quinta-feira, 10 de junho de 2021

Dia do Arcanjo de Portugal, 10 de Junho. 2021. Breve meditação e invocação.

Nestes tempos tão complexos e manipulados dos vírus e vacinas,  neste dia 10 de Junho,  de Portugal, de Camões e das Comunidades da Língua Portuguesa, ainda conseguiremos equacionar ou intuir a existência e as  funções tradicionais do Arcanjo e núcleo elevativo espiritual de Portugal e dos Portugueses?

Apontar, aspirar, convergir para o centro...
 Podemos pensar que será fundamentalmente inspirar os portugueses na melhoria dos seus corpos, almas, ambientes, vidas, e em especial na realização espiritual e na religação a Deus, para que haja uma  vida inter-relacional mais harmoniosa para os seres, os eco-sistemas, o planeta, a Humanidade multipolar e fraterna.
A missão ou tarefa em relação a Portugal seria assim a comum a todos os Arcanjos e países, ainda que com as especificidades dependentes das características, qualidades, capacidades e contextos de cada povo, país e habitante, no seu devir histórico, económico, ecológico, cultural e religioso. 
Sendo cada ser é único no seu caminhar, as individualidades, portuguesas ou as que se destacam mais nacional e internacionalmente e se tornam reconhecidas, podem ou não conseguir estar ligadas ao Arcanjo de Portugal e ao mundo espiritual e divino. E em geral observamos governantes, ministros, deputados e dirigentes muito pouco sábios e alinhados verticalmente com os Anjos, Arcanjos e o dever-missão ou dharma nacional, europeu (e, por exemplo, não russófobo) e mundial.
Ora nestes tempos de alinhamentos e submissões, corrupções, alienações e dispersões, poucos são os políticos ou portugueses que agem, falam ou pensam em sintonia com os elevados propósitos divinos que o Arcanjo poderia inspirar ou transmitir para Portugal e para o mundo, e assim há uma certa frustração geral, uma certa morte do Portugal antigo fundado por D. Afonso Henriques e por tantos em lutas vivido, em esforços e abnegações laborado, em poemas e obras de arte cantado...

Túmulo de D. Afonso Henriques, na Sé Velha de Coimbra. Nicolau Chanterene, 1519.
Ora como o Arcanjo vive em planos espirituais elevados precisamos mesmo, e poucos o fazem, de nos interiorizar, silenciar e elevar bastante para o sintonizar, intuir ou contemplar e com ele interagir seja na adoração, aspiração, contemplação e religação a Deus, seja na vivência e irradiação de ideias, propósitos e energias abençoantes de discernimento, justiça, paz e amor.
                                        
O Arcanjo de Portugal, a entidade que envolve o país, que paira sobre ele, e que é ainda um
espaço-plano identitário colorido especial, e que tem aura subtil espiritual e divina, pode desvendar-se como um ser angélico, como uma silhueta angélica, como uma nuvem multi-colorida, como um feixe de irradiações em guarda-chuva, ou mesmo uma chuva de raios, possibilidades  e intenções. Mas muito pouca gente viu realmente o Arcanjo de Portugal, embora alguns tenham escrito sobre ele, em geral projectando suas ideologias ou então meras deduções dos papéis atribuído a Anjos e Arcanjos. E assim alguns identificaram-no a um S. Miguel guerreiro, outros a um mensageiro da Paz, mas de facto o Arcanjo de Portugal não é Mikael, criação do já tardio Livro de Daniel, e depois zelotamente explorado no Apocalipse e que foi até atribuído como custódio dea França e a Israel, países de facto com governantes e mentalidades bastante violentas senão mesmo criminosas...

O trabalho profundo que podemos realizar é trabalhars e viver de modo justo  e procurarmos a ligação interior com a nossa centelha espiritual, com o Anjo da Guarda, com o Logos Divino e, numa elevação e ampliação consciencial, tentarmos sintonizar  com a alma mundi portuguesa, esse ser celestial mais próximo da Divindade e para nos religarmos a Ela, e nesta prática e comunhão harmonizarmo-nos, fortalecer-nos, inspirar-nos face a tanto materialismo, pragmatismo, manipulação e corrupção que abundam e circulam nos Estados, governos, empresas, sociedades, partidos, grupos, igrejas, seitas.
                                           
                  Arcanjo de Portugal, na charola do convento de Cristo em Tomar. Séc. XVI
O Arcanjo de Port
ugal desafia-nos a não desanimar e sucumbir à horizontalidade da inevitabilidade da desumanização, exploração e degradação da humanidade, da ética, da liberdade e da natureza sustentável, que é prosseguida pelos grandes grupos de pressão económicos, farmacológicos e dos media, que tanto influenciam e corrompem políticos e cidadãos, destruindo muitos ecos-sistemas e espécies da Natureza.

A nota vibratória e apelo sintonizador e ressoante do Arcanjo   é que estejamos sempre ou o mais possível em calma, desprendimento, serenidade, destemor e que para isso uma vida sóbria, ecológica, de comunhão com a natureza e as pessoas afins e de pouca exposição aos meios de informação é fundamental para podermos sintonizar com os planos animico-espirituais e para recebermos as energias conscienciais dos campos psico-mórficos naturais e espirituais, dos mestres, anjos, arcanjos e Divindade.
                                      
Anjo tenente das armas de Portugal, ou Arcanjo de Portugal, por Diogo Pires o Moço. Séc. XVI.
Sempre que conseg
uirmos interiorizar, orar, meditar, silenciar, adorar, estar em amor, estamos a activar  a taça do Graal, e o corpo de luz ou glória,  em nós, em Portugal, no mundo, e  a intensificar a nossa participação nos melhores sub-campos psico-mórficos do grande campo unificado de energia, informação e consciência que perpassa todo o planeta e humanidade.
                                             
                          Anjo da cura, outrora de uma farmácia, à rua de S. Paulo, Lisboa
É um trabalho frequentemente solitário, pois pouca gente nos acompanhará em tais
práticas, realizações e consciencialização, mas que cada um chamado e isolado de tem de levar avante com dedicação e amor, tal como infante D. Henrique, governador e impulsionador da Ordem e de Cristo e das navegações,  afirmou na sua tenção ou lema: Talant de bien faire, esforço ou vontade de bem fazer. E ao longo dos séculos muitos portugueses, frequentemente perseguidos ou menosprezados pelos poderes públicos ou oligárquicos, foram realizando e assim se libertando da lei da morte, da obscuridade dos seguidismos e partidarismos, materialismos e fanatismos, ou ainda de seitas e fantasias, antes respirando na aura da Tradição Espiritual Portuguesa ou do Corpo Místico da Humanidade, abrindo seu coração e olho espiritual e agindo pelo bem da bio-diversidade e da multipolaridade, da Justiça e do Amor em Portugal, na Terra, no sistema Solar, no Cosmos...
                                     
                         
Olho espiritual do coro do convento de Tomar.
Consigamos nós e recol
her-nos e elevar-nos mais nesta comunhão com o espírito e com os eixos ou polos (Qutb) verticais de Portugal e do Mundo, sejam os mestres, os Anjos e Arcanjos, o Sol e a Divindade e suas Faces (Ishta devata) e, perante tanto  egoísmo e violência, imperialismo e apartheid, opressão, alienação e mistificação, sejamos seres de Luz livre, amorosa, divina, solidária, e das trevas e mentiras vencedora.

Pintura de Bô Yin Râ

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