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domingo, 24 de maio de 2026
Ninguém minimamente inteligente pode negar que USA, Israel, UE, NATO e a oligarquia globalista constituem o eixo do Mal na Terra.
sábado, 23 de maio de 2026
Alexander Dugin:a saída de Tulsi Gabbard marca o fim do projeto original MAGA, pois o USA caiu nas mãos da elite epsteiniana. Text also in English.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Os Mestres do Irão eterno (2): Sohrawardi, o sheikh Ishraqi, ou o sábio da Luz iluminante. Extractos do Kitab Hikmat a-Ishrâq, o Livro da Sabedoria Oriental.
Vamos terminar a aproximação aos ensinamentos de Sohrawardi transmitidos no 1º capítulo no seu Kitab Hikmat a-Ishrâq, o Livro da Sabedoria Oriental, traduzindo da versão dada por Henry Corbin, e retomando o parágrafo 127, no artigo anterior referido abreviadamente:
«127. Outro esclarecimento: Como foi posto em evidência que a realidade do teu Eu pessoal (ana'îya) é uma Luz imaterial conhecendo-se a si mesma e que as Luzes imateriais não se diferenciam entre elas quanto à essência, é preciso então que todas se conheçam, pois o que é necessário a uma coisa é igualmente a tudo o que participa com ela na mesma essência. Isto é uma outra via [provavelmente a intuição-visão da interdependência unitária de todas as luzes imateriais ou espirituais]. Mas porque aprendeste há pouco o que a procedia, podes dispensar esta via ou método.
IX. Sobre a Luz das Luzes.
129 - Admitindo que a Luz imaterial comporta algum tipo de indigência na sua quidade [ou essência, ou coisa em si], o que postularia esta indigência não poderia ser a substância nictifora [ou obscura] privada de vida. Esta, com efeito não tem qualquer aptidão para conferir a existência a algo que seja mais nobre e mais perfeita que ela própria e que não tenha dimensão subtil. Como é que quem leva em si mesmo a noite poderia conferir a Luz? Se a Luz imaterial [ou espiritual] tem necessidade de algo para se tornar realizada será duma Luz subsistente por si mesma.
131 - Como a primeira explicação geral, nós diremos isto: se a qualidade tenebrosa fosse imanente à Luz das Luzes, teria de se concluir que, na sua própria essência, há uma dimensão tenebrosa que ela mesmo implicaria. Desde então [ou se assim fosse], ela seria composta, e ela não seria Luz pura (...)
134 (...) Assim, encontra-se estabelecido que a Luz das Luzes está separada de tudo o que é outro que ela própria. Nada lhe pode ser anexada. E não se pode representar que exista algo mais belo do que ela. Enfim, como o conhecimento que uma coisa tem de si volta, no fim de contas, ao facto que ela seja ela mesma revelada a si, e como a Luz das Luzes é a luminescência pura da qual a epifania não é devida a nada mais do que ela mesma, desde então, nem a vida, nem o conhecimento que a Luz das Luzes tem de si, não são algo que se acrescenta à sua essência. Assim também te foi dada precedentemente a prova [de não serem necessários acrescentos] a propósito de toda a Luz imaterial [ou seja espiritual, menor na intensidade luminosa que a Luz das Luzes, mas a ela se abrindo como sua Fonte]
Embora ao seleccionar apenas alguns parágrafos do Livro da Sabedoria Oriental, esteja a fragmentar o pensamento e ensinamento de Sohrawardi, e por isso recomenda-se a sua leitura, cremos ainda assim ser visível e compreensível a sua linha de valorização da Divindade enquanto a Luz das Luzes, Nûr-e-Nur, sem qualquer indigência ou necessidade em Si, bem como a impossibilidade de que qualquer e todo tipo de Luz ou de ser, nas suas séries, não provenha da Luz das Luzes, a sua Fonte. Há ainda uma crítica como absurda à ide da manifestação cósmica provir das trevas, caos, noite, ou dum infinito sem Fonte Primordial.
Importante ainda a afirmação de que o Eu íntimo ou ipsidade nossa é Luz imaterial ou espiritual que deve autoconhecer-se a si mesma como Luz própria e não recebida do exterior, ainda que deva verticalmente conectar-se ou ligar-se com a Nûr e- Nûr Luz das Luzes. O que em geral implicará a mediação da face divina, ou do Anjo da guarda, ou do Imam, ou da Inteligência arcangélica, como mais à frente no livro será realçado
Possamos afirmar-nos ou reconhecermo-nos como Luz e ser abençoados pela sagradíssima Luz das Luzes, e participarmos sábia ou luminosamente na harmoniosa interdependência da unidade do género humano, pela fraternidade espiritual e a multipolaridade política e civilizacional, tal como o sagrado Irão tanto aspira e luta resilientemente contra as forças da inveja e do ódio.
Que a Luz do Logos e Amor divino brilhe vitoriosamente em nós e nos iranianos, nos russos, nos chineses, nos que lutam pelo bem da Humanidade. Ou, tal como ecoam milenariamente as palavras de Shihab al-din Sohrawardi: - Que a Luz Sacro-santa (al-muqaddas), a Sublime e suprema Luz (al-a'zam al-'a'la), a Luz toda Vitoriosa (al-qahhar), brilhem invencíveis no Irão, nos Ishraqis e nos que lutam pela multipolaridade sã do mundo e demandam a Luz mais íntima do Oriente Divino e a sua manifestação no polo, eixo ou qutb do Bem e da Verdade.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Os mestres do Irão eterno: Sohrawardi, o sheikh Ishraqi, ou o sábio da Luz iluminante. Extractos do Kitab Hikmat a-Ishrâq, o Livro da Sabedoria Oriental.
Livro I. Cap. III. p. 109. «A Luz divide-se em Luz que é uma qualidade para um outro que si: é o caso da Luz adveniente (nûr arid) - e na Luz que não é uma qualidade para um outro que si: é a Luz imaterial (nûr mujarrad), a Luz pura (mahd).
A Treva (zulma) não exprime senão a ausência de Luz.
Cap.. V. 114. Tudo o que possui uma ipesidade (dhat), da qual nunca está ausente, não é uma ser da noite, ou nocturno, pois ele próprio esta revelado a si mesmo. Não é também uma qualidade tenebrosa, imanente a qualquer coisa de outro, pois se a qualidade luminosa ela própria não é já uma Luz para si mesma, com mais forte razão a qualidade tenebrosa não será ela. Portanto o que jamais está ausente de si mesmo é uma Luz pura, imaterial, que não se pode mostrar....
Cap. VI. 115. ... Quando o sujeito julga ou pensa que todo o atributo que se acrescenta à sua ipseidade [ou identidade intima, primordial; ou mónada, ou unicidade] trata-se dum conhecimento ou de qualquer outra coisa pertence à sua ipseidade, é que ele já se conhece a si mesmo, anteriormente a todos os atributos e independente deles. Portanto não é pelos atributos, que se acrescentam à sua ipseidade, que ele terá consciência de si mesmo.
Quanto ao obscuro (ghasic), se ele se conhecesse a si mesmo, ele seria uma Luz para si mesmo; desde então ele não seria uma substância nocturna.
Cap. VIII. 127. Como foi posto em evidência que a realidade do teu Eu pessoal (ana'iya) é uma Luz imaterial conhecendo-se a si mesmo e que as Luzes imateriais não se diferenciam entre elas quanto à essência, é preciso que todas se conheçam, pois o que é necessário a uma coisa é igualmente a tudo o que participa com ela na mesma essência....»
E eis-nos com ensinamentos substanciais e profundos de auto-consciencialização luminosa. No 126, Sohrawardi questiona a diferenciação das essências dos espíritos, pondo em causa que além da luminiscência (nurîya) pudesse haver algo de outro que se acrescentasse de exterior à sua essência (haqiqa), e conclui que as «Luzes separadas da matéria não são diferenciadas quanto às suas essências (haqiqa)».
Creio ser uma visão e posicionamento talvez relacionado com a unicidade de Deus, tawhid, tão absoluta e crucial no Islão, ou melhor, derivada dela para intuir e professar também a unicidade da essência dos espíritos humanos. Talvez disto tenha resultado, ou se favoreça ou propicie, a grande fraternidade islâmica, as orações em grupo grandes, ou mesmo as confrarias ou tariqas iniciáticas...
Continuaremos este trabalho em prol da iluminação, da tradição ishraqi e da vitória do bem e da verdade contra a mentira, o ódio e o assassinato, como estamos a presenciar na agressão à civilização e gente sagrada do Irão.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Firdousi e a Introdução ao Shah nameh. O Elogio de Deus, da Inteligência, da Sabedoria. As versões do preâmbulo por Mohl e Warners.
Comemorando-se, qual o dia de Camões entre nós, o dia da língua Persa e de Ferdousi, - Abou Laksim Ferdousi, ou Abu’l Qāsem Ferdowsi -, natural de Tus, actualmente Meshad, no Khorassan, c.939-1020], a dia 15 de Maio, o Imam ou guia psico-espiritual em manifestação Irão Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei transmitiu uma mensagem (publicada neste blogue) sobre o valor da obra de Ferdousi, o Shah-Nameh, ou Livro dos Reis, escrito em 50.000 dísticos (estrofes de dois versos) e onde as antigas histórias épicas, mitos e tradições do Irão pré-zoroastriano e zoroastriano (especialmente do Zamyad Yasht, o XIX), já em parte postas em verso em pehlavi por outros autores, após a islamização do país iniciada em 642, foram por Firdousi expandidas e concluídas com genialidade no persa do séc. XI, fortificando a memória identitária da nação ao serem assim preservadas e gravadas para sempre com tanta sensibilidade e qualidade na grande alma colectiva e hierohistórica do Irão. Seyyed Mojtaba Khamenei apelou mesmo a que se erguessem novos Firdausis e escrevessem sobre as lutas recentes travadas contra os traiçoeiros agressores dos USA, Israel e UAE.
Esses mitos, feitos e lutas do Livro dos Reis, transmitidos oralmente, antes de se fixarem pela perseverante labor genial de Firdouzi, vieram a dar origem a muitas obras de arte, tais frisos de cerâmica mas mais especialmente em livros ilustrados, e ainda em relatos e representações dramáticas, onde sucessivos reis e heróis brilham, tal como por exemplo, Jamshid (o antigo Yima, do Avesta), com seu reino de trezentos anos de harmonia, o possuidor do mítico Graal ou, mais evidentemente, de Xvarnah, a força ou Glória de Luz Divina, ou ainda Thraetaona, Ferēydūn, Kaved e sobretudo Rustam (com o seu cavalo Rakhsh, e o pássaro protetor Simourgh, que Attar glosará também na sua Conferência das Aves), em dilemas, provas e aventuras contra os demônios, as forças interiores e exteriores do mal ou Ahriman.
Decidi transcrever o início dessa extraordinária saga da civilização milenar iraniana e da luta entre o bem e o mal, e das escolhas que fazemos, pelo seu valor de glorificação e invocação da Divindade e do seu Logos, Inteligência e Sabedoria, no cosmos, na obra e em nós, e porque hoje novamente o Irão enfrenta as forças ahrimânicas atuais, os americanos e israelitas, tão cheios de insensibilidade, de hubris e de criminalidade... Oremos para que o Irão vença, triunfe...
Utilizei a tradução francesa de Julien Mohl, de 1877 - e publiquei-a independentemente em francês no blogue-, cotejando-a com a de Arthur e Edmond Warner, de 1925, e fazendo uma certa hermenêutica ou leitura interior do sentido espiritual que poderia ressaltar de ambas as versões, a dos Warner claramente mais sensível e transparente à Sabedoria, Hikmat, tão cultivada pelos filósofos e místicos do Irão, tal como Henry Corbin demonstrou com grande abrangência e originalidade, comparatividade e profundidade de hermenêutica. Acabei por fim por transcrever in toto a versão dos Warners do Preâmbulo, para melhor comparação, acessível no Internet Archive, traduzindo-a.
Bismillāhi r-Raḥmāni r-Raḥīmi.
Em nome de Deus Clemente e Misericordioso.
«Pronuncia, ó sábio, o louvor da sabedoria e alegra Os corações daqueles que ouvem a tua voz,
Como o melhor presente de Deus para ti, exalta o valor da sabedoria, que te confortará e guiará, e conduzir-te-á pela mão no céu e na terra. Tanto a alegria quanto a tristeza, o ganho e a perda, ocorrem e portanto quando tal desaparece a pessoa sã não conhece (ou encontra) mais a felicidade. Assim diz o homem sábio e virtuoso da tradição antiga, para que os sábios não busquem em vão frutos nas suas palavras:—"Qualquer pessoa que despreze o conselho da Sabedoria, ao agir assim, fará o seu próprio coração sangrar. O prudente fala dele como alguém possuído, e "ele não é dos nossos" protestam os seus próximos."
Em ambos os mundos, a Sabedoria recomenda-te, quando as algemas estão nos tornozelos dos loucos; é o olhar da mente. Se não o vires a tua jornada por este mundo será triste. [Bem desafiante discernimento...]
Louvar tanto a mente quanto a sabedoria, quem se atreverá? E se eu ousar, quem me ouvirá mesmo?
Aprende pelas palavras dos sábios como trilhares o teu caminho, percorreres a terra, conversares com todos. E quando ouvires qualquer pessoa de discurso sábio, não durmas, aumenta o tesouro da tua sabedoria. Mas, repara, enquanto contemplas os ramos da palavra, quão longe estão as raízes dela de serem alcançadas.»
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Firdousi et la introdution au Shah-Nameh. La louange de Dieu et de la intelligence et sagesse. De la version de Jules Mohl.
domingo, 17 de maio de 2026
Message of the supreme ayatollah or guide of the Islamic Republic of Iran, Mojtaba Khamenei on Firdousi, or Ferdowsi, and the great soul of Iran, on 15 May
| Mural painting of Rustam, one of the heroes of Shah-nameh. |
From the very good channel of information, not brainwashing people against truth and justice, but sharing true information, Presstv.ir, on 15 May, day of Ferdousi and Persian language, in the year of 2026.
Its central themes include justice, heroism, and the eternal struggle between good and evil – embodied by the legendary hero Rostam and the tyrannical king Zahhak.








