domingo, 1 de março de 2026

Biografia do mártir Ali Khamenei, já que não podemos fazer as das duzentas crianças assassinadas igualmente no 1º dia do ataque traiçoeiro israelo-americano

  Dia 1 de Março, 11:00. Abrindo há pouco as notícias da Press-tv.ir e da Tass.com, constatei que o líder Ali Khamenei foi martirizado na sua própria casa. Cumpriu a sua missão até ao último segundo e juntou-se à milenária comunidade espiritual martirizada do Irão shiia. Uma certa dor e fraqueza, tanto mais que estava em jejum, mas quão imensa não será a de milhões e milhões de iranianos,pois quatro comandantes militares e cerca de 160 crianças duma escola e quarenta jovens jogadoras de voleibol noutro local foram também assassinadas por bombas norte-americanas precisas. Haverá alguma relação com a pedofilia e crimes contra as crianças da elite epsteiniana que lidera este conflito, com o pedófilo Trump a passear-se em comícios a enganar as pessoas com as suas carinhas e bocas, mas cada vez mais desgastado, e o traiçoeiro e corrupto Netanyahu já em estado terminal mas a  pedir de novo e hipocritamente, e para fingir que tem alguma razão no seu acto desesperado para se manter no poder, tal como na guerra dos 12 dias, para que os Iranianos venham para as ruas, talvez para serem mortos pelas suas bombas, pois não seria para apoiarem quem tanto os odeia?

Ayatollah Khamenei era um resistente, preso seis vezes pela tenebrosa polícia do shah ou xá Reza Pahlavi, um combatente corajoso na defesa do Irão contra o Iraque de Saddam armado poderosamente pelo Ocidente, um sábio, dominando quatro línguas, e  especialista em literatura persa, árabe e religiosa, sabendo tocar e cantar, poetizando ainda. Tal como o general Soleimani, foi assassinado traiçoeiramente (com membros da sua família) pelos israelitas e norte-americanos, morrendo no jejum do Ramadam e a trabalhar no seu escritório.
Apresentamos uma breve bibliografia aproveitando dados de algumas fontes. 
Ayatollah Ali Khamenei, nascido a 19 de Abril de 1939  numa família humilde de religiosos (mas imanzâdés, ou seja descendentes de um Imam, o quarto, Zayn al-Abedin) na cidade sagrada de Mashhad, estudou na Universidade de Qum (onde eu estive em peregrinação e proferi uma conferência para os estudantes religioso), e cedo se destacou pela sua inteligência e capacidade de discursar, entrando nos grupos que contestavam o regime pró-americano autoritário e repressivo do Xá, sendo preso entre 1960 e 1970   seis vezes pela polícia secreta, a Savak, suportando torturas, exílios internos e clandestinidade perigosa.  
   Com a revolução que trouxe Khomeini (1900-1989) de Paris para Teerão, Khamenei tornou-se rapidamente um dos principais líderes e foi assim por mais de uma vez atacado pelos seguidores do Xa ou opositores do regime islâmico, a primeira quando estava a proferir uma palestra numa mesquita em Teerão em 27 de junho de 1981, pelo MEK, grupo ainda hoje activo no estrangeiro, e com bastantes assassinatos à sua conta, o qual fez detonar através de um dos seus fanatizado membros uma bomba escondida num gravador colocado à sua  frente.
A explosão afectou-lhe gravemente os pulmões e paralisou para sempre o braço direito (algo que a maioria dos ocidentais viam e atribuiam a um AVC). O facto de  ter sobrevivido foi visto pelos seus amigos e seguidores como um sinal da providência divina, de protecção e escolha para uma mais alta missão. 
                               
Foi eleito presidente da República por esmagadora maioria (97%) em 1981, e tornou-se  o grande ajudante do líder supremo Khomeini (e na fotografia com o heróico general e mártir Soleimani), trabalhando bastante no fortificar das tropas iranianas. Em março de 1985, ano em que foi eleito pela 2ª vez, com 87% dos votos, um suicida fez-se explodir numa oração de sexta-feira  na Universidade de Teerão quando Khamenei estava a pregar. Morreram várias pessoas, mas Khamenei nada sofreu e, após minutos, retomou o seu sermão, apontando as culpas aos dirigentes do Iraque, com quem estavam em guerra e prometendo: "Responderemos a cada murro com um murro mais forte".
 Na guerra Irão-Iraque (1980-1988), Ali Khamenei, além de presidente. era o representante de Khomeini no Conselho Supremo de Defesa, tendo estado muitos meses na linhas de batalha,  testemunhando as mortes de inúmeros comandantes e soldados amigos, compreendendo que o apoio do Ocidente a Saddam Hussein, nomeadamente dos EUA e Israel era criminoso e neles não se podia confiar, algo que já sabia por experiência pessoal e  que manterá com bastante força em toda a sua regência, manobrando ou influenciando os sucessivos presidentes e altos responsáveis iranianos, e apoiando a resistência islâmica nos países do Médio Oriente.
Quando o "Pai da Revolução,"  pouco depois de ter imposto a 14 Fevereiro de 1989 uma fatwa contra Salman Rushdie pelos insultos à religião Islâmica no seu livro Versículos SatânicosAyatollah Khomeini, morreu a 3 de Junho 1989, e Ali Khamenei, foi escolhido apesar de não ser um marja (a autoridade religiosa de alto nível) na época, após um processo demorado no Concelho dos Especialistas, que chegara a votar até uma  liderança grupal.
No seu primeiro discurso como Líder supremo, admitiu: "Sou um indivíduo com muitas falhas e deficiências e verdadeiramente um seminarista menor", embora tivesse começado a aprender a ler e a estudar o Alcorão aos quatro anos, prosseguindo depois os seus estudos com alguns aiatolas respeitados.  A constituição da República Islâmica do Irão foi posteriormente alterada para permitir que ele servisse como Líder. O seu apoio à educação e ao desenvolvimento da ciência foi notório e o sector feminino da população se teve algumas restrições nos vestuários e costumes deu um salto prodigioso no seu nível de escolarização, cultura e capacidades inovadoras. 
Ali Khamenei emitiu uma fatwa (decreto religioso) em 2003 proibindo o desenvolvimento de armas nucleares, declarando-as anti-islâmicas. Apesar da fatwa, o Ocidente epsteiniano continuou a afirmar que o Irão estava na busca duma bomba nuclear, o que era um pretexto para fazer constante bullying e espionagem sobre o Irão, nomeadamente através das inspecções da Agência Geral de Energia Nuclear sionizada, ao mesmo tempo que, na mira das riquezas do Irão, em especial o óleo,  apoiava todo o tipo de descontentamentos e manifestações  que foram reprimidas com força pelas autoridades iranianas sob as ordens de Khamenei. Discute-se agora se o novo líder supremo derrogará tal ordem...

Um ano antes de morrer, sabendo certamente que não poderia escapar muito mais tempo aos assassinatos pelos israelitas e norte-americanos dos melhores iranianos, cientistas, militares e clérigos, numa cerimónia da Ashura em Teerão, Khamenei não pregou e antes segredou ao elogista ou panegirista Mahmoud Karimi  uma mensagem, que Karimi  anunciou entãoà multidão: "Sua Eminência  disse-me para recitar isto: 'Permanecerás na minha alma e coração, ó Pátria…'"  
 
Um mês antes de sua morte, enquanto as forças dos EUA se concentravam na região e o presidente Trump e Netanyahu ameaçavam atacar, Ali Khamenei  fez os seus últimos avisos públicos. Diante de seu povo declarou: "Os norte-americanos devem saber que, se começarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional." E ainda: "um porta aviões é um instrumento de guerra muito poderoso, mas mais poderoso é o dedo que dispara e o envia para o fundo do oceano." 
Será que tal desafio ou profecia se realizará face aos três porta aviões norte-americanos na região, um dos quais o responsável pelo bombardeamento premeditado (satânico, epsteiniano?) de uma escolazinha de província junto ao estreito de Ormuz, em que morreram 160 crianças e algumas professoras?
 
Pode-se dizer que Ayatollah Khamenei foi um dos último elos mais importantes ou conhecidos  da geração fundadora da Revolução de 1979. E se há quem diga que a sua morte deixará um vácuo de poder, e fechará um capítulo da história moderna do Irão,  também há quem pense que provavelmente o seu filho, que também combateu na guerra do Iraque e do Irão e que tem acompanhado muito o seu pai, continuará possivelmente até com mais força o caminho da independência e libertação do Médio Oriente e da Ásia Ocidental do imperialismo norte-americano e do sionismo israelita, algo a que estamos agora a assistir intensa e decisivamente com o ataque traiçoeiro, pois realizado no meio de negociações de paz e no período do Ramadam (o que foi escolhido com antecedência) de Israel e dos USA a soldo do megalómano sionista do grande Israel Benjamim Netanyahu, que delirantemente se arroga com direito, vindo do Genesis bíblico (para consumo dos tolos zio-evangélicos crentes no Antigo Testamento)  a todas as terras e países à sua volta, algo que o embaixador norte-americano  Mike Huckabee, em recente entrevista em Jerusalém a Tucker Carlson, confirmou que achava muito bem.
A grande luta entre o Bem e o Mal de Satan  ou Ahriman  no mundo político e psíquico está em marcha, e anote-se que Vladimir Putin já fez um rasgado elogio a Ali Khamenei e a China também condenou veementemente o ataque ao Irão. Dos comentadores Alastair Crooke também elogiou muito o ser caracter estudioso e modesto e ter afirmado na sua dignidade permaneceria na sua casa que oferecia a sua vida pela nação. Oremos para que as forças da Luz e Divinas vençam o mais rapidamente possível, provavelmente com o recuo dos invasores... 

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