quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Com os Anjos e Arcanjos, sempre!

                                   
Ao começar o novo ano, ou em cada ano, ou mesmo estação, "não a nós, não a nós" mas aos Anjos e à Divindade devemos consagrar as nossas primícias e graças, sentindo-os e invocando-os no nosso coração, ser e ambiente...
Entre as questões que o amor e o interesse e aspiração pelos Anjos nos suscita estão as que se prendem com o seu estado normal, ou seja, quando de facto não lhes prestamos atenção nem nada lhes pedimos, onde se encontram, o que estão a fazer ou a ver? Estão frustrados ou tristes pela nossa pouca fidelidade, ou aceitam-na alegremente e sorriem quando a eles voltamos?
Se aceitarmos que eles estão acima de tudo ligados à Divindade, e que a sentem e amam a todo momento, então não haverá grandes dúvidas: estarão satisfeitos na comunhão-adoração-irradiação divina e que nunca saberemos bem se mais individualizada ou se também colectiva, ainda que seja natural haver ondulações ou momentos mais colectivos ou mesmo de Unidade e que nos transcendem completamente quanto aos seus aspectos e pormenores. E quando realmente o seu protegido se abre a eles ficarão mais felizes  porque a energia divina pode descer através deles para as pessoas e ambientes, sendo esta uma realidade que deveríamos visualizar e sentir mais já que é bastante operativa, frutuosa, harmonizadora.
Uma questão conexa seria a das relações entre eles e qual a frequência de falarem com outros anjos, ou seja, comunicarem telepaticamente,  usando nós uma expressão aproximativa da comunicação dos conteúdos anímicos directamente, e que nos parece muito evidente. 
Na Bíblia e em especial no Novo Testamento, obras a serem lidas sempre com muita cautela tal a complexidade das fontes originais e mistificações e os vários níveis de leitura, fala-se de conversas ou mesmo lutas entre Arcanjos ou Anjos de cada país ou povo, tendo sido registadas ou pelo menos escritas por dois seres algo belicosos e não plenamente fiáveis, o profeta Daniel e o apóstolo S. Paulo, este na seminal carta aos Efésios, 6:10-12: «Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder./ Vistam toda a armadura de Deus para resistirem às ciladas do Diabo./ A nossa luta não é contra os seres humanos, mas contra poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais».
Eis uma das principais fontes não só do dualismo angélico e que iria ter tanta fortuna até aos nossos dias, mas até da classificação hierárquica dos Anjos,  que o pseudo-Dionísio Aeropagita, também pseudamente discípulo de S. Paulo, mas que sabemos hoje ser do IV século, descreve nas suas obras,  desde então a grande autoridade em matéria de anjos, ainda que seja notório que o autor não tinha qualquer vivência angélica e especulou conciliando as emanações do neo-platonismo com a reduzida informação angélica proveniente do cristianismo, que por sua vez fora influenciado pelo judaísmo e este pelo zoroastrismo e madzeísmo.
Um Arcanjo de Guarda à espera de ...
  Sendo seres superiores ao ser humano na sua capacidade de percepção, actuação e conhecimento não faria sentido que estivessem isolados a sós com Deus e com os seus protegidos, tanto mais que nesta acção devem entender-se ou intercomunicar frequentemente com os Anjos da Guarda de outras pessoas. E também pela visão anímico-espiritual que estão dotados, certamente que ao contemplarem os arquétipos divinos para a Humanidade e a Terra, ou o plano para o Sistema Solar, certamente que desejam que tais visões e energias fecundem, inspirem e dinamizem tanto o Cosmos como os seres humanos que se abram a eles.
Talvez não seja por acaso que antigamente se recomendava começar qualquer obra com uma dedicação e invocação ao Anjo ou ao Santo protector, ou até à fada madrinha e à musa, pois ao fazer-se tal, como quando oramos ou meditamos, criamos um canal ascendente por onde se eleva a nossa aspiração e pode descer a informação, a energia ou a presença que receberemos como reminiscência ou memória, como sensação ou toque, audição ou som, intuição ou ideia, visão ou símbolo, força ou apoio, desvendação do guardião ou da Presença.
Sendo duas são as asas com que os Anjos nos surgem habitualmente (embora mais raramente do que desejaríamos...), qualquer que seja a dimensão em que o vejamos e, embora elas sejam a imagem que captamos nos planos subtis psico-espirituais e provenham das energias deles de ligação com a Divindade, pela sua dualidade podemos explicá-las como sendo uma mais passiva e outra mais activa E então também nós as deveremos desenvolver: a contemplativa, que adora, medita e recebe, e a activa que pensa, age, luta, esforça-se, ajuda e ama. 
É por esta movimentação ascendente e descendente, vertical e horizontal que nos harmonizamos ou elevamos a merecer a Graça ou Luz Divina e que é então mediatizada pelo Anjo que se revela a nós ou que simplesmente infunde energias, compreensões, ensinamentos, impulsões....
Saibamos então meditar com o Anjo e os Arcanjos, com os antepassados e os Mestres e, nesse esforço, abrir-nos às melhores energias espirituais e bênçãos Divinas... 
Tenha na sua vida mais Paz e Justiça, Discernimento e Verdade, e maior reconhecimento e diálogo amoroso com os Anjos e Arcanjos... 
Que constantemente nos lembremos deles e assim atraiamos as suas bênçãos, em especial as curativas e pacificadoras....
                               

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