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O notável filósofo russo, tão precoce quão genial, Vladimir Soloviev (1853-1900), no seu livro A Justificação do Bem. Ensaio de Filosofia Moral, e usamos a tradução francesa, de 1939, dividida em três partes, O Bem na Natureza Humana, O Bem vem de Deus, O Bem através da História da Humanidade, tem muitíssimas páginas de grande qualidade, dos quais anotámos algumas, e transcrevemos do 2ª parte do capítulo O Princípio Absoluto da Divindade um segmento bem concentrado e valioso, pois pode auxiliar-nos a discernir melhor como agir a partir do bem humano consciencial, que se baseia no pudor, na piedade e da reverência, e que gera o altruísmo e as virtudes, os quais nos permitem intuir a vontade Divina ou o Bem que vem de Deus, o qual nos alegra e aperfeiçoa:
«O dever moral da religião exige de nós que unamos a nossa vontade à vontade de Deus. Mas a vontade divina abraça tudo; e, ao unir-nos a ela, ao por-nos em harmonia com ela, nós obtemos por isso mesmo uma regra absoluta e universal de acção. A ideia de Deus, que a razão deduz dos dados da experiência religiosa verdadeira, é tão clara e definida que nós podemos todos saber, se somente nós o quisermos, o que Deus exige de nós. Antes de tudo mais, Deus quer de nós que lhe sejamos conformes e semelhantes; nós devemos manifestar a nossa afinidade interna com a Divindade, a nossa capacidade e a nossa determinação de atingir a perfeição livre. Esta ideia pode-se exprimir sob a forma da regra seguinte: Tem Deus em ti.
Aquele que tem Deus em si considera todas as coisas segundo o pensamento de Deus ou «do ponto de vista do absoluto». A segunda regra é portanto: Considera todas as coisas à maneira de Deus.»
Eis um bom desafio que Soloviev nos lança e nestes dois mantras pode ser facilmente meditado e aprofundado luminosamente.
