Viemos como aviões, naves, avionetas, helicópteros ou aves ao nascer na Terra, e aterramos de bojo, mas o que deveria ser uma descida temporária vai-se complicar pela transformação da nave quase que num hangar de aviões, no qual vamos começando a receber tanta informação, a sofrer tanta experiência e a acumular tanta coisa, memória e apego que, quando queremos levantar voo para a origem pura, já não conseguimos facilmente, algo subsistindo ainda dessa capacidade nos sonhos em que pelo amor ou um esforço mais intensificado ainda voamos ou damos grandes saltos, por vezes com receio até no regresso de descermos de tão grandes alturas...
Nas meditações, algo subsiste de tal sensibilidade de estarmos ou funcionarmos no corpo espiritual livre, quando subitamente nos sentimos acima ou fora o corpo, ou dentro dele, ou expandindo-nos, ou quando aspiramos tão ardentemente que algo dos mundos ora distantes ora espirituais se desvenda.
À hora da morte, o que devia ser a simples viajem de regresso de avião, passa a ser um passo no escuro ou mesmo no abismo, um abandonar do conhecido e afeiçoado, e logo uma passagem receada e temida por muitos ou quase todos, estacados no umbral do além, perdida a consciência da nossa pátria e origem, pouco desenvolvida a auto-consciência espiritual e ignorada a mala de viagem do nosso coração, onde vai tudo o que se sabe de cor, ou seja, o que se ama de coração e está vivo e imortal, e asas flamejantes ao coração perene dá...
À hora da morte, o que devia ser a simples viajem de regresso de avião, passa a ser um passo no escuro ou mesmo no abismo, um abandonar do conhecido e afeiçoado, e logo uma passagem receada e temida por muitos ou quase todos, estacados no umbral do além, perdida a consciência da nossa pátria e origem, pouco desenvolvida a auto-consciência espiritual e ignorada a mala de viagem do nosso coração, onde vai tudo o que se sabe de cor, ou seja, o que se ama de coração e está vivo e imortal, e asas flamejantes ao coração perene dá...

Na história da religiosidade e espiritualidade cristã, mas não só, as ordens religiosas e seus grupos tiveram diferentes fundadores, regras, hábitos, cerimónias, vestes, alimentações, devoções, história mas tudo isso deveria ter servido sobretudo como meios diferentes de se tornarem pobres em si e face ao mundo e a Deus, para melhor poderem concentrarem-se, receberem, partilharem e viverem espiritualmente. Boa metodologia e realização seria então esta: não estar agarrado a nada, não pertencer a nada, estar aberto ao sopro do espírito e ao amor que une tudo no Cosmos. Amo acima de tudo a Deus e ajudo o Universo a melhor conhecê-Lo e a vivê-Lo e a fazer a Sua vontade, isto é o bem, a verdade, o amor. Mas já não quero apegar-me a nada em especial e por isso estou numa ordem ou caminho que tem como regras balizadoras o menor consumo, o controle sexual e a obediência espiritual, e assumo criativamente algo destas formas de auto-controle.
Todavia, o que era relativamente fácil outrora tornou-se bem mais complexo hoje pelas teias da vida moderna e por pouquíssima gente estar para se sujeitar a tais votos ou ideais ou possuir capacidades e interesse em tal. Contudo, todos deveríamos ir cultivando tais virtudes, mesmo se apenas em certos momentos ou fases, e irmos morrendo em vida para o nosso ego ser cerceado e assim fortificarmos a nossa identificação e corpo espiritual, aquele subtil no qual o centro de identidade e consciência é o espírito e que está ligado, mais ou menos, aos santos e mestres, aos Anjos e a Deus.
Uma certa pobreza exterior, ou um controle dos diversos tipos de consumismo, é então necessário para descobrirmos e realizarmos melhor a riqueza interior, pois se estamos sempre no exterior, nos "media", nas grandes superfícies, não conseguiremos chegar e entrar pela porta estreita do coração e descobrir ou avistar e sentir o que nunca o olho humano poderá ver.
Todavia, o que era relativamente fácil outrora tornou-se bem mais complexo hoje pelas teias da vida moderna e por pouquíssima gente estar para se sujeitar a tais votos ou ideais ou possuir capacidades e interesse em tal. Contudo, todos deveríamos ir cultivando tais virtudes, mesmo se apenas em certos momentos ou fases, e irmos morrendo em vida para o nosso ego ser cerceado e assim fortificarmos a nossa identificação e corpo espiritual, aquele subtil no qual o centro de identidade e consciência é o espírito e que está ligado, mais ou menos, aos santos e mestres, aos Anjos e a Deus.
Uma certa pobreza exterior, ou um controle dos diversos tipos de consumismo, é então necessário para descobrirmos e realizarmos melhor a riqueza interior, pois se estamos sempre no exterior, nos "media", nas grandes superfícies, não conseguiremos chegar e entrar pela porta estreita do coração e descobrir ou avistar e sentir o que nunca o olho humano poderá ver.
Cada ser é infinitamente rico no seu interior e delícias de sensibilidade, intelectuais, estéticas, afectivas e espirituais podem ser contempladas ou sentidas em toda e qualquer alma, desde que não se perca nos caminhos da superficialização, na descrença, no facciosismo, ou nos vários tipos de violência e mal?
Quando meditamos na mossa essência espiritual e a sentimos, na linha dos antigos rishis ou poetas videntes da Índia, nomeada como Sat chit ananda, Ser, consciência e beatitude, que felicidade nos pode tocar subitamente?
Que maravilha de Amor divino podemos vivenciar quando adoramo a Divindade íntima no meu coração, ou quando o invocamos e sentimos o Graal do Espírito no nosso coração?
Porque nos deixamos viciar no exterior e nos outros e perdemos a capacidade de ver, sentir e comungar interiormente com o nosso ser espiritual, com os mundos espirituais e os seus seres celestiais e, maximamente, com a Divindade e as suas correntes e bênçãos?
Que maldição é esta que leva meio mundo alienado nos desportos, espectáculos e submetido a políticos, partidos e governos tão ignorantes, egoístas, ineptos, opressivos e causadores de tanto sofrimento da Humanidade?
Deveremos então diariamente, lúcidos e resistindo à superficilização, opressão e violências, desprender-nos um pouco mais as impressões externas e assumir momentos de grande pobreza ou renúncia ao mundo, e assim conseguirmos orar, sentir e aspirar, meditar espiritualmente e logo elevarmos o nosso coração à função de taça graalica da invocação e comunhão espiritual e divina.

Para entramos no coração, temos de andar para trás. Como se recuássemos passo a passo para contrabalançar a corrente centrífuga do coração. É difícil realizar tal acção psíquica e meditativa pois estamos demasiado na cabeça e centrífugos
Há um movimento de sístole e diástole do coração que sanguineamente é fundamental para a nossa vida, mas em geral não estabelecemos qualquer relação analógica ou simultânea com a actividade psíquica, com alguma palavra-ideia, algo que só se tem feito um pouco e sobretudo na Yoga, com a respiração.
Pouco fazemos por elevar a nossa compreensão e sensitividade do coração de mera bomba sanguínea automática a centro de forças, sentimentos, emanações, e assim pouco se trabalha mais conscientemente o coração. São os que meditam e que espontaneamente ou voluntariamente sentem ou mesmo se concentram nessas sensibilidades e irradiações subtis do coração, qual a de ser amor-sabedoria, sentir devoção, adoração, gratidão, maravilhamento e unidade, os que conseguem espalhar tal corrente pelo sangue e aura, em nós e à nossa volta e ir aperfeiçoando o coração.
Ora admitirmos que a concentração memorizadora ou repetitiva de algo (seja imagem, oração, mantra, ser) possa iniciar uma actividade que singre numa direcção centrípeta ou interiorizante das nossas correntes psíquicas na zona do coração, é certamente um começo de entrada no coração, uma aproximação à sua mística ou silêncio...
Quando meditamos na mossa essência espiritual e a sentimos, na linha dos antigos rishis ou poetas videntes da Índia, nomeada como Sat chit ananda, Ser, consciência e beatitude, que felicidade nos pode tocar subitamente?
Que maravilha de Amor divino podemos vivenciar quando adoramo a Divindade íntima no meu coração, ou quando o invocamos e sentimos o Graal do Espírito no nosso coração?
Porque nos deixamos viciar no exterior e nos outros e perdemos a capacidade de ver, sentir e comungar interiormente com o nosso ser espiritual, com os mundos espirituais e os seus seres celestiais e, maximamente, com a Divindade e as suas correntes e bênçãos?
Que maldição é esta que leva meio mundo alienado nos desportos, espectáculos e submetido a políticos, partidos e governos tão ignorantes, egoístas, ineptos, opressivos e causadores de tanto sofrimento da Humanidade?
Deveremos então diariamente, lúcidos e resistindo à superficilização, opressão e violências, desprender-nos um pouco mais as impressões externas e assumir momentos de grande pobreza ou renúncia ao mundo, e assim conseguirmos orar, sentir e aspirar, meditar espiritualmente e logo elevarmos o nosso coração à função de taça graalica da invocação e comunhão espiritual e divina.
Para entramos no coração, temos de andar para trás. Como se recuássemos passo a passo para contrabalançar a corrente centrífuga do coração. É difícil realizar tal acção psíquica e meditativa pois estamos demasiado na cabeça e centrífugos
Há um movimento de sístole e diástole do coração que sanguineamente é fundamental para a nossa vida, mas em geral não estabelecemos qualquer relação analógica ou simultânea com a actividade psíquica, com alguma palavra-ideia, algo que só se tem feito um pouco e sobretudo na Yoga, com a respiração.
Pouco fazemos por elevar a nossa compreensão e sensitividade do coração de mera bomba sanguínea automática a centro de forças, sentimentos, emanações, e assim pouco se trabalha mais conscientemente o coração. São os que meditam e que espontaneamente ou voluntariamente sentem ou mesmo se concentram nessas sensibilidades e irradiações subtis do coração, qual a de ser amor-sabedoria, sentir devoção, adoração, gratidão, maravilhamento e unidade, os que conseguem espalhar tal corrente pelo sangue e aura, em nós e à nossa volta e ir aperfeiçoando o coração.
Ora admitirmos que a concentração memorizadora ou repetitiva de algo (seja imagem, oração, mantra, ser) possa iniciar uma actividade que singre numa direcção centrípeta ou interiorizante das nossas correntes psíquicas na zona do coração, é certamente um começo de entrada no coração, uma aproximação à sua mística ou silêncio...
Esta prática cardíaca permite explicar melhor o valor do saber de cor, ou de ter no coração algo ou alguém, de termos as nossas devoções e ligações angélicas ou humanas para não falarmos dos que sabem de cor (e sentidamente...) belas poesias ou grandes livros ...
Será por isso que quem amamos muito está mais presente em nós, no coração, este sendo como o ninho, o cofre, o graal, as asas do nosso ser?
Será por isso que a lembrança-desejo, por alguns sentida limitadoramente como saudade tristonha do bom passado perdido, que ocorre entre os que se amam, ainda que subtilmente, se distantes ou se algum está morto, os torna presentes um ao outro, num nível ou frequência da alma do mundo hoje denominada campo unificado de energia consciência?
Ora estas actividades psíquicas fortificadoras de laços subtis entre os seres explicativas de sincronias e telepatia, além de actualizarem o Amor entre os que se amam, desenvolvem-no também como fonte de energia e ainda como culto do Amor Divino Primordial, intensificando a nossa aspiração-amor à Divindade.
Mas quantas pessoas tentam merecer o Amor vivendo-o em circunstâncias difíceis? Tentamos nós sondar com persistência ou verdadeiramente o nosso coração subtil? Quantas conseguem mesmo aproximar-se ou adentrar-se nele, e sentirem a devoção, a adoração, o Amor divino, ou verem-no seja como flor ou emanador de pétalas e raios, seja como joia de filigrana celto-portuguesa, seja ainda como microcosmos do Sol da Divindade e receberem assim alguns raios ou bênçãos de Sat, Chit, Ananda, Ser, Felicidade e Amor?
Será por isso que quem amamos muito está mais presente em nós, no coração, este sendo como o ninho, o cofre, o graal, as asas do nosso ser?
Será por isso que a lembrança-desejo, por alguns sentida limitadoramente como saudade tristonha do bom passado perdido, que ocorre entre os que se amam, ainda que subtilmente, se distantes ou se algum está morto, os torna presentes um ao outro, num nível ou frequência da alma do mundo hoje denominada campo unificado de energia consciência?
Ora estas actividades psíquicas fortificadoras de laços subtis entre os seres explicativas de sincronias e telepatia, além de actualizarem o Amor entre os que se amam, desenvolvem-no também como fonte de energia e ainda como culto do Amor Divino Primordial, intensificando a nossa aspiração-amor à Divindade.
Mas quantas pessoas tentam merecer o Amor vivendo-o em circunstâncias difíceis? Tentamos nós sondar com persistência ou verdadeiramente o nosso coração subtil? Quantas conseguem mesmo aproximar-se ou adentrar-se nele, e sentirem a devoção, a adoração, o Amor divino, ou verem-no seja como flor ou emanador de pétalas e raios, seja como joia de filigrana celto-portuguesa, seja ainda como microcosmos do Sol da Divindade e receberem assim alguns raios ou bênçãos de Sat, Chit, Ananda, Ser, Felicidade e Amor?








