domingo, 10 de maio de 2026

Conto: Do dom de satisfação dos últimos desejos antes de se abandonar o corpo físico, ou morrer.

 

Dentro das sincronicidades no campo unificado de energia consciência da Humanidade houve pessoas que, estando para  morrer , receberam interiormente do mundo espiritual a graça de poderem fazer e vivenciar tudo o que quisessem durante dois ou três dias. Ora uma das que recebeu esse dom não soube responder, ou pouco acreditou, e não despertou a sua imaginação e vontade para a acção, morrendo sem ser agraciada e perdendo assim a sua última oportunidade de frutificar alguns talentos da sua vida terrena, antes de a deixar definitivamente,  partindo assim mais pobre e menos consciente e luminosa.

 Outro posta  mesma situação agradeceu a graça final e quis adquirir e recebeu as maiores preciosidades de arte e de livros que admirara ou sonhara, e durante as seus últimos dias desfrutou com os seus olhos, mãos e alma tanta beleza e sabedoria que, ao morrer,  levava a sua alma tão grata à Divindade e Humanidade, que a sua transição e ascensão foi leve, luminosa e rapidamente lhe foram facultadas ligações e contactos instrutivos ou sábios no além. 

Já outra pessoa  pediu para poder reunir na visão da alma todas as pessoas que amara, ou que a tinham amado, na sua vida e  lentamente um grande círculo se formou unindo-as e permitindo-lhes comungar, bem surpreendidas, nas energias de afinidade sábia e amorosa que as ligavam, com  trocas de realizações e compreensões de um grupo invisível que existia mas que nunca se consciencializara. Foram apenas algumas horas de comunicações, mas ao morrer ela levou consigo tão reavivada a imensa colheita e semeadura de amor-sabedoria que gerara ou onde estivera, e muita da qual que  já nem se lembrava,  por todos os cantos do mundo que conhecera, que não se surpreendeu quando prestes a desencarnar  avistou pelo olho espiritual no mundo subtil algumas das que já tinham morrido e que ali estavam a acompanhá-la na sua transição, rumo a novos desenvolvimentos luminosos.

Outro ser quis que muito dinheiro  entrasse na sua posse e pudesse ser dado e  distribuído a todos os que ele intuísse interiormente que precisavam e o usariam bem e sentiu-se muito feliz por ver tanta gente ficar alegre e melhorar as suas condições de vida.

Houve porém outra  que foi mais religiosa na sua aspiração dos  dias finais: desejou ver o mestre Jesus, e santos e anjos, e por eles ser abençoado e purificado, e assim morreu após a sua purificação de arrependimento e de adoração e gratidão, com tal visão gloriosa a acompanhá-lo no momento da partida,  avançando confiante e feliz para o além,  acompanhado pelo seu anjo da guarda e um ou dois santos que mais venerava. Finalmente,  outra pessoa houve que quis que todas as pessoas do mundo tivessem umas horas de grande lucidez em que vissem claramente as razões e os objectivos da sua incarnação terrena e que algo disso nunca mais pudessem esquecer. E assim várias pessoas foram presenteadas com uma súbita intuição e determinação sábia e libertadora,  que as enriqueceu muito, bem como os que as conheciam e por elas foram tocados.

Se me perguntarem agora qual destas atitudes é que escolheria diria que provavelmente nenhuma só, mas certamente não faria como aquele poeta que disse «deixem-me viver  os dois dias finais como se nada soubesse», pois preferiria ter tempo para me despedir das pessoas amigas, próximas ou distantes, e deixar-lhe alguns presentes externos e realizações internas conscienciais, ou mesmo conselhos salutíferos é bençoadores especificos para cada um, e que a despedida fosse colectiva e agradável para todos, numa grande meditação em que os centros subtis do corpo espiritual estivessem bem relampejantes e que o efeito de tal meditação poderosa se fizesse sentir na alma e aura do país e até levement no planeta. E que, quando saísse do corpo,  tal fosse visto como uma libertação ascensional  provando que a morte terrena é só uma passagem para outra dimensão em que alma já não revestida do corpo físico mas dum corpo subtil ou de glória continua a sua evolução e trabalha para desabrochar mais a luz ou glória (xvarnah) de Deus, passando de um plano de menor para um de maior luz, amor e unidade.

Sei que houve ainda um outro ser que pediu a Deus que ele se revelasse a alguns os seres dos seus amigos em três modos: primeiro mostrando-lhes como é que eles O satisfariam nesta vida e qual o plano e a missão que lhes competiria. Segundo,  que a Divindade fizesse que a Sua Presença  se tornasse neles mais perceptível e que o mistério do nascimento interno da divindade espiritualmente nos seres se realizasse mais. Terceiro, que Deus, ou a sua corrente de Luz directa e do corpo místico da Humanidade estivesse unida a si na hora da morte. 

Creio que este último também partiu orando e irradiando grata e luminosamente.


como eu gostaria de fazer. 

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