domingo, 29 de janeiro de 2023

O Amor aos Livros, à Sabedoria e à Divindade, ordenando-os. Com um fado anteriano, poema Maria, pelo Grupo Coimbra.

 Resultado do trabalho duma tarde de  Domingo, arrumando e escrevendo. E no fim juntei um fado coimbrão, com voz e pathos excelente, dum poema de Antero de Quental, tão belo, que pode ouvi-lo desde já....
                                           
                                            
O Amor dos Livros é o Amor da Sabedoria, na comunhão com os seus autores, no aprofundamento do conhecimento e no intensificar da Luz na alma.
Estarmos numa biblioteca é prestarmos culto aos autores, aos editores e impressores e em especial à Divindade donde ou de quem tudo emanou.
Quando trabalhamos em paz numa biblioteca, o nosso coração abre-se e somos portadores do Graal, da taça da sabedoria e amor que conseguirmos sentir, recolher, sintonizar, compreender e viver...
                                          
A vida corre no seu ritmo mais rápido durante a semana e mais calmo e opcional no fim de semana. Ma
s é tanta a oferta cultural e informativa, ou outras, que frequentemente não optamos pelo  que é mais criativo, descobridor, harmonizador, iluminador.
A dispersão causada pela imensa oferta é um perigo e sabermos discernir o que mais importa, o que mais devemos aprofundar não é fácil nem imediato.
Termos bem compreendida e assumida uma hierarquização dos objectivos de vida é então conveniente para não nos deixarmos distrair, ou então perder os veios mais valorosos que poderíamos desenvolver.
Se contemplo o Sol e oro a ele e deixo os seus raios entrarem pela minha face, pele e aura posso ser levado ao coração, ao santo Graal e  então sentir o que nele se quer elevar à comunhão e conseguimento do que mais importa: ser um espírito em comunhão espiritual e Divina o mais possível e irradiantemente nos nossos ambientes e associações, eis a missão...

                             

Quando o crepúsculo vai descendo e com ele o frio, algum cansaço pode dar sinal no corpo ou mente e devemos então parar de trabalhar, sentar-nos, fechar os olhos, orar, silenciar e meditar em tanta beleza, sabedoria e amor que podemos realizar. Como não estarmos gratos por tal operatividade, por tal beneficiência divina?
Os livros e os papéis vão sossegando de novo no remanso que só o manuseio e a leitura desencantarão do sono fatídico de não poderem falar-nos audivelmente ou telepaticamente.
Todavia, alguns que por secretas afinidades mais ressoaram connosco, continuam entrelaçados com a nossa alma, tal como as pessoas mais próximas ou amigas estão sempre numa relativa comunhão e unidade.
É bom ao fim do dia sentirmos com quem ou com que livro, tema ou texto mais vibramos e assim no Graal do coração à Divindade o elevar e em tal demanda d
e realização avançar.
                                               
Por vezes o coração, ainda que passando por pessoas, imagens, livros, cenas e momentos, é apena
s uma conflagração ígnea que arde pura e simplesmente de amor. Mas não é fácil mantermos tal estado de Amor ardente, simples, directo..
Nada a ser pensado preocupdamente, tudo a ser sobretudo sentido fortemente numa ardência imensa que enche o anoitecer de um sol que mesmo no meio da noite brilha...
As páginas dos livros ciciadas pelo tacto e o sentir atento, e a ordem nova que une agora as obras, criam nas estantes uma harmonia subtil, luminosa, palpitante que não  passará desapercebida
a toda a gente, mas se nas prateleiras tal brilho se presentifica é no altar do coração que o amor se eleva à presença subtil da Sabedoria, dos Mestres, santos e santas, Anjos e  Divindade.
Arrumar livros é também arrumar a nossa alma: ordenarmos, estabilizarmos, silenciarmos e permitirmos que o Espírito Divino mais facilmente abra as suas páginas ou inspire as ideias, palavras e escritas mais justas, luminosas e libertadoras....

                          

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