sexta-feira, 3 de abril de 2026

Alexander Dugin: O discurso de Trump à Idiocracia. Trump’s Address to the Idiocracy. A war machine driven by decay and delusion. 2/4/26. Bilingual.

   Realizou-se no 1º de Abril o tão anunciado e esperado discurso à nação do presidente do império norte-americano Donald Trump, e de acordo com o dia das Mentiras foi uma autêntica enxurrada de aldrabices, ameaças e ordinarices, como é próprio da sua natureza, e já em degradação, inculta, arrogante, violenta e megalomaníaca. Como seria de esperar, de concreto ou certo nada se pode extrair das sucessivas afirmações, em geral contraditórias e que revelam tanto a sua desordem mental, a necessidade de se promover, de apresentar o insucesso do aatque como uma vitória,  como as diferentes ideias tolas ou fanáticas que lhe são incutidas pelos extremistas sionistas e evangélicos que o rodeiam.

 Alexandre Dugin, com a sagacidade que o caracteriza, reflectiu e escreveu um breve texto de contextualização europeia e mundial que transcrevemos, para haver  alguma informação e reflexão que dissipe a estupidificação que o jornalismo anti-russo, anti-iraniano, ou pró-sionismo e pró-imperialismo oligárquico, gera entre nós..

                                     

                   O discurso de Trump à Idiocracia
Uma máquina de guerra movida por decadência e ilusão, por Alexander Dugin.

Alexander Dugin e o imperador palhaço e a máquina de guerra delirante.

«Trump fez o seu discurso à nação. Foi breve. Parecia miserável e quebrado. As suas bochechas estavam caídas e as pálpebras estavam inchadas. Claramente havia piorado. No entanto, ao mesmo tempo,  ameaçou o Irão com a continuação da guerra. O cronograma mudou; agora é uma questão de vários anos. Uma operação terrestre é mais do que provável, embora Trump ainda não a tenha declarado abertamente. Por enquanto, usando quase as mesmas palavras que Hillary Clinton usou uma vez acerca da Líbia, ele prometeu "bombardear o Irão até este voltar à Idade da Pedra, à qual pertence." É difícil dizer a qual "época" pertence a civilização de Jeffrey Epstein, especialmente porque no Ocidente grandes épocas e períodos de total declínio parecem ter sido confundidos e re-arranjados. Acima de tudo, o que estamos a ver agora parece uma idiocracia.
Os comentários sobre o discurso de Trump nas redes sociais são em grande parte de gozo, sarcásticos e negativos, ao lado das tentativas desesperadas de bots [falsos usuários pagos] para amenizar o fracasso épico, repetindo elogios idênticos e incipientemente construídos.

A esmagadora maioria dos ex-apoiantes de Trump afirma abertamente que "o velho perdeu a cabeça" ("ele passou-se"). Vídeos curtos comparando Trump a Boris Yeltsin—retratando Trump como uma desgraça para a América e Yeltsin como uma desgraça para a Rússia—estão a aparecer mais frequentement e neles, são ambos vistos a dançar e a gesticular. Ao mesmo tempo, para dar a Trump o devido crédito, ele não bebe álcool. Apenas a Coca-Cola Dieta. Os seus vícios são de uma natureza diferente. Muitos nos Estados Unidos estão convencidos de que, tendo sido apanhado nesses mesmos vícios por Epstein e pelos serviços de espionagem israelitas, ele tornou-se uma vítima chantageada e, portanto, iniciou a guerra com o Irão, a qual  é agora obrigado a prosseguir contra todas as probabilidades [de triunfo], apesar da completa falta de desejo do público americano de lutar.

Trump também afirmou que a saúde, o custo de vida e a segurança alimentar não são a sua preocupação. A sua preocupação é a guerra. Tal é este "presidente de todo o mundo humano."  

Ora fora eleito com promessas que eram exactamente o contrário.

Em resumo, o discurso de Trump equivale a um completo fiasco político e psicológico face ao contexto de uma guerra maior em escalada. Assemelha-se crescentemente a uma Terceira Guerra Mundial.
Os Estados Unidos (representados apenas por Trump e pelo grupo de maníacos sionistas que o cercam) procuram travar uma guerra por Israel contra o Irão, enquanto os líderes europeus dirigem os seus esforços contra a Rússia. A NATO está fracturada, mas a paz parece ter sido esquecida por quase todas as partes do rachado - senão estilhaçado Ocidente coletivo
Quer queiramo
s ou não, também somos participantes nesta guerra mundial—na nossa frente ucraniana.

Numa guerra em grande escala, nunca se deve subestimar o oponente, não importa quão miserável ele possa parecer às vezes. A nossa própria força deve ser aumentada rapidamente e por qualquer meio. Por muito degradado que Trump possa parecer, os Estados Unidos continuam a ser uma poderosa força militar. E os países europeus da NATO ainda são um oponente bastante sério. Portanto, para a Rússia, apesar de todas as nossas intenções pacíficas, não há outra opção senão lutar—lutar de verdade, não de forma hesitante. Nossos inimigos (se não estes, então outros) pretendem desencadear a guerra por muito tempo e com grande ferocidade, inclusive contra nós. Isto não pode ser ignorado, e qualquer conversa ou sonho de paz deve ser adiado para um futuro indefinido.

«Paz ou guerra, paz ou guerra, paz ou guerra? Guerra! 

Liberdade ou morte, liberdade ou morte, liberdade ou morte? Guerra!»

 - Egor Letov. [Famoso guitarrista e cantor punk e rock psicadélico russo (1964-2008), que foi, numa vida mesmo muito atribulada, anarquista, nacionalista, e então companheiro de partido de Alexandre Dugin, mas que depois se dedicou só ao ambiente e aos concertos.]

                                                                       Image of Egor Letov: Obituaries in British Newspapers
                             
                         Trump’s Address to the Idiocracy
A war machine driven by decay and delusion, by 
Alexander Dugin

Alexander Dugin on the clown emperor and the delusional war machine.

«Trump delivered his address to the nation. It was brief. He appeared pitiful and broken. His cheeks sagged; his eyelids were swollen. He had clearly deteriorated. Yet at the same time, he threatened Iran with a continuation of the war. The timeline has shifted; now it is a matter of several years. A ground operation is more than likely, though Trump has not yet openly declared it. For now, using almost the exact same wording Hillary Clinton once used about Libya, he promised to “bomb Iran back into the Stone Age, to which it belongs.” It is difficult to say to which “age” the civilization of Jeffrey Epstein belongs, especially since in the West great epochs and periods of total decline seem to have been confused and rearranged. Most of all, what we are seeing now resembles an idiocracy.

Comments on Trump’s speech across social media are largely mocking, sarcastic, and negative, aside from desperate attempts by bots to soften the epic failure, repeating identical and crudely constructed praise.

The overwhelming majority of Trump’s former supporters openly claim that “the old man has lost it” (“he’s gone”). Short videos comparing Trump to Boris Yeltsin—portraying Trump as a disgrace to America and Yeltsin as a disgrace to Russia—are appearing more and more frequently; in them, both seem to be dancing and gesticulating. At the same time, to give Trump his due, he does not drink alcohol. Only Diet Coke. His vices are of a different nature. Many in the United States are convinced that, having been caught in those very vices by Epstein and Israeli intelligence services, he became a victim of blackmail and therefore initiated the war with Iran, which he is now compelled to pursue against all odds, despite the American public’s complete lack of desire to fight.

Trump also stated that healthcare, the cost of living, and food security are not his concern. His concern is war. Such is this “president of the whole human world.”

He was elected on promises that were strictly the opposite.

In summary, Trump’s speech amounts to a complete political and psychological fiasco against the backdrop of an escalating major war. It increasingly resembles a Third World War.

The United States (represented by Trump alone and the group of Zionist maniacs surrounding him) seeks to wage war for Israel against Iran, while European leaders aim their efforts against Russia. NATO is fractured, yet peace seems to have been forgotten by nearly all parts of the cracked—if not shattered—collective West.

Whether we want it or not, we too are participants in this world war—on our Ukrainian front.

In a large-scale war, one must never underestimate the opponent, no matter how pitiful he may at times appear. One’s own strength must be increased rapidly and by any means. However degraded Trump himself may seem, the United States remains a powerful military force. And the European countries of NATO are still a fairly serious opponent. Therefore, for Russia, despite all our peaceful intentions, there is no other option but to fight—truly fight, not half-heartedly. Our enemies (if not these, then others) intend to wage war for a long time and with great ferocity, including against us. This cannot be ignored, and any talk or dreams of peace should be postponed to an indefinite future. »

"Peace or war, peace or war, peace or war? War! 
Freedom or death, freedom or death, freedom or death? War!"

           — Egor Letov [Important and famous Russian punk and rock psychadelic musician [1964-2008] who was an anarchist, nationalist, environmentalist, and friend of Alexander Dugin. 

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