Hoje, 13 de Fevereiro de 2016 quando Agostinho da Silva "faz" 110 anos, eis uma pequena homenagem as dois espirituais e pensadores, sábios no bom sentido da palavra e activistas éticos exemplares para os nossos dias de tanta subtil manipulação e violenta opressão...
Realcemos apenas na curta biografia que Agostinho traça de Tolstoi os valores que atribui aos seus pais de "vida pura, amor ao próximo e actividade social justa ou frutuosa", tão característicos da alma russa, bem como a forte aspiração ao Amor universal que Tolstoi teria recebido de Jean Jacques Rousseau; e como em si mesmo se debateu numa luta grande contra os seus aspectos instintivos, egoístas e violentos, a qual durará toda a sua vida, dada a sua grande vitalidade, e na qual soube com arte na sua obra literária e religiosa genial mostrar que apesar dos piores defeitos os seres tinham sempre um potencial de transformação, de desenvolvimento, de amor, gerador de beleza, justiça e harmonia, valores tão necessários e valiosos então como agora.
Como sabemos, Tolstoi tornou-se com o tempo cada vez mais não-violento, austero e desprendido da sociedade, irradiando para todo o mundo a sua espiritualidade simples e fraterna, atraindo a si, na sua Isnaia Poliana, por correspondência ou visitas (tal a do nosso sábio vegetariano Jaime Magalhães Lima, que dele recebeu a missão de trabalhar com as mãos o que se tornará a modelar quinta em Vagos, Aveiro), e Agostinho da Silva, que também viveu algo isso, destacará essa sua lúcida mente e empática alma capaz de ver os erros e dogmatismos dos outros, transmitindo com eloquência, coerência e paixão o seu ideal de sociedades mais abertas à fraternidade, ao amor, à vida harmoniosa simples...
Os paralelos entre Lev Tolstoi e Agostinho da Silva estão ainda parte por fazer-se...
| Agostinho da Silva com um gorro russo... |
Leiamos então a visão que Agostinho da Silva tinha de Tolstoi, ou a que expôs nesse prefácio em 1941, jovem de 35 anos:


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