sábado, 6 de maio de 2017

156º aniversário de Rabindranath Tagore. Com tradução parafraseada.

A 7 de Maio de 1861 nasce em Calcutá, Bengala, o genial poeta, pensador, romancista, pintor e pedagogo Rabindranath Tagore. Um dos muitos filhos do sábio e abastado Devendranath Tagore, com Ram Mohum Roy, um dos líderes do renascimento bengali e indiano do séc. XIX, foi educado no meio da sabedoria milenária da Índia, sobretudo em casa, e da sua natureza maravilhosa. Aos doze anos o pai começa a levá-lo nas suas viagens e aos treze começa a escrever poemas e contos. Não consegue aceitar as escolas oficiais pois não o tocavam, e estuda só. Aos 16 anos parte para estudar dois anos em Inglaterra, para se tornar advogado mas a paixão de criador foi mais forte e voltou à Índia para se tornar escritor e pedagogo.
                                            
É nesta altura que ele tem uma expansão de consciência, a sua iluminação, numa manhã na Free School Lane, em Calcutá. Augusto Casimiro, traduziu a relação dessa visão-sensação que durou 7 dias: «Todas as coisas se tornaram luminosas. Toda a cena emanava uma música admirável de maravilhoso ritmo (...) Sentia-me cheio de alegria, de amor, por todos, por todas as coisas, até as mais pequeninas (...) Naquela manhã experimentei uma das primeira sensações que me deram a visão interior e tentei dizer isto nos meus versos. Desde então compreendi qual era o meu objectivo: exprimir a plenitude da vida na sua beleza, como sendo a perfeição, uma vez que lhe retirasse o véu que a encobria». 
Com Mrinali Devi, a sua mulher, em 1883.
Aos 22 anos casa-se com a muito jovem Mrinali Devi e vai viver os próximos 17 anos bem felizes e administrando uma extensa propriedade, onde entra em grande comunhão com a vida natural e espiritual tradicional indiana rural. Mas depois morre Mrinali, as duas filhas e, por fim, o filho, tudo constituindo uma demorada iniciação na dor e no desprendimento forte, mas que conseguirá transmutar e continuar a crer, a sentir e a criar Beleza e Amor, no Espírito e na Unidade.
                                               
Em 1901, com 40 anos, fundou uma Universidade Livre em Shantineketan, a Abóbada da Paz, onde passou a receber alunos e a partilhar o conhecimento de formas pioneiras próximas do que se entende hoje como o movimento da Escola Livre, mas numa relação mais íntima entre o professor ou guru e os alunos. Esperamos noutro texto desenvolver alguns aspectos da sua visão educativa e desabrochadora da alma espiritual.
 Também aderiu à contestação da opressão colonialista inglesa, embora em vez de uma revolução preferisse uma maturação educativa e uma pressão consciencial, opondo-se a um certo exagero no nacionalismo hindu. Nas conversas com Gandhi confessou o seu receio que a divisão da Índia entre muçulmanos e hindus acontecesse. Viajou por todo mundo bastante (desde a América do Sul ao Irão e ao Japão) e dialogou com grandes pensadores e políticos, o que não foi apreciado por toda a gente. Em relação à tradição hindu também contestou a intocabilidade dos párias, e a renúncia no caminho espiritual à Natureza, defendendo que Deus «está junto do lavrador que lavra a terra dura, e à beira do caminho onde o trabalhador parte as pedras, está junto deles ao sol e à chuva; a sua túnica está manchada de poeira».
Pintura de Rabindranath Tagore

        Com a qualidade e o sucesso das suas obras, em especial a poética traduzida para inglês por si próprio em 1912,  Gitanjali, que foi muito apreciada e elogiada, e depois prefaciada por W. B. Yeats, recebe o Prémio Nobel da Literatura em 1913 e mesmo uma condecoração real inglesa. Mas em 1919, após uma mortandade da opressão inglesa no Punjab, devolveu-a. Desenvolverá também os seus dotes musicais, escrevendo muitas letras e musicas, vindo duas delas a tornarem-se os hinos da Índia e do Bangladesh. E já com bastante idade, aos setenta, começará a pintar deixando-nos cerca de 3.000 desenhos e pinturas. E será até 1941, quando morre levado para a casa ancestral em Calcutá,  reconhecidamente um apóstolo da literatura, da beleza, da cultura. O seu enterro e cremação será vivido intensamente por milhares de seres. Defenderá sempre a «Índia livre; mas livre para servir e preencher a missão que lhe cabe na história da Humanidade». 

Amigos que se respeitavam, embora com algumas discordâncias, antes de morrer Tagore pediu a Gandhi que Shantiniketan fosse protegida, e assim foi. Ainda hoje o seu arvoredo, almas e aura nos inspiram ou abençoam..
Em Portugal e Índia Portuguesa, General José Ferreira Martins, E. Tudela de Castro, Augusto Casimiro, Mariano Saldanha, Adeodato Barreto (que se correspondeu com ele, como descrevemos noutra efeméride deste 7 de Maio, mas em 1928. e que anexamos no fim), Bento Jesus Caraça, Telo de Mascarenhas, António Figueirinhas, Cecília Meireles, Lúcio de Miranda, Santana Rodrigues, Leniz de Castro Norton de Matos e Sylvina de Troya Gomes admiraram-no e escreveram sobre ele ou traduziram-no. A sua Universidade Vishva Bharati, a Índia Universal, de ensino livre e ao ar livre continua a funcionar, com uma grande livraria e algumas escolas, mas certamente já sem o fulgor da sua época. Visitei-a em 1995 e dialoguei com o seu director, mas ficará para outra vez os apontamentos de tal encontro. Setenta anos antes, em 1925, com Tagore vivo, E. Tudella de Castro, publicava a sua obra Shankinketan (O Asilo da Paz) na qual escrevia entusiasmado: «Rabindranath Tagore, figura excelsa de sábio e de educador, é o Poeta do Oriente que, com o seu esforço individual, lançou mais uma pedra básica para o monumento a erigir à Comunhão Universal, foi ele que, por seu turno, revelou ao Ocidente duma forma completamente privada, eco mântrico dos Upanishads - voz melodiosa e meiga dos filhos do Ganges. O seu apelo para a criação duma Universidade Internacional, onde todas as mentalidades se possam envolver num amoroso amplexo, num abraço fraternal, teve o magismo de arrebatar toda uma culta elite mundial.
Essa Universidade - segundo o seu pensar - é destinado àqueles que querem trabalhar juntos em prol da Verdade; àqueles que querem herdar da herança comum; àqueles que chegarem a compreender que os artistas do Universo criaram formas de beleza, que os homens da ciência descobriram segredos, que os filósofos resolveram problemas que os santos viveram segundo a sua fé, não unicamente para a glória da raça a que pertenceram, mas para a prosperidade da humanidade inteira.» Aspirações e palavras ardentes, de Tudella de Castro, algo queimadas nos nossos tempos tão violentados, mas sempre renascendo em seres de boa vontade...
O seu dia de aniversário continua a ser celebrado em todo o mundo. São muitos os institutos, as obras, as revistas, os filmes e as músicas ligados a ele... 
Como portador e transmissor do Santo Graal da Paz, da Beleza, do Amor, da Harmonia e do Espírito, Rabindranath Tagore continua vivo... 
                                                    
Oiçamo-lo agora em Stray Birds, Aves Vadias, dada à luz em 1916,  num ramalhete das frases poéticas traduzidas por mim. Entre chavetas vai no fim de algumas traduções o meu comentário, ou seja, como é que eu diria...
3. O mundo tira a sua máscara da vastidão para o seu amante. Torna-se pequeno como uma canção, como um beijo do Eterno. [Ama mais a Natureza e ela acarinhar-te-á.]
6. Se derramas lágrimas então perdes o sol, e perdes também as estrelas [Luta para vencer as tristezas, desilusões e medos, e para que o sol do Divino Amor irradie através de ti]. 
18. O que tu és não vês, o que vês é a tua sombra.
25. O ser humano é uma criança recém-nascida, o seu poder é o poder crescer.
28. Ó Beleza, encontra-te a ti própria no Amor, não no espelho lisonjeador. 
35. A ave deseja ser uma nuvem. A nuvem deseja ser uma ave.
38. Mulher, quando te moves no serviço da casa os teus membros cantam como um regato montanhoso entre as suas pedras.
41. As árvores, como as aspirações da terra, estão em bicos de pé para espreitar o céu. 
43.O peixe na água está silencioso, o animal na terra é barulhento, o passaro no ar está  cantar. Mas o ser humano tem em si a capacidade do silêncio do mar, o barulho da terra e a música do ar.
46. God finds himself by creating. A Divindade descobre-se ao criar.
51. O teu ídolo é destroçado em pó para provar que o pó de Deus é maior que o teu ídolo.
56. A vida é-nos dada, e nós a merecemos ao dá-la.
61. Bebe o meu vinho, no meu próprio cálice. Ele perde a grinalda de espuma quando derramado no de outros. [O cálice do amor do outro ser deve ser sentido no seu coração e ser e aí comungado em movimentos recíprocos de entrega e recebimento.]
73. A castidade é uma riqueza resultante da abundância de amor. [Se estamos mais em amor, conseguimos estar menos frustrados e mais sublimados, gerando criatividade e alegria.]
143. Mulher, com a graça dos teus dedos tocaste as minhas coisas e a ordem brotou como uma música. [Encontrarmos o ser cuja aura e toque nos harmoniza é uma graça divina.] 
174. As nuvens enchem as taças de água do rio, escondendo-se a si mesmas nos montes distantes. (Embora longe ou separados, as nuvens dos nossos afectos regam os campos das nossas almas]
185. Eu sou a nuvem outonal, esvaziada de chuva, vê a minha plenitude no campo de arroz maduro. [Sabermos dar-nos adequadamente é certeza da felicidade do dever cumprido, da graça do amor partilhada]
196. O meu coração é como o caixão dourado do teu beijo, diz a nuvem do pôr-do-sol para o Sol.
220. Faz de mim o teu cálice e que a minha plenitude seja para ti e para os teus.
227. O movimento da vida tem o seu descanso na sua própria música.
242. Esta vida é o atravessar o mar, onde nos encontramos no mesmo acanhado barco. Na morte atingimos a outra margem e vamos para mundos diferentes.  [Será assim para todos, ou desejamos sempre encontrar alguns companheiros para a viagem no além?]
245. O canto do pássaro é o eco da luz da manhã vinda da terra. [A osmose entre cada ser da natureza e os seus múltiplos aspectos deve-nos desafiar a sabermos também gerar os melhores cantos, actos e sonhos, comungando das melhores luzes do Universo.]
248. O ser humano é pior que um animal quando é um animal. [ A irritação, o ódio, a crueldade não existem no reino animal e rebaixam portanto o ser humano abaixo dele.]
249. Nuvens escuras tornam-se flores do céu quando beijadas pela luz. [Se verdadeiramente beijamos alguém esse ser é transfigurado, iluminado.]
251. O silêncio da noite, como uma lamparina profunda, está  a arder com a luz da Via Láctea. [Noites ardentes e silenciosas, geram se aprofundadas comunhões com os mundos distantes.]
262. As folhas trémulas desta árvores tocaram o meu coração como os dedos de uma criança. [O nosso tacto amoroso transfigurou os nossos corpos e almas.]
272. Cheguei à tua margem como um estrangeiro, vivi na tua casa como um convidado, deixo a tua porta como um amigo, minha terra. (Sem ter que voltar, mas grato e deixando alguns sinais e contributos para o reconhecimento do teu amor e para a consolidação da tua vida luminosa.]
273. Que os meus pensamentos cheguem até ti, quando eu me for, como os reflexos luminoso do pôr do sol na margem do silêncio estelar. [Por isso alguns mestres transmitiam os seus mantras ou orações sagradas em iniciações que eram meios de conservar comunhões para além das barreiras da vida e da morte.]
276. O dia de trabalho está realizado. Esconde a minha face nos teus braços, Mãe. Deixa-me sonhar. [Bem raro o ser que consegue sonhar nos braços da Mãe Terra ou da Mãe Divina. Para chegarmos a adormecer nos sues braços, ou mão, como desejou Antero, quanta oração não lhe devemos fazer?]
277. A lamparina do encontro arde longamente; apaga-se todavia num instante no momento da separação [Alguns de nós conseguem manter o ardor do amor encontrado mesmo separados.]
278. uma palavra, Ó Mundo, conserva para mim no teu silêncio, quando eu morrer: «Eu amei.» [Que ligações, que transfigurações, que realizações flamejantes ou humildes continuarão a ressoar na terra após a nossa partida? E que ecos serão como que braços abertos para nós no Cosmos?]
284. O amor é a vida na sua plenitude, como a taça (cup) com o seu vinho. [Um ser fiel do Amor está sempre a gerar no seu corpo e alma o suco do amor e da luz.]
285. Eles acendem as suas próprias lamparinas e cantam as suas próprias palavras no seus templos. As aves, porém, cantam o Teu nome  na tua própria luz matinal, - pois o teu nome é alegria (joy- ananda). [Sabermos discernir qual é a acção, pensamento e sentimentos justos e beatificantes é a arte da harmonia e é por ela que nos unimos ao mundo Divino.]
286. Conduz-me ao centro do teu silêncio para encher o meu coração de canções.
287. «Que eles vivam, os que o escolhem, no seu próprio mundo de fogos de artifício assobiantes. O meu coração aspira às tuas estrelas, meu Deus». [Felizes os que sabem não se perder nas aparências e egoísmos ilusórios e aspiram às estrelas e ao Sol Divino, com perseverança.]
291. Um dia cantarei para ti no nascer do sol de algum outro mundo: Via-te antes à luz da terra, no amor humano" («I have seen thee before in the light of the earth, in the love of man»)
292. Nuvens vêm de outras vidas flutuando até à minha vida já não para derramar a chuva ou desencadear tempestade mas para dar cor à atmosfera do meu pôr do sol. 
297. A doçura do teu nome enche o meu coração quando eu esqueço o meu - tal como o teu sol matinal  quando a névoa se vai dissipando.
301. Deixa-me sentir este mundo como o teu amor tomando forma, então o meu amor ajudá-lo-á. [Todos nós somos chamados a fazer aumentar o amor e a felicidade na vida e a diminuir o sofrimento e a ignorância dos outros e nossa. Se o fizermos como aliados ou amigos de Deus, máximo]
304. Atravessas desertos de de terras áridas para chegares ao momento de realização plena. [saibamos perseverar na aspiração aos nossos mais elevados fins].
307. Não me deixes envergonhar-te, Pai, tu que manifestas a tua glória nas tuas crianças. [Saibamos honrar ou continuar toda a cadeia dos nossos antepassados ou ascendentes até chegarmos à Divindade e que ela se sinta alegre com a nossa acção no mundo],
313. Saberemos um dia  que a morte nunca nos poderá roubar aquilo que a nossa alma ganhou, pois os seus ganhos são um com ela. [A consciência de que somos almas espirituais e que continuaremos após a morte do corpo físico ajudar-nos-á a manter a consciência nesse momento da transição para o além e também avançarmos mais radiosamente para os planos de luz maior].
315. Quando todas as cordas da minha vida estiverem sintonizadas, meu Mestre, então a cada toque de ti sairá a música do amor. [Fortalece-me, para que diante todas as situações saiba  estar em amor e sabedoria e gerar a luz e a musica, em unidade].
316. Deixa-me viver verdadeiramente, meu Deus, de modo a que a morte para mim se torne verdade. [Felizes os que saberão chegar à hora da morte sem medos e abertos á verdade que ela revelará de nós e dos nosso futuro]. 
326. Que esta seja a minha última palavra, que eu confio no teu amor. [Que esta seja a minha palavra: Ó Deus, eu amo-te tanto que o meu amor abrase muitos outros seres nesta Unidade que nos liga a todos e que tu és.]
                                                          
Alguma da bibliografia portuguesa, além da já citada, de Rabindranath Tagore: 
        Casimiro, Augusto. Poesia Rabindranath Tagore (o músico e o poeta). Lisboa, Seara Nova, 1939,
Casimiro, Augusto. Poesias de Tagore. Introdução, Selecção e Tradução. Lisboa, Editorial Confluência, 1942.
Castro, E. Tudella de. Shantiniketan (O Asilo de Paz). Lisboa, 1925. Conferência realizada na Sociedade Teosófica em 11 de Maio de 1923. 
Barreto, Adeodato. Civilização Hindu. Lisboa, Seara Nova, 1935.
Mascarenhas, Telo de. Rabindranath Tagore e a sua mensagem espiritual. Porto, Edições do Oriente, 1943. 
E da autoria de Rabindranath Tagore: 
O Jardineiro d'Amor. Tradução António Figueirinhas. Porto, Figueirinhas, 1925. 2ª ed. 
        As Quatro Vozes. Tradução de Telo de Mascarenhas. Lisboa, Inquérito, 1942.
        A Casa e o Mundo. Tradução de Telo de Mascarenhas. Lisboa, Editorial Inquérito, 1940. 
        Naufrágio. Tradução de Telo de Mascarenhas. Lisboa, Editorial Inquérito, 1942. 
        A Chave do Enigma e outros contos. Trad. de Telo de Mascarenhas. Lisboa, Inquérito, 1943. 
         A Voz da Mãe dava sentido às Estrelas.     Lisboa, Assírio & Alvim, 2017. Antologia de três obras, uma das quais completa, a Lua Crescente.
Anexo acerca de Adeodato Barreto, também de comemoração Tagoreana no dia de hoje, extraído  do blog: http://pedroteixeiradamota.blogspot.pt/2017/04/maio-e-suas-efemerides-do-encontro-do.html:  
Sai neste dia 7 de Maio em 1928 o 1º número do jornal Índia Nova, o grande sonho de Adeodato Barreto (natural de Margão, 1905-1937), em Coimbra (onde terminava as suas licenciaturas em Histórico-Filosóficas e Direito), jornal que dirigirá com José Teles e Teles de Mascarenhas.  Inclui uma carta de Rabindranath Tagore, de apoio a outro projecto da ardente e abnegada alma luso-goesa: «É para mim um motivo de satisfação profunda o saber que procurais estabelecer um centro de Cultura Indiana na Universidade com o fim de tornar mais conhecida e devidamente compreendida do povo português a história e civilização da Índia... Estou plenamente de acordo com os fins do Instituto Indiano e dou-lhe entusiasticamente o meu sincero e caloroso apoio». Foram publicados seis números do jornal, entre 1928 e 1929 e foi criado o Instituto Indiano, dentro da Universidade de Coimbra, apoiado por Joaquim de Carvalho e  Mendes dos Remédios, o qual organizou algumas conferências, bem como uma publicação nas edições Swatwa, impressa na Figueira da Foz. Nos anos vinte e trinta do séc. XX, Adeodato Barreto foi provavelmente nesta época a voz mais ardente da civilização Indiana em Portugal, colaborando em vários jornais e revistas. Rodrigues Júnior, na sua descrição de uma viagem à Índia Portuguesa em 1961 e publicada em Lourenço Marques, Terra Nossa na Costa do Malabar, consagra-lhe um capítulo assim iniciado:«Os nossos primeiros contactos com as coisas espirituais da Índia, fizeram-se através da [revista] Seara Nova, lendo e meditando estudos ali publicados pelo então jovem escritor Adeodato Barreto. Civilização Hindu, era o título desse estudo que definiu não apenas o homem nativo da Índia, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, amando a sua terra, mesmo longe dela, com o calor ardente da sua alma(...)» 
 
                              Foi (e é) um dos mestres da religião universal do Espírito e do Amor

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