Celebra-se hoje o equinócio da Primavera, no Irão denominado Nowrooz ou Nowruz, o 1º dia da Primavera, e festejado por diversas actividades, tais como palestras, orações, meditações, peregrinações, leituras de livros em páginas oraculares, danças. E as mesas com sete ingrediente cuja letra inicial começa por S, e a partilha comunal com a tão variada e colorida cozinha iraniana.
Certamente neste ano de 2026, que terá de ser de resiliência moral e económica perante a agressão violenta da besta demoníaca da oligarquia sionista e norte-americana, tudo será menos alegre e abundante, fraterno e irradiante, pois a qualquer momento as bombas do fanático secretário da Guerra norte-americano Pete Hegseth ou de Netanyahu (cremos que já morto ou em coma, pois a péssima qualidade dos vídeos que circulam dele, desde o dia do 8/3, mostram como a Inteligência Artificial tem muitas limitações, e como a manipulação mentirosa e a hubris israelita é persistente) podem cair sobre as inocentes crianças, tal como aconteceu deliberadamente e simbolicamente no duplo massacre inicial do dia 28 de Janeiro, o que assassinou o líder religioso do Irão e da religião Shiia, mais a sua mulher, neta e genro e sogra, e o que assassinou em simultâneo 160 crianças da escola de Minabi bombardeada com dois tomahawak, espaçados por quarenta minutos, para permitir acertar no local onde estavam os alunos professores que sobreviveram à 1º bomba.
Dois horrorosos crimes de guerra, dos israelitas o primeiro, e dos norte-americanos, o segundo, numa estratégia bem coordenada e para seguir o lema diabólico de Pete Hegseth, "sem piedade, matar e destruir o mais possível, sem obedecer a qualquer regra moral e internacional". Um energúmeno que se diz evangélico-sionista e tem no corpo tatuado cruzes evangélicas nazis e sionistas, um ex-alcoólico e violento, que ao ser licenciado na Universidade de Princeton mostra o baixo nível do ensino e da ética nos USA, degenerado país que cidadãos, políticos e militares continuam a manter estes seus megalómanos, imorais e assassinos e sionizados dirigentes.
Esqueçamos este lado demoníaco da história actual e voltemos à celebração da Primavera, da esperança e certeza vivida do renascimento da natureza e dos raios luminosos e amorosos do Sol e fazemos orações para que possa este dia ser bem criativo e feliz em muitos seres, sobretudo Iranianos.
Sinceramente, é tanta a desilusão quanto ao Ocidente político, tanta a tristeza por tantos assassinatos monstruosos realizados pelos fanáticos israelitas e americanos que não sinto vontade ou capacidade de erguer algum poema ou texto de esperança primaveril.
A teoria cíclica das quatro eras ou yugas, que eu recusava, e pela qual estaríamos agora na Kali Yuga, a época das trevas, e que pouco há a fazer face tal a intensidade dos seres e forças diabólicas em acção destrutiva e caótica, e que René Guenon, Julio Evola, Ananda Coomaraswamy, Titus Buckard e Alexandre Dugin afirmavam e tanto teorizaram, tornou-se agora evidente e só me parece então ser mais eficaz o dito e recomendação do mestre Ramakrishna Paramahansa, de que na Kali Yuga só a oração e meditação com a repetição de algum nome (mantra) de Deus é que tem efeitos eficazes em diminuir a acção nefasta da vibrações negativas, na actualidade de tais fanáticos do racismo judaico e norte-americano e dos vendidos comentadores e jornalistas anti-iranianos, onde se tem distinguido o Correio da Manhã.
Na mesma linha de valorização da repetição de um nome ou atributo divino, dihkr ou zikr, correm muitos ensinamentos da tradição iraniana e shiia, desde o 1º Imam Ali, passando por Rumi, Ruzbehan, Nur Ali Shah, e já partilhei alguns deles, até ao recentemente martirizado Ali Khamenei.
Numa linha de sincronias, abrindo há pouco um dossier iraniano e islâmico, saltou-me uma bela imagem dum postal de boas festas da Primavera, enviado pela Nasrin Faghih, professora de Filosofia na Universidade de Teerão e que tivera a oportunidade de conhecer bem, primeiro em Portugal e depois no mês que estive no Irão, em 2013.
Ei-lo, sem me esquecer de perguntar algo tragicamente, como estará ela, que me levou até a um cemitério dos mártires da guerra que o Iraque lançara contra o Irão, e onde meditei e orei valiosa ou luminosamente. Morta, martirizada, num dos bombardeamentos sob as ordens os monntruosos Trump, Hegseth, Natanyahu?
Oremos para que esteja bem, tal como a sua família e amigos, que conheci em Teerão, Shiraz, Isfahan e Qom, onde pronunciei palestras sobre mística e poesia persa, mogol e islâmica, bem como sobre as interações dos portugueses e iranianos ao longo dos séculos.
«Querido Pedro
No Nowrooz (o primeiro dia da Primavera) nós rezamos assim:
"- Ó Deus ! Tu que transformas corações e visões, transfora as nossas vidas para melhor. "
E desejo tudo o que for melhor para si neste Novo Ano
Sua,
Nasrin Faghih.»
Nur!
Farrah!
Muita luz e amor, saúde e paz, na Nasrin Fhagih, família, amigos (vários, que penso agora com amor) e povo iraniano.
Que não sejam despedaçados pelas hordas e bombas demoníacas de Israel e dos Estados Unidos sionizado e infrahumanizado.
Que o sagrado Irão, zoroástrico, platónico, gnóstico, Shiia, sufi, ecuménico, fraterno, hospitaleiro, genial e multipolar resista, seja abençoado e vença, se possível já nesta Primavera, mesmo que regada e perfumada pelo sangue dos mártires e das míticas rosas de Isfahan!

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