Bruno Gröning, um mestre da cura pela abertura à corrente curativa divina (heilstrom), faz hoje 30 de Maio, 120 anos que nasceu em Gdansk, Alemanha, o quarto filho de sete [o terceiro da esquerda na fotografia] de uma família católica, desde novo dotado de uma forte comunhão com a natureza e sentindo nela a presença de Deus, e de capacidade calmantes ou curativas com pessoas e animais. Segundo o seu pai, era muito intuitivo, fazia prognoses ou previsões, que se confirmaram, como as datas das duas guerras mundiais e o que sucederia, a morte de certas pessoas de família, mas sobrelevava tudo a sua capacidade de fazer bem ou curar quem sofria.
Embora tivesse feito os estudos elementares e começado o curso comercial teve de deixá-lo e aprender carpintaria como o seu pai queria e chegou a abrir uma oficina que funcionou durante dois anos, mas a época era má e teve de fechá-la e procurar outros trabalhos. Em 1943 teve de entrar no exercito, e antes com problemas por ter dito que podia ir para a frente da batalha ou não, mas que nunca iria disparar para matar alguém. Acabou por ser preso pelas tropas soviéticas, saindo só ao fim de sete meses de prisão em Novembro de 1945, tendo ajudado muitas pessoas em crise, alguns militares russos reconhecendo o seu valor.
É a partir de 1949 e da cura de uma criança com uma paralisia muscular tornada pública pelos pais e noticiada pelos jornais que foi projectado para o grande público, pelo que começaram a chegar aos milhares ao local onde ele se encontrava para o ouvirem e verem, na cidade de Hertford, na Vestefália. Revelou-se então capaz de curar muitas pessoas que tinham fé nele e nas suas capacidades de curar e que ao ouvirem ou ao verem-no, melhoravam ou curavam-se seja porque recebiam correntes de energia curativa seja porque tinham confiança nele ou fé em Deus (como ele explicava e pedia), e desencadeavam as suas próprias forças orgânicas harmonizadoras.
Estes tipos de cura, que a ciência objectiva observa por vezes pelos resultados inexplicáveis, têm sido chamados de cura pela fé, pelo magnetismo, pela auto-sugestão, pela corrente colectiva ou egrégora e por milagre, sobrenatural ou divino, mas dada a sua subtileza não são facilmente compreendidas nas suas causas. No seu caso, Bruno Grüning dizia para se descontraírem e acalmarem, esquecerem a doença, os incómodos e dores corporais ou psíquicas, e abrirem-se com fé a Deus, e assim receberem energias e deixarem fluir a corrente curativa através do corpo, tentando sentir até o processo... Um dos vídeos que partilho explica....
Alguns médicos e as autoridades da cidade não gostaram contudo, acusavam-no de exercer a actividade médica e sem formação ou mesmo de charlatanice e em sucessivas ordens Bruno foi proibido de exercer a sua missão curativa.
Foi então que Bruno Gröning aceitou submeter-se na clínica da Universidade de Heiselberg a uma investigação das suas curas milagrosas, para também poder ser dado um veredicto cientifico sobre a sua actividade. Organizaram-se sessões com poucas pessoas, escolhidas dos pedidos enviados para Universidade, e que s e reuniam em círculo à sua volta. Houve logo alguns casos extraordinários, o que levou alguns dos cientistas a terem de admitir que algo de extraordinário se passava. O Prof. Fisher, que dirigia e era também psicólogo e psicoterapeuta, afirmou no fim da investigação que Bruno tinha um poder natural de cura. Não era um charlatão, ou hipnotizador, ou um doutor miraculoso, mas alguém agraciado com um dom e espontâneo ou não treinado de psicoterapeuta, que animado por grande compaixão com os que sofrem trata-os, sem se julgar um profeta ou um messias, mas com sentido forte da sua missão.
Propôs então o prof. Fisher que Bruno trabalhasse para uma clinica com médicos e que as curas seriam apresentadas como resultados da psicoterapia. O pior de tudo é que exigiu bastante dinheiro de Bruno Gröning como se este fosse uma galinha de ovos de ouro, e este naturalmente recusou, afirmando que no dia em que começasse a fazer negócio da cura, tal dom divino ser-lhe-ia retirado. Terminou aqui a associação com a classe cientifica e médica e o prof. Fisher traiu algum despeito ou inveja ao não assinar qualquer declaração que permitisse Bruno retomar a sua missão publicamente.
Depois de algum tempo recolhido, na Baviera em Traberhof, Munique, sabendo-se onde ele estava, pelos jornais começa a atrair muita gente e tem de entrar em acção face às milhares de pessoas, cerca de 30.000, que acorrem ou estão presentes diariamente, havendo bastante curas, de tal modo de que alguém que o acompanhou dizia parecia que quantas mais pessoas mais curas. Como o governador da Baviera Hans Ehard reconheceu ele ser um pessoa extraordinára determinou que não se devia proibir um acto de amor, pelo que houve muita gente a ser curada, e ficaram muitos testemunhos registados, e os momentos de Bruno Gröning no cimo da varanda falando para as pessoas e tentando transmitir-lhe as forças da cura, ficaram para sempre na alma das pessoas e até nos registos cinematográficos e radiofónicos, como se pode ver hoje na Internet (onde devemos referir o menosprezo por parte da super manipuladora wikipedia, hoje superada pela IA) e da qual partilho do youtube dois vídeos nesta homenagem de aniversariante e sugiro os filmes da sua biografia também disponíveis em rede.
Na classe médica houve muitos que reconheceram os dons ou graças que Bruno Gröning podia exercer e são muitas as cartas pedindo que ele visite as suas clinicas, doentes ou familiares, ou que receba os seus doentes. Por exemplo, do dr. Zetti, então presidente da Sociedade Naturopática, cumprimenta-o, visita-o, admira-o, apoia-o. E escreve um artigo dizendo como esteve umas semanas a viver junto a ele, comprovou a sua tremenda dedicação e capacidade de cura.
Este ano foi talvez o áureo da sua vida, pois novas perseguições, processos, proibições, acusações, traições vão lhe dificultar a vida e enfraquecê-lo. Cria ainda uma associação dos Amigos Gröning, ainda hoje bastante activa, casa-se pela 2ª vez em Maio de 1955 com Josette, vai curando mais discretamente mas começa adoecer e em 26 de Janeiro de 1959, na cidade da Luz, Paris, parte para os mundos espirituais.
Saudemo-lo e que Bruno Gröning possa continuar a despertar, curar, inspirar, plenificar e religar as pessoas a Deus e às suas forças curadoras e do Amor!...
É natural que nos próximos dias acrescente um pouco a esta parte mais resumida dos seus últimos anos de vida na Terra, onde foi certamente um discípulo forte de Jesus Cristo, como reconheceu um franciscano de Assisi que testemunhou o seu valor, e face à oposição de vários médicos (ou da wikipedia), relembrou que pelos frutos bons se conhecem os seres da luz, tendo à despedida do encontro pedido a Bruno que o abençoasse...
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