domingo, 22 de fevereiro de 2026

Excelente entrevista sobre o povo unido jamais será vencido do Irão, e a manipulação anti-iraniana das massas ocidentais.

Tentando partilhar uma excelente descrição actual do estado do Irão e do seu povo, face ao eminente ataque israelo-americano, bem como da propaganda anti-iraniana  dominante no Ocidente, pelo Patrick Henningsen, visível no  Dialogue Works Highlights, de Nima:  https://www.youtube.com/@DialogueWorks01Clips, recebo como links ou ligações de partilha:  https://www.youtube.com/watch?v=LEC26lmeryg, https://youtu.be/LEC26lmeryg?si=YnDqXQqA7jJZI363, mas pesquisando-as através do Google e depois pelo duckduck.go, um motor de busca não tão dominado pelas secretas, elas não foram reconhecidas. Interrogando-me se seriam Censuras ou mau funcionamento do meu computador, descobri que temos de copiar e colar a ligação na janela de busca do próprio canal do youtube para as podermos observar... 

Fica a recomendação para outros casos, já que antigamente conseguia-se fazer directamente a ligação...

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Budismo. Lista e apreciação de livros (18) acerca das doutrinas, práticas, história. Em progresso.

Como hoje fui assistir à palestra do meu amigo e monge Dhamiko,  do mosteiro do Budismo Theravada da Floresta em Portugal (Sumedhārāma, junto à Ericeira), realizada na sede da Sociedade Teosófica em Lisboa, resolvi iniciar uma lista e apreciação de bons livros de Budismo, muitos dos quais trouxe do Oriente.

 BUDDHADASA Bhikkhu. Anapanasati. Mindfulness with breathing, unveilling the secrets of Life. Siam, 1989. In-8º 174 p. B. Sete palestras pelo famoso fundador do mosteiro de Suan Mok e com um bom glossário final, tal como por ex. Pañña, sabedoria, visão interior, sabedoria intuitiva: correcta compreensão das coisas que precisamos de conhecer para extinguir dukkha, sofrimento. Pañña é o 3º sikkha (treino, e o começo do nobre óctuplo caminho. Paññna (mais do que fé e poder da vontade) é a qualidade mais característica do Budismo.   

BUDA. Le Dhammapada. Traduit de l'anglais par Michèle et Salim Michaël. Belgium, 1988. In-8º 125 p.  B. C./dedicatória de Salim. Uma boa versão, a partir de várias, por um espiritual e músico. 

CARUS, Dr. Paul. The Gospel of Buddha. Chicago, 1905. In-4º 275 p. B. Carimbo. Recriação fidedigna da vida e ensinamentos de Buddha. No prefácio Carus afirma: O Budismo é monístico. Clama que a alma humana não consiste em duas coisas, de um atman (eu) de um manas (mente ou pensamentos); mas que ela é feita apenas de pensamentos. Os pensamentos de uma pessoa constituem a sua alam; eles, se alguma coisas, são o seu eu, e não há atman, nenhum eu separado ou adicional, ao lado.»»

CHABOREAU, Augustin. Essai sur la philosophie Bouddhique. Paris, E. Flammarion, 1891. In-4º gr. 251 p. B. Bom, com comparativismo valioso. Uma nota: «Do Kandjur e do Tandjur, Alexandre Ksoma  publicou uma análise e traduziu fragmentos no XX vol. da Asiatic Researches, Calcutta, 1836 e foi lá que a famosa teósofa M. Blavatsky pilhou à cega uma boa parte dessa famosa Teosophia que ela pretende ter recebido, por telepsiquia de estilistas escondidos no coração do Tibete, - sem dúvida não longe da Asgard do snr. Renan (ver  Dialogues et Fragments, Paris, 1876). Realça o carácter de assimilação e de universalidade do Budismo, considerando-o não tanto uma religião, mas mais uma agama, um encaminhamento para a libertação                                                        

GOVINDA, Lama Anagarika.  Foundations of Tibetan Mysticism, according to the esoteric teachings of the great mantra Om Mani Padme Hum. London, Rider, 1959. In-4º 311 p. Cart., com sobrecapas. 1ª ed. Excelente, ilustrado, anotado. Dos melhores livros, por um praticante com experiência, bom conhecedor, comparativista.

 GROUSSET, René. Sur les Traces du Bouddha. Paris, Plon, 1929. 10ª ed. 1929. In4º peq. 329 p. B. Com mapa e 10 imagens. Excelente estudo de arte, história, estética, religião filosofia das figuras marcantes do Budismo em diferentes países e momentos, realçando, seguindo o discurso de Asanga,  a Budeidade ou Natureza Primordial, ou Tathatâ, inerente em todos os seres e realizada plenamente nos Buddhas.
 GUYON, Renné. Anthologie Bouddhique. T. I e TT. Paris, Ed. Crés, 1924. Enc. 5ª ed. In-8º LX-280, e 270 p. Enc. Histórias de Buddha e seus primeiros discípulos traduzidas do pali. 
JAYAMANGGALO, Phra Ahajhn Maha Sermchai. The Heart of Dhammakaya Meditation. Bangkok, 1991. In-4º 118 p. B. Com boas técnicas para melhorar a centralização subtil e a meditação, tal a da esfera de luz no centro do corpo, donde se pode chegar ao dharmakaya, ou corpo de glória. 

MILLOUE, Louis. - Le Boudhisme dans le monde. Origine – Dogmes – Histoire. Préface M. Paul Regnaud. Paris, Leroux, 1893. In-8º 257 p. Enc. Ilustrado. Valiosos capítulos sobre a teogonia, o eu e não eu e a transmigração.

                                      

 NANAJIVAKO, Bhikkhu. Schopenhauer and Buddhism. Ceylon, Buddhist Publication Society, 1970. In-8º 93 p. Br. Valioso estudo, com amplas transcrições comparativas.

NYANAPONIKA, Thera. Satipatthana. Le Coeur de la Méditation Boudhiste. L'arte de cultibver l'harmonie et équilibre de l'esprit. Paris, Maisonneuve, 1976. in-4º 223 p. B. Excelente estudo do Estabelecimento da atenção, a principal via segundo o Buddha, nomeadamente sobre o corpo, a postura, o movimento, a respiração e a actividade psíquica. 
RIBAS, Emilio. Buda, una biografia en relieve. Barcelona, Editorial Berenguer, 1944   In-fólio pq, 224 p. Cart. História de Buddha, simples mas muito original graficamente, ilustrada a cores, fotografias e mapas desdobráveis.

STCHERBATSKY, Theodore. The Soul Theory of the Buddhists (with sanskrit text). 2ªed.  Delhi, Bharatiya Vidhya Prakasham, 1976. In-8º 99 p. Cartonado, com sobrecapa. Transcrição do Abhidharmakosa do filósofo do séc. V Vasubandhu, com breve introdução e notas.

  THERA, Narada Maha. Nibbana. Gaya, Maha Bodhi Society, 1986. In-12º 39 p. B. Bom trabalho quanto à etimologia e a utilização em textos canónicos, de Nirvana, tanto como a negação ou a libertação em relação ao desejo e às necessidade, como um estado positivo de equanimidade e felicidade, para além da dualidade.

THOMAS, M. L'Abbé.  Le Boudhisme dans ses rapports avce le Christianisme. 2ª partie. Ascétisme Oriental et Ascétisme Chrétienne. Paris, Bloud et Barral, 1900. In-8º 66 p. B. Assinaturas de Alberto Osório de Castro e com seu ex-libris. Uma visão católica limitada, anti-budista, desdenhosa dos seus métodos meditativos.

VALLÉE-POUSSIN, Louis de la.  Boudhisme. Opinions sur l'Histoire de la Dogmatique. 4ª ed. Paris, Beauchesne, 1925. In-8º 420 p. B. Valioso estudo. Crê que Buddha defendia um agnosticismo quanto à identidade real da pessoa ou pugula, nem a afirmando nem a negando. 

 VALLÉE-POUSSIN, Louis de la. Nirvana. Paris, Beauchesne, 1925. In-8º XXIII-194 p. B. Um dos melhores trabalhos, onde realça como Budismo recebeu do Yoga as doutrinas da transmigração e do karma, (os frutos dos actos), mas acrescentou a anatta ou nairatmya, e o sunyata, vacuidade, negando o eu, e haveria só uma série  de relações de causa e efeito, embora  alguns, os personalistas,   admitissem pugdala, o eu, o atman, purusa, homem.  

 VALLÉE-POUSSIN, Louis de la. La Morale Boudhique. préface de Émile Séneart. Paris, 1927. In-4º XVI-256 p. Destaquemos neste valioso trabalho o discernir  e explicar bem as noções de bem e mal, realçando, por exemplo, a cobiça e a avareza ou falta de caridade, como subsistindo mesmo no mundo purgatorial, e o apontar de algumas dificuldades de conciliação da sucessivas doutrinações da vida de SakyaMuni, admitindo que ele não tenha se tornado Buddha e nem entrado no nirvana, a fim de poder continuar a sua missão salvífica no seu corpo infinito, como os mahasamghikas afirmam. No prefácio, Emile Senart conclui: «Cada  um sabe quanto isentos de pedantismo e frementes de vida pessoal são os trabalhos de M de la Valllée Poussin. É muito agradável desejar ao recém vindo o destino feliz que me parece tão bem merecer.»

Louis de la Vallée-Poussin, nasceu em 1 de Janeiro de 1869. Veja a sua biografia em: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2017/01/janeiro-e-suas-efemerides-do-encontro.html

Irão nega mais mentiras de Trump, que co-justificariam a sua eminente agressão desastrosa.

                                                   foreign minister to head to Russia ...
Perante o possivel ataque americao-israelita contra a República Islâmica do Irão, devemos diminuir as forças da mentira, das trevas e da violência e opressão no Mundo, divulgando a verdade e apelando ap discernimento, ao bom senso, ao respeito da independência de cada Estado. Transcreveremos então um artigo publicado hoje 21/2 no imprescindível meio de informação alternativo aos ocidentais, na sua grande maioria vendidos ou controlados pela oligarquia neo-liberal globalista, imperialista, sionista,  anti-russa, anti-iraniana, anti-chinesa, anti-BRICS, que é o www.presstv.ir

«O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão o Dr. Seyed Abbas Araghchi, rejeitou categoricamente a afirmação do presidente dos EUA, Donald Trump, de que 32.000 pessoas foram mortas durante apenas os dois dias de distúrbios em todo o Irão no mês passado, instando-o a provar a afirmação.
"Cumprindo a nossa promessa de total transparência para com nosso próprio povo, o Governo do Irão já publicou uma lista abrangendo todas as 3.117 vítimas da recente operação terrorista, incluindo cerca de 200 oficiais," escreveu Abbas Araghchi num texto publicado na sua conta (@araghchi) na plataforma de mídia social X, no sábado, 21/2.
"Se alguém contestar a precisão dos nossos dados, por favor, compartilhe qualquer evidência," acrescentou.
                                          
Donald Trump alegou numa conferência de imprensa na sexta-feira que 32.000 pessoas foram mortas durante os distúrbios de janeiro no Irão.
Trump lançou os comentários [ou bocas] quando se dirigia para ouvir a decisão da Supremo Tribunal que proibiu as suas tarifas excessivas. Mas não ofereceu uma fonte para o número de mortos.

Em 26 de janeiro, o porta-voz do Ministério dos negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, também denunciou como uma "grande mentira" alegações semelhantes feitas por meios de comunicação anti-Irão.
Baghaei, numa postagem na sua conta no X, descreveu os números circulantes como uma "Grande Mentira ao estilo de Hitler," criticando os atores hostis por tentarem fabricar baixas nos meios de informmação após terem falhado a realização dos seus planos no terreno.
"Uma Grande mentira ao estilo de Hitler: não será esse o número dos que eles planejaram matar nas ruas do Irão?!" Eles falharam, no entanto, e agora estão tentando fingir isso nos meios de informação. `É verdadeiramente vicioso, mentiroso, criminoso!" disse o porta-voz.
A Fundação dos Mártires e Assuntos dos Veteranos do Irão anunciou num comunicado em 21 de janeiro que um total de 3.117 pessoas perderam a vida durante os distúrbios, acrescentando que 2.427 das pessoas mortas eram civis inocentes e membros das forças de segurança, [e cerca de 690 terroristas ou aliciados.]
Funcionários iranianos relacionaram claramente os distúrbios e actos terroristas aos EUA e ao regime israelita, [no fundo, os verdadeiros causadores.]
Os EUA e o Mossad de Israel admitiram a sua participação no terreno, com o ex-secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a escrever no X: "Feliz Ano Novo a cada iraniano nas ruas. Também, a cada agente do Mossad caminhando ao lado deles."
                                        
Num texto posto nas redes sociais em língua persa, a Mossad incentivou os manifestantes a “Saiam juntos para as ruas. Chegou a hora," acrescentando que os agentes da Mossad estão com os manifestantes "não apenas à distância e verbalmente." Estamos convosco no campo.”, assinalando a sua responsabilidade da mortandade inocente.»
                           
Oremos para que não aconteça o eminente ataque israelo-americano, e não sabemos quantos da NATO e da corja árabe da região estarão dispostosapoiar os invejosos e gananciosos coligados contra o Irão, contra as suas riquezas, o seu povo, o seu regime ordeiro, a sua filosofia tradicional e perene, a sua religião Shiaa, e a sua civilização perene. Mas se atacarem traiçoeiramente na sua hubris demoníaca, irão receber a justiça divina que o Irão lhes saberá aplicar cavaleirescamente, como Shiaas, ou Xiitas, descendentes de Ali, de Fátima, dos Imams, de Saadi, Hafiz, Sohravardi, Rumi, Nur Ali Shah, Ruzbean, Mola Shadra

                                          

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Em folhetim (1º, 2º) : O Ataque ao Irão. O que acontecerá? A UE e a NATO ainda vão desgraçar-nos mais? Reflexões como proémio clarificador a mais uma acção indigna do Ocidente, cada vez mais exposto como degenerado, hubrico e diabólico.

         Reflexões e orações em folhetim, ao longo destes dias.  

1ª, 20/2. 9:12. Perante a iminência de mais uma agressão invejosa, injustificada, violenta e criminosa dos governos do USA e de Israel contra o Irão, que Crísticamente, que Shiamente, vai mais uma vez deixar que a rapacidade traiçoeira dos coligados matem e destruam inicialmente à vontade, ao atacarem pela calada nocturna de surpresa, devemos interrogar-nos se além desses dois países governados por monstros, um totalmente fanático e diabólico, o outro um milionário pedófilo em fuga, os restantes desgovernantes  da União Europeia, tão submissa e vendida à oligarquia norte-americana e sionista, vão também tentar mordiscar alguma carne iraniana que possam, posicionando-se para tal ao intervirem directamente no ataque ao Irão ou que seja apenas à resposta iraniana, que vai certamente ser justa, e divina?

A população e a bandeira Shia do Irão e do Iraque vai ser tingida de novo de sangue mas continuará desfraldada, resistente e inspirando os iranianos à luta pela sobrevivência e a vitória e numa batalha decisiva contra a opressiva hegemonia do Ocidente degenerado, sionizado, infrahumanizado, diabolizado...

Oremos para que seja breve a luta e que haja o menos possível de mortes e feridos, e ainda que as cúpulas de Israel e USA sejam derrotadas e  demitidas, oremos a Deus, aos arcanjos e anjos, aos  imames, santos, sorores, mestres e génios,  Pax, Lux!

2ª. 22/02/26
Continuam a acumulação de forças armadas norte-americanas para o ataque ao Irão. Que maravilha poderem juntar tudo para junto do país que querem atacar e poderem ainda ser eles os primeiros a fazerem-no (sem serem criticados; como seria se o Irão fosse o 1º a fazê-lo?), provavelmente pela calada da noite e em grande força, para tentarem destruir os lideres políticos e os comandantes miltares e as zonas de defesa principais. Até Portugal tem contribuído, com o aeroporto das Lages a encher-se de aviões, armas e combustíveis para mais rapidamente atingirem o Irão e o seu povo independente.
Entretanto os apelos ao ataque por parte dos políticos e militares mais sujos, corruptos, extremistas, sionizados continuam, destacando-se Benjamim Netanyahu, o principal interessado na guerra, o russofóbico Lindsey Graham, e alguns militares norte-americanos e israelitas.
Do lado iraniano reina a calma da natureza antes da tempestade. O simpático professor Seyed Morandi está constantemente a ser entrevistado pelos principais canais informativos não sionizados nem oligarquizados e reafirma a vontade de resistirem.
Igualmente hoje 22, como pode ver na www.presstv.ir, 
um alto comandante militar, o Brigadeiro General Asadi, veio classificar toda a movimentação como um jogo teatral, e o enviado norte-americano Steve Witkoff parece confirmá-lo ao confessar hoje que Trump lhe dissera que está admirado com o facto dos iranianos não se terem rendido às suas ameaças. Todavia, o comandante iraniano avisou que estão prontos a responder e que desta vez não irão aceder aos pedidos norte-americanos para não responderem mais à agressão traiçoeira de Israel. Muito provavelmente, apesar do porta-aviões Geral R Ford estar já no Mediterrâneo para proteger Telavive, esta cidade vai ser bastante mais destruída, e já não só nos cinco ou seis alvos como foi da última vez na guerra dos 12 dias de 2025.  

Considerando a movimentação de navios na região como uma fase de propaganda, o Brigadeiro General Asadi disse  que a resposta a tal movimentação teatral foi bem dada pelo Ayatollah Seyed Ali Khamenei, recentemente: "Claro que um porta-aviões é um dispositivo perigoso, mas mais perigoso do que o porta-aviões é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar."
Brigadeiro General Asadi  recordou o fracasso dos inimigos da República Islâmica nos últimos 47 [anos apesar das centenas de assassinatos que sofreram] e afirmou "Esperamos que os malignos belicistas como a América, a Inglaterra, a França, a Alemanha e o regime sionista acabem eventualmente como tumores cancerígenos na região do Oeste da Ásia," e reiterou a prontidão de combate das Forças Armadas Iranianas, enfatizando que estão preparadas para defender e agirão de forma muito mais firme e poderosa do que no passado: "A resposta das Forças Armadas a qualquer erro de cálculo e ato de tolice do inimigo será mais devastadora do que nunca."  

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Os criminosos norte-americanos e israelitas atacarão já o Irão? Galloway, no Moats, censurado, pensa que sim....

Com as censuras do Youtube, e mentiras, se calhar nem consegue abrir o link recomendado, mas eu copiei-o bem, para ver em directo das 19:00 às 21:00, a denúncia, pelo excelente (mas exilado da sua terra) George Galloway, do ataque ao Irão dos cobardes e diabólicos Netanyahu e Trump, e do que é que os chihuahuas da União Europeia (em especial Macron) estão a retirar dos direitos humanos, em favor da ditadura oligárquica e sionista, também denominada Deep State... 


  https://www.youtube.com/live/ZUCc8d03K-Y?si=nHPm6-CdPDyY7Tou

   https://www.youtube.com/watch?v=ZUCc8d03K-Y

 https://www.youtube.com/live/ZUCc8d03K-Y?si=88OmuH2lcgRJR9cS

Infelizmente estes três links sugeridos ou oferecidos hipocritamente pelo próprio Youtube, que pertence claramente ao imperialismo americano-sionista, não funcionam, e o que vemos é?

Começou hoje 18 de Fevereiro, em sintonia com o começo do novo ano chinês do Cavalo, o Ramadam, o mês de purificação, jejum, oração. Muito da ordem das pessoas e cidades é alterada. Será que num período religioso, de jejum e  oração, tal como Galloway acredita e foi informado vai ser lançado mesmo o ataque  pelos norte-americanos e israelitas? Dada a cobardia e a falta de ética total dos USA e de Israel é certamente possível...

A partir das 20:00 pode-se ouvir Larry Johnson, um excelente estudioso e analista da geoestratégica, veterano do Exército norte-americano e fundador do Berg associates, demonstra as falsas justificações norte-americanas para atacarem o Irão, pois mostra que desde 1979 os responsáveis de 80% dos ataques terroristas e mortes provieram todos terroristas sunitas, e não do Irão e dos shias, desmontando a acusação de que o eixo do mal é o Irão. Antes pelo contrário, o Irão esteve sempre a  lutar contra os terroristas sunitas que mataram milhares de inocentes e eram apoiados pelos norte-americanos, israelitas e europeus...

 O povo iraniano está unido contra o invasor, embora haja certamente alguns pagos pela CIA e a Mossad. Mas como vários destes já foram presos, desta vez o ataque norte-americano e israelita não vai dar grande resultado de guerra civil, como alguns admitem.

  A religião heroica Shiaa vai dar forças invencíveis aos iranianos: Ali e os 11 Imams  inspiram  tão sabiamente os iranianos que estes nem iniciam as hostilidades, cabendo esse aspecto de judas traiçoeiros ao USA e Israel,  quão fortemente, de tal modo que nunca conseguirão pôr as botas sujas yankees sionistas na terra sagrada persa de Shorawardi, Hafiz, Saadi, Ruzbehan, Moola Shadra, Nur Ali Shah, etc.

   



Segundo o excelente Larry Johnson, o ataque traiçoeiro de USA e Israel só deve começar sexta-feira ou sábado, quando o 2º porta-aviões norte-americano chegar ao Mediterrâneo, para poder defender isarel. O outro porta aviões, que irá certamente ao fundo, já se encontra perto do Golfo pérsico. A hubris demoníaca de Isarael sionista e do Trump pedófilo vai dar maus resultados para ambos, segundo a justiça divina...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Recolha de sete marcas de impressores antigos, com breves motos.

Algumas destas marcas de impressores de livros são muito ricas ou pluridimensionais na sua simbologia, que aponta para as realidades da alma e utiliza formas simbólicas, míticas e arquétipas, que,  se contemplados mais demoradamente, transmitem-nos energias, intuições, harmonização, beleza, luz, gratidão...

"Após o esforço vem a docura." Trabalha, luta, merece e receberás.

Os teus caminhos, ò Deus, mostra-me, para que eu saiba avançar luminosamente

Onde dois ou três se unem no polo ou eixo de ligação espiritual e divina, aí estará a Luz e o Amor


                                        De António Pedroso Galrão, impressor lisboeta, 1713



Tudo de todos, tudo para todos. Saibamos ser fraternos, compassivos e amantes diligentes do bem do proximo 


Consegue manter o equilíbrio na atribulada vida, relembrando e sintonizando o fio de prata que te liga ao mundo espiritual

Sê uma coluna no templo de Deus na Terra. Cultiva e comunica dos dons do espírito criativa e abnegadamente. Coopera na religação do céu e da terra, a humanidade e a divindade. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Vinhetas de livros antigos, bem harmonizadoras


O sopro divino, o som dos anjos, a música das esferas... Criemos mais tempo para nos sintonizarmos...

Quando os anjos eram chamados a ser tenentes de Portugal. E hoje?

Quantas vezes, quantos minutos, o nosso coração espiritual está a irradiar luz e amor, sem desanimar mesmo perante as piores situações ou notícias?

Sabe ser uma ilha, um farol, um templo no meio do oceano tão instável, pelos seres mais violentos, manipuladores, mentirosos...

Relembra-te do Anjo, e invoca-o sobre ti e sobre os teus amigos e amigas que mais precisam...

Entre as polaridades, tenta equilibrá-las e  estares consciente no centro e eixo vertical que liga os mundos


Cultua o Sol doador da luz e do calor, e ainda do Amor e Unidade

Ihs, som sagrado, abreviatura de Jesus, mestre dos mestres no Ocidente, é um mantra a ser trabalhado. Boas contemplações e orações. Paz, saúde e amor!

Bons canais na procura da verdade, para escapar da opressiva oligarquia infrahumanista e sionista ocidental,

 Como estamos cada vez mais na III grande guerra, e fortíssima na comunicação, propaganda, manipulação e censura, como o Facebook me bloqueou, como o Youtube já não me permite a partilha directa de qualquer vídeo para o pedroteixeiradamota.blogspot.com, seja realizado por mim ou por outras pessoas, e  porque os três são empresas-organizações da oligarquia infrahumanista, eis o simples  copiar e colar das ligações a alguns dos bons canais informativos acerca da III grande guerra em curso, algo subterrânea ou disfarçado pois a população mundial não a quer e apenas os dirigentes vendidos e protegidos da oligarquia ocidental a desejam. 

1º Borzzikman -,Ele partilha apenas um vídeo diário de cerca de 10 minutos,  pró-russo mas objectivo e bem realizado e documentado. Mas mesmo assim não é facil vê-lo directamente, tal é a censura ditatorial da elite degenerada ocidental em curso no Google, que lhe pertence.  

Quando assisto ao vídeo no youtube e recolho o clip ou sigla da ligação para partilha, dão-me: https://youtu.be/hJtSPxbhFD4?si=36lj6Iz9SDC3fxFd.... Mas se carregar em tal para abrir no google, este todo satisfeito, manda-nos bugiar: 

Outro link, ou clip, ou sigla de ligação que aparece na janela, diz:
 https://www.youtube.com/watch?v=hJtSPxbhFD4.  Experimente...

Outro grande comentador mundial é o prof. Marandi, aqui entrevistado  

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Oração ao Anjo da Guarda e ao arcanjo S. Miguel, setecentista, em geral e para a hora da morte. Arte de bem morrer, e de bem traduzir.

A ligação subtil com o Anjo é pouco trabalhada e pouco intuída pela maioria das pessoas, demasiado oprimidas pela sociedade moderna, com pouco tempo para não estarem superficializadas e materializadas e logo incapazes de se reconhecerem como seres espirituais, capazes de merecer vê-los ou intuí-los.

Dedicarmos no começo de alguns dias a tenção de nesse dia nos concentrarmos mais neles, e relembrar-nos  no meio dos afazeres, ou ainda orarmos mais calmamente ao anjo da guarda, ao nosso mestre, a santas e santos ou a Jesus Cristo, para que orem connosco, ou seja para que o canal de luz deles para o mais Alto e Divino Ser chegue também a nós, são práticas úteis para sobrevivermos à intencionalidade de alienação e opressão que rege a maioria dos governos e sociedades ocidentais.
 A sabedoria dos livros é um tesouro perene. Eis duas breves orações escritas pelo padre da Toscânia, no séc. XVIII, Carlos Solfi, que era dos Clérigo Regulares Ministros de Enfermos, na sua obra Ministro dos Enfermos para ajudar a bem morrer, traduzida em português pelo padre Francisco Gomes de Sequeira, prior na freguesia de Santiago em Castelo de Vide, dada à luz em 1743, em Lisboa, que após o prólogo do autor italiano, escreveu o seu de tradutor, justificando-se com citações de Séneca, S. Agostinho e S. Bernardo para estimular as almas a bem viver e a realizar boas e santas obras, para que chegada a hora da partida as suas palavras e orações tenham eficácia e bênção divina, e a morte possa ser gloriosa, ou seja, diremos, na consciência já do corpo de glória que construímos ou desenvolvemos ao longo da vida, e com visão ou intuição dos seres e planos luminosos que estaremos em sintonia.
 Francisco Gomes de Sequeira confessará  que traduziu o livrinho, um in-8º de mais de 350 páginas, no espaço de um mês, e mostra a sua veia forte de tradutor, pois  «cuidei muito em não verter palavra por palavra, como alguns tem feito; o que não é traduzir, mas destruir; não acrescentei, nem diminui coisa alguma...» explicitando em seguida os acrescentos e modificações, sinalizados.  Uma arte de bem morrer, com um sub-capítulo sobre a arte de bem traduzir. Além das dezenas de orações a Jesus e Maria, e uma à Santíssima Trindade, encontramos duas ao Anjo da Guarda e ao Arcanjo que vence ou afasta as forças negativas.
                                      
                                        Ao Anjo
da Guarda...
«Anjo da minha guarda, com todo o afecto do meu coração dou-vos graças, por me haveres sempre guardado e defendido, vilíssimo pecador que sou, de tantos perigos do corpo, e alma, incitando-me sempre ao bem, e afastando-me do mal.
Peço-vos humildemente perdão da minha suma ingratidão, dos maus termos, que convosco usei, das desobediências, que fiz às vossas inspirações. Peço-vos, quanto posso, que não me desampareis nesta  última necessidade. Defendei-me das traições do Demónio, conduzi-me à presença de Deus. 
«Angele Dei, qui Custos est mei, me tibi commissum pietate superna, hodie, & in hora mortis meae illumina, Custodi, rege et guberna.»
«Anjo de Deus, que és o meu Guardião (ou Custódio), pela piedade divina a ti entregue, agora e na hora da morte, ilumina, rege e governa-me». Amen.
                                          
                                  Para o
 Arcanjo S. Miguel
São Miguel Arcanjo, dou-vos graças pela protecção, que vos dignaste ter de mim. Peço-vos que me assistais com os nove [ou os que possam abençoar] Coros de Anjos nesta extrema [ou última] agonia:
Sancte Michael Archangele defende me in proelio, ut non peream in tremendo judicio 
Ó São Miguel Arcanjo, defende-me nesta luta, para que não pereça no assustador [tremendo] juízo [ou momento] final.
                                           

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Um poema espiritual para Shiva Ratri, a vigília de Shiva, a Consciência pura e beatífica, no ano da graça de 2026.

       Neste ano a 14ª noite após a Lua Cheia, ocorre a 15 de Fevereiro. É denominada a Shivaratri, a vigília de Shiva,  comemorando-se Shiva, a Bem-aventurança divina, o divino Ser enquanto  Yogi primordial, Adi Yogi, na beatitude (ananda) da consciência pura. E a sua união com a Shakti, a Energia primordial e pura, em nós o fogo da aspiração e do amor que se deve erguer e unir com Shiva no 3º olho, ou no cimo da cabeça...  Boas práticas. 
 
Coração arde mais, alegra-te,
Cobre-te de fogo, incendeia-te,
a noite longa de Shiva, a Shiva ratri,
está aqui,
ligando os que buscam a ananda de Shiva,
a bem-aventurança da consciência espiritual. 
 
Rasga as limitações, desprende-te das obrigações
tão ilusórias, inúteis e opressivas
e  arranca antes do teu interior o Espírito.
 
"Shivoham, Shivoham, Shivoham",
"Eu sou Shiva, eu sou beatitude interior", 
exclamam os que meditam e oram
nesta noite sagrada do himalaico deus yogi.
 
Alma, lança-te até Kailas, Evereste, Kanchenjunga,
Abre-te aos raios cósmicos, às estrela cadentes,
aos relâmpagos e centelhas que descem em fogo
sobre os que esta noite vencem sono e cansaço
e erguem o cálice  e os seus chakras para eles. 
 
 

Ó Shakti em mim, ó shaktis, ó yoginis,
que Shiva e Shakti, Consciência e Energia pura,
possam unir-se em nós.
 
Os mestres da Sidhanta e dos Himalaias exclamam:
Aum Shudha Shakti Aum Shiva Aum.
É o grande mantra interior. ao qual se junta:
Aum Namo Shivaya.
 
Assim ouvi,  exclamei e celebrei com mestres na Índia
e agora nesta noite da Shiva Ratri no Ocidente
também mantrizo, ecoou-o e irradio: 
Aum Shudha Shakti Aum Shiva Aum
  

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A busca do sentimento da presença divina em vida, por uma escalabitana, soror Ignes de Jesus.


Os mistérios da Divindade, do Cristianismo e da salvação ou iluminação da alma  tiveram ao longo dos séculos vários portugueses bem animados em conseguir alcançar alguma luz e partilhá-la em amor.

Sempre houve almas  que sentiram mais ardentemente a demanda do conhecimento dos mistérios da vida e da morte, da origem e do fim, e que se aplicaram aos estudos que podiam ter acesso, em geral e durante vários séculos apenas os do Cristianismo, que contudo tinha uma infinidade de autores, temas, linhas de força que os atraiam dentro da ideia força de que a seara é grande e os semeadores poucos. Estudos, orações, práticas e adesão a grupos, ordens, confrarias, irmandades, eremitérios, conventos, mosteiros predominaram.

Por seara entende-se o mundo, e os semeadores e segadores são os que deitam o cereal à terra ou alma humana, e ainda os que vêm interrogar as pessoas e pedir-lhes o arrependimento do que fizeram, seja em momentos da vida, seja à hora da morte.

Sempre houve os que sentiram com mais premência o drama da morte, o mistério da vida post-mortem e o sofrimento que as almas teriam de suportar no além; e outrora quase toda a gente acreditava não só no Purgatório mas sobretudo no Inferno, algo que hoje cada vez menos pessoas receiamam, pois a própria Igreja Católica riscou da existência geográfica subtil o Purgatório, e evita falar do Inferno. Quanto ao Paraíso, há ainda muitos crentes embora sem grande ideia do que ele possa ser, apesar de uma longa tradição de ilustres ou profundos escritores e teólogos que meditaram e especularam sobre tais estados e planos de vida mais gloriosos, havendo artisticamente belas imaginações ou representações
 Ora as ligações com a Divindade e os seus espíritos celestiais, bem como a existência do Purgatório e do Inferno como estados purgativos e  negativos das almas libertas do corpo físico, foram confirmadas pelas almas cristãs mais elevadas e sensíveis, em geral recolhidas nos conventos e mosteiros e que desenvolveram vidas abnegadas e  virtudes insignes sendo agraciadas com dons sobrenaturais de clarividência e clariaudiencia, recebendo sonhos, intuições, extases, estados de grande amor e unidade divina, e conseguindo até libertaram das trevas do purgatório almas por quem rezavam. 

Muitos místicos e místicas foram capazes de intuir certos mistérios da Divindade, ou das doutrinas ou passagens mais cadentes do cristianismo, e transmitiram por voz ou  escrito, quando as suas vidas foram biografadas, e a correspondência, poesia ou doutrina sua foram publicadas.
Sancta Caterina de Ricci ora pro nobis, ora cum nobis.

Vamos partilhar na busca da religação divina, do entendimento da Trindade e do Logos, e com o pano de fundo do Inferno e do Céu, da dispersão e da unificação, a carta de uma mística portuguesa, cuja aprovação pelo sábio teólogo Rafael Bluteau da sua biografia dada à luz em 1731 pelo historiador Francisco Alcoforado Rebelo, partilhamos há alguns dias no blogue.

Neste tempos do século XXI de grande decadência moral da elite, dos políticos e dos meios de comunicação social ocidentais, o que se estende fatalmente a quase toda a população, há que evitar a conspurcação ou desagregação que se gera em nós se ouvirmos ou vermos o que a sinistra direcção da União Europeia, ou dos USA, ou da NATO, ou dos regimes Kiev e de Telavive despejam ignobilmente, no seu ódio à Rússia, ao Irão, à multipolaridade e à verdade, a fim de sermos todos massas manipuladas, amilhazadas, controladas, exploradas. 
Sugestão musical:  https://www.youtube.com/watch?v=l9bZ3sN_hHk

Soror Ignes de Jesus nasceu em Santarém em 1641 e de família pobre ou remediada, pois não conseguiu juntar o dote para ser monja professa e de coro, e antes entrou como irmã conversa no Convento da Anunciada, da Ordem dos Pregadores, em Lisboa, resoluta em assumir todo e qualquer trabalho com grande ânimo, destacando-se ainda nos jejuns, penitências, limpezas, serviços. Muito dada à oração, não era contudo muito completa ou ortodoxa, pois quando rezava o Pai Nosso ou a Ave Maria, apenas recitava a 1ª petição ou frase de cada uma delas, Pai Nosso que estais no Céu, e Avé Maria, cheia de graça, e logo entrava num certo estado psíquico que a desviava de continuar a repetir mental e vocalmente e lhe permitia interiorizar-se e sentir mais o influxo divino. Seria mesmo só a 1ª petição, ou era toda a 1ª parte? Era porque a sua fé e ligação divina eram tão fortes que imediatamente a faziam sentir interiormente e intensamente a presença divina?

No sentido de harmonizar a sua aura e mente, para não perder a presença ou ligação a Deus, repetia ou exclamava frequentementalguns mantras ou jaculatórias que  eram um relembrar ou actualizar forte da sua identidade espiritual de filha de Deus e uma invocação ou exalação da presença divina, nela potencializada: 
«Alma, vai para teu Deus, Alma vai para o teu Senhor Jesus Cristo». «Meu Amado para mim, e eu para ele”, ou "Meu Amado para mim, e eu para o meu amado”.   “Ó Bondade infinita, ó Pai da minha alma”. Mas talvez a mais vivida das suas centelhas ígneas e que muitas vezes exclamava desafogando a sua abrasada alma pelo Amor divino era “Ay Amor, Amor, Amor!”, uma bela jaculatória para tentarmos invocar, repetir, sentir: Ai Amor, Ai Amor...

Viveu até aos 86 anos, pois a 29 de Abril de 1728, com quase sessenta e oito anos de religiosa, deixou a Terra certamente já desejosa de ver os mistérios da glória divina e tendo pouco antes de deixar o invólucro terreno explicado muito gnosticamente que "sentia a sua parte inferior muito fraca, mas que a superior estava unida", ou seja, unificada, ligada ao mestres ou seus santos (pois cultuava vários deles, através das novenas e festas), ao seu espírito, a Jesus Cristo e à Divindade.

Oiçamo-la numa carta já no fim da sua vida: «Muito reverente Padre presidente, e pai muito da minha Alma, a Divina graça assista sempre a vossa Paternidade com saúde e forças para encaminhar as almas. A minha ficou quarta-feira tão saudosa da sua doutrina, que, se houvera mais tempo para ouvir, perguntar e responder sobre aquela explicação de Vossa Paternidade acerca daquela palavra Verbo, sempre gerado naquele Divino Entendimento: oh pai da minha Alma, que considerações faz uma alma sobre isto! E que por esta união o Pai com o Verbo se está amando, e gozando, e que ambos produzem o Espírito Santo, e que desta produção participa a Alma por suas influências.
Aqui vê a Alma como Deus é todo para ela, e tendo este princípio na Divindade, vê como é também todo para ela na humanidade, considerando nas finezas, obras, amor. Oh como não é a Alma toda para tal Amante, sendo tão digno de ser amado, e correspondido! Aqui está o ponto, e vendo que pelo entendimento se comunica pela fé, e a vontade se inflama com desejos, as obras  não correspondem aos sentimentos, ainda sensitivos, na parte inferior, e deseja esconde-los no mais oculto, e fundo da Alma, para que aqui logre os efeitos mais puros. Mas como isto é só obra do Divino poder, pede só a graça para isto, ficando em sossego com actos de vontade só dizendo: Meu Amado para mim, e eu para meu Amado. Como toda passiva recebendo por fé, e fazendo entrega de si por vontade, e resignação, e sempre precedendo a lembrança, e o conhecimento dos pecados, pelos quais vivamente  conheço merecia o Inferno, se Deus me não sofrera. Entra aqui o temor se ainda com tantas finezas feitas por mim perderei aquele logro eterno, que é ao que aspira todo o fim da contemplação, e tomara andar sempre nesta presença: Eu estou em Deus, e Deus em mim. Mas facilmente me recolho com qualquer consideração. Outras vezes sucede  não ter noticias de alguma coisa, que divirta a imaginação. Em tudo desejara viver como morta, que isto acho que importa muito, e fugir de toda a comunicação: nisto faço o que posso, só de passagem por urbanidade. »
Nestes tempos de tanta comunicação desinformante, alienante, opressora, mentirosa, tanta, tanta, lembremo-nos da Soror Ignes de Jesus, tentando escapar à roda da vida em setecentos, mas mantendo uma urbanidade ou cordialidade que certamente a não frustrava humanamente e certamente diminuiria a agitação psíquica mundana em quem a contactava no seu caminho purgativo para a Luz...

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Oração contra o mal e os demónios, tão correntes no Ocidente actual, pelo Frei António das Chagas, o fundador do seminário do Varatojo.

 Frei António das Chagas (1631-1682) foi um vulto bastante abrangente na sociedade portuguesa, pois tendo estudo humanidades em Évora, deu-se à poesia, aos amores e às rixas,  tornou-se militar nas guerras da Restauração,   aventurou-se para o Brasil, mas aí, ao ler as obras místicas de Frei Luís de Granada, sentiu o chamamento à batalha espiritual, e regressou para entrar numa ordem religiosa, mas  não lhe foi fácil dado o seu passado irrequieto. Contudo, após algum tempo de nova vida aventureira, a Ordem Franciscana, mais afectiva e compreensiva que as outras, acolheu-o em Évora, em 1662, quando era já capitão de cavalaria. Foi fulgurante na sua missão de pregador, com grande sucesso em todos os meios da sociedade, dado o entusiasmo, a poesia, a cultura, o amor que o animavam, pelo que conseguiu tornar-se um missionário apostólico e fundar o seminário do Varatojo, donde nasceram valiosos pregadores, escritores certamente inspirados ou infundidos pela sua coragem, veemência e abnegação e ligação ao ardor divino, ao mestre Jesus  Cristo.

As suas obras poéticas de amor profano continuaram a correr manuscritas, enquanto as  religiosas, genialmente criativas nos seus exercícios, meditações, vias, com grandes solilóquios, orações, compunções, algo barrocas ou mesmo teatrais mas veementes para a conversão, eram impressas em edições sucessivas, a que se acrescentaram as das suas cartas. Foi confessor de muita gente, e de muitas religiosas, nomeadamente das  sorores do Convento da Madre de Deus, em Xabregas, outro viveiro de grande almas, embora em clausura. 

De uma das  edições já tardia, de 1735, das suas Obras Espirituais lembrei-me de transcrever uma das suas muitas orações, pela particularidade de tratar ou abordar o problema do mal, das forças das trevas, dos demónios, algo que muita gente prefere ignorar, dada dificuldade de o sondar nas suas origens ou mesmo de o discernir no teatro tão mutável e falso do mundo,  mas que na realidade muitos de nós já conheceram ao vivo, ou pelo menos em sonhos, pois frequentemente é mais de noite, quando dormimos e estamos menos despertos, menos vigilantes, que podemos ser atacados por tais entidades ou forças, obrigando-nos a arrancar a espada da vontade e o nome de Deus, ou de Jesus Cristo para afastar tais opressores. 

Nestes tempos em que as forças demoníacas, que estão nas almas de tantas personagens das elites ocidentais, nomeadamente visíveis na aliança infrahumanista, oligárquica, diabólica da UE, NATO e Ucrânia contra Rússia, ou ainda nos meios degenerados da elite dos USA, Israel e Europa, como o caso Epstein tem trazido à luz do conhecimento público, parecem ter saído de uma caixinha de Pandora e se espalham no ambiente, mais ainda se torna necessário erguermos alguns contrafortes espirituais, psicológicos, voluntariosos contra as forças do mal, da mentira, da violência, da perversão, que a todos tentam, ameaçam e chegam por diferentes meios de osmose e de infiltração, como a comunicação e  redes sociais tanto facilitam. E as forças ígneas contra elas são a força da vontade, o destemor e amor e a inquebrantável ligação  pelo fio de prata ao Mestre e a Deus.
                                      
Revelando bons conhecimentos psicológicos da operatividade do mal, bem como o seu audacioso destemor perante ele, e ainda uma boa realização espiritual e ligação a Jesus Cristo, eis as palavras, com que Frei António das Chagas falava a elas quando as pressentia, sentia ou afrontava, e que nos poderão fortificar:
«Espíritos da trevas, cujos baixos e torpes, para sempre condenados ao cárcere dos abismos, aborrecidos de Deus, fracos e para pouco, dignos de que todos zombem e escarneçam das vossas forças, pois não prestais para nada, nem tendes poder algum mais que o que vos dá quem nas vossas mãos se mete, depois com que as suas mãos se mata. Pois sois todos contra mim, vinde, vinde, vinde todos os que estais no Inferno, não venhais tão pouco, que glória tenho [bela expressão de um destemido combatente] de que venhais mais, e pena que nãos sejais mais.
Trazei todas as vossas armas, todas as tentações e tribulações possíveis, que contra todos baste e sobeja aquela graça com que meu Senhor Jesus Cristo me manda vos açoite a todos com o seu nome santíssimo. [Em nome de Jesus Cristo, exorcizo, afasto....]. Vinde espíritos feiíssimos, não se
jais fracos, que nenhum medo me fazeis, antes me rio de vós. Quem vos deitou dos Céus vos deitará de mim, porque está dentro de mim. Quem no inferno vos açoita, em mim vos há-de acoitar, com este nada que sou vos há-de confundir. Pelejai, pelejai comigo, e servireis a Deus, porque lhe dareis glória a ele, e dando-me a mim tantas vitórias, como batalhas, e a vós tanta pena de novo, quanto for a vergonha, e confusão de ficardes vencidos. Chamai ao vosso Lúcifer, e aos seus valentões maiores, que aparelhado estou com o eterno ódio que vos tenho, para me deleitar somente na Cruz de Cristo; e arvorando esta contra vós, em quanto viver, andar sempre sobre os áspides e basilicos [animais subtis infernais, presentes bestiários medievais e na arte românica], e pisar confiadamente em Deus o colo dos Leões e Dragões.»

Christos, Logos solar, esteja presente em nós, invencíveis, como no P. António das Chagas. Amen!