No dia seguinte ao assassinato traiçoeiro e bárbaro de um ministro iraniano, filósofo e de grande valor humano, pelos israelitas, a 19 de Março de 2026, Alexander Dugin escreveu um texto bem concentrado sobre o martírio de Ali Larijani, a alma iraniana e a sua filosofia de sacrifício e resistência, e ainda sobre a guerra em que os USA, Israel, a UE e a NATO estão empenhados diabolicamente contra a Rússia e o Irão e outros países não alinhados ou não subjugados ao infrahumanismo ou mesmo satanismo epsteiniano, ou que já estão no BRICS ou a tal aspiram, advertindo que tal vai decidir de uma certa dimensão qualitativa do futuro da humanidade.
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| Muita luz e amor na alma e espírito de Ali Larijani e dos seus familiares, amigos e discípulos. |
A Civilização da Luz contra os Inimigos do Homem. A Ideia sobrevive a cada assassínio, por Alexandre Dugin.
«O líder iraniano Ali Larijani foi assassinado pela coligação americana-israelita.Mas mais uma vez, "a Unidade [da nação iraniana] não percebeu [não foi afectada pela] perda de um combatente."
O Irão dá à humanidade uma lição de verdadeira antropologia: o indivíduo [numérico, da quantidade] não conta; o que importa é a pessoa [a persona, a alma]. A pessoa é aquela que está pronta para morrer pela Ideia. A Ideia encontrará novos indivíduos que se levantarão para defendê-la e se tornarão pessoas. Esta é a imortalidade na Ideia—em Deus, na Verdade.
Um ser humano começa a significar algo apenas quando se endireita como uma flecha voando em direção ao céu. Caso contrário, ele é um verme. [E assim são muitos, massificados, amilhazados, alienados. Por isso a tradição esotérica (irfan) iraniana realça o imam, o guia, o qutb, o polo, os orafa, os que ligam os mundos e a Humanidade e a Divindade].
O Irão é uma civilização de Luz [Nûr]. Consiste em almas que se erguem verticalmente. Uma substitui a outra numa guerra absoluta de luz.
Na mística islâmica, o indivíduo (nafs [a parte instintiva e astral]) é considerado como "o diabo interior." Somente aquele que o superou [ou venceu] é verdadeiramente humano.
O maravilhoso filósofo iraniano Ali Larijani (falei com ele durante muitas horas sobre anjos, imortalidade e o homem luminoso [Xvarnah, ou Ischraq, dotado da Luz da Glória ou Oriental, tão patente na filosofia e espiritualidade iraniana, como Henry Corbin tão bem estudou e divulgou] foi assassinado. Não num bunker [como os traiçoeiros e cobardes americanos e israelitas], não num abrigo. Ele foi visitar os seus filhos. Lá, um míssil sionista apanhou-o.
Contudo um outro homem iluminado tomou seu lugar: Saeed Jalili. Com ele, também dialoguei horas sobre a Quarta Teoria Política [títulos de livros e artigos de Alexander Dugin e da sua filha mártir Daria Dugina. Muita luz e amor nela!]. Esta é uma guerra de filósofos. É uma guerra do Homem contra o inimigo da raça humana.

Os Estados Unidos e Israel são uma coligação do inferno. Eles matam. No entanto, Deus ergue novos heróis no lugar dos caídos. Novos filósofos.
É por isso que a filosofia é tão importante. E até que a Rússia realmente se volte para a filosofia genuína e para as profundezas da religião, não venceremos. Esta é uma guerra sagrada. Nela, o principal é a Ideia.
Netanyahu, que parece estar vivo (embora isso ainda permaneça incerto), mostrou ao Embaixador dos EUA em Israel [o ultrasionista pseudo evangélico] Huckabee uma folha de papel com a lista daqueles já marcados para serem assassinados num futuro próximo. Ambos riram e brincaram que têm cinco dedos em vez de seis, como foi visto num vídeo simulado anterior pela Inteligência Artificial.
| Joe Kent entrevistado por Glenn Diesen, um bom analista, tal como Douglas Macgregor, Larry Johnson, Alaistar Crook, Chris Hedges, Jeffrey Sachs, George Galloway, etc... |
O chefe do departamento de contraterrorismo dos EUA, Joe Kent, renunciou ao seu cargo em protesto contra a agressão ao Irão e contra o facto de a América ser governada pelos sionistas.
Alex Jones chama abertamente tudo o que está a acontecer nos Estados Unidos de "golpe sionista."
Ex-oponentes de Trump dentro do Partido Republicano, incluindo Mitch McConnell, e até alguns Democratas estão a mover-se cautelosamente em direção a apoiarem-no. É revelador que o ultra-russófobo McFaul também esteja disposto a apoiá-lo, expressando apenas o desejo de que Trump comece a tratar a Rússia da mesma forma que trata o Irão— e o mais rápido possível.
O próprio Trump afirma que “Putin tem medo dele.” Isso é claro que não é verdade, mas certos momentos nas absurdas e mal concebidas "negociações de paz" sobre a Ucrânia entre Moscovo e Washington deram-lhe motivos para pensar assim [talvez dado o seu narcisismo maligno, mas não creio que seja tão grande a sua megalomania...]. Isso é muito perigoso. Qualquer sinal de fraqueza, mesmo que imaginário, só encoraja ainda mais esses maníacos.
À medida que Trump perde os seus próprios apoiantes—que ele traiu completamente— vai ganhando gradualmente o apoio dos mais notórios vermes globalistas.
Para Trump, as prioridades são o Irão e a América Latina. Ele já começou a ameaçar abertamente uma intervenção no Brasil, e decidiu há muito tempo destruir Cuba. Por enquanto, ele claramente não deseja se concentrar na Ucrânia, embora esteja sendo cada vez mais pressionado nessa direção. Por enquanto.
O medo inspirado pelo Trump inicial, quando ele prometeu destruir os globalistas e desse modo ganhou a presidência, ainda persiste. George Soros continua a pressionar as suas redes [Open Society e outras] para se opor a Trump (Soros também odeia Netanyahu). Contudo agora Trump persegue uma política de globalismo agressivo e militante, buscando a todo custo preservar a hegemonia ocidental e o mundo unipolar. A dado momento, ele voltar-se-á também scontra a Rússia. A Ucrânia está atualmente fora do foco principal de atenção, o que preocupa Zelensky, mas isso é temporário.

A nossa única esperança agora, junto com a China, é que o Irão resista e alcance os seus objetivos no Oriente Médio. Isto permanece possível, embora implique o custo de um sacrifício imenso. Se o Irão cair, o Ocidente atacar-nos-á. E a China seria p próximo.
Por mais dividido que o Ocidente possa parecer hoje em cinco centros—Trump, a UE, a Inglaterra, os globalistas puros e Israel—em certas questões ou aspectos eles agem juntos. Afinal, são todos eles o Ocidente. Sim, observamos uma discórdia séria [relativa...] entre eles, mas um denominador comum permanece, e a reestruturação das relações continua constantemente. A Rússia não pode contar com a boa vontade de nenhum desses polos. Todos eles são inimigos—apenas em graus variados, em contextos diferentes e em combinações diferentes.
Somente se torna agora claro a profundidade do imenso crime cometido pela liderança soviético-russa das décadas de 1980 e 1990: eles desmantelaram voluntariamente o Pacto de Varsóvia, dissolveram a URSS como superpotência e aboliram unilateralmente o mundo bipolar.
Até hoje, eles não receberam o julgamento que merecem. Foi uma conspiração contra a Rússia—contra o estado, o povo e a civilização. Na época, teve sucesso. Foi uma operação genuína de mudança de regime e uma tomada de poder no país por um grupo agindo nos interesses de um estado hostil. Nenhuma outra interpretação dos anos 90 é possível. [Houve contudo vários factores complexos enfrquecedores...]
Putin começou o processo heroico de restaurar a nossa soberania. Isso se estendeu por muitos anos e provou ser uma tarefa extraordinariamente difícil.
Quanto mais Putin insiste na independência da Rússia, na multipolaridade e na ideia do estado-civilização, mais o Ocidente aumenta sua pressão sobre a Rússia. O aumento do nível de escalada reflete o fortalecimento da vontade da Rússia em direção à soberania. O Ocidente não está disposto a aceitar isso. O seu objectivo é acabar com a Rússia.
Na minha opinião, é hora de mudar a nossa atitude em relação à Ucrânia. Provou ser um oponente muito sério. Sim, todo o Ocidente coletivo está por trás dele. No entanto, muito nesta guerra também depende de sua população. O inimigo revelou-se mais forte do que pensávamos. E nós próprios, claramente, o oposto. [Exagero crítico de A. Dugin que queria a vitória mais rápida, mas com um custo muito maior de sofrimento humano o que Putin e as chefias militares nãoquiseram.]
Ao mesmo tempo, sentindo a sua força, o inimigo pretende a todo custo tomar nossas terras, enquanto nós estamos gradualmente mudando para uma posição defensiva—deixem-nos o que actualmente é nosso, e nós nos acalmaremos. O inimigo lê isso de forma inequívoca como fraqueza, e isso apenas fortalece sua determinação de continuar a guerra. [Algo datada desta leitura, pois em Maio é cada vez mais evidente a lenta mas segura reconquista de Donbas.]
Só há uma saída para isso. Reformas fundamentais dentro da própria Rússia. Uma identificação clara dos centros de fraqueza, mudanças no pessoal, talvez até mesmo nas instituições, e a plena articulação dos objetivos máximos da guerra: a capitulação incondicional do regime de Kiev e a transferência de toda a Ucrânia sob nosso controle estratégico. [Alexander Dugin é algo absolutista nisto...]
Se as tendências atuais continuarem, tal objetivo permanecerá inatingível. Isso significa que nós mesmos devemos mudar. Simplesmente não temos outra escolha. Uma postura vacilante e defensiva não pode garantir nenhuma paz, muito menos uma paz duradoura. É necessária uma nova estratégia, juntamente com um fortalecimento acentuado do nosso potencial de poder, incluindo a dimensão espiritual.
Temos dois exemplos do século XX: a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial (a Grande Guerra Patriótica). A primeira levou a Rússia ao colapso. A segunda levou-a à grandeza.
Na Primeira Guerra Mundial, o povo não estava inspirado. Na Grande Guerra Patriótica, eles estavam inspirados.
Nossas negociações com Washington, em seu estilo e tom, não se assemelham em nada à Grande Guerra Patriótica. Minam o espírito moral de quem se dedica de coração à Vitória. Os processos inerciais que continuam desde a década de 1990 também actuam de maneira sufocante.
A Ucrânia provou ser um noz dura de roer. Mas muito maior será a nossa Vitória.»
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| Imagem bem significativa da hierohistória da grande alma sacrificial russa, partilhada pela pintora Tatiana Belopukhova. |


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