terça-feira, 3 de março de 2026

O anti-iranianos em Portugal: "Correio da Manhã" e seus colunistas. João Pereira Coutinho, um exemplo.

 1ª parte.  Como se sabe o jornalismo português, em geral, está algo manietado, vendido, escravizado e presta frequentemente um serviço de desinformação, manipulação, acerbamento de receios e ódios e estupidificação, e não há o jornal que se possa ler confiantemente, nem canal televisivo que se possa ouvir sem se ser enganado, violentado, manipulado. Consequentemente, no meu caso, não os leio nem vejo ou oiço, preservando assim tempo,  cérebro, memória, discernimento e alma.

Um dos jornais que há muito, embora nele tenham passado bons jornalistas (lembro-me do amigo Victor Mendanha), e ainda haja alguns a trabalharem correctamente, parece alinhar-se com a oligarquia globalista norte-americana, sionista e europeia é o Correio da Manhã

Caminhando e deparando-me com um jornal sobre um marco de eletricidade, resolvi levá-lo e consultá-lo, pois era da véspera, domingo, 1 de Março e falava alto nos títulos da fotografia de topo. "ATAQUE DE TRUMP AO IRÃO INCENDEIA O MÉDIO ORIENTE. [Acertaram, mas não era difícil, e seria interessante saber-se que outros títulos estiveram no ar.] - Ofensiva militar conjunta americana e israelita. - Presidente apela aos iranianos para se levantarem contra os opressores [Ou seja, na realidade e não no bluff israelo-americano, levantar-se-ão, sim, e mais unidos, contra os opressores invasores assassinos] - Telavive anuncia morte do aiatola Ali Khameni. - Outras figuras da elite de Teerão também morreram - [Tentativa, de certo modo, de justificar o assassinato traiçoeiro, e rebaixar a moralidade e ética do regime socialista islâmico de Teerão, como se ele fosse do nível da elite epsteiniana, ou de Bruxelas ou sionista.] Em caixa vermelha no canto inferior: - Regime Islâmico reage e bombardeia Israel e bases dos EUA no Golfo Pérsico" - [Não é o Irão mas um regime, não o salazarista mas o islâmico...]

 Ao pegar-se num jornal e num relance ler-se a capa  e  contracapa, pode sentir-se a valorização dos conteúdos das notícias. Assim na última página do C. M. voltamos ao Irão, com um artigo OPINIÃO, assinado por um Colunista, com uma fotografia do alto,  e com o punho sustentando o queixo,  João Pereira Coutinho, intitulado Do Mal o Menos

O que o colunista nos diz  é um bom exemplo de distorções e mentiras que não devemos deixar de assinalar e tentar clarificar, tanto mais que o texto termina com um óbolo da sua natureza bondosa, que vamos tentar retribuir: «espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos». 

É caso para perguntarmos, se isto é o menos que ele deseja e quer - a libertação dos iranianos -, então o que será o mais, pois libertação dos iranianos, só pode ser da República Islâmica do Irão, com a sua destruição ou queda, e certamente mais do que isso não há nem mesmo para os norte-americanos e sionistas da mudança do regime que tem tentado por todos os meios, hipocritamente e em vão. 

 Será então que o "mais da libertação" é o desejo  que na região do Golfo Pérsico e Médio Oriente, todos os grupos e estados, em relação ao sionismo e imperialismo norte-americano independentes, para ele meros terroristas de cartaz, desaparecessem da Terra? 

Ou irá mais longe no seu mais:  a inclusão dos iranianos já libertados no projecto do Grande Israel, do Eufrates ao Mediterrâneo, que os dirigentes principais sionistas e os evangélicos fanáticos norte-americanos tanto sonham, e que ainda recentemente Tucker Carlson, um dos melhores jornalistas mundiais, demonstrou na entrevista realizada  a Mike Huckabee, o embaixador dos USA em Israel, e hoje patente no Youtube Em que redoma psíquica de crenças e ideologias andará o colunista?

Fim da 1ª parte. E muitas deveria haver, porque abrindo-se o jornal deparamos com vários notáveis do jornalismo anti-iraniano a pronunciarem-se. Comentaremos apenas e brevemente o artigo....

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