quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Antero de Quental e Maria Amália Vaz de Carvalho. "Pelo mundo fora" 1896.

Embora Antero de Quental e Maria Amália Vaz de Carvalho nunca se tivessem encontrado, creio eu, Maria Amália, quando os Sonetos foram publicados em 1886, escreveu uma crítica admiradora que serviu de ensejo a Antero replicar com uma simpática carta, bastante valiosa na polémica sobre o pessimismo e o suicídio e que em 1896 Maria Amália publicará, antecedida pelas suas reflexões sobre a morte de Antero, ocorrida em 1891.
É no livro Pelo Mundo Fóra, de 1896, que encontramos a valiosa homenagem a Antero e que, escrita em dois curtos capítulos, segue aqui digitalizada, para já só no 1º capítulo, e anotada brevemente por mim no próprio exemplar.
A origem do suicídio é vista pela escritora no domínio das ideias, da metafísica e na incapacidade de equilibrar os vários pontos de vista contraditórios que Antero fora acolhendo ao longo da vida.
O texto resume muita compaixão e amor, mas também alguma incompreensão do Nirvana que Antero admitira ou procurara, e é de facto um bom texto para reflexão e diálogo, nomeadamente quanto aos sentimentos e ideias de Antero e dos que procuram a Verdade....















2 comentários:

Carlos Oliveira disse...

Obrigado pela partilha. Gosto muito de Amália Vaz Carvalho principalmente o livro cartas a Luísa em que analisa com grande perspicácia a era de transição do séc xix para o xx no que diz respeito a descrença que se apoderou das almas em virtude das novas descobertas do materialismo científico. Também gosto de Antero e o Sr Pedro já me pôde dizer que as suas cartas as quais possuo são a sua melhor obra. Mais um vez obrigado. Li com prazer. Os melhores cumprimentos Carlos Oliveira

Pedro Teixeira da Mota. disse...

Graças, Carlos. Sim, as Cartas, as Tendências Gerais da Filosofia na segunda metade do séc. XIX, e mais alguns textos são o melhor, é claro não nos debruçando sobre a sua Poesia, onde também brilhou... Criei uma página no Face consagrada à Maria Amália Vaz de Carvalho e quando quiseres cooperar, força. Cumprimentos cordiais.