплям света во тьме всеобщей олигархической дегуманизации... Вы можете прочитать на этом блоге на португальском языке несколько интервью и текстов Дарьи, ее отца Александра и Натальи, матери и учительницы, которые в день ее годовщины дают нам это прекрасное свидетельство о светлой личности ее дочери, с верой в бессмертный дух Дарьи или Даши, которая сейчас более присутствует в душах многих русских и друзей вечной России, ее великой душ и:
                                  
   «Какой
 была Даша? Она была доброй, нежной, бесстрашной, ценящей ум,любящей свою отчизну,русскую традицию, верной русскому православию. Но по правде, следовало бы. спросить не какой. она была, а какой она хотела. быть, к чему стремилась, чего желала? Мы в семье считали,что Человек - это открытое Творение.Хайдеггер писал о Dasein — человеческом присутствии в мире, вот-бытии, которое задается вопросом о самом себе, проектирует себя, будучи охваченным Заботой. и Страхом — основными экзистенциалами,и испытывает чувство уязвимости и конечности. Даша выстраивала себя, отрихтовывала, усмиряла и старалась направить потоки бешеной энергии, которые были ей. дарованы природой, в правильное русло. Она интересовалась своей Душой, а не телом, хотя с телом ей пришлось повозиться. Она дрессировала его постом, работой, тренировками. Она знала., что Человек задуман как Вопрос, а не ответ. Она ваяла из себя совершенную статую, и писала об этом в своем электронном дневнике. Она занималась внутренней инспекцией своих теменов, внутренних алтарей и тайных комнат.У Даши есть песня "В сердце еще есть птицы"Птицы в религиозном символизме - это идеи, мысли, ноэмы, умные сущности.Птицы — это ангелы, которые приходят к хорошим людям, детям, юным девушкам и ведут их за. собой. на Небо, к Преображению..."Н. Мелентьева .

 Отличное описание такой прекрасной, смелой и ценной души Даши. Пусть она продолжает светиться и возноситься в духовных мирах и пусть вдохновляет нас!

sábado, 13 de dezembro de 2025

Reflexões breves sobre a vida e a morte, o caminho, o bem e o mal, a humanidade e a Divindade, no aproximar do ano do Cavalo de 2026.

  Os que são almas espirituais mais em demanda não podem parar de aspirar e querer conhecer, amar e realizar enquanto vivem na Terra, pois sabem quão  transitória é a estadia, e como em breve, ou mais tarde ou mais cedo, serão arrebatados e propulsionados para outros planos, mais subtis e luminosos (em geral...), onde entrarão com o seu estado anímico e encontrarão os resultados das suas acções físicas e psíquicas nos níveis a que tiverem acesso de sentir, ver ou deslocar-se, e com as qualidades e capacidades desenvolvidas na vida terrena física. 

Estão sempre a criar o melhor que podem, aperfeiçoando-se, corrigindo-se, avançando, finalizando, tentando fazer mais luz, religar a Terra e o Céu, estabelecendo fios e correntes de ligação com os assuntos, virtudes, religiões, filosofias, ciências, artes  e seus cultores, e mestres e deuses que em Terra foram admirados ou trabalhados, que lhes agradecerão, ou quem sabe lamentarão não terem sido melhor amados.

                                        

Somos todos preservadores de culturas e tradições locais, nacionais e planetárias milenárias, e as que mais gostamos, ou melhor estudamos, devem ser enriquecidas pelas contribuições das nossas mãos, corações e  almas  desta última geração, esta a que pertencemos enquanto vivos no ano da graça de 2025, da passagem da Serpente para o Cavalo de Fogo  na cosmologia chinesa, 2026 que desejamos aupicioso e criativo,  fraterno e multipolar..

Nesta terceira década do século XXI que responsabilidade, que batalha a nossa, quando a Terra é uma unidade, um só país ou nação - Humanidade -, e quando tudo está em rede e se pode conhecer, estudar, aprofundar, dialogar, impulsionar e por fim partilhar e tentar iluminar, harmonizar.

 Intervir e partilhar mesmo que seja apenas com ou para alguns, dados os estrangulamentos e censuras com que a sociedade moderna liberal globalista e infrahumanista vai tentando impor, induzindo conflituosidades fracturantes ou abafando as vozes mais criativas, contestatárias e lúcidas, gerando antes guerras,  revoluções, alienações, vírus, crises, aumentos do custo da vida, controles. Que luta grande a nossa, visível e invisível, até com formas de pensamento subtis, ou mesmo entidades negativas.

Não desanimemos então e, mesmo se isolados, tenhamos fé e esperança que  encontraremos ou reencontraremos as situações e pessoas afins com quem  trabalharemos dharmicamente, e  continuemos a demanda de mais luz, amor e  verdade lutando contra a generalizada desinformação, mentira e alienação gerada pelas narrativas oficiais do Ocidente,   trabalhando e vivendo harmoniosamente com a Natureza, e o Sol e Lua, alimentando-nos o mais orgânica ou biologicamente possível, praticando psico-somática-energeticamente o caminho ético e espiritual, cultuando o sagrado dos locais, das pessoas,  santos e santas, mestres e anjos,  ou o de alguma religião, invocando, merecendo e adorando o  espírito e divino imanente (Deus est in nobis), e transcendente, e assim irmos desenvolvendo virtudes e abnegações, conhecimentos  e intuições, unificações e irradiações em prol do Bem e da Verdade, da multipolaridade e fraternidade, da Humanidade, do Universo- Cosmos e da Divindade.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Celebração poética e eucarística no Convento da N. S. da Graça, em Lisboa, em 1724. Hermenêutica da relação do certame ao Amor divino.

 O culto eucarístico, do sacramento da hóstia e do vinho como corpo e sangue de Jesus Cristo, e como meio de nos religarmos ao divino, ao mestre, ao amor, foram bastante trabalhados nos séculos XVII e XVIII, e desse caudal reproduzimos  e comentamos há dias neste blogue uma celebração em 1734 dum  Santíssimo Sacramento cinzelado em Braga e entronizado no altar da Sé, acompanhado de festejos populares e religiosos de relevo.

Hoje vamos apresentar a Relação do Certame Poetico e Eucharistico que celebrarão os Academicos Applicados no Convento de N. S. da Graça nas duas tardes de 29 de Junho e 4 de Julho, de 1724, impressa em 13 páginas, em quanto não se publicavam as poesias que entraram no concurso ou certame.

Que os académicos e religiosos com capacidades poéticas se empenhassem em burilar em palavras e rimas conceitos devotos e louvores desse testemunho vivo do culto cristão não espantará ninguém, numa época em que muitos dos principais cultores das Letras eram clérigos, religiosos das várias ordens.  E será de um jesuíta, que participou até no acto, o P. Cristóvão da Fonseca, o  parecer aprovador da relação do certame, bastante instrutivo espiritualmente:

«Li a Relação do Certame Eucharistico quase com o mesmo gosto, com que assisti ao acto, que agora nela se descreve tão vivamente, que ainda me parecia o estava vendo. O certo é que foi esta acção entre as literárias, a mais plausível, a mais pia, a mais heroica, a mais magnifica, a mais religiosa, e a mais divertida que há muitos anos viu a nossa Corte. E se uma relação inteira, e composta de Académicos tão aplicados, como discretos, deve entrar em juízo, julgo digníssimo do prelo tudo o que acordam em Relação tão elegante os senhores Académicos, não menos insignes na prosa que no verso, como veremos no Certame, que esperamos, em que justamente se fizeram credores do epíteto de Adeozados, que imeritamente arrogavam a si os Poetas antigos: Est Deus in nobis, agitante calescimus illo; (Ovídio, Fastos, Livro VI) pois para que o fossem em tudo, escolherão unicamente por alvo dos seus Poemas o Divinissimo SACRAMENTO; e por isso se antes Divinos no Metro [rima], agora também Divinos no Assunto, cujas obras espera já com impaciência uma, e outra Hespanha, e agora muito mais com o reclamo e despertador desta Relação... (...).  

Comentemos, só: "Adeusados", isto é, conscientes de que "Deus está em nós". E que os impulsiona no fogo criativo do Amor.
                                           
Após os pareceres e as aprovações da
s autoridades civis e eclesiásticas, segue-se a descrição  do local onde se realizou, a Casa Nova do Claustro de Nossa Senhora da Graça, dos Religiosos Eremitas de S. Agostinho, «uma das mais formosas e agradáveis que há neste Reino» que estava toda  «revestida de cortinas de Damasco carmezim», e onde «se armou um teatro para os Juízes, em cuja parede estava um grande Quadro do  SACRAMENTO...», havendo ainda dois teatro ou estrados e uma «bancada para os instrumentos». Todas as paredes em roda se viam adornadas  das discretíssimas poesias, que penduradas em papéis de folha imperial, e comum, era o mais precioso esmalte deste novo, e Católico Liceu     [nome da Academia de Aristóteles, em Atenas] (...)»

«Entre outros se viam cinco engenhosos Emblemas do SACRAMENTO, aos 5 assuntos do Certame. O I. era o Amor Divino, dando uma jóia à Alma santa. O II. O Divino Esposo, que estava entre nuvens, dando um cofre à santa Esposa, que tinha uma venda nos olhos. O III, o mesmo Esposo, com insígnias da Paixão, mostrando-lhe as Chagas. O IV. o Amor Divino do alto, disparando o  arco, cuja seta penetrava o peito do sagrado Esposo, desmaiado nos braços da Esposa. E O V. o próprio Esposo Divino, dando um pão à mesma Esposa santa, vestida de Peregrina. Nestes 5 emblemas estavam 5 Dísticos, ou Epigramas, que exprimiam os 5 Assumptos, com grande propriedade, e energia, tirados das Obras de Ovídio; não por centões, mas por versos inteiros, extraindo de uma parte o Hexámetro e da outra parte o Pentámetro. Estes Emblemas eram do Académico Paulo Nogueira de Andrada, cujas obras (além dos Emblemas) estavam escritas em 9 folhas de papel imperial, de primorosa letra, e com vistosas tarjas».

Fiquemos por aqui, pois nas restantes páginas em que se transcrevem os epigramas, os premiados e as interacções rituais, tudo concluído com o discurso (não transcrito) do sábio Rafael Bluteau (1638-1734, e sem dúvida um mestre da Tradição Espiritual Portuguesa), nada há de tão substancial e espiritual como o que já transcrevemos dos cinco Emblemas ao Amor, e do Parecer inicial do Padre Cristóvão Figueiredo, com a tão importante frase de Ovídio, que desdobramos agora na sua versão completa, «est deus in nobis, agitante calescimus illo; impetus hic sacrae semina mentis habet»,   «Deus é ou está em nós, e pela sua impulsão inflamamo-nos; este ímpeto  tem as sementes sagradas da mente»... Que bela ideia a de trazer a sabedoria greco-latina antiga, do Paganismo, mostrando no fundo que há uma Filosofia e Teologia Perene, que se pode estabelecer uma analogia entre a divindade oculta interna antiga e o Cristo oculto interno no santíssimo Sacramento. E que oração tão condensada, quase mantra: Deus está em nós... Ou ainda: Deus está em nós e faz-nos arder numinosamente.

 Quanto aos cinco emblemas de amor  em correspondência à comunhão, ou ao Santíssimo Sacramento, como os poderemos compreender?  

"O I. "O Amor Divino, dando uma joia à Alma santa". Que joia é esta? O Espírito? A alma espiritual renascida de novo? A consciência da ligação com o Mestre, com o Cristo, com a Divindade? O fogo do Amor? O que é que a nossa alma lhe pediria de valor?

 O II. "O Divino Esposo, que estava entre nuvens, dando um cofre à santa Esposa, que tinha uma venda nos olhos." 

O Mestre Jesus, ou o Cristo, abre os olhos da alma para a verdade interna divina e a sua presença realizável na adoração de todo o coração. O cofre pode ser também o sacrário, ou o ostensório

O III, "O mesmo Esposo, com insígnias da Paixão, mostrando-lhe as Chagas." 

  O mestre Jesus, mostra à alma apaixonada ou entregue a ele, as cinco chagas por onde o seu sangue e amor se derramou e derrama para purificar e fortificar os que o adoram

O IV. "O Amor Divino do alto, disparando o  arco, cuja seta penetrava o peito do sagrado Esposo, desmaiado nos braços da Esposa."

Eis o emblema mais difícil de ser bem interpretado. Talvez: o amor em si, o Amor Divino, do alto, movido pelo amor aspiração da alma religiosa devota ou esposa de Jesus ou do Cristo nele, desfere a seta dos raios da energia psíquica amorosa que fazem com o que mestre se entregue à alma esposa. Amor vincit Omnia. Desmaiar, ou entrar em êxtase, explicarão algumas das nossas sorores mais místicas dessa época... 

E O V. "O próprio Esposo Divino, dando um pão à mesma Esposa santa, vestida de Peregrina."

O Mestre, o mundo espiritual, o  amor divino, Jesus na Eucaristia dando o pão, a hóstia, a força e amor, para que alma consiga avançar bem sua peregrinação, por vezes difícil, ou per aspera ad astra.

Eis-nos com algumas mensagens espirituais que pensadas, sentidas, expressas, representadas, impressas e partilhadas há precisamente trezentos anos continuam activas neste grande corpo místico da Humanidade em que estamos todos entretecidos,, e, nesta época digital, mais ainda em termos de acesso à informação e logo consciencialização.

Est Deus in nobis, agitante calescimus illo.

Deus está em nós, inspiramo-nos ardentemmente pela sua acção

Deus é em nós, pelo seu movimento inflama-nos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

O mistério divino do "Antes" do Cosmos. Soneto de António Correia de Oliveira, 1926. Ao Princípio era o Verbo, o Som, a Palavra, o Sermo.


 António Correia de Oliveira, nascido a 30/8/1879, signo do Leão, em S. Pedro do Sul, depois de estudos no seminário e passagem rápida pelo jornalismo,    desabrochou como homem de letras, colaborando em várias revistas e publicando os seus livros de poemas,  no que foi prolífero e de grande sucesso, desde cedo.  Era monárquico, casara-se bem, e instalara-se na bela casa de Belinho, em Esposende  e pela sua educação e sensibilidade cristã, amor a Nossa Senhora, e em especial de Fátima, certa comunhão com a vida rural e povo português, estimulada em parte pelo magistério de Raul Brandão,   a que acrescentou a sua adesão ao Estado Novo, permitiram-lhe  quase se tornar o poeta oficial, o pedagogo moral em versos de Portugal, de tal modo que, entrado na Academia de Ciências de Lisboa, foi nomeado por ela várias vezes, desde 1933 (até 1960 quando desincarna),  para o prémio Nobel (hoje já tão desmascarado como corrupto) da Literatura. Fernando Pessoa foi amigo do seu irmão, o também poeta João Correia de Oliveira, e tencionava publicá-lo, e embora Fernando Pessoa e António Correia de Oliveira fossem monárquicos  e Pessoa reconhecesse o seu valor literário, citando-o uma ou outra vez,  acabou por escrever um poema pouco conhecido em que ironizava com o sentimentalismo popular, cristão e conformista politicamente do poeta de Belinho.

 Em 1922, quando já tinha publicado dezenas de livros, sempre bem cuidados graficamente na Aillaud e Bertrand, António Correia de Oliveira deu à luz  Verbo Ser e Verbo Amar. Poema Religioso, em quatro cantos: O Paraíso. O Desterro. Esperança Nossa. Regresso a Deus. A  obra concluía com uns versos em Post-Scriptum, onde ajoelhado com a mulher, dava graças pela inspiração que lhe permitira o poema e pedia que a provação e angústia de Portugal terminassem. É o soneto prefacial Antes que vamos transcrever e levemente comentar,  o mais difícil tematicamente em todo o livro, pois lançou-se ou abriu-se aos mistérios que a todos desafiam, qual esfinge iniciática: a origem do Cosmos,  do Verbo ou Som, que se torna Luz e manifestação, e da alma e corpo que assumimos.

                                 

É um belo soneto metafísico, com algumas formulações originais mas basicamente cristão e com laivos de platonismo, acerca de tais mistérios. Continua ou desdobra-se bem no Canto I, do Paraíso, onde se sente porém já mais a influência das Escrituras cristãs, rapidamente passando do "Eu sou, Eu fui, serei eternamente",  e "a vida - o Verbo Ser de voz infinda, -", ainda sem "modos e tempos", para os " Núncios do Autor, Espíritos do Eterno, Andassem Anjos, num afã bendito", e logo após  para  "o trânsfuga da Glória e Amor Paterno", Satan, a cobra.  É um extenso poema de 224 páginas, e sente-se nele uma contra-proposta ao Regresso ao Paraíso, do seu amigo mais panteísta Teixeira de Pascoaes (1877-1952). Anote-se que mesmo o Antes, está duplamente antecedido: na 1ª folha pela dedicatória: «A Maria Amália Vaz de Carvalho: à sua memória. Sorria Deus nas alturas a quem tantas lágrimas enxugou na terra.»  Na folha segunda transcreve-se o clássico prólogo do Evangelho de S. João: «No princípio era o Verbo e o Verbo era com Deus e o Verbo era Deus.»  Oiçamo-lo e meditemo-lo:

                                

                                                 ANTES

Deus, era Deus, Só Deus preexistia;
Deus, sempre foi. A Vida, (argila obscura,
Alma celeste: dúplice escultura,)
Não acordara na algidez sombria.

Não se medira a Luz à noite e ao dia,
A Eternidade ao tempo, o espaço à Altura;
- Fluída em névoa, a Criação futura
Qual, no silêncio, o corpo da harmonia. 

Mar, e não onda que, na praia, à solta,
Se espraia, adonda, e logo às ondas volta,
O Verbo enchia a Imensidão calada;

Sem Onde, ou Quando, nem Depois, nem Antes:
Ele era... - As mais palavras conjugantes
Não lhas ouvira, ainda, o frio Nada.»

Observamos a afirmação da perenidade única de Deus, contudo dual pois em si ou de si vivia e enchia a Imensidão calada o Verbo, que ele intuiu talvez também na audição do mar a bater perto da sua casa em Esposende, e que é tanto mar como onda e nessa movimentação ondulada e adondada ou acrescentada ecoa algo do subtil Verbo omnipenetrante que romperá as trevas futurantes do antes da Criação com a Luz, e assim modelador da harmonia das esferas e do corpo  do Kosmos, sobretudo quando o Verbo faz ouvir no frio ou vazio Nada as "palavras conjugantes", uma das melhores sementes a dedilhar deste soneto: Deus meu, Deus em nós, Deus em mim.....

 Um dos momentos em que o magistério de Teixeira Pascoais, da Renascença Portuguesa e sua revista  Águia (onde colaborou, tal como Fernando Pessoa) e do saudosismo se sente mais e bem: 

 " Fluída em névoa, a Criação futura
Qual, no silêncio, o corpo da harmonia."

O mais valioso será talvez as frases e imagens, ritmos e energias que apontam ou ecoam a magia do Verbo, não só para o mistério dos Primórdios, como aquele que nós devemos emitir, dizer, em palavras conjugantes, isto é de amor e geradoras da Harmonia,  e não só da dúplice escultura, de corpo e alma, mas  tripla, pois não mencionou o espírito, o nous, o atman, faltando-lhe essa dimensão, na gnose denominada pneumática e que urge recuperarmos, por vida justa e práticas espirituais (palavras conjugantes, mantras e orações), e nela ressuscitarmos divinamente, ou em nós ressuscitar o  Divino... 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

A alma e filosofia religiosa russa, e em Soloviev e Berdiaev, por Eugène Porret. A oração, a eucaristia. Com leitura de um extracto sobre Soloviev.

 Eugène Porret foi um dos franceses nos meados do século XX a tentar dar a conhecer a filosofia russa e acontribuir para a união do Este e do Oeste Europeu e da Cristandade ortodoxa e da católica. Se bem que se tenha dedicado mais a Nicolas Berdiaeff, que conheceu e com quem se correspondeu, também estudara bem a obra de Soloviev, que para Berdiaeff era um dos seus mestres, e assim no livro La Philosophie Chrétienne en Russie. Nicolas Berdiaeff, 1944, dá-nos um bom panorama da evolução da filosofia russa nos séculos XIX e XX, tanto mais que soube introduzir nos diferentes capítulos citações valiosas de escritores, filósofos, teólogos ou historiadores. No fim deste artigo poderá ouvir a tradução da parte inicial do V cap.: Vladimir Solovieff e a Humanidade deificada. 

Da 1ª parte da obra, O Pensamento Religioso Russo no séc. XIX, o 1º capítulo é excelente: A Essência do Cristianismo na Rússia, e se nele acaba por citar bastante os que acreditaram fortemente na missão salvífica da Rússia, que seria a III Roma, transmitirá também algumas quinta-essências da espiritualidade russa, que servem a todos nesta época de globalismo, multipolaridade e universalismo. O cap. II intitula-se Tchaadaeff e os começos da Filosofia Religiosa. O cap. III, O ideal Eslavófilo: Ivan Kiréevski e Alexis Khomiakoff. O cap. IV, O Pessimismo Histórico de Constantin Leontieff. O V. cap. é o dedicado a Solovieff e já referido, e o VI é Sofiologia e Apocalíptica. A 2ª parte é toda ela dedicada a Berdiaev. 

A anteceder a gravação em vídeo, podemos ler e meditar então algumas das sementes  ou quinta-essências luminosas que germinam do livro, nomeadamente do 1º capitulo:

V. Rozanoff. "A alma da ortodoxia é o dom da oração. Os ritos, o culto, formam o seu corpo." Perguntemos: Como está a nossa oração e coração, com que aspiração, com que frequência, com que sons e respirações, com que resultados, e com que intenções?

«Para os ocidentais que aprendem a conhecer a vida profunda do povo russo na obra dos seus escritores, o Padre Zósimo, dos Irmãos Karamazov, de Dostoeivsky aparece como tipo de piedade inteiramente orientada para a contemplação. Para além disso, a Rússia teve, no séc. XIX, o seu grande santo, Serafim de Sarov, que é para a piedade ortodoxa o que Pushkin é para a poesia russa. Mas este santo não deixou obra literária digna desse nome», embora tenha ficado o belíssimo relato da sua vida e iluminação, por Motovilov e alguns instruções espirituais, que já comentamos. https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/sao-serafim-sarov-vida-e-ensinamentos.html, e https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/10/s-serafim-de-sarov-sobre-oracao-guarda.html

Cita em seguida Berdiaevv: «O Russo, ao deixar o mundo,  seguindo o caminho da resignação, e chegando à santidade, não devia escrever mais, não podia criar mais obras. Ele tornava-se ele próprio uma obra completa, um produto da arte divina... A vida espiritual permanece concentrada nas profundezas íntimas». 

Eis uma boa indicação de Berdiaev: não nos preocupemos tanto com os resultados no mundo, entreguemo-nos mais à religação divina, pois tal é a maior arte que podemos praticar, e que germina nas profundezas íntimas e desabrocha no mundo espiritual e na vida perene.  

Sobre a Eucaristia: «O centro da liturgia é naturalmente a Eucaristia que, tendo sobretudo um carácter sacerdotal, põe em evidencia a realeza de Cristo.
O Cristo não é
 somente oferecido em sacrifício. Ele é ressuscitado, e os crentes que participam na refeição eucarística formam doravante o corpo terrestre do Cristo glorificado. Cada fiel torna-se um «christophoro», um portador do Cristo, um membro do seu corpo.  A Eucaristia torna sensível o mistério da Encarnação; pela comunhão o crente tem acesso a Deus que se fez homem. Ela ilustra o dito de Atanásio, uma das citações preferidas dos ortodoxos: Deus tornou-se homem afim de que o homem seja divinizado. É a doutrina da theosis, concretizada num acto. Para o pensamento religioso russo. esta doutrina da divinização do ser humano pelo Cristo é fundamental. Contudo, deve-se clarificar que ela não consiste em identificar Deus e o homem [como muita gente do movimento da new age ou da não-dualidade pretende], pois, mesmo na união mais perfeita, a criação [ou emanação] é sempre distinta do Criador». Pax, Lux, Amor! 

                    

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

O filósofo Alexander Dugin sancionado e proibido no Reino Unido. O último acto do desgoverno britânico ao serviço da oligarquia liberal infrahumanista anti-russa.

Ecce Homo, que as ratazanas do Reino Unido (comparem-no com as faces medonhas de Keir Starmer ou de Tony Blair] tentam calar e querem ver desaparecer, como já conseguiram em relação à sua filha Daria Dugina Platonova. Muita luz e amor na alma dos dois!

  Como uma bomba, a notícia de que Alexander Dugin tinha sido proibido na Inglaterra correu a imprensa ou canais alternativos, pois a maioria dos jornais  controlados nem referem. Eu há muito que  já decidira não entrar em certos países nem que me pagassem, USA, Israel e UK, já que são Estados cuja arrogância, opressão e criminalidade ideológica, militar e policial é tão grande que me recusaria a visitar nem que me pagassem muito, mesmo com todas as garantias que não seria detido nem interrogado. Mas sabemos bem como eles são, como enfraqueceram psiquicamente Julian Assange, após anos de interrogatórios, e todo o tipo de torturas e opressões.

 Ou como recentemente George Galloway (na imagem em cima), um deputado por mais de trinta anos no Parlamento britânico foi detido e interrogado violentamente por cerca de 10 horas no aeroporto, ao regressar de uma viagem à Rússia, o mesmo se passando noutra sala com sua mulher Gayatri, resultando disso incapacidade de dormir durante vários dias na mulher,  arritmia cardíaca nele  e forçado a partir de agora a tomar medicamentos. E quem não se lembra de Greta Thunberg aquando da sua detenção por ter participado na flotilha de apoio ao povo Palestiniano, um acto que foi uma voz ainda pura e ética do Ocidente decadente, e ser detida e violentamente oprimida e  ameaçada pelos agentes da Mossad que tanto ódio lhe deitaram que regressou doente?

Os tempos estão críticos para as forças do Mal, predominantes na governação ocidental, que não recuam perante nada e os que têm e irradiam mais luz são atacados mais fortemente  e tal é o caso de Alexander Dugin, um notável filósofo e geoestratega, pai da brilhante filósofa Daria Dugina, assassinada pelos serviços secretos ucranianos, ao que parece com colaboração MI6, com 30 anos de idade. 

Oiçamos a notícia numa boa fonte alternativa a que ainda podemos ter acesso, pois a opressiva e oligarquizada direcção da União Europeia tenta instaurar cada vez mais censuras, não bastassem as das redes sociais, onde o Facebook tem primado, a Tass.com.:  

 «Londres, 9 de dezembro. /TASS/. O Reino Unido expandiu a sua lista de sanções anti-russas em sete posições, incluindo, em particular, o filósofo Alexander Dugin e o centro militar-analítico Rybar, incluindo seu diretor, e [bloger] Mikhail Zvinchuk, de acordo com um documento actualizado publicado no site do governo britânico.
Além disso, foram impostas restrições à Fundação para a Proteção e Apoio dos Direitos dos Compatriotas que Vivem no Exterior, bem como ao Centro de Especialização Geopolítica e aos recursos de informação Golos e Euromore, com sede em Bruxelas. As sanções incluem a proibição de entrada no Reino Unido e o congelamento de activos, caso sejam descobertos.
Os fundamentos para a imposição das sanções são o suposto envolvimento desses indivíduos e entidades em "desestabilizar a Ucrânia ou minar ou ameaçar a integridade territorial, soberania ou independência da Ucrânia."»

Veja-se o nível ditatorial em que  o pseudo-democrático Reino Unido se encontra, como se não pudesse haver crítica ao extremismo ucraniano, ainda por cima governado pelo partido que teoricamente seria o mais democrático e popular, o Labour, mas que há muito foi apanhado pelos tentáculos da elite sionizada, que conseguiu fazer eleger um monstrozinho erguido a Sir, Keir Starmer, que tal como o nosso António Costa, usou o partido socialista para fazer fortuna e servir os seus donos da elite oligárquica. E quando tinham e têm homens como George Galloway e Jeremmy Corbin que poderiam ser excelentes 1º ministros, que redimiriam até o Reino Unido do karma monstruoso de Tony Blair, um assassino do cientista Kelly e de milhares de iraquianos, graças a Deus agora expulso dos directores dos arranha céus e casinos da faixa de Gaza que a elite oligárquica e sionizada gostaria de erguer sobre o sangue e lágrimas dos milhares que por lá morrerem, sofreram e sofrem. 

 Mas voltemos a Alexander Dugin, que certamente se rirá da perseguição que lhe está a ser movido, certo na sua luta pela Filosofia Perene e pela Santa Rússia, que o move, inspira e transmite, e que tanta gente tem que o admira e acolhe, não só pela sua lucidez e coragem no posicionamento crítico do Ocidente opressivo e degenerado, como pelo seu génio filosófico, patente nas milhares de páginas escritas, e ainda pela sua religiosidade e espiritualidade, o que sofre pela morte da sua discípula e filha Daria Dugina Platonova, condecorada pela Mãe húmida Rússia postumamente.

  Oiçamo-lo num dos seus últimos textos, e como ele interpreta o conflito actual dos líderes europeus coligados na  mediocridade e russofobia  contra o plano de paz de Trump e dos USA. Terá sido a última gota de água que fez o Governo ucranizado e sionizado do Reino Unido atirar-se a Alexander Dugin, o notável pensador que temos partilhado (com a sua filha Daria) com regularidade no oceano de sabedoria que é este blogue?  

                                         O Plano de Paz, de Trump 

 «Primeiro, o plano que Trump está a promover é o plano que nos convém. E explicamos-lhe [o governo e negociadores da Rússia] isso. Explicamos o que é aceitável para nós, com o que podemos trabalhar e o que é absolutamente impossível para nós. No entanto, o que lhe explicamos ainda, infelizmente, não será a nossa vitória. É, para nosso grande pesar, mais um compromisso. E não pode ser chamada de vitória. Não é, claro, uma derrota. Poderia chamar-se a isso de sucesso. Poderia chamar-se de uma humilhação do Ocidente. É certamente uma derrota para Zelensky pessoalmente. Mas está longe de ser o fim da Ucrânia. Não é o fim do Ocidente. Não é a nossa vitória. É uma espécie de compromisso. E Trump entendeu isso. Isso é o mais importante. Ele entendeu que, se quiser salvar a Ucrânia, deve aceitar as nossas propostas imediatamente.
Mas para os globalistas—americanos, europeus e, sem dúvida, o próprio Zelensky—isto é uma derrota. Uma derrota séria. Para a própria Ucrânia, no entanto, isso não é uma derrota. A Ucrânia será preservada, e junto com ela todo a construcão "anti-Rússia". A cabeça de ponte russófoba do Ocidente contra nós [a Ucrânia] será salva. E Trump é quem está a salvar isso. Ao mesmo tempo,  é claro, 
ele dá chapadas, humilha e cospe na União Europeia, que está caminhando diretamente para a armadilha que ele lhes armou, apresentando-os de uma maneira completamente idiota. E é, claro, uma expulsão de Zelensky e o fim dele. Mas ele está salvar a Ucrânia. Esse é o problema. Trump percebeu que isso não é uma vitória para nós. Ele percebeu que, ao aceitar nossas condições hoje, ele pode salvar a Ucrânia à custa de Zelensky e daqueles idiotas na União Europeia. Ele está levando isso adiante. Ele está a salvar a Ucrânia. Essa será a sua vitória.»  

 Terminemos com um frase escrita ainda hoje no Vk.com por ele:  «Para que isso  aconteça (e pode ser, tanto Rússia conseguir vencer definitivamente os que a tentam destruir, como cada um de nós chegar à realização das nossas aspirações), é preciso fazer um esforço sobre-humano incrível. A chegada do futuro é um milagre».

Meditemos nesta frase semente demoradamente, até atingirmos a axialidade espiritual, dharmica e divina que nos compete, dando graças a Deus por estarmos no lado do Bem e da Verdade, da multipolaridade e do Amor..