Em certas casas lisboetas não é preciso esperar pelo desaparecimento da luz solar nem pela imersão no oceano onírico para assistirmos a algumas cenas inabituais mas justificadíssimas, pois como recusarmos aos livros o direito de saírem das suas estantes e desfrutarem um pouco do sol, do vento, das vistas, das procissão ou danças das nuvens?

Certamente não é fácil discernirmos as trocas energéticas e conscienciais que constantemente acontecem no ambiente, nos livros e nas pessoas, tal como as correntes que percorrem a cidade ou a aldeia, nos mundo visíveis e invisíveis, ora influenciadoras ora testemunhas de tais actos, transformações e trocas.
Estas cinco fotografias, captadas na tarde de Domingo 27-x, de livros a apanhar sol e ar fresco servem agora já noite para tentarmos entrarmos um pouco mais nas atmosferas subtis tanto externas como internas dos seres, livros, ideias e mundos...

Perfilados sobre o horizonte, podemos intuir que tanto acolhem o que os ventos terrestres e solares lhes trazem ao baterem e acariciarem as folhas e as frases abertas sobre a paisagem e o amplo céu convivial, como ondulam e deixam desprender-se algumas das suas emanações.

Expostos equilibradamente ao céu e seus ventos e nuvens, os livros, nas suas encadernações e cortes coloridos das folhas, desfrutam de tais bens solares e no fundo expondo-se como os humanos nas praias sem contudo perderem os conhecimentos impressos nas letras e que frequentemente pouco se inscrevem duradoramente nas mentes humanas, pois em geral as memórias delas são demasiado mutáveis, e mais constituídas por imagens estilo cinematográficas do que por mensagens em letra manuscrita ou impressas com caracteres firmes e elegantes. Todavia no séc. XV no Ocidente, tempo do começo da impressão tipografica, talvez tal fixação do conhecimento por letra impressa muito mais acontecesse do que hoje.

Certamente não é fácil discernirmos as trocas energéticas e conscienciais que constantemente acontecem no ambiente, nos livros e nas pessoas, tal como as correntes que percorrem a cidade ou a aldeia, nos mundo visíveis e invisíveis, ora influenciadoras ora testemunhas de tais actos, transformações e trocas.
Estas cinco fotografias, captadas na tarde de Domingo 27-x, de livros a apanhar sol e ar fresco servem agora já noite para tentarmos entrarmos um pouco mais nas atmosferas subtis tanto externas como internas dos seres, livros, ideias e mundos...

Perfilados sobre o horizonte, podemos intuir que tanto acolhem o que os ventos terrestres e solares lhes trazem ao baterem e acariciarem as folhas e as frases abertas sobre a paisagem e o amplo céu convivial, como ondulam e deixam desprender-se algumas das suas emanações.

Expostos equilibradamente ao céu e seus ventos e nuvens, os livros, nas suas encadernações e cortes coloridos das folhas, desfrutam de tais bens solares e no fundo expondo-se como os humanos nas praias sem contudo perderem os conhecimentos impressos nas letras e que frequentemente pouco se inscrevem duradoramente nas mentes humanas, pois em geral as memórias delas são demasiado mutáveis, e mais constituídas por imagens estilo cinematográficas do que por mensagens em letra manuscrita ou impressas com caracteres firmes e elegantes. Todavia no séc. XV no Ocidente, tempo do começo da impressão tipografica, talvez tal fixação do conhecimento por letra impressa muito mais acontecesse do que hoje.
Na realidade a linguagem e comunicação mental é tão volátil como a das nuvens, o que pode ser tanto uma vantagem pelo desprendimento e liberdade que têm e geram, como um defeito ao não sabermos concentrar-nos mais profunda e demoradamente e assim superficializar-nos e não deixarmos na terra o nosso contributo no grande Livros dos Livros...

Este erguer-se, verticalmente e saber equilibrar a luz e a sombra, o verso e o reverso, o prazer e a dor, o sucesso e insucesso, o ler e o escrever, o dar e o receber, o que se sustenta e do que se abstém, é certamente a arte trabalhosa mas que ao longo dos séculos teve grandes praticantes com as obras legadas e que merecem ser divulgadas e partilhadas nos nossos dias, e nomeadamente quando dois ou três se reúnem em nome delas ou de um mestre ou autor, pois então mais pode claramente brilhar a sua essência e as suas forças e ideias dinâmicas.

Os livros podem então ser expostos como mantos diante uma procissão, ou como bandeiras desfraldadas ao vento, tanto anunciando como transmitindo suas energias e apelando à nossa receptividade e reactividade sensível, assimiladora e, criadora, justa, amorosa e divinamente.
Este erguer-se, verticalmente e saber equilibrar a luz e a sombra, o verso e o reverso, o prazer e a dor, o sucesso e insucesso, o ler e o escrever, o dar e o receber, o que se sustenta e do que se abstém, é certamente a arte trabalhosa mas que ao longo dos séculos teve grandes praticantes com as obras legadas e que merecem ser divulgadas e partilhadas nos nossos dias, e nomeadamente quando dois ou três se reúnem em nome delas ou de um mestre ou autor, pois então mais pode claramente brilhar a sua essência e as suas forças e ideias dinâmicas.

Cada livro é um ser vivo que nos desafia a expandirs o conhecimento e sensibilidade de modo a que a sabedoria e o amor divinos originadores do cosmos e tão presentes na melhor criatividade humana, possam ser acolhidos e desenvolvidos, inspirando-nos e orientando-nos.
Se as nuvens, ventos e marés absorvem algumas emanações dos livros para derramarem-nas mais frutiferamente onde a secura da ignorância, do desânimo, do fanatismo, do egoísmo mais as necessitem, não sabemos. Todavia as bandeiras de orações tibetanas postas nos altos para que os ventos as rezem e irradiem parece admitir a ideia...
Saibamos então semear pelos escritos e livros, poemas e orações, pelos ventos e nuvens, mensagens e aspirações que se propaguem em ondulações sábias e amorosas pelo grande oceano psíquico que tudo e todos envolve e nos tornem mesmo mais unos com os ventos solares, as nuvens galácticas, os grande seres e autores até à Fonte Luminosa Primordial Divina.




















