quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

"E Antero disse..." Poema inspirado e algo profético do P. Moreira das Neves, escrito do alto do Cristo Rei


 Corria o ano de 1959 e o mês quente florido de Maio, quando o Padre Moreira das Neves (18/11/1902 a 31/3/92), desde 1934  chefe de redacção do jornal da Igreja Católica «Novidades», escritor, conferencista e poeta, entusiasmado e inspirado com a construção e a inauguração do monumento nacional a Cristo Rei, escreveu o seu décimo quarto livro intitulado Cristo sobre o Tejo, com 31 poemas, quatro deles dedicados a seres,  Antero de Quental, Rainha Santa Isabel, Princesa Santa Joana e Jesus, e os outros a Lisboa, ao rio Tejo, à história e alma portuguesa, todos eles repassados de religiosidade, ora sofredora ora esperançosa e alegre. A obra leva como dedicatória inicial: «A todos aqueles que na suplica e na esperança amorosamente o ajudaram a construir.»

Vamos partilhar o poema de Antero de Quental, pois o P. Moreira das Neves era um bom apreciador e conhecedor da Literatura Portuguesa e nomeadamente da geração de João de Deus, Antero, Eça, Junqueiro, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins, sendo o seu livro O Grupo dos Cinco. Dramas Espirituais, bem valioso, com bastantes páginas dedicadas a Antero, derivando o seu drama de não se ter conseguido conhecer, sofrendo duma luta entre o coração e a cabeça. sem humildade para aceitar os ensinamentos da Igreja, pelo tivera um "curto-circuito espiritual" ao suicidar-se, ressalvando que Deus ainda assim no seu íntimo o poderia ter salvo.  Este seu poema dedicado a Antero, ou invocando-o, foi inspirado das alturas do monumento do Cristo Rei, após  árdua subida de 500 degraus em andaimes, num dos fins de tarde em que o Sol poente derrama sobre Lisboa e o Tejo os seus raios, gerandos miríficas refrações coloridas.

A fala imaginada de Antero, depois de ter invocado outros dois grandes poetas da solidão e do amor, e da serra da Arrábida, Frei Agostinho da Cruz e Sebastião da Gama,  é um discurso póstumo que poderemos até aceitar como possível, como não destoando do que Antero Quental lhe poderia murmurar se eles estivessem clarividentemente em diálogo. E quem saberá o que se passou na inspiração do poema na alma do P. Moreira das Neves?

E ANTERO DISSE:

«São quinhentos os degraus.
A um por um os subi.
Subi-os, o peito arfando,
Arrastado no desejo
De conquistar as alturas
Do pedestal hirto e enorme

E por escadas de andaimes
Subi ao cimo da estátua
Do Cristo de sobre o Tejo.

Em baixo, o rio corria,
Dizendo adeus à cidade
E já sentindo nas ondas
O sal das ondas do mar.
Ao longe o mar era espuma,
Espuma e distância azul.
Ao longe a terra era verde,
Toda de verde vestida

E sobre o Tejo correndo
E sobre a terra sonhando,
Um céu de poema heróico
cheio de sol e nuvens.

Ardia a tarde nos vidros
Das janelas de Lisboa.
Sobre o zimbório da Estrela
sangravam jóias acesas.

Uma bandeira flutuava
Sobre a torre de Castelo
De altas ameias morenas.
Ao Sol, de burel, a Arrábida
Clamava nomes de poetas:
Frei Agostinho da Cruz.
O da divina saudade,
E tu, Sebastião da Gama,
Arauto da Serra-Mãe.

Subi ao cimo da estátua
E entrei no braço direito
Do Senhor das Amplidões.
Lembrei os versos de Antero,
Coração crucificado
Na angústia do pensamento
Ansioso de repousar
Na mão direita de Deus.

E Antero me disse, triste
Com a túnica de bruma
Da ilha de S. Miguel:

-- A imagem vale uma sombra.
Para além da sombra, olha
O Corpo das Cinco Chagas
jorrando como, em verdade,
Cinco fontes infinitas
E, para além do corpo, alma,
Princípio e glória de tudo.
A alma que me falou,
E que eu não soube escutar
(Por não ouvir essa voz
Na hora do desencanto,
É que eu cedi, lábios mudos,
À tentação dos abismos).
Mas Cristo é Deus. Deus é Pai.
Grita-o sempre, sem descanso.
O mundo deseja a paz.
A paz não vem de outra origem.
O mundo deseja o amor.
O amor não vem senão dEle.
Sem Ele, os anjos não lutam
Pela salvação da Esperança.
E então os homens, transidos,
Possessos de ódio e loucura,
Nunca mais farão poemas
Nem catedrais. Nunca mais!

E cairão sobre o gume
Das suas próprias espadas.» 

O que encontramos de profético no poema é o estado da humanidade sem amor, infrahumanizada ou transhumanizada, oprimida pela oligarquia globalista liberal. sem referência a Deus, a Cristo, à alma, à voz da consciência, ao Anjo, à Tradição, à família.

Antero sempre desejou e recomendou tentarmos ouvir a voz interior da consciência, e segui-la, e lamenta-se de não a ter escutado quando se suicidou e se precipitou num vácuo, abismo, inconsciência, ou nada, Temporário estado, claro, embora não saibamos bem por quanto tempos, e o que o terá ajudado a elevar-se para planos de luz e de auto-consciência, e de abertura ao Anjo, ao Cristo, à Divindade. 

São valiosas a sugestão de oração pela Paz e Amor: a fonte é Cristo, ou o Logos Solar, o Amor-Inteligência Divina. E a de que é nesta ligação que os Anjos trabalham pela esperança dos seres humanos., ou que neste estado consciencial e anímico que temos acesso a eles.

Saibamos pois abrir-nos mais a estas vibrações e dimensões divinas, para que os Arcanjos e Anjos da Guarda possam fortificar-nos na luta contra as forças do ódio, da mentira, da manipulação, da opressão, da corrupção, que no presente tanto regem o Ocidente e a tão desgraçada, anti-democrática e anti-russa direcção da União Europeia.. 

Que Frei Agostinho da Cruz, Antero de Quental, Sebastião da Gama, o P. Moreira das Neves, e outras grandes almas,  nos inspirem a abrir-nos mais ao Amor-Sabedoria Divina, a sê-lo (esto) e a partilhá-lo no mundo, e entre os poucos mais afins, os dois ou três unidos no nome, palavra ou Logos!

domingo, 28 de dezembro de 2025

Poem to the spirit, and of the flight to the Divinity, two in the One.

                                             

 To the Spirit, in me, in you, in all.

Invocation of the Spirit:
Let us investigate, that is, enter,
deepen, let oneself sink,
research, humbly wanting to walk
and progress in fields not well understood,
or belittled but nevertheless important,
valuable, transformative, essential.

Investigate knowledge
of the human Spirit,
and of his capabilities for the future,
to strengthen ourselves,
and 
to improve the soul of Mankind .

Investigate deep w
ithin
through practices
psycho-spiritual,
and abroad by the testimonies,
highlighting those who best knew
saw, experienced, desc
ribed,
and share
 spiritual knowledge,
the Spirit throughout the centuries,
in Portugal but not only,
the main connoisseurs,
mystics, masters, and writers.

Perhaps the best seekers and knowers
were mystics and religious figures
like Francisco Sousa Tavares, Friar Hilary,
Gregório Taveira, and later poets scholars
of esotericism and occult sciences,
such as Leonardo Coimbra and Fernando Pessoa,
without forgetting Antero, Bocage, Agostinho, Dalila.

You and I investigating the spiritual Light,
opening our eyes and hearts wide,
for the Spirit manifests itself to us,
consciousnesses in human bodies and brains,
by the inner Light that we see,
forms and beings revealing themselves to the eye,
for the happiness and gratitude that we feel.

-"I open myself more to the light," this is our prayer,
Deepening the visions of light and even of souls.
- "Spiritual eye," we want to open you up more.

Of the methods for this, contemplation stands out.
of images, paintings, mandalas, vesica pisces, and spirals,
crystals and flowers, trees, rivers, and mountains,
as well the intensification of love for the Divinity.

Here I am,
I, my spirit,
and the spirits of the universe
and to whoever may read me:
you, so far away in time and space
from this here and now: - Open yourself to God..

Invoking the spirit more frequently and strongly
springs from prayer and meditation
or, grace of graces,
with a kindred soul, twin or elevated,
with which duality becomes unity,
and is communion of constant love in aspiration.

But so difficult it is to have similar wings
and have the same flight in the spiritual world,
that poetry and song began to pray
and the chests and hearts opened to bleed.

I gave you my hand, you gave me your hand,
after the eyes have extended inward
aiming to the luminous ocean of the Divinity,
and the hearts becoming an intense flame,
search the Divinity to worship and love,
in the mystery of the Being that we are, you are..
Aum I am... Aum we are... Aum is...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Poesia ainda solsticial e natalícia. Das conversas e convergências, da Luz e do Logos solar em nós.

Escrever sobre o Natal,
Na terra e alma de Portugal,
É mensagem quase secreta
Face à imensidade da alienação,
tantos anos de manipulação e ignorância
só recolhem divisão e arrogância.

Natal é tentar desalienar
esclarecer e iluminar. 
É cavar fundo a sós e encontrar
A ligação que satisfaz o coração
Gerar o amor que desvenda a luz,
Provinda do espírito e do divino.

Natal é, no coração, o Divino inspirar,
e logo harmonizar, perdoar, renovar. 
Fogo a arder sem parar,
queimando impurezas,
aquecendo amizades,
esclarecendo dúvidas,
estimulando criações. 

Mentes por fim livres 
da vaidade, ódio e erro.
Corpos puros sem poluírem,
Irmã Natureza em amor assumida, 
campos e árvores 
em poisio,
pessoas pela verdade
se associando.

 O Natal outrora e sempre em Portugal,
é o resgate dos iniciáveis a realizar-se,
ressurgindo como cavaleiros do Amor,
eterna história dos múltiplo conflitos
em sábia e amorosa harmonia resolvidos.

Natal é invocação comungante dos espíritos,
Taça de partilha na união de todos nós,
Portadores do Bem geral e da Divindade,
Na harmonia de objectivos e boas vontades. 

Natal, olhos nos olhos discutindo,
mentes com as mentes convergindo,
a demanda da verdade estimulando-nos
 no apertar a mão a partir do coração.

Natal, os corações a inflamarem-se,
a comunicarem, a amarem-se.

A conversa é exercício de amor crístico:
critica-se a decadência do Ocidente,
conta-se com a sabedoria profunda do Oriente, 
é-se a multipolaridade do corpo místico  da Terra,
invoca-se o Sol invicto, o Logos, o Jesus Cri
sto divino. 

Que o Logos do Amor-Inteligência comece de novo a brilhar mais em ti!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Poema de demanda consciencial e espiritual, no Inverno e dias natalícios, rumo ao fim do ano.


Noites de Inverno,  dias bem trabalhados,
a alma ergue-se  em gratidão e amor,
interroga-se como melhorar a Humanidade. 

- Ora, medita, quando poderes, de manhã face ao sol,
ao deitar, diante de
  imagens sagradas,
a qualquer momento, erguendo a chama do coração.

De resto, sê lúcido pela multipolaridade equitativa,
ardente e confiante, transform
ador e unificador.

Não desanimes mais de que por momentos,
aprende a morrer confiando que v
ais renascer.

Sacrifica-te, esforça-te, dá-te com conta, peso e medida.

Sê um portador do Graal, da taça do Amor
   no peito abert
a ao fogo que sobe e desce. 
    irradiando como força de verdade e harmonia,
como auto-consciência, 
lucidez e destemor. 

Não temas a solidão, trabalha, ora, aspira
e assim crescer-te-ão as asas do amor
aberto ao Cosmos, aos seres e à Divindade.

Avança corajosamente nos teus deveres,
discerne o que podes erg
uer a missão sacra
e, desprendido, interage libertadoramente.

Sê alma portadora do santo Graal,
compassiva e abnegadamente,
lúcida e corajosamente
pelo Bem e a Verdade,
a Multipolaridade e a L
iberdade,
unindo a Humanidade e a Divindade
 

Alexander Dugin: A Marcha da União Europeia para o fim. O que é a actual democracia liberal globalista da União Europeia. "Europe’s March Toward the End". Text bilingual.

Eis o último artigo, breve, de Alexander Dugin, um geo-estratega da Eurásia, um profeta do fim da democracia ditatorial globalista ocidental, e que numa série de raciocínios, por vezes algo rápidos ou simplificadores da  complexidade em causa, critica os defeitos e erros da democracia liberal, dirigida, e ainda mais corrompida, pela actual direcção da União Europeia, e como ela ditatorialmente ataca a Europa da Tradição e tende à sua auto-destruição. As críticas são claras, já o fim do texto é algo enigmático, mas como imagina ou antevê o futuro é natural, pois muitas  são as mensagens a tentar agitar as massas em sentidos ora alienadores ora libertadores. Oremos, meditemos, esforçemo-nos para que a Luz do Logos, inteligência e amor Divino, vença, brilhe, aqueça e inspire  cada vez mais as almas que querem despertar e libertar-se na Europa e no Mundo.
 
        Alexander Dugin: a Marcha da União Europeia para o fim.                                               25/12/25
«A União Europeia é um exemplo expressivo de como a democracia pode falhar e  tornar-se o seu próprio oposto. Mas resta definir se o problema  é da UE ou se é uma característica natural da própria democracia?
O liberalismo é essencialmente internacional. Portanto, o tipo de democracia da UE é a consequência lógica do liberalismo aplicado. Parece que não é um desvio casual, mas sim uma conclusão inevitável. Platão acreditava que qualquer democracia levava sempre à tirania. E a tirania leva a um fim.
A União Europeia é o caminho para o fim, para o inferno. É por isso que seus chefes estão a preparar a guerra [com a Federação Russa ]. É uma profunda vontade de suicídio. A política de género e LGBT+ é o outro lado disso. A emigração ilegal em massa também. O suicídio pode ser um programa político. E alguns europeus votam nele.
O Ocidente é a vontade de auto-aniquilação, a vontade de morrer. Sem mais família, sem mais filhos, sem mais agricultores, sem mais população original, sem mais humanos (AGI [Inteligência Artificial Geral], robots). O amor pela Ucrânia é o síndrome transparente do amor pela morte.
A União Europeia é anti-civilização. É anti-humana. Os líderes da UE esperam religiosamente o fim de Trump. Depois dele, esperam que o verdadeiro Anticristo (Democrata) apareça em Washington. Depois disso, começa o mistério final da auto-aniquilação. É por isso que a guerra com a Rússia está planeada para 2028.
 
Em ambos os extremos do espectro político, o cancelamento da democracia é inevitável: o povo exige o abandono da farsa democrática liberal e o início do governo de Katehon [ou Katechon, II Tessalonicos 2:6–7, o removedor do que restringe a presença Crística, ou do Logos Inteligência-Razão-Amor nas sociedades], os liberais instalam a tirania direta. Portanto, a democracia é mais um bluff.»
                            

                   "Europe’s March Toward the End".   
«EU is an expressive example of how democracy can fail and become its own opposite. But it rests to define whether it is the problem of EU or the natural feature of the democracy itself?
The liberalism is essentially international. So EU type of democracy is the logical consequence of the liberalism applied. It seems it is not casual deviation, rather inevitable conclusion. Plato believed any democracy leads always to tyranny. And the tyranny leads to an end.
EU is the road to the end, to the hell. That is why its chiefs are preparing the war. It is deep will of suicide. The gender politics and LGBT+ is the other side of it. The illegal mass migration as well. The suicide can be political program. And some Europeans vote for it.
The West is the will for self-annihilation, the will to die. No more family, no more children, no more farmers, no more original population, no more humans (AGI, robots). The love for Ukraine is the transparent syndrome of the love for death.
EU is anti-civilization. It is anti-human. The EU leaders religiously wait the end of Trump. After him they expect the true Antichrist (Democrat) to appear in Washington. After that the final mystery of self-annihilation begins. That is why the war with Russia is planned 2028.
On both extremes of political spectrum the canceling of democracy is inevitable: the people demands the abandon of liberal democratic farce and beginning of the rule of Katehon, the liberals install the direct tyranny. So democracy is rather a bluff.» 
Text is online, in Alexander Dugin Substack.
 

Meanings of Christmas, Spirit, Christ, Logos, perennial and in the pratice in our days.

 


Christmas 2025 is upon us. Traditionally the most spiritual time of the year, but in fact what happens, or what can happen more internally?
Could it be that the Divinity pours out special energies during this time of year? Could it be Jesus Christ? Will they be great beings, celestial spirits, or humans saints and masters? Or is it only the natural cycle of solstices and equinoxes?
It is complex for us to respond because, probably, beyond external influences, social and celestial, and also the planetary subtle energies, there is also a divine pulse in our depths casting more light and love during this time.
What does it want to awaken more, why does it appeal or call for our attention and action?
I believe it is to improve our own and humanity's emotional state, and to attune more with the divine spark, with the inner divine sun, in the vast depths of soul's  space 

It is Spirit who must be born, reborn, and manifest more. And this is reinforced in us by the constant remembrance, awareness, and overlay of him on our thinking-feeling about with what our physical body and mind do.
Of the other factors at play, let us question the best traditional veins: the Divinity above pouring out energies, as we saw in Nativity scenes and gospels; the Angels calling people or radiating glory or light; the Star that guides inwardly, shining high and seen by only a few; Master Jesus descending to Earth and bringing with Him a truly divine connection and aura, and in these we have symbolic but also real images that we can meditate on or contemplate inwardly, invocatively.
Should we recognise that there is a global and traditional Christmas aura intensified in order to inspire more people, despite the problems of the unfortunate European Union, despite the growing religious disbelief, and especially because of the tragedy and genocide in Palestine?
Within the religious and spiritual perennity, for each month of the year, and especially on festive days, there still exists a special aura, both in the archetypal or imaginal world and in the etheric and subtle realm that surrounds us, certainly different according to the religions, traditions and places in which one lives.
In the month of Christmas, there is an appeal to fraternal love, especially within families, but there is also the possibility of a greater work of introspection, mediation and comtemplation that make people discover themselves more as beings emanating from the Divine and so draw closer to there immortal Spirit, which is both individually-personally, as well as the general dynamizer, the soul of the world, and the Divine Original. But we are also challenged to feel and open ourselves more to the spirits of other beings, to recognise them, respect them, admire them...
Also in the air and ether, 
are there  more angelic beings, and so inspiring and fulfilling connections can happen at the right moments and places, namely at the solstice, 21, on the 24th and 25th, and at the end of the year. And the dictum "when two or more gather in my name," means that there is more power when many are reunited in the name of God, of love, whether in churches and temples, homes, innature, or in dialogues or converging conversations, as desired by Antero de Quental (with his Order of the Mateiros), Leonardo Coimbra, Fernando Pessoa, and Agostinho da Silva.
In a hermeneutics of the evangelical teaching, it will be said that where two or more gather in the name of God, of Goodness, of Truth, of Multipolarity, there we will be, we the communion of saints, genius and masters, we the mystical body of the Divinity in the Church, in Religions, in the Cosmos, and in Humanity.
Saints and holy people and masters are beings who have already managed to clear the channels of connection to love, selflessness, the sacred, the spirit, the divine, and thus they nourish themselves, delight in and commune more with it, because there has been a purifying or initiatory work that allowed them to diminish the ego and its limitations and ambitions, desires, possessions, and aggressiveness, opening them more to spiritual, loving, divine communion, to fraternity.
We are all on this path, some more advanced than others, but it is through meditation and action that we shape our soul configuration, which either opens or closes us to God, the highest aspect of the Divinity that can manifest in our individual spirit.
Therefore, participating in dialogues or activities with other beings who are more consciously committed to the path of harmony and spiritual reconnection is beneficial and productive, for us and for the Earth.
However, if such satsanga or company of truth, as it is said in India, is not possible, then wherever we are, let us be the salt of the earth, the light of the world, as Master Jesus recommended to us. In other words, may we know how to give both human and divine quality to relationships and events, as well as to solitude, inner reflection, withdrawal, difficulties, and illnesses, in order to illuminate and transcend them, through the power of will and love.
Will the Divinity then pour out more strength at Christmas, or the Divine is naturally radiating always? Or it is us who can do more Love communion and transmissio?

Well, at least Master Jesus is more active, and therefore the angels and spirits who work with him in the great cosmic harvest are too, especially if we involve them, namely by remembering more the Guardian Angel. And so for the harvest, mass, banquet, each one is called to contribute in one way or another, either praying with Jesus  or the Angels, either not shying away from going and seeing, being and sharing, giving, advising.
Our prayers are valuable in themselves, improving the environmental aura and can be directed and energised by great beings and angels, and even if the prayer is not directed towards anything or anyone, it will be utilised in the beyond...
The collaboration between the invisible world and the human one regarding prayer is not well clarified. Nor the effects on the environment of people who embrace spirituality and religiosity more, people who are beings in search of the Holy Grail, diligent knights and ladies of Love-Wisdom.
Yes, there are still scattered around the world, amidst so much violence, lies, and oppression, beings whose hearts are an authentic cascade of purifying light.
Beings whose hearts are a lighthouse in the dark night.
Beings in whose hearts the resplendent holy Grail rises.
Beings from whose hearts frequently emanate rays of wisdom and love.
There are beings who courageously cast rays of lucidity that diminish the shadows and bewilderments that so alienate, stupefy, and oppress, for example, the Portuguese, the Europeans, the north-americans.
There are beings whose mouths express with justice and depth of soul the call and will of Goodness, of the Divine.
Oh "Christ comes to be born in us," means the aspiration, the will that the loving, wise, spiritual, and divine harmonising intensity be well present in us. And that it be shared as joy and goodwill, fraternity and multipolarity with others.

Christmas means the birth, or rather the rebirth, of the Sun, the Light, the Spirit, the Christ.
Let us rejoice that in these days this luminous vibration is more poured out or supported by archangels and angels, saints, holy ones, masters, and Jesus. If we invoke them and open ourselves, we receive and become more harmonised and enlightened. Let's not allow ourselves to be anaesthetised, depressed, terrified, or overly frightened by the news (skip the television) of the wretched, so manipulated and inhumanized West.
Let us then practice more study and dialogue, meditation and prayer, with faith, hope, and Love, and may Christ, the Divine Solar Logos, flow and shine more in us and in Humanity, free, multipolar, sacred.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Sentidos do Natal, do Espírito, do Cristo, do Logos, perenes e actuais.

 O Natal de 2025 está em cima de nós. Época tradicionalmente mais espiritual no calendário, de facto o que se passa, ou o que pode acontecer mais internamente?
Será que a Divindade derrama energias especiais nesta época do ano? será Jesus Cristo? Serão os grandes seres, espíritos celestiais ou humanos?
É complexo respondermos pois. provavelmente, para além das influências exteriores, sociais ou celestiais, também há um pulsar divino nas nossas profundezas lançando nesta época mais luz e amor.
O que quer despertar mais, porque é que tal apela ou clama pela nossa atenção e acção?
Creio que é para melhorarmos o estado anímico nosso e da humanidade, e para sintonizarmos mais com a centelha divina, com o sol divino interno, nas profundezas do espaço imenso da nossa alma. É ele que deve nascer, renascer, manifestar-se mais. E isto reforça-se pela constante lembrança, consciencialização e sobreposição dele ao nosso pensar-sentir sobre que o nosso corpo físico e mente fazem. 
Dos outros factores em causa, questionemos os melhores veios tradicionais: a Divindade no alto derramando energias, qual víamos nos presépios e evangelhos; os Anjos chamando as pessoas ou irradiando glória ou luz; a Estrela que guia interiormente brilhando alta e só por poucos avistada; o mestre Jesus descendo sobre a Terra e trazendo consigo uma aura bem divina, e eis-nos com mais imagens simbólicas mas também que reais, que poderemos meditar ou contemplar interiormente, invocadoramente. 
Deveremos reconhecer que há uma aura mundial e tradicional natalícia intensificada a inspirar mais as pessoas, apesar dos problemas da desgraçada da União Europeia, apesar da crescente descrença religiosa, e em especial por causa da tragédia e genocídio da Palestina?
Dentro da perenidade religiosa e espiritual, para cada mês do ano, e em especial nos dias festivos, subsiste ainda assim uma aura especial, tanto no mundo arquétipo ou imaginal como no subtil nos rodeia, certamente diferente conforme as religiões e tradições em que se vive. 
No mês de Natal há um apelo ao amor fraterno, em especial nas famílias, mas há também a possibilidade dum trabalho de interiorização maior que faça as pessoas, descobrirem-se mais como seres emanados da Divindade e  aproximarem-se do Espírito imortal. Tanto individual e próprio como o geral dinamizador, alma do mundo, e o Original Divino. Mas também somos desafiados a sentir e abrir-nos mais aos espíritos de outros seres, reconhece-los, respeitá-los, admirá-los... 
Também no ar e éter há mais seres angélicos, e as ligações inspiradoras e plenificadores podem acontecer nos momentos e locais certos, nomeadamente no solstício, nos dias 24 e 25, e no fim do ano. Tal é mais forte "quanto dois ou mais se reúnem em meu nome", em nome de Deus, do amor, seja nas igrejas e templos, seja nas suas casas, seja na natureza, seja em diálogos ou conversas convergentes, como queriam Antero de Quental (com a sua Ordem dos Mateiros), Leonardo Coimbra, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
Numa hermenêutica do ensinamento  evangélico, dir-se-á  onde dois ou mais se reunirem em nome de Deus, do Bem, da Verdade, da Multipolaridade, aí estaremos, nós a comunhão dos santos e santas, génios e mestres, nós o corpo místico da Divindade na Igreja, nas Religiões, no Cosmos e na Humanidade.
Santos e santas e mestres são seres que já conseguem ter  desimpedido mais os canais de ligação ao amor, à abnegação, ao sagrado, ao espírito, ao divino, e assim alimentam-se, deliciam-se e comungam mais dele, porque houve um trabalho purificador ou iniciático e que lhes permitiu diminuir o ego e as suas limitações e ambições, desejos, posses e agressividades, abrindo-os mais para a comunhão espiritual, amorosa, divina, para a fraternidade. 
Todos estamos neste caminho, uns mais adiantados outros menos, mas é pela meditação e a acção que vamos marcando a nossa configuração anímica que nos abre ou fecha mais a Deus, o aspecto mais elevado da Divindade possível de se manifestar no nosso espírito individual.
Participar portanto nesta época em diálogos ou actividades com outros seres que estão mais conscientemente empenhados no caminho de harmonia e da religação espiritual é benéfico e produtivo, para nós e para a Terra. 
Todavia e não for possível tal satsanga ou companhia da verdade, como se diz na Índia, então onde quer que estejamos que sejamos o sal da terra, a luz do mundo, como o mestre Jesus nos recomendou. Ou seja, que saibamos tanto dar qualidade humana e divina às relações e acontecimentos, como à solidão, interioridade, recolhimento, dificuldades, doenças, para as iluminar e transcender.

Derramará então no Natal a Divindade mais forças, ou elas são irradiadas naturalmente sempre?
Bem, pelo menos o mestre Jesus está mais activo e portanto os anjos e espíritos que trabalham com ele na grande messe cósmica também, sobretudo se os envolvemos, nomeadamente relembrando mais o Anjo da Guarda, e assim para a messe, missa, banquete, seara, cada um é chamado a contribuir de um modo ou outro, não se devendo escusar a ir e ver, estar e partilhar, dar, aconselhar e orar.
As nossas  orações são valiosas em si mesma, melhorando a aura ambiental e podem ser  encaminhadas e energetizadas pelos grandes seres e anjos e pelo que a oração mesmo que não direcionada para nada ou ninguém será aproveitada no além...
Não está bem clarificada a colaboração  entre o mundo invisível e o humano quanto à oração. Nem os efeitos no ambiente das pessoas que assumem mais a espiritualidade e a religiosidade, pessoas que são seres na demanda do santo Graal, esforçados cavaleiros e cavaleiras do Amor-Sabedoria.
Sim, ainda há espalhados pelo mundo, no meio de tanta violência, mentira e opressão, seres cujo peito é uma autêntica cascata de luz purificadora.
Seres cujo peito é um farol na noite escura.
Seres em cujo peito se ergue o santo graal resplandecente.
Seres de cujos peitos partem frequentemente raios de sabedoria e amor.
Há seres que dardejam corajosamente raios de lucidez que diminuem as sombras e amilhazamentos que tanto alienam, estupidificam e oprimem os portugueses e europeus.
Há seres cujas bocas exprimem com justiça e profundidade de alma o apelo e a vontade do Bem, da Divindade.
Ó “Cristo vem nascer em nós”, significa a aspiração, a vontade de que a intensidade harmonizadora amorosa e sábia espiritual e divina esteja bem presente em nós. E que seja partilhada como alegria e boa-vontade, fraternidade e multipolaridade com os outros.

Natal significa o nascimento, ou melhor o renascimento do Sol, da Luz, do Espírito, do Christos.
Nestes dias esta vibração luminosa é mais derramada ou apoiada pelos arcanjos e anjos, santos, santas, mestres e Jesus. Se os invocamos e nos abrimos recebemos e ficamos mais harmonizados e iluminados. Não nos deixemos anestesiar, deprimir, atemorizar, amilhazar  demasiado nas notícias (dispense a televisão)  do desgraçado Ocidente tão manipulado e infrahumanizado. 
Pratiquemos então mais o estudo e o diálogo, a meditação e a oração, com fé, esperança e Amor, e que o Cristo, o Logos Solar Divino, flua e brilhe mais em nós e na Humanidade, livre, multipolar, sagrada.