A palavra Egrégora, provinda do verbo grego egregorein, significando vigiar, velar, proteger, tanto se pode referir a entidades como apenas a formas de pensamento, de matéria subtil, que subsistem com diferente funções, em geral defensoras mas também ofensivas, em templos, grupos, povos, sendo conhecidas desde a antiguidade, embora o termo tenha sido empregado sobretudo a partir dos meios ocultistas franceses do séc. XIX.
São psicomorfismos gerados e mantidos com maior ou menor duração. No fundo, são forças psíquicas, ou mesmo entidades subtis, geradas ou convocadas por nações, religiões, instituições, grupos, famílias, pessoas, seres, objectos, só visíveis aos clarividentes, embora sensíveis para muita gente.
Na realidade, todo o ser, coisa, fenómeno, acontecimento, pensamento, ideologia ou instituição, tem uma contraparte invisível, uma aura psico-energética, e em certos casos mesmo uma entidade, influente a vários níveis, sobretudo para quem crê nelas. Caminhamos nas cidades ou vilas por entre as egrégoras que pairam ou envolvem edifícios e instituições, livrarias e igrejas, e que nos tocam e influenciam mais ou menos conforme as circunstâncias temporais e as permeabilidades e afinidades psíquicas que entretecem tal encontro e osmose.
Na sociedade capitalista consumista e mediática moderna talvez sejam as informações e imagens postas a circular nas redes sociais, canais televisivos e espetáculos as que contêm, criam, geram ou contribuem mais para as egrégoras condicionadoras. Estas são no fundo ideias-forças e formas subtis psico-energéticas grupais, animadas pelas qualidades, vibrações e intenções dos fundadores, autores e participantes, e as emoções, ideias, desejos e efeitos que catalizam. Algumas são autênticas almas grupos envolvendo fortemente as pessoas, tais as de clubes desportivos, agremiações culturais e as associações religiosas, secretas, iniciáticas, ou mesmo racismos religiosos
Nas cidades e vilas sobrevivem locais com egrégoras luminosas, centenárias, para quem as souber sentir, intuir, sintonizar. É o caso de quem consegue demorar-se mais em certos museus, monumentos e templos, ou meditar neles.
Cada pessoa tem em si vários centros ou órgãos de ressonância vibratória do que vai observando ou recebendo, ainda que esteja em geral pouco consciente de muitos dos impactos recebidos, seja movendo-se, seja nas igrejas, casas e locais de trabalho. Seria necessário para tal uma educação especial, uma higiene diária diferente, uma prática meditativa.
Nesse sentido os pitagóricos recomendavam o examinar do dia tanto ao começar como sobretudo ao findar, para se aperceberem melhor do que animicamente se passará ou mesmo o que se poderá passar...
Em verdade mesmo cada objecto que nos rodeia tem uma alma ou egrégora psico-energética, com maior ou menor carga e que devíamos estar mais conscientes, nomeadamente cultivando-a. São no fundo microcosmos e saber
dispor bem de tais objectos e locais, de modo a que boas egrégoras ou formas
psico-energéticas se mantenham neles, para até se ligar melhor a Terra e o Céu, é importante de se pensar-reflectir e logo concretizar ou coalescer criativamente, harmonizadoramente. Neste sentido o feng shui chinês foi uma ciência desenvolvida na China e que pode ser estudada com utilidade.
São as macro egrégoras ideológicas, religiosas, raciais, nacionais, as que mais facilmente estão polarizadas ou se polarizam conflituosamente em repulsão ou mesmo ódio, tais as políticas de ser-se anti-Rússia ou anti-islâmico, em geral acompanhadas de uma adesão mais ou menos cega ao que consideram opor-se a tal imaginado a inimigo, acolhendo-se toda a lavagem ao cérebro nesse sentido que os canais televisivos se especializaram em fornecer, hipnoticamente mesmo...
Algumas delas tornaram-se tão poderosas quão opressivas e neste século XXI de intensificação tão grande do conhecimento em rede internetica, elas começam agora a ser desmascaradas, a perderem as suas falsas aparências, a já não conseguirem manipular e controlar tanto as multidões com os seus slogans, atemorizações e desinformações provindas de jornalistas vendidos, pagos pelas grandes corporações, caso das assassinas vacinas, ou dos fanatizados.

Sim, nestes tempos que correm tão rápidos algumas das egrégoras poderosas estão a enfraquecer fortemente, pois estão a perder a sua invisibilidade ou mesmo a ser desmascaradas, deixando os seus seguidores perturbados, obrigando-os a reconhecerem que tinham sido enganados, ou então a agarrarem-se desesperadamente ao que continuam a afirmar que é verdade, repetindo o que os seus mentores ou líderes lhes ensinaram quando as evidências são crescentemente em sentido contrário.

Isto cria um dilaceramento interior que pode levar tanto à vontade de ignorar, esquecer e anestesiar-se, como a separar-se, evitar, não querer ouvir tudo o que lhe faz ver que errou, que alinhou com o mal, que foi enganado, "amilhazado"...
Apesar do enfraquecimento de antigas amizades que se reconhecem agora em campos de justiça e de guerra opostos, algo dramático, estamos em verdade numa época épica da luta da Humanidade pela justiça e a verdade, a liberdade e a fraternidade, e em que ela, liderada por alguns seres mais ungidos, seja na política seja nos meios de comunicação, vai cada vez mais desmascarar, enfraquecer e restringir as egrégoras e forças de hegemonia impune oligárquica, imperialista e sionista, a que grande parte do Ocidente se
vendeu, de modo a que a multipolaridade humanista e sacralizante se estabeleça mais entre países e povos fraternalmente, beneficamente.
Veja bem então que egrégoras está a alimentar, ou a que está a aderir, e alinhe-se nas suas meditações, pensamentos e acções com as mais apoiadas pela Ordem Divina do Universo, o Dharma....

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terça-feira, 22 de julho de 2025
As egrégoras, campos subtis de energia psíquica, e suas lutas actuais. Vida, decadência e morte.
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