sexta-feira, 13 de junho de 2025

Os textos ou posts dos usuários do Facebook, que não são permitidos partilhar "na tua história" (Público)". O ataque de Israel ao Irão

                                                    

 Um dos  textos ou posts dos usuários do Facebook e que este ou as secretas norte-americanas ou israelitas não permitem partilhar "na  tua história", alegando um erro técnico, captei-o do fluxo da página inicial (13 de Junho) e traduzi-o do inglês, com leves acrescentos meus entre colchetes [ ]. É explicável tal censura, pois estão a exercer o controle da disseminação de informação que não segue a narrativa oficial ocidental manipuladora da realidade. Os acrescentos que fiz mostram as minhas visões e causalidades diferentes das que o articulista anónimo do artigo assumiu e teceu. O original em inglês encontrará no fim. O dia 13 foi fértil neste tipo de censuras pois o texto Pax israelensis de Manuel Loff, publicado no jornal O Público no dia 11 ainda antes do ataque de Israel e partilhado por Graça Nascimento foi também travado de ser partilhado "na tua história (Publico)" alegando-se hipocritamente o mesmo "Ups, ocorreu um erro. Estamos a tentar resolvê-lo o mais depressa possível...". Eis o texto anónimo inglês:

«Israel bombardeou o Irão, assassinando altos líderes militares e [seis] cientistas nucleares [além das suas famílias, que incluíam crianças. E não referiremos as mortes por vizinhança dos bombardeamentos. Consta que à volta de uma centena de mortos, por enquanto, pois o conflito ou já guerra continua e armamento não faltará, dado que os USA estão a fornecer amplamente o regime de Netanyahu.]
Esta foi uma crise fabricada — programada, planeada e aprovada pelos EUA [e Israel]. [Tucker Carlson já veio criticar Donald Trump por tal, assim como Bernie Sanders, este 
opondo-se vigorosamente  ao apoio norte-americano ao que ele denomina extremista Netanyahu].
Eis o que eles não querem que se veja: 🧵
Apenas 48 horas antes da retomada das negociações nucleares entre os EUA e o Irão, Israel lançou o seu maior ataque de sempre em solo iraniano — atingindo instalações nucleares, aeroportos e residências.
O objetivo? Acabar com o acordo. Intensificar a guerra. E [se for preciso] arrastar [mais directa e claramente] os EUA para ela.
Este ataque não surgiu do nada.
Os EUA evacuaram [alguns funcionários das] embaixadas.
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica] aprovou uma censura contra o Irão. [para além de se ter descoberto que andou a passar informação sensível para Israel]
E o enviado de Trump ao Médio Oriente disse que um ataque estava «a caminho».
Israel lançou o bombardeamento menos de um dia após a votação da AIEA. Foi planeado.
📌 A mentira por trás de tudo isso?
Que o Irão está a construir uma arma nuclear. Mas:
🔹 Os serviços secretos dos EUA afirmam que o Irão suspendeu o seu programa de armas em 2003.
🔹 O Irão permite inspeções.
🔹 Ofereceu-se para regressar ao acordo de 2015 que Trump romp
eu.
🔹 Israel? Tem armas nucleares. Não permite inspeções. Nem sequer faz parte do TNP. [Tratado de Não Proliferação]
Isto não tem a ver com armas nucleares. Tem a ver com controlo.
Os EUA exigem que o Irão renuncie ao direito de enriquecer urânio — mesmo para energia civil — sabendo muito bem que isso é uma linha vermelha.
📌 Isso não é diplomacia. É sabotagem.
Os ataques aéreos de Israel não vão parar o programa nuclear do Irão — os especialistas concordam. [Optimismo, pois provavelmente Irão e Israel vão ficar bastante afectados e, se USA entrar directamente, certamente o Irão muito mais.]
Então, porquê fazê-lo?
Porque provoca retaliação.
O que dá a Israel e aos EUA a desculpa para escalar.
Esta é a verdadeira estratégia: forçar o Irão a replicar ou retaliar e, depois, chamar isso de guerra.[Ou poderem começar uma nova guerra do Iraque, pois Saddam possuiria armas nucleares. Só que agora já não é possuir mas poderem vir a possuir... Que hipocrisia a dos governantes Ocidentais e sionistas]
📌 Netanyahu está encurralado politicamente.
O seu governo está a desmoronar-se.
A pressão está a aumentar para parar o genocídio em Gaza.
Então, o que ele faz?
Começa uma guerra com o Irão.
Adias as eleições.
Mudas de assunto.
E chama isso de «autodefesa».
E enquanto o mundo [manipulado, alienado e sionizado] olha para o Irão...[como o grande perigo e inimigo a abater]
🔹Gaza está em apagão total
🔹Israel atira [e mata os] palestinianos famintos em locais de ajuda humanitária [utilizando para isso até os terroristas do Isis bem pagos para tal, como já se comprovou]
🔹A Cisjordânia está bloqueada
🔹Os assentamentos de colonos [sionistas violentamente anti-palestinanos] expandem-se
🔹Casas são destruídas
🔹Campos de refugiados inteiros estão a ser esvaziados, ou violentados com mortos e feridos a lamentar-se...
📌 
Os EUA dizem que não aprovaram o ataque de Israel. Mas:
✔️ Deram avisos prévios
✔️ Coordenaram movimentos militares
✔️ Continuam a armar Israel e a bloquear a ação da ONU
✔️ E tornaram esta crise possível ao acabar com o acordo nuclear
Agora, o risco de uma guerra total é real.
E para quê?
Não é uma amea
ça nuclear real.
Não é uma neces
sidade defensiva.
Mas para proteger o apartheid, enterrar o genocídio e manter o império americano em vida, [e fazer o projecto do grande Israel avançar. Israel controla os dois partidos norte-americanos, pois corrompeu-os completamente e tem conseguido assassinar todos os principais dirigentes políticos, militares ou científicos que denunciam e se opõem ao  sionismo racista e fanático, invejoso da lata civilização persa iraniana e desejosos talvez de arrasar com Persepolis, as sagradas mesquitas de Isfahan e de Qoom, os túmulos-mausoléus de Saadi, Hafiz ou Ruzbehan de Balk, onde eu peregrinei admirei, meditei e dialoguei.]

Original version:  «Israel bombed Iran, assassinating top military leaders and nuclear scientists.
This was a manufactured crisis — timed, planned, and approved by the U.S.
Here’s what they don’t want you to see:

Just 48 hours before U.S.-Iran nuclear talks were set to resume, Israel launched its biggest-ever strike on Iranian soil — hitting nuclear sites, airports, and homes.
The goal? Kill the deal. Escalate the war. And drag America in.
This attack didn’t come out of nowhere.
The U.S. evacuated embassies.
The IAEA passed a censure against Iran.
And Trump’s envoy said a strike was “coming.”
Israel launched the bombing less than a day after the IAEA vote. It was planned.

The lie behind all this?
That Iran is building a nuclear weapon.
But:
U.S. intel says Iran halted its weapons program in 2003
Iran allows inspections
It offered to return to the 2015 deal Trump tore up
Israel? Has nukes. No inspections. Not even in the NPT.
This isn’t about nukes. It’s about control.
The U.S. demands Iran give up the right to enrich uranium — even for civilian energy — knowing full well it’s a red line.

That’s not diplomacy. It’s sabotage.
Israel’s airstrikes won’t stop Iran’s nuclear program — experts agree.
So why do it?
Because it provokes retaliation.
Which gives Israel and the U.S. the excuse to escalate.
This is the real strategy: force Iran to fire back, then call it war.

Netanyahu is cornered politically.
His government is collapsing.
Pressure is rising to stop the Gaza genocide.
So what does he do?
Start a war with Iran.
Delay elections.
Change the subject.
And call it “self-defense.”
And while the world stares at Iran…
Gaza is in total blackout
Israel shoots starving Palestinians at aid sites
The West Bank is locked down
Settlements expand
Homes are razed
Entire refugee camps are being emptied

The U.S. says it didn’t approve Israel’s attack.
But:
It gave advance warnings
It coordinated military movement
It continues arming Israel and blocking UN action
And it made this crisis possible by killing the nuclear deal
Now the risk of all-out war is real.
And for what?
Not a real nuclear threat.
Not a defensive need.
But to protect apartheid, bury genocide, and keep American empire on life support.»

 O texto inicial foi traduzido com a versão gratuita do tradutor - DeepL.com, dos melhores.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Amizades vivas ou eternas, jogo da Oca, corpo de Glória e tradição Pitagórica nos tempos actuais.

 Amizades eternas são aquelas em que o Amor ardeu tanto que a sua substância divina alquimizou, dourou e uniu as almas para sempre, ou quando elas o querem sentir e reactualizar.
Amizades vivas são aquelas em que o entusiasmo arde forte e reciprocamente e permitem um contacto próximo ou até unitivo. Nelas sentimos também algo dos mistérios da criação, da gestação, tal como Miguel Ângelo representou na capela Sistina: Deus esticando o dedo até Adão. Talvez ainda uma melhor leitura do que a literal de Deus realizando a criação humana, será a escatológica que nos diz que mesmo tendo os espíritos já entrado no ciclo mundano e terreno e cada vez mais se materializado, Deus, ou o Princípio Divino, transcendente e imanente, ainda quer e permite que os que estão afastados Dele o respirem, oram, invoquem, adorem...
Tomando tal à letra, alguns de nós esticam os dedos, as mãos, os braços, os pulmões e lançam do seu peito ígneas chamas de aspiração a Deus e ao Amor, Fontes da Vida e Plenitude, por entre tanta desagregação dos vínculos sãos da convivialidade humana.
"Bem aventurados os puros do coração porque eles verão a Deus", foi dito, animando-nos a polir o coração, a tentar entrar dentro dele, a clamar a partir dele, a humildificar-nos nele.
Tal dito anima-nos a procurar a pureza do coração, a sua limpeza, o desembaciamento dos vapores passionais ou aflitivos da vida, ou mesmo o seu desemparedamento dos tijolos do egoísmo nas suas diversas formas, objectivos que a aspiração a Deus consegue mais ou menos, sobretudo se for secundada pela correcta acção de querer e fazer o bem, ou se a dois ou em grupo mais sentimos a abnegação do Amor.
A meditação, com a ascese ou sobriedade, a respiração, a aspiração e a oração, são os meios principais de limpeza da psique e logo dos seus órgãos principais: o coração afectivo que aspira, deseja, ama, entrega-se e o olho espiritual do discernimento, da concentração e que se abre, vê e recebe...
Na tradição indiana yóguica chaucha, em sânscrito, significa a pureza, a qual, secundada pelo contentamento, santosha, e por tapas, o ardor ascético de desprendimento dos bens do mundo e da aspiração à comunhão espiritual e divina, ajuda a controlarmos, transformarmos e melhorarmos o nosso ser, comunicando-se tal em certa medida aos que nos rodeiam, estão mais afins e ressoantes, ou amamos.
Pessoas que conhecemos ou que avistamos são muitas, mas poucas são as mais afins nas tonalidades da alma, na ressonância recíproca de vibrações e aspirações, de vozes e interesses, de criatividades e respostas aos conflitos do mundo. É a proximidade ou semelhança de tais sensibilidades que nos aproximam e permitem o desabrochar dessa flor tão rara da amizade, o Amor, o qual liga a base ao cume da montanha e que se inicia numa atração recíproca admirativa, se fortalece nos trabalhos em comum e se apura na responsabilização do não fazer ao outro o que não gostaríamos que nos fizessem e que culmina no fazer o máximo de bem pelo outro para que seja salutarmente feliz, e consigamos alcançar a unidade amorosa em sintonia espiritual e divina, isto é, na Verdade.
No adjectivo salutar, do verbo salutare, que tanto significa saudar como salvar, está a grande arte da vida mais perfeita, este jogo da Oca, de dados que diariamente durante vinte e quatro horas, despertos ou a sonhar, são lançados numa dança de interacções fabulosas e inesgotável na sua representação e hermenêutica, algo que os pitagóricos destacavam e trabalhavam, quando ao fim do dia reviam o que tinham feito e o que fora melhor ou pior sentido ou realizado, e se arrependiam ou alegravam.
Discernirmos então diariamente que semente lançar, e com que força e intenção, é bem importante, sobretudo se aceitamos ou intuirmos que a vida é mesmo um grande jogo da Oca ou da Glória, Doxa, palavra grega que significa Luz a qual é no fundo a substância de cada momento ou estado da vida e da consciência: mais ou menos luminoso e que vai desenvolvendo e fortificando o corpo da imortalidade consciente ou da Glória...
Sem nos desviarmos para a ideia de conceber um jogo da Glória para crianças ou adolescentes, ou da vida de Antero de Quental ou Fernando Pessoa, regressemos aos dados diários lançados, lembrando-nos que podemos observá-los com a imparcialidade do observador no cimo da montanha vendo os acontecimentos desenrolando-se, posicionados no alto ou no centro da roda da Fortuna.
Os antigos pitagóricos, assim como ao findar do dia reviam os acontecimentos que tinham vivido, porque assim desenrolavam e sacudiam o tapete das cinzas das impressões e imagens do dia, para regressarem de novo ao esplendor da criança pura que adormece serena e em cada dia renasce e parte para um novo ciclo, não de apenas vinte duas horas ou cartas do Tarot mas de todo o tempo vivido e por viver, assim de manhã meditavam (relembrando por vezes seus sonhos), e abriam-se aos novos raios psico-solares e intuíam o que deveriam fazer ou até quem encontrar e o que despertariam mais no seu ser e irradiariam subtilmente para o universo, em subtis e insuspeitadas comunhões.
Muitos dirigiam-se ao Sol, ao Logos, ao Sol Invictus, visível ou invisível, respirando-o e pedindo as suas bênçãos e inspirações, pois no Sol físico viam a imagem visível da Divindade, a mais pura e adequada de se adorar a Deus, e nele venerar os Seus mais próximos ou vizinhos (como lhes chamava Erasmo), mensageiros, angelos, até para que o seu olho espiritual se lhes abrisse mais na luz espiritual.
Outros pitagóricos intensificam mais o cálice do seu peito e coração, e comungam na devoção e nas luzes coloridas que recebem, e desejam que os seres mais afins com tal Luz possam vir a acolhê-la também e assim poderem na união que faz força comungarem melhor do espírito da verdade, de Deus e seu Amor.
Uma milícia de seres puros, uma satsanga luminosa, era e é um desiderato salutar de todos os tempos, pois são muitas as forças em conflito e em nós a Luz tem que se unir ou reunir para brilhar mais e igualmente ajudar a clarificar tanta alma manipulada, alienada, infrahumanizada, de modo a diminuirmos a ignorância, a violência e o sofrimento, contribuindo-se para a tarefa criativa de se harmonizar a Humanidade, a Terra, o Cosmos, e a Divindade. Nestes tempos de tão grande conflito entre as forças opressivas e as libertadoras, informe-se então muito bem e medite para se fortalecer, equilibrar e abrir à Luz, à Verdade e à Divindade.

De Nicholai Roerich: O Eterno Feminino, o Espírito Santo, o Amor, atraindo e unindo as almas afins...