segunda-feira, 12 de maio de 2025

Uma oração poema a Deus. Da folha 113 dum diário já antigo, e agora melhorada na Lua cheia de Wesak.



 
Deus,  origem da Vida e ícone brilhante,
sabemos que estás em toda a parte
mas nós penamos por te achar na felicidade
e remamos cansados de escolas e livros no Oceano. 
 
Desce sobre nós a tua mão sagrada,
   abençoa-nos com o calor da tua Presença,
      que o Teu Nome e vibração seja fogo na matéria.
 
Do alto dos Céus, na imensidão do Espaço,
Tu estás no Centro, Um só Infinito,
ardente de Amor e solidão na Unidade do Espírito Santo. 
 
   Para ti acordamos ao nascer do dia,
quando aTua face radiante aquece as nossas vestes
e dentro de nós ritmos e movimentos quentes
nos levam à acção dum novo dia,
para Te manifestar, para Te levar a conhecer e a amar.
 
Tu, cósmica cruz, és imagem de nós de braços abertos
às correntes planetárias e recebendo as bênçãos do Céu
para nos tornarmos Teus inspirados ou ungidos,
mistério sagrado do nascimento da Primavera,
do Menino do Espírito e da nova Era em nós.
 
Ó Deus, sopra em nós o Amor e a Luz da tua Essência,
    a voz e modulação da tua Consciência e Vontade.
 
  
Vem, ó Deus, ó Deusa, ó Divindade,
qual Lua Cheia curativa e iluminadora,
brilha e irradia mais no nosso coração e seres. 
 

domingo, 11 de maio de 2025

Ensaio breve sobre o Amor. E dos seus efeitos em vida e no além.

 O Amor é a minha religião, quer dizer que é através do amor que nos conseguimos ligar a Deus, ao Cosmos e aos outros seres, mais harmoniosa e profundamente.
O Amor é então a chama do nosso ser tendendo para a Divindade e bordejando ou unindo-se à dos outros; e quando há afinidades vibratórias, seja a que nível forem, há trocas energéticas que podem ir desde o sorriso a uma fogueira ou incêndio imenso, ou à plena unidade.
Sendo o Amor a nossa religião devemos cultuá-lo, animar a sua chama diariamente, constantemente. E por isso foi dito: "ama o que fazes e pensas, diz e faz o que amas." Isto quer dizer que devemos ser sinceros, espontâneos, transparentes, irradiando o nosso ser mais íntimo, assumindo-o criativamente em sintonia harmoniosa pluridimensional.
Vivermos em a
mor, tentando sê-lo com o número adequado de seres animados e "inanimados", implica discernirmos as características e ideias específicas de cada ser que determinam atrações e repulsões, estas últimas em certos casos impossibilitando o normal amor fraterno, e mais  ainda a possibilidade de estados mais unitivos de amor. Embora a nossa chama interna do amor deva continuar a arder, mais ou menos na sua irradiação natural, pois a plena ou universal é dificílimo manter face tais oposições ou dissonâncias psico-vibratórias, há que portanto saber morrer ou desprender-nos e renascer e avançar...
Ora quando sentimos tais choque ou confrontos e necessitamos de limitar portanto a nossa expansão amorosa ou inclusiva devido a tais condicionalismos dissonantes psíquicos ou ideológicos, para além do morrer e renascer, como deveremos assimilar tal e determinar-nos e harmonizar-nos em espiral ascendente?
Há  formas ou movimentos
espiritualmente regeneradores na aura que devemos cultivar ou invocar mais, seja pela oração, meditação, exercício ou som? Há mandalas, imagens ou ícones mais propícios a contemplarmos e harmonizar-nos? Será com o mestre ou o ensinamento que mais sentimos afinidade que devemos renovar ou aprofundar a ligação ao Amor e inspirar-nos? Será com os amigos ou os co-discípulos ou discípulas mais próximos que devemos dialogar, sublimar e harmonizar tais conflitos, e desse modo partilhar e intensificar a nossa alma, ideias, lutas, aspirações, amor?
Se estás em Amor, se o demandas, ne
cessariamente as tuas movimentações e escolhas serão ditadas ou pelo menos influenciadas por ele, mas devemos compreender que Amor não é só fluidez, simpatia e doçura pois muitas vezes nasce de contrastes e oposições fortes e outras vezes ele tem de ser a espada forte que corta ou repele o que é ignorância, inconveniente, mal ou falso.
Claro que devemos estar atentos e discernir se estamos demasiado na cabeça e no ego, e perdemos a impregnação do nosso ser pela flama do amor e a sua irradiação pelo centro subtil do coração, e estamos antes a ser levados por reacções emotivas e posiçõe
s extremizantes.
Por isso sempre se recomendou no caminho espir
itual um frequente alinhamento auto-consciencial, postural, respiratório, meditativo para dissolver tensões, nós, inconsciências, traumatismos, acumulações e ilusões e permitir que a circulação energética interna ascendente e descendente e a irradiação do coração estejam activas, e assim acolhermos ou acertarmos melhor nas ideias e reacções, orientações e ritmos.
Pouca gente tem consciência do espaço de tempo que sua vida terrena abrangerá bem como, a cada momento ou fase, das prioridades de utilização e desenvolvimento das suas capacidades. E contudo a Parca virá fatalmente um dia cortar o fio da vida e teremos de abandonar o corpo físico com a alma e
as suas capacidades mais ou menos desenvolvidas, aperfeiçoadas, frutificadas.
Assim na via do Amor cada um
 deve estar bem consciente da intensidade do que deverá desabrochar  na sua alma e ambiente, e que laços, amizades e uniões cultivar, e ainda as tarefas prioritárias a concluir para o Amor circular mais forte na sua alma e ambientes, para ir cumprindo as potencialidades da sua missão ou dever na Terra. Só ou em família ou grupo, lutando pelo amor, a justiça, a sabedoria, a solidariedade, a ecologia, a multipolaridade, religando-se ao seu Espírito e ao seu Deus, no coração, e de modo a que quando morrermos as correntes de Amor nos atraiam para o Sol do Amor Divino Primordial, através dos mundos de Luz que nos couberem e provavelmente para o diálogo e convivência com os espíritos mais afins, no infinito campo unificado de consciência, energia e informação em que todos estamos entretecidos...

sábado, 10 de maio de 2025

Do Amor, em si e em nós. Texto começado há algum tempo e terminado agora.

                    

O Amor anda sempre a correr ou a voar à nossa volta, ou sussurrando interiormente, mesmo quando descrentes dele ou cansados, e num piscar de olhos, ei-lo de novo unindo ou querendo unir o que está separado,  aquecendo o frio e irradiando renovado.

O Amor é  imã que sintoniza  o Cosmos, une corações e vence dúvidas, desânimos, idades, doenças, separações.

Amor, o conquistador. Mas também o sofredor, a flecha que fere com doçura e amargura, o menosprezado na sua subtileza íntima

O Amor é a unidade da esfera, da Terra, de tudo, universal, subtilmente se exercendo.

Atrai as pessoas, aproxima-as, deixa vir ao de cima a alegria, o riso, o desejo, a unidade, a complementaridade.

Do amor assumido e incarnado muitas espécies e variedades germinam, desde as mais simples às mais exóticas.

 Vê bem que flor ou árvore é a tua, ou as tuas, ou as que mais amas...

Dizes que és uma rosa, mas como se não consegues ter o despojamento, a humildade do abrir-se e emanar para toda a gente, e por fim morrer deixando cair pétala a pétala, desejo e identificação, por terra, e para os mundos de luz se elevando?

Através do Amor, rezamos, religamos, irradiamos.

Sim, possa o Amor em ti suscitar asas de elevação para Deus, para a Alma do Mundo, alargamento de consciência e de coração manifestado em acção sábia e compassiva, criativa e fecunda...

O Amor em mim, na sua expressão mais elevada é por Deus, pelos mestres, pelos anjos, pelos espíritos conhecidos e antepassados, e em seguida pelos meus próximos, contemporâneos, em contactos pessoais, e em obra gerais.

Nos contactos pessoais, o Amor é como o Sol na Primavera e no Outono, surge brilhante, oculta-se enfraquecido, mas perdura sempre como a fonte da vida do universo.

Internamente ou animicamente o Amor é o fogo da vontade de vida Divina e não o devemos deixar apagar, por maiores que sejam as desilusões, dificuldades e sofrimentos.

O Amor é a melhor emanação do Eu espiritual e Divino em nós, uma centelha do Sol do Amor Primordial pulsando, respirando, irradiando.

Sê Amor! Brilha no Amor! Que a ignorância, o ódio e a morte sejam vencidos pelas chama do Amor e da sua sabedoria! 



sexta-feira, 9 de maio de 2025

Um poema religioso, dum diário bem antigo...

Cristo, mensagem do número eterno.

Aqui e agora, de braços abertos,
coração no centro:

- Ó meu Deus, dá-me da Tua força
para eu servir de rebocador,

Afirma-me no Amor,
para eu ser um conquistador,

Lava-me de branco,
para eu ser Pureza, 

Inflama-me o coração
para ser farol no temporal,

Torna-me sereno e feliz,
ajudando a felicidade dos outros,

Eleva-me à tua consciência,
pois amo-Te e quero conhecer-Te melhor.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Um poema espiritual do coração.

                                                     

 Um poema espiritual do coração:

Esta busca da Verdade,
 esta aspiração do coração,
    este querer vencer e a Ti chegar,
levaram-me a p
artir pela Terra Lúcida,
que talho na in
tempérie do tempo e do espaço,
entre sonhos e meditações, no almejar do coração.

Chamo por Ti e por vós, Deus, mestres e anjo,
soprando por entre mil livros e manuscritos
onde derramei esta aspiração de comunhão
mais próxima com a Verdade e a Luz.

Tudo tem o seu momento certo, ó Pedro.
Congratulo-me com o teu labor:
tenta ser e avançar no fogo do
Amor,
persevera na interiorização e abnegação,
que entrarás mais no templo do Coração!

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Erasmo e seus ensinamentos perenes. Breve revisitação sua na nossa alma.

Erasmo num altar lisboeta

Erasmo, antropologicamente, vê o ser humano como trino: corpo animal, alma humana, espírito divino, e é no equilíbrio frutífero destes três que resulta o avanço ou não para o cumprimento da sua missão na vida e para o sumo bem, em geral, seja este felicidade, amor, ligação a Deus, salvação.
O ser humano procura a felicidade, só que o corpo quere-a de acordo com os instintos e hábitos, a alma vai pelos afectos e paixões, a mente pensa e interroga racionalmente mas é o discernimento provindo da centelha do espírito, obtido seja pela inteligência seja pela intuição obtida na oração e meditação, que pode coordenar e orientar melhor os diversos níveis do ser. Daqui a necessidade do constante estudo e trabalho com o auto-exame e com a inteligência para não sermos manipulados e enganados por tantos oportunistas e avençados, de modo a que a Sabedoria vá crescendo na nossa individuação, permitindo o discernir e implementar as respostas mais certas e frutíferas às inter-relações e desafios da vida.
O ser humano não nasce homem ou mulher, mas faz-se, cresce, desenvolve-se, nomeadamente em sensibilidade, capacidades, virtudes, luz interior. Subjacente à vida está então uma arte de vencer e harmonizar obstáculos e resistências, tendências e fraquezas.
S. Inácio de Loiola dizia aos seus discípulos, os primeiros jesuítas, que não lessem Erasmo poi
s esfriava a fé. Mas a verdade é que Desidério Erasmo era uma pessoa tão culta, e sabia tanto da mensagem de Jesus  ou, como lhe chamava, da philosophia christi, bem como das heresias e diferenças de ideias ocorridas ao longo dos séculos do Cristianismo, que certamente quem o lesse aumentava a Razão ou Logos em si, pois ao ser confrontado com tantas versões naturalmente teria de exercitar o discernimento gerador duma gnose pessoal mais verdadeira, tanto mais que lucidez racional erudita e em busca da verdade em Erasmo era tão grande que algo disso transmitia-se a quem o lia ou lê e estuda com amor ou mais perseverantemente. 

 Eu próprio, quando o leio ou medito, sinto subtilmente algo de comunhão com as forças lúcidas e desmistificantes do autor do Elogio da Loucura, dos Adágios e dos Colóquios. Ora o problema, e que já S. Inácio sentira,  é que dentro da Igreja e das suas narrativas, doutrinas e história  somos confrontados com tanta imaginação ou mesmo disparate, que podemos começar a pôr mesmo em causa o que até Erasmo ainda parecia admitir, mas que com o nosso racionalismo mais informado de cidadãos do século XXI, já não coarctados pela longa tradição unânime da Igreja, talvez por Erasmo ainda assim venerada em certos casos  demasiado, poremos mais naturalmente em causa. Não referirei porém agora esses aspectos discutíveis da crença católica e ficará para outro texto.

Na época a Teologia e a dogmática da
 Igreja controlavam na Europa a educação, a ciência, a razão, a política. Foi o Renascimento e a Reforma que deram os primeiros grandes golpes no monopólio do ensino e da visão do mundo, que deixou de ser a antiquíssima judaico-cristã, tão patriarcal e violenta, sobrecarregada dos  fanatismos de inquisidores e censores que se atreveram a matar génios como Giordano Bruno, Michael Servetus, Frei Valentim da Luz, ou a prender Pico della Mirandola e Damião de Goes, ou a censurar  milhares de outros.

                                           
                Marsilio Ficino, Giovanni Pico della Mirandola e Angelo Poliziano, por Cossimo de Rosselli, igreja de S. Ambrósio, Florença
Erasmo, sobretudo depois de se ter atrevido a publicar em 1515 uma nova tradução do Novo Testamento foi muito atacado por alguns dominicanos mais reacionários, tal o castelhano Zúñiga, e o cardeal Girolamo Aleandro, mas como a sua sabedoria e lucidez eram imensas e soube defender-se bem, tiveram de se calar, por ordens até papais, e foi mesmo a Erasmo que os papas Leão X, Adriano VI e Clemente VIII se dirigiram com o pedido que enfrentasse Lutero e o desmascarasse. Erasmo esperou, pois havia aspectos da Reforma que eram válidos e necessários e só quando Lutero e os reformistas entraram em mais violência e opressão radical das formas cristãs de culto, é que em 1524 o contestou e, claro, Lutero não gostou nada e replicou. A polémica agitou a Cristandade, embora Erasmo tenha escrito sobretudo filosófica e eticamente no campo do livre-arbítrio que Lutero, numa dependência exagerada na fé no Deus das Escrituras como salvífica, considerava inexistente no ser humano, pois já estaria predestinada a sua salvação ou não apenas pela graça divina, de pouco ou nada contando a individualidade e a liberdade humana, ou livre-arbítrio.
Para Erasmo era diferente: cada ser humano tem se fazer, tem de se salvar pelos seus actos, pensamentos, sentimentos e esta salvação é a construção do templo divino ou dum graal receptivo no coração de cada um e onde o espírito divino deve descer e nos encher de luz, de amor, de sabedoria, que depois são partilhadas em comunidade, em orações, em esforços e criações, e sobretudo no bom senso e no amor ao próximo, à família, à Humanidade, ao Bem comum.
Saibamos comungar e coadjuvar
 Erasmo e os outros que ergueram e encheram (ou erguem, e fazemos votos para que o novo papa Leão XIV seja um elo luminoso)  bem a taça do santo Graal das correntes do Amor e da Sabedoria Divinas e a derramaram e derramam pela Humanidade harmoniosa, livre e multipolar, hoje como outrora sempre ameaçada pelos que a querem controlar, manipular, infrahumanizar.  Lux Dei.

Sancte Erasme, ora pro nobis, ora cum nobis!

terça-feira, 6 de maio de 2025

Por entre o mundo da manifestação, o caminho da estrela pentagonal.

A relativização do que vai sucedendo no mundo político e social, tão egóico,  ilusório, mentiroso, violento e transitório (Homo bulla est, foi um dos adágios mais desenvolvido por Erasmo), e em especial do que nos chega pelos tão manipuladores meios de comunicação, o sermos pouco afectados pelo que nos dizem e criticam, o desprendimento em relação ao que somos ou temos, a renúncia ao reconhecimento exterior e o culto da humildade e do silêncio serão  qualidades aparentemente negativas ou passivas da nossa dinâmica anímica. São porém bem necessárias e  formativas, pois obrigam-nos a superar as nossas instintividades, fragilidades e contradições e fortalecem assim os que procuram o auto-conhecimento e o aperfeiçoamento, em especial a um nível psico-espiritual, ou os que aspiram mesmo à religação íntima com o sagrado, com o Divino.
Somos todos consciência e energia, e esta manifesta-se nas vibrações das partículas e ondas de todos os fenómenos que nos constituem ou afectam, pelo que devemos ter atenção ao que constantemente entra nos nossos cinco sentidos ou mesmo o que subtilmente nos toca e influencia, para além do que geramos e emanamos através do que pensamos, ouvimos, sentimos, dizemos e fazemos.
Só assim poderemos em momentos de maior transparência interna de auto-consciência e meditação sair dum estado agitado e de semi- consciência e começarmos a sentir e a aperceber-nos das circulações energéticas e psíquicas e portanto do nosso estado maior ou menor de harmonia ou alinhamento psico-somático e espiritual, e consequentemente purificá-lo, trabalhá-lo, elevá-lo, iluminá-lo, frutificá-lo.
Na realidade, cada ser deve ser capaz de se interiorizar, elevar e comungar seja com o seu sistema energético psico-somático, seja com o espírito, seja com o mestre seja com o seu Deus ou ainda com a grande amplidão oceânica ou ígnea da Divindade.
Tal é mais possível quando se consegue considerar e assumir o que se passa diariamente como banhos vibratórios por vezes com ondulações mais fortes e impactantes mas se que desvanecerão de novo, com mais ou menos trabalho, graças ao limpar, recolher e focar na respiração transmutadora e na intensificação da chama do coração e alma para os níveis elevados do Ser.
Gate,
 gate, paragate, parasamgate bodhi svaha, é a oração que exclamam os Budistas em relação ao ser que conseguiu passar para além de samsara, da agitação ilusória dos fenómenos e consegue entrar ou sentir-se na outra margem da existência, na espiritual ou divina e nela respira ou permanece vitorioso sobre si e sobre a dispersão mundana.
                                         
Na Cristandade, dizia um místico medieval dos mais profundos Henrique Suso, que por vezes quando orava e meditava sentia-se nadar envolto por altas vagas na sua navegação entre o tempo e a eternidade divina mas noutras vezes permanecia na sua unidade interna e religação divina, e que tal subsistia mesmo quando activo, fizesse o que fizesse, pois via e sentia a diversidade exterior na unidade divina...
No caminho da realização espiritual, no meio dos envolvimentos no mundo que nos competem na nossa missão profissional, familiar e social, devemos praticar então com regularidade a auto-consciência respiratória, energética e psíquica, realizarmos quem somos e abrir-nos às correntes dos Alto ou Divinas.
                                           
Para alguns mais no Caminho somos uma centelha espiritual, e que num corpo aberto em forma de estrela de cinco pontas, sobre duas pernas caminha e age, simbolizando elas, uma o desprendimento, a renúncia ou liberdade em relação às necessidades e instintividades, e a outra a do conhecimento, da gnose, do discernimento e acção justa. Quanto às duas pontas, das mãos, por elas ora recebemos com reverência e gratidão e ora damos com amor ou justiça. E no cimo da cabeça, na ponta da estrela, está a unificação irradiante, a resplandecência da consciência espiritual e o fio ou fios das ligações espirituais e divinas possíveis.
Sabermos viver bem e realizar esta estrela de cinco pontas dupla, íntima e corporal, numa aura luminosa e corajosa, que não se deixe infrahumanizar nem amilhazar, mas antes se humanize fraternalmente e comungue mais e melhor com o sagrado da essência e existência humana e da Natureza, bem como da Divindade, eis a obra-prima que devemos esculpir em nós mesmos e emanar e partilhar com os outros.