quinta-feira, 15 de outubro de 2026

. 180º aniversário do poeta Fernando Leal, amigo de Antero. 15 de Outubro de 1846, em Margão, Índia Portuguesa. Com um elogio de Gomes Leal, e pensamentos de Thiruvalluvar.

Uma das duas fotografias de Fernando Leal conhecidas, publicada no jornal o Século aquando da sua libertação terrena em Abril de 1910, como pode ler em https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2014/10/fernando-leal-oficial-cientista-e-poeta.html

O poeta e oficial Fernando Leal nasceu neste dia 15 de Outubro de 1846 em Margão, de família do Alto Minho, e perfaz 180 anos em 2026. Saudemo-lo e comemoremo-lo, lembrando a sua actividade de dinamizador cultural em Portugal e na Índia, onde após uma vida bastante heróica e movimentada, sobretudo como militar e explorador cientista, veio a casar com uma das filhas do conde de Mahem, Maria Guiomar de Noronha, participando em muitos serões literários que, com as récitas juvenis organizadas por Higino da Costa Paulino, eram momentos intensificadores do convívio cultural dos portugueses, em Pangim, nos finais do séc. XIX e começo do XX.

Fora com o naturalista alemão Carl Mauch (o redescobridor das ruínas de Zimbaué) que trilhara pioneiramente o percurso do Transval (em missão diplomática de acordarem nos limites territoriais) a Lourenço Marques por caminhos até então não percorridos pelos europeus, contribuindo com as suas viagens e mapas não só para a confirmação da presença e soberania portuguesa em Moçambique na arbitragem internacional de 1875, como também para avanços científicos nas áreas de geologia e botânica, tendo descoberta um nova planta que recebeu o seu nome a arbol botella, denominada Pachypodium Lealli. 
Traduziu versos de Victor Hugo e de outros autores franceses, sendo nisso muito elogiado por Antero de Quental e outros  escritores, como Camilo Castelo Branco, Silva Pinto, Gomes Leal, Guiomar Torrezão, e num dos seus livros na dedicatória que endereça ao grande poeta francês  confessa ter aprendido a sua língua numa obscura aldeia do Malabar: "O meu professor de francês era um pobre padre cristão, muito inteligente, mas brâmane pela sua casta e que nunca encontrara na sua vida um francês". 
Nos anos que esteve em Portugal conviveu com muitos escritores destacando-se a sua grande amizade com João de Deus, Gomes Leal e em especial Antero de Quental, e da qual nos restam algumas cartas muito significativas filosófica e espiritualmente. Encontra uma boa biografia de Fernando Leal neste blogue.  https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2014/10/fernando-leal-oficial-cientista-e-poeta.html),

Aquando do Ultimatum de 1891 reagiu forte e ironicamente contra o imperialismo inglês e escreveu Palmadas na Pança do John Bull. Já no fim da sua vida terrena reuniu poemas, traduções e textos, numa obra mais religiosa intitulada o Livro da Fé. Morreu em 1910 em Goa já no posto de coronel. A sua mulher Maria Guiomar amava-o tanto que manteve o seu caixão em sua casa, debaixo da cama, bastante tempo. É a Fernando Leal que devemos alguns esclarecimentos da vida amorosa de Antero de Quental (muito discreto nisso), nomeadamente acerca da mítica Beatrice, tanto mais que fora Antero que o aconselhara a regressar a Goa e a casar-se com quem o amasse, Guiomar...

O poeta Gomes Leal (1848-1921), ainda seu parente, que foi também atraído pela sabedoria tanto geral como cristã, indiana e teosófica, e de formas muito originais e por vezes muito revolucionárias ou mesmo heréticas, tal como nós, comemorou neste dia 15 de Outubro, mas em 1888, no jornal O Século, o aniversário de Fernando Leal caracterizando-o elogiosamente assim : «um raio de sol da resplandecente Índia, onde a bela Lakshmi nasceu radiante de um mar todo de leite no largo cálice de um lótus, a bela flor azul!» 
Que eles estejam em animada satsanga e nos inspirem, Aum, Amen!´

Do seu Livro da Fé, do fim do capítulo Silva dos Crentes, transcrevemos a tradução de alguns dos versos do Tirukkuṟaḷ do famoso poeta e espiritual do Tamil Nadu, Thiruvalluvar, ou Tiru Valuver:

«A civilidade
É, na essência,
Paciência
Unida a bondade.
**
Assim como os alfabetos [ou linguagens]
Começam todos por A,
Assim Deus é o princípio
De quanto, foi, é e será.
***
Os Espíritos que em tudo,
Na flor como nos abrolhos,
Não louvam Deus, comovidos,
São como a língua dum mudo
São como num cego os olhos,
Como num surdo os ouvidos.
Como na concha a tartaruga esconde
Os cinco membros seus,
Homem: recolhe os teus sentidos onde 
A outrem não ofendam, nem a Deus.»

Esta referência à tartaruga que se recolhe é um exemplo dado na tradição Yogi, para o estado (nos yoga sutras de Patanjali) de pratyahara, de interiorização e abstração dos órgãos dos sentidos que antecede a concentração e a meditação. Veja-se Bhagavad Gita, cap. II, 58, numa tradução minha: «Quem retira os sentidos dos objetos dos sentidos completamente, tal como a tartaruga se recolhe  no casco, estabelece-se firme na consciência profunda  iluminante (prajna).»

Numa nota final, de "F. L." : «O autor desses três últimos e sublimes pensamentos, Tiru Valuver, é o grande moralista indiano, chamado o Divino pariá, Tiru, divino Valuver mestre dos pariás. - Não se conhece em Goa o seu livro, tão admirável até por ser de um pagão e de um pariá. É um tratado de deveres, popularíssimo no sul da Índia. Foi traduzido em latim pelo erudito Padre Beschi [1680-1747], (que também ele próprio compôs, em língua tamil, um estimado poema) e em inglês por missionários protestantes.»

Breves meditações (6ª) ou ensaios sobre a Sabedoria. As orações. O Pai Nosso e o venha a nós o Reino, ou o Espírito?


Dos vasos de eleição para a Sabedoria  descer ou manifestar-se ao longo dos séculos, um dos mais valiosos foi sempre o das orações que brotaram para os antepassados, os mestres, deuses, o céu, o sol, o espírito, a Divindade.

Transcritas espontaneamente em jorros  de admiração, alegria, receio, esperança, amor ou então elaboradas por meditações e especulações doutrinárias, aspirando ou reflectindo correspondências entre princípios e dinamismos  do macrocosmos no microcosmos humano, elas chegaram até aos nossos dias interpelando-nos para as utilizarmos, actualizarmos, vivificarmos, sermos elos da Tradição Perene que os gerou e deste modo recebermos ou irradiarmos os raios do fogo luminoso e ardente que brotam sobretudo do coração de quem ora e as vivifica e intensifica e podem fazer descer as bênção espirituais.

Cada religião, cada tradição esotérica ou iniciática tem as suas orações e mantras e quase todos recebemos ora de nascimento ora de posterior conhecimento, e tais palavras e ritmos, forças e símbolos, ideias e sons agem subtil mas valiosamente em quem as pronuncia com mais consciência, atenção, intenção, abrangência, unindo o céu e a terra, as semi-trevas e a luz, a humanidade e a Divindade.

No Ocidente a oração principal que nos chegou, ensinada por Jesus, o Pai Nosso, é sem dúvida uma bela e forte oração de Sabedoria e bem meditada e vivida intensifica o conhecimento, o amor, a coragem, seja ela dirigida ao Pai, ou ao Pai e Mãe, ao Princípio ou Identidade suprema, ao Absoluto ou Infinito, pois pede-se-lhe que a sua essência manifestada no seu nome ou vibração seja por nós acolhida, compreendida, cultivada, harmonizando-nos, ou santificando-nos. 

Muito se poderá especular, e milhões de páginas foram já escritas, quanto a esta oração, e que provavelmente foi pronunciada em aramaico e foi transcrita no Novo Testamento em duas versões substancialmente diferentes: face à de  Mateus (6, 9-13), mais literária,  a de Lucas (11, 2-) é a que parece mais fidedigna e simples, embora haja quem veja nele um abreviador,  pois diz apenas "Pai", em vez de "Pai Nosso que estais nos Céus",  não afirma o "Faça-se a tua vontade" , e  "assim na Terra como no céu". e não há o pedido, "livra-nos do mal". 

Vários teólogos admitiram que seriam ou duas orações distintas  praticadas em  comunidades diferentes, mas a maioria pensa que Jesus só ensinou um Pai-Nosso, e tratam-se duas transcrições diferentes pelos dois evangelistas, anos depois de as terem aprendido. Quanto à língua com que foi ensinada foi provavelmente o aramaico, que era a língua da regiao, já que o nome de Abba para Pai, é aramaico, e o hebraico seria Abi. Já se o Pai Nosso era Pai de todos os humanos ou se apenas dos que adoptavam a filiação divina através da intermediarização de Jesus, é uma questão debatida pelos teologos. E se formos para a visão de Deus como a Fonte divina que é Pai-Mãe, como alguns sentem e rezam, essa será questão ainda mais controversa. 

Talvez a questão mais interessante e valiosa será a da 3ª pedido: Venha a nós o vosso ou teu Reino, como se tornou a prática normal e no fundo exteriorizante e materializante, ou venha a nós o teu ou vosso Espírito, a que me parece a melhor, tanto mais que foi a leitura que, na época recuada em que viveu (335 a 400), S. Gregório de Niza obteve na versão que tinha de S. Lucas: "Que o teu Espírito Santo venha sobre nós e nos purifique."  E na linha desta visão, o "Pão nosso de cada dia" que é pedido,  é, ou é também, o alimento ou a bênção espiritual. 

A oração é na realidade sempre um acto de transformação anímica e abertura ao Espírito divino, individual e supra-humano, e nela as palavras e sons invocam e evocam correntes energéticas e espirituais, linhas de força ou vibrações que actuam eficazmente na pluridimensonalidade humana e ambiental, alcançando os céus, ambientes ou auras interiores e exteriores, de modo que se tenta invocar e fazer descer o esplendor ou glória ou luz do Espírito, de Deus. Para que haja mais  unidade entre os seres e entre a Humanidade e o Bem, a Justiça, a Verdade, que são as manifestações mais evidentes de Deus.

Na segunda parte do Pai Nosso a petição é de forças para a acção e a transmutação na horizontalidade apelando a sermos mais justos ou sábio, não só invocando mas concretizando. Nesse sentido, depois de orarmos devemos consciencializar-nos do que iremos fazer e irradiar da luz invocada e mais ou menos recebida

No cristianismo outras orações muito praticadas são a Ave Maria, isolada ou no Rosário, a oração ao Anjo da Guarda e a oração do coração dos hesicastas ortodoxos, "Senhor Jesus Cristo, filho de Deus vivo tem piedade de nós", que tem variantes e que já abordamos no blogue a propósito da vida do staretz ou santo russo Serafim de Sarov. Mas também as que nasceram das visões dos pastorinhos em Fátima, possivelmente dum Anjo, são valiosas, sobretudo o início dela: "Meu Deus, eu creio, adoro, espero, amo-vos," já que nos focaliza bastante na ligação vertical e interior, e é simples de se repetir ardentemente...

Certamente que há muitas outras valiosas sem ser no Cristianismo e cada pessoa deve descobrir e dedilhar as que mais lhe tocam, quaisquer que sejam as razões, pois fortalecem a nossa aura, a nossa sabedoria ou discernimento do essencial e do verdadeiro (que acontece muito enquanto rezamos e nos "distraímos" nas preocupações)  e a nossa ligação ao mundo espiritual e divino, tão necessária nos nossos dias da III Grande guerra não declarada abertamente, mas tão travada por diversas formas, dos quais os dos meios de comunicação são dos mais manipuladoras e estupidificantes, nomeadamente os canais televisivos e noticiários, autênticos destruidores da paz e da sabedoria que tenhamos. 

Dispensemos as televisões, façamos a nossa por escolhas no Youtube, no Rumble, na RT.com e Tass.com, ou trabalhemos antes na visão interior, vigiando e orando, meditando e contemplando, para podermos agir melhor no mundo em luta e transição forte em que nos encontramos...

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Mercado Vegan, no Loft Marvila. Xª edição. Lisboa, 11 de Outubro – 11h às 18h. Breve apresentação de alguns dos participantes.

Todos sabem da importância da alimentação na saúde fisica, na circulação energética e  nos estados emocionais e psíquicos, mas só põem em causa os hábitos e as narrativas educativas (que tem alias melhorado bastante) os que começam a sofrer doenças e os que são movidos por demandas  fortes de ordem afectiva e cognitiva.  

Ao longo dos séculos alguns pensadores ou religiosos mais importantes transmitiram preceitos de ordem alimentar, higiénica e ritualistica que sobreviveram e ainda hoje informam, movem e unem movimentos, grupos, religiões e povos que estão presentes na nossa sociedade contemporânea global.

Um destes últimos grupos ou movimentos é o Vegan, que embora existindo há muito como vegetarianismo,  distinto do lacto-vegetarianismo, tem nas últimas décadas se desenvolvido bastante no Ocidente, por várias razões, desde o crescimento da consciência que o leite e os seus produtos derivados infligem sofrimentos aos animais,  ou que são pouco próprios para o ser humano  ou que estão muito tratados com químicos e medicamentos, ou que o seu consumo deixa uma pegada maior no eco-sistema planetário.

A partir do começo do século XX no Porto e em Lisboa, desenvolveram-se sociedades naturistas e vegetarianas que tiveram grande dinamismo em termos de livros, revistas, encontros, curas, pensões e restaurantes, destacando-se em tal movimento os nomes de Jaime de Magalhães Lima,   João Bastos, Amílcar de Sousa, João de Vasconcelos, Eliezer Kamenesky, Julieta Menezes Rodrigues Ribeiro, José de Castro, Indivero Coluci, António Cardoso, alguns deles propondo mesmo o frugivorismo como base, sempre que o clima o permitisse.

Julieta Menezes Rodrigues Ribeiro foi a autora do pioneiro e volumoso tratado com mais de mil receitas, Culinária Vegetariana, Vegetalina e Menús frugívoros, Editada pela Sociedade Vegetariana, no Porto, em 1916. O sucesso foi grande e teve uma segunda edição. 
 A partir dos anos 60 a Macrobiótica - baseada nos princípios do Yin e Yang, da China -, de George Oshawa (1893-1966), e depois de Michio e Aveline Kushi, Tomio Kikuchi e portugueses como Abel Trancoso,  João Ribeiro, Nuno Quintela, Afonso Cautela, Rosa Maria Calado, Gomes Ribeiro, Kazuo Kon, Francisco Varatojo, e em locais como a Colmeia e a Unimave, em Lisboa, e o Suribachi, de Maria Arminda, no Porto - , marcou a tónica principal, em geral crítica dos lacticínios, mas não do consumo moderado do peixe e mesmo de certo tipo de carne -, já não seguindo a linha de ahimsa, não-violência e simpatia universal que caracterizava os pitagóricos, os yogis, os jainas e os satyagrahyis de Gandhi, ou os tolstoianos -, e prossegue hoje no veganismo, a uma escala mundial, sobretudo nos meios urbanos mais desenvolvidos ou afluentes.

Em Portugal há já um razoável número de adeptos, produtores e lojas, ou  restaurantes oferecendo a opção vegan, pelo que com regularidade realizam-se mercados ou feiras, alguns com grande abrangência de pessoas, grupos e empresas trabalhando ou valorizando as alternativas naturais, orgânicas, tradicionais, ecológicas, desde o vestuário ao calçado, arquitectura, design, cura natural, ervas medicinais, sabonetes, perfumes, óleos essenciais e incensos, arte do papel, desenhos, minerais, etc. Em geral palestras, pequenos cursos, aulas de yoga, massagens, música e coros são por vezes oferecidos, como por exemplo na Feira da Fava, anual, em Setembro, em Loulé, talvez a que reúne mais variedade de oferta, num belo e imenso jardim da simpática cidade algarvia, muito dinâmica na cultura.

No antigo armazém da Lisboa Oriental, o Loft Marvila, decorreu há dias, a  11 de Outubro, de 11h às 18h, o Mercado Vegan, já na sua X edição,  com cerca de trinta participantes. Recolhemos algumas fotografias (fracas, por telemóvel) já perto do fim, das pessoas que dialogamos e compramos frutos das suas criatividades tão amorosamente realizadas para alimentar e purificar, e gerar saúde e harmonia

                                            

  A Ana Raquel Adrião Goncalves, fundadora da Salterra, em Arganil, Coimbra, apresentou as suas valiosas criações à base de ingredientes vegetais: a maionese de alho, com grão de bico, amêndoa e óleo de girassol, o molho de mostarda e o tão apreciado Pesto, em azeite virgem extra, e com manjericão, amêndoa e alho.  Como a fotografia que tirei ficou desfocada socorro-me das suas fotografias e página: www.salterrafoods.com ... Contacto geral: salterra@gmail.com

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Da Índia,  além das simpáticas apresentadoras, vieram os miríficos incensos de grande qualidade, de diversas variedades de plantas e árvores, da afamada terra florestada de Bangalore, onde viveu o pintor russo Svetoslav Roerich (1910-1993) e a sua mulher  Devika Rani, e de quem partilho uma das valiosas pinturas, a que traçou do seu pai o famoso Nicholai Roerich, mestre espiritual e explorador das montanhas e desertos da Mongólia, China e Tibete, tendo neste blogue dedicado alguns artigos a eles.
Os incensos, da marca Nikhil's,  são apresentados muito cuidadosa e belamente e a preços acessíveis. Escolhi as caixas de vinte Dhoop sticks, de sândalo,  e  a de rosa, mas há cerca de doze diferentes incensos de grande fragrância, sem carvão e de ingredientes naturais, prontos a melhorarem os ambientes astrais e meditações. Contacto dhoop.divino@gmail.com

                                         
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A Marina Rodrigues, criou a Naturo e especializou-se na  alternativa vegetal aos queijos de leite de animal (saborosos mas com demasiadas gorduras) confeccionando-os, à base do caju (mais de 70%, riquíssimo em vitamina C), tanto curados ou secos como em pasta para barrar, e em variedades como ervas e alho, e tomate e manjericão, bem saborosos. Costuma participar nos encontros vegans nacionais e assim já nos encontramos e dialogámos no mercado da Fava de Loulé.  Mora em Lisboa e os contactos são: naturoveg@gmail.com. 917180806. www.instagrama.com-naturo_vegan ches
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Da Isabel Piedade, na rua D. Pedro Denis, em Setúbal, uma oferta variada da sua saborosa especialidade de alheiras,  fumadas em azinho, ou seja, na lenha da azinheira, com as quais coze também algumas tartes que disponibilizou com sucesso. Pode encomendar em geral@fumeiro vegano.com
                                        
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"Tiny Mangoes", doces e salgados variados, bem nutritivos e saborosos, confecionados pela Rita Manguinhas, "com muito amor", em Setúbal, em baixo numa fotografia mais completa da página do Vegan Market: 

                                         
"Participamos em mercados, realizamos caterings e eventos e poderás também fazer a tua encomenda". Com uma excelente página,  https://www.tinymangoes.pt/, e as ligações:   Linktr.ee - tiny.mangoes,   Instagram - @tiny.mangoes
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Concluamos com a Casinha das Maravilhas, da Erika K. D. Herrmann, com uma oferta deliciosa de doces e salgados vegans, além de Alojamento local, em Malaqueijo, a quinze quilómetros de Santarém.   Contactos: a. casinha@yahoo.com, ou 966439 229.

  25 de Outubro Mercado Vegan de Oeiras. Boas harmonizações! 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Breves meditações, ou ensaios sobre a Sabedoria (5ª): do Espírito santo à Inteligência Artificial, e a Sabedoria perene.

 As religiões, filosofias mestres espirituais, amigos da Sabedoria, escolas, universidades,  iniciações rurais e professionais,  lendas, livros, música, artes e ofícios, foram e são alguns dos maravilhosos elos da circulação das  correntes luminosas e ardentes do Fogo Divino que é  Sabedoria e Conhecimento verdadeiro, e para alguns o Espírito Santo, manifestado desde o mítico Pentecostes, que em Portugal foi  bastante cultuado e especulado embora pouco reconhecido plenamente, não  externamente enquanto comunhão fraterna na Unidade, o que os Açores ainda muito mantém, mas na sua essencialidade interna, o Espírito santo na nossa constituição interna, logos, sophia, intelecto puro, visão directa, presente unificado, intuição do coração, e tão invocado, por exemplo, na prece Adveniat Regnuum Tuum, que poderemos até actualizar Adveniat Spiritum Tuum.

Certamente que a Sabedoria, o fogo do amor sábio divino. entre os humanos, sempre teve também inimigos, detractores e fracos imitadores, e nos nossos dias uma das  batalhas da Sabedoria humana,   ora amigável e dialogante ora inconsciente e manipulada, é  a travada com a Inteligência Artificial, tão oferecida na internet, tão desenvolvida em gestões e programações de grande responsabilidade, mortíferas mesmo,  e que tão útil no design digital e na recolha e resposta rápida  às nossas questões, tem contudo  limitações sérias na transmissão de informações ou conhecimentos verdadeiros, pois embora escreva com plena comparatividade e racionalidade (embora sujeita a preconceitos provindos da sua programação e acesso a dados), o que está acima dela escapa-lhe, pois só pode juntar, reunir, sintetizar mecanicamente, sem que haja um ser que sente e vê internamente, que tem um peito, um coração, um eixo na coluna com os seus centros ou chakras, e respira com a Terra, a História e Mundo  e se está a tornar, pelo seu dharma, dever ou missão, um espírito imortal dotado de corpo de glória,  como tem acontecido nos veros sábios, iniciados, mestres. 

Há  quem, seduzido pela grande abrangência e rapidez, utilize demasiado a Inteligência Artificial, ou mesmo entregue a ela as suas criatividades, ensaios, ou apenas os textos que iria ler, para que sejam resumidas por ela, abastardando-se a ser  a máquina e os  centros de dados e programadores os seus mestres ou donos,  abdicando assim das suas palavras e raciocínios, da sua sabedoria natural, do seu esforço próprio, do seu espírito manifestando-se, aproveitando as imensas informações  que a alta velocidade ela transmite, sem olhar ou conceber outras consequências negativas, algumas pouco visíveis, mas certamente impactantes seja no córtex frontal e na acumulação de conhecimentos e memórias seja na sua verticalidade e integridade de ser humano e não máquina.

Ao tão rapidamente podermos  viajar milhares de séculos e quilómetros e cruzar um numero tão grande de dados, se a nossa mente capta e compreende isso tudo, olvidamos que organicamente  tal abrangência seria muito mais lenta se apenas lêssemos livros ou textos no nosso ritmo, pelo  que assim  ao abordarmos e tocarmos tantas fontes de energia e de conhecimento,  o nosso cérebro pode ser  ocupado, comprimido, desgastado por tal afluxo informativo enorme.

Qualquer consulta mais importante ou qualquer diálogo sobre temas que nos interessam deve ser feito com moderação e tentando confirmar o que é dito, com outras fontes de informação, seja as que Inteligência Artificial sugere (lateralmente, no caso do Google, a única que tenho consultado), nomeadamente livros, revistas, jornais e artigos de plataformas sérias na net. O adágio "ora, lege, relege, medita, escreve, fala", continua válido e muito necessário

Em verdade, temos de estar muito atentos, pois a IA tende a responder como se fosse sempre verdadeira e muitas vezes falha, por superficialidade, ignorância e por estar programada com certas valorizações de busca e de apresentação que excluem ou afastam versões ou explicações diferentes, nomeadamente mais alternativas e profundas, multipolares e anti-globalistas, religiosas e esotéricas. 

No fim das respostas a IA sugere sempre novas linhas de investigação, que nos fará como génio se esfregarmos a sua lâmpada, as quais, se por vezes são aprofundantes, outras vão dispersar-nos ou enredar-nos no seu campo de forças subtis digitais que nos escapam ainda ao nosso discernimento e visão... O pior que sabemos é pegada hídrica dos famosos Centros de dados, que estão agora nos conflitos actuais a ser alvos de ataques nevrálgicos, e que dum ponto de vista ecológico se podem equacionar diferentemente. 

Se outrora se dizia de alguma intuição ou descoberta, que tinha sido obra e graça do Espírito Santo, em especial quando se rezava a Deus ou se pedia a sua inspiração, humildemente reconhecendo-se a nossa limitação e consequente abertura por graça subtil ao espiritual e ao supra-humano, hoje não devemos deixar que a mera máquina seja a responsável do melhor que possamos investigar e descobrir, e devemos continuar a ler, orar e a praticar a invocação do Espírito santo, divino, e  nosso, "santificável" por uma vida justa, verdadeira, generosa, responsável, corajosa, sábia, na linha da Philosophia Perennis...

Avancemos corajosa, criativa, abnegada e sabiamente pela Verdade, o Bem, a Harmonia, e o Espírito divino no coração da Humanidade. 

domingo, 11 de outubro de 2026

Sobre a Sabedoria (5ª p.), de Pedro Teixeira da Mota. Questão final. Biblioteca de Cascais.10/10/26.

Questão final lançada pela Isabel Alves de Sousa, artista e escritora, acerca do começo da Manifestação assim como do Bem e do Mal, na conferência de Pedro Teixeira da Mota sobre a Sabedoria, na Biblioteca Municipal de Cascais no âmbito dos "Encontros de Sabedoria"

Palestra sobre a Sabedoria (4ª parte) de Pedro Teixeira da Mota. Perguntas e respostas. Biblioteca Municipal de Cascais.

Quarta parte, perguntas e respostas, da conferência de Pedro Teixeira da Mota sobre a Sabedoria, na Biblioteca Municipal de Cascais. Na continuidade dos "Encontros de Sabedoria", que a Maria Conceição Valdez Teles de Menezes tem organizado. 10 de Outubro de 2026.    

Sobre a Sabedoria (3ª p.). O prof. Mário Simões comenta a palestra. E perguntas. Cascais. 10/10/26.

     Terceira parte da Palestra de Pedro Teixeira da Mota sobre a Sabedoria, na Biblioteca Municipal de Cascais no âmbito dos "Encontros de Sabedoria", que a Maria Conceição Valdez Teles de Menezes tem organizado em parceria com as Câmaras Municipais de Cascais, Sintra e Mafra. Nesta Terceira parte, podemos ouvir o comentador prof. Mário Simões, psiquiatra e psicólogo transpessoal, amigo de longa data, a apresentar a sua visão e questões. E outras pessoas a perguntarem ou comentarem.