segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Daria Dugina, um herói filosófico, por Alexandre Dugin e outros. Памяти Даши Платоновой-Дугиной

         Daria Dugina, um Herói filosófico, por Alexandre Dugin. 

                                          
                                  
Памяти Даши Платоновой-Дугиной

Numa das suas quase diárias lembranças de Daria partilhadas no Vk.com pelo seu pai, a de 12/1/26, inegavelmente sofrendo da sua precoce despedida da Terra, Alexander lembra como a sua dimensão de amiga da sabedoria, de philo sophia, estava desde cedo marcada pela ligação ao Logos, à emanação divina do Amor-Sabedoria que o evangelista João considerou ou discerniu ter-se  manifestado em Jesus: o Verbo, Palavra, o Sermo ou Logos Divino descia a uma pessoa e corpo humano.
Daria fora educado dentro desta tradição do culto do Logos, do Amor-Sabedoria, que ela veio a estudar nos filósofos antigos, tal o imperador Juliano - como já evocamos em https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2023/09/daria-dugin-platonova-o-imperador.html, - mas também Sócrates e Platão, e por isso adoptou mesmo o nome de Daria Dugina Platonova. Mas recebera desde tenra idade, pelo Cristianismo ortodoxo em que foi educada, e por um pai e mãe filósofos e crentes, Natalia Melentyeva, e Aleksander Dugin, adeptos da Philosophia Perenis, o profundo amor que todos tinham pela Mátria Russa e sua missão espiritual planetária redentora, e sob a qual sucumbiu.
                                         
Ao ser martirizada na mesma idade de Jesus e de novo pelas forças das trevas, quando começara a transmitir brilhantemente a sua sabedoria e amor, ou Logos, Daria foi erguida a um Christos, um ser ungido russo feminino, e com ela a grande alma russa vai avançando na sua missão redentora da Humanidade das garras do imperialismo neoliberal ocidental infrahumanista. E como um Christos feminino russo, Daria Dugina Platonova, ou mais familiarmente Dasha, vai inspirando dos mundos subtis e espirituais muitas almas que a admiram ou ama
m.
                                                 
Alexandre Dugin: «Daria é filósofa 
também porque toda a sua vida, desde o nascimento até a trágica morte, foi vivida em perfeita harmonia com a essência da filosofia. Na nossa família, a Tradição é o princípio guia principal, o que significa que a filosofia é concebida principalmente como religiosa, vertical, orientada para Deus e o céu, onde deve ser demandado os princípios do pensamento. A verdade absoluta  revelada a nós no Evangelho de João – "No princípio era a Palavra" (Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος) – é a nossa estrela guia. Daria Dugina foi morta pelo inimigo quando nós voltávamos do festival "Tradição" com ela. Ora Tradição é o princípio e o fim, o alfa e o ómega. E no destino filosófico de Daria, o ómega, o ponto final, foi trespassado pelo mesmo raio – o raio do Logos.»

Esta hermenêutica da morte de Daria e do seu arrebatamento pela bomba e fogo, a 20/8/22, após terem estado numa celebração da Tradição e do Logos, como um arder sacrificial dum raio do Logos - Palavra, Sabedoria, Amor -, retornando assim ungida ou sacrificialmente a Ele, tem muito sentido... En arké ên o Logos.... 
                                           
 
       Última fotografia de Daria com o pai, no Festival da Tradição, arredores de Moscovo
«
A filha de Alexandre Dugin tornou-se um herói da filosofia. Ela desceu ao mundo por um raio do Logos e subiu por ele ao céu. O selo do martírio foi colocado sob seu pensamento, sob sua missão, sob sua vida inteligente. E isso custa caro.»
                                     
Extraído do livro póstumo de Daria Dugina, Optimismo Escatológico. Possa Dasha, com as santas e santos, staretz e anjos, da Divindade, inspirarem-nos e fortificarem-nos na comunhão vertical com o Logos, com Ela.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Alexandre Dugin: A Rússia Deve Quebrar o Status Quo... Pense ou desapareça... Publicado a 10/1/2026.

  Neste texto o notável mestre Alexandre Dugin, pai da mártir Dária Dugina, apela à liderança política da Rússia para que deixe de lutar apenas em defesa dos seus objectivos menores, ou  da preservação da zona russa do leste da Ucrânia, ou do seu status quo no mundo, tão ameaçado pelo Ocidente russofóbico e ganancioso, tão frágil face ao total desrespeito pelo Direito e Ordem internacional que o Ocidente pratica, para se assumir como um projecto civilizacional capaz de se afirmar vitoriosamente no confronto com os seus inimigos, e que não é o resto que vem do passado recente mas que é uma criação pensada e meditada pelos seus filósofos, místicos, poetas e pensadores e assumida pelos jovens - bem esclarecidos e orientados para tal, sem se deixarem apanhar pelas sereias do consumismo modernista decadente ocidental, - a população, o futuro...

Cremos que a liderança política russa tem essa componente de pensamento profundo próprio em vários dos seus líderes, ainda que certamente Alexandre Dugin seja um dos mais valiosos e profundos pensadores, ao ser um sociólogo, um geo-estratega, um filósofo, um religioso ortodoxo, um tradicionalista, multipolarista e  iniciado na Filosofia Perene..

A Rússia Deve Quebrar o Status Quo
Pense ou Desapareça

«Às vezes, pode-se ter a impressão de que estamos a lutar apenas para preservar o status quo, ou simplesmente a afastar os desafios que se acumulam contra nós. Isso é parcialmente verdadeiro, todavia mesmo a resistência reactiva requer vontade. Tivesse sido  a Rússia  conduzida por uma liderança diferente, há muito tempo teria entrado em compromissos e não teria resistido ou lutado, mesmo para preservar o status quo. Foi assim que perdemos a URSS (o Império), depois o espaço pós-soviético e começamos a perder a própria Federação Russa.
Por outro lado, há um plano a nosso respeito, e ele é mortal. Aos olhos do Ocidente colectivo, abandonar o nosso status quo significa o desmembramento da Rússia (oficialmente chamado de "descolonização"), mudança de regime e colapso da soberania. Nós estamos  a resistir activamente a isso. O objectivo é a preservação do status quo, para 
não vir a acontecer o que os nossos inimigos tentam fazer-nos. 
Isso já é metade da batalha. No entanto, está a tornar-se óbvio não ser suficiente.
Devemos ter nosso próprio plano — a rota da grande mudança.
Aqui, preservar o status quo é apenas um ponto de partida; se alguém insistir demais em manter tudo como está e bloquear todos os processos e transformações, isso pode tornar-se um obstáculo.
Não faz sentido apegar-se ao velho mundo, ao direito internacional, à manutenção da ordem estabelecida. Tudo isso desmoronou. O tempo de mudança radical está a chegar — mudança em tudo. Até agora, vemos apenas o lado sombrio e destrutivo dessas mudanças. De facto,  tal é o caso, porque o plano dos nossos inimigos ainda domina completamente. Eles querem mudar tudo, enquanto nós resistimos-lhes e queremos manter as coisas como eram, como são agora.
Mas devemos olhar para isso de maneira diferente. Precisamos do nosso próprio plano para transformações globais, dos nossos próprios vectores e directrizes, dos nossos próprios pontos de referência, e de valores e prioridades afirmados em voz alta e confiantemente.
Presentemente, efectivamente não temos nem ideologia, nem cultura, nem uma visão de futuro. Estamos a viver de fragmentos do passado— atitudes soviéticas e a inércia dos sombrios anos 1990. A elite governante é assim, e, infelizmente, a população também. Estamos terminando a salada Olivier soviética, assistindo de novo a filmes soviéticos ou séries sobre  os anos sem lei da década de 1990.
O que é necessário é algo completamente diferente. As pessoas devem desviar os seus rostos do passado e do presente em direção ao futuro, e empenharem-se na sua criação.
"Arquitectura social" é um bom termo. A construção da sociedade e do estado, o despertar do povo para a participação no seu próprio destino — isto é o que devemos empreender.
É um objetivo completamente falso estudar a sociedade. A sociedade deve ser criada, construída, modelada, educada, despertada, elevada e iluminada.
A sociedade não se forma a si própria; ela é instituída. Não necessariamente pelo poder—mas antes mais por profetas, visionários, arautos, pensadores, poetas, aqueles que dão voz à sua identidade e ao seu destino.
Tudo isso não se trata de tecnologias, mas de ontologias. As tecnologias são importantes, mas não são a essência. Elas podem servir como instrumentos tanto de bem quanto de mal, de despertar e sono, de ascensão e declínio. A salvação certamente não está nelas. A salvação não está na tecnologia, nem nos tecnólogos. A salvação está no espírito, no pensamento, na fé. À nossa elite governante e à nossa liderança falta-lhes criticamente uma dimensão filosófica — reflexão profunda e minuciosa, conversas sem pressa, contemplação e revelações intuitivas. Todas as forças são gastas na gestão do dia a dia e na manutenção do status quo. Isto não é um modo de criar ou antecipar o futuro.
Às vezes, as autoridades guiam  os jovens, mas os jovens são o que a sociedade os fez — ou seja, o que as mesmas autoridades os fizeram. Sozinhos, sem educação e auto-formação, os jovens não conseguem expressar ou construir nada. Eles precisam de uma Ideia. No entanto, certamente não a formularão sozinhos. Em resumo, a questão não é a juventude. Por inércia, eles também defenderão o status quo no melhor dos casos, e no pior, irão vagarosamente na direcção liberal-ocidental. Isso não funciona. Se os jovens forem educados por pessoas do status quo, eles serão jovens do status quo. Deve-se abordar a questão pelo outro lado — pelo futuro. O que importa não é como são os jovens, mas como devem ser. E isso não é decidido por eles.
Num único ano da sua presidência, Trump estilhaçou o status quo americano. Quer isso seja bom ou mau, o velho mundo não existe mais. No novo mundo, nenhum lugar foi reservado para nós. Para existir, temos de vencer. O que significa "existir" não é decidido por uma autoridade ou um tecnologista, nem pela juventude, nem por um portador de pura inércia, m
as pelo pensador.
A Rússia precisa de pensamento soberano. Em vez de um
 status quo onde, infelizmente, não há nem sequer uma aproximação distorcida de algo parecido com isso. Esta não é uma razão para desistir; é um convite para finalmente se começar a pensar seriamente.»

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Mistério e demanda do Espirito. Breve contributo, baseado em meditações e intuições.

                                           
Para podermos ser mais o misterioso espírito ou usufruir das suas capacidades e identidade, convém distingui-lo da alma e personalidade que temos, e estarmos mais conscientes dele. Ou então propiciar que ele esteja mais presente em nós, pois tal como não é fácil separar as águas de dois rios quando se encontram, assim a consciência do eu-alma-personalidade que predomina em nós, mais caudalosa, tende a absorver, superar, silenciar a consciência do espírito em si, impedindo-a de ela ser ouvida por nós, como som ou  voz, ou como luz na visão.
Poucos seres no Ocidente conseguem desejar mais intensamente ou perseverantemente o espírito e cantar-lhe, mantrizá-lo, meditá-lo, assumi-lo, consagrando-lhe mais tempo substancial meditativo ou orativo, e assim o podendo merec
er.
                                        
O espírito é
uma centelha de origem divina, uma partícula de luz divina, uma mónada, um ser individualizado, um eu espiritual. Mas para alguns surgem dúvidas quanto à individualização ser perene, admitindo ou preferindo no fim o regresso da gota ao Oceano.
Sendo o espírito o núcleo do nosso ser, o seu centro e fonte, ele contudo raramente é visto pelas pessoas, e se na história da arte a sua representação não é tão incomum, passe despercebida a quase todos. Encontramo-la, por exemplo,  representada como uma estrela de cinco pontas posta na testa ou sobre a cabeça de pessoas, deusas, ideias personalizadas, a pátria-mátria.
Ora quem medita pode ser agraciado com a sua vista, em geral lá no alto, numa dimensão subtil e longínqua, mas também pode ser sentido como força luminosa na aura e no corpo, nomeadamente no peito e no coração
Onde está localizado o espírito no corpo, é uma pergunta que ocorre mas que deve ser melhorada para: em que níveis ou zonas da minha totalidade e corporalidade ele se pode manifestar mais?
Se estamos, ou se estivemos, em momentos de adoração e culto, ou de mais amor, ele pode intensificar a sua irradiação através dos chakras ou centros de força do peito, não tanto porque ele para aí desça, ainda que tal possa acontecer, mas porque o seu influxo passa por essa zona e reveste-se das vibrações psiquicas que esses chakras fornecem ou a que estão ligados.
Também podemos sentir o espírito por um estado de receptividade e transparência dos corpos subtis e do físico o qual permite tornar-se perceptível a subtil força do espírito.
O espírito vive no plano espiritual e nesse plano as leis do espaço e do tempo são diferentes das que regem o plano físico pelo que a distinção do passado, presente e futuro não é tão fixa, irredutivel e inultrapassável como geralmente se vive no mundo terreno quotidiano.
O espírito pode deslocar-se ao passado e observá-lo e senti-lo ou vivê-lo mas também pode ir ao futuro, sem que contudo o desenrolar dos acontecimentos avistado tenha mesmo que suceder tal e qual. Fica a questão, se é possível, como alguns admitem, que futuro seja alterado pela actividade do espírito que se projectou para ele, entrando e operando psico-energeticamente, nesse tempo ou acontecimento...
Na verdade podemos dizer que há quem tente desde já influenciar o seu momento de morte, pensando que a famosa ars moriendi, praticada ao longo dos séculos por religiosos e filósofos, dos quais um dos últimos mais valiosos e famosos foi Erasmo de Roterdão, era uma preparação que tinha o objectivo de influenciar o futuro, pois o cultivo do desprendimento da vida e da meditação da morte muito antes de se chegar a hora, gerava uma alteração energética consciencial da alma a
o morrer.
                                                      
Pode pensar-se mesm
o que alguns dos que morreram em odor de santidade teriam preparado tal efusão energética mais divina pelas suas vidas purificadas e vivências e orações poderosas supra-temporais, e ao colocarem-se ou viverem mais na sua dimensão espiritual de filho ou filhas de Deus, comungando e manifestando os predicados divinos ou dos mundos espirituais tais como a beleza, a harmonia e amor, tais qualidades acabavam por se manifestar em visões ou sentirem-se como perfumes, de rosas ou de outras flores odoríferas, que os corpos espirituais emanam.
Até a ciência moderna, mesmo que na sua maioria tida como materialista, contribui também para que o espírito hoje em dia seja mais compreensível, sobretudo graças à física quântica pois o funcionamento das partículas ora como partículas ora como ondas aplica-se também ao espírito que tanto é a centelha individual, como também em onda é um corpo ondulatório espiritual.
Esta assunção do corpo espiritual tem uma base importante que é o corpo da alma pois somos além do corpo físico também uma alma com a forma do corpo, e com a qual sairemos do corpo físico à hora da morte. Daqui que muitos mortos nos apareçam, em geral nos sonhos ou em clarividência, quase tal como eram na vida física e mesmo passados muitos anos surgem revestidos e com faces e corpo humano e não tanto como pura energia ou corpo de glória, como se dá com os seres muito evoluídos ou capazes de vibrarem nas frequências mais elevadas de luz e de amor e logo sem medos, nem receios, nem cansaços, escapando da matriz amilhazante e opressiva que tenta reger a Humanidade, impedindo a sua liberdade, multipolaridade e espiritualidade. Por isto tudo, erga-se mais e medite e aja melhor! Lux, Amor, Pax!


quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

S. Catarina de Ricci: valiosa descrição e hermenêutica portuguesa dos estados de amor divino da mística florentina, aquando da sua canonização em 1747.


                                      
S. Catarina de Ricci (1522-1590) foi uma das notáveis místicas do séc. XVI, e teve na sua época, desde muito jovem, grande impacto em Florença e até Itália, pela sua comunhão com o mestre Jesus que sentia extaticamente todos os anos na época da Páscoa, no que foi minuciosamente esquadrinhada pelos teológos e padres dominicanos e do Papa, que se submeterem à sua genuinidade, pureza, sabedoria e inspiração dos santos e do Espírito Santo. Atraiu assim muita gente para a ver durante esse doze anos da vivência compassiva da Paixão gerando frequentemente conversões ou então filhos espirituais, tarefa para a qual tinha grande dedicação, abnegação, além de clarividência, restando muitas cartas dos conselhos dados  enquanto orientava com perfeição o mosteiro cheio de sorores onde professara aos 16 anos, e dirigiu como prioresa mais de quarenta anos. 
 Os estados expandidos de consciência unitiva, ou extáticos, com Jesus aquando das celebrações da Paixão e muitas outras vivências de amor e de luz divina, que frequentemente a tornavam absorta e resplandescente, ocorriam aquando da comunhão, ou da adoração do santíssimo, ou orando a sós ou no coro, e sobretudo na contemplação de uma imagem de Jesus, que por vezes lhe falava intimamente.
                                                   
Como se podem descrever tais estados de amor, e discernir as causas não é fácil, e como ela sempre foi de grande humildade e só quando foi obrigada pelo confessor é que disse ou se registou o que vivenciava, anda por cima pouco antes de morrer procurou muitos desses papéis e relações, de outras sorores suas companheiras até, e as deu a queimar à irmã cozinheira, não nos chegou tanta informação e teorização. Mesmo assim escaparam alguns papéis e relatos, pois o sacerdote que mais a acompanhou nos últimos anos escreveu a sua vida. E, claro, muita correspondência por vezes bem valiosa.
                                               
S. Catarina de Ricci não se tornou como Santa Teresa de Jesus, ou de Ávila, uma psicóloga profunda dos estados de amor com Jesus e com Deus, uma doutora da Igreja, porque os seus dons e missão foram diferentes, e se entregou ao aconselhamento de muita gente por cartas, enquanto simultaneamente defendia a boa sobrevivência do seu convento e animava e aconselhava 
as cerca de 200 freiras do seu convento como suas filhas. Uma tarefa hercúlea.
 Já publicámos: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2025/12/s-catarina-de-ricci-e-os-anjos.html , e o que agora transcrevemos não é de escritos directos dela mas duma boa aproximação ao fogo do Amor divino em S. Catarina de Ricci, realizada com grande sensibilidade pelo anónimo autor português do Epitome da Portentosa vida, e milagres de Santa Catharina de Riccis, Florentina  aquando da sua canonização em Roma e do oitavário festivo iniciado no Rossio de Lisboa, a 13 de Agosto de 1747.
  «...Completo o ano da aprovação, que tão ansiosamente desejava, fez solene Profissão, na qual, deixando o nome de Alexandra, tomou o de Catarina: e confirmada no recebido Instituto de mais santa vida, se aplicou com todo o alento à prática de religiosas virtudes; não podendo explicar-se com quanta actividade pretendeu competir com aquelas gloriosas Virgens, de que tanto abunda ilustrada com suas acções a Ordem dos Pregadores, tirando desta virtuosa, e louvável emulação, até consigo mesma praticada, o desejo de ser melhor, e mais perfeita: cuidadosa, de que aquela ardente chama de amor Divino, em que se via inflamada, embaraçada com os terrenos desvelos, se não extinguisse, não consentia, que em sua presença se falasse mais que de Deus, e que tudo se dirigisse para sua glória, meditando na sua Clemência, Justiça, Sabedoria, Fermosura, Omnipotência.
Nesta meditação sucedia, que nem ela mesma se podia separar de Deus, ainda entre as exteriores, e precisas [ou necessárias] ocupações da Comunidade. Tudo quanto trazia diante dos olhos, quanto ouvia, e quanto finalmente tocavam seus sentidos, era uma doce violência para Deus, como gostoso centro centro de seus afectos, ministrada matéria, com que aquele ateado fogo, que lhe inflamava o coração, respirava imenso incêndio, servindo-lhe a tanto ardor de desafogo os suspiros, acompanhados em dilatado pranto. 
 Daqui nasciam aquelas contínuas vozes, e frequentes gemidos, com que pretendia exalar aquele incêndio, que lhe abrasava o coração; deste amor nascia a falta de corporais forças, e tão continuados delíquios, com que continuamente ferida desfalecia. As frequentes protestações, que de sua indignidade fazia, eram chamas de Divino fogo, que de nenhuma sorte se podiam executar, sem que nelas se não visse vacilante a vida: aqueles abundantes gostos de sua alegre Alma, e Celestiais delícias, que não cabendo nos estreitos espaços do seu namorado peito, lhe saiam em resplandores ao rosto: aqueles admiráveis êxtases, com os quais, elevada nos ares por muitos dias sem sentidos, conversava com o seu Divino Esposo cercada toda de luzes: aquela luz Celeste, espécie de uma ardente chama, que dos olhos e boca lhe saia, quando meditava os dolorosos Mistérios da Paixão de seu amado Esposo, ou o recebia sacramentado. Finalmente aquelas fervorosas exortações, mais penetrantes, que o agudo ferro, com que muitas vezes extática persuadia inexplicáveis excelências de seu Esposo, com tanta eficácia, que excitava incêndios, ainda em corações de pedra»
    Numa breve hermenêutica sobreposta em termos espirituais, destaquemos 1º a ardente chama de amor Divino, em que se inflamava, e que pelos terrenos assuntos se não devia extinguir., algo importante nela tanto no mundo, mas não apegada a ele e numa via de simplicidade e pobreza.
  2º Tentativa de dar Glória ou Luz ou claridade entre nós e nela, à Divindade, meditando nas Suas qualidades ou virtudes, tais a Clemência, Justiça, Sabedoria, Fermosura, Omnipotência, inegavelmente bons temas de concentração meditação, assimilação.
3º  Capacidade de tudo o que entrava nos seus sentidos, servir de arrebatamento grato e doce para Deus, o centro de seus afectos ou aspirações, pois a toda essa matéria  formas e seres do mundo,  o seu coração inflamado por Deus ateava  tal fogo que ela respirava, suspirava, gemia, chorava, irradiava..
 4º O incêndio de amor, que lhe abrasava o coração eram chamas de Divino fogo, e era tal a intensidade desse seu amor a Deus que muita luz e calor saiam do espírito e da alma pelo corpo e olhos, resplandescendo e elevando-se, mas por vezes também a prostrando ou fazendo desfalecer, nomeadamente ainda pelos jejuns e austeridades fortes.
 5º Nos estados mais unitivos e elevados de Amor a Deus ou ainda de ligação a Jesus, frequentemente o discernimento clarividente do espírito de cada alma que a rodeava ou consultava manifestava-se e sabia transmitir fervorosas penetrantes e persuasivas exortações, ressuscitando corações insensíveis, iluminando almas e religando-as mais ao Espírito Divino.
Que Santa Catarina Ricci e o Amor a, e de Deus, a todos nos inspirem, fortifiquem e iluminem, nomeadamente aos nossos amigos e amigas bem espirituais que muito recentemente partiram para o além: a artista, classicista e pedagoga Sandra Pinheiro e os médicos sábios e dedicados Artur Morais Vaz e ontem-hoje José Francisco de Noronha, um primo historiador, ginecologista e genealogista de grande valor, e que nos uniu a muitos, frequentemente em brilhantes luminosas conversas á volta da História, dos antepassados, da Índia. Que eles estejam cada vez mais activos nos seus corpo de luz e de glória no corpo místico e crístico da Humanidade.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A invasão da Venezuela é um sinal do fim da ética e do direito mundial, ou será do império norte-americano, e dos arrogantes incultos belicistas que o diabolizam?

Túmulo e restos mortais de um verdadeiro herói, Hugo Chavez, bombardeados expressamente. Só podem ser seres diabólicos os responsáveis...

Mais contributos para compreendermos as causas dos crimes cometidos contra a Venezuela: invasão injustificada legal e moralmente, morte de cerca de 90 pessoas, muitas delas civis, bombardeamento e destruição do monumento e restos mortais de Hugo Chaves, rapto do presidente Maduro e sua mulher, acção no tribunal com acusações ineptas e falsas, pensando talvez que o poderim amedrontar e confessar, já que não podem apresentar a sua morte como suicídio, tentativa de enxovalhamento publico expondo-o  acorrentado  na furgoneta a caminho da prisão, tornando Nicolau Maduro um Ecce Homo, um ungido, um Cristo, na América Latina do séc. XXI. E esperemos que seja libertado muito rapidamente
                                          
Trump manifestou a sua bestialida
de, a sua diabolização, manipulado, espicaçado e comprados por evangélicos,  sionistas e  neoconservadores imperialistas e racistas, tal Lindsey Graham.  O karma de Donald Trump que já era grande ainda mais aumentou. Quando recolherá os seus frutos amargos, para o bem da Humanidade?    Quanto terminará a impunidade criminosa norte-americana, oligárquica e sionista?

  Eis o texto contributo que me foi enviado por uma amiga:
«O verdadeiro motivo da invasão americana da Venezuela remonta a um acordo que Henry Kissinger fez com a Arábia Saudita em 1974.
E vou explicar porque é que isto se trata, na verdade, da sobrevivência do próprio dólar americano.
Não se trata de drogas. Não se trata de terrorismo. Não se trata de "democracia".
Trata-se do sistema do petrodólar que manteve os Estados Unidos como potência económica dominante durante 50 anos.
E a Venezuela estava a ameaçar acabar com ele.
Eis o que realmente aconteceu:
A Venezuela possui 303 mil milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo.
As maiores do planeta. Mais do que a Arábia Saudita. 20% de todo o petróleo mundial. [E sabemos como os norte-americanos querem dominá-lo com todo o tipo de sanções, de crimes, de sujeições dos seus aliados...]

                                                        
Mas aqui está a parte que interessa:
A Venezuela estava a vender ativamente este petróleo em yuans chineses. Não em dólares.
Em 2018, a Venezuela anunciou que se "libertaria do dólar". Passaram a aceitar yuan, euro, rublo, qualquer moeda MENOS dólares pelo petróleo. Estavam a solicitar a adesão ao BRICS.
Estavam a construir canais de pagamento direto com a China que ignoravam completamente o sistema Swift.
E tinham reservas de petróleo suficientes para financiar a desdolarização durante décadas.
Por que razão isso importa?
Porque todo o sistema financeiro americano está construído sobre uma única coisa: O petrodólar.

                                                     
Em 1974, Henry Kissinger fez um acordo com a Arábia Saudita:
Todo o petróleo vendido globalmente deveria ser cotado em dólares americanos. Em troca, os Estados Unidos forneceriam proteção militar.
Este único acordo criou uma procura artificial de dólares em todo o mundo. Todos os países do planeta precisam de dólares para comprar petróleo. Isto permite aos Estados Unidos imprimir dinheiro de forma ilimitada enquanto outros países trabalham para isso.
Financia as forças armadas. O Estado de bem-estar social [completamente não realizado, com milhões de norte-americanos a viverem na miseria e nas ruas]. Os gastos deficitários.
O petrodólar é mais importante para a hegemonia dos EUA do que os porta-aviões.
E há um 
padrão no que acontece aos líderes que o desafiam:
2000:
Saddam Hussein anuncia que o Iraque vai vender petróleo em euros em vez de dólares. 2003: Invasão. Mudança de regime. O petróleo iraquiano voltou imediatamente a ser cotado em dólares. Saddam Hussein linchado. As armas de destruição maciça nunca foram encontradas porque nunca existira.
                                     
2009:
Khadafi propõe uma moeda africana apoiada em ouro, denominada "dinar de ouro", para o comércio de petróleo. Os próprios e-mails vazados de Hillary Clinton confirmam que esta foi a principal razão para a intervenção. Citação de um dos varios e-mail: "Este ouro tinha como objetivo estabelecer uma moeda pan-africana baseada no dinar de ouro líbio."

                                                                  
2011: A NATO bombardeia a Líbia. Khadafi é sodomizado e assassinado. A Líbia possui agora mercados de escravos abertos.
"Viemos, vimos, ele morreu!" Clinton riu-se diante das câmaras.
O dinar de ouro morreu com ele.
E agora Maduro. Com Cinco Vezes mais petróleo do que Saddam Hussein e Khadafi juntos. Vendendo activamente em yuans. Construir sistemas de pagamento fora do controlo do dólar.
Petição para aderir aos BRICS. Parceiros: China, Rússia e Irão.
Os três países que lideram a desdolarização global.
Isto não é coincidência.
Desafie o petrodólar. Muda-se o regime. Todas as vezes.
Stephen Miller (conselheiro de segurança interna dos EUA) disse-o em voz alta há duas semanas:
"O suor, o engenho e o trabalho árduo dos americanos criaram a indústria petrolífera na Venezuela. A sua expropriação tirânica foi o maior roubo de riqueza e propriedade americana alguma vez registado."
Ele não está a esconder nada. Afirmam que o petróleo venezuelano Pertence aos Estados Unidos porque as empresas americanas o desenvolveram há 100 anos.
Seguindo esta lógica, todos os recursos nacionalizados na história foram "roubo".
Mas aqui está o problema mais profundo:
O petrodólar já está a morrer.
A Rússia vende petróleo em rublos e yuans desde a Ucrânia. A Arábia Saudita está a discutir abertamente os pagamentos em yuan.
O Irão negoceia em moedas que não o dólar há anos. A China construiu o CIPS, a sua própria alternativa ao SWIFT, com 4.800 bancos em 185 países.

                            
O BRICS está a construir ativamente sistemas de pagamento que contornam completamente o dólar.
O projeto mBridge permite aos bancos centrais liquidar transações instantaneamente em moedas locais.
A entrada da Venezuela nos BRICS, com os seus 303 mil milhões de barris de petróleo, aceleraria isso exponencialmente.
É disso que se trata esta invasão, na verdade.
Não se trata de travar o tráfico de droga. A Venezuela representa menos de 1% da cocaína consumida nos EUA.
Não se trata de terrorismo. Não há qualquer evidência de que Maduro lidere uma "organização terrorista".
Não se trata de democracia. Os EUA apoiam a Arábia Saudita, que não realiza eleições.
Trata-se de manter um acordo de 50 anos que permite aos Estados Unidos imprimir dinheiro enquanto o mundo trabalha para eles.
E as consequências são terríveis:
A Rússia, a China e o Irão já estão a denunciar isto como "agressão armada".
A China é o maior comprador de petróleo da Venezuela. Estão perdendo biliões.
Os países BRICS estão a assistir a um país a ser invadido por negociar fora do dólar.
Todas as nações que consideram a desdolarização acabam de receber a mensagem:
Desafie o dólar e nós bombardeá-lo-emos.
Mas aqui está o problema...
Esta mensagem pode acelerar a desdolarização, em vez de a impedir.
Porque agora todos os países do Sul Global sabem o que acontece se ameaçarem a hegemonia do dólar.
E estão a perceber que a única proteção é agir mais rápido.
A coincidência de datas também é insana:
3 de janeiro de 2026. Venezuela invadida. Maduro capturado.
3 de janeiro de 1990. Panamá invadido. Noriega capturado.
36 anos de diferença. Quase no mesmo dia.
Mesma estratégia. Mesma desculpa de "tráfico de droga".
Mesma razão real: controlo dos recursos estratégicos e das rotas comerciais.
A história não se repete. Mas rima.
O que acontece a seguir:
A conferência de imprensa de Trump em Mar-a-Lago define a narrativa.
As petrolíferas americanas já estão na fila. O Politico noticiou que foram procuradas para "regressar à Venezuela".
A oposição será instalada. O petróleo voltará a fluir em dólares.
A Venezuela tornar-se-á outro Iraque. Outra Líbia. Mas eis o que ninguém está a perguntar:
O que acontece quando já não for possível bombardear o caminho para a dominância do dólar?
Quando é que a China tem influência económica suficiente para retaliar?
Quando os BRICS controlarem 40% do PIB global e disserem "basta de dólares"?
Quando é que o mundo perceber que o petrodólar é mantido pela violência?
Os Estados Unidos acabaram de mostrar as suas cartas.
A questão é se o resto do mundo vai ceder ou desafiar a autoridade.
Porque esta invasão é uma admissão de que o dólar já não consegue competir pelos seus próprios méritos.
Quando é preciso bombardear países para que continuem a usar a sua moeda, essa moeda já está a morrer.
A Venezuela não é o início. É o fim desesperante» dum estado de hegemonia injusta, opressiva, violenta, criminosa do imperialismo norte-americano, que agora já nem sequer respeita os seus antigos aliados da NATO, o caso da Dinamarca, com o sabujo governo português a aquiescer calado...

                                   
Oremos, lutemos e sejamos dignos de uma Humanidade fraterna, equitativa, multipolar, filha da mesma Divindade e da sua Sabedoria-Amor eterna....
                                   

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Armando Mema, um político finlandês íntegro e corajoso critica o autoritarismo ditatorial de Ursula von der Leyne e a sua má condução da União Europeia

Um corajoso político finlandês Armando Mema continua a afirmar  que a presidente da Comissão Europeia está a propulsionar uma nova tentativa, a Quarta" do Reich nazi, e realçou  que a UE, na sua tentativa de derrotar Rússia, está cada vez mais menosprezada em todo mundo. Eis a  notícia da Tass. com e uma sua entrevista em vídeo no final, que eu adicionei e que contem nos seus comentários muita informação valiosa sobre a corrupção ou péssima gestão de Ursual. 

Anote-se que Armando Mema condenou a invasão da Venezula e o rapto de Maduro, apoiando a China e Rússia que exigem a sua libertação imediata, tanto mais que as acusações de que foi legalmente acusado já caíram por falsas, só demonstrando a arrogância inepta dos dirigentes norte-americanos que pensaram que conseguiam assustar Maduro,. Todavia este ergueu-se no julgamento, após ter sido levado exposto acorrentado pelas ruas de Nova Iorque como um Ecce Homo, um Ungido das sociedades que aspiram à liberdade, justiça, multipolaridade.   

                                                       
«Moscovo, 5 de Janeiro. /TASS/. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está a tentar transformar a União Europeia  num Quarto Reich e está a levar a união para um desastre, disse à TASS o membro do partido nacional conservador finlandês Aliança da Liberdade, Armando Mema.
Economicamente, politicamente e ideologicamente, a UE vai colapsar porque Ursula está a tentar construir o Quarto Reich, que ela acredita ser, 
delirante e fanática, a única maneira de manter a paz na Europa. Nesse sentido, Ursula Von der Leyen está a trabalhar até bem para o Presidente Putin. pois ele a está observar o colapso da União Europeia acontecer diante de seus olhos, sem que  tenha feito nada contra a Europa" 
Armando Mema chamou à política de Ursula von der Leyen de "desastre completo" que contradiz os princípios fundamentais da União Europeia "pois foi fundada para promover a paz." "Ela agora está a rearmar a Europa e quer construir um exército europeu." Ursula frequentemente afirma que a maior ameaça à Europa é a Rússia, mas a verdade é que ela, junto com pessoas como [a Chefe da Diplomacia Europeia Kaja] Kallas e outros belicistas [warmongers], são a verdadeira ameaça de acontecer o  colapso da União Europeia. A sua comissão [com António Costa, Kallas e outros] está a promover a censura, a cancelar eleições na Roménia, a perseguir cidadãos da União Europeia apenas pelas suas opiniões e prendendo candidatos da oposição como eu por lhe fazer perguntas," observou Mema,  tal como podemos observar no vídeo final que adicionamos.
O político acrescentou que a UE, na sua tentativa de infligir uma derrota estratégica à Rússia, está a perder peso político mundialmente, algo que muitos analistas constatam dada a sua inépcia confrangedora em sair da sua arrogância e teimosa russofobia, além da sujeição aos interesses da Oligarquia que não são os dos cidadãos da Europa nem os do Bem Comum da Humanidade. Venha uma nova e mais pura Comissão Europeia...



                

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

The foundation of human consciousness as Ananda, Divine Beatitude, in the yogis and in the teachings of Guru Ranade. We are Sat Chit Ananda: Being, Consciousness, Bliss.

Of the main contributions of Indian spirituality and philosophy to Humanity were the attempts to know and characterise the true self, also called spirit, and in sanskrit referred as Purusha, Atman, Jivatman, Purushatma, which in itself would have or manifest three main qualities or attributes, called Sat Chit Ananda, meaning sat - true being, chit - consciousness or intelligence, and ananda - bliss or beatitude. They corresponded to qualities and attributes that the human being discerned in God and in his own spiritual being.
Although this vision and understanding were gradually achieved by the rishis (seers) and Vedic yogis, as we can see in ancient texts, it was incorporated and developed by some darshanas or philosophical systems of India, especially Yoga Vedanta, as well as by the contributions of yogis who knew, meditated, and shared it. However, over time, and due to increasingly complicated and artificialised life contexts, many people forgot or lost connection and awareness of the first and third qualities or levels, and much more so outside India because this vision of reality was quite buried or manipulated by contrary or different religious and philosophical influences, as well trends of life. Therefore, it is important to seek out such qualities or attributes and strive to live more connected to this core of our innermost being, especially with the quality or attribute of bliss, ananda, which we might  call joy, love and also divin
e grace.
                                                     
As scholars and practit
ioners of Indian spirituality know, one of its last great representatives, Gurudev Ranade (3/7/1886 a 6/7/1957), to whom I have already dedicated some articles), was a very special being, as his life was at the same time that of a jnani yogi, with profound philosophical studies, a bhakta yogi, with much devotion, a karma yogi, very active in society, and a raja yogi, through concentration and meditation. Thus, he became a proficient teacher and philosopher, and a true guru, initiating and inspiring many disciples, leaving sown or disseminated in his books signs of valuable truths for pilgrims on the path of self-realization and reconnection with God.
Guru Ranade was born into a family of devotees and was initiated in 1901 by Shri Bhausaheb de Umadi, who in turn was initiated by Sri Nimbargi Maharaj (1790-1885), and his mahasamadhi, or place of disincarnation or final union on earth, is in Nimbal, a centre that is still active and visited by pilgrims today. And we can see the highly valuable lineage (sampradaya) of masters in the photograph.
                                      
Now B. R. Kulkarmi, a devoted disciple of Gurudev Ranade, in his book Critical and Constructive Aspects of Professor's Philosophy. R. D. Ranade, Belgaum, 1974, reflected, meditated, and summarised some of his teachings, and so naturally, the foundation or essence of consciousness as beatitude, ananda, is well addressed, on page 127 even stating: "But the distinctive contribution of Prof. Ranade's contribution to metaphysical-ethical thought is his doctrine of Beatificism. In fact, this doctrine pertains to mystical experiences and has metaphysical and ethical implications. It is important to remember that the subtitle of his proposed book, The Pathway to God, would be The Philosophy of Beatificism. Ranade considered the idealistic conception of self-consciousness as the central point of existence and showed that it is not human self-consciousness, but rather divine self-consciousness
[what a great challenge] that should be the basic reality. And taking a step further, he even says that this central reality is not only consciousness but also bliss. The axiological conception of bliss and the metaphysical conception of Brahman are the same. The identification of bliss with reality is beatificism. Instead of self-consciousness being the centre of reality, bliss becomes the centre. Instead of idealism, we have beatificism.
In this valuable paragraph about Gurudev Ranade's vision on the essence of human and Divine consciousness, we observe the rejection of identifying human beings as mere superior animals endowed with consciousness (originating from the biological brain and the interconnection of neurones), instead affirming that consciousness is already God within ourselves and that its essence is beatitude, ananda, even naming this doctrine as Beatificism...
Nowadays, amidst conflicts and genocides, violence and oppression, where we are constantly terrified or violated, isn't this beatific level within us an extremely important reality to be demanded, recognised, and more lived by us?
In this sense, not content with mere intellectual recognition or understanding, Guru Ranade, as a true sadhak, or a soul practicing sadhana, the spiritual path and meditation, with bhakti (love-devotion-aspiration), asks, exhorts and teaches us to achieve more, through devotion and meditation, the true essence of the self and of God: beatitude, ananda, shukam, joy, happiness.
Such a demand is, undeniably, a great challenge to be aspired to, desired, cherished, and felt, with perseverance, and for this reason, the words Sat Chit Ananda alone can constitute a motto, a support, a good mantra, and when we repeat and meditate on them, we may receive from our own atman, from the Masters or Saints, from the Divinity or Brahman some blessings or graces, namely joy, delight, ananda.
Substantiating his line of research, B. R. Kulkarni presents to us some texts in which Gurudev Ranade found this identity, such as in the Bhagavad Gita, VI, 28, where the fruit of pure vairagya or detachment, and the constant consciousness of God (brahma-sansparśham) create or give rise to shukam (pleasure-joy), the incipient concept of Ananda: "The self-controlled yogi, by uniting the self with God, becomes free from material contamination and, being in constant contact with the Supreme, attains the highest state of perfect happiness."
Also in the Taittiriya Upanishad, 21, it is said, with some rhetorical exaggeration: "Aum brahmavid apnoti param, tad esa, abhyukta, satyam jnanam anantam brahma, yo veda nihitam guhayam parame vyoman, so, asnute sarvan kaman saha, brahmana vipasciteti" "Brahman is Sat Chit Ananda." Whoever experiences it as existing hidden in the heart becomes free from all their desires instantly and without further manifestations, just like the omniscient Brahman."
Rhetorically, the quantities or measures of happiness achieved by man, the Angel (gandharva), and Brahman are then imagined, to make us more dedicated to the self-realization of atman-Brahman, for the union of the spirit with the Divine Being is the true happiness that surpasses all others by thousands.
Also from the fundamental advaitic text Brahma Sutras, 1.3.8, it refers to the mention of Brahman as Bhunam, that is, Infinite Bliss, which for Gurudev Ranade is yet another sign or proof that there is no supremacy of Chit (intelligence-consciousness) over Ananda in the characterisation of the Atman, as Sri Shankaracharya, the main acharya ore teacher of the Advaita or non-dualist school, had written in his commentaries, for both are united. Furthermore, Gurudev Ranade suggests that the two types of meditation, Pratikopasana, the meditation on a symbol of God, and Gunapasana, the one where God is personally felt and worshipped in attributes or qualities (or through them, explaining that this means or implies living each day some acts with the qualities of God that we worship and want to develop in ourselves), reach their highest level or third type of meditation in Ahamgrahopasana, the unitive meditation, in which the mantra So Ham (I am He) is experienced in the unity or union of the Spiritual Self and the Divine, generating in us the feeling of infinite bliss, Ananda.
Certainly, to reach the highest levels of communion, bliss, and unity, we must develop perseverance in devotional practice and self-awareness and receive subtle graces, which Gurudev Ranade also confirms through his own internal experiences, speaking, for example, of seeing the spiritual eye, the point or bindu of light, the vastu or spiriton (a name coined by him for the spirit), as well as colours, or hearing sounds, etc.
In reality, these graces that descend upon us from the spiritual planes and the guru to our bhava, or inner feeling, through japa, prayer-mantras, and meditation give us bliss and allow us to more fully realise our true essence of Satchitananda and better cooperate with the common and spiritual Good of Humanity in an equitable, multipolar, harmonious society.
May this small essay, like a tiny drop from the great Ocean of Brahman and Sat Chit Ananda, serve to intensify our pursuit of inner bliss, such a valuable potential, realised only through persevering self-awareness, aspiration, discernment, love, and unity...
May we be more in tune with Gurudev Ranade and the masters ain saints, and feel more Ananda, the spiritual and Divine Atman in our lives and consciousness, and share this with others, improving Humanity and the multipolar world that is being attempted to be built...
Om Sri Gurudev namah... Aum Sat Chit Ananda...